GRANDES ESTREIAS A PARTIR DE 11 DE OUTUBRO

NASCE UMA ESTRELA

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(A STAR IS BORN) EUA 2018. DIR: BRADLEY COOPER. COM BRADLEY COOPER, LADY GAGA, CHRISTOPHER WILKINSON, SAM ELLIOT, AMANDA FIELD. MUSICAL/DRAMA.

HISTÓRIAS DE ASCENÇÃO E QUEDA JÁ RENDERAM DIVERSAS PÉROLAS CINEMATOGRÁFICAS. LADY GAGA É A QUINTA ESTRELA A VIVER NAS TELAS ESTA HISTÓRIA (VEJA O ARTIGO ABAIXO), HERDANDO O PAPEL QUE JÁ FOI ENCARNADO POR JUDY GARLAND E BARBRA STREISAND. ACREDITE, O TRABALHO DE BRADLEY COOPER RECUPERA O MELHOR QUE O CINEMÃO DE HOLLYWOOD TEM, HISTÓRIAS CAPAZ DE CAPTAR EMOÇÕES MUITAS VEZES ESQUECIDAS OU ADORMECIDAS. LADY GAGA MOSTRA NATURALIDADE COM O PAPEL DA CANTORA INSEGURA QUE SE APAIXONA PELO ASTRO DA MUSICA (VIVIDO PELO PRÓPRIO COOPER) INCAPAZ DE CONVIVER COM OS PRÓPRIOS DEMÔNIOS. O PROJETO DESTA REFILMAGEM ESTEVE NAS MÃOS DE CLINT EASTWOOD QUE PRETENDIA FILMAR COM BEYONCE NO PAPEL DA PROTAGONISTA. GAGA SE MOSTRA A ALTURA DO PAPEL QUE REPRESENTA E O PUBLICO CONSEGUE ALCANÇAR A DIMENSÃO EXATA E SEUS DILEMAS, DE SEUS SENTIMENTOS, CRIA UMA EMPATIA MUITAS VEZES AUSENTES DOS FILMES ATUAIS. FALA-SE EM POSSIVEL INDICAÇÃO AO PRÓXIMO OSCAR, CONFIRA E SE ENTREGUE A ESSA EXPERIÊNCIA. EMBORA A NARRATIVA NÃO SE APROFUNDE EM ALGUMAS QUESTÕES, É CINEMA VÁLIDO, CINEMA PIPOCA COM LÁGRIMAS… DE QUALIDADE.

GOOSEBUMPS 2 – HALLOWEEN ASSOMBRADO

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(GOOSEBUMPS 2 – HAUNTED HALLOWEEN) EUA 2018. DIR: ARI SANDEL. COM JEREMY RAY TAYLOR, WENDI MCLENDON COVEY, JACK BLACK, ODEYA RUSH, FANTASIA.

COM CERCA DE 150 MILHÕES DE DÓLARES DE BILHETERIA MUNDIAL ERA DE SE ESPERAR QUE VIESSE UMA SEQUÊNCIA. LAMENTO QUE JACK BLACK APAREÇA AQUI APENAS POR POUCOS MINUTOS JÁ QUE A HISTÓRIA É CENTRADA EM UM GRUPO DE CRIANÇAS QUE INADVERTIDAMENTE LIBERTA O BONECO SLAPPY (VOZ DE JACK BLACK), O GRANDE VILÃO DO FILME QUE DESPERTA OS OUTROS MONSTROS, TODOS VINDOS DOS CRIATIVOS LIVROS DE R.L.STINE, O STEPHEN KING JUVENIL, QUE FAZ UMA APARIÇÃO RÁPIDA NO FINAL DO FILME, COMO O APRESENTADOR DO PRÊMIO DE CIÊNCIAS.

TUDO POR UM POP STAR

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(BRA 2018) EUA 2018. DIR: BRUNO GIROTTI. COM MAISA SILVA, KLARA CASTANHO, MEL MAIA, JOÃO GUILHERME, FELIPE NETTO. COMEDIA.

A AUTORA TALITHA REBOUÇAS TEM TIDO SEUS LIVROS CONSTANTEMENTE ADAPTADOS PARA AS TELAS COMO “FALA SÉRIO MÃE” E “É FADA”, E AGORA SEU SEGUNDO LIVRO “TUDO POR UM POP STAR” COLOCA O TRIO DE ADOLESCENTES MAISA SILVA, KLARA CASTANHO E MEL MAIA ATRÁS DOS MEMBROS DA BANDA SLAVABODY DISCO BOYS. TIETAGEM É ALGO COMUM ENTRE ADOLESCENTES, E MESMO QUEM NÃO É MAS JÁ FOI UMA VAI SE IDENTIFICAR COM O HUMOR SIMPLES, UMA HISTÓRIA DIVERTIDA CERTAMENTE.

 

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NASCE UMA ESTRELA – ALÉM DE LADY GAGA

                A história de uma jovem aspirante a atriz envolvida com um astro em decadência em uma gangorra sentimental em que ambições profissionais e realizações pessoais divergem. De Constance Bennet a Lady Gaga, essa história tem sido vista e revista há gerações sempre nos levando a questionar o preço da fama e do sucesso artístico.

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LADY GAGA & BRADLEY COOPER

               A verdade é que desde seus primórdios o cinema já trazia diversas histórias de sucesso e tragédia como em “Hollywood” (What Price Hollywood?) de 1932, dirigido por George Cukor. A história de Adele Rogers St.John, roteirizada por Gene Fowler e Rowland Brown, girava em torno da garçonete Mary Evans (Constance Bennet), que sonha com uma carreira de atriz. Uma noite ela encontra o diretor Maxmillian Carey (Lowell Sherman) que lhe abre a primeira porta para o sucesso. Apesar da forte e leal amizade formada entre Max e Mary, ambos seguem caminhos opostos com Max afundando na bebedeira, enquanto Mary se casa com o advogado Lonny Borden (Neil Hamilton) e se torna uma atriz famosa. Mary chega a ganhar um Oscar de melhor atriz, mas vê seu casamento desabar. O estrelato tão desejado não cala a dor de Mary quando Max se suicida. A autora baseou-se na história real do casal Colleen Moore e John McCormick, além do ator e diretor Tom Forman, que se suicidou após um surto nervoso da mesma forma que o personagem Max Carey, com um tiro no peito. Quatro anos depois o mesmo David O’Selznick (produtor de o Vento Levou”, “King Kong”), que trabalhou para a RKO como produtor executivo de “Hollywood”, decidiu filmar a história extremamente similar de William Wellman e Robert Carson para “Nasce uma Estrela” (A Star is Born) desta vez para sua própria produtora, a “Selznick International Pictures”, irritando a RKO, responsável pelo filme de 1932, que esteve prestes a processar Selznick, mas acabou não fazendo. Quando George Cukor foi chamado para assumir a direção, recusou por ser muito similar ao seu trabalho em “Hollywood”. Wellman asssumiu como diretor e as filmagens começaram em 20 de abril de 1937 com Janet Gayner no papel da aspirante a atriz Esther Blodgett, que se torna a estrela Vicky Lester, papel que Gaynor também viveu em uma adaptação radiofônica. Esta vive um romance com o decadente ator Norman Maine (Fredric March), que se entrega ao alcoolismo a medida que  Vicky chega ao topo da glória artística. Reza a lenda que o casamento tumultuado de Barbara Stanwyck e Frank Fay teria sido a inspiração para o casal Vicky/Norman, mas Wellman baseou-se em suas próprias experiências, e também na carreira de John Bowers, ator do período silencioso que se suiciou depois de ter a carreira arruinada pela chegada do som. Historiadores relacionam o personagem de Norman Maine aos atores John Barrymoore (Avô de Drew Barrymoore) e John Gilbert. Tanto “Hollywood” quanto “Nasce uma Estrela” compartilham o mesmo foco nos sonhos e, sobretudo, nas desilusões dos que nascem e morrem sob as luzes dos holofotes.  Outra história que virou lenda em torno do filme de 1937 é que este traria Lana Turner (estrela na década seguinte) como um dos figurantes, o que a própria viria a negar. Na décima cerimônia de entrega dos Oscars, o filme de Wellman foi premiado pela melhor história original, além de um prêmio especial para W. Howard Greene pela fotografia em cores, um triunfo técnico deste que foi o primeiro filme colorido indicado pela Academia.

A STAR IS BORN 1937

JANET GAYNOR & FREDRICH MARCH 1937

                 Nos anos que se seguiram, a “Selznick International Pictures” se dissolveu e os direitos do filme foram vendidos indo parar nas mãos de Sid Luft, então marido de Judy Garland. Luft conseguiu convencer George Cukor a assumir a cadeira de diretor e fazer dessa adaptação um filme musical com roteiro assinado por Moss Hart. Este triunfou ao usar a música como fio condutor da história de Norman (James Mason) e Vicky (Judy Garland). Uso criativo do Cinemascope, o filme foi preparado para ser o retorno ao estrelato de Judy, que estava há alguns anos afastada das telas depois do fim de seu longo contrato com a MGM. George Cukor, que dirigira “Hollywood” aceitou o cargo, que havia recusado em 1937, conduzindo com seu habitual toque tendo uma filmagem atribulada pelos problemas com sua estrela. Judy, então aos 32 anos, encarnava na vida real os conflitos de sua persona abalada pelos vícios e excessos, mas imprimiu na tela uma atuação pungente, intensa, entoando com sua belíssima voz canções como “The Man That Got Away” e “ Gotta Have me Go With You”. Produzido por cinco milhões de dólares, com esplêndida fotografia de Sam Leavitt, o filme quase teve Cary Grant no papel de Norman Maine, mas este teve receio de contracenar com as inconstâncias de Judy Garland. Apesar do sucesso, Cukor nunca chegou a ver seu filme pronto. Assim que encerrou as longas filmagens, o diretor viajou para a Europa em busca de locações para seu próximo projeto. Nesse meio tempo a Warner cortou 27 minutos de sua metragem original de 181 minutos além de adicionar a canção “Born in a Trunk”. Somente em julho de 1983, a Academia de Artes e Ciências de Hollywood relançou o filme restaurando 19 minutos das cenas não utilizadas, mas Cukor falecera pouco antes. O sucesso de público e crítica levou Judy a ser indicada ao Oscar de melhor atriz mas perdeu para Grace Kelly no que é considerado uma das maiores injustiças da história. Quando a vitória de Grace era anunciada, os repórteres estavam no quarto de hospital em que Judy estava internada, todo o mundo incluindo a própria acreditando no favoritismo, mas enfrentando uma decepção que abriu mais uma chaga no coração da estrela, um sentimento de rejeição que ela nunca conseguiu superar.

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JAMES MASON & A MARAVILHOSA JUDY GARLAND 1954

                   22 anos depois o diretor Frank Pierson recriou “Nasce uma Estrela” trocando o cinema pelo mundo da música. Assim, Norman Maine tornou-se John Norman Howard (Kris Kristorfeson), um astro do rock que se envolve com a desconhecida Esther (Barbra Streisand). A medida que o abuso de álcool e drogas destrói lentamente John, Esther cresce e se torna uma cantora de sucesso. O filme foi um veículo para o talento de Streisand, cuja voz fez de “Evergreen” a melhor canção original pela Academia. A própria estrela teria dirigido algumas cenas devido a constantes desentendimentos com o diretor. Ela queria Elvis Presley para seu co-astro, tendo viajado para Las Vegas para pessoalmente convencê-lo. Com o insucesso das negociações nomes como Mick Jagger e Marlon Brando foram mencionados até a contratação de Kris Kristorfeson, que teve sua atuação apontada como inspirada em Jim Morrisson do “The Doors”, embora o ator tenha negado. Streisand era a estrela de uma outra época, também co-produtora, tomando as rédeas da adaptação como veículo para seu enorme talento, seja atuando ou cantando. Terceira maior bilheteria do ano de seu lançamento, o filme recebeu vários prêmios e indicações, a versão de 1976 ainda foi incluída pelo AFI (American Film Institute) na lista de 100 maiores canções do cinema. Em 2013 ainda houve a versão indiana “Aashiqui 2” feita em Bollywood, chegando a mais de 9 milhões de dólares nas bilheterias ao longo de 4 semanas de exibição.

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KRIS KRISTOFFERSON & A DIVA BARBRA STREISAND 1976

                  A força dessa história é que ela não apenas fez brilhar Bennet, Gaynor, Garland, Streisand e agora Lady Gaga, mas também nos faz lembrar de toda uma constelação que inclui Monroe, Hayworth, Gardner, Hayward, Hepburn e tantas outras que marcaram seus nomes no firmamento Hollywoodiano, vidas que se acabaram, luzes que se apagaram como na letra de João de Barros para “Luzes da Ribalta”, apontando a certeza de que esse ideal renascerá em outros corações.

GRANDE ESTREIA: VENOM

(Venom) EUA 2018. Dir: Ruben Fleischer. Com Tom Hardy, Michelle Williams, Woody Harrelson, Jenny Slate. Ação.

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Sinto que o gênero dos super herois está oferecendo uma overdose de títulos, logo este é mais um apesar do personagem não ser exatamente um heroi. Criado originalmente como antagonista para o Homem Aranha (que não dá as caras aqui), por David Micheline e Todd McFarlane no final dos anos 80, o personagem é um simbionte alienígena trazido à Terra inadvertidamente por Peter Parker depois do evento chamado “Guerras Secretas”, de 1984. Inicialmente J.M. Dematteis e Mike Zeck fizeram deste um uniforme senciente capaz de gerar sua própria teia e de se camuflar como uma segunda pele. Quando anos depois foi estabelecido que o uniforme negro era não só inteligente mas também queria se unir definitivamente a Peter, este o rejeitou. A criatura trocou de hospedeiro para o reporter picareta Eddie Brock e o resultado foi o vilão Venom, já encarnado nas telas por Topher Grace no fraco “Homem Aranha 3” de 2007. Não espere por essas referências, o filme de Venom faz dele uma especie de anti~heroi em sintonia com a cartilha dos filmes de origem, embora não esteja preocupado em estabelecer exatamente vem o simbionte. Eddie Brock (Hardy) o encontra em um laboratorio e descobre planos nefandos dos cientistas do local. Há uma mezcla de terror e ação que deveria ser o diferencial entre os filmes de hqs, e que certamente atrairão os fãs que conhecem o personagem.

PREDADOR – TODOS OS FILMES & HQS

             Nos anos 80, dois monstros, que bem mais tarde viriam a se confrontar nas telas, caíram no gosto e na imaginação popular. Na década em que E.T de Spielberg fez da figura alienígena uma fábula moderna, tivemos os xenomorfos de “Alien” e o caçador de “Predador”.

PREDADOR

              Era a segunda metade dos anos 80 e os irmãos Jim e John Thomas tiveram a ideia de usar a truculência de Rambo contra um alienígena em um lugar ermo e selvagem. Batizado de “Hunter” (Caçador), o roteiro chegou até os escritórios da 20th Century Fox, e daí até as mãos de Arnold Scwarzenegger, um dos astros de ação da década recém-saído de sucessos como “Comando Para Matar” e “Exterminador do Futuro”. O ex fisioculturista gostou do roteiro, mas discordou da ideia inicial dos irmãos Thomas de ter um único protagonista. Por sua sugestão foi acrescentado uma equipe de soldados de elite, um a um sendo caçados nas selvas da Guatemala pela criatura. Esta pouco aparece no início, se camuflando de forma impressionante graças aos efeitos especiais do técnico Stan Winston (1946-2008), que já havia trabalhado com Schwarzenegger em “O Exterminador do Futuro” (1984). Quando Winston entrou no projeto, algumas cenas já haviam sido filmadas com Jean-Claude Van Damme vestindo uma roupa bem diferente. O produtor Joel Silver o demitira, segundo consta porque não parava de usar golpes de kickboxing. Além disso a roupa precisaria ser toda redesenhada e as filmagens precisaram ser suspensas para que Winston redefinisse o visual da criatura, o que fez com a colaboração de James Cameron. Foi o diretor de “O Exterminador do Futuro” quem sugeriu a Winston a mandíbula retrátil do monstro.

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           O diretor John McTiernan só havia feito um único trabalho antes e “Predador” foi seu primeiro trabalho de grande orçamento, estimado em torno de US$15 milhões. O filme seria enfim um mixto de ação, ficção científica e terror ao som de “Long Tall Sally” de Little Richard a medida que a equipe do Major Dutch Schaffer (Schwarzengger) se aproxima de sua fatídica missão. Além de Arnold, o elenco tem Carl Weathers, mundialmente conhecido como o Apollo Creed da série Rocky, Jesse Ventura, ex lutador que tornou-se governador de Minnesota em 1998 e Shane Black, ator, diretor e roteirista. Black é o responsável pelo novo “Predador” além de um dos melhores roteiristas de filmes de ação, tendo escrito o roteiro de “Máquina Mortífera”. Já a criatura, depois da demissão de Van Damme, ficou com Kevin Peter Hall que também aparece no filme como o piloto do helicóptero de resgate. O elenco precisou suportar diversos inconvenientes como o calor das locações, a humidade, animais como cobras, escorpiões e sangue-sugas. A dedicação de Arnold era notável filmando sua participação poucas horas antes do ensaio para seu casamento com Maria Shriver. Anos mais tarde o programa “Caçadores de Mitos” desmistificou que cobrir o corpo com lama conseguiria ocultar o calor como Dutch faz para se esconder da criatura, depois que esta mata toda sua equipe e prova que o musculoso astro não é tão indestrutível como seus outros papeis sugeriram.

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         Claro que a bilheteria de quase US$60 milhões só em território americano indicaria uma sequência, mas a Fox só se convenceu de fato quando os quadrinhos publicados pela editora Dark Horse popularizaram ainda mais o monstro caçador. Contudo, McTiernan cobrou alto demais para retornar e a Fox, decidida a reduzir o orçamento da continuação, se recusou. McTiernan preferiu fazer “A Caçada ao Outubro Vermelho” (1990) e Stephen Hopkins (A Hora do Pesadelo 5) assumiu a realização de “Predador 2 – A Caçada Continua”, sem Schwarzenegger que não aprovou a mudança da selva para o ambiente urbano de uma metrópole futurista. O estúdio queria Steven Seagal para substituir Arnold, mas Danny Glover e Gary Busey foram contratados para o elenco com Kevin Peter Hall repetindo o papel da criatura, uma outra do planeta natal dos caçadores. Uma das ideias difundidas nos quadrinhos da Dark Horse foi incorporada no filme quando o Tenente Harrigan (Glover) entra na nave do monstro e encontra uma caveira de um xenomorfo, anunciando um confronto que foi primeiro realizado nas hqs da Dark Horse, e em 2004 adaptada para as telas em “Alien Vs Predador”. Este teve relativo sucesso de bilheteria e convenceu a Fox, dona das duas franquias, a fazer a continuação “Alien Vs Predador 2 – Requiem” de 2007.

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            Alcançando extrema popularidade durante a década anterior, o Predador foi usado em diversos crossovers com super heróis como “Batman x Predador” em três mini-séries publicadas entre 1991 e 1997, ”Superman x Predador” em 2000 e até mesmo “Tarzan x Predador” em 1996. Todas alcançando excelentes resultado de vendas e dando destaque melhor para o monstro caçador que sua volta às telas em “Predadores”, filme de 2010 que imagina um grupo de pessoas abduzidas e levadas para outro planeta para serem caçadas por vários desses ETs. Se analizadas, as hqs se aprofundaram muito mais na cultura alienígena do monstro, criando um código de conduta, motivações e até a sugestão de que as criaturas visitaram a Terra no passado para seus jogos mortais como mencionado no segundo filme quando Harrigan encontra uma antiga pistola, gerando uma história em quadrinho em que um pirata se confronta com a criatura.

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          A volta do personagem no novo filme de Shane Black é promissora e pode abrir um leque de outras sequências aproveitando melhor o material da Dark Horse. Afinal, embora Dutch tenha afirmado “Se sangra, então pode ser morto”, pode muito bem prenunciar a máxima hollywoodiana que diz “Se faz dinheiro, ganha sequência”. Pois que começem os jogos, a caçada será pelo menos divertida.

 

 

GRANDE ESTREIA: SLENDERMAN PESADELO SEM ROSTO

(SLENDERMAN) EUA 2018. DIR: SYLVAIN WHITE. COM JOEY KING, ANNALISE BASSO, JAVIER BOTET, JULIA GOLDANI TELLES. TERROR.

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Nada a se admirar que algum produtor de Hollywood se interessaria em fazer um filme dessa lenda urbana criada na era digital. Um homem magro sem rosto aterrorizando jovens surgiu como um meme nas redes sociais e tornou-se uma histeria tão grande que  nos Estados Unidos, em 2014, duas adolescentes mataram uma colega dizendo que eram forçadas pelo Slenderman. Tudo começou em um concurso para criar imagens sobrenaturais, daí a origem do “Slenderman”. O pai da menina morta protestou contra o filme alegando que Hollywood estava tentando lucrar em cima de uma tragédia.

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No filme crianças e adolescentes de uma cidade pequena são perseguidas pelo assustador homem sem rosto. Para um dos principais papeis chamaram a simpática Joey King já conhecida do grande público por papeis em filmes como “Invocação do Mal” (2013), “Os Sete Desejos” (2017) e o popular filme da Netflix “A Barraca do Beijo” (2018). Sua personagem movimenta a trama, cria identificação com o público a medida que busca as respostas. Mas não há muito a fazer para o elenco já que o filme é todo feito a base de “jump scares”, que cumprem aquele papel imediato para disfarçar a frágil história criada com todos os clichês de outros exemplares do gênero.  A atriz e bailarina Julia Goldani Telles tem mãe brasileira, mas uma passagem nas telas bem rápida graças a um roteiro fraco e apoiado em soluções fáceis, nada memóravel.

 

 

MEMORIAS DE UM CINÉFILO: A ERA DAS VIDEOLOCADORAS

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HÁ UMA SEMANA FOI DIVULGADO QUE DUAS LOJAS DA REDE BLOCKBUSTER FECHARAM AS PORTAS NOS ESTADOS UNIDOS, RESTANDO AGORA APENAS UMA NO ESTADO DO OREGON. SE PEGARMOS UMA MÁQUINA DO TEMPO E VOLTARMOS PARA 25 ANOS EXPERIMENTARÍAMOS UMA FORMA DIFERENTE DE ASSISTIR FILMES EM CASA LIVRES DAS RESTRITAS PROGRAMAÇÕES DE TV… ERAM AS LOCADORAS DE VÍDEO.

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LEMBRO NITIDAMENTE QUANDO COMPREI MEU PRIMEIRO VIDEOCASSETE, UM GRADIENTE COM DUAS CABEÇAS PARA REPRODUÇÃO. ERA O INÍCIO DOS ANOS 90 E O MAIOR PROGRAMÃO FAMÍLIA DA ÉPOCA ERA SE ASSOCIAR A UMA LOCADORA, CADA ESQUINA TINHA UMA. EU PRÓPRIO PERTENCIA A UMA QUATRO OU CINCO, CADA UMA CONTANDO COM SEU ACERVO. NOS FINAIS DE SEMANA, FAZÍAMOS UM PACOTE COM UMAS TRÊS OU QUATRO FITAS. ERA UM BARATO PEGAR AS CAPAS DAS FITAS, ALGUMAS DAS QUAIS BELÍSSIMAS COMO FOI A FITA VHS DE “JURASSIC PARK – PARQUE DOS DINOSSAUROS” COM UM CURIOSO LAYOUT PRÉ-HISTÓRICO.

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FOI UM ACHADO INESQUECÍVEL QUANDO AS LOCADORAS RECEBERAM A TRILOGIA ORIGINAL DE “STAR WARS” REMASTERIZADAS. FOI UMA MARATONA  ASSISTIR AOS EPISÓDIOS 4, 5 E 6 SEM INTERVALOS DE TV E COM AQUELA “QUALIDADE”!!!! LEMBRO QUE EU MAIS GOSTAVA ERA DESCOBRIR AQUELES FILMES QUE NÃO ERAM EXIBIDOS NA TV, ATÉ MESMO DESCONHECIDOS DO GRANDE PÚBLICO E POR ISSO MESMO FICAVAM DISPONÍVEIS NAS PRATELEIRAS. FOI ASSIM QUE ASSISTI PELA PRIMEIRA VEZ A EXCELENTE COMÉDIA “SHERLOCK & EU” (WITHOUT A CLUE) COM MICHAEL CAINE E BEN KINGSLEY. ALUGUEI A FITA EM UM DOS PACOTES DE CARNAVAL, TÍPICO NAQUELA ÉPOCA. PARA DIVERSIFICAR, MUITAS LOCADORAS TAMBÉM OFERECIAM JOGOS E CDS, ENFIM TINHAM DE TUDO, PARA TODOS OS GOSTOS.

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A CEREJA DO BOLO ERAM OS LANÇAMENTOS, QUE NAQUELA ÉPOCA TINHAM UMA JANELA BEM MAIOR. JANELA É O PERÍODO ENTRE A EXIBIÇÃO DO FILMES NAS SALAS DE PROJEÇÃO E SUA CONSEQUENTE EXPLORAÇÃO EM OUTRAS MÍDIAS. SIM, ACREDITE, EXISTIU UMA ÉPOCA SEM NETFLIX, SEM DOWNLOAD, SEM YOU TUBE. DO CINEMA, QUASE UM ANO DEPOIS VINHAM OS LANÇAMENTOS EM VHS PARA SÓ DEPOIS PASSAREM PARA A TV POR ASSINATURA, E ENFIM… A TV CONVENCIONAL. ERA UM INTERVALO BEM MAIOR COMPARADO A HOJE E A CHEGADA DE CERTOS FILMES NAS LOCADORAS ERAM UM VERDADEIRO EVENTO COMO NO CASO DE “TITANIC” DE JAMES CAMERON, “A LISTA DE SCHINDLER” DE STEVEN SPIELBERG, “FORREST GUMP” DE ROBERT ZEMECKIS ENTRE OUTROS TÍTULOS DISPUTADOS A TAPA NAS PRATELEIRAS.

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A PROPOSITO O PRIMEIRO FILME EM VHS QUE ALUGUEI FOI “007 CONTRA GOLDFINGER“. A LOCADORA TINHA TODOS OS FILMES DE CONNERY E MOORE E COMEÇEI ASSISTINDO AOS TÍTULOS QUE NUNCA HAVIA ASSISTIDO ANTES, ATÉ TINHAM PASSADO NA TV MAS EU TINHA PERDIDO OU NÃO LEMBRAVA DE TER VISTO. ALGUÉM LEMBRA O PRIMEIRO FILME QUE ALUGOU ?? FORAM BONS TEMPOS SEM DÚVIDA, PRINCIPALMENTE PORQUE COMEÇEI A GRAVAR FILMES NA TV. LOGO VIERAM OS APARELHOS DE VIDEOCASSETE DE QUATRO E SEIS CABEÇAS E O INÍCIO DE UMA COLEÇÃO QUE TIVE QUE CHEGOU A 800 FITAS. NÃO DEMOROU MUITO PARA VIREM OS DVDS E BLU RAYS. MAS AÍ GRADATIVAMENTE A INTERNET FOI SURGINDO COMO OPÇÃO E AS LOCADORAS FORAM PERDENDO A FORÇA, MAS AINDA ASSIM MARCARAM SUA ÉPOCA COMO UM HÁBITO DE TRAZER O CINEMA EM CASA COM UM GOSTO PRÓPRIO, QUEM VIVEU VIU.

 

GRANDE ESTREIA : O PROTETOR 2

(THE EQUALIZER 2) EUA 2018. DIR: ANTOINE FUQUA. COM DENZEL WASHINGTON, MELISSA LEO, BILL PULLMAN, PEDRO PASCAL. AÇÃO.

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Não lembro de ter assistido à série de Tv (1985 – 1989) na qual esse filme se baseia. Na verdade isso não faz falta, pois o que importa aqui é a hábil maneira de conduzir a ação do diretor e seu astro Denzel Washington (ambos juntos pela quarta vez). É a primeira sequência dirigida por Fuqua que sabe como explorar habilmente os clichês do gênero para produzir uma narrativa envolvente. Beneficiado claro pela presença de Denzel Washington, também estrelando sua primeira sequência, um ator de amplos recursos, sempre equilibrado nos papéis que defende. Denzel é Robert McCall, o ex agente da CIA que agora defende a causa dos desamparados. McCall está envolvido em uma missão mais pessoal, o assassinato de uma grande amiga (Leo). O primeiro filme, de 2014, foi uma grata surpresa custando em torno de 55 milhões de dolares e rendendo nas bilheterias mundiais três vezes mais. Essa credibilidade do astro e diretor são fundamentais para garantir a apreciação desse segundo filme que comete seus deslizes narrativos. Sem entregar spoilers, pode-se garantir que nada compromete o prazer de assistir ao filme e, claro, a forte possibilidade de que tenhamos um terceiro capítulo em breve.

 

GRANDE ESTREIA: CHRISTOPHER ROBIN UM REENCONTRO INESQUECÍVEL

(CHRISTOPHER ROBIN) EUA 2018. DIR: MARC FORSTER. COM EWAN MACGREGOR, HAYLEY ATWELL, MARK GATISS. DRAMA/FANTASIA.

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TODOS CONHECEM A HISTÓRIA DE WINNIE THE POOH (NA MINHA INFÂNCIA ERA SÓ URSINHO PUFF) E UMA TURMA DE AMIGOS IMAGINÁRIOS SAÍDAS DA MENTE DE CHRISTOPHER ROBIN, O PERSONAGEM QUE TAMBÉM É O NOME DO FILHO DO AUTOR BRITÂNICO A.A. MILNER. ESTE CRIOU TUDO A PARTIR DA FÉRTIL IMAGINAÇÃO DE SEU FILHO COM SEUS BRINQUEDOS. A DISNEY, DONA DOS DIREITOS DOS PERSONAGENS DECIDIU SEGUIR A MESMA FORMULA DE “HOOK – A VOLTA DO CAPITÃO GANCHO”, OU SEJA, A CRIANÇA CRESCEU E ESQUECEU A MAGIA DE TEMPOS MAIS INOCENTES. HOJE UM EXECUTIVO CHEIO DE PROBLEMAS DO MUNDO ADULTO, ELE REENCONTRA TODA A TURMA QUE O AJUDARÁ A REVIVER O MENINO DENTRO DO HOMEM, A GRAÇA DA VIDA E UM DOCE LEMBRANÇA DE QUE SEMPRE DEVEMOS CULTIVAR A CRIANÇA INTERIOR. POR ISSO, O FILME FUNCIONA BEM PARA CRIANÇAS E PAIS.

GRANDE ESTREIA : MEGATUBARÃO

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THE MEG. EUA 2018. DIR: JOHN TURTELTAUB. COM JASON STATHAM, BINGBING LI, MASI OKA, RUBY ROSE. SUSPENSE/AVENTURA.

Sejamos sinceros já foram incontáveis filmes de tubarão (Vide matéria abaixo) e o melhor continua sendo o filme de 1974 de Steven Spielberg. Em meio a coisas rídiculas como “Sharknado” tivemos boas tentativas como “Águas Rasas” e “Medo Profundo” recentemente. O filme de Jon Turteltaub (A Lenda do Tesouro Perdido) não foge aos clichês, mas se rende a eles. Não digo como demérito mas como apreciação da diversão pretendida.

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Claro que o livro de Steven Alten, publicado em Julho de 1997, tem muitos méritos e conseguiu se destacar entre a vasta literatura do gênero, apesar de liberdades poéticas como mostrar dinossauros co-existindo com o megalodonte, pertencentes a períodos pré históricos bem distintos.  Se Hollywood vai filmar os outros 7 livros restantes é preciso esperar pelo resultado da bilheteria. O famigerado site “Rotten Tomatoes” deu 50% de aprovação mostrando uma crítica dividida.

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Jason Statham faz o papel do herói destemido, o biólogo e mergulhador profissional Jonas Taylor, que ajudar um grupo a caçar o tubarão pre-histórico (de 30 metros) encontrado nas fossas Marianas, uma das maiores fenda submarinas, ainda inexplorada na vida real. Sim, há um embasamento cientifico para a história do filme, mas apenas superficial pois estamos diante de um filme de aventura e ação. Momentos de humor aliviam a trama, mas esta falha em criar a mesma tensão que o clássico de Spielberg apesar de obvias homenagens a este. O projeto levou 20 anos para se concretizar e nos traz uma boa diversão para o fim de semana.

TUBARÕES NO CINEMA

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SPIELBERG NA BOCA DE BRUCE

                   O cinema nunca se cansa de mostrar filmes sobre tubarões. Não importa o quanto os biólogos tentem defendê-lo, o cinema cuidou de explorar bem o medo inconsciente que temos desse predador que vive há aproximadamente 400 milhões de anos em nossos mares. Nas telas ele protagoniza praticamente um sub- gênero do típico filme de monstro, o que mostra o quanto o público está disposto a ver pessoas sendo devoradas por esse vilão marinho.

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BRUCE ENFRENTA ROY SCHEIDER

                 Mesmo que mais de 200 espécies de tubarão estejam sob o risco de extinção, de acordo com a “International Shark Foundation”, eles estão no topo da cadeia alimentar e nós estamos no topo do cardápio. Assim o cinema e a Tv fizeram tudo para vilanizá-lo mostrando tubarões gigantes, tubarões inteligentes e tubarões vingativos. Peter Benchley enriqueceu com o livro “Tubarão” (Jaws), a história de um grande branco que ataca as praias da fictícia Amity, ilha na costa leste dos Estados Unidos. Adaptado ao cinema, este tornou o nome de Steven Spielberg mundialmente conhecido, abocanhando as bilheterias e inaugurando para uma geração o conceito de blockbuster de verão. Seu filme seguiu a cartilha hithcockiana de mostrar pouco e sugerir muito, estimulando a imaginação com o tema de duas notas de John Williams. Foi uma forma criativa de disfarçar as deficiências técnicas de Bruce, o tubarão mecânico batizado pelo diretor com o nome de seu advogado, um monstro sorrateiro que não faz concessões, movido por uma fome insaciável: O peixe ou o advogado ?! Ainda mais voraz é a fome de lucro dos produtores que realizaram mais 3 sequências, nenhuma das quais dirigidas por Spielberg: “Tubarão 2” (1978) repetiu Roy Scheider a contragosto no papel do Chefe Brody; “Tubarão 3” (1983) em 3D que acentua ainda mais suas deficiências, e “Tubarão IV – A Vingança” (1987) que trouxe de volta Lorraine Gary, do elenco original, quando  o tema já estava desgastado. O único desses que consegue trazer alguma informação respeitosa é o filme de 1978 quando o Chefe Brody comenta que os Tubarões seguem sensorialmente os impulsos elétricos dos corpos em movimento na água. Entre todos o filme de Spielberg se mantém superior a todos, uma envolvente história ainda capaz de mexer com o público.

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BRUCE SEM A MAGIA DA CÂMERA DE SPIELBERG

               Até lá, no entanto, claro que outros estúdios invadiram essa praia e investiram em filmes B. Em 1976 “Mako – O Tubarão Assassino” (Mako – The Jaws of Death) mostrava um homem com o poder de se comunicar com um tubarão dessa espécie hoje ameaçada pela caça predatória. Outro caso curioso é a co-produção anglo-mexicana “Tintorera” (1977) baseado no livro do oceanógrafo Ramón Bravo. O nome de origem espanhola se refere ao tubarão-tigre, que despertou o interesse de Bravo que observou como estes peixes ficam em estado adormecido no fundo do mar em “Isla Mujeres” no Caribe. O ataque da referida espécie é secundário, já que o filme dirigido por Rene Cardona Jr está mais para uma aventura erótica destacando os corpos curvilíneos das atrizes Susan George e Fiona Lewis. Na época, o filme foi bem popular aqui no Brasil, além de ter se tornado parte da coleção particular do renomado Quentin Tarantino que o exibiu no 8ª Festival Internacional de Filmes de Morella, no México.

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Tintorera

             Outra pérola que nadou por essas águas foi o italiano Enzo Castellari em “O Último Tubarão” (L’Ultimo Squalo) de 1981. Este não se preocupou em disfarçar o plágio em cima do filme de Spielberg. O ator James Francisco interpreta um personagem chamado de Peter Benton (semelhança com Benchley não é mera coincidência), o mesmo papel de Roy Scheider, da mesma maneira que Vic Morrow faz o experiente pescador tal qual Quint (Robert Shaw) no filme de 1975. Todos os momentos icônicos do filme original são absurdamente imitados, até a maneira como o peixe é morto. Com isso tudo, o filme de Castellari foi proibido de ser exibido nos Estados Unidos, embora possa ser facilmente encontrado no You Tube ou à venda pela Amazon. Diferente do filme de Spielberg, o filme de Castellari é, no mínimo, risível usando um tubarão mecânico ainda mais tosco que Bruce. Dando um sabor brasileiro, ainda tivemos uma paródia brasileira: “Bacalhau”, de 1975, dirigida por Adriano Stuart e estrelado por Helio Souto e Mauricio do Vale. Essa pérola de nossa cinematografia mostra uma cidade no litoral paulista atacada pelo peixe do título. O bacalhau usado nas filmagens ainda traz a marca “Made in Ribeirão Preto”.Surpreendentemente foi um dos filmes brasileiros de maior bilheteria em 1976.

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NOSSA VERSÃO BRASILEIRA

            Na segunda metade da década de 70 ainda tivemos variações no tema “monstros aquáticos” enfurecidos. A mais notável é a paródia assumida de Joe Dante “Piranha” (1978) que ganhou duas refilmagens: uma em 1995 e outra em 2010. Ainda tivermos a baleia azul de “Orca – A Baleia Assassina” (Orca The Killing Whale) de 1977 e o polvo gigante da produção italiana “Tentáculos” (Tentacoli) no mesmo ano. Quando já se pensava que o mar seria seguro, os produtores arranjavam um jeito de atrair o público, mas o efeito final está mais para o ridículo. Em tempos mais recentes tivemos tubarões inteligentes (Deep Blue Sea), habitantes das areias (Sand Shark) fora as inusitadas versões de TV que constantemente aparecem na telinha como “Tubarão Fantasma” (Ghost Shark) ou “Sharkanado” e suas inacreditáveis sequências, todas realizadas pelo sci-fi channel.

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O ÚLTIMO TUBARÃO

            Quando a pergunta é se ainda há espaço para alguma produção respeitosa sobre esses animais, merece menção o caso de “Águas Rasas” (The Shallows) de 2016, que tornou-se uma grande sucesso de bilheteria. O filme de Jaume-Collet Serra serviu como “Tubarão” de uma nova geração, trocando o modelo mecânico pela computação gráfica. Eficiente suspense com sua abordagem psicológica, o filme mostrou um fato no mínimo questionável quando a personagem de Blake Lively nada no meio de águas-vivas sugerindo que o tubarão branco teria medo destas mesmo tendo uma pele extremamente grossa. Ainda tivemos ano passado “Medo Profundo” (47 Meters Down) onde duas irmãs ficam presas em uma gaiola no fundo do mar em águas infestadas de tubarões. Fala-se até de uma provável sequência a ser filmada no Brasil, e agora o “MegaTubarão” (The Meg) com Jason Statham.

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ÁGUAS RASAS

           Feras desalmadas, devoradores, ou animais vulneráveis, mal-compreendidos, vítimas da má-propaganda de Hollywood, não importa pois as pessoas parecem não perder o interesse por eles sendo notável o acesso às mídias digitais que perpetuam filmagens e relatos de ataques. Certamente virão mais filmes já que o filão constantemente se renova com o público. Admito ainda assim, eu nunca consigo ir à praia e entrar na água sem que em minha mente eu ouça aqueles os tensos acordes daquelas notas. Tudo culpa de John Williams, Peter Benchley e Steven Spielberg. Boa diversão e bom apetite !

GRANDE ESTREIA : MAMMA MIA – LÁ VAMOS NÓS DE NOVO

Mamma Mia – Here we go again. EUA 2018. Dir: Oil Parker. Com Amanda Seyfried, Meryl Streap, Lily James, Dominic Cooper, Pierce Brosnan, Stellan Skarsgard, Colin Firth, Cher, Andy Garcia, Christine Baranski, Julie Walters. Musical.

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Há dez anos o cinema balançou ao som das canções do Abba, grupo sueco que dominou o mundo pop na década de 70. Suas melodiosas canções já haviam sido reunidas em um musical da Broadway, então por que não levá-las ao cinema ? O resultado foi um sucesso arrebatador de público e crítica que impressionou também pela versatilidade com a qual a estrela Meryl Streap cantava e encantava sucessos como “Dancing Queen”, “The Winner Takes it All” e “S.O.S” entre outras, divididas com os demais membros do elenco incluindo o ex 007 Pierce Brosnan e a igualmente talentosa Amanda Seyfried como Sophie, a obstinada jovem que convida seus três possíveis pais para seu casamento. Tudo isso tendo como cenário as belas paisagens da Grécia.

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CHER & ANDY GARCIA: ALGO NO AR

Claro que não demoraria para que uma sequência fosse realizada, embora pareça tardio o lançamento do filme. Há novas canções do imenso repertório do Abba, assim como repetições no momento em que Sophie (Seyfried) retorna para o lugar em que foi criada cinco anos depois que Donna (Streap) falecera. Grávida, Sophie descobre histórias do passado de sua mãe, de como ela conheceu Sam, Bill & Harry. A novidade está nas passagens de tempo entre o presente e o passado e a chegada de Cher como a mãe de Donna.  É nas incursões do passado que Lily James (Cinderella, O Destino de Uma Nação)  brilha como a jovem Donna trazendo charme e mostrando talento para se conectar com uma personagem já marcada pela diva Meryl Streap. Lily consegue convencer, consegue encantar e mostrar como suas escolhas e atitudes levarão aos eventos do primeiro filme. À presença hipnótica de Cher adiciona-se o sempre ótimo Andy Garcia, o Fernando da clássica canção do Abba, papel para o qual foi escolhido pela própria Cher.

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LILY JAMES – DONNA JOVEM

Infelizmente os roteiristas tomaram uma decisão lamentável, para os fâs do primeiro filme. Meryl aparece pouquíssimo, praticamente em lembranças já que Donna está morta quando o filme começa. Nem mesmo contracena com Cher, que faz sua mãe. Ambas já são amigas de longa data e trabalharam juntas em 1983 no filme “Silkwood – Retrato de uma Coragem”. Ainda que a morte de sua personagem sirva para o desenvolvimento da narrativa, não há como não lamentar sua ausência. Ainda assim vale a pena assistir e se deixar por canções belíssimas, personagens marcantes e uma história, que não há de se surpreender, pode gerar no futuro um terceiro filme. Mamma Mia !!!!!

 

MISSÃO IMPOSSÍVEL: SÉRIE ORIGINAL & FILMES.

            O sucesso de “Missão: Impossível” vem muito antes do agente Ethan Hunt e conta mais de 50 anos desde a primeira vez em que uma gravação seguida de uma contagem regressiva anunciava a aventura embalada pelo instigante tema musical do argentino Lalo Schifrin que marcou gerações.

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Da direita para a esquerda: Peter Graves, Barbara Bain, Peter Lupus, Greg Morris e Martin Landau.

            No Brasil a extinta Tv Excelsior trouxe a série “Missão: Impossível” (Mission: Impossible) para as noites de segunda-feira em junho de 1967, quase um ano depois de sua estreia pela CBS. A história, criada pelo roteirista norte-americano Bruce Gellar, foi filmada pela Desilu Productions, o estúdio fundado em 1951 pela comediante Lucille Ball e seu marido Desi Arnaz. Inicialmente, o projeto intitulado “Brigg’s Squad” mostraria um grupo de agentes recrutados para missões de alto risco nas quais o governo não poderia se envolver abertamente. As características dos personagens seriam refinadas por Gellar, que se recusou a criar um passado para cada um, mantendo uma aura de mistério em torno destes. O que importava era a habilidade de cada membro da equipe: Rollis Hand (Martin Landau) era o mestre dos disfarces, Cinnamon (Barbara Bain) era a espiã irresistivelmente sedutora, Barney Collier (Greg Morris) era o expert em eletrônica, Willy Armitage (Peter Lupus) era o braço forte e Dan Briggs (Steven Hill) o líder da equipe. As missões chegavam até Briggs em um gravador que relatava os detalhes da missão que, caso aceita, seria realizada sem apoio oficial do governo que negaria conhecimento caso tudo desse errado. Bruce Gellar se indispôs com a CBS, e depois com a Paramount que comprara o estúdio Desilu, para manter seu controle criativo. “Missão: Impossível” era um produto inteligente demais para as intenções de baixo custo e lucro imediato dos produtores de TV. As missões da equipe de Briggs tratavam de espionagem internacional, política externa e guerra fria. Cada membro agia nas sombras, de acordo com seus próprios dons, manipulando os eventos de forma que o alvo cometesse algum erro que o fizesse se entregar.

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Leonard Nimoy, Greg Morris, Peter Graves e Peter Lupus.

            As filmagens da primeira temporada foram prejudicadas por constantes atrasos já que Steven Hill, o ator principal, era judeu ortodoxo e se recusava a filmar nos fins de semana. Em seu contrato o ator só poderia trabalhar até as 16 horas de sexta feira, e muitas das vezes o cronograma das filmagens invadia os finais de semana, até mesmo os feriados. Quando a segunda temporada foi aprovada Hill foi substituído por Peter Graves interpretando o novo líder, Jim Phelps, que ficou fixo no elenco à medida que, nas temporadas seguintes, outros agentes entravam e saíam. Greg Morris também se manteria fixo, mas disputas contratuais levaram Martin Landau e Barbara Bain (eram casados na vida real) a deixar a série na quarta temporada. Leonard Nimoy, Leslie Ann Warren, Lynda Day George, Sam Elliot, Lee Meriwether e Barbara Anderson se revezariam ao longo das temporadas (sete ao todo) que se seguiam com progressivo perda de controle por Gellar, vítima dos executivos que não se preocupavam em descaracterizar a série com roteiros que se distanciavam da visão de seu criador. Da mesma maneira que ocorrera com Gene Roddenberry em “Star Trek”, Bruce Gellar foi posto de lado jamais sendo consultado ou respeitado até que a série foi cancelada em março de 1973.

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Phil Morris, Thaad Penghlis, Peter Graves, Jane Badler e Anthony Hamilton.

            Bruce Gellar morreu em um acidente aéreo em 1978, mas sua criação colecionava admiradores graças às constantes reprises na Tv, fora as imitações que surgiam na telinha tentando reproduzir a formula de contragolpe com a qual os agentes capturavam os vilões. Ao longo da década de 80, a Paramount tentou diversas vezes adaptar a série para o cinema, mas os roteiros eram escritos e reescritos sem se chegar a um resultado satisfatório. Em 1988, devido a uma greve dos roteiristas, a Paramount aprovou a retomada da série com novo elenco, refilmando alguns episódios e mantendo o personagem Jim Phelps, de Peter Graves, que deixava a aposentadoria para liderar uma nova equipe: Anthony Hamilton, Terry Markwell, Jane Badler, Thaad Panghlis e Phil Morris, filho do veterano Greg Morris. A retomada da série se sustentou no ar por duas temporadas mas desprovida do prestígio do passado.

             Quando o astro Tom Cruise adquiriu os direitos da série para adaptá-la ao cinema modificou um elemento essencial da série. Em vez de ações regidas em equipe, a ação ficou concentrada no personagem de Cruise, o agente Ethan Hunt, único sobrevivente de uma missão em Praga. O ator Martin Landau chegou a ser convidado a repetir o papel de Rollis Hand mas declinou quando descobriu que a equipe original seria morta logo no início do filme. A ideia permaneceu mesmo sem a participação dos atores da série, incluindo Peter Graves que ficou contrariado ao descobrir que seu personagem seria transformado em um traidor. Al Pacino, Michael Douglas e Robert Redford foram considerados para o papel de Jim Phelps, que veio a ficar com Jon Voight. A direção de “Missão: Impossível” – o filme (1996) , ficou com Brian De Palma, que anos antes havia alcançado feito impressionante ao adaptar “Os Intocáveis”, outra série de TV. O tema musical da série de Lalo Schifrin foi remixado por Larry Mullen Jr. e Adam Clayton do U2. A essência da série, no entanto, estava ausente, pois nesta o foco era maior na tensão psicológica envolvendo os agentes e seus alvos, enquanto no filme o agente Ethan Hunt monopolizava a ação. A bilheteria do filme garantiu a sequência de 2000 “Missão Impossível 2” (Mission: Impossible 2) dirigido por John Woo. Este já começa o filme mostrando Hunt se pendurando em um penhasco, cena realizada pelo próprio ator dispensando dublês, e que se tornaria marca registrada na série. A história mostra Hunt na trilha de um ex-agente que negocia a venda de um vírus mortal. O vilão Dougray Scott na época foi inicialmente escalado para o papel de Wolverine em “X Men”, mas as filmagens demoradas da nova missão de Cruise impediram Scott de ficar com o papel do herói mutante, que acabou indo para Hugh Jackman.

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Jonathan Rhys Myers, Ving Rhames, Tom Cruise e Maggie Q.

         O espírito da série foi parcialmente recuperado quando J.J.Abrams assumiu a cadeira de diretor em “Missão:Impossível III” (2006). A missão de capturar um traficante de armas (o saudoso Philip Seymour Hoffman) reúne Cruise com Keri Russell, Jonathan Rhys Myers, Maggie Q e Simon Pegg. Apesar de Cruise ainda ser o centro da trama, a ação em equipe ganha mais espaço , e ainda inclui Luther Stickwell (Ving Rhames), único membro a estar presente em todos os filmes, além do próprio Cruise.

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Paula Patton e Tom Cruise em “Protocolo Fantasma”.

         Em 2011, Brad Bird, o diretor da animação “Os Incríveis” dirige a volta de Hunt em “Missão: Impossível – Protocolo Fantasma” (Mission: Impossible – Ghost Protocol) que substitui o esperado IV por um subtítulo repetindo Rhames e Pegg na equipe, mas trazendo Paula Patton e Jeremy Renner para o time. O trabalho em equipe é ainda mais ampliado a medida que o carisma inegável de Cruise garante um resultado notável da bilheteria. O filme foi o primeiro da série filmado em IMAX, valorizando o impacto da imagem como na cena em que Cruise, dispensando dublês mais uma vez, se pendura do lado de fora de um arranha-céu de 160 andares em Dubai. O filme foi um triunfo para o público e a crítica especializada como o renomado Roger Ebert quer comparou o filme a uma “poesia do gênero”. A diversão só melhora quando chega o quinto filme, dirigido por Christopher McQuarrie “Missão: Impossível – Nação Secreta” (Mission: Impossible – Rogue Nation) que retoma outro elemento da série original: o Sindicato, uma anti IMF empenhada em formentar o caos no mundo. A equipe recebe o apoio da bela atriz sueca Rebecca Fergunson no papel de Ilsa Faust, uma agente dupla que não se resume a interesse romântico, mas se junta a Hunt para desbaratar os planos de Solomon Lane (Sean Harris), líder do Sindicato. A personagem de Fergunson impulsiona a trama graças à habilidade da atriz de se mostrar moralmente dúbia, outra característica inserida originalmente por Bruce Gellar.

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Rebecca Fergunson e Tom Cruise em “Nação Secreta”

                  A chegada do sexto filme certamente confirma que o público está bastante receptivo a novas proezas do agente Hunt. Seguindo o ritmo das sequências de resgatar elementos da série, adaptando-os aos novos tempos, podemos contar com novas aventuras, seja centrada em Hunt, ou em outro agente disposto a se pendurar em aviões, descer por cabos ou saltar em cinco, quatro, três, dois, um, … antes que essa mensagem se auto-destrua.

GRANDE ESTREIA: MISSÃO IMPOSSÍVEL – EFEITO FALLOUT

(MISSION:IMPOSSIBLE – FALLOUT) EUA 2018. DIR: CHRISTOPHER MCQUARRIE. COM TOM CRUISE, HENRY CAVILL, REBECCA FERGUNSON, VING RHAMES, SIMON PEGG, ALEC BALDWIN, MICHELLE LONAGHAN, SEAN HARRIS, ANGELA BASSET. AÇÃO

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        Pela primeira vez na franquia, um diretor repetiu o comando da franquia iniciada por Tom Cruise em 1996 e o resultado já podemos verificar com a estreia do novo episódio dessa cine-série que empolga mesmo com as diferenças em relação à série original criada por Bruce Gellar na segunda metade dos anos 60 , um mundo ainda mergulhado na guerra fria. Se uma das características desta é ação desenfreada, então são várias as sequências aqui com as já esperadas tomadas de Tom Cruise dispensando dublês em favor de realismo “muy mucho” (O ator se machucou em uma cena de salto ano passado durante as filmagens) , mas se tem uma coisa que a franquia tem desenvolvido positivamente ao longo das aventuras anteriores é de saber distribuir a ação nos personagens periféricos. Assim como na série de Tv em que o trabalho de equipe era fundamental para a boa realização da missão. Assim temos Ving Rhames, Simon Pegg, Alec Baldwin (que protagoniza uma ótima cena de luta com Henry Cavill)  e o retorno da melhor personagem do filme anterior, Ilsa Faust, interpretada pela bela sueca Rebecca Fergunson, que estava grávida de sete meses ao término das filmagens. Lamentável a falta do agente Brendt de Jeremy Renner, mas volta também o vilão Solomon Lane (Sean Harris), o mentor do Sindicato, a anti IMF, que foi o antagonista do filme anterior, o melhor de MI no cinema na minha opinião.

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        Muito foi falado do bigode de Henry Cavill, mas o adereço pouco importa para o desenvolvimento da trama além de afastar sua imagem do Superman. O personagem de Cavill é ambíguo e reflete o clima de tensão na história que continua do ponto em que “Nação Secreta” acabou. Apesar da aparente dissolução do Sindicato e da prisão de Solomon Lane, este deixou seguidores, os Apóstolos, que se apoderam de ogivas nucleares e chantageiam os governos a trocá-las pela liberdade de Lane. O agente Hunt fracassa em recuperar uma das ogivas e fica mais uma vez sob o olhar de suspeita do governo, sendo levado a trabalhar com o agente da CIA Carter (Cavill). O filme ainda aumenta sua ligação com os episódios anteriores trazendo de volta Julia (Monaghan), a ex-esposa de Hunt do terceiro filme.

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          Entre tiros, explosões e traições a história se desenrola de forma confusa ao longo de suas quase duas e meia de duração, a maior dos filmes até agora, e também o primeiro da franquia a ser lançado em uma versão 3D. Com alto grau de provação no famigerado “Rotten Tomatoes” e a receptividade do público não será impossível nos reencontramos com o agente Hunt no futuro em uma nova sequência embalado é claro pelo hipnotizante tema de Lalo Schifrin.

 

 

SAN DIEGO COMIC CON : TRAILLERS

“AQUAMAN” DE JAMES WAN É UM DOS FILMES MAIS AGUARDADOS DO SEGUNDO SEMESTRE E TEVE SEU PRIMEIRO TRAILLER DIVULGADO NA SAN DIEGO COMIC CON. DE CARA PERCEBE-SE QUE EMBORA O VISUAL DO HERÓI AQUÁTICO REMETE À FASE DE PETER DAVID NAS HQS DOS ANOS 90, A HISTÓRIA ESTÁ BASEADA NAS AVENTURAS DE AQUAMAN DE GEOFF JOHNS E DO BRASILEIRO IVAN REIS, PUBLICADA NA FASES DOS NOVOS 52. NO ARCO “O TRONO DA ATLÂNTIDA”, ARTHUR E SEU IRMÃO ORM TRAVAM UMA BATALHA EM MEIO À INVASÃO DA SUPERFÍCIE.

SHAZAM CHEGA AOS CINEMA DE 2019 COM UMA TRAMA MAIS LEVE, QUE REMETE AO CLÁSSICO “QUERO SER GRANDE”, E ASSIM COMO O FILME DO AQUAMAN, SE BASEIA NA FASE DOS NOVOS 52 QUANDO GEOFF JOHNS (NOVAMENTE!) JUNTO A GRAY FRANK REINTRODUZ O HERÓI NA CONTINUIDADE DA DC COMICS.

NEM SÓ DE SUPER HEROIS VIVE O CINEMA E EM 2019 AGUARDAMOS A VOLTA DE GODZILLA, O REI DOS MONSTROS, ESTRELADO POR MILLIE BOBBY BROWN, A ELEVEN DE “STRANGER THINGS”. A TRAMA SEGUE A CARTILHA DOS FILMES CLÁSSICOS DE GODZILLA NOS QUAIS ESTE ENFRENTAVA OUTROS MONSTROS, SIM COMO O ANTERIOR DE 2016.

EDDIE REDMAYNE VOLTA A EMPUNHAR A VARINHA MÁGICA NA AGUARDADA SEQUÊNCIA DE “ANIMAIS FANTÁSTICOS & ONDE HABITAM – OS CRIMES DE GRIDENWALD”  ANUNCIADO AINDA PARA 2018 E QUE TRARÁ JOHNNY DEPP NO PAPEL DO VILÃO DA HISTÓRIA DE J.k.ROWLING QUE AINDA PROMETE JUDE LAW NO PAPEL DE DUMBLEDORE.

GRANDE ESTREIA: ARRANHA-CÉU – CORAGEM SEM LIMITES

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(SKYSCRAPER) EUA 2018. DIR: RAWSON MARSHALL-THURBER. COM DWAYNE JOHNSON, NEVE CAMPBELL, PABLO SCHREIBER, NOAH TAYLOR. AÇÃO.

Com o cinema Hollywoodiano dominado pelos filmes de super heróis é digno de nota ver The Rock herdar o posto de astros como Stallone, Schwarzenegger e Willis cujos sobrenome carregavam o filme que estrelavam e atraíam multidões às salas de exibição.  O Will Sawyer do Sr.Johnson é o John MacLane dessa geração, por isso guardado as devidas proporções, seu pai herói e capaz de proezas que nem mesmo o duro de matar Willis conseguia. Desafiando as leis da física, Dwayne Johnson faz o impossível que nem Tom Cruise consegue. Isso não é demérito para o filme que consegue cumprir seu papel de escapismo graças ao carisma em cena de Dwayne Johnson. Ele consegue convencer como o especialista em segurança acusado de provocar incêndio em um prédio de mais de 200 andares, como o pai e marido desesperado para salvar sua família, ou como um super heroi sem identidade secreta, capaz de realizar saltos impossíveis, desafiar a lei da gravidade, tudo pela diversão. As comparações com “Duro de Matar” ou “Inferno na Torre” (do mestre do desastre Irwin Allen) são apenas aparentes pois “Arranha Céu – Coragem sem Limites” está voltado para um público diferente.

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               Não se trata de dizer que isso faz o filme bom ou ruim, apenas que não se deve buscar verossimilhança. O incêndio, as explosões e as perseguições estão embebidas no mais puro clichê do gênero, apenas potencializadas pelos méritos técnicos de nos envolver na luta do herói com a certeza que Dwayne Johnson vencerá no final. É como andar em uma montanha russa sabendo que chegaremos seguros ao final. Divertido ? Certamente, pois essa é a habilidade de seu astro, nos fazer embarcar em uma movimentada fantasia seja nas selvas de Jumanji ou como um super espião como em filmes anteriores. Esse, dirigido pelo mesmo Rawson Marshall-Thurber de “Um Espião & Meio”, não é uma novidade, nem se propõe a ser. Legal rever Neve Campbell retomar sua carreira depois de um longo tempo identificada apenas como a musa de “Pânico”. Sua personagem se junta a The Rock no quesito super mãe, sobrevivendo a todos os perigos e salvando o dia ao final pois coragem não tem limites, nem a diversão.