PIRATAS DO CARIBE, DA LITERATURA & DO CINEMA.

        Quando criança adorava histórias de piratas e uma das primeiras que vi foi a adaptação de “Pluft – o Fantasminha” da Maria Clara Machado, que trazia o ator Flavio Migliaccio como o malvado pirata da perna de pau. Histórias desses saqueadores dos mares datam desde a Odisséia de Homero, mas a imagem que mais se popularizou no imaginário popular foi a do bandido com papagaio no ombro e tapa-olho,  que atravessou os mares nos séculos XVII e XVIII.

TREASURE ISL

A literatura clássica romantizou os feitos dos piratas como donos de um código próprio de camaradagem temperado com a ganância desmedida e a caça ao tesouro. O autor escossês Robert Louis Stevenson (1850-1894) publicou em 1883 “A Ilha do Tesouro” (Treasure Island) , já adaptado para o cinema diversas vezes desde a época do cinema mudo, sendo a versão mais famosa a realizada pela Disney em 1950. No Brasil, tivemos nossa própria versão em “O Trapalhão na Ilha do Tesouro” (1975), divertida paródia com Renato Aragão & Dedé Santana. O livro é narrado pelo menino Jim Hawkins, que conta suas aventuras ao lado do pirata Long John Silver. A obra de Stevenson tornou-se referência no tema, sendo a primeira vez que surgiu a clássica imagem do mapa do tesouro com um “X” marcado.

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CAPITÃO BLOOD

       Durante várias décadas, o cinema Hollywoodiano  fez da pirataria um filão rentável com Douglas Faibanks esbanjando um sorriso provocante em “O Pirata Negro” (The Black Pirate) de 1926, ainda durante o período mudo. Os duelos de espada ensaiados e coreografados pelo mestre Fred Cavens ofereciam o realismo necessário para as plateias ávidas por ação. A chegada do som trouxe Errol Flynn e Tyrone Power como os mais célebres representantes dessa figura sedutora, viril e rebelde, muitas vezes em filmes extraídos dos livros do escritor italiano Rafael Sabatini (1875 – 1950) como “Capitão Blood” (Captain Blood) de 1935, “O Gavião do Mar” (The Sea Hawk) de 1940 e “O Cisne Negro” (Black Swan) de 1941. Os dois últimos, no entanto, foram adaptações nada fieis ao livro adaptado, mas fixaram a imagem de Flynn e Power como os expoentes do filão, modelo para os aventureiros retratados nas telas por atores como Cornel Wilde, Douglas Fairbanks Jr, Louis Hayward e Burt Lancaster, que emprestou ao tipo suas incríveis habilidades atléticas de sua experiência circense em filmes como “O Pirata Sangrento” (The Crimson Pirate) de 1952. Da década de 50, quando o gênero começou a entrar em declínio, alguns exemplares merecem destaque como “Contra Todas as Bandeiras” (Against All Flags) de 1952, com Errol Flynn, Anthony Quinn  e Maureen O’Hara (uma belíssima pirata, aliás).  Aqui, mostra-se uma variedade da pirataria, o “bucaneiro”, que se refugiava em lugares remotos e atacavam qualquer embarcação de forma violenta, agregando a suas fileiras ex-presidiarios, ex-escravos, qualquer um que fosse marginalizado. Estes pilhavam principalmente as embarcações espanholas. Além de Maureen O’Hara, outra pirata mulher que vagou pelos mares caribenhos foi Anne Providence, interpretada pela igualmente bela Jean Peters em “A Vingança dos Piratas” (Anne of the INdies) de 19651. Já a figura do corsário, ou seja, um pirata cuja atividade era tributada em favor de seu reino, teve a figura histórica do Capitão Francis Drake vivido por Rod Taylor em “O Pirata Real” (Seven Seas to Calais) de 1963. O notório Edward Teach ganhou o famoso apelido Barba Negra e apareceu em diversos filmes já vivido por Robert Newton, Peter Uistnov, e mais recentemente Ian McShane em “Piratas do Caribe: Navegando em Aguas Misteriosas” (2011). Curiosa mezcla de gêneros foi feito por Vincent Minnelli em 1948 no musical “O Pirata” (The Pirate ) com Gene Kelly se fazendo passar por um perigoso elemento para conquistar Judy Garland, ao som de canções de Cole Porter.

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O PIRATA : GENE KELLY & JUDY GARLAND

              Nas décadas de 70 e 80, o tema foi inutilmente ressucitado resultando em fiascos de bilheteria como “Piratas das Ilhas Selvagens” (Nate & Hayes) de 1983. Roman Polanksi também fracassou com “Piratas” (Pirates) de 1986 chegando ao ponto de construir a fragata “Neptune”, mostrada no filme, e levá-la para a abertura do Festival de Cannes no citado ano, ancorando próximo ao local, uma extravagância promocional que nada ajudou na bilheteria da produção. Desastroso também foi o filme de Renny Harlin “A Ilha da Garganta Cortada” (Cutthroat Island) de 1995. Na verdade, até que Johnny Depp surgisse como o Capitão Jack Sparrow no primeiro “Piratas do Caribe” (Pirates of the Caribbean) de 2003, o gênero parecia extinto. Claro que depois de quatro sequências, sendo a última “A Vingança de Salazar”, parece que ainda teremos tempo para fazer um brinde com rum e dizer HO HO HO.

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PIRATAS DO CARIBE: KEIRA KNIGHTLY, ORLANDO BLOOM & JOHNNY DEPP

IN MEMORIAN: ROGER MOORE

ROGER MOORE

LAMENTAMOS TODOS A MORTE DO ATOR ROGER MOORE. EU O CONHECI ANTES DE SUBSTITUIR SEAN CONNERY NO PAPEL DE 007. ERA A SÉRIE “PERSUADERS”, UMA PÉROLA DOS ANOS 70 NA QUAL O ATOR BRITÂNICO ATUAVA AO LADO DE TONY CURTIS. TAMBÉM LEMBRO DELE COMO SIMON TEMPLAR, O LADRÃO SOFISTICADO DE “O SANTO”. SIR ROGER MOORE FOI O INTÉRPRETE MAIS PROLÍFICO DE BOND, ATUANDO AO TODO EM 7 FILMES ENTRE 1973 E 1985. SEU CINISMO E PERSONALIDADE “LIGHT” FIRMARAM O PERSONAGEM AO LONGO DE UMA DÉCADA E MEIA. FOI O BOND QUE MENOS SE LEVAVA A SÉRIO, MAS QUE PARECIA SE DIVERTIR MAIS. SE POR UM LADO SALVAVA O MUNDO NOS FILMES, NA VIDA REAL TAMBÉM TENTAVA TENDO SE TORNADO EMBAIXADOR DA UNICEF, EM PROL DA CAUSA DAS CRIANÇAS DO MUNDO. QUE DESCANSE EM PAZ, O ESPIÃO QUE TODOS NÓS AMAVAMOS.

ESTREIAS DA SEMANA : 18 DE MAIO

REI ARTHUR – A LENDA DA ESPADA MÁGICA

Rei Athur

(King Arthur) EUA 2008. Dir: Guy Ritchie. Com Charlie Hunnam, Jude Law, Djimon Honsou, Eric Bana. Ação

“Uma espada forjada por um Deus, profetizada por um mago e destinada a um rei”. Essa belíssima chamada pertence a “Excalibur”, filme de 1981 que é a melhor adaptação do ciclo arturiano, em meio a mais de 140 adaptações para Tv e cinema. Curioso por se tratar de um lenda que desafia historiadores e se populariza no imaginário popular há séculos desde a era dos trovadores medievais. Guy Ritchie, o homem que readaptou Sherlock Holmes com Robert Downey Jr, tenta fazer o mesmo com o mito do Rei que unificou a Gra-Bretanha. Mas não espere pelo Santo Graal, triângulo amoroso com Lancelot e Guinevere. O filme segue um direcionamento diferente, aproveitando muito pouco do que se tornou cânone na saga, em ritmo frenético com cortes rápidos e fazendo de Arthur um homem cheio de defeitos, mulherengo, capaz de atitudes nada nobres, criado em um bordel de uma Londres medieval, mística, quando descobre ser o predestinado da profecia, vindo a investir o poder recém descoberto para matar Vortgen (Law), que usurpou o trono de Uther Pendragon, pai de Arthur. A pretensão é fazer este o primeiro de uma nova franquia, mas a estreia retraída de 17 milhões para uma orçamento de mais de 170 milhões dificilmente convencerá a Warner a continuar.

ALIEN – REVENDO A FRANQUIA

Há 38 anos, Ridley Scott mostrou que no espaço ninguém nos ouviria gritar uma vez que o som não se propaga no vácuo. Na sala de cinema foi o grito do público que popularizou a figura de uma criatura xenomorfa como um dos maiores monstros do cinema. A ideia de Dan O’Bannon, roteirizada pelo próprio em conjunto com Richard Shusett, veio a se tornar o primeiro “Alien” (1979) subentitulado no Brasil “o oitavo passageiro”. O’Bannon já havia ensaiado a historia de um organismo estranho à bordo de uma nave em “Dark Star” (1975) de John Carpenter, mas as raízes do filme que “Alien” se tornaria foram plantadas nos filme B dos anos 50 e 60 em títulos como “The Quartemass Experiment” (1953) e “The Thing from Outer Space” (1951).

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RIDLEY SCOTT, VERONICA CARTWRIGHT E O ALIEN

O filme dirigido por Ridley Scott potencializou o tema bebendo da lição spielbiguiana de mostrar pouco e insinuar muito a medida que incita o público a imaginar como seria sua criatura no final. Não à toma o renomado crítico Roger Ebbert comparou”Alien” a “Tubarão” (Jaws), lançado quatro anos antes. A narrativa de Scott  começa silenciosa, mas cresce a tensão gradativamente conforme a tripulação da Nostromo (nome que foi retirado de um poema de Joseph Conrad) é eliminada tal qual os personagens de “O Caso dos dez negrinhos” (Ten Little Indians) clássico livro de Agatha Christie. Curiosamente, o personagem de Ripley (Sigourney Weaver) assume o protagonismo de forma despretensiosa, lançando a carreira da atriz então aos 30 anos.

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BOLAJI BANDEJO VESTINDO A ROUPA

O visual assustador da criatura foi idealizado pelo artista gráfico H.R. Giger (1940 – 2014) que deu ao xenomorfo a cabeça alongada e a forma humanoide, cujo traje coube ao renomado técnico Carlo Rambaldi (1925-2012), o mesmo responsável por “King Kong” (1976) e “E.T” (1982), que ficou com a tarefa de fazer o movimento da criatura e a projeção da mandíbula interna algo aterrador, o que conseguiu fazendo por merecer o Oscar de melhor efeitos visuais. Na era pré-digital coube ao nigeliano Bolaji Bandejo (1953/1992) vestir o traje que lhe deu seu único crédito como ator. A bilheteria de $78.900.000, cerca de seis vezes mais do que seu orçamento original, convenceu a Twentieth Century Fox a continuar a história, mas problemas internos no estúdio atrasaram os planos. Foi um então desconhecido James Cameron quem apresentou à Fox um roteiro propondo contar o que teria acontecido com a Tenente Ripley depois de seu traumático encontro com a criatura. Quando Cameron atraiu a atenção da mídia com “O Exterminador do Futuro” (Terminator) em 1984, a Fox se convenceu entregando-lhe também a direção de “Aliens – o Resgate” (Aliens) de 1986. A narrativa, contudo, segue caminho inverso: Em vez do suspense claustrofóbico de Ridley Scott, Cameron opta pela ação desenfreada e pelo ritmo vertiginoso, mas souber dar consistência à sua história fazendo da luta de Ripley não apenas uma questão de sobrevivência, mas uma busca por seu instinto materno canalizado através da menina Newt (Carrie Henn). Assim, o diretor fez de Ripley a primeira heroína dos filmes de ação dos anos 80, versão feminina de Rambo, em um conflito que guarda curioso paralelo: Os xenomorfos exterminam os humanos não importando as sofisticadas armas dos soldados, tal qual os vietcongues com os norte-americanos.

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ELENCO DE “ALIENS O RESGATE” 1986

Lamentavelmente, o terceiro filme não sustentou a mesma qualidade e apuro. “Alien 3” (1992) de David Fincher foi um equívoco, apesar da inventividade da câmera do talentoso diretor, que teve problemas com constante interferência dos executivos do estúdio. Aos fãs desagradou bastante a decisão do roteiro de David Giler, Walter Hill e Larry Ferguson que matou o Cabo Hicks (Michael Biehn) e a menina Newt, também sobreviventes do segundo filme. Quatro anos antes, a editora Dark Horse Comics publicou uma mini série entitulada também “Aliens”, dando sequência aos eventos do filme de Cameron com o Cabo Hicks e Newt viajando ao planeta natal dos xenomorfos. Muitos fãs declararam preferir a história da HQ, que foi republicada tempos depois mudando os nomes dos personagens para não contradizer o filme de Fincher. Este se retirou do filme na fase de montagem, que durou um ano para ser concluída. Com a morte de Ripley, Joss Whdeon (diretor de “Os Vingadores”) que na época estava popular entre os jovens com a série da Fox “Buffy – a Caça Vampiros”, foi chamado pelo estúdio para um quarto filme, mas sabia-se que sem Sigourney Weaver dificilmente daria certo. Assim, Whedon elaborou uma história que se passa 200 anos depois da morte de Ripley, trazida de volta através da clonagem em “Alien A Ressurreição” (Alien Ressurrection), dirigido por Jean Pierre Jeunet, em 1997. O resultado foi ainda pior e parou a franquia por um longo tempo (apesar de dois confrontos “Alien vs Predador” em 2004 e 2007) até que Ridley Scott conseguisse convencer os executivos da Fox a realizar “Prometheus”  (2012), ambiciosa prequela voltada para os eventos que conduziriam para o primeiro filme, deixando mais pontas soltas em uma história mergulhada na premissa de que a vida na terra começou como experiências feitas por alienígenas, tal qual postulado pelo escritor Erik Von Daniken em “Eram os Deuses Astronautas?”.

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AS HQS QUE DERAM SEQUÊNCIA AO FILME DE CAMERON

Com a aparente impossibilidade de um quinto filme que continuasse a história de Ripley, como proposto por Neil Blomkamp, Ridley Scott começa a costurar os eventos do passado com a chegada de “Alien Covenant”, que certamente não será um ponto final já que Hollywood insiste em nos fazer gritar, pois o cinema é diferente do espaço e o som não apenas ecoa, mas se multiplica.

ESTREIAS DA SEMANA: A PARTIR DE 4 DE MAIO DE 2017

A AUTOPSIA

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(The Autopsy of Jane Doe) RU 2017. Dir: Andre Ovredal. Com Emile Hirsch, Brian Cox, OPhelia Lovebond. Suspense

Pai e filho que trabalham em um necrotério ficam intrigados com o corpo de uma bela jovem encontrada morta e começam a investigar o mistério, pondo suas próprias vidas em risco. O diretor holandês conduz uma trama dentro dos parâmetros do gênero, sem grandes novidades.

A FILHA

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(The Daughter) AUST 2017. Dir: Simon Stone. Com Geoffrey Rush, Paul Shneider, Miranda Otto, Sam Neill. Drama.

Homem retorna à sua cidade natal para o casamento de seu pai desencadeando a revelação de segredos de seu passado. Escrito e dirigido por Simon Stone que estreia na função com essa adaptação da peça “The Wild Duck”, de Henryk Ibsen, que o próprio dirigiu nos palcos.

NINGUEM ENTRA NINGUEM SAI

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Bra 2017. Dir: Hsu Chien Hsin. Com Emiliano D’Avila, Danielle Winitz, Guta Strasser. Comédia.

Adaptação de crônica de Luis Fernando Veríssimo sobre motoboy que vai a motel com a namorada e acaba preso com ela no lugar por conta de um vírus mortal que os põe em quarentena.

PRIMEIRA IMAGEM: ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE.

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DIVULGADO HOJE AS PRIMEIRAS FOTOS DA NOVA ADAPTAÇÃO DE “ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE”, CLÁSSICO DA LITERATURA POLICIAL ESCRITO POR AGATHA CHRISTIE. A FOTO ACIMA MOSTRA O ELENCO REUNIDO NA CAPA DA REVISTA “ENTERTAINMENT WEEKLY”: MICHELLE PFEIFFER, JOHNNY DEPP, JUDI DENCH, PENELOPE CRUZ, JOSH GAD, DEREK JACOBI, WILLIAM DAFOE E KENNETH BRANAGH, QUE DIRIGE O FILME E ASSUME O PAPEL ICÔNICO DO DETETIVE HERCULE POIROT JÁ VIVIDO POR ALBERT FINNEY EM 1974 E ALFRED MOLINA EM 2001 (PARA A TV). A ESTREIA DO REMAKE DE BRANAGH ESTÁ PREVISTA PARA 10 DE NOVEMBRO NOS ESTADOS UNIDOS.

PARA FÃS: TRAILLER/MONTAGEM DE “MULHER MARAVILHA”

Enquanto não chega a estreia do filme solo da “Mulher Maravilha“, o site comicbook.com fez uma montagem com cenas do longa estrelado por Gal Gadot e Chris Pine, com a canção tema da abertura do seriado dos anos 70 da heroína. O resultado vocês podem conferir acima. Para quem  não conhece, a rede ABC, e depois a CBS, levaram ao ar entre novembro de 1975 e setembro de 1979, um popular seriado estrelado pela ex Miss Texas Lynda Carter. O seriado fez um enorme sucesso no Brasil ao longo das décadas de 70 e 80, exibido na Rede Globo e, depois, no SBT (na época TVS).

ESTREIAS DA SEMANA: A PARTIR DE 20 DE ABRIL DE 2017

VIDA 

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(Life) EUA 2017. Dir:Daniel Espionosa. Com Jake Gyllenhaal, Ryan Reynolds, Rebecca Ferguson, Hiroyuki Sanada, Olga Dihovichnaya, Ficção Científica.

Equipe de astronautas é enviada a Marte para recolher uma possível prova de vida no planeta. Esta causa impacto global quando divulgada sendo batizada de Calvin enquanto ainda está na estação orbital sendo analisada. O desastre começa quando a equipe que além de inteligente a forma de vida é hostil, começando um jogo de gato e rato à bordo onde um a um os astronautas são mortos pela criatura, que se chegar à Terra, poderá significar a extinção da raça humana.

             Sim, você já viu essa premissa no cinema anteriormente e o roteiro de Rhett Reese e Paul Vernick (os mesmos de “Deadpool”) não esconde a referência direta e explícita a “Alien – o Oitavo Passageiro” (1979). Há ainda, para quem é fã do gênero, ecos de “A Bolha Assassina” (The Blob) 1959/1989 e “O Enigma do Outro Mundo” (The Thing) 1981 por se tratar de um organismo alienígena matando pessoas. O diretor, o mesmo de “Protegendo o Inimigo” (Safe House) de 2012, não disfarça tais referências e nem escapa dos clichês do gênero, a medida que a criatura elimina um por um. Pode não ser original, mas ideias recicladas costumam às vezes ser divertidas. Lembrando que em breve o próprio Alien ganhará uma nova sequência (Alien Covenant).

JOAQUIM

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Bra/Port 2017. Dir:Marcelo Gomes. Com Julio Machado, Antonio Edson, Chico Pelúcio, Eduardo Moreira. Diogo Dória. Cinebiografia.

Bem conveniente a estreia dessa cinebio justamente no feriado de Tiradentes, apelido do dentista Joaquim José da Silva Xavier que na segunda metade do século XVIII foi um dos líderes em prol da independencia de MInas Gerais durante os tempos de dominação lusitana. O filme tenta jogar um foco humano no mártir dessa luta cujo fim trágico (enforcado e esquartejado) marcou os livros de história junto às palavras “Liberdade ainda que tardio” (do latim “Libertad que será tamen”). O filme, roteirizado e dirigido por Marcelo Gomes, foi exibido recentemente no Festival de Berlim e pode ser um curioso olhar no episodio da Inconfidência Mineira, embora não seja o apuro dos fatos, mas o retrato de um homem que se tornou símbolo de uma luta que se encontra nas telas.

CLÁSSICO REVISITADO : “BONNIE & CLYDE – UMA RAJADA DE BALAS”/ OS 60 ANOS DE UMA OBRA-PRIMA

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FAYE DUNAWAY & WARREN BEATTY – BONNIE & CLYDE NO CINEMA

          Assisti pela primeira vez esse filme pela Rede Globo, quando exibido no início dos anos 80, desprovido de qualquer noção sobre quem haviam sido de fato os verdadeiros Bonnie & Clyde. Mais tarde descobri que estes nada tinham em comum com seus intérpretes. A vida real foi cruel, o filme tornou-se um clássico.

          O cinema norte americano sempre teve uma tendência de glamourizar a figura dos fora da lei em westerns e filmes policiais. O produtor Warren Beatty e o diretor Arthur Penn conduziram essa dramatização de dois notórios gangsters que assolaram o interior dos Estados Unidos no início dos anos 30, durante os anos da grande depressão. Bonnie Parker (1910 – 1934)  e Clyde Barrow (1909 – 1934) compartilharam uma vida de crimes que durou 21 meses até serem traídos por um ex-membro de sua gangue, vindo a serem fuzilados pela polícia da Louisiana em 23 de maio de 1934. A lista de delitos dos verdadeiros Bonnie & Clyde era longa, com assaltos, sequestros, golpes e assassinatos.

Fotos Bonnie e Clyde

OS VERDADEIROS BONNIE & CLYDE

        A Warner fez um acordo em que Warren Beatty abriu mão de seu salário de estrela em troca de 40% dos lucros de bilheteria, temendo que o filme viesse ser um fracasso. Apesar de severas críticas à violência retratada no filme, não poderiam estar mais errados, o que fez de Beatty um milionário. Gozando de uma liberdade artística que raramente um produto de estúdio tem, Penn e Beatty beberam da fonte da nouvelle vague francesa, de mestres como Goddard e Truffaut, imprimindo realismo e violência sem concessões ou eufemismos. Sua narrativa é propositalmente seca, brutal apesar de um momentâneo alívio cômico na cena do sequestro do pacato Eugene Grizzard (Gene Wilder, em sua estreia nos cinemas). A intenção inicial era fazer o filme em preto e branco e mostrar Clyde como homossexual, de acordo com alguns rumores da época. O casal de criminosos se tornou celebridade na América de trinta, com seus nomes impressos em jornais e falados no rádio, essência midiática daqueles tempos. Em 2010, o jornalista Paul Schneider publicou “Bonnie & Clyde – A Vida por Trás da Lenda”, em que faz um relato biográfico apurado do casal que – tal qual Jesse James no velho oeste – ganhou fama além de suas vidas.

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Michael J.Pollard em destaque, de pé próximo a Faye Dunaway

        No filme, a câmera de Arthur Penn desliza diante de nossos olhos, explorando de forma sádica, os corpos baleados e o sangue jorrando recriando uma realidade violenta. Em determinado momento, Beatty se vira para uma senhora que lhe indagara o que eles fazem e este responde “Assaltamos bancos” (#41ª entre as 100 melhores frases do cinema de acordo com o AFI). O filme tem suas divergências históricas além da aparência física do casal, mas também seus méritos como a reprodução fiel de uma famosa foto que Bonnie tirou triunfante com um cigarro na boca, o poema “The Story of Suicidal Sal” que esta escrevera dois anos antes de sua morte. Blanche Barrow, viúva de Buck – irmão de Clyde – que sobreviveu aos eventos do qual tomou parte declarou estar insatisfeita com a forma como foi mostrada no cinema, interpretada pela oscarizada Estelle Parsons, melhor atriz coadjuvante. O filme ainda ganhou melhor fotografia e concorreu em outras 8 categorias. Ganhou vários Golden Globes como melhor filme, melhor diretor (Penn), melhor ator (Beatty), melhor atriz (Dunaway), melhor roteiro (Robert Benton & David Newman)  e, justiça seja feita, para a revelação do ator Michael J.Pollard, hoje esquecido, mas que conseguiu, nos anos seguintes, alguma projeção na Tv e no cinema. Seu personagem, C.W.Moss, é um amalgama dos diversos cúmplices que o casal usara em seus golpes. Gene Hackman, que interpreta Buck Barrow, tem aqui sua grande chance e deixa sua marca entrando em cena e saindo desta com um impacto que dificilmente sai da memória. Durante as gravações Hackman teria tido um inusitado encontro com um homem que o teria criticado pelo chapéu usado. Este homem teria se identificado depois como um dos Barrows.

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BANDO REUNIDO

     Curioso é imaginar como seria o filme se estrelado por Bob Dylan e Cher, considerações iniciais pelos produtores. Jane Fonda e Jack Nicholson também teriam sido pensados para os papeis. O filme “Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas” (Bonnie & Clyde) é considerado o início da nova Hollywood que na década seguinte traria o cinema de Scorcese e Coppola. O renomado crítico Roger Ebert celebrou o filme, lançado no início de sua carreira, como uma das obras-primas da sétima arte. Sem dúvida um dos grandes momentos de uma Hollywood que não encontramos hoje.

REVENDO A FRANQUIA : A VOLTA DOS FURIOSOS.

 the-fast-and-the-furious-2001.jpg              Impressionante como há dezesseis anos o público continua acelerando com a franquia “Velozes & Furiosos”, uma das mais rentáveis para a indústria do cinema, sobrevivendo a idas e vindas do elenco, tramas recicláveis, ainda que divertidas, e mesmo à morte de Paul Walker, um dos protagonistas. Curioso que todo esse sucesso de bilheteria tenha vindo de forma despretensiosa. Quando o primeiro filme foi feito em 2001, dirigido por Rob Cohen, tanto Vin Diesel quanto Paul Walker eram desconhecidos. Diesel tinha tido uma ponta em “O Resgate do Soldado Ryan” (Saving Private Ryan), de 1998, e protagonizou “Eclipse Mortal” (Pitch Black) em 2000. Já Paul Walker vinha de papéis na Tv e alguns menores no cinema como em “A Vida em Preto & Branco” (Pleasantville) de 1998. O orçamento estimado em torno de US$ 38 milhões gerou um lucro maior que o triplo só no mercado interno norte-americano. Diesel & Walker ganharam o prêmio de melhor dupla no MTV Awards daquele ano, mostrando o quanto a geração videoclip aprovou o clima do filme com seus motores envenenados, cores berrantes e … roteiro raso. As cenas de ação empolgaram com mais de 1.500 veículos na cena da corrida que teve a adesão de pilotos reais. Desde então, não dava para se levar a sério o plot de um agente infiltrado na gangue de durões de Dominic Toretto, ao som do hip hop. Sem nenhuma preocupação com os diálogos, o filme é conduzido para a ação inebriante dos rachas, tão insano quanto o segundo episódio do desenho do “Pica Pau” (The Screwdriver), de 1941.

PICA PAU RACHADOR

              Em 2003, o diretor John Singleton foi contratado para uma sequência e “+ Velozes + Furiosos” (2 Fast 2 Furious) sem Diesel mas com Paul Walker reprisando seu papel de Brian O’Conner. A Universal chegou a ter dois roteiros diferentes para o filme, sendo um destes com o personagem de Toretto caso Vin Diesel retornasse. Apesar da bilheteria ter sido regular, o filme chegou a ser indicado para o Framboesa de Ouro. O diretor tailandês Justin Lin (o mesmo que dirigiu o último Star Trek) injetou sangue novo diante das recusas de Diesel e Walker para retornarem em “Velozes & Furiosos: Desafio em Toquio” (The Fast & The Furious: Tokyo Drift) de 2006. Apesar de uma ponta de Diesel, o plot se desenrola independente dos eventos dos primeiros filmes e investe em uma ação inócua que mesmo a mudança de ares não ajuda. Apesar de ter seus admiradores, esse terceiro filme perde de longe para qualquer episódio do clássico anime “Speed Racer”.

GAL FURIOSOS

GAL GADOT – A MULHER MARAVILHA

              A partir de 2009,  no quarto filme “Velozes & Furiosos 4” (Fast & Furious), a dinâmica do filme muda o tom fazendo dos modernos robin hoods uma grande família, com o acréscimo da personagem Gisele, estreia da atriz Gal Gadot, a Mulher Maravilha do vindouro filme. Outra mudança é o que o personagem Brian O’Conner retoma sua vida no FBI no começo do filme, só para no final se juntar à família de Toretto, assumindo uma vida ao lado de Mia (Jordana Brewster). A bilheteria milionária aponta novas sequências, e os salários de Diesel e Walker os torna estrelas dos blockbusters hollywoodianos. Mas, com a morte da personagem Letty (Michelle Rodriguez) e com o personagem de Walker definitivamente do lado dos foras-da-lei, seria necessário reabastecer para seguir adiante. Assim o reforço chegou com a adesão do popular Dwayne Johnson como o agente do F.B.I Luke Hobbs, novo perseguidor do grupo. De acordo com Vin Diesel, o papel foi pensado para Tommy Lee Jones, mas uma fã chamada Jan Kelly teria sugerido o nome de Johnson. O filme em questão “Velozes & Furiosos 5: Operação Rio” (Fast Five) trouxe as filmagens para o Brasil com locações no Morro Dona Morta e Copacabana.

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         Contudo, as filmagens acabaram se desenrolando em Porto Rico para baratear os custos, o que eliminou uma sequência inicialmente prevista de perseguição na Ponte Rio Niteroi. Se desde o início, as peripécias sobre rodas já eram irreais, a partir daqui elas passam a dar inveja nas proezas mais mentirosas de um filme de 007. Carros voam, cofres são arrastados pelas ruas entre outras inverossimilhanças, faltando só os carros falarem como no seriado “A Super Máquina”. Com aprovação de 78% do Rotten Tomatoes, seria lógico prever que a franquia aceleraria em velocidade turbo, com Diesel passando ao cargo de produtor executivo dos filmes, e resgatando a personagem Letty (Michelle Rodrigues) em “Velozes & Furiosos 6” (Fast & Furious 6) de 2010, também dirigido por Justin Lin.

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             Agora o personagem de Hobbs faz um pacto de mutua ajuda com a família de Toretto para enfrentarem o vilão Owen Shawn, interpretado por Luke Evan, o Gaston do recente “A Bela & A Fera” (Beauty & The Beast).  Com a bilheteria milionária no mundo e diversidade de merchandising levando o filme para o universo dos games, nada mais natural que a Universal quisesse um sétimo filme, que apesar de ter tido seu lançamento atrasado devido á trágica morte de Paul Walker teve desempenho satisfatório nas bilheterias. “Velozes & Furiosos 7” (Fast & Furious 7) teve a direção de James Wan (de “Invocação do Mal” e do vindouro “Aquaman”) e o vingativo vilão Deckard Shawn, na pele de Jason Statham, inglês astro dos filmes de ação. O elenco ainda teve o acréscimo de Kurt Russell e da ex campeã de MMA Ronda Rousey. O resultado foi uma recepção bem favorável do público e de sites como o Metacritic e o Rotten Tomatoes, celebrando esse show de testosterona temperado com humor para suavizar a despedida de Paul Walker realizada com auxílio de seus irmãos e truques digitais.

               A chegada do oitavo filme não causou surpresa e Diesel promete ainda mais dois filmes, o que seguindo a formula de sucesso da franquia, não é difícil acreditar que ainda não é hora de frear.

 

 

 

ESTREIAS DA SEMANA: 13 DE ABRIL DE 2017

VELOZES & FURIOSOS 8

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(The Fate of the Furious ) EUA 2017. Dir:F. Gray Gray.  Com Vin Diesel, Dwayne Johnson, Michelle Rodriguez, Jason Statham, Charlize Theron, Helen Mirren, Tyrese Gibson, Kurt Russell, Scott Eastwood, Luke Evan. Ação.

Confesso que duvidei muito de como a franquia “Velozes & Furiosos” seguiria após a morte de Paul Walker. Parece que os roteiristas Chris Morgan e Gary Scott Thompson encontraram um artifício (não se preocupem não darei spoilers) que é justamente o motivo misterioso que fará Dominic Toretto (Diesel) abandonar a lua de mel com Letty (Michelle Rodriguez) e trair sua família ao se aliar a uma cyber terrorista, a belíssima Cipher (Charlize Theron. Para impedir Dom de se apropriar de ogivas nucleares, Letty convoca todo o grupo, o que inclui Luke Hobbs (Dwayne Johnson), o sorridente Mr.Nobody (Kurt Russell) e os irmãos Shaw (Luke Evan e Jason Statham), reforçados pela mãe destes, uma participação pequena porém memorável de Helen Mirren. Com a saída dos personagens de Paul Walker e Jordana Brewster, o elenco dos furiosos ainda recebe o acréscimo do piadista Little Nobody (Scott Eastwood). A franquia “Velozes & Furiosos” é do tipo ame ou odeie, mas sua popularidade é inegável, bem como o clima de absurdo das sequências de ação, que agora inclui chuva de carros e uma perseguição de um submarino aos carros. O humor, outra característica da franquia, está de volta como nas farpas trocadas entre os personagens de Dwayne Johnson e Jason Statham. Respire fundo e mergulhe na ação desenfreada, ao menos serve de descompromissado escapismo, assim como nos filmes anteriores nada é sério demais, mas a figura de uma família como centro da ação permanece. Aproveitando a volta do blogcineonline, sugiro que leiam o artigo que recapitula os filmes predecessores da franquia, isto é, se a velocidade não te deixar atordoado.

 

VOLTANDO

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ESSE NÃO É UM POST SOBRE SYLVESTER STALLONE OU ROCKY BALBOA. NA VERDADE, É UMA EXPLICAÇÃO, UMA SATISFAÇÃO DADA A VOCÊ LEITOR DO BLOG QUE HÁ QUASE UM MÊS TEM VISITADO A PÁGINA E NÃO TEM ENCONTRADO ATUALIZAÇÕES. BOM, É MUITO DIFÍCIL MANTER O BLOG SOZINHO, SEM NENHUMA AJUDA: ESCREVER OS ARTIGOS, REVISÁ-LOS, DIAGRAMAR, MANTER OS ASSUNTOS EM DIA COM OS LANÇAMENTOS NO CIRCUITO COMERCIAL, EVENTOS E DATAS. TUDO ISSO …. SEM NENHUM GANHO ALÉM DO PRAZER DE FALAR COM VOCÊS. E POR ISSO SOU GRATO. ESTOU APRONTANDO NOVOS ARTIGOS E RETOMO AS ESTREIAS DA SEMANA EM ALGUNS DIAS. NÃO VOU PARAR, POIS SE ESCREVO … LOGO EXISTO !! GRATO POR TODOS OS ACESSOS E ME AGUARDEM AMANHÃ QUE EU VOLTO.

por adilson69

ESTREIAS DA SEMANA: A PARTIR DE 16 DE MARÇO

A BELA & A FERA

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(Beauty & The Beast) EUA 2017. Dir: Bill Condom. Com Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Josh Gad, Emma Thompson, Ian McKellan, Ewan McGregor, Kevin Kline, Stanley Tucci.  Fantasia.

Até agora o único fracasso das versões live-action dos clássicos Disney foi “Meu Amigo Dragão”” (2016), o que é compensado pelo sucesso seguido de filmes como “Malévola”, “Cinderela”, “Mogli”, e agora chegamos a essa nova versão de “A Bela & A Fera”, tradicional conto de fadas francês datado de 1749, escrito por Gabrielle-Suzanne Beaumont. Digno de nota que a versão animada da Disney, de 1991, foi a primeira vez que uma animação concorreu ao Oscar na categoria de melhor filme. Também houve em 2015 uma versão francesa estrelada por Vincent Cassell e Lea Seydoux com algumas variações em relação à versão Disney. A história, conhecida de todos, é um romance inusitado entre uma jovem camponesa (Watson, a Hermione da série “Harry Potter”) e um príncipe transformado em um monstro. Como forma de incrementar a história, a Disney misturou no filme trechos da peça homônima da Broadway, além de outros números musicais. Como atração à parte, artistas de enome dão vida e voz aos criados transformados do castelo da fera. A atriz Emma Watson atua e canta, tendo ensaiado bastante para o papel que quase ficou com Lily Collis e Amanda Seyfried. Recentemente, o filme da Disney virou alvo de polêmica por apresentar o primeiro personagem assumidamente gay em uma produção Disney, no caso LeFou (Josh Gad). Esqueça e procure julgar o filme por seus méritos e defeitos enquanto filme.

TINHA QUE SER ELE?

tinha que ser ele

(Why Him?) EUA 2017. Dir: John Hamburg. Com Bryan Cranston, Zoey Deutch, James Franco, Megan Mullally, Cedric The Entertainer.  Comédia.

Pai ciumento e  super protetor visita a filha e descobre que seu namorado (Franco) é um milionário sem noção com quem começa a competir pela atenção da jovem. Comédia que leva o nome de Ben Stiller na produção e já foi lançado no circuito americano há algum tempo. Megan Mullally (que foi parte do elenco da bem sucedida série “Will & Grace”) revelou em uma entrevista que o diretor (ex professor do ator James Franco) permitiu que o elenco improvisasse durante várias cenas.