GRANDE ESTREIA : JURASSIC WORLD REINO AMEAÇADO.

             É curioso que esses gigantescos repteis gerem tanto fascínio tendo sido extintos há cerca de 65 milhões de anos. Eu próprio tinha um dinossauro de brinquedo tipo o Rex de “Toy Story” e nunca me liguei que dinossauros e seres humanos, na verdade nunca co-existiram no planeta. Imaginar esse encontro é recorrente no cinema e o escritor Michael Crichton (1942/2008) soube explorar essa fantasia e adicionar à receita do entretenimento os temores provocados pela engenharia genética, e assim a pré-história revive.

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           O embrião para o livro que Crichton escreveu do assunto começou com um roteiro de 1983 sobre um pterodátilo clonado, mas foi rejeitado pelos estúdios. Muitos anos depois o escritor e ex-médico norte americano juntou à história o cenário de um parque temático, coisa que já havia explorado em “Westworld”, filme de 1973 e atualmente série da HBO de muito sucesso. O mundo havia mudado em 1990 e já pronto para receber os dinossauros renascidos em meio a discussões filosóficas sobre a teoria do caos. Ação e conteúdo eram bem equilibradas e os estúdios se interessaram pelo livro “Jurassic Park – Parque dos Dinossauros” antes mesmo de sua publicação inicial em 1990, inspirado nos trabalhos dos paleontólogos Robert Bakker e Jack Horner. A Universal conseguiu os direitos garantindo o interesse de Steven Spielberg. O grande triunfo técnico foi o uso eficiente de animatrônicos e efeitos digitais que tornaram os dinossauros rápidos e mortais, distantes dos efeitos stop motion que acompanharam durante anos os filmes do gênero. Impressionantes no realismo em cenas como o ataque do T-Rex ou a perseguição dos Velociraptores.

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             O sucesso do filme despertou diversas discussões sobre o comportamento dos dinossauros e um aumento considerável no interesse de jovens por paleontologia, área de estudo do Dr. Alan Grant (Sam Neill) e Dra. Ellie Sattler (Laura Dern) dupla central na história que se junta ao matemático Ian Malcolm (Jeff Goldblum) em uma visita surpresa a uma ilha que abriga dinossauros renascidos pelo milagre da clonagem, a partir do sangue coletado de um mosquito encontrado preso em âmbar. O Dr. Malcolm com sua ironia e postura questionadora serve como voz para o escritor discursar suas teorias sobre a natureza e a postura dos cientistas de se colocarem irresponsavelmente como Deus. O dono do lugar é o milionário John Hammond (Richard Altenborough) que leva seus netos para o passeio que vem a se tornar um grande pesadelo para todos. Hammond e Malcolm representam esses polos respectivos de esperança (vestido em branco) e caos (vestido em preto) frente ao avanço da ciência. O filme realizado em 1993 obteve uma bilheteria milionária e levou Crichton a escrever a sequência “The Lost World – Jurassic Park” cujo subtítulo vem para evitar confusão com um romance homônimo escrito por Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes. Novo livro levou claro a novo filme lançado em 1997 com várias passagens que homenageiam clássicos como “King Kong” e “Goldzilla”. Curioso que o livro seja centrado no Dr.Malcolm (Goldblum), personagem que morreu no primeiro livro (no filme ele sobrevive), mas aparece miraculosamente vivo nas páginas do segundo livro. A história ainda guarda espaço para romance entre o Dr.Malcom (Goldblum) e a Dra Sarah Harding (Julianne Moore) e uma sequência eletrizante de safari com os dinos tecnicamente tão elogiosa quanto John Wayne caçando os animais selvagens em “Hatari” (1962).

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               Em 2001, um terceiro capítulo foi dirigido por Joe Johnston (Capitão America Primeiro Vingador), sendo o primeiro não baseado em um livro de Michael Crichton. “Jurassic Park III” tras o Dr.Alan Grant ajudando a uma família a recuperar seu filho perdido na Ilha Sorna, cheia de dinossauros perigosos. Como novidade, os pteredátilos que estão presentes no primeiro livro, mas não chegaram a ser usados no primeiro filme, protagonizam diversas cenas de ação junto a um elenco humano que ainda inclui William H.Macy e Tea Leoni. A bilheteria milionária da franquia deixava claro que os dinos não deixariam as telas, mesmo levando-se conta que o animal no logo do filme na verdade não pertence ao período jurássico (200 a 155 milhões de anos), e sim ao período cretáceo (145 a 65 milhões de anos).

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          As licenças poéticas voltam a povoar a imaginação quando o diretor Colin Trevorrow ressuscitou mais uma vez os grandes lagartos em “Jurassic World – Mundo dos Dinossauros” (2015), realizado sete anos depois da morte do autor. Carregado de referências aos filmes anteriores e com o casal Chris Pratt (Starlord de “Guardiões da Galaxia”) e Bryce Dallas Howard a frente do elenco. O filme ainda aproveitou alguns elementos da história original como o diálogo entre o Dr. Wu (BD Wong) e o Sr. Masrani (Irffan Khan). A chegada do Indominus Rex como o monstro da vez é aterrador e impulsiona a história tanto quanto o ataque do T Rex no primeiro filme. Na receita entram novas considerações sobre o avanço impensado da ciência e famílias partidas (os sobrinhos de Claire) lutando para não serem devoradas. Uma das ideias não aprovadas para a retomada da franquia foi o uso de soldados híbridos metade humanos, metade repteis.

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         A chegada do novo título “Jurassic World II – Reino Ameaçado” vem com a certeza de que a franquia deve em breve gerar outros. A cultura pop sempre acolheu bem esses animais pré históricos, até mesmo o genial Mauricio de Souza criou o simpático filhote de T Rex Horácio que é um sucesso nas hqs. Divertido como descer pela cauda de um brontossauro e gritar “IABADABADUU”!

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GRANDE ESTREIA: OITO MULHERES & UM SEGREDO

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             Para o escritor Machado de Assis, o conto do Vigário, aquela expressão que aponta um golpe de esperteza, é o mais antigo gênero de ficção. No cinema é um dos mais divertidos, já tendo rendido diversas pérolas explorando a arte de passar a perna em alguém e estabelecendo uma empatia instantânea com o público.  Agora é a vez de Sandra Bullock à frente de um elenco de divas, mas a semente desse golpe começou há muito tempo.

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                 Uma das mais memoráveis foi o “Onze Homens & Um Segredo” original, dirigido por Lewis Milestone em 1960. Este reunia pela primeira vez nas telas o “Rat Pack” liderado por Frank Sinatra e composto por Dean Martin, Sammy Davis Jr, Joey Bishop entre outros. O clã perpetuava nas telas a imagem boêmia dos palcos de Las Vegas, onde divertiam o público com canções e piadas. Sinatra, que tinha uma velada relação com a máfia, usa essa imagem para fazer de Danny Ocean um golpista simpático disposto a assaltar cinco cassinos na Las Vegas sessentista. O clima descontraído nas filmagens era resultado dos laços de amizade e camaradagem de um elenco que incluía uma ponta não creditada e improvisada de Shirley MacLaine, além de nomes como Akim Tamiroff, Cesar Romero, Angie Dickenson e Henry Silva, nomes hoje desconhecidos, mas extremamente populares na época. O filme ainda trouxe a colaboração do designer Saul Bass (O Homem do Braço de Ouro, Intriga Internacional, Deu a Louca no Mundo) nos créditos de abertura, os arranjos de Nelson Riddle (o favorito de Sinatra) na trilha sonora e, segundo reza a lenda, uma contribuição não creditada de Billy Wilder no roteiro.

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              A ocasião não faz o ladrão, mas certamente faz o roubo, então por que não chamar um grupo de amigos e roubar um cofre com o dinheiro de três cassinos pertencentes ao milionário Terry Benedict (Andy Garcia). Assim se desenrola a segunda versão de “Onze Homens & Um Segredo” (2001), reunindo George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon, Bernie Mac, Don Cheadle (Máquina de Combate nos filmes da Marvel) e os veteranos Carl Reiner e Elliot Gould. O toque feminino é dado pela presença de Julia Roberts que faz Tess, a ex-mulher de Danny Ocean, que no início do filme, está envolvida com o antagonista da trama. O filme triunfou com o público e crítica, sendo indicado a vários prêmios e faturando acima do dobro de seu orçamento estimado em torno de US$ 85 milhões. Curioso é que a vontade inicial do diretor Steven Sodenberg era filmar em preto e branco. Do elenco original, os veteranos Angie Dickenson e Henry Silva fazem rápidas aparições no filme, cujo final também difere do original. A trupe de Sinatra perde todo o dinheiro incinerado no caixão de um de seus homens enquanto Clooney e sua quadrilha embolsam uma pequena fortuna.

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             Três anos depois, Benedict (Andy Garcia) caça a gang de Danny Ocean (Clooney) exigindo a devolução do dinheiro roubado, com juros, em “Doze Homens & Um Segredo” (2004). Mas gritar “pega ladrão!” não deixa um, deixa onze planejando outro golpe na Europa a medida que são perseguidos por uma agente da lei interpretada pela bela Catherine Zeta-Jones, que tal qual Faye Dunaway atrás de Steve McQueen em “Crown, o magnífico” (The Thomas Crown Affair), vem seguindo os passos do grupo de Rusty (Brad Pitt) com quem se envolveu romanticamente. A narrativa destaca locações em Armstedam, Paris e Monte Carlo, ao som de uma sofisticada trilha sonora que inclui “L’Appuntamento”, versão em italiano de “Sentado à Beira do Caminho” de Roberto Carlos.  O clima de diversão “entre amigos” inclui Bruce Willis como ele mesmo, e ironicamente introduzindo Tess como Julia Roberts. O 12º homem do bando é o ator francês Vincent Cassell, um milionário que atende pela alcunha de “Raposa Noturna”, cuja função na trama serve a uma drástica reviravolta no final.

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                Cumprindo a máxima que diz “Ladrão que rouba de ladrão…” chega-se a “Treze Homens & Um Segredo” (2007). Desta vez o bando se reúne para contra o gangster vivido por Al Pacino, que engana Rueben (Elliot Gould), integrante da gang de Ocean, que por isso sofre um enfarte. A história explora o senso de camaradagem entre os simpáticos vigaristas em busca de vingança, levando a uma aliança inusitada quando Benedict (Garcia) torna-se o 13º homem. A produção recriou um cassino todo em estúdio com detalhes e sofisticação, e o resultado nas bilheterias não foi decepcionante, embora Soderbergh e Clooney tenham se oposto a um quarto capítulo.

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                 A formula de sucesso desses filmes é a ideia de um engenhoso golpe idealizado e praticado por escroques charmosos, modernos Robin Hoods que ignoram as leis, subvertem as convenções de certo e errado. Como não lembrar de Aldo Vanucci (Peter Sellers), outra notória raposa de “O Fino da Vigarice” (After The Fox), de Vittorio De Sica que dizia “Se ao menos eu pudesse roubar o suficiente para me tornar um homem honesto!”. Essa refinada ironia é o tom recorrente em filmes como “Os Sete Homens de Ouro” (Il Grande Golpo dei 7 Uomini D’Oro) de 1965, “Um Golpe à Italiana” (The Italian Job) de 1969, ou o excelente “Golpe de Mestre” (The Sting) de 1973.  Tivemos ainda o brasileiro “Assalto ao Trem Pagador” de 1962, baseado em um fato real: O roubo do pagamento da Estrada de Ferro Central do Brasil ocorrido em 1960, pela gang liderada pelo temido Tião Medonho (Eliezer Gomes). Três anos depois a vida imitou a arte na Inglaterra onde um trem com pagamentos foi roubado por 15 homens que levaram 2,6 milhões de libras esterlinas, tendo um deles, Ronald Biggs se refugiado no Brasil por mais de 30 anos.

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                Hoje o espaço é maior para as mulheres e já existem rumores de uma refilmagem de outra pérola do gênero “Os Safados” (Dirty, Rotten, Scoundrels) de 1989 que será estrelada por Rebel Wilson e Anne Hathaway, sendo que esta integra o elenco de “Oito Mulheres & Um Segredo” (2018). A gang traz Cate Blanchett, Helena Bohman Carter, Sarah Poulson, Mindy Kaling, a cantora Rihanna e a rapper Awkawafina, lideradas por Sandra Bullock, cujo personagem é irmã de Danny Ocean. O diretor Gary Ross (Jogos Vorazes) aproveita as participações de Carl Reiner e Matt Damon para fortalecer a conexão com os filmes anteriores. Tantos talentos reunidos servem ao empenho de belas golpistas em roubar um colar de diamantes valiosíssimo exibido em evento no MET (Museu Metropolitano de Arte).

              São oito beldades, inteligentes, ardilosas, espertas, impostoras, sedutoras, deliciosamente burladoras e desonestas, em resumo maravilhosas. As únicas regras são “roubar de quem merece”, “não ferir ninguém” e “divertir todos”. Nos filmes, tudo parece fácil, por isso mesmo divertido pois ali reside toda a catarse, de rir e tirar um belo sarro da vida com um bom e velho conto do vigário!

 

ESTREIAS DA SEMANA: 31 DE MAIO DE 2018

GNOMEU & JULIETA: O MISTÉRIO DO JARDIM

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(SHERLOCK GNOMES) EUA 2018. DIR: JOHN STEVENSON. COM JAMES McAVOY, EMILY BLUNT, CHWIETEL EJIOFOR, JOHNNY DEPP, MICHAEL CAINE. DUBLAGEM BRASILEIRA: DANIEL MACHLINE, ERIKA MENEZES, ALEXANDRE MORENO, GUILHERME BRIGGS. ANIMAÇÃO.

O PRIMEIRO “GNOMEU & JULIETA” DE 2011 FOI MUITO DIVERTIDO, CRIATIVO AO FAZER DE GNOMOS DE JARDIM VERMELHOS E AZUIS REPRESENTAÇÕES SHAKESPEAREANAS AO SOM DE UMA TRILHA POP REPLETA DE SUCESSOS DE ELTON JOHN, TAMBÉM PRODUTOR DO LONGA ANIMADO. AGORA, VÁRIOS DE SEUS AMIGOS GNOMOS ESTÃO DESAPARECENDO E O CASAL PEDE A AJUDA DO DETETIVE SHERLOCK GNOMES (JOHNNY DEPP), QUE EM NOSSA DUBLAGEM GANHOU A EXCELENTE VOZ DE ALEXANDRE MORENO, UM DOS MELHORES DE SUA PROFISSÃO. CLARO QUE OUTROS HITS DE ELTON JOHN SÃO OUVIDOS AO LONGO DA PROJEÇÃO E SERÃO MELHOR APRECIADOS PELOS PAIS DO QUE PELAS CRIANÇAS. A MUDANÇA DE ARES PARA LONDRES E A PRESENÇA DO HOLMES GNOMO TAMBÉM FUNCIONA MELHOR PARA O PÚBLICO FIEL LEITOR DO ELEMENTAR DETETIVE DE CONAN DOYLE, ASSIM PARA ENTENDER MELHOR CERTAS PIADINHAS QUE O PÚBLICO GERAL NÃO VAI. NO FINAL, É OUVIDA A VOZ DE SHAKESPEARE, DUBLADO ORIGINALMENTE POR PATRICK STEWART (CAPITÃO PICARD DE STAR TREK E PROFESSOR XAVIER DE X MEN), MAS RECONHECER SUA VOZ FICA IMPOSSIVEL NAS CÓPIAS DUBLADAS. DE QUALQUER FORMA, É UM PROGRAMA AGRADAVEL PARA A FAMÍLIA ASSISTIR EM MEIO AO CLIMA TENSO DA GREVE QUE TEM ASSOLADO O PAÍS.

NÃO SE ACEITAM DEVOLUÇÕES

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BRA 2018. DIR: ANDRE RAMOS. COM LEANDRO HASSUM, LAURA RAMOS, ZEU BRITTO, MARCELA KHFOURI. COMÉDIA.

DONO DE UM QUIOSQUE EM GUARUJÁ, QUE VIVE UMA VIDA BOÊMIA, É VISITADO PELA EX-NAMORADA QUE O DEIXA COM A GUARDA DA FILHA ATÉ QUE ELE RESOLVE DEVOLVÊ-LA À MÃE. ENTÃO, ELE COMEÇA A DESPERTAR PARA O SENTIMENTO PATERNO E REPENSA TODA SUA VIDA. REFILMAGEM DO MEXICANO “NÃO ACEITAMOS DEVOLUÇÃO” (2013), QUE JÁ HAVIA GANHADO UMA REFILMAGEM FRANCESA (UMA FAMILIA DE DOIS) EM 2016 ESTRELADO POR OMAR SY. ADAPTADO PARA O HUMOR BEM BRASILEIRO COM HASSUM MAIS CONTIDO DO QUE O HABITUAL COMO FORMA DE CONDUZIR A MISTURA CERTA DE HUMOR E DRAMA.

GRANDE ESTREIA: HAN SOLO UMA HISTÓRIA DE STAR WARS

          Na década de 80 Harrisson Ford reinou nas telas como herói de ação fosse manejando o chicote de Indiana Jones ou pilotando a Millenium Falcon em Star Wars. Seu personagem nesta novela espacial é um contrabandista simpático e hábil com sua pistola laser, buscando lucro e diversão, com um sorriso de cafajeste estampado no rosto tal qual um Errol Flynn das estrelas. Ao longo da história virou comandante da rebelião, conquistou o coração de uma princesa e tornou-se um dos maiores heróis do cinema.  Com a franquia revitalizada pela Disney, sai de cena Harrisson Ford, de 76 anos, e Han Solo ganha o rosto do californiano Alden Ehrenreich, de 29 anos. Nomes como Ansel Elgort, Aaron Taylor-Johnson, Scott Eastwood, Rami Malek e Logan Lerman, entre outros, chegaram a ser cogitados para o papel nesse segundo derivado de Star Wars ( sendo o primeiro o bem sucedido “Rogue One”) que chega aos cinemas 35 anos depois do episódio VI “O Retorno de Jedi”.

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         A Disney foi hábil em não revelar os detalhes da história com os trailers divulgados. Sabe-se que a história se passa dez anos antes dos eventos do episódio IV “Uma Nova Esperança, e que o roteiro de Lawrence Kasdan (pela quarta vez escrevendo um episódio da saga) e seu filho Jonathan Kasdan explorarão os primeiros passos do personagem em uma vida de aventuras, o início de sua lealdade com o wokkie Chewbacca (Joonas Suotamo no lugar de Peter Mayhew) e seu encontro com o jogador Lando Calrissian (Donald Glover no lugar de Billy Dee Williams). No qual adquirirá a nave Millenium Falcon. Entre os personagens novos temos Woody Harrelson como Tobias Beckett (o mentor de Solo, papel que foi inicialmente pensado para Christian Bale); Emília Clarke (a Daenerys de “Game of Thrones” ) como Qi’Ra o principal papel feminino e interesse romântico do herói; Thandie Newton (Westworld) como Val, parceira de Tobias Beckett; além de Paul Bettany (o Visão dos Vingadores) como o vilanesco Drydes Vos, um gangster espacial. O elenco ainda tem nomes famosos como Jon Favreau (diretor dos dois primeiros “Homem de Ferro”), e Warwick Davis reunindo-se com o diretor Ron Howard com quem trabalho há mais de 30 anos em “Willow”. Será, no entanto, o primeiro filme da franquia que não terá os personagens droids R2D2 e C3PO, que sempre foram parte essencial dos eventos desdobrados nesta galáxia fictícia imaginada por George Lucas.

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         Han Solo é um dos personagens mais amados na saga “Star Wars”, tendo sido eleito 14º entre os 50 maiores heróis do cinema pelo AFI (American Film Institute), e já protagonizou aventuras individuais no universo estendido dos livros e hqs que já eram publicados antes que a Disney comprassem a LucasFilms. Essas histórias passaram a ser chamadas de “Lendas” e, portanto, desconsideradas do que seria oficial, deixando a Disney livre para criar novas histórias, como está fazendo com os novos filmes. Ainda houve o curta “Han Solo – A Smuggler’s Life” (2016) com Jaime Costa no papel central, realizado pelo fã Keith Allen, e que está disponível pelo You Tube, usando a mesma ideia de explorar a juventude de Solo. O filme centrado em Han Solo, que chega agora aos cinemas, começou a ser filmado ano passado por Phil Lord e Christopher Miller, que dirigiram “Anjos da Lei” (2012) e “Uma Aventura Lego” (2014). A dupla deixou a Disney insatisfeita ao conduzir as filmagens na base de muito improviso e imprimindo um resultado mais próximo de “Guardiões da Galáxia” (2014) do que da saga criada por George Lucas nos anos 70. Devido a essas diferenças criativas, Lord e Miller foram substituídos por Ron Howard (Uma Mente Brilhante, Código Da Vinci, Rush no limite da Emoção), primeiro diretor oscarizado a assumir um título da franquia. Curiosamente, Howard atuou no segundo filme de George Lucas (American Graffitte, de 1973), e dirigiu para ele “Willow na Terra da Magia” (1988). O destino parece ter conspirado a favor já que Ron Howard havia sido um dos nomes cotados para assumir a direção do episódio I “A Ameaça Fantasma” em 1999. Quando assumiu o derivado, o diretor refilmou grande parte do material já feito, mais de 80% segundo divulgado o site imdb. A trilha sonora de John Powell (quadrilogia Jason Bourne e animações como “Era do Gelo” e “Como Treinar seu Dragão”) recebeu a colaboração do mestre John Williams, compositor da trilha original, em uma das faixas buscando se conectar com o espírito dos episódios anteriores. O filme mal chega às telas e já se fala em um filme estrelado por Obi Wan Kenobi, e rumores ainda apontam uma sequência para as aventuras do jovem Solo, direcionando o personagem até o momento em que este encontra Luke e Obi Wan na cantina mostrada no episódio IV.

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            O encanto dessa história tem renovado seu público ao longo das últimas 3 décadas, e se mantido como um dos maiores expoentes da cultura pop ocidental, desde que Lucas (este completou 74 anos em 14 de Maio) sonhou com essa galáxia muito, muito distante onde a força continua a despertar.

 

GRANDE ESTREIA : 17 DE MAIO DEADPOOL 2

            Desde sua primeira aparição em 1991 (The New Mutants #98), o mercenário tagarela Deadpool tem crescido sua popularidade, ganhando espaço muito além do papel de mero coadjuvante dos heróis mutantes da Marvel. Seu estilo debochado, não convencional, dialoga com o leitor quebrando a quarta parede, a barreira imaginária que separa o público da ficção. Nas hqs, e depois no cinema, o público parece ter se identificado com seu tom caótico e demolidor que não se preocupa tanto em salvar o mundo quanto em tirar um sarro de tudo e de todos, até de si mesmo.

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          Quando Fabian Nicieza e Rob Liefield criaram o personagem plagiaram descaradamente o vilão Exterminador da rival DC Comics, seja no visual ou em seu nome Wade Wilson (corruptela de Slade Wilson da outra editora). Desde sua primeira aparição nas hqs, que no Brasil se deu em “X Men” #72 (1994) pela Editora Abril, o personagem se destacou deixando claro que ele pode ser super, mas está longe de ser um herói, conforme afirma no início do primeiro filme de 2016. Deadpool foi o último improvável sobrevivente de um experimento que tenta recriar o  fator cura de Wolverine, do qual aceitou participar por conta de um câncer terminal que o deixa com nada a perder. Sua agilidade e força não o torna um digno defensor da lei, mas faz dele um mascarado aventureiro desprovido do altruísmo típico do gênero, e cujo sucesso se deve justamente por seus deméritos morais e língua assumidamente chula.

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         Tais características estavam completamente ausentes quando Ryan Reynolds apareceu em “XMen Origens: Wolverine” (2009), fosse no visual ou na insanidade desenvolvida depois que seu rosto foi desfigurado no processo que lhe deu poderes. O ator canadense estava, no entanto, planejando um filme do personagem desde 2004, mas a Twentieth Century Fox acabou engavetando o projeto, temerosa pelo conteúdo adulto pretendido. Um filme nesses moldes seria um risco pois reduz o alcance das bilheterias; e assim, Reynolds acabou assinando com a Warner para o papel central de “Lanterna Verde” (Green Lantern) em 2011. Se o filme do herói verde da DC Comics tivesse dado certo, o contrato de Reynolds teria emendado sequências, o que teria atrapalhado bastante um filme do mercenário tagarela da Marvel. Na época, Reynolds declarou que tudo era possível e que assim como Harrisson Ford fazia Han Solo e Indiana Jones, ele poderia também viver dois heróis de estúdios concorrentes. O fato é que o fracasso de “Lanterna Verde” foi bom para que Reynolds retomasse o projeto de fazer Deadpool, e como teria nas mãos um orçamento modesto, estimado em torno de US$58 milhões, as pressões do estúdio seriam menores e dariam a Reynolds controle maior sobre o projeto. O diretor Tim Miller, egresso dos efeitos visuais, faria sua estreia na cadeira, que chegou a ter o nome de Robert Rodriguez atrelado ao projeto.

 

          A trama do filme, lançado em 2016, é narrada em flashback respeitando os elementos que conferiram ao personagem a popularidade nas hqs: violência, mordacidade nos diálogos, metalinguagem, nenhuma pretensão de ser sério e uniforme idêntico aos quadrinhos originais. Em sua história de vingança contra o mutante Ajax (Ed Skrein), responsável pela transformação de Wade, ainda desfilam pela tela a bela Vanessa, garota de programa e amada de Deadpool, papel desempenhado pela brasileira Morena Baccarin. O filme mantém ainda relação com o universo dos heróis mutantes com a presença do herói russo Colossus, através da captura de movimentos do ator Stefan Kapicic, e a cômica e infame tirada de Deadpool sobre o Professor Xavier ser Patrick Stewart e James McAvoy. O roteiro não faz concessões, sobrando até farpas para o filme do Lanterna Verde, e dessa forma se mostra fiel ao material impresso da Marvel com direito à costumeira presença de Stan Lee em uma de suas aparições cameo, desta vez como um MC no clube de strip. Lee virou símbolo da cultura pop, e “Deadpool” atinge em cheio ao público jovem que compareceu em peso às salas de exibição com um lucro acima de US$300 milhões na bilheteria.

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          A sequência veio a ser anunciada antes mesmo da estreia do filme de 2016, que ainda teve o feito de ganhar prêmios como o “Saturn Awards” (2016), prêmio dado aos filmes do gênero fantasia e ficção científica, o “Critics Choice Award” (2016), o “MTV Movie Award” (2016), o “People’s Choice Award” (2016) e outros. A direção do segundo filme ficou com David Leitch (Atômica), ex-coordenador de dublês, depois que Tim  Miller saiu do cargo devido a desentendimentos com Ryan Reynolds. O papel do mutante Cable (nas hqs este é filho de Ciclope e Jean Grey) quase ficou com Brad Pitt, mas foi para as mãos de Josh Brolin, o intérprete de Thanos no recente sucesso “Vingadores: Guerra Infinita”. A presença de Brolin, ator que foi parte do clássico “Goonies” (1985) rende uma piada inevitável do mercenário tagarela que o chama de “Willy Caolho”, referência ao pirata do filme dos heróis mirins do filme de Spielberg. A presença do personagem Cable reforça rumores de que a Fox planeja um filme da “X Force”, equipe mutante liderada por Cable nas hqs. Dos quadrinhos originais o filme ainda traz a mutante Dominó (Zazie Beetz), o vilão mutante Black Tom Cassidy (Jack Kesy) e os retornos de Morena Baccarin e Brianna Hilderbrand como a adolescente Missil. Outro atrativo é a presença do popular ator Terry Crews, sempre reconhecido como o Latrell de “As Branquelas” (2004).  Os bastidores do filme, no entanto,  tiveram uma tragédia: a morte da dublê Joi Harris em Agosto de 2017 em acidente de moto durante as filmagens.

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           O personagem de Reynolds não se permite abater, e o filme retoma o tom jocoso do anterior como no cartaz promocional parodiando o clássico “Flashdance” (1983), e ainda trouxe para a trilha sonora Air Supply, A-Ha, Cher, e a icônica Celine Dion que gravou um divertido videoclipe com a presença do mascarado desbocado. Com orçamento estimado em torno de US$100 milhões para essa segunda aventura, já está previsto um terceiro filme para 2020, o que a julgar pela expectativa do público não será nenhuma surpresa reencontrar esse anti-herói, que como o próprio se auto-define no primeiro filme, é apenas um cara mau que luta contra caras piores ainda. A diversão está garantida, com luzes, câmera, ação e risos.

 

MICHELLE … MA BELLE !

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              Nos anos 80 ela disputava a atenção dos olhares masculinos com nomes como Kim Basinger, mas soube se sobressair em papéis tão diferentes que não há como duvidar que, além de uma estonteante beleza, seu talento a tornou uma das melhores de sua geração, tendo completado em 29 de abril desse ano 60 anos.

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         Michelle Marie Pfeiffer sempre soube o que dizer como atriz para se provar mais do que apenas um rosto bonito. Começou na Tv no final dos anos 70 em séries como “A Ilha da Fantasia” e “Chip’s”, além de outras produções menores que serviram para chamar a atenção para a jovem atriz, que aos 24 anos protagonizou seu primeiro filme no cinema “Grease 2 – Os Tempos da Brilhantina Continuam” (1982), sequência do grande sucesso da década anterior que naufragou nas bilheterias, mas mostrou que o mundo precisaria conhecer mais daquela bela jovem que cantou e encantou ao som de “Cool Rider”. A canção não é memorável, mas a voz de Michelle e o modo como a câmera parecia captar o brilho de seus olhos e seu sorriso radiante fez o mundo entender que muito ainda havia a dizer. Mesmo em um papel menor foi uma presença fundamental ao lado de Al Pacino na refilmagem de Brian DePalma para “Scarface” (1983) . Dois anos depois fez um cavaleiro medieval uivar em “O Feitiço de Áquila” (Ladyhawke) de Richard Dooner, tosando as belas madeixas que fizeram de Isabeau uma das mais lembradas heroínas da década.

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              Mostrando o desejo de se mostrar versátil, se juntou às divas Cher e Susan Sarandon em “As Bruxas de Eastwick” (1987), uma experiência que relatou depois ter sido agradável e sem a guerra de egos típica do encontro de grandes estrelas. Em seguida fez a comédia leve “De Caso com a Mafia” (Married to the Mob) e dividiu a cena com Mel Gibson e Kurt Russell no tenso “Conspiração Tequila” (Tequila Sunrise). Sua primeira indicação ao Oscar veio com “Ligações Perigosas” (Dangerous Liasions) como a frágil e apaixonada Madame de Tourvel. No ano seguinte, sua segunda indicação veio com sedução e música em “Suzie & Os Baker Boys” (The Fabulous Baker Boys) se deitando sobre o piano dos irmãos Beau e Jeff Bridges. Imprimindo nas telas sua figura capaz de ser sensual sem jamais cair na vulgaridade, Michelle Pfeiffer recusou papeis que exigissem nudez ou que fossem de violência extrema. Por isso recusou o papel de Clarice Sterling, que foi para Jodie Foster em “O Silêncio dos Inocentes” (Silence of the Lambs), preferindo atuar ao lado de Sean Connery em “A Casa da Russia” (The Russia House) de 1990, e logo em seguida preencheu as fantasias de adolescentes e marmanjos vestindo uma roupa de couro e miando para Michael Keaton como a Mulher Gato em “Batman o retorno” (Batman Returns). O sucesso estrondoso alimentou a mídia da época com rumores de que Michelle teria um filme solo da vilã felina, o que acabou não se concretizando.

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                 A medida que a fama crescia, a atriz procurou sempre se manter à parte de qualquer escândalo, mantendo uma vida particular discreta, sem exageros típicos de grandes astros. Adotou uma menina mestiça mostrando que o amor não dependia de etnias e casou-se com o produtor/roteirista de TV David E.Kelly (Picket Fences, Chicago Hope). Não parou de diversificar os papeis escolhidos fazendo uma dona de casa dos anos 60 em “Barreiras do Amor” (Love Field) atraída pela mensagem anti-racista que sempre foi para ela uma causa a ser defendida; voltou a trabalhar ao lado de Jack Nicholson em “Lobo” (Wolf) de 1993 e Al Pacino em “Frankie & Johnny” (1991), este um papel totalmente desglamourizado, o de uma garçonete solitária e desacreditada no amor. Estava grávida de seu segundo filho (primeiro natural) quando fez a professora idealista de “Mentes Perigosas” (Dangerous Minds), espécie de versão feminina do clássico “Ao Mestre com carinho”. Se seguiram o papel de repórter ascendente ao lado de Robert Redford em “Íntimo & Pessoal” (Upclose & Personal) ; dona de casa frustrada no casamento ao lado de Bruce Willis em “A Historia de Nós Dois” (A Story of Us); mulher ameaçada por um assassino ao lado de Harrisson Ford em “A Revelação” (What Lies Beneath); e um papel Shakespereano em “Sonhos de uma Noite de Verão” (A Midsummer Night’s Dream) entre outros. Voltou a atuar e cantar dublando a amada esposa de Moises na animação “O Principe do Egito” (The Prince of Egypt) de 1998. Com o final da década da 90 se afastou das telas para ficar mais próxima da família, escolhendo a dedo os papeis que faria já mostrando no belo rosto as marcas da idade. Ainda assim estava belíssima como a bruxa de “Stardust” (2007), a gótica matriarca de “Sombras da Noite” (Dark Shadows) , e voltou a cantar e dançar em “Hairspray” (2007). Ano passado atuou com destaque em “Mãe” (Mother) de Dareen Aaronovsky, e “Assassinato no Expresso do Oriente” (Murder on the Orient Express) de Kenneth Branagah, roubando a cena em meio a um elenco estelar, e cantando a canção dos créditos de encerramento.Em 2017 foi indicada ao Globo de Ouro pela produção de TV “O Mago das Mentiras” (The Wizard of Lies), terceira vez atuando ao lado de Robert DeNiro. Esse ano, a atriz ainda aparecerá muito em breve como uma super heroína em “Homem Formiga & Vespa” (Antman and the Wasp), entrando para o time multi estelar de astros a participar do bem sucedido Universo Cinemático Marvel, se reapresentando para uma nova geração.

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         Seja voando como um falcão, miando como uma gata ou mostrando os belos dotes musicais, falta a Academia lhe reconhecer o talento e lhe conceder a honraria de um Oscar. Ou seria o Oscar quem deveria de conceder a honrar de ir para as mãos de uma das melhores atrizes dos últimos trinta anos, ainda atuante, ainda linda e como diz a canção dos Beatles, as únicas palavras que encaixam tão bem, que todos nós conhecemos e compreendemos como Michelle, nossa Michelle Pfeiffer… Miauu !!!!!!!

VINGADORES: GUERRA INFINITA

            Leitores de quadrinhos foram conquistados pela continuidade no Universo Marvel quando a editora nasceu ainda na primeira metade da década de 60. A ideia de que eventos na história de um herói seriam conectados a eventos de outros ajudou a reforçar o tom dramático pretendido, além de prender a atenção do leitor. Reproduzir essa conexão em filmes sequenciados foi um desafio vencido pela editora, hoje um estúdio dos mais bem sucedidos, e agora prestes a entregar um dos mais aguardados filmes do gênero, que ajudou a consolidar na Hollywood moderna.

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           São mais de 60 personagens em cena (entre principais, coadjuvantes e participações especiais) reunidos em uma batalha épica que servirá de um longo epílogo para sua atual fase. Inicialmente anunciado como um filme dividido em duas partes, ao menos até que os irmãos Anthony e Joe Russo anunciaram que Vingadores 3 e 4 seriam filmes independentes porem interligados. O desafio dos diretores é manter a coesão em um elenco diverso, geralmente repleto de egos inflados, e a coerência com um total de 18 filmes iniciado há dez anos quando Jon Favreau ressuscitou a carreira de Robert Downey Jr entregando-lhe o papel de Tony Stark em “Homem de Ferro” (Iron Man). Ao final deste, a presença de Samuel L. Jackson como Nick Fury na primeira de várias cenas pós créditos que se tornaram marca registrada dos filmes da Marvel.  Como os personagens mais populares da editora já estavam sendo filmado por outros estúdios (Homem Aranha na Sony, X Men na Fox), a decisão foi aproveitar os outros heróis do catalogo e, na primeira fase, estes foram apresentados ao público, nos filmes “O Incrível Hulk” (lançado dois meses depois do filme de Jon Favreau), “Homem de Ferro 2”, já no ano seguinte, seguido de “Thor” e “Capitão América: O Primeiro Vingador” (ambos de 2011). Ao final deste, Steve Rogers desperta no mundo atual dando sinal verde para a reunião de todos em “Vingadores” (2012), hábilmente dirigidos por Joss Whedon. Mostrando que tudo era apenas uma pequena amostra do poder de fogo do estúdio, Whedon só encerra o filme depois que após os créditos surge a figura sinistra de Thanos como o arquiteto da batalha vencida pela equipe que ainda inclui em suas fileiras o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), a Viúva Negra (Scarlett Johansson) e o Hulk (Mark Ruffalo substituindo Edward Norton). Desde então o confronto com Thanos tem sido uma ameaça constante, mas velada a medida que o estúdio seguia deixando para trás uma série de adaptações mal sucedidas como o “Quarteto Fantastico” de Roger Corman ou o seriado do “Homem Aranha” nos anos 70, período cuja única exceção foi a série do “Incrível Hulk” com Bill Bixby e Lou Ferrigno.

Infinity-Gauntlet-600x400-im-des             A Marvel passou a colecionar sucessos com personagens desconhecidos do grande público como “Guardiões da Galáxia” (2014) e “Homem Formiga” (2015), além de construir trilogias individuais com Homem de ferro, Thor e Capitão América. Grande triunfo foi o acordo entre a Sony e a Marvel que permitiu que o Homem Aranha, seu herói mais popular, fosse integrado ao assim chamado “Universo Cinemático Marvel”, a partir de “Capitão América: Guerra Civil” (2016), e em seguida “Homem Aranha Volta ao Lar” (2016).  A venda da editora para a Disney só aumentou o poder de fogo dos heróis da editora, mesmo que desentendimentos com a Universal tenham impedido a realização de mais um filme solo do “Hulk”, fazendo do gigante verde uma espécie de coadjuvante de luxo de filmes como “Thor Ragnarok” (2017), sub aproveitando a trama da hq “Planeta Hulk” diluída no filme do Deus do Trovão.

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             A cada filme a trama tecida apontava um plano maior com as joias do infinito, artefatos de grande poder que reunidos em uma manopla, podem destruir o universo. O Tessaract é a joia do espaço, a primeira mostrada em “Thor” e em seguida “Capitão América: O Primeiro Vingador”; A joia da mente é a que foi entregue a Loki no cetro usado pelo vilão asgardiano em “Vingadores” (2012) e que foi depois usada para criar o sintozóide Visão em “Vingadores: A Era de Ultron” (2015); o éter de “Thor: Mundo Sombrio” (2013) é a joia da realidade, introduzida pouco antes da joia do poder em “Guardiões da Galáxia” (2014); e a joia do tempo é o olho de Agamotto apresentado em “Dr.Estranho” (2016). Falta apenas uma, a joia da alma, cujo paradeiro certamente será revelado agora com a chegada de Thanos na Terra.

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              A estratégia conduzida por Kevin Fiege, presidente da Marvel, foi aproveitar tramas oriundas dos quadrinhos, mesclando material clássico (a origem dos heróis, o robô Ultron, as joias do infinito) com histórias mais recentes (guerra civil, o soldado invernal) reunindo atores renomados para papeis periféricos (Anthony Hopkins, Michael Douglas, Cate Blanchett, Kurt Russell, Robert Redford) com talentos mais jovens (Chris Evans, Chris Hemsworth, Tom Holland, Benedict Cumberbatch, Chris Pratt) – incluindo claro a pedra fundamental do elenco, Robert Downey Jr cujo salário de 44 milhões coroa seu carisma diante do público que tem correspondido com devoção a cada sucesso do estúdio como o recente “Pantera Negra”, cuja bilheteria doméstica  já desbancou até mesmo filmes como “Titanic” (1998). Tendo em mente o orçamento milionário do novo Vingadores, este estará à altura da ameaça representada pelo vilão criado por Jim Starlin em “Iron Man #55” de 1973. Thanos é um alienígena de Titã, lua de Saturno, apaixonado pela morte e, que emprega todas suas ações homicidas com o propósito de agradá-la. Os confrontos com os heróis se seguiram por vários anos até atingir seu ápice em 1977, publicado pela primeira vez no Brasil, no título da Editora Abril “Grandes Heróis Marvel #1”, seis anos depois. O apetite genocida do vilão voltou quando este ressuscita em 1990 com a missão de apagar metade dos seres vivos do universo, e aí surge a ideia da manopla com as joias do infinito reunida em “Thanos: Em Busca do Poder” alcançando os poderes de um Deus, levando à mini-série “Desafio Infinito” de 1991, onde estão todas as ideias exploradas no roteiro deste terceiro filme dos Vingadores. Nos quadrinhos, Thanos só foi derrotado porque inconscientemente ele assim desejou terminando por se aliar aos heróis contra uma ameaça em comum nas sequências “Guerra Infinita” (1992) cujo plot é totalmente diferente do filme homônimo, e “Cruzada Infinita” (1993). Anos mais tarde novas histórias dariam prosseguimento à jornada do vilão em sua devoção à própria morte, que aliás é o significado de seu nome vindo do grego Thánatos.

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           O novo filme ainda aproveita outras fases dos heróis da editora como a nova identidade de Steve Rogers, que depois dos eventos de “Capitão América: Guerra Civil” deixou a barba crescer, largou o escudo e assumiu o codinome “Nômade”, refletindo o que herói fizera originalmente em 1974 nas páginas de “Captain America #180”. Nos quadrinhos Steve Rogers ainda abandonaria sua famosa identidade heroica outras vezes. Mortes são esperadas para esse capítulo, um desfecho arquitetado desde o começo dos estúdios Marvel, mudanças serão sentidas, mas certamente a chegada do filme representará um novo patamar para o filme de super herói, um que nem mesmo o criativo Stan Lee teria imaginado quando criou a primeira hq do “Quarteto Fantástico”, o título que iniciou a casa das maravilhas e que ainda demonstra fôlego para muito mais, que dez anos depois do primeiro Homem de Ferro é celebrado com toda a pompa e circunstância que faz dos Vingadores

CLÁSSICO REVISITADO : AS AVENTURAS DE ROBIN HOOD – 80 ANOS

Houve uma época em que o cinema de aventura era representado por heróis espadachins. Estes fascinavam o grande público da mesma forma que hoje fazem os super heróis. Em vez de protagonistas voadores, vestindo armaduras tecnológicas ou de força sobrehumana, a Hollywood clássica tinha capa, máscara, chapéu e espadas. Um dos maiores filmes do gênero celebra a marca de 80 anos ainda com um frescor incomparável que o torna uma referência tanto em termos de cinema como na literatura da qual provem o ícone, ladrão ou rebelde, herói ou bandido, Robin Hood cujas aventuras foram imortalizadas no sorriso irônico e petulante de Errol Flynn.

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         O personagem que entrou para a história como aquele que rouba dos ricos para dar aos pobres nasceu na época dos grandes trovadores que narravam grandes feitos em cantigas passadas de geração a geração em uma época que remonta o século XIII d.c. O poema Piers Plowman de 1377 é o primeiro registro escrito da lenda, de autoria de William Langand. A referência ao herói é breve, através de rimas, mas o suficiente como prova de este existiu. A coletânea de histórias que divergem entre si desde então dificulta o trabalho de historiadores em determinar o que é fato e o que foi ficção na história de Robert Locksley, um nobre privado de suas terras pelo Príncipe John que usurpou o trono do Rei Ricardo Coração de Leão, enquanto este participou das cruzadas. Na floresta de Sherwood adotou o nome de Robin, sendo Hood uma referência a um tipo de chapéu com pena. Nottingham, a cidade inglesa em que se desenrola a história, hoje homenageia o herói com estatua, museu, passeio pelos locais citados pela lenda e até mesmo uma bandeira ostentando a silhueta do herói desde 2010. Na literatura, Alexandre Dumas (autor de “Os Três Mosqueteiros”) já escreveu dois volumes  intitulados “Robin Hood, o Príncipe dos Ladrões” (de 1872) e “Robin Hood, o Proscrito” (de 1873). Dez anos depois o escritor e ilustrador americano Howard Pyle publicou “The Merry Adventures of Robin Hood of Great Renown in Nottinghamshire”, revistando os vários feitos que entraram para o cânone da história como a luta de bastões com João Pequeno, o torneio de arco e flecha entre outras. Maid Marian, o interesse romântico do herói, não aparece em nenhuma das cantigas originais da lenda, aparecendo pela primeira vez em versões mais tardias, desde o século XVII.

ROBIN HOOD ESTATUA

A ESTÁTUA EM NOTTIGHAM HOJE

            Normal que da literatura, o personagem fosse retratado posteriormente no teatro, e no cinema, começando por 1922 em “Robin Hood” estrelado por Douglas Fairbanks, que no período do cinema mudo incorporou vários heróis similares. Acreditava-se que esta pérola tivesse sido perdida mas foi redescoberto nos anos 60, sendo restaurado em 2009 pelo Museu de Arte Moderna. 16 anos depois a Warner e a MGM disputavam realizar a primeira versão falada, mas foi a Warner quem acabou levando a cabo sua realização. Convidaram Douglas Fairbanks Jr para o papel central, mas este não estava disposto a repetir os feitos de seu pai. Foi então que o papel ficou com Errol Flynn, então com 28 anos, vindo do sucesso estrondoso alcançado em fitas como “Capitão Blood” (1935) e “A Carga da Brigada Ligeira” (1936), ambos dirigidos por Michael Curtiz e co-estrelado por Olivia DeHavilland. Curtiz foi chamado pela Warner para concluir as filmagens de “As Aventuras de Robin Hood”, iniciadas por William Keighley cuja lentidão nas filmagens ameaçava inflar orçamento e atrasar seu lançamento que veio a acontecer em maio de 1938.

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              Curtiz e Flynn se odiavam e, segundo consta certa vez Flynn teria se ferido superficialmente quando um dos dublês, em cena de duelo, teria lutado sem a proteção na ponta da espada, isso sob ordens de Curtiz. Os duelos foram exímios e coreografados com perfeição sob a supervisão do especialista Fred Cavens, que também teria treinado Flynn e Basil Rathbone em “Capitão Blood”. Apesar de Flynn ter corpo atlético e de notável elasticidade para o manejo da espada, Rathbone era um espadachim superior em cena. A bilheteria do filme encheu os cofres da Warner e, além do público, a crítica deu sua benção ao filme que teve 4 indicações ao Oscar, levando 3 (melhor edição, trilha sonora e direção de arte). O elenco de coadjuvantes também brilhou: Claude Rains foi um odioso Príncipe John; Alan Hale repetiu o papel de João Pequeno que também fizera na versão de Fairbanks, e que repetiria anos depois em “O Cavaleiro de Sherwood” (1950), além do casal cômico Bess (Uma O’Connor) – aia de Maid Marian – e Much (último papel de Herbert Mundin) – um dos fiéis homens de Robin.  O filme é o perfeito exemplo do amor cortês, da luta do bem contra o mal, dos ideais de liberdade que ecoam em meio a uma autoridade abusiva, tudo que precisávamos e, ainda precisamos, como vítimas de um governo corrupto, tão opressor quanto a nobreza representada pelo Príncipe John (Rains) e seu braço direito Sir Guy de Gisborrne (Rathbone).

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             O filme foi um prodigioso roteiro equilibrando momentos cômicos com pura ação. Nos diálogos do roteiro de Norman Reilly Raine e Selton Miller momentos memoráveis como Robin (Flynn) dizendo “Normandos ou Saxões não importa, o que odeio é a injustiça”. A Warner chegou a cogitar fazer uma sequência, mas acabou não acontecendo. No entanto várias versões renovaram o ícone perante o público nos rostos de interpretes como Cornel Wilde, John Derek, Richard Greene, Sean Connery, Patrick Bergin, Kevin Costner, Russell Crowe, Mathew Porreta entre outros na Tv ou no cinema. Recentemente, Robin Hood foi um dos personagens explorados com sucesso na série da Disney “Once Upon a Time”, vivido por Sean Maguire. Robin Hood foi a fonte de inspiração para Mort Weisinger criar o herói das hqs “Arqueiro Verde” em 1941, que originou a série de sucesso “Arrow”que já está em sua sexta temporada. Claro que toda essa popularidade mostra deve muito àquele sorriso petulante, audaciosa e galanteador com que Errol Flynn conquistou a Marian de Olivia deHavilland (fizeram juntos 8 filmes) e marcou o cinema Hollywoodiano, mesmo 80 anos depois daquela flecha ter atingido um alvo, o coração dos amantes da aventura.

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TRAILLERS: MEGATUBARÃO

MEGATUBARÃO (THE MEG) EUA 2018. DIR: JOHN TURTELBAUB. COM JASON STATHAM, RUBY ROSE, LI BINGBING, CLIFF CURTIS. ESTREIA PREVISTA PARA 9 DE AGOSTO, ESTE FILME DE AÇÃO E SUSPENSE QUE REVISITA O CLÁSSICO DE SPIELBERG MISTURADO A “JURASSIC PARK”. NELE UM EXPERIENTE MERGULHADOR É CONTRATADO POR UM OCEANOGRAFO QUANDO DESCOBREM UM MEGALODON VIVO. UM MEGALODON É UM TUBARÃO PRE HISTORICO, DE GRANDES DIMENSÕES (MAIS DE 20 METROS). O PROJETO EXISTE DESDE 2006 ADAPTADO DO LIVRO DE STEVE ALTEN. PUBLICADO ORIOGINALMENTE EM 1997. PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DA WARNER BROTHERS.

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PÁSCOA CINEMATOGRÁFICA 2018

PÁSCOA 2018, QUE MULTIPLIQUE-SE A PROSPERIDADE, SÍMBOLIZADA NA FIGURA DO COELHO MAS, SOBRETUDO, CELEBREMOS A RESSURREIÇÃO DE CRISTO, POR MUITOS ESQUECIDA. DESEJO A TODOS OS LEITORES DO BLOG UMA FELIZ PÁSCOA, PAZ, PROSPERIDADE, RENOVAÇÃO DA ESPERANÇA DE QUE TUDO SERÁ MELHOR. ABAIXO TRÊS FILMES MUITO SIGNIFICATIVOS PARA MIM, QUE NESTA DATA SERIAM AGRADÁVEIS MOMENTOS EM TORNO DOS QUAIS UMA FAMILIA PODERIA SE DIVERTIR, COMO SÓ O CINEMA PODE FAZER:

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1- A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE. (1971). ME PERDOEM OS FÃS DA VERSÃO COM JOHNNY DEPP, MAS O WILLY WONKA QUE ESTÁ GRAVADO NA MINHA MENTE TEM O ROSTO DO SAUDOSO GENE WILDER. SUAS FEIÇÕES GENTIS, SEUS GESTOS PATERNAIS EM MEIO AOS ICÔNICOS OOMPA LOOMPAS TRANSMITIRAM LIÇÕES MORAIS, NÃO APENAS PEDAÇOS DE SONHOS NA FORMA DE CHOCOLATE. TUDO BEM QUE ESTA VERSÃO TENHA DESAGRADADO A ROAD DHAL, AUTOR DO LIVRO, FOI GENE WILDER QUEM ENCANTOU MINHA SESSÃO DA TARDE.

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2- DESFILE DE PÁSCOA (1948). PÁSCOA SEM MÚSICA E SEM DANÇA NÃO PODE, E POR ISSO ESCOLHO OS MARAVILHOSOS FRED ASTARIE E JUDY GARLAND, ELE UM DANÇARINO EXPERIENTE E ELA UMA CORISTA, POR ELE TREINADA PARA BRILHAR AO SEU LADO. MUSICAL CLÁSSICO HÁ MUITO NÃO EXIBIDO NA TV, QUE QUASE FOI ESTRELADO POR GENE KELLY, AMS ESTE TORÇEU O TORNOZELO E FOI SUBSTITUIDO POR FRED ASTAIRE.  É UM FILME AGRADÁVEL PARA OS AMANTES DA ARTE CINEMATOGRÁFICA ESQUECIDA POR MUITOS.

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3- REI DOS REIS (1956) – PARA MIM. A MELHOR VERSÃO DA TRAJETÓRIA DE JESUS, INTERPRETADO COM SENSIBILIDADE POR JEFFREY HUNTER. DE SEU NASCIMENTO ATÉ SUA ASCENÇÃOM AOS CÉUS, PASSANDO POR SUA CRUCIFICAÇÃO, ENCENADA COM EMOÇÃO NAS MÃOS DO DIRETOR NICHOLAS RAY. A MENSAGEM DE PAZ AOS HOMENS DE BOA VONTADE E IGUALDADE DIANTE DO PODER E CRUELDADE DE ROMA SEMPRE ENCONTROU PARALELOS NO MUNDO ATÉ HOJE. A TODOS FELIZ PÁSCOA !! ADILSON.

ESTREIAS DA SEMANA: 29 DE MARÇO DE 2018

UMA DOBRA NO TEMPO

DOBRA NO TEMPO

(A WINKLE IN TIME) EUA 2018, DIR: AVA DUVERNAY. COM STORM REID, DERIC MCCABE, LEVI MILLER, REESE WINTHERSPOON, OPRAH WINFREY, MINDY KAILING, CHRIS PINE, MICHAEL PEÑA, ZACH GAILIFIANAKIS, DAVID OYELOWO. FANTASIA.

DOIS IRMÃOS (REID & MCCABE) PROCURAM PELO PAI DESAPARECIDO, UM CIENTISTA QUE INVESTIGA UMA NOVA FORMA DE VIAGEM ESPACIAL. ÀS CRIANÇAS DE JUNTAM O AMIGO ESQUISITO CALVIN (MILLER) E TRÊS MULHERES COM PODERES MÁGICOS (WINTHERSPOON, WINFREY & KAILING)

A CO-AUTORA DO ROTEIRO É JENNIFER LEE, QUE ESCREVEU AS ANIMAÇÕES “DETONA RALPH” (2012), “FROZEN” (2013) E “ZOOTOPIA” (2016), SENDO ESTE SEU PRIMEIRO TRABALHO LIVE-ACTION, TAMBÉM ASSINADO POR JEFF STOCKWELL DE “PONTE PARA TERABÍTIA” (2007) E “DISTRITO 9” (2009). OS DOIS AUTORES REALIZARAM A PRIMEIRA ADAPTAÇÃO DO ROMANCE INFANTO-JUVENIL DE MADELEINE L’ENGLE, JÁ TENDO HAVIDO UMA ADAPTAÇÃO PARA A TV EM 2003.

PARECE QUE A DISNEY MIROU EM UM FILME QUE FALASSE DE QUESTÕES BEM ATUAIS COMO O EMPODEIRAMENTO FEMININO ATRAVÉS DAS TRES BRUXAS (WINTHERSPOON, WINFREY & KAILING) E DAS QUESTÕES INTER RACIAIS, ESSAS AUSENTES NO LIVRO. O FILME CARREGA O MÉRITO DE SER O PRIMEIRO COM ORÇAMENTO DE NOVE DÍGITOS A SER DIRIGIDO POR UMA MULHER NEGRA, AVA DUVERNAY, QUE NOS TROUXE EM 2015 O ÓTIMO “SELMA – UMA LUTA PELA IGUALDADE” PROTAGONIZADO POR DAVID OYELEWO, QUE DÁ VOZ AO VILÃO DE “UMA DOBRA NO TEMPO”, UM TÍTULO CURIOSO PARA UMA HISTÓRIA QUE FALA DE VIAGEM NO ESPAÇO,.E NÃO DO TEMPO.

O FILME NÃO É REGULAR, CARREGANDO NOS CLICHÊS E SEU RITMO DEIXA A DESEJAR MAS A MENSAGEM PRETENDIDA ESTÁ LÁ: FORA COM O BULLYING E A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO PAI-FILHOS, O QUE MOVE A PLATEIA COM UMA TRILHA SONORA QUE INCLUI SADE E DEMI LOVATO, EM IMAGENS FILMADAS EM LOCAÇÕES NA NOVA ZELÂNDIA. EMBORA O FILME NÃO TENHA IDO BEM NA BILHETERIA, A DIRETORA AVA DUVERNAY PARECE ESTAR SENDO SONDADA PELA WARNER PARA ASSUMIR UMA ADAPTAÇÃO DA HQ “NOVOS DEUSES” CRIADA POR JACK KIRBY. AGUARDEMOS NOVIDADES A RESPEITO.

NADA A PERDER – CONTRA TUDO E POR TODOS

NADA A PERDER

BRA 2018. DIR: ALEXANDRE AVANCINI. COM PETRONIO GONTIJO, BETH GOULART, EDUARDO GALVÃO, ANDRÉ GONÇALVES. BIOPIC.

CINEBIOGRAFIA DO PASTOR EDIR MACEDO, LÍDER DA IGREJA UNIVERSAL DE DEUS E EMPRESÁRIO MIDIÁTICO (DONO DA REDE RECORD). O ROTEIRO ADAPTA A SUA AUTOGIOGRAFIA E NÃO POUPA ADJETIVAÇÃO PARA RETRATA-LO DE FORMA IDEALISTA, QUASE QUE MESSIÂNICA. O PROTAGONISTA É MOSTRADO COMO UM PREDESTINADO QUE DESPERTA SEGUIDORES COM A MESMA INTENSIDADE QUE COLECIONA INIMIGOS.

O FILME, DIRIGIDO PELO MESMO ALEXANDRE AVANCINI QUE FEZ “OS DEZ MANDAMENTOS” PARA A EMPRESA DE MACEDO, É NITIDAMENTE VOLTADO PARA ANGARIAR NOVOS SEGUIDORES, E REAFIRMAR A FÉ COMO UMA VERDADE ABSOLUTA. SE POR UM LADO A LIBERDADE DE EXPRESSÃO JUSTIFICA VÁRIAS DAS NUANCES MOSTRADAS, POR OUTRO ESTA MESMA LIBERDADE CAREÇE DA SUSTENTAÇÃO DE UMA REFLEXÃO QUE SERVISSE COMO O OUTRO LADO DO LIVRE ARBITRIO.

COMO FILME É CONVENCIONAL, E ÓBVIO NAS SUAS INTENÇÕES SERVINDO COMO PROPAGANDA RELIGIOSA  E NADA MAIS.

JOGADOR NÚMERO UM

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(READY PLAYER #1) EUA 2018. DIR: STEVEN SPIELBERG. COM TY SHERIDAN, OLIVIA COOKE, BEN MENDELSOHN,  SIMON PEGG, 

EM 2044, AS PESSOAS SE CONECTAM AO OASIS, UM MUNDO EM REALIDADE VIRTUAL CUJO CRIADOR MORRE DEIXANDO UMA FORTUNA. PARA DESCOBRÍ-LA É NECESSÁRIO PASSAR POR UMA SÉRIE DE FASES RECHEADAS DE ENIGMAS BASEADAS NA CULTURA POP DOS ANOS 80, O QUE O JOVEM WADE (SHERIDAN) DOMINA MUITO BEM.

O FILME RESGATA O PODER SPIELBERGUIANO DE CRIAR UMA FANTASIA QUE FALE PARA TODAS AS IDADES COM O GOSTINHO DAS REFERÊNCIAS AOS ANOS 80, DÉCADA DA QUAL O DIRETOR FEZ PARTE. BASEADO NO LIVRO DE ERNEST CLINE, O FILME LEMBRA UM POUCO A PREMISSA DE “A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE”, E O PRÓPRIO SPIELBERG TERIA CONVIDADO GENE WILDER (O WILLY WONKA ORIGINAL) PARA FAZER UMA PARTICIPAÇÃO, MAS ESTE DECLINOU DEVIDO AO SEU ESTADO DE SAUDE. O LIVRO DE CLINE É RECHEADO DE REFERÊNCIAS AOS FILMES DE SPIELBERG, MAS ESTE PEDIU QUE O ROTEIRO ELIMINASSE TAIS REFERÊNCIAS.

O FILME INTEIRO É COMO UMA SUCESSÃO DE EASTER EGGS, INCLUINDO “O ILUMINADO”, “DE VOLTA PARA O FUTURO”, “TOMB RAIDER” , “TRON” ETC…, O PROJETO MAIS DIFICIL DA CARREIRA DO DIRETOR DESDE “O RESGATE DO SOLDADO RYAN” NAS PALAVRAS DO PRÓPRIO.

 

 

TRAILLER: VINGADORES GUERRA INFINITA

A ESPERA É GRANDE, UM DOS MAIS AGUARDADOS DO ANO, ANUNCIADO DESDE O PRIMEIRO FILME DA EQUIPE EM 2012 QUANDO O VILÃO CÓSMICO THANOS SURGIU APÓS OS CRÉDITOS MOSTRANDO AO PÚBLICO O QUE ESTARIA POR VIR. AGORA É PRA VALER E MAIS DE 60 PERSONAGENS ESTÃO PARA PASSAR NAS TELAS, UM FEITO E TANTO PARA UM FILME DO GÊNERO, E ADMIRAVEL POR REUNIR SEMPRE EGOS INFLADOS. A HARMONIA DE CONCILIAR TUDO COUBE AOS IRMÃOS RUSSOS, QUE REALIZARAM UM DOS MELHORES FILMES DO MARVEL STUDIOS (CAPITÃO AMÉRICA SOLDADO INVERNAL) E, DEPOIS O CONFRONTO QUE DIVIDIU OS FÃS EM TIME CAP E TIME STARK (CAPITÃO AMERICA GUERRA CIVIL). O CLIMA É DE QUE MORTES OCORRERÃO, LÁGRIMAS SERÃO DERRAMADAS E TUDO PODE ACONTECER QUANDO HOMEM ARANHA, HULK, DR.ESTRANHO, VINGADORES E GUARDIÕES DA GALAXIA UNIREM FORÇAS PARA ENFRENTAR O FIM DE TUDO NO UNIVERSO. BASTA VER A CENA EM QUE O CAPITÃO PARA A MÃO DE THANOS AO FINAL DO TRAILLER PARA SE TER UMA IDEIA DO DELÍRIO QUE O FILME PROVOCARÁ NO PÚBLICO. A DC QUE SE CUIDE !!!!

CLÁSSICO REVISITADO : GREASE NOS TEMPOS DA BRILHANTINA – 40 ANOS

          A juventude significa lembranças de tempos mais ingênuos, da sensação de que o tempo está em nossas mãos. Nos anos 50 significa também corridas de racha movidas a Rock ‘n roll, e brilhantina (precursor do gel de cabelo) … Pois mesmo depois de 40 anos essa ainda é a palavra.

GREASE CARTAZ

          Hoje um dos maiores musicais do cinema, “Grease” nasceu no circuito off-Broadway, escrita por Jim Jacobs e Warren Casey. Ambos embarcaram na mais pura nostalgia representada pela virada dos anos 50 para 60 para contar a história de amor de dois adolescentes  que estão no último ano da escola Rydell High. Na peça o cenário é o meio oeste do país, mas para o filme foi mudado para a California de 1959. Outra mudança foi no tom já que no texto original a história era mais áspera e menos romântica, focando na rebeldia de jovens que se agrupam em gangs de deliquentes, segregados socialmente e se identificando com o então recém nascido Rock ‘n’roll.

         A peça teve seu debut em 7 de fevereiro de 1971 no circuito off-Broadway, popularizando-se em Chicago antes de partir para Nova York. Foi nessa ocasião que foi assistida pelo produtor Alan Carr, que se interessou em adaptá-la para o cinema. Os direitos, no entanto, já haviam sido adquiridos por Ralph Bakshi (animador de “Fritz The Cat”) mas estes expiraram em pouco tempo permitindo que Carr os adquirisse por US$200,000, levando o projeto à Paramount onde se associou ao produtor Barry Diller. Ambos se odiavam, mas fizeram alterações suavizando temas como gravidez na adolescência, deliquência juvenil e rivalidade entre gangs, tudo que foi elaborado a partir da vivência dos autores. Foi Carr quem contratou o diretor Randal Keiser, que havia sido colega de quarto de George Lucas na Universidade. Também foi Carr quem contratou a romancista Bronte Woodward para ajudá-lo a escrever o roteiro refinando os temas abordados na peça. A principio eles fariam de Danny Zuko um frentista de posto de gasolina e trariam o ator Paul Lynde (Tio Arthur do clássico seriado “A Feitiçeira” como o diretor da Ryder High). Estaria previsto nessa primeira versão do roteiro que Lynde faria um numero musical de Carmen Miranda e os Beach Boys ficariam com a canção “Greased Lightnin” encenado na garagem.

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AH ! AQUELAS NOITES DE VERÃO

        Já Diller, representando a Paramount, teria convidado Henry Winkler (o Fonzie do seriado “Happy Days“, muito popular na época) para o papel de Danny Zuko. Contudo, o papel do protagonista caiu nas mãos de John Travolta, então com 22 anos, já que este já era conhecido do diretor com quem havia trabalhado no filme de Tv “O Rapaz da Bolha de Plástico” (The Boy in the Plastic Bubble) de 1976, além de ter trabalhado com o produtor Robert Stigwood em “Os Embalos de Sábado a Noite” (Saturday Night Fever), que na ocasião ainda nem havia sido lançado nos cinemas. Travolta brilhou no filme, e usou de seu recém-criado prestígio para garantir que estrelasse  o número solo “Greased Lightnin’” que fora planejado para o personagem de Jeff Conaway.

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A VIRADA DE SANDY

            Já o papel de Sandy quase foi para Carrie Fisher, que na época filmava “Star Wars Episode IV” com George Lucas, e depois ainda foi cogitado a atriz Susan Dey (Laurie Partridge do seriado “A Familia Dó Re MI“). A inglesa Olivia Newton John já tinha uma carreira como cantora, mas havia tido uma má experiência como atriz em sua terra natal (a sci-fi B “Toomorrow” de 1970) quando foi cogitada para co-protagonizar o filme, tendo o apoio imediato de John Travola que ajudou a convencê-la a se juntar ao elenco. Como seu sotaque inglês era indisfarçável, o roteiro foi modificado fazendo Sandy uma estudante australiana já que Olivia morou dez anos na Austrália. Rizzo, a líder das “Garotas Rosadas” estava previsto para Lucy Arnaz (filha de Lucille Ball), mas ficou afinal com Stockard Channing, enquanto Kenickie foi vivido por Jeff Conaway que já conhecia a peça original pois interpretou Danny na montagem da Broadway. A mais curiosa das alterações de elenco foi Frankie Avalon no papel do anjo no sonho de Frenchy. Inicialmente, o anjo seria Elvis Presley mas a morte do ator/cantor levou a mudanças, inclusive na letra da canção “Look at me, I’m Sandra Dee” que foi gravada no dia em que a morte de Elvis foi anunciada, por isso teve o nome do rei do Rock incluida na letra ( “Elvis Elvis let me be! Keep that pelvis far from me! ).

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O CASAL 20 DOS ANOS 70

          Do elenco contratado os únicos com idade mais próxima de seus personagens (colegiais em torno dos 16 anos) eram Dinah Mannof (Marty) que tinha 19 anos e Lorenzo Lamas (o atleta Tom) também com 19 anos. Esse foi um dos pontos que incomodou o renomado crítico Roger Ebert na época de lançamento do filme: John Travolta (Danny) tinha 22, Olivia Newton-John (Sandy) 29, Jeff Conaway (Kenickie) 26, Jamie Donnelly (Jan) 30, Susan Buckner (Patty) 25, Michael Tucci (Sonny) 31, Kelly Ward (Putzie) 20 e a mais velha era Stockard Channing (Rizzo) 33. Segundo a própria atriz, Alan Carr teria pintado sardas em seu rosto para maquiá-la de forma a disfarçar sua idade. A escalação mais polêmica foi a de Harry Reems, ator pornô que co-estrelou o polêmico “Garganta Profunda” (Deep Throat), para o papel do treinador Calhoun. A rejeição e a reação dos executivos da Paramount fizeram Carr desistir e colocar o comediante Sid Ceasar no lugar. Carr teria inclusive pago US$5,000 de seu próprio bolso a Reems pelo desconforto causado.

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MICHELLE PFEIFFER EM “GREASE 2”

         Das 20 canções originais, somente algumas foram utilizadas no filme, algumas das quais ficando como música de fundo, e quatro canções novas foram escritas só para a adaptação: a canção da abertura “Grease”, escrita por Barry Gibb dos Bee Gees e gravada por Frank Valli, “Sandy” parea John Travolta; “Hopelessly Devoted to You” gravada por Olivia Newton depois de terminada as filmagens e indicada ao Oscar e “You the One That I Want” que traz a inversão final dos papeis: Danny comportado em um casaco escolar e Sandy em roupa de couro colada no corpo. Para gravar a cena, a roupa teve que ser costurada no corpo de Olivia Newton-John fazendo a virginal Sandy se tornar uma vamp sedutora. Desconforto maior foi a gravação do baile na escola devido ao intenso calor que fazia no local. A sequência da corrida de carros na galeria de esgoto deixou alguns membros do elenco passando mal. O filme, no entanto, tornou-se a maior bilheteria de 1978 com 167 milhões de dólares, acima de “Superman o Filme” e “Tubarão 2”.

           Inegável que o sucesso de “Grease” levou a filmes como “High School Musical” e mostrou a Hollywood que o universo teen guardava boas histórias a serem exploradas. Gerações cantam “Summer Nights”, meninos se imaginam um T-Bird e meninas uma Pink Lady, ao menos os que se permitem se deixar levar pelas melodias contagiantes que conduzem a narrativa. O sucesso levou à sequência “Grease 2” de 1982 que trazia uma outra história transcorrida da mesma escola com outro grupo de jovens e trazendo Michelle Pfeiffer como protagonista. Em 2016 a Fox transmitiu ao vivo o especial “Grease Live”, uma nova montagem com Aaron Tveit (Danny), Julianne Hough (Sandy) e Vanessa Hudgens (de “High School Musical” como Rizzo).

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ELENCO REUNIDO

           O apelo da história de Danny e Sandy permanece em nossa memória afetiva seja por representar tempos mais inocentes seja por trazer os rebolados ardentes de John Travolta e Olivia Newton John, cada um ícone de tempos e lugares melhores em que uma pudica Sandra Dee pode viver um belo romance com um rebelde com pinta de um selvagem Marlon Brando. Assim sacudiram todos nós e nos instigam a continuar a indagar “Tell me more !Tell me more” (Conte nós mais).

 

ESTREIAS DA SEMANA: 8 DE MARÇO DE 2018

OS FAROFEIROS

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(Bra 2018) Dir: Roberto Santucci. Com Paulinho Gogó, Cacau Potássio, Danielle Winitz, Aline Riscado. Comédia.

Parece uma espécie de versão brasileira de “Férias Frustradas” já que tudo dá errado quando quatro familias economizam uma grana suada para alugarem uma casa de praia durante as férias de verão. O diretor Santucci (De Pernas Para o Ar, Um Suburbano Sortudo, Até que a Sorte nos Separe) investe em uma sequência de esquetes que estruturam a narrativa maior, um desastre coletivo bem ao sabor “suburbano carioca”. O humor bem popular diverte, mas o lugar comum do gênero está lá e não vai além do que se pode esperar.

MEDO PROFUNDO

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(47 Meters Down) EUA 2017. Dir: Johannes Roberts. Com Mandy Moore, Claire Holt, Mathew Modine. Suspense.

Foi um dos melhores filmes do ano passado e chega com atraso em nosso circuito comercial, antes tarde do que nunca. Duas irmãs de ferias no México entram em uma gaiola para observar tubarões brancos. Um acidente prende as meninas no fundo do9 mar cercadas pelos predadores. A luta pela sobrevivência de ambas é uma envolvente história com bons sustos e um final surpreendente que o eleva além dos ultimos filmes do gênero. O sucesso do filme foi tanto que se planeja uma sequência a ser gravada no Brasil.

15:17 TREM PARA PARIS

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(15:17 To Paris) EUA 2018. Dir: Clint Eastwood. Com Spencer Stone, Anthopny sadler, Jenna Fischer. Suspense / Drama

Sempre fui fã de Eastwood e sua escolha de histórias a ser filmadas é bem eclética e mostra a desnvoltura do ex Dirty Harry em passear por vários gêneros. Três amigos se juntam para desarmar e deter terroristas que ameaçam expodir o trem para Paris. Baseado em fatos reais, a historia trata do heroismo e para enfatizar o realismo da situação Eastwood escalou os três verdadeiros viajantes para interpretarem eles mesmos. Logo, não é um filme típico de atuações mas um experimento narrativo que mostra a disposição do diretor de sair de sua zona de conforto.

OSCAR 2018 – OS VENCEDORES

  • Ator Coadjuvante – Sam Rockwell, Três Anúncios para Um Crime
  • Maquiagem e Cabelo – O Destino de Uma Nação
  • Figurino – Trama Fantasma
  • Documentário- Ícaro
  • Mixagem de Som- Dunkirk
  • Edição de Som- Dunkirk
  • Direção de arte- A Forma da Água
  • Filme em Língua Estrangeira Uma Mulher Fantástica (Chile)
  • Atriz Coadjuvante- Allison Janney, Eu, Tonya

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  • Curta de animação- Dear Basketball

  • AnimaçãoViva – A Vida É uma Festa
  • Efeitos Visuais- Blade Runner 2049
  • Edição – Dunkirk
  • Documentário em curta-metragem – Heaven Is a Traffic Jam on the 405
  • Curta-metragem  -The Silent Child
  • Roteiro Adaptado –Me Chame pelo Seu Nome
  • Roteiro Original –Corra!
  • Fotografia – Blade Runner 2049
  • Trilha Sonora Original – A Forma da Água
  • Canção Original –Remember Me, de Viva – A Vida É uma Festa
  • Direção – Guillermo del Toro, A Forma da Água
  • Melhor ator – Gary Oldman, O Destino de Uma Nação
  • Melhor Atriz – Frances McDormand, Três Anúncios para Um Crime
  • Melhor Filme – A Forma da Água