ESTRÉIAS DA SEMANA : 29 DE NOVEMBRO

Os Penetras

Bra 2012. Dir: Andrucha Waddington. Com Mariana Ximenes, Caio Junqueira, Marcelo Adnet, Eduardo Sterblitch, Susana Vieira, Andrea Beltrão, Luiz Gustavo, Stepan Nercessian. Comédia.

èGolpista (Adnet) salva a vida de homem apaixonado (Sterblitch) que tenta o suicídio às vésperas do réveillon. O malandro se oferece para ajudá-lo a conquistar a amada, uma sedutora alpinista social (Ximenes), mas acaba também se apaixonando pela moça a medida que ambos circulam pelas festas da alta sociedade carioca.

Os Penetras : Triângulo formado com Adnet – Ximenes – Sterblitch.

O Homem da Máfia

(Killing them softly) 2012. Dir: Andrew Dominik. Com Brad Pitt, Ray Liotta, James Gandolfini, Casey Affleck, Mark Ruffalo, Richard Jenkins.

è Em New Orleans, assassino de aluguel investiga um assalto a jogos clandestinos, onde anteriormente o próprio responsável já havia simulado um roubo para se apossar do dinheiro pertencente à máfia do jogo. A situação se complica conforme as investigações trazem a tona interesses divergentes e ambições pessoais.

O filme é baseado no livro homônimo de George Higgins e dirigido por Andrew Dominik, que já havia trabalhado com Brad Pitt antes em “O Assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford”. Curiosamente, o título do filme já foi usado no Brasil no final dos anos 80 para batizar o seriado de Tv “Wiseguy” (exibido pela Tv Globo) e que tratava de agente infiltrado no crime organizado.

Brad Pitt matador em “O Homem da Máfia’.

A Origem dos Guardiões

Rise of the Guardians. 2012. Dir: Peter Ramsey. Com vozes de Alec Baldwin, Chris Pine, Hugh Jackman, Jude Law, Isla Fisher.

è A nova animação da Dreamworks ( a mesma produtora de “Shrek” e “Kung Fu Panda”) é aseada em série de livros de William Joyce e conta com o nome do celebrado diretor Guilherme del Toro (de “O Labirinto do fauno”). Na história,  o Bicho-Papão (Law) tentando jogar o mundo em uma era de trevas, evando várias figuras dos contos infantis (Papai Noel, Jack Frost, Fada dos dentes e Coelho da Páscoa)  a unirem forças para garantir a inocência das crianças do mundo. Na dublagem brasileira, o ator Thiago Fragoso ficou como a voz de Jack Frost, que no original ficou com Chris Pine (o Capitão Kirk da refilmagem de “Star Trek”) e que a princípio seria dublado por Leonardo di Caprio. O coelho da páscoa, que faz uma referência ao clássico “Alice in the worderland’ de Lewis Carroll, ficou com a voz de Hugh Jackman, o Wolverine. Já Isabelle Drummond (Uma das empreguetes da novela “Cheias de Charme”’) dubla a Fada dos dentes (Isla Fisher).

A Origem dos Guardiões : Espécie de Liga dos Personagens Infantis.

Celeste & Jesse Para Sempre

Celeste & Jesse forever. 2012. Dir: Lee Toland Krieger. Com Rashida Jones, Andy Samberg, Elijah Wood.

è Casal que se conheceu no colegial e se casaram muito jovens se divorciam e tentam refazer suas vidas com outras pessoas mantendo, no entanto, uma amizade. Romance estrelado por Andy Samberg, advindo do popular programa de TV “Saturday Night Live” e que recentemente trabalhou ao lado de Adam Sandler em “Esse é o meu Garoto” e como a voz de Johnstein na animação “Hotel Transilvania”.

Celeste & Jesse (Rashida & Andy)

 

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ESTRÉIAS DA SEMANA : 22 DE NOVEMBRO

  • Curvas da Vida

Learning with the Curve. EUA 2012. Dir:Robert Lorenz. Com Amy Adams, Clint Eatswood, Justin Timberlake, John Goodman, Matthew Lillard, Robert Patrick, Scott Eatswood. Drama.

èO novo filme de Clint Eastwood, traz o bem sucedido ator e diretor para frente das câmeras pela primeira vez desde 2008 quando fez “Gran Torino”. A direção ficou a cargo de Robert Lorens que foi seu diretor assistente em vários filmes desde “As Pontes de Madison”. Clint interpreta Gus Lobel, um dos melhores olheiros de baseball – aquele que é capaz de identificar e selecionar os melhores rebatedores que através dele ganha sua grande chance no time dos Atlanta Braves. Quando começa o filme, Gus está com problemas junto à diretoria do time que questiona seus critérios e sua saúde também começa a declinar. Nesse ponto, a única pessoa que pode ajudá-lo é Mickey (Amy Adams), a filha de quem estava há muito tempo afastado. Com sua ajuda, Gus empreende sua última viagem para selecionar novos jogadores e ganha com isso não apenas o seu último grande momento, mas sua última chance de se reconciliar com seu passado e se fazer presente na vida da filha. Em papel menor, Scott Eastwood, filho de Clint na vida real em seu quarta aparição nas telas ao lado do pai. Destaque para a participação de John Goodman. Suas falas ajudam a conduzir a história que por muitas vezes se arrasta dentro dos clichês do gênero.

Curvas da Vida : Eastwood & Adams
  • As Palavras

The Words. EUA 2012. Dir: Brian Klugman & Lee Sternthal. Com Bradley Cooper, Olivia Wilde, Zoe Saldana, Dennis Quaid, Jeremy Irons, J.K.Simmons, John Hannah. Drama.

èBradley Cooper (o Cara de pau de “Esquadrão Classe A”) faz um escritor que alcança todo o sucesso literário que poderia almejar, mas vem a descobrir que tudo tem um preço a pagar quando seu mais novo sucesso se revela um trabalho roubado de outro escritor. O confronto que se anuncia entre suas ambições profissionais e seus desejos pessoais guiam o espectador por uma história valorizada pelo elenco encabeçado por Cooper. Curiosamente, os diretores – também autores do roteiro – escreveram a história em 1999. Ambos são amigos desde então de Bradley Cooper, na ocasião um desconhecido, a quem foi prometido o papel principal do filme. Cooper manteve o compromisso estrelando o filme que somente agora chega aos cinemas. Saldana é conhecida como a Tenente Uhura do novo “Star Trek” e a bela guerreira alien de “Avatar”. Os fans da finada “House” vão reconhecer Olivia Wilde.

As Palavras : Bradley Cooper & Zoe Saldana
  •  Disparos

BR 2012. Dir: Juliana Reis. Com Gustavo Machado, Caco Ciocler, Dedina Bernadelli, Julio Adrião. Fotógrafo, após uma sessão de fotos para um guia gay, é assaltado por dois motoqueiros armados. Os ladrões, no entanto, são atropelados diante dele e um deles o acusa por omissão de socorro. Henrique, o fotografo, se vê transformado de vítima a réu quando procurado pelo inspetor Freire (Ciocler). No Festival do Rio, “Disparos” foi premiado como melhor fotografia, montagem e ator coadjuvante para Caco Ciocler. É a estreia da diretora Juliana Reis que procura mostrar como um único evento pode repercutir na vida de várias pessoas.

Disparos : Caco Ciocler em cena.

BIO : CLINT EASTWOOD – O ÚLTIMO DOS DURÕES

Sua carreira à frente das câmeras começou nos anos 50 quando Clinton Eastwood Jr,  nascido em 31 de Maio de 1930 em San Francisco – Califórnia, estreou em pequeno papel em “Revenge of the Creature” (1955),  sequência de “O Monstro da Lagoa Negra” ,  sem nem ao menos ser creditado. No mesmo ano, apareceu em “Tarantula” , outro filme B novamente em uma participação nada chamativa. Entre 1955 e 1964, teve passagens em pequenos papéis no cinema e na TV onde conseguiu emprego fixo como o cowboy Rowdy Yates na série de TV “Rawhide” realizada entre 1959 e 1965. Contudo, sua grande oportunidade veio quando deixou os Estados Unidos para filmar na Itália sob a batuta de Sergio Leone na trilogia formada por “Por um Punhado de Dólares” (1964), “Por uns Dólares a mais” (1965) e “Três Homens em Conflito” (1966) que, no entanto, só seriam lançados nos Estados Unidos em 1968 e se tornaram o supra-sumo do chamado “Western-Spagheti”. O sucesso desses filmes serviu para dar o devido destaque para Eastwood como figura central de um filme e após essa Eastwood criou a própria produtora, a Malpaso, baseada em Carmel, California, cidade em que Eastwood veio a residir e onde, inclusive, veio a se eleger prefeito em 1986. A figura de homem durão e cínico se repetiu em “A Marca da Forca” (1968) – primeira realização da Malpaso e “Meu Nome é Coogan” (1968) – este último foi ponto de virada em sua carreira por marcar seu primeiro trabalho com o diretor Don Siegel que soube explorar sua persona de vigilante solitário e calado em filmes como “Os Abutres tem fome” (1970) e “Perseguidor Implacável” (1971) que inaugurou a série do detetive Harry Callahan, alcunhado Dirty Harry. Numa América desmoralizada por crises internas (o escândalo de Watergate, a humilhante retirada das tropas do Vietnã) e externas (A Crise do Petróleo), era Harry o sujo quem surgia para consertar o que estava errado no sistema. Nos filmes seguintes, “Magnum 44” (1973) , “Sem Medo da Morte” (1976) e “Impacto Fulminante” (1980), Harry aparecia para vingar o cidadão da crescente violência que tomava conta da sociedade americana sem nada temer, nem mesmo a burocracia do próprio sistema a que servia, pronto para agir com sua Magnum 44 na mão e declarando  “Make my Day !” antes de fuzilar os criminosos, a solução rápida que não se preocupava com políticas.

O Jovem Clint.

Clint nunca se acomodou nos papéis marcantes que fez e brincou com sua imagem de durão em filmes como “Bronco Billy” (1980) onde fez um ex-vendedor de sapatos que se torna líder de um show itinerante do velho oeste em que personifica um grande cowboy ; “Doido para brigar, louco para amar” (1978) e sua sequência “Punhos de Aço” (1981) onde faz um lutador de rua que vaga pelo país com Clyde, seu orangotango de estimação e se deixa envolver por uma cantora de bar interpretada pela atriz Sondra Locke com quem viveu um romance de 14 anos e dividiu a cena com ele em várias ocasiões.

Make my day !

Também experimentou gêneros como em “Perversa paixão” (1971) em que faz um disc-jockey assediado por uma fã psicótica, espécie de predecessor de “Atração Fatal” (1986) de Adrian Lyne. Com esse, o eterno Dirty Harry assumiu a cadeira de diretor pela primeira vez, o que voltaria a fazer por mais de 30 filmes, sempre buscando algo mais. Mostrou versatilidade dirigindo histórias diversas como “As Pontes de Madison” (1995) –  um romance maduro entre um fotógrafo da National Geographic e uma dona de casa , “Cowboys do Espaço” (2000) – um militar aposentado  liderando uma equipe de veteranos numa missão de resgate, e “Poder Absoluto” (1997) – um ladrão relutantemente envolvido em uma conspiração governamental. Apaixonado por música, interpretou um cantor country decadente em “Honkytonk Man” (1982) ao lado do filho Kyle em que mostra seus dotes musicais tocando , cantando e, inclusive compondo a trilha sonora do filme, o que voltaria a fazer outras vezes. Em 1986, Eastwood foi eleito prefeito da cidade de Carmel na California quando trabalhou em favor da preservação do meio-ambiente e dos direitos dos moradores da região. Anos depois, quando entrevistado por James Limpton no programa “Inside The Actor’s Studio”, deixou escapar o peso das ambições políticas quando perguntado qual carreira jamais seguiria na vida e respondeu “político” !

Sua ousadia por trás das câmeras se faz perceber ora em trabalhos intimistas como “Bird” (1988), biografia do músico Charlie Parker que interessou a Eastwood devido a usa paixão pelo jazz , ora em trabalhos polêmicos como filmar a batalha de Iwo Jima durante a Segunda Guerra desmembrada em dois filmes : “A Conquista da Honra” e “Cartas de Iwo jima” (2006), cada um seguindo um ponto de vista diferente, o primeiro se sobressaindo o patriotismo americano e o segundo de acordo com a visão japonesa. A Academia o premiou, no entanto, pela primeira vez foi justamente quando retomou a figura do cowboy de poucas falas e muita atitude, mas em tom de revisionismo, no outonal “Os Imperdoáveis” (1992), praticamente uma homenagem ao mestre Sergio Leone. Embora não tenha ganhado por “Sobre Meninos & Lobos” (2004), foi com essa adaptação do livro de Dennis Lehane que Sean Penn e Tim Robbins levaram para casa os prêmios respectivos de melhor ator e melhor ator coadjuvante. Dois anos depois, a academia se rende novamente ao talento de Eastwood premiando-o como melhor diretor por “Menina de Ouro” (2004), uma história emocionante que muito mais que falar das agruras do esporte, aborda o lado humano em um meio competitivo em que as conquistas profissionais servem de paralelo para conquistas pessoais.

Um premiado diretor

Clint derrubou preconceitos com sua imagem, provou seu talento e alcançou sucesso incontestável seja como ator, diretor ou músico, tornando-se parte da cultura popular : Seu nome já batizou banda de heavy-metal, sua figura já foi usada em vídeo-games, foi a inspiração para Stephen King escrever o romance “The Dark Tower” e em “De Volta para o Futuro III” (1989) , quando Marty McFly (Michael J.Fox) voltou ao velho oeste usou o nome de Clint Eastwood para se apresentar. Sem dúvida nenhuma, Eastwood ganhou mais que apenas um dia,  marcou seu nome no firmamento das grandes estrelas da sétima arte.

 

DVD BLURAY : O ESPETACULAR HOMEM ARANHA

Peter & Gwen

Recomeçar uma franquia do zero é sempre um risco, ainda mais se tratando de uma de grande sucesso e recente como a do personagem criado por Stan Lee & Steve Dikto em 1962, e que ainda hoje é um dos mais populares heróis da arte sequencial. O apelo de Peter Parker é forte, fala dos problemas de qualquer adolescente, os de hoje e os de outrora. É a dificuldade de se encaixar no mundo, de suportar o peso das responsabilidades que seus poderes trazem. Peter Parker foi perfeitamente retratado por Sam Raimi na trilogia original (2002, 2004 e 2007) e personificado por um Tobey McGuire extremamente convincente em suas inseguranças e revoltas com as perdas que a realidade lhe impõe. Na mudança para Andrew Garfield (ator de “A rede social”), Peter ganhou um rosto mais jovial e um tipo físico mais franzino que lembra o traço de Steve Ditko e promove um rejuvenescimento do personagem que o põe mais em sintonia com uma gigantesca plateia teen que se identifica com aqueles dilemas. Para uma geração que se deixa apaixonar por romances impossíveis tipo Bella e Edward (Saga “Crepúsculo”), o amor de Peter e Gwen Stacy (Emma Stone) conquista até maior simpatia. Ecos de Smallville (a série de TV) aparecem nos momentos em que o envolvimento dos personagens precisa vencer obstáculos recheados de puros clichês que venham a justificar as batalhas internas e externas do herói.

Lagarto – O Vilão originalmente criado em 1963

Primeira aparição do Lagarto

O diretor Marc Webb consegue captar essa essência , mas deixa escapar alguns elementos importantes para a história como a falta do editor J.Jonah Jameson. Este usa o poder da mídia para jogar a população e a polícia contra o herói escalador de paredes mas sua ausência no filme (justificada, no roteiro de James Vanderbilt, por se tratar de um reboot que retrata  o herói bem em seu início, algo como “Spider man begins”) não só é sentida no campo do humor, mas por ser ele o elemento que mancha a reputação do Homem Aranha, atrapalha seus feitos e distorce a percepção de seus atos. O personagem do Capitão Stacy se distancia de sua personalidade dos quadrinhos tornando-se paranoico como Jameson, e quando o pai de Gwen revê seus conceitos finalmente, ele encontra seu prematuro fim, ficando outra lacuna que poderia render melhor nas sequências. Como não poderia deixar, Stan Lee faz sua esperada aparição a la Hithcock. A atuação de Rhys Ifans (O Lagarto) não impressiona mas também não decepciona. Merece menção também os tios de Peter interpretados aqui por Sally Fields / Tia May (Alguém lembra da noviça voadora ? Bom, tudo bem, que tal a matriarca de Brothers & Sisters ?) e Martin Sheen / Tio Ben ( o pai de Charlie  Two and a Half Men). Enfim, o filme vai manter o interesse na franquia, mas terá que impressionar mais na sua sequência já anunciada com a cena pós crédito que promete explorar mais a história dos pais de Peter Parker, diferente do material original e que é o ponto encontrado por Webb para justificar o adjetivo no título. Sem dúvida que aí vem …. o Homem Aranha.

ESTRÉIAS DA SEMANA : 16 DE NOVEMBRO

 A Saga Crepúsculo : Amanhecer – Parte II

(The Twilight Saga – Breaking Dawn Part II) EUA 2012. Dir: Bill Condon. Com Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Michael Sheen, Peter Facinelli, Billy Burke.

Vampiros no conflito final.

O cinema Hollywoodiano tem vivido de franquias e essa, embora bem sucedida junto ao público adolescente (que é aliás o público alvo), deixa a desejar para quem gosta mais da abordagem tradicional da figura do vampiro. A adaptação dos personagens criados por Stephanie Meyer chega ao seu fim começando do exato ponto em que terminou o filme anterior e mostrando o conflito final entre os Volturi (O clã de vampiros que posa de vilão) e os aliados dos Cullen, que inclui o lobisomem Jacob que assume o papel de fiel defensor da filha do casal Edward & Bella (essa já se acostumando à sua nova condição de vampiro). Esse capítulo encerra um conto a la Romeu e Julieta diluído em meio a vampiros e lobisomens numa roupagem teen. Duas perguntas ficam : Qual será a próxima franquia voltada a esse público que agora fica órfão ?,  e como esse jovem elenco , que vinha se destacando entre os jovens desde o primeiro filme em 2009, vai seguir com suas carreiras ? Conforme disse, não deixará saudade nenhuma fora desse público.

 

por adilson69

CLÁSSICO : 70 ANOS DE CASABLANCA

Casablanca tornou-se mítico

“ É sempre a mesma história. Uma luta por amor e glória. Uma questão de fazer ou morrer.” Esses versos extraídos da letra de “As time goes by” – eleita a segunda melhor canção do cinema americano pelo AFI ( American Film Institute ) – tema da história de amor de Rick Blaine, um americano expatriado rude e sisudo, e Ilsa Lund, a bela esposa de um dos líderes do movimento de resistência nos conturbados idos de 1942, quando a Alemanha Nazista expandia agressivamente seus domínios territoriais e políticos em um conflito que já tomava então proporções globais. (Os Estados Unidos aderiram ao conflito em Dezembro de 1941).
A Warner Brothers havia adquirido os direitos de filmagem da peça “Everybody comes to Rick’s” de Murrey Burnett e Joan Allison, que nunca fora encenada, por U$$20,000 – preço alto para a época. O roteiro tornou-se um dos filmes mais cultuados de todos os tempos, que veio a ser dirigido pelo húngaro Michael Curtiz, que durante 27 anos trabalhou fielmente para os Estúdios da Warner , tendo dirigido clássicos como “Capitão Blood” (1935) e “As Aventuras de Robin Hood” (1938) entre outros.

O Filme : A história de “Casablanca” é – a primeira vista – um romance convencional tendo a Segunda Guerra como pano de fundo. O café Rick’s reúne, como diz o nome original da peça, todos da cidade marroquina de Casablanca – no norte da África – ocupada pelos nazistas e sob a administração da França. Funcionando clandestinamente está um cassino frequentado pela mais alta nata do submundo da cidade: golpistas, ladrões, assassinos, alemães, franceses,e refugiados, todos jogando com a sorte e muitos sonhando em conseguir ganhar o suficiente para fugir de Casablanca. É nesse lugar de sonhadores e desiludidos que o ladrão Ugarte (o ótimo Peter Lorre) deixa sob os cuidados de Rick valiosos vistos que permitem, a quem os possuir, o trânsito livre através da Europa Nazista. Ugarte morre na prisão do Capitão Renault que, para agradar ao recém-chegado Major Strasser, deseja prender um dos maiores líderes da resistência, o tcheco Victor Lazslo, que se refugia em Casablanca acompanhado de sua esposa. Em momento marcante do filme, ao som da belíssima “As time goes by”, cantada e tocada no piano por Dooley Wilson – que na verdade não sabia tocar piano e apenas fingia enquanto um pianista tocava por detrás das câmeras -, Rick descobre que a esposa de Victor é uma mulher de seu passado, que conhecera na França às vésperas da ocupação de Paris, quando Rick era um mercenário que auxiliava os aliados e Ilsa vagava sozinha por achar que Victor estivesse morto. O isolacionismo de Rick disfarça a amargura de um homem que foi abandonado por Ilsa e, por isso se sente traído, conforme revelado no flashback que Curtiz emprega no meio do filme, o que humaniza o personagem de Bogart perante a plateia. O dilema que se forma é ajudar Ilsa a fugir e perdê-la para sempre ou virar as costas e mantê-la em Casablanca, o que também significaria perdê-la já que seu idealismo político é a essência do que a faz respirar, o que Rick percebe quando na cena final diz que “Se ela ficar, vai se arrepender um dia”

O Amor perdura enquanto o tempo passa.

Essência do Romance: O dilema dos personagens Rick e Ilsa se forma em torno da exaltação democrática – bem de acordo com o espírito patriótico da Hollywood daquela primeira metade dos anos 40 – que se opunha à brutalidade do Nazismo que assolava o mundo. Todos os personagens refletem esse clima instável do mundo em guerra e escondem suas intenções, suas verdadeiras naturezas, de forma que o cínico (Bogart) disfarça seu sentimentalismo, a idealista (Bergman) demonstra traços de egoísmo, o oportunista (Rains) também consegue ser leal na virada decisiva para a história. Esse clima de incerteza em que nem tudo é transparente foi reforçado pelas constantes mudanças no roteiro, que foi reescrito durante as filmagens, e que Michael Curtis soube magistralmente capturar em cada cena. Curtiz, que reza a lenda era extremamente exigente em cena, e a conduzia com seu inglês macarrônico, foi maestro na condução de um elenco sensacional, tocando em um tema delicado dos tempos de guerra e desenvolvendo uma história envolvente e emocionante sem resvalar no piegas ou no ufanismo. Como não se sentir tocado na sequência em que o personagem de Paul Henreid, com o consentimento de Bogart, desafia os alemães cantando a Marselhesa e inflamando o patriotismo francês até então adormecido.

O triãngulo amoroso que emocionou gerações.

A Estréia & As Premiações. O filme teve sua premiére em 26 de Novembro de 1942, coincidindo com a libertação do Norte da África pelo exército americano, e lançado dois meses depois. Casablanca teve 8 indicações ao Oscar : Melhor filme, diretor (Michael Curtiz), roteiro adaptado (Julius J. Epstein, Philip G. Epstein e Howard Koch) , ator (Bogart) , ator coadjuvante (Claude Rains), fotografia ( Arthur Edeson), edição (Owen Marks) e trilha sonora (Max Steiner), ganhando nas três primeiras. O tempo o fez ainda melhor e foi eleito pelo AFI (American Film Institute) como o segundo melhor filme da história do cinema.

Michael Curtiz dirige Bogie & Ingrid.

O Elenco : Demoraria mais 9 anos para que Humphrey Bogart levasse afinal o Oscar de melhor ator por “Uma Aventura na Àfrica” dirgido pelo amigo John Houston. O papel de Rick Blaine ajudou a construir a aura romântica de Bogart que vinha de uma série de papéis de gangsters, e depois se notabilizou como a figura icônica do detetive dos filmes noir. Curiosamente, Ronald Reagan havia sido cotado para o papel de Rick.
A sueca Ingrid Bergman havia recém chegado a Hollywood quando foi escalada para o papel de Ilsa Lund no lugar da inicialmente cotada Ann Sheridan. Bergman ganharia Três Oscars em sua carreira (dois como melhor atriz por “A Meia Luz” em 1945 e “Anastacia a Princesa Perdida” em 1957 e um de coadjuvante em 1974 por “Assassinato no Expresso do Oriente”. Foi o alvo de fofocas quando, no auge de seu sucesso em Hollywood, deixou marido e filha e partiu para a Itália com o diretor Roberto Rossellini por quem tinha se apaixonado.
O Austro-Húngaro Paul Henreid teve, além do papel de Victor Lazslo, outro papel marcante no cinema protagonizando ao lado de Bette Davis “A Estranha Passageira” (Now, Voyager) também de 1942. Juntou-se a Humphrey Bogart e um grupo de opositores do MacCarthismo quando vários profissionais perdiam emprego por acusações de serem comunistas. Na década de 50, sua carreira cinematográfica começou a decair e dirigiu vários episódios da série de TV “Alfred Hithcock Presents”.
O ator Inglês Claude Rains, o Capitão Renault, atuou em diversos filmes fosse como principal ou coadjuvante como “O Homem Invisível” (1933), “O Fantasma da Ópera” (1943), “A Mulher Faz o Homem” (1939), “As Aventuras de Robin Hood” (1938), “Interlúdio” (1946), “O Lobisomem “ (1941) entre outros.Neste último interpretou o papel que coube a Anthony Hopkins na refilmagem de 2010. Lutou na Primeira Guerra e como consequência de um ataque era quase cego de um olho.
Os atores Peter Lorre e Conrad Veidt vieram da Europa. Lorre era Áustro-Húngaro e protagonizou o clássico do expressionismo alemão “M – O Vampiro de Dusseldorf” de Fritz Lang em 1931, tendo trabalhado na primeira versão de “O Homem que sabia demais” de Hithcock em 1935, além de “Relíquia Macabra” (1941) – em que contracenou também com Humphrey Bogart – “ 20000 Léguas Submarinas” (1954) entre outros. Já Conrad Veidt era alemão e trabalhou também em vários filmes expressionistas como o clássico “O Gabinete do Dr.Caligari” (1920) , além de “O Homem que Ri” (1928), que serviu de modelo para Bob Kane criar o vilão Coringa nas histórias em quadrinhos do Batman. Veidt deixou a Alemanha por se opor ao partido Nazista mas fez poucos trabalhos no cinema americano morrendo de ataque cardíaco em 1943.

Ainda na década de 40, os Irmãos Marx com seu humor demolidor, já parodiavam o filme em “Uma Noite em Casablanca”, sendo uma entre as diversas paródias já realizadas. Nenhum outro filme alcançou aura tão mítica, entrando para a história do cinema americano com falas tão memoráveis, inclusive uma que nem sequer é falada no filme e que se popularizou com o passar do tempo : “Play it again, Sam” que serviu de título para uma comédia de Herbert Ross com Woody Allen (Sonhos de um Sedutor) em que este aparece tomando lições de sedução do espírito de Humphrey Bogart em pleno ano de 1972, mas com toda aquela atmosfera recriada direta de Casablanca. O apelo imortal do filme, produzido por Hal B.Wallis para a Warner Brothers, que recriou o exotismo do Marrocos em estúdio, mantém o mesmo fascínio que há 70 anos atrás , mostrando que o amor verdadeiro nunca vem dissociado do sacrifício e que as coisas que realmente importam permanecem enquanto o tempo passa.

 

por adilson69

Bio: John Chambers – O Gênio da Maquiagem

John Chambers

Somente após assistir a “Argo”, muitos vieram a conhecer a importância do trabalho de John Chambers. Contudo, sua carreira está ligado a grandes sucessos da TV e do cinema. Nascido em Chicago, Illinois, em 12 de Setembro de 1922, John Chambers serviu ao seu país, durante a Segunda Guerra, no “The United States Department of Veteran Affairs” criando próteses para veteranos feridos e amputados em batalhas. A experiência adquirida nesses tempos o levou, ao fim da guerra, a um emprego nos estúdios da NBC, uma das maiores emissoras de Tv americanas. E na tv Chambers teve grandes realizações, trabalhando em seriados como “Os Monstros” (The Munsters – 1964), “Quinta Dimensão (The Outer Limits – 1963), “Perdidos no Espaço” (Lost in Space – 1965) e “Jornada nas estrelas” (Star Trek – 1966) para o qual criou as orelhas pontudas do Sr.Spock.

Spock – Leonard Nimoy

No cinema, Chambers começou com “A Volta ao Mundo em 80 Dias” (Around the World in 80 days – 1955), trabalho pelo qual não chegou a ser creditado. Isso porque na época não exisitia a devida valorização ao trabalho da maquiagem, sendo considerado uma arte menor, associada ao gênero fantástico, como o marcante trabalho, por exemplo, desenvolvido por Lon Chaney, no final do século XIX, que criou a própria maquiagem para filmes como “O Corcunda de Notre Dame” e “O Fantasma da Ópera” e, vale a pena mencionar também Jack Pierce, responsável por “Frankenstein”. A Lista de Adrian Messenger” (The List of Adrian Messenger – 1963) . Depois de “A Lista de Adrian Messenger” (The List of Adrian Messenger – 1963), Chambers – que criava sua maquiagem em um laboratório montado em sua própria garagem em Burbank, California– veio a realizar seu feito mais impressionante, as máscaras símias que foram usadas no clássico “O Planeta dos Macacos” (The Planet of The Apes – 1968) e em todas as suas sequências. Para tanto, Chambers revelou tempos depois que passou várias horas no zoológico de Los Angeles observando os macacos, e depois desenvolveu um novo tipo de máscara de borracha que permitia maior elasticidade para as feições dos atores. Por seu trabalho em “O Planeta dos Macacos”, Chambers recebeu um Oscar especial da Academia. Também recebeu honrarias como o Emmy (Oscar da TV), um prêmio especial da CIA pela ajuda que seu trabalho gerou e uma estrela na calçada da fama.

Roddy MacDowell em “Planeta dos Macacos” – 1968

Outros trabalhos ligados a seu nome são “A Ilha do Dr.Morreau” (The Island of Dr.Morreau – 1977), “O Embrião” (Embryo – 1976), “Halloween II – O Pesadelo Continua” (Halloween II – 1978) e “Blade Runner o Caçador de Andróides” (Blade Runner – 1982), sendo que por este último seu nome ficou de fora dos créditos. Foi graças ao trabalho de Chambers que em 1982, a Academia de Hollywood institucionou o prêmio de melhor maquiagem e , agora, passamos a conhecer o inestimável trabalho de Chambers para a operação secreta que resgatou diplomatas norte-americanos na missão retratada no filme de Ben Affleck.

por adilson69

Estréias da Semana (9 Novembro de 2012)

 Marcado Para Morrer
End of Watch. EUA 2012. Dir: David Ayer. Com Jake Gyllenhaal, Michael Peña, Anna Kendrick, America Ferrera.  Dois jovens oficiais de polícia (Gyllenhall e Peña) confiscam uma quantia em dinheiro e armas de fogo pertencentes ao crime organizado, sendo por isso marcados para morrer, enquanto tentam erguer suas vidas. O filme é dirigido pelo roteirista de “Dia de Treinamento” (que deu o Oscar de melhor ator a Denzel Washington), além de também ter dirigido “Tempos de Violência” e “Os Reis da Rua”, alguém portanto que já mostrou dominar bem a linguagem do gênero policial. Para entrar no espírito de seus personagens – que foram levemente baseados em dois policiais verdadeiros e sua rotina nas ruas de Los Angeles – os atores (Gyllenhaal e Peña) passaram cinco meses fazendo ronda com policiais de verdade em Los Angeles (onde também se passa a história do filme) , tendo testemunhado várias inflações e crimes, inclusive um assassinato.

Policial realista do mesmo roteirista de “Dia de Treinamento”

 Peixonauta – Agente Secreto da O.S.T.R.A
BR 2012. Dir: Célia Catunda & Kiko Mistrorigo.  O popular desenho animado do peixe com roupa de astronauta, que vive diversas aventuras ecológicas na tela do canal infantil Discovery Kids ganha uma versão cinematográfica em 3D. O heroico personagem assume sete tarefas para poder fazer por merecer o status de agente secreto da O.S.T.R.A. O desenho, criação brasileira da TV PinGuim, em parceria com a Discovery Kids Latin America, conquistou um público fiel, já tendo sido exibido em Tv aberta pelo SBT e chegando até a gerar um espetáculo teatral desde sua estreia na Tv em 2009. O desenho é bem voltado para o público infantil que já acompanha os episódios da Tv.

Sucesso Brasileiro na Tv, teatro e agora no cinema.

 Argo
Argo.EUA 2012. Dir:Ben Affleck. Com Ben Affleck, Bryan Cranston, John Goodman, Victor Garber, Alan Arkin.  ´E o título mais interessante dos que estrearam essa semana e que vem sendo alardeado como indicação certa para o Oscar. O ator Ben Affleck (Armageddon, Demolidor o Homem sem medo) já havia chamado a atenção na direção de “Atração Perigosa” em 2010. Agora seu trabalho alcançou um status ainda mais audacioso na transposição para as telas de um fato histórico de que muitos nem sequer sabiam. Durante a revolução Iraniana em fins da década de 70, um agente da CIA, Tony Mendez (Affleck) viajou até o país do fanático Aiatolá Khomeini para resgatar seis diplomatas escondidos, na casa do embaixador canadense, do ódio despertado por americanos (estes afinal haviam apoiado durante vários anos o governo ditatorial e opressor do Xá). Como saídas diplomáticas naufragaram, o agente Mendez se faz passar como diretor de cinema buscando locações para uma suposta ficção científica (que dá título ao filme aqui) que seguiria os moldes de “Star Wars” – cuja fama já era mundial em 1979. Contando com a ajuda do produtor Lester Siegel (Arkin) e do maquiador John Chambers (Goodman) – que fora o responsável por criar tão perfeitamente as feições símias nas máscaras usadas no clássico “Planeta dos Macacos’- Mendez põe em prática um audacioso plano que tinha tudo para dar errado, e ainda poderia gerar um incidente internacional ainda maior. Toda a ação de resgate foi realizada em 1979 em segredo, um enredo com todos os elementos que Hollywood sempre gostou e que agora é reconstituído hábilmente por Affleck.

Admirável retrato de fato histórico.

 

 

por adilson69

Hotel Transilvania e sua inspiração

Hotel Transilvânia
Os ícones dos filmes de terror já não assustam mais ninguém. Mas nem por isso deixaram de ser populares e, ocasionalmente, aparecem repaginados em comédias. “Hotel Transilvânia” é , assim, uma divertida retomada desses personagens que já foram a essência dos pesadelos. Sentir medo vem assumindo – em tempos atuais – novas formas: Psicopatas, matadores de criançinhas e cracolândias apavoram muito mais que vampiros, múmias ou casas mal assombradas. Os monstros do gênero, portanto, povoam hoje uma dimensão mais leve, glamourizados como sinônimos de uma época em que nossos medos e fobias eram mais simples de serem exorcizados através da personificação de criaturas disformes e transmorfas, frutos do inconsciente coletivo e supersticioso do homem de finais do século 19 e do 20.

Drac & Mavis

A animação de Genndy Tartakovsky (criador dos desenhos “O laboratório de Dexter” e “Meninas Superpoderosas” ) explora a inversão de valores entre as assim chamadas “pessoas normais” e os “monstros” criticando e satirizando hábitos e posturas que assumimos na vida real, entre nós mesmos. Difícil não se identificar com um Drácula (voz de Adam Sandler) que é pai zeloso e coruja (talvez fosse melhor dizer “morcego”) com sua filha Mavis (voz de Slena Gomez) que em seu 118º aniversário deseja sair do castelo e conhecer o mundo dos humanos. A relação de ambos lembra bem o animê Don Dracula criado pelo pai do mangá moderno Ozamu Tezuka que retratava o conde vampiro – da obra de Bram Stoker – como um desastrado mas amoroso e protetor com sua filha adolescente Sangria.

Don Dracula & Sangria

Além deste, circulam pelo fantasmagórico hotel um Frankenstein bonachão (voz de Kevin James) e sua noiva perua (dublada por Fran Drescher), Wayne – um patético lobisomen (voz de Steve Buscemi) transformado de fera assustadora em pai de família, um múmia que é uma figura hilária entre outros. Nesse ambiente soturno e mítico surge o jovem Jonathan (voz de Andy Samberg) , um viajante que ao descobrir casualmente a localização do Hotel desses monstros camaradas , a princípio acredita estar em meio a uma tremenda festa a fantasia. Jonathan é o elemento fora de seu meio que parece trazer o caos para o ambiente de harmonia em que todas aquelas criaturas vivem, exiladas do mundo “real”.Assim, ele se torna o contraponto para Drácula e os demais descobrirem que nem todas as pessoas são más. Quando Drácula conta a Jonathan o motivo de seu exílio e de seu temor pela partida de Mavis, não tem como conter uma solitária lágrima no canto dos olhos, nos lembrando que é a atitude e não a aparência que cria monstros e pessoas. Outro grande momento é quando ao final do filme dezenas e dezenas de fãs erguem suas capas para proteger Drácula de se queimar ao sol, possibilitando – o se aproximar do aeroporto durante o dia. O urro de Frankenstein, pendurado no alto do edifício a la King Kong, desperta a admiração de um povo que aprendeu a ver os monstros como ídolos e até uma atração turística. Os tempos, portanto, mudaram.
Essa reunião dos monstros não é uma ideia original. Em 1967 o estúdio Rankin/Bass produziu a animação em stop-motion “A Festa do Monstro Maluco” (Mad Monster Party), uma pérola que reunia em uma ilha Drácula, lobisomen, homem invisível, o monstro da lagoa negra, a múmia e até o King Kong sob a batuta do Barão Frankenstein cuja voz era feita pelo icônico Boris Karloff (a própria criatura do clássico de 1933). Tem até um boneco que é a cara do ator húngaro Peter Lorre – de clássicos como “M, O Vampiro de Dusseldorf” e “Farsa Trágica” ) Fora isso, monstros e mortos vivos já viraram histórias divertidas na TV e no cinema como em “Os Monstros” (seriado de 1966 com Fred Gwynne fazendo um adorável Frankenstein, pai de família e que sé se metia em confusões com o sogro, um Drácula que posava como adorável vovô. Tim Burton também enveredou pelo terrir com a animação em stop motion “Noiva Cadaver’ (The Corpse Bride) em 2005.


“Hotel Transilvânia’ consegue divertir crianças e adultos e prova de vez que nossa visão de monstros e pessoas já não é a mesma.

por adilson69