ESTREIAS NO CINEMA: 17 DE JANEIRO

VIDRO

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(Glass) EUA 2019. Dir:M.Night Shymalan. Com James McAvoy, Samuel L.Jackson, Bruce Willis, Sarah Poulson, Anya-Taylor Joy. Ação/Suspense.

Quando assisti “Corpo Fechado” (Infeliz tradução para o original “Unbreakable”, algo como “Indestrutível”) não imaginei que a criativa história do indiano M.Night Shymalan poderia ter algum desdobramento. Então veio o excelente “Fragmentado” e eis que no encerramento surge David Dunn (Willis) apontando a ligação entre os filmes e anunciando o atual “Vidro”. Depois de vários fracassos seguidos (O Último Mestre do Ar, Fim dos Tempos, Depois da Terra), Shymalan retomou sua carreira mostrando que ainda era um bom contador de histórias e mostrando vigor para tratar de uma trama intricada embebida do velho embate do bem contra o mal típica de uma boa história em quadrinho. Depois dos eventos de “Fragmentado”, Kevin (McAvoy) vai parar em um sanatório onde encontra David Dunn (Willis) e Elijah, o Mr.Glass (Jackson), este último fazendo planos e manipulando tudo e todods com propósitos misteriosos. O filme está cheio de referências ao universo das histórias em quadrinhos e nas cenas que mostram lojas de quadrinhos observam-se várias hqs Marvel, além do fato de Samuel L.Jackson ser o Nick Fury e McAvoy ser o Professor Xavier. De qualquer forma, aconselho que se reassista “Corpo Fechado”, e depois “Fragmentado”, antes de se mergulhar no universo compartilhado de “Vidro”, até mesmo antes de julgar o trabalho de Shymalan que já foi chamado de sucessor de Hithcock, e com quem divide o hábito de aparecer em pontas nos filmes que dirige (atentem aqui para o guarda de segurança, e lá está ele). Foram 19 anos entre o primeiro filme e este, um projeto que quase teve Joaquin Phoenix no papel de Kevin Crumb na época em que Shymalan terminara “A Vila”. Bem vindo de volta Shymalan !

COMO TREINAR SEU DRAGÃO 3

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(How to Train Your Dragon :  The Hidden World) EUA 2019.  Dir:Dean Dubois. Com Jay Baruchel, America Ferrera, Gerard Butler, Cate Blanchet, Kit Harrington, Jonah Hill, F.Murray Abraham. Animação.

É impressionante o nível de excelência dessa trilogia, adaptada dos livros de Cressida Cowell. Muito aguardado depois dos eventos do segundo filme em que Soluço (Baruchel) teve que assumir a liderança dos Vikings, o filme atual é o capítulo final na jornada do herói, no processo de amadurecimento da dupla Soluço e Banguella, que aqui encontra uma namorada, uma Fúria da Luz enquanto um novo vilão ameaça a utopia homens e dragões instaurada por Soluço. O filme quase foi lançado ano passado, mas o estúdio Dreamworks encerrou sua parceria de distribuição com a Fox e passou para a Universal.  Preparem os lenços e as lágrimas pois apesar do humor e da ação, o filme finaliza o rito de passagem para essa dupla que conquistou o coração de todos, tendo por isso sido eleito a segunda animação mais aguardada para 2019, perdendo o primeiro lugar somente para “Toy Story 4”.

AMIGOS PARA SEMPRE

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(The Upside) EUA 2019. Dir:Neil Burger. Com Kevin Hart, Bryan Cranston, Juliana Margulies, Nicole Kidman. Drama.

Refilmagem americana do excelente filme francês “Intocáveis” (2011) com Bryan Cranston e Kevin Hart vivendo os papeis que foram de François Cluzet e Omar Sy. Dos mesmos produtores de “À Procura da Felicidade”, o filme de Neil Burger compartilha do mesmo otimismo frente a adversidades que unem pessoas de origens diferentes em torno das quais surge a amizade sincera. Inevitável comparação, a atual versão investe tempo em mostrar o lado dramático de Kevin Hart, mais contido aqui. De forma a impulsionar seu personagem o roteiro guarda algumas diferenças em relação ao Driss de Omar Sy. A história do milionário tetraplégico e de seu leal cuidador é baseado em fatos reais. Philip Pozzo e Abdell Sellou, os verdadeiros protagonistas dessa bela história, já serviram de material até para um documentário francês em 2003. A personagem de Yvonne, que no original foi vivido por Anne Le Ny, também funciona na trama de forma mais dinâmica na pele de Nicole Kidman que conseguiu um feito e tanto quando teve dois de seus filmes tornando-se grandes sucessos de bilheteria simultâneos (“Aquaman” e “Amigos Para Sempre”).

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NETFLIX: BIRD BOX – ÀS CEGAS

Faz algumas semanas que assisti a “Bird Box” e devo dizer que aos meus olhos, sem querer fazer piadinha, é um filme bem regular mas nada tão genial quanto se fez parecer depois do burburinho pela internet. Entendam: A história, adaptada do livro de Josh Malerman, tem seus momentos em cena e consegue ser de fato angustiante conforme acompanhamos a jornada de Malorie (Sandra Bullock), relutante em sua maternidade e progressivamente transformada pelas circunstâncias trágicas de uma insanidade global provocada por estranhos seres. O confronto de personalidades dos sobreviventes presos em uma casa traz a tona sentimentos e reações com as quais podemos nos identificar, principalmente Malorie.

A decisão de conduzir o telespectador sem jamais revelar o visual das criaturas é seu ponto forte, mas em dado momento acaba sendo previsível e frustrando as expectativas, até mesmo porque nada é explicado. De onde vem as criaturas ? Por que elas estão aqui ? Por que estão exterminando a raça humana de forma tão impiedosa ? Essas e outras perguntas ficam sem resposta, eficientes metáforas para o terror pretendido mas decepcionantes artifícios da narrativa à medida que a história segue deixando, para o cinéfilo atento, pistas de qual será o destino dos personagens. A sequência do rio também prende a atenção no terço final da história, mas confesso que duas mortes mexeram mais comigo, mas se eu mencionasse ficaria spoiler para quem ainda não viu o filme e está lendo o artigo.

A diretora dinamarquesa Susanne Bier, de 58 anos, mostra-se competente na condução dos atores, sempre deixando Sandra Bullock brilhar como a heroína Malorie, que descobre em uma realidade pós-apocalíptica um instinto materno que não acreditava ter. Ambas jã foram oscarizadas, Bier em 2011 com o prêmio de melhor filme estrangeiro por “Haeven”, e Sandra com o prêmio de melhor atriz em 2010 por “Um Sonho Possivel”. O sempre excelente John Malkovich também está no elenco mas muito no automático se comparado a outros papeis vivido pelo ator.

É inevitável comparar a narrativa de “Bird Box” com a história de “Um Lugar Silencioso” (2018) onde sobreviventes se escondiam de criaturas guiadas pelo som. Contudo, os filmes guardam características próprias que também os diferençia. “Um Lugar Silencioso” é centrado em torno de uma familia unida oprimida pelo fim do mundo, enquanto “Bird Box” reconstrói uma noção perdida de maternidade e o sentimento de familia renasce a partir e apesar do fim do mundo. Ambos tratam de esperança diante do fim aparentemente inevitável da raça humana, mas John Krazinski de “Um Lugar Silencioso” é mais eficiente em fazer do silêncio uma ferramenta em prol da atmosfera de suspense. Susanne Bier envereda pelo mesmo caminho de “Alien o oitavo passageiro” (1979) de Ridley Scott e “Tubarão” (1976) de Steven Spielberg. Ela esconde o visual das criaturas, segundo divulgado para evitar risos involuntários que comprometeriam o resultado. A cena em que um dos monstros aparece chegou a ser filmada, mas cortada na montagem final.

De qualquer forma, o filme consegue ser regular, mas não me imprimiu o efeito que , por exemplo, Hithcock conseguiu em “Os pássaros”, tratando de tema semelhante. Claro, que você que lê esse artigo pode desconsiderar todas as comparações, e se fixar apenas em um filme competente, que isso sim é digno de elogio desde que lembremos que devemos deixar o filme na tela e não cair nas idiotices dos desafios propostos por quem se propõe a sair por ai de olhos vendados, conforme divulgado em vários sites de noticia. Para isso, não se esqueça que viver no mundo real já significa estar de olhos vendados, cercados de monstros que não vem do espaço mas são reflexos de nossa própria humanidade.

CRITIC’S CHOICE AWARDS 2019 – OS VENCEDORES

CINEMA

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MELHOR FILME
Roma

MELHOR ATOR
Christian Bale – Vice

MELHOR ATRIZ (deu empate)
Glenn Close – A Esposa
Lady Gaga – Nasce uma Estrela
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Mahershala Ali – Green Book – O Guia

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Regina King – Se a Rua Beale Falasse
MELHOR TALENTO JOVEM
Elsie Fisher – Eighth Grade
MELHOR ELENCO
A Favorita
MELHOR DIRETOR
Alfonso Cuarón – Roma
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
First Reformed

cch2

EMPATE: LADY GAGA & GLENN CLOSE

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Se a Rua Beale Falasse
MELHOR FOTOGRAFIA
Roma
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Pantera Negra
MELHOR MONTAGEM
O Primeiro Homem
MELHOR FIGURINO
Pantera Negra
MELHOR CABELO E MAQUIAGEM
Vice
MELHORES EFEITOS VISUAIS
Pantera Negra
MELHOR ANIMAÇÃO
Homem-Aranha no Aranhaverso
MELHOR FILME DE AÇÃO
Missão Impossível: Efeito Fallout
MELHOR COMÉDIA
Podres de Ricos
MELHOR ATOR EM FILME DE COMÉDIA
Christian Bale – Vice

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MELHOR ATRIZ EM FILME DE COMÉDIA
Olivia Colman – A Favorita
MELHOR FILME DE TERROR OU FICÇÃO CIENTÍFICA
Um Lugar Silencioso
MELHOR FILME DE LÍNGUA ESTRANGEIRA
Roma
MELHOR CANÇÃO
“Shallow” – Nasce uma Estrela
MELHOR TRILHA
O Primeiro Homem

 

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EMILY BLUNT PARABENIZA O MARIDO JOHN KRAZINSKI

TELEVISÃO

MELHOR DRAMA
The Americans
MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMA
Matthew Rhys – The Americans
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMA
Sandra Oh – Killing Eve
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMA
Noah Emmerich – The Americans
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMA
Thandie Newton – Westworld
MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA
The Marvelous Mrs. Maisel
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA
Bill Hader – Barry
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA
Rachel Brosnahan – The Marvelous Mrs. Maisel

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RAMI MALEK & REGINA KING

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Henry Winkler – Barry
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Alex Borstein – The Marvelous Mrs. Maisel
MELHOR SÉRIE LIMITADA
The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story

MELHOR TELEFILME
Jesus Christ Superstar Live in Concert
MELHOR ATOR EM SÉRIE LIMITADA OU TELEFILME
Darren Criss – The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE LIMITADA OU TELEFILME (deu empate)
Amy Adams – Sharp Objects
Patricia Arquette – Escape at Dannemora
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE LIMITADA OU TELEFILME
Ben Whishaw – A Very English Scandal
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE LIMITADA OU TELEFILME
Patricia Clarkson – Sharp Objects
MELHOR SÉRIE ANIMADA
BoJack Horseman

 

CLÁSSICO REVISITADO: ALIEN O 8º PASSAGEIRO / 40 ANOS

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         Deixe de lado as narrativas poéticas de Flash Gordon, Star Trek e produtos semelhantes. O espaço não é um lugar favorável para se visitar e as formas de vida encontradas estão longe de ser cerebrais como o Sr.Spock ou formosas igual às heroínas de fantasias escapistas. No espaço ninguém nos ouviria gritar uma vez que o som não se propaga no vácuo, e a vida não se cria amigável e hospitaleira. Na sala de cinema foi o grito do público que popularizou a figura de uma criatura xenomorfa como um dos maiores monstros do cinema. A ideia de Dan O’Bannon, roteirizada pelo próprio em conjunto com Richard Shusett, veio a se tornar o primeiro “Alien” (1979) subentitulado no Brasil “o oitavo passageiro”. O’Bannon já havia ensaiado a historia de um organismo estranho à bordo de uma nave em “Dark Star” (1975) de John Carpenter, mas as raízes do filme que “Alien” se tornaria foram plantadas nos filme B dos anos 50 e 60 em títulos como “The Quartemass Experiment” (1953) e “The Thing from Outer Space” (1951). O filme de Ridley Scott trabalhou as sementes deixadas por essas pérolas e as elevou a um patamar de excelência, mexendo como nosso medo do desconhecido.

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            O filme dirigido por Ridley Scott potencializou o tema bebendo da lição spielbiguiana de mostrar pouco e insinuar muito a medida que incita o público a imaginar como seria sua criatura no final. Não à toma o renomado crítico Roger Ebbert comparou”Alien” a “Tubarão” (Jaws), lançado quatro anos antes. A narrativa de Scott  começa silenciosa, mas cresce a tensão gradativamente conforme a tripulação da Nostromo (nome que foi retirado de um poema de Joseph Conrad) é eliminada tal qual os personagens de “O Caso dos dez negrinhos” (Ten Little Indians) clássico livro de Agatha Christie. Curiosamente, o personagem de Ripley (Sigourney Weaver) assume o protagonismo de forma despretensiosa, lançando a carreira da atriz então aos 30 anos. O filme de Scott fez o nome de Sigourney Weaver conhecido e estabeleceu um padrão mixto de terror e ficção constantemente imitado, mas jamais igualado, nem mesmo as sequências da franquia imprimem o mesmo impacto. Antes de “Alien”, Scott só tinha feito um filme, o ótimo “Os Duelistas”, de 1977, pelo qual foi premiado em Cannes, além de trabalhos na TV. Hoje, Scott é renomado com 50 créditos como diretor, fora seus trabalhos como produtor e prêmios como o Globo de Ouro de melhor diretor por “Perdido em Marte” em 2016, além de diversas indicações a honrarias como o Oscar, O Cesar (Oscar Francês), o BAFTA e o Emmy.

alien poster

           O visual assustador da criatura foi idealizado pelo artista gráfico H.R. Giger (1940 – 2014) que deu ao xenomorfo a cabeça alongada e a forma humanoide, cujo traje coube ao renomado técnico Carlo Rambaldi (1925-2012), o mesmo responsável por “King Kong” (1976) e “E.T” (1982), que ficou com a tarefa de fazer o movimento da criatura e a projeção da mandíbula interna algo aterrador, o que conseguiu fazendo por merecer o Oscar de melhor efeitos visuais. Na era pré-digital coube ao nigeliano Bolaji Bandejo (1953/1992) vestir o traje que lhe deu seu único crédito como ator. A bilheteria de $78.900.000, cerca de seis vezes mais do que seu orçamento original, convenceu a Twentieth Century Fox a continuar a história, mas problemas internos no estúdio atrasaram os planos que se concretizariam tempos mais tarde como “Aliens – o Resgate”, mas isso já é outra história. Só não pense que acabou, pois certamente em breve teremos um novo capitulo a revisitar a obra de 1979 que chega a completar em agosto desse ano 40 anos de seu lançamento no Brasil.

ESTREIAS DA SEMANA:10 DE JANEIRO

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Homem Aranha no Aranhaverso

(Spiderman into the Spiderverse) EUA 2019. Dir: Bob Persichetti, Peter Ramsay & Rodney Rothman. Com Jake Johnson, Hailee Stanfield, Nicolas Cage, Animação.

Depois da bilheteria alta de “Venom”, a Sony obtem outra vitória com esse filme que levou, há uma semana, o Golden Globe de melhor animação. Sem nenhuma relação direta com os filmes em live-action, o roteirista Phil Lord (Uma Aventura Lego) unifica várias versões da história iniciada por Stan Lee e Steve Ditko. Peter Parker, Miles Morales e até Gwen Aranha, cada um diferentes identidades de realidades paralelas, mas unidos enfrentando uma ameaça em comum.

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Máquinas Mortais

(Mortal Engines) EUA 2019. Dir; Christian Rivers. Com Stephen Lang, Hera Hilmar, Hugo Weaving. Ficção Cientifica.

Foi um fracasso de bilheteria quando de seu lançamento nos Estados Unidos essa distopia pós-apocaliptica baseada no livro de Philippe Reeve “Crõnicas das Cidades Famintas”. O nome de Peter Jackson (de “O Senhor dos Aneis” e “O Hobbit”) na produção e no roteiro não garantiu um resultado mais atraente para o grande público e assim, o filme chega desacreditado em nossos cinemas. A história mostra que as cidades sobreviventes do apocalipse foram transformadas em fortalezas móveis que se debatem pela posse de recursos e riquezas próprias. O jovem Tom, acompanhado da assassina Hester, unem forças contra uma ameaça que pode destruir o que sobrou do mundo.

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A Esposa

(The Wife) EUA 2019. Dir: Bjorn Runge. Com Glenn Close, Jonathan Pryce, Max Irons, Christian Slater.Drama.

Quando Glenn Close ganhou o Globe de Ouro 2019 por sua atuação nesse drama sua emoção era justificada. Depois de atuações brilhantes como o devido reconhecimento, Close parece próxima até de um Oscar, única honraria nunca conquistada,  por essa adaptação do livro de Meg Wolitzer sobre JOan Castleman, casada com um renomado escritor à sombra de quem sempre esteve, em detrimento de seu próprio valor como mulher, mãe e ser humano. A história de sua personagem poderia ser tomada como metáfora de uma possível vitória sua, se depender ao menos de minha torcida.

GOLDEN GLOBE 2019 – OS VENCEDORES

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A ACIDEZ DE RICK GERVAIS FEZ FALTA, MAS SANDRA OH E ANDY SAMBERG NÃO FORAM DOS PIORES MESTRES DE CERIMÔNIA. CLARO QUE PIADINHAS BOBAS OCORRERAM MAS NÃO FORAM EXCLUSIDADE DELES. AMY POHLAN E MAYA RUDOLPH ESTAVAM SEM GRAÇA TAMBÉM, TÍPICO DAS CERIMÔNIAS DE PREMIAÇÃO. AO CONTRARIO, O DISCURSO DE STEVE CARRELL FOI CORRETO NA MEDIDA CERTA QUANDO NA HOMENAGEM A CAROL BURNETT E O MESMO PODE SER DITO COM O PRÊMIO A JEFF BRIDGES POR UM CONJUNTO DE OBRA RESPEITÁVEL E ADMIRÁVEL.

PRÊMIOS CINEMA

Filme – Drama: Bohemian Rhapsody
Atriz – Drama: Glenn Close, A Esposa
Ator – Drama: Rami Malek, Bohemian Rhapsody
Filme – Musical ou Comédia: Green Book: O Guia
Atriz – Musical ou Comédia: Olivia Colman, A Favorita
Ator – Musical ou Comédia: Christian Bale, Vice

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CONFESSO QUE ESTOU SEMPRE TORCENDO POR AMY ADDAMS E QUE LADY GAGA ERA OUTRA INDICADA DE MÉRITO INEGÁVEL, BEM COMO DE BRADLEY COOPER, ATOR E DIRETOR DE “NASCE UMA ESTRELA”. ESTE FICOU O PRÊMIO DE MELHOR CANÇÃO AO MENOS. ENTRE AGRACIADOS E INJUSTIÇADOS PERCEBE-SE AO MENOS QUE “GREEN BOOK – O GUIA” JUSTIFICA-SE POR SUA HISTÓRIA DE HUMOR E DRAMA TRATANDO DE RACISMO E AMIZADE, QUE DEU O PRÊMIO DE MELHOR ATOR COADJUVANTE PARA MAHARSHALA ALI. RAMI MALEK MERECEU SEU PRÊMIO DE MELHOR ATOR POR ENCARNAR COM PERFEIÇÃO O ÍDOLO FREDDIE MERCURY NO CONSAGRADO “BOHEMIAN RAPHSODY”. GLENN CLOSE FATUROU SEU GOLDEN GLOBE POR “A ESPOSA” E AQUEÇE AS POSSIBILIDADES DE FINALMENTE VIR A GANHAR TAMBÉM O OSCAR.

Atriz Coadjuvante: Regina King, Se a Rua Beale Falasse
Ator Coadjuvante: Mahershala Ali, Green Book: O Guia
Diretor: Alfonso Cuarón, Roma
Filme – Animação: Homem-Aranha no Aranhaverso
Filme Estrangeiro: Roma (México)
Roteiro: Green Book: O Guia

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Trilha Sonora: O Primeiro Homem
Canção: Shallow, de Nasce uma Estrela.

PRÊMIOS TELEVISÃO

Série – Drama: The Americans
Atriz em Série – Drama: Sandra Oh, Killing Eve

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QUEM DIRIA QUE UMA ANIMAÇÃO DISNEY COMO “OS INCRÍVEIS 2” PERDERIA O PRÊMIO DE MELHOR ANIMAÇÃO PARA “HOMEM ARANHA NO ARANHAVERSO”? JÁ MICHAEL DOUGLAS FEZ BELO DISCURSO DE AGRADECIMENTO COROANDO UMA CARREIRA  BRILHANTE.  DUAS PATRICIAS TAMBÉM ESTIVERAM ENTRE AS PREMIADAS: PATRICIA ARQUETTE E PATRICIA CLARKSON FIZERAM BONS DISCURSOS DE AGRADECIMENTO. POREM FOI SANDRA OH QUEM FEZ HISTÓRIA AO SE TORNAR A PRIMEIRA ATRIZ ASIÁTICA A GANHAR MAIS DE UM GOLDEN GLOBE (O PRIMEIRO FOI EM 2006). TAMBÉM FOI A SEGUNDA ATRIZ ASIÁTICA A VENCER EM UMA DAS PRINCIPAIS CATEGORIAS (A PRIMEIRA FOI EM 1981 YOKO SHIMADA POR “SHOGUN”) E AINDA ECOA NOS OUVIDOS SUA EMOÇÃO SINCERA DIZENDO “PAPAI !!”, NUMA PAUSA AO SEU PAPEL DE ANFITRIÂ DA CERIMÔNIA.

Ator em Série – Drama: Richard Madden, Bodyguard
Série – Musical ou Comédia: The Kominsky Method
Atriz em Série – Musical ou Comédia: Rachel Brosnahan, The Marvelous Mrs. Maisel
Ator em Série – Musical ou Comédia: Michael Douglas, The Kominsky Method
Minissérie ou Telefilme: The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story

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Atriz em Minissérie ou Telefilme: Patricia Arquette, Escape at Dannemora
Ator em Minissérie ou Telefilme: Darren Criss, The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story
Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme: Patricia Clarkson, Sharp Objects 
Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme: Ben Whishaw, A Very English Scandal

golden globe cooper gaga

 

ESTREIAS DA SEMANA : 3 DE JANEIRO 2019

wi fi ralph

WI FI RALPH – QUEBRANDO A INTERNET

(RALPH BREAKS THE INTERNET) EUA 2018. DIR: RICH MOORE & PHIL JOHNSTON. COM JOHN C.REILLY,  JANE LYNCH, DAVID HYDE PIERCE, SARAH SILVERMAN. VOZES BRASILEIRAS: TIAGO ABRAVANEL, RAFAEL CORTEZ, MARI MOON, GIOVANNA LANCELOTTI . ANIMAÇÃO

COM O SUCESSO ARREBATADOR EM 2012 DE “DETONA RALPH” ERA DE SE ESPERAR UM RETORNO A ESSES PERSONAGENS. NÃO PRECISAMOS VIRAR TURBO PARA FINALMENTE REENCONTRAR RALPH E VANELLOPE.  AGORA À SOLTA NA INTERNET, A DUPLA BUSCA UMA PEÇA ESSENCIAL PARA A CONTINUIDADE DO JOGO CORRIDA DOCE, EXATOS SEIS ANOS DEPOIS DO FILME ORIGINAL. ATRAVÉS DA REDE, VÁRIAS SURPRESAS AGUARDAM A JORNADA DE NOSSOS AMIGOS COMO O ENCONTRO DE VANELLOPE COM AS PRINCESAS DISNEY, MUITAS DELAS DUBLADAS PELAS VOZES ORIGINAIS, E CADA UMA USANDO UMA CAMISETA MOSTRANDO UMA ESTAMPA TRAZENDO UMA REFERÊNCIA AO SEU PRÓPRIO FILME. OUTRAS APARIÇÕES DIVERTIDAS SÃO MERIDA E BUZZ LIGHTYEAR, SUAS PRIMEIRAS EM UM FILME NÃO REALIZADO PELA PIXAR. GAL GADOT, A ATRIZ QUE FAZ A MULHER MARAVILHA DUBLA A CORREDORA SHANK, NUMA REFERÊNCIA À SUA PASSAGEM NA FRANQUIA “VELOZES & FURIOSOS” EM QUE INTERPRETOU GISELE. JOGOS FAMOSOS DO PASSADO COMO “STREET FIGHTER” E “MORTAL KOMBAT” TAMBÉM SURGEM EM DIVERTIDOS MOMENTOS DO FILME.  NO GERAL TEMOS UMA DIVERTIDA ANIMAÇÃO QUE PODE AGRADAR MESMO OS QUE NUNCA VIRAM O PRIMEIRO FILME. É DIVERSÃO NAS FÉRIAS ESCOLARES PARA ADULTOS E CRIANÇAS, SÓ NÃO VALE VIRAR TURBO !!

manicomio

O MANICÔMIO

(HEILSTATTEN) ALEM 2018. DIR: MICHAEL DAVID PATE. COM NILAM FAROOQ, TIM OLIVER SCHULTZ, MAXINE KAZIS, SONJA GERHARDT. TERROR.

PRODUÇÃO ALEMÃ, QUARTA DE SEU DIRETOR, NO ESTILO “CÂMARA NA MÃO” E BOA IDEIA NA CABEÇA, NO CASO ESTA VEM DE UM GRUPO DE JOVENS QUE ALIMENTAM SEU CANAL DE YOUTUBE COM QUALQUER COISA CAPAZ DE VIRALIZAR. ESTES INVADEM UM MANICOMIO, ESPECIFICAMENTE UMA ALA DE CIRURGIA E COM ISSO ACABAM DESPERTANDO FORÇAS SOBRENATRAIS QUE PASSA A PERSEGUI-LOS. BOA ATMOSFERA E UMA SUBLEITURA SOBRE ATÉ QUE PONTO TUDO VALE PARA GARANTIR ACESSOS E LIKES DE INTERNAUTAS, CLARO QUE DILUIDO COM OS ESPERADOS “JUMP SCARES” TÍPICOS DO GÊNERO, É “PLOT-TWIST” ESTRATEGICAMENTE COLOCADOS NO FILME PARA VIRAR DE CABEÇA PARA BAIXO A TRAMA APRESENTADA. SE NÃO HÁ NADA ORIGINAL AO MENOS PODE DIVERTIR AOS APRECIADORES DO TERROR.

lizzie

LIZZIE

(LIZZIE) EUA 2018. DIR: CRAIG MCNEILL. COM CHLOE SEVIGNY, KRISTEN STEWART. DRAMA BIOGRAFICO.

EM 1892, A JOVEM LIZZIE BORDEN FOI ACUSADA DE MATAR SEU PAI E MADRASTA, A MACHADADAS, HERDANDO TODOS SEUS BENS. O FATO É REAL E JÁ GEROU ADAPTAÇÕES PARA A TV ANTES, EM 1975 COM ELIZABETH MONTGOMERY (DO CLÁSSICO SERIADO “A FEITIÇEIRA”) E EM 2014 COM CRISTINA RICCI.  EMBORA O FILME PROCURE SE ESMERAR NA RECONSTITUIÇÃO DO CRIME QUE ABALOU MASSACHUSSETS NA ERA VITORIANA, O ROTEIRO DE BRYCE KASS  INCLUI ESPECULAÇÕES EM TORNO DE LIZZIE BORDEN COMO POR EXEMPLO SEU LESBIANISMO E SEU ENVOLVIMENTO COM A GOVERNANTA DA CASA.  FILME VOLTADO PARA QUEM GOSTA DE HISTORIAS BIOGRÁFICAS E CRIMES INTRICADOS QUE, COMO ESSE, NÃO TEVE SOLUÇÃO NA ÉPOCA, MAS FEZ DE LIZZIE BORDEN PARTE DA CULTURA POP.

FELIZ 2019 :PREVIEW DO CINEMA

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ANIMAÇÕES

O ANO DE 2019 RESERVA FORTES AGRADÁVEIS REENCONTROS. RALPH E VANELOPE ESTÃO À SOLTA NA INTERNET E JÁ SABE DE ANTEMÃO QUE AS PRINCESAS DISNEY ESTARÃO PRONTAS PARA RECEBER A PEQUENA VANELLOPE EM “WI RALPH 2”, QUE ABRE OS PRIMEIROS LANÇAMENTOS DO ANO NOVO DIA 3. O MÊS DE JANEIRO AINDA TEM O AGUARDADO “HOMEM ARANHA NO ARANHAVERSO” E “COMO TREINAR SEU DRAGÃO 3” NO MEIO DO MÊS ENCERRANDO A TRILOGIA DAS AVENTURAS DE SOLUÇO E BANGUELA. MINHA CURIOSIDADE É AINDA MAIOR COM RELAÇÃO A “TOY STORY 4”, PREVISTO PARA JUNHO. DEPOIS DE MUITAS LÁGRIMAS NO TERCEIRO FILME QUE SERVIA DE APARENTE EPILOGO PARA AS AVENTURAS DE WOODY, BUZZ E CIA, FICO IMAGINANDO O QUE VEM POR AÍ, ALÉM DE CLARO MAIS LÁGRIMAS E RISOS. FEVEREIRO TRAZ WILL SMITH e TOM HOLLAND EM “UM ESPIÃO ANIMAL” ALÉM DE “UMA AVENTURA LEGO 2”. SERÁ O ANO DOS BRINQUEDOS JÁ QUE AGOSTO TEREMOS “PLAYMOBIL O FILME”. O ILLUMINATION STUDIOS TRAZ “PETS – A VIDA SECRETA DOS ANIMAIS 2” QUE CHEGA A NOSSAS TELAS NAS FÉRIAS DE JULHO.

AVENTURA & FANTASIA

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A DISNEY A CADA ANO TEM UMA VERSÃO DE LIVE ACTION DE SEUS GRANDES SUCESSOS E ANO QUE VEM TEREMOS O AGUARDADO “ALADIM” PREVISTO PARA MAIO, COM WILL SMITH VESTINDO O PAPEL DO GÊNIO QUE ESTÁ MARCADO EM NOSSAS MEMORIAS NA VOZ E TREJEITOS DE ROBIN WILLIAMS. DOIS MESES DEPOIS TEMOS “O REI LEÃO” QUE REPETIRÁ O EXCELENTE JAMES EARL JONES NO PAPEL DE MUFASA. ANTES DESSES, NÃO NOS ESQUEÇAMOS DA VERSÃO DE TIM BURTON PARA “DUMBO” PROGRAMADO PARA MARÇO. A DISNEY AINDA DOMINA O MERCADO COM “JUNGLE CRUISE” QUE REUNE O ASTRO DWAYNE JOHNSON E EMILY BLUNT EM ADAPTAÇÃO DE ATRAÇÃO DO PARQUE TEMÁTICO DA TERRA DE MICKEY MOUSE. FALANDO NO ASTRO THE ROCK, DEZEMBRO DE 2019 É ESPERADO PARA A CHEGADA DE “JUMANJI 3”, AINDA SEM NENHUMA NOVIDADE MAIOR DIVULGADA SOBRE A HISTÓRIA DA SEQUÊNCIA.

vingadores

SUPER HEROIS

CERTAMENTE “VINGADORES:ULTIMATO” , EM ABRIL, É UM DOS FILMES MAIS AGUARDADOS DO ANO QUE VEM, SENÃO O MAIS ESPERADO GUARDANDO SEGREDOS COMO O DESTINO DE PERSONAGENS QUERIDOS PELO GRANDE PÚBLICO E O FUTURO DO UNIVERSO CINEMATICO MARVEL. ANTES PORÉM TEREMOS O IGUALMENTE ESPERADO “CAPITÃ MARVEL” COM BRIE LARSON, PROMETIDO PARA MARÇO. A DC COMICS RECEM SAIDA DO SUCESSO DE “AQUAMAN”, RESERVOU PARA ABRIL TAMBÉM A PRIMEIRA ADAPTAÇÃO DE “SHAZAM!” COM ZACHARY LEVI, QUE DE ACORDO COM OS TRAILLERS DIVULGADOS, TERÁ UM TOM MAIS LEVE QUE OS DEMAIS FILMES DC/MARVEL. TOM HOLLAND VOLTA A LANÇAR TEIAS NO CINEMA EM SEU SEGUNDO FILME COMO PETER PARKER “HOMEM ARANHA: LONGE DO LAR” SACUDINDO O FERIADÃO DE 4 DE JULHO NOS ESTADOS UNIDOS. ANTES POREM, DAVID HARBOUR (DE “STRANGE THINGS”) ESTRELA O REBOOT DE “HELLBOY” VOLTADO PARA MAIORES DE 17 ANOS. NO EMBALO DA FUSÃO DISNEY/FOX, TEMOS EM JUNHO “X MEN FÊNIX NEGRA” E EM AGOSTO “OS NOVOS MUTANTES”, QUE JÁ ESTAVAM EM PRODUÇÃO ANTES DA UNIÃO DOS ESTUDIOS.

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TERROR

STEPHEN KING CONTINUARÁ SENDO O REI DO GÊNERO NAS TELAS DO ANO NOVO. PRIMEIRO COM A ESPERADA CONCLUSÃO DA SAGA DO PALHAÇO PENNYWISE EM “IT A COISA – PARTE II” PREVISTO PARA SETEMBRO DE 2019. MUITO ANTES DISSO TEMOS A REFILMAGEM DE “CEMITERIO MALDITO”, QUE CHEGA EM ABRIL. JAMES WAN MARCA PRESENÇA DE VOLTA AO GÊNERO QUE CONSAGROU SEU NOME. PRIMEIRO NA PRODUÇÃO DE “A MALDIÇÃO DA CHORONA”, ADAPTAÇÃO DE UMA LENDA MEXICANA, CUJA ESTREIA FICA EM ABRIL. TAMBEM COMO PRODUTOR, WAN PROMETE EM BREVE “INVOCAÇÃO DO MAL 3”, SEM DATA DIVULGADA AINDA. NO MEIO TEMPO TEREMOS “ANNABELLE 3” EM JULHO, REUNINDO O CASAL WILSON INTERPRETADO POR VERA FARMIGA E PATRICK WILSON. O BONECO CHUCKY VOLTA ÀS TELAS PROMETENDO RESTAURAR A CREDIBILIDADE DA FRANQUIA DIANTE DA NOVA GERAÇÃO NA REFILMAGEM DE “BONECO ASSASSINO” RESERVADO PARA JUNHO. EM FEVEREIRO VOLTAMOS À FRANQUIA DOS LIVROS DE CLIVE BARKER EM “HELLRAISER JULGAMENTO”, 9º LONGA DA SÉRIE QUE NOS ESTADOS UNIDOS FOI LANÇADO DIRETAMENTE EM DVD/BLU RAY. O CONDE ORLOCK DO CLÁSSICO “NOSFERATU” APARECE NESSA NOVA REFILMAGEM DO CLÁSSICO DE F.W.MURNAU, DESTA VEZ COMANDADO POR ROBERT EGGARS DE “A BRUXA” E “HEREDITARIO”. JÁ AGOSTO TRAZ “MAMA 2” AINDA SEM NENHUMA NOTICIA SOBRE A TRAMA. EM OUTUBRO O CLIMA DE HALLOWEEN COMEÇA COM “A MORTE TE DÁ PARABENS 2”, SEQUÊNCIA DO INESPERADO SUCESSO DE 2017.

HOBBS SHAW

AÇÃO

2019 TEM MUITA AÇÃO COM “HOBBS & SHAW” REUNINDO DWAYNE JOHNSON E JASON STATHAM REPETINDO OS PAPEIS DE SEUS PERSONAGENS NA FRANQUIA “VELOZES & FURIOSOS”. KEANU REEVES VOLTA EM “JOHN WICK 3” EM MAIO. SAEM TOMMY LEE JONES & WILL SMITH E ENTRAM CHRIS HEMSWORTH E TESSA THOMSPON PARA PROTEGER A TERRA EM “MIB INTERNACIONAL”, NAS TELAS EM JUNHO. OUTRO RETORNO É O DE SAMUEL L.JACKSON AO PAPEL DO POLICIAL LINHA DURA DE “O FILHO DE SHAFT” RESERVADO EM JUNHO. NÃO SÓ DE HOMENS VIVE O CINEMA DO GÊNERO E TEMOS ASSIM “GODZILLA – O REI DOS MONSTROS” QUE TEM NO ELENCO A PEQUENA ESTRELA MILLIE BOBBY BROWN, CHEGANDO EM MAIO. ARNOLD SCHWARZENEGGER E LINDA HAMILTON ESTÃO DE VOLTA NA SEQUÊNCIA “O EXTERMINADOR DO FUTURO 6”, AINDA SEM SINOPSE REVELADA E, PORTANTO, SEM PODER CRIAR MAIORES EXPECTATIVAS DO QUE SERÁ. NO MESMO MÊS UM NOVO TIME DE MULHERES DE AÇÃO SE REUNE EM “AS PANTERAS”, REBOOT DA REFILMAGEM DA SÉRIE CLÁSSICA DOS ANOS 70. O ANO MAL COMEÇOU E LEMBREMOS QUE EM DEZEMBRO TEREMOS O DESFECHO NA NOVA TRILOGIA “STAR WAR EPISODIO IX”, AINDA SEM SUBTÍTULO DIVULGADO E SEM MAIS DETALHES DA HISTÓRIA.

TURMA DA MONICA

NACIONAIS

GRATO REENCONTRO COM OS HABITANTES DO LARGO DO AROUCHE NA ADAPTAÇÃO DE “SAI DE BAIXO” PROGRAMADA PARA FEVEREIRO. MAISA SILVA RECEM SAIDA DO ÓTIMO “TUDO POR UM POP STAR” VOLTA ÀS NOSSAS TELAS EM “CINDERELA POP” NO MESMO MÊS. INGRID GUIMARAES MARCA PRESENÇA EM “DE PERNAS PARA O AR 3” EM ABRIL. GRANDE EXPECTATIVA TEMOS COM A ADAPTAÇÃO LIVE ACTION DOS PERSONAGENS MARAVILHOSOS DE MAURICIO DE SOUZA EM “TURMA DA MÔNICA – LAÇOS” EM JUNHO. OUTRA ADAPTAÇÃO BEM ÀS NOSSAS TELAS É O TEXTO DE MARIA CLARA MACHADO EM “PLUFT O FANTASMINHA” PROMETIDA PARA MARÇO. EM OUTUBRO TEMOS TAMBÉM A ADAPTAÇÃO DA CLÁSSICA CANÇÃO DE RENATO RUSSO EM “EDUARDO & MÔNICA”. CLARO NÃO PODEMOS DEIXAR DE LADO A VOLTA DE DONA HERMÍNIA ANUNCIADA PARA “MINHA MÃE É UMA PEÇA 3” COM O EXCELENTE PAULO GUSTAVO.

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MAIS FILMES

TERRY GILLIAM FINALIZOU O AGUARDADO “O HOMEM QUE MATOU DON QUIXOTE”, EM FEVEREIRO, ADAPTANDO O CLÁSSICO DE MIGUEL DE CERVANTES, UM PROJETO QUE SE ARRASTOU POR MAIS DE UMA DÉCADA ATÉ SER COMPLETADO. CLINT EASTWOOD LANÇA TAMBÉM SEU MAIS NOVO PROJETO “A MULA”. O ANO TERÁ AINDA “HOLMES & WATSON”, COMÉDIA COM WILL FARRELL E JOHN C. REILLY QUE OBTEVE ASSUSTADOR 0% DE APROVAÇÃO DE PUBLICO E CRÍTICA QUANDO LANÇADO NOS ESTADOS UNIDOS NO FINAL DO ANO PASSADO. REILLY TERÁ MELHOR ATUAÇÃO EM “STAN & OLLIE”, BIO SOBRE A CARREIRA DA DUPLA “O GORDO & O MAGRO”. DEPOIS DO SUCESSO EM 2018 DE “BOHEMIAN RAPHSODY’ AGUARDAMOS A CHEGADA DE “ROCKETMAN” SOBRE A VIDA DO CANTOR ELTON JOHN, LENDA VIVA DA MUSICA POP INTERNACIONAL. KENNETH BRANAGAH RETORNA TAMBÉM NO FIM DE ANO NO PAPEL DO ICÔNICO DETETIVE HERCULE POIROT NA ADAPTAÇÃO DE “MORTE SOBRE O NILO” DO LIVRO DE AGATHA CHRISTIE. ANTES DISSO, FINALMENTE, TEREMOS A IGUALMENTE AGUARDADA SEQUÊNCIA “CREED II” QUE PROMETE ENCERRAR A JORNADA DE ROCKY BALBOA INICIADA EM 1976 POR SYLVESTER STALLONE.

TEREMOS UM ANO CINEMATOGRAFICAMENTE RICO COM OUTROS LONGAS,  ALÉM DESSES E JÁ NO PRÓXIMO DOMINGO A CERIMÔNIA DE ENTREGA DO “GOLDEN GLOBE” INICIANDO A TEMPORADA DE PREMIAÇÃO CINEMATOGRAFICA QUE , CLARO, INCLUI O ESPERADO OSCAR. QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS E FELIZ 2019 !!!!

OS MELHORES & OS PIORES DE 2018 NO CINEMA

OS PIORES DO ANO 2018

1- UMA DOBRA NO TEMPO. SEM DUVIDA O PIOR FILME DO ANO. CHEGA A SER CONSTRANGEDOR VER BONS ATORES COMO REESE WINTHERSPOON E OPRAH WINFREY EM UMA HISTÓRIA EM QUE NADA FUNCIONA. SIMPLESMENTE NUNCA SE CONECTA COM O PÚBLICO ALVO NEM CONSEGUE IMPRIMIR AQUELE TOM CAPAZ DE FAZER OS ADULTOS EMBARCAREM EM UMA FÁBULA E QUERER VOLTAR A SER CRIANÇA.

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2- TOMB RAIDER -A ORIGEM. SE PROPÕE A SER UM REBOOT MAS NÃO CONVENCE, NÃO INFLAMA E NÃO AJUDA O FATO DE QUE ALICIA VIKANDER NÃO AGRADA. NÃO É POR COMPARAÇÃO COM ANGELINA JOLIE, MAS PORQUE O ROTEIRO NÃO AJUDA A FAZER LARA CROFT UMA PERSONAGEM INTERESSANTE.

3- SOBRENATURAL 3 – A ÚLTIMA CHAVE. PODERIA SER UMA BOA IDEIA UM TERCEIRO FILME QUE VOLTASSE AO PASSADO DA PROTAGONISTA MAS TUDO QUE O FILME MOSTRA É MAIS DO MESMO E AS SITUAÇÕES NÃO DEIXAM AQUELA ATMOSFERA ASSUSTADORA. É TUDO PRETENSO MAS JAMAIS ALCANÇADO ATÉ O FINAL.

4- A MALDIÇÃO DA CASA WINCHESTER. HELEN MIRREN É EXCELENTE ATRIZ MAS SEU TALENTO É JOGADO FORA EM UMA HISTÓRIA RECHEADA DE CLICHÊS ONDE NÃO UM UNICO MOMENTO QUE NÃO SEJA PREVISIVEL. O PIOR PARA UM FILME DE TERROR É NÃO CONSEGUIR DAR UM SUSTO. LAMENTÁVEL PARA UMA CONHECIDA HISTÓRIA ADAPTADA DE UM CASO REAL.

5 -HAN SOLO – UMA HISTORIA DE STAR WARS. SOU MUITO FÃ DA SAGA MAS O FILME DEU SONO. A TRAMA É FRACA DEMAIS QUANDO DEVERIA DE SERVIR PARA FAZER DE “HAN SOLO JOVEM” UMA FRANQUIA PARALELA. A TROCA DE DIREÇÃO PODE TER PREJUDICADO O RESULTADO FINAL, MAS CREIO QUE A OVERDOSE DE UM FILME DE STAR WARS POR ANO, CONFORME PRETENDIDA PELA DISNEY, CANSA QUALQUER PÚBLICO E NÃO DÁ MANTER A QUALIDADE NOS ROTEIROS.

OS MELHORES DO ANO 2018

1- A FORMA DA ÁGUA. GUILHERMO DEL TORO CONSEGUE EQUILIBRAR COM PERFEIÇÃO HUMOR, DRAMA, MUSICAL E FICÇÃO CIENTIFICA SEM JAMAIS PERDER O OBJETIVO DE CONTAR UMA HISTÓRIA APARENTEMENTE ESQUISITA, MAS JÁ MOSTRADA EM VÁRIOS FILMES DE MONSTRO, FAZENDO DO SER HUMANO O VERDADEIRO MONSTRO, INVERTENDO PAPEIS COMUNS AO GÊNERO E SOBRETUDO EMOCIONANDO, ENVOLVENDO O PUBLICO COMO POUCOS CONSEGUEM.

2- AQUAMAN. GRATA SURPRESA QUE FAZ A AVENTURA DE UM HEROI QUE DURANTE MUITO TEMPO FOI RIDICULARIZADO, RELEGADO A TERCEIRO PLANO NO PANTEÃO DOS SUPER HERÓIS DA DC COMICS. O FILME DE JAMES WAN É  MOVIMENTADO E ENGRAÇADO NA MEDIDA CERTA, É ÉPICO E INSTIGANTE COMO JULES VERNE E SUAS 20000 LÉGUAS CLASSICAS.

3- UM LUGAR SILENCIOSO. INVENTIVO E ASSUSTADOR COMO POUCOS FILMES DO GÊNERO CONSEGUEM SER. JAMAIS ESBARRA NO MONÓTONO APESAR DE UMA PREMISSA EM QUE O SILENCIO ANGUSTIANTE ATRAVESSA O TEMPO TODO A HISTÓRIA E FAZ O ÓTIMO ELENCO ATUAR COM OLHARES E GESTOS SEM JAMAIS CAIR NO CARICATO OU EXAGERADO.

4-PANTERA NEGRA. CONSEGUE O MESMO MÉRITO DE “CAPITÃO AMERICA SOLDADO INVERNAL”, OU SEJA, FAZER UM FILME DE SUPER HEROI QUE FOGE AO LUGAR COMUM. FALA DE POLITICA, DE QUESTÕES SOCIAIS, DE TRADIÇÃO E SOBRETUDO MOSTRA RIQUEZA CULTURAL NAS QUESTÕES ENVOLVENDO O REINO DE WAKANDA E O MUNDO EXTERNO.

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5-NASCE UMA ESTRELA. BRADLEY COOPER E LADY GAGA RESGATARAM O LADO HUMANO, EMOTIVO, ROMÂNTICO QUE O CINEMA PERDEU AO LONGO DAS DÉCADAS. É PUNGENTE E CATARTICO O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO E DESCONSTRUÇÃO QUE O CASAL DE PROTAGONISTA PASSA. TOCA QUALQUER UM E UM DESEMPENHO DE AMBOS OS ATORES DIGNOS DE QUALQUER PREMIAÇÃO.

 

GRANDE ESTREIA: O RETORNO DE MARY POPPINS

MARY POPPINS RETURNS. EUA 2018. DIR: ROB MARSHALL. COM EMILY BLUNT, COLIN FIRTH, MERYL STREAP, JULIE WALTERS, EMILY MORTIMER, DAVID WARNER, ANGELA LANSBURY, BEN WHISHAW, DICK VAN DYKE.

POPPINSA DISNEY TEM SE EMPENHADO EM REVISITAR SEUS CLÁSSICOS, SEJA REALIZANDO VERSÕES EM LIVE ACTION DE SUAS ANIMAÇÕES, SEJA REVITALIZANDO UM DE SEUS MAIORES ÍCONES COMO A PERSONAGEM DE P.L.TRAVERS, A BABÁ MÁGICA MARY POPPINS, UM ANJO QUE EM 1964 SALVOU A FAMILIA DE GEORGE BANKS (DAVID TOMLINSON).

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MAIS DE 50 ANOS DEPOIS, A DISNEY TRAZ E EXCELENTE EMILY BLUNT COMO A MARY POPPINS DE UMA NOVA GERAÇÃO. ESCOLHA ACERTADA PARA O PAPEL, BLUNT TEM TALENTO E LUZ PRÓPRIA PARA FAZER A BABÁ CONQUISTAR O PÚBLICO DE HOJE, ASSIM COMO JULIE ANDREWS FEZ DÉCADAS ATRÁS. A HISTÓRIA DO NOVO FILME SE PASSA POUCAS DÉCADAS DEPOIS DO PRIMEIRO FILME E O ANJO POPPINS RESSURGE PARA AJUDAR MICHAEL BANKS (O FILHO DE GEORGE), QUE HOJE ATRAVESSA DIFICULDADES COM SUA PRÓPRIA PROLE.

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O DIRETOR ROB MARSHALL, QUE ALCANÇOU RECONHECIMENTO COM O MUSICAL “CHICAGO” (2002) E REALIZOU MAIS RECENTEMENTE “OS CAMINHOS DA FLORESTA” (2014) REUNIU UM EXCELENTE ELENCO DE APOIO QUE INCLUI COLIN FIRTH (HARRY EM “KINGSMAN”) , MERYL STREAP, JULIE WATERS (DE “MAMMA MIA”), EMILY MORTIMER (DE “A PANTERA COR DE ROSA”) E BEN WHISHAW (O Q DE “007 CONTRA SPECTRE”); ALÉM DE DAR ESPAÇO PARA OS VETERANOS DAVID WARNER (DE “TITANIC”) ANGELA LANSBURY (DE “A BELA & A FERA”) E DICK VAN DYKE (O CECIL DE “UMA NOITE NO MUSEU”). ESTES DOIS ÚLTIMOS NONAGENÁRIOS SÃO LENDAS VIVAS DO CINEMA. DYKE TAMBÉM FEZ PARTE DO ELENCO DO MARY POPPINS ORIGINAL EM PAPEL DUPLO, COMO O LIMPADOR DE CHAMINÉS BERT E O BANQUEIRO SR.DAWES., SENDO AGORA O INTÉRPRETE DO SR.DAWES JR. PARA QUEM LEMBRA DE DICK VAN DYKE DANÇANDO COM JULIE ANDREWS E PINGUINS EM ANIMAÇÃO 2D SE ENCANTARÁ COM SUA PASSAGEM PELO NOVO FILME QUE SE JUSTIFICA MUITO MAIS QUE UMA MERA HOMENAGEM OU APARIÇÃO CAMEO.

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PARA QUEM ASSISTIU “WALT DISNEY NOS BASTIDORES DE MARY POPPINS” (2014) LEMBRARÁ QUE A AUTORA INGLESA TEVE VÁRIOS DESACORDOS COM DISNEY NA REALIZAÇÃO DA ADAPTAÇÃO DE SEU LIVRO QUE PUBLICADO PELA PRIMEIRA VEZ EM 1934. TRAVERS ESCREVEU AO TODO 8 LIVROS COM POPPINS ENTRE 1934 E 1988. CURIOSAMENTE TANTO JULIE ANDREWS EM 1964 COMO EMILY BLUNT AGORA ESTAVAM GRÁVIDAS QUANDO CONVIDADOS PARA O PAPEL, E EM AMBOS OS CASOS A DISNEY TEVE QUE REPLANEJAR AS FILMAGENS PARA ESPERAR POR SUA ESTRELA. O FILME JÁ FOI INDICADO PARA O GLOBO DE OURO 2019 EM 4 INDICAÇÕES, INCLUINDO MELHOR ATRIZ PARA EMILY BLUNT, E AGUARDA-SE QUE A ACADEMIA DE HOLLYWOOD FAÇA A MESMA HONRARIA PARA O OSCAR DO PRÓXIMO ANO.

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O ENCANTO DE MARY POPPINS É NOS FAZER SENTIR CRIANÇAS DE NOVO, ESQUECER OS OBSTÁCULOS QUE A VIDA IMPÕE E LEMBRAR QUE A FAMILIA AINDA É A COISA MAIS IMPORTANTE DO MUNDO, ASSIM COMO O AMOR !!

NETFLIX 2018: A PRINCESA & A PLEBEIA

(THE PRINCESS SWITCH) EUA 2018. DIR:MIKE ROAH. COM VANESSA HUDGENS, SAM PALLADIO, NICK SAGAR, ALEXA ADEOSUN.

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É AGRADAVEL ASSISTIR A UM FILME CUJA UNICA PRETENSÃO É SER DIVERTIDO PARA UMA FAMÍLIA SE REUNIR EM VOLTA DA TV. FOI COM ESSE ESPÍRITO QUE ASSISTI A “A PRINCESA E A PLEBEIA”  SOBRE UMA SIMPLES CONFEITEIRA DE BOLO QUE EM VIAGEM PARA UM CONCURSO EM PAÍS FICTÍCIO DA EUROPA CONHECE UMA DUQUESA QUE É SUA SÓSIA PERFEITA. A TROCA DE IDENTIDADES E DE ESTILOS DE VIDA GERA UMA SÉRIE DE SITUAÇÕES DIVERTIDAS, TODAS LEVEMENTE INSPIRADAS NO LIVRO CLÁSSICO “O PRÍNCIPE E O MENDIGO” (THE PRINCE & THE PAUPER) DE MARK TWAIN LANÇADO EM 1882. 

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O FILME DE MIKE ROAH É UM TRADICIONAL LANÇAMENTO NATALINO DA NETFLIX E TRAZ AQUELE GOSTO AGRADAVEL DE FIM DE ANO. VANESSA HUDGENS, NO PAPEL DUPLO DE STACY DENOVO E LADY MARGARETH NÃO IMPRESSIONA, MAS TAMBÉM NÃO FAZ FEIO, CONSEGUINDO ENTREGAR UMA ATUAÇÃO AO MENOS EQUILIBRADA ENTRE O ESTILO SOFISTICADA DE UMA E O DESASTROSO MAS BEM INTENCIONADO DA SUA DUPLA PLEBEIA. NO MOMENTO EM QUE AMBAS SE MISTURAM AOS NOSSOS OLHOS VANESSA FICA PERDIDA NO TOM DE CADA UMA QUANDO ESTAS TEM QUE DISFARÇAR SUAS VERDADEIRAS IDENTIDADES. NO FINAL, QUANDO AMBAS SÃO SÃO REVELADOS AO OLHOS DE TODOS, PERCEBE-SE AINDA ASSIM O MESMO MAS NADA QUE COMPROMETA A DIVERSÃO EM SI. VANESSA AINDA PRECISA ENCONTRAR UM PAPEL QUE FAÇA TODOS ESQUECEREM DA DOCE GABRIELLE DE “HIGH SCHOOL MUSICAL” PARA QUE SUA CARREIRA POSSA ALCANÇAR VÔOS MAIS ALTOS.

COMO REFERÊNCIA, NA CENA EM QUE QUE KEVIN () E STACY/LADY MARGARTH (HUDGENS) ESCOLHEM UM FILME PARA ASSISTIR, AMBOS SELECIONAM “O PRINCIPE DO NATAL” (THE CHRISTMAS PRINCE) LANÇADO PELA NETFLIX EM 2017. A CANÇÃO DA SEQUÊNCIA DE ABERTURA DO FILME TEM A VOZ DE SAM PALLADIO, O ATOR QUE INTERPRETA O PRÍNCIPE EDWARD. FILME DIVERTIDO E COM GOSTO DE PANETONNE. 

ESTREIAS DA SEMANA

13 DE DEZEMBRO DE 2018

AQUAMAN

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(AQUAMAN) EUA 2018. DIR: JAMES WAN. COM JASON MOMOA, AMBER HEARD, PATRICK WILSON, WILLIAM DAFOE, DOLPH LUNDGREN, YAHYA ABDUL-MATEEN II. AVENTURA.

Quem diria que um personagem tratado como secundário no panteão de heróis da DC Comics, ridicularizado em vinhetas do Cartoon Network, poderia render um filme tão bom. Levando-se em conta os insucessos recorrentes da DC/Warner, temos um filme de super heroi que consegue captar o melhor que o personagem criado por Paul Norris tem a oferecer concentrado em pouco mais de duas horas de filme. Sim, o filme é longo mas consegue equilibrar ação e humor, embora não fuja aos clichês do filme de origem, esta contada em flashbacks, a medida que o excelente James Wan explora a cultura Atlante com sua câmera inventiva.

Jason Momoa já havia demonstrado estar à altura de seu Arthur Curry de postura marrenta e irônica, propositalmente usada para fugir da imagem de “superamigo” que o personagem por muito tempo carregou. O roteiro capta o melhor que foi feito com o personagem em fases bem distintas das hqs originais: Peter David nos anos 90 e Geoff Johns/Ivan Reis no periodo dos novos 52.

Dada a bilheteria milionária na China, a passagem do filme a nível internacional está garantida. Espera-se que a bilheteria doméstica (nos Estados Unidos) também acompanhe o ritmo vindo não apenas uma sequência (anunciada em sequência pós créditos) como também outros filmes do rico universo da editora. Sexto filme do universo cinemático da Dc e único lançado esse ano, “Aquaman” consegue mostrar a que veio, respeita suas origens quadrinhística e cria um espetáculo que se não é perfeito ao menos torna-se uma divertida passagem pelos cinemas.

COLETTE

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(COLETTE) EUA 2018. DIR: WASH WESTMORELAND. COM KEIRA KNIGHTLY, DOMINIC WEST, FIONA SHAW, ELEANOR TOMLINSON. BIOPIC.

Biografia da escritora francesa Sidone Gabrielle Colette (1873-1954) autora de “Gigi” (vivida por Leslie Caron no filme homônimo de 1958) . Á frente de sua própria época, Colette foi uma rebelde que desafiou as convenções de sua própria época, foi explorada por um marido cafajeste que roubou suas obras, viveu amores com homens e mulheres mas se sagrou uma das maiores autoras francesas do século XX. O filme foca em seus percalços, vitórias e decepções apoiado na caracterização da inglesa Keira Knightly (Elizabeth Swam de “Piratas do Caribe”) no papel da protagonista, que já teve um filme biográfico em 1991.

 

BICENTENARIO DE FRANKENSTEIN

       IMPACTO INDELÉVEL DA OBRA DE MARY SHELLEY NAS MIDIAS E NA ARTE.

  Algumas obras literárias ultrapassam todas as barreiras de espaço e tempo além de inspirar um misto de horror e fascínio no imaginário popular. Uma autora grafou seu nome na eternidade com a mesma ousadia do personagem cujo nome ostenta o título de um dos maiores clássicos da literatura que, duzentos anos depois de sua publicação, ainda nos assombra. A criatura … Frankenstein, a criadora… Mary Shelley… este legado é nosso.

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BORIS KARLOFF: A CARACTERIZAÇÃO DEFINITIVA

 

A CIÊNCIA FRANKENSTEINIANA

          A história nasceu em uma noite de tempestade, depois de uma sugestão do poeta britânico Lord Byron (1788 – 1824), que passava um final de semana junto com o casal Percy & Mary Shelley em uma casa em Genebra, Suiça. Byron sugeriu que cada um escrevesse um conto sobrenatural para passar o tempo. Na mente de Mary povoavam ideias sobre reanimação dos mortos, inflamadas por calorosas discussões ocorridas na casa em que morava com seu pai, William Goodwin, filósofo, escritor e jornalista, que constantemente se reunia com a nata da intelectualidade de sua época.

           Era maio de 1816, e o termo cientista ainda nem existia, quando Frankenstein nasceu na imaginação de Mary Shelley, que revisitou o mito grego de Pigmalião, o escultor que dá vida à estátua de uma bela mulher. Assim, Victor Frankenstein mostra um poder similar vindo de uma ciência hipotética, identificada com as teorias galvanistas que estudavam como uma corrente elétrica se propaga em um corpo. O próprio Dr. Luigi Galvani a chamava de “eletricidade animal” pois acreditava que esta viesse dos corpos. Em 1803, em Londres, Giovanni Aldini (sobrinho de Galvani) realizou experiência similar na prisão londrina de Newgate, com o corpo de George Foster, um notório criminoso que havia sido executado. Mais tarde Alessandro Volta empregou dois arcos de metal para gerar eletricidade e mostrou que o corpo era apenas um condutor e não o gerador da eletricidade.

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CHRISTOPHER LEE : FRANKENSTEIN PELA HAMMER FILMS

A FILOSOFIA DE FRANKENSTEIN

             Mary não entrou em detalhes e imbuiu sua narrativa de divagações filosóficas sobre a vida e a morte. A autora trabalha com o arquétipo do homem da ciência que questiona a natureza com seu intelecto desprovido do freio da moralidade. A história se tornou um precursor da literatura de ficção-científica, muitas décadas à frente de Jules Verne e H.G.Wells, os pais do gênero.

            A história de Mary recebeu o subtítulo “O Moderno Prometeu” , referência ao titã da mitologia grega que roubou o fogo de Héstia para dá-lo aos homens. Como punição Zeus o acorrentou ao cume do monte Cáucaso, onde todos os dias uma ave (águia em algumas versões e corvo em outras) devorava seu fígado, que se regenerava para no dia seguinte ser devorado novamente. Este foi o preço a pagar pela ousadia de ir além dos limites estabelecidos por forças superiores, e Frankenstein encarna esse papel, fascinado pela possibilidade de criar vida.

          Sua falta de um senso de responsabilidade segue o imperativo categórico kantiano. Victor age como se bastasse seu intelecto para justificar suas ações, e nesse sentido suas ações são coerentes com sua postura de que os fins justificam os meio, é sua forma de enxergar o mundo e a si próprio, mas ao perceber o que fez, abandona a criatura. Esta, sendo um ser deformado, desperta o medo e o ódio da sociedade. Nesse momento da história, Mary Shelley bebe da fonte de Jean Jacques Rousseau (1712 / 1778) , que diz que o homem nasce puro, mas é corrompido pela sociedade. O bom selvagem do filósofo francês habita grande parte da história de Mary Shelley sempre que a criatura sofre mal tratos dos homens, o desprezo de seu criador e a incompreensão de sua própria existência. Então, a criatura inominada busca sua vingança e metonimicamente chega mesmo a usurpar o nome de seu criador. Até hoje muitos pensam que o título da obra se refere ao monstro. Quando publicado originalmente o nome da autora foi suprimido, mas a mãe de “Frankenstein” se recusou a usar um pseudônimo masculino que facilitasse sua publicação. Somente na reedição de 1823 seu nome veio a ser creditado como a autora.

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ROBERT DE NIRO NA VERSÃO MAIS FIEL À OBRA DE SHELLEY

OS FOCOS NARRATIVOS

           A narrativa de Mary se divide em três pontos de vista que conduzem o leitor pela história: Começa com o Capitão Robert Walton que encontra Victor Frankenstein à deriva no Ártico, o acolhe e ouve sua história, relatando-a depois à sua irmã Margareth através de cartas. O foco muda da terceira para a primeira pessoa quando um Victor Frankenstein moribundo conta com suas próprias palavras os infortúnios sofridos nos levando de Geneva a Ingolstad na Alemanha a medida que revela sua profana experiência. Nova mudança ocorre quando Mary Shelley dá voz ao monstro, que conta o que se sucedeu desde o momento de seu “nascimento” no laboratório de Frankenstein, quando cria consciência de sua existência e em surpreendente auto-didatismo desenvolve linguagem observando uma família. A autora ainda faz uso da intertextualidade através de “Paradise Lost” de John Milton. Shelley possibilita assim que o leitor crie seu próprio julgamento a respeito dos papeis de criador e criatura, sobre quem é o verdadeiro monstro: o cientista egocêntrico que abandona a sua criação, a sociedade que rejeita o monstro como algo diferente,  ou a criatura abandonada e rejeitada.

             A mesma essência é mais tarde retomada em obras de outros autores que fizeram da obra de Shelley  fonte de inspiração e referência como os replicantes de Phillip K.Dick em “Do the Androids dream of electronic sheep?”, obra que inspirou o filme “Blade Runner”, o protagonista de “Edward Mãos de Tesoura” de Tim Burton, entre outras que exploraram o tema tão recorrente na vida real através da engenharia genética, da clonagem, do emprego das células tronco, do desenvolvimento de inteligência artificial, entre outros avanços discutidos na atualidade sob a luz da ética.

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FRANKENSTEIN NOS QUADRINHOS

AS ADAPTAÇÕES

                A ficção de Shelley foi levado ao cinema ainda no período do cinema mudo, em 1910, produzida pela produtora de Thomas Edison (o inventor da lâmpada), dirigida por J.Searle Dawley e com o ator Charles Ogle no papel do monstro. O filme de 16 minutos é uma raridade que ficou perdida por muito tempo até que uma cópia foi encontrada em Wiscosin em meados da década de 70. A criação do monstro é mostrada de forma atípica: Produtos químicos e poções são misturados para seu nascimento, lembrando que na época em que Mary Shelley escreveu o livro houve avanço notável na química, que foi alçado a um posto de ciência sem nenhuma ligação com a alquimia ou a própria medicina graças ao tratado de Lavosier no final do século XVIII. No filme, o efeito de criação do monstro foi conseguido queimando um boneco e rolando o filme de trás para a frente. Mais curioso ainda é o fim do monstro, que simplesmente desaparece no ar!!

               O choque elétrico gerado por uma noite de tempestade foi liberdade poética tomada pela sua adaptação cinematográfica mais famosa, de 193, estrelada por Boris Karloff. Como a descrição física da criatura é vaga no livro,  coube ao maquiador Jack Perkins elaborar o visual que se fixou no imaginário popular: Corpo descomunal e desajeitado, cabeça achatada com cicatriz enorme na testa, eletrodos nas laterais do pescoço e botas pesadas retardando os movimentos. Outra diferença entre o livro e os filmes, em geral, é que a criatura literária é inteligente e articula bem as palavras, enquanto que o cinema costuma retratá-la como um ser privado de raciocínio, reagindo apenas instintivamente. Karloff interpretou o monstro três vezes.

            No final da década de 50, a produtora inglesa Hammer Films ressucitou o monstro em um ciclo de filmes com Peter Cushing no papel de Victor Frankenstein e, inicialmente com Christopher Lee como o monstro em “A Maldição de Frankenstein” (The Curse of Frankenstein) em 1957. A melhor versão da obra de Shelley, contudo, embora muito subestimada, é “Frankenstein de Mary Shelley” (Mary Shelley’s Frankenstein) de 1995 com Robert De Niro como o monstro e Kenneth Branagah como Victor Frankenstein. O filme foi a primeira adaptação a procurar respeitar a obra original. O filme foi produzido por Francis Ford Coppola, que a principio também o dirigiria assim como fizera poucos anos antes com “Dracula de Bram Stoker”. Branagah assumiu a direção, e foi duramente criticado pela sua pretensão.        Recentemente houve “Victor Frankenstein” que traz James McAvoy e Daniel Radcliff em uma releitura modernizada do livro. Entre 2015 e 2017 houve a série britânica “As Crônicas de Frankenstein” (The Frankenstein Chronicles) reimaginando a obra da autora, que ganhou nova roupagem também na série “Penny Dreadul” (2014 a 2016), na animações “Hotel Transilvania” de 2012 e, “Frankweenie” (2012) de Tim Burton.

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A VERSÃO DE 1910 RECENTEMENTE RESTAURADA

          Tantas adaptações e readaptações mostram que a riqueza da obra continua a refletir  nossos medos como naquela noite de tempestade em Genebra, o sonho de vencer a lei natural tomando para si o poder da vida e a morte, o que nas palavras de sua autora vão além de qualquer limite vivo, ainda vivo !!!

AQUAMAN – HQS, CINEMA & TV

O REI DOS SETE MARES EM UMA SUPER PRODUÇÃO

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JASON MOMOA

Durante muito tempo Aquaman foi um dos heróis mais subestimados da DC Comics e, até bem pouco tempo atrás, poucos o levavam a sério com sua imagem sendo usada até mesmo em vinhetas humorísticas no Cartoon Network. Criado em Novembro de 1941 por Paul Norris e Mort Weisinger, o herói submarino foi inicialmente tratado como um personagem secundário publicado nas páginas de “More Fun Comics” em seus primeiros cinco anos, depois ficando encostado em “Adventure Comics” até 1961. Hoje estreando um filme próprio, com um visual mais arrojado, e destaque maior nas hqs, o personagem assumiu uma posição mais central no universo da DC Comics, reconquistando fãs, muitos dos quais ainda se lembrando do personagem chamado de “herói submarino” nos desenhos produzidos pelo estúdio Filmation (The Superman / Aquaman Hour), já exibidos pelo SBT.

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O HEROI NA ERA DE PRATA

      O atual Aquaman mescla elementos de duas fases distintas do herói: Na década de 90, o autor Peter David lhe deu uma postura mais agressiva com barba e um arpão no lugar de uma das mãos. Coube a David também explorar a mitologia do continente perdido de Atlântida, lar de Arthur Curry, o nome do personagem, fruto do amor de uma princesa do mítico reino aquático e de um homem da superfície. No período em que Peter David esteve à frente das histórias de Aquaman, este abandonou a imagem de um herói politicamente correto e assumiu uma atitude mais imponente, independente do trabalho em equipe na Liga da Justiça, grupo do qual tomou parte desde seu lançamento em 1960 (The Brave & The Bold #28), sendo esta inclusive a primeira vez que Aquaman apareceria na capa de uma hq desde sua criação. Outra fase essencial para a formação do novo status quo do personagem foi o período chamado de “Novos 52”, em que o autor Geoff Johns e o desenhista brasileiro Ivan Reis praticamente reinventaram o personagem, inclusive usando a seu favor o desinteresse do público que subestimava o personagem para criar histórias que aproveitassem ao máximo 60 anos de histórias. Johns e Reis desenvolveram os coadjuvantes, introduziram novos elementos em seu passado e conduziram os leitores a uma guerra com o mundo da superfície, até então, sem precedentes  no universo da editora DC Comics.

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O HEROI SUBMARINO DOS NOVOS 52

        Muitas mudanças acompanharam ao longo de sua publicação. Na era de ouro (1938 – 1946) o personagem era um entre vários do gênero, enfrentando principalmente piratas e vilões nazistas, bem adequado ao clima ufanista do período. Com o advento da era de prata (1956 – 1970), a DC Comics convencionou que haveria duas terras paralelas e vários personagens (The Flash, Lanterna Verde etc) foram recriados. Aquaman foi aqui batizado de Arthur Curry, ganhou um elenco de coadjuvantes, incluindo os parceiros mirins Aqualad e Aquamoça, a amada Mera, o conselheiro Vulko , e os vilões Arraia Negra e  Mestre dos Oceanos, sendo este o meio-irmão de Arthur com quem o herói disputaria o trono da Atlântida. Esta fase teve os roteiros de Robert Bernstein e a arte de Ramona Fradon, uma das primeiras mulheres desenhistas na época. A partir de 1962, Aquaman ganhou série própria com seu nome, e que duraria 9 anos de publicação contínua. Várias histórias desse período chegaram ao Brasil pela saudosa editora EBAL, do pioneiro Adolfo Aizen.

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A INSPIRAÇÃO PARA O VISUAL DE JASON MOMOA VEM DOS QUADRINHOS DE AQUAMAN DE PETER DAVID NA DECADA DE 90

       No título “Aquaman” (1969 / 1970), versão brasileira editora Ebal, o herói teve momentos emblemáticos como a parceria com Aqualad, confronto com o mitológico Netuno e até o casamento com Mera, uma princesa vinda de uma outra dimensão aquática. A partir de 1975 com a popularização do desenho da TV “Superamigos”, produzido pelo estúdio Hanna-Barbera, Aquaman passou a aparecer nas páginas de uma revista homônima, publicada entre 1975 e 1982, inicialmente em preto e branco, e depois a cores, em vários formatos. Apesar de ter poderes muito ligados ao mundo aquático, Arthur tem pele invulnerável, capacidade de sobreviver aos rigores das profundezas submarinas, força, agilidade e reflexos sobre humanos, além de telepatia que lhe permite se comunicar com os seres marinhos, justamente um dos poderes mais atacados por ”haters” que jocosamente questionam “por que falar com peixes? ”. No início dos anos 2000 o roteirista Rick Veitch ousou estabelecer uma ligação entre Arthur Curry, o Aquaman, e o lendário Rei Arthur das lendas medievais, incluindo a troca do arpão por uma mão mágica feita de água concedida pela dama do lago.

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AMBER HEARD, O DIRETOR JAMES WAN, JASON MOMOA E PATRICK WILSON

           Além de Jason Momoa que interpreta Aquaman pela terceira vez (Batman vs Superman, Liga da Justiça e o filme solo), o personagem já teve dois interpretes: Alan Ritchson o interpretou em episódios do seriado de TV “Smallville”, entre 2005 e 2010, animando a Warner Tv a produzir um episódio piloto intitulado “Mercy Reef” protagonizado por Justin Hartley, mas o piloto acabou recusado pelos executivos da época. Curiosamente, Aquaman também foi um filme fictício na segunda e terceira temporada de “Entourage” na HBO, pura paródia ! Absorvido pela cultura pop, o herói é constantemente mencionado no seriado “The Big Bang Theory”, aparece em animações e até mesmo em desenhos de Mauricio de Souza para o evento da “Comic Con Experience”. Que não se duvide da importância do herói, muito além dos fictícios sete mares da literatura ou dos reais 61 mares que cobrem 71% da Terra, e muito mais na imaginação fértil em quadrinhos ou em outras mídias, e que agora conferimos com todo o requinte de uma super produção que pode reerguer o prestígio da DC Comics nas telas.

ROBIN HOOD -A ORIGEM DO LENDÁRIO HERÓI NA HISTORIA, LITERATURA E FILMES

          Antes dos super-heróis, o cinema trazia aventureiros de capa, máscara, chapéu e espadas. Um desses ícones frequentemente revisitados é ladrão, rebelde, herói e bandido com aventuras foram imortalizadas na literatura, na Tv, no cinema e mesmo nos quadrinhos.

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FRAGMENTO DO POEMA PIERS PLOWMAN

         O personagem, que entrou para a história como aquele que rouba dos ricos para dar aos pobres, nasceu na época dos grandes trovadores que narravam grandes feitos em cantigas passadas de geração a geração, até que o poema Piers Plowman de 1377 tornou-se o primeiro registro escrito da lenda, de autoria de William Langand. A referência ao herói é breve, através de rimas, mas não o suficiente como prova de sua existência. O problema é que as várias versões que se seguiram divergem entre si, e isso dificulta o trabalho de historiadores em determinar o que é fato e o que foi ficção na história de Robert Locksley, um nobre privado de suas terras pelo Príncipe John que usurpou o trono do Rei Ricardo Coração de Leão, enquanto este participava das cruzadas. Na floresta de Sherwood adotou o nome de Robin Hood, sendo este uma referência a um tipo de chapéu com pena.

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BANDEIRA DE NOTTINGHAM

          Nottingham, a cidade inglesa em que se desenrola a história, hoje homenageia o herói com estátua, museu, passeio pelos locais citados pela lenda e até mesmo uma bandeira ostentando a silhueta do herói desde 2010. Na literatura, Alexandre Dumas (autor de “Os Três Mosqueteiros”) escreveu dois volumes intitulados “Robin Hood, o Príncipe dos Ladrões” (de 1872) e “Robin Hood, o Proscrito” (de 1873).  Dez anos depois o escritor e ilustrador americano Howard Pyle publicou “The Merry Adventures of Robin Hood of Great Renown in Nottinghamshire”, revistando os vários feitos que entraram para o cânone da lenda como a luta de bastões com João Pequeno, o torneio de arco e flecha entre outras. Maid Marian, o interesse romântico do herói, não aparece em nenhuma das cantigas originais da lenda, aparecendo pela primeira vez em versões mais tardias, a partir do século XVII. Em 1820, Robin Hood ainda apareceu como um personagem menor na obra de Sir Walter Scott “Ivanhoe”, considerado primeiro romance histórico do romantismo. Nessa como em outras encarnações, Hood é retratado como elemento fundamental na guerra entre Saxões e Normandos na Inglaterra medieval.

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DOUGLAS FAIRBANKS

            Nos primórdios do cinema, começando em 1908, a lenda foi inicialmente adaptada no curta inglês “Robin Hood & His Merry Men” dirigido por Percy Stow, ainda no período silencioso. Em 1912, uma nova adaptação da lenda foi feita na America intitulada apenas “Robin Hood” com Robert Frazer no papel título. Ainda haveriam mais três versões entre 1912 e 1913, além de uma adaptação de “Ivanhoe” em 1913  até a versão mais famosa do período, de 1922 igualmente chamada “Robin Hood”  e estrelada por Douglas Fairbanks, que no período do cinema mudo incorporou vários heróis similares. Acreditava-se que esta pérola tivesse sido perdida mas foi redescoberto nos anos 60, sendo restaurado em 2009 pelo Museu de Arte Moderna.

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ERROL FLYNN

         No final dos anos 30 a Warner e a MGM disputavam realizar a primeira versão falada, mas foi a Warner quem acabou levando a cabo sua realização. Convidando Douglas Fairbanks Jr para o papel central, mas este não estava disposto a repetir os feitos de seu pai. Foi então que o papel ficou com Errol Flynn, então com 28 anos, vindo do sucesso estrondoso alcançado em fitas como “Capitão Blood” (1935) e “A Carga da Brigada Ligeira” (1936), ambos dirigidos por Michael Curtiz e co-estrelado por Olivia DeHavilland. Curtiz foi chamado pela Warner para concluir as filmagens de “As Aventuras de Robin Hood”, iniciadas por William Keighley cuja lentidão nas filmagens ameaçava inflar orçamento e atrasar seu lançamento que veio a acontecer em maio de 1938.

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SEAN CONNERY & AUDREY HEPBURN “ROBIN & MARIAN”

              Curtiz e Flynn se odiavam e, segundo o renomado site imdb, certa vez Flynn teria se ferido superficialmente quando um dos dublês, em cena de duelo, teria lutado sem a proteção na ponta da espada, isso sob ordens de Curtiz. Os duelos foram exímios e coreografados com perfeição sob a supervisão do especialista Fred Cavens, que também teria treinado Flynn e Basil Rathbone em “Capitão Blood”. Apesar de Flynn ter corpo atlético e de notável elasticidade para o manejo da espada, Rathbone era um espadachim superior em cena. A bilheteria do filme encheu os cofres da Warner e, além do público, a crítica deu sua benção ao filme com 4 indicações ao Oscar, levando 3 (melhor edição, trilha sonora e direção de arte). O elenco de coadjuvantes também brilhou: Claude Rains foi um odioso Príncipe John; Alan Hale repetiu o papel de João Pequeno que também fizera na versão de Fairbanks, e que repetiria anos depois em “O Cavaleiro de Sherwood” (1950) e Olivia DeHavilland estava adorável como  Marian. O filme foi um prodigioso roteiro equilibrando momentos cômicos com pura ação. Nos diálogos do roteiro de Norman Reilly Raine e Selton Miller momentos memoráveis como Robin (Flynn) dizendo “Normandos ou Saxões não importa, o que odeio é a injustiça”. A Warner chegou a cogitar fazer uma sequência, mas acabou não acontecendo.

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ANIMAÇÃO DA DISNEY

            No entanto várias versões renovaram o ícone perante o público como Cornel Wilde, que interpretou Robert de Nottingham em “O Filho de Robin Hood” (The Bandit of Sherwood Forest) de 1946; John Hall em “Prince of Thieves” de 1948, adaptado do livro homônimo de Alexandre Dumas; e John Derek em “O Cavaleiro de Sherwood” (Rogues of Sherwood Forest) de 1950 com Derek também interpretando um descendente direto do lendário herói.

          Entre 1955 e 1960 Richard Greene viveu o herói na TV inglesa em “As Aventuras de Robin Hood” (The Adventures of Robin Hood) tornando-se a primeira série inglesa a fazer sucesso nos Estados Unidos. Em 1976, o ex-007 Sean Connery viveu um Robin Hood maduro ao lado de Audrey Hepburn como Maid Marian em “Robin & Marian”, com os personagens lidando com a inevitável passagem do tempo. Um ano antes o comediante Renato Aragão arrancou deliciosas risadas no filme “Robin Hood O Trapalhão da Floresta”. A Disney também fez sua versão animada personificando o herói como uma raposa em “Robin Hood”, segundo longa animado realizado após a morte de Walt Disney, trazendo em sua versão brasileira as vozes de Claudio Cavalcanti, Orlando Drummond e Juraciara Diacovo. Alguns anos antes o animador Ralph Bakshi realizou a versão futurista “Super Robin Hood” (Rocket Robin Hood), extremamente popular na Tv com 52 episodios.

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KEVIN COSTNER & MORGAN FREEMAN “ROBIN HOOD O PRÍNCIPE DOS LADRÕES”

       Em tempos mais recentes coube a Kevin Costner trazer a lenda para novas gerações em “Robin Hood o Príncipe dos Ladrões” (1991) em uma super produção com trilha pop de Bryam Addams. O efeito da câmera na flecha reproduzindo a visão do disparo desta causou sensação entre o público e o destacou de outra produção parecida lançada na mesma época chamada “Robin Hood o Heroi dos Ladrões” com Patrick Bergin e Uma Thurman nos papeis centrais. Ainda é digno de nota a parodia de Mel Brooks “A Louca História de Robin Hood” (1993) com Cary Elwes e “Robin Hood” (2010) com Russell Crowe e Cate Blanchet dirigido por Ridley Scott.

         Robin Hood também foi a fonte de inspiração para Mort Weisinger criar o herói das hqs “Arqueiro Verde” em 1941, que originou a série de sucesso “Arrow” que já está em sua sétima temporada. Tamanha popularidade mostra que o mito sobrevive a várias reinterpretações e que não reste dúvida de que Taron Egerton não será o último a apontar aquela flecha no coração dos amantes da aventura pois esse alvo continua na mira dos que se identificam com um rebelde que decide se erguer contra as injustiças de seu tempo. Nada mais atual!