BIO: ALFRED HITCHCOCK

O filme “Hitchcock” de Sacha Gervasi,  que estreia nesta sexta dá a falsa impressão de se tratar de uma cinebiografia. Frustra-se quem espera conhecer mais sobre essa figura mítica que tornou-se sinônimo de todo um gênero, chegando a virar um adjetivo imitado, repetido, homenageado e influência explicitamente assumida nos trabalhos de nomes como Brian DePalma, M.Night Shymalan, David Fincher e até mesmo Steven Spielberg.

Hitchcock

Hitchcock

Alfred Joseph Hithcock nasceu em 13 de Agosto de 1899 em Londres, Inglaterra, filho de um verdureiro e educado dentro dos rígidos preceitos da educação católica, o que não o impedia de ser brincalhão e travesso fosse atirando ovos nas janelas dos quartos dos sacerdotes ou atirando bombinhas. Quando saiu da escola, foi estudar engenharia na School of Engineering and Navigation e também artes na Universidade de Londres. Hitch, conforme popularmente conhecido, entrou para o meio cinematográfico pela porta de trás. Aos 20 anos conseguiu emprego nos bastidores do estúdio inglês Famous Players Lasky  elaborando os títulos dos filmes nos cartazes, ficando nessa função por dois anos até conseguir trabalho como assistente de direção. Foi nesse período que conheceu Alma Reville que tornou-se sua esposa e com quem viria mais tarde a ter a sua única filha, Patricia Hithcock.

Chamando a atenção dos estúdios, teve sua primeira chance atrás das câmeras quando o diretor de “Always Tell Your Wife” adoeceu e Hitch foi chamado para terminar o filme.O cargo de diretor foi bem sucedido em filmes menores até mostrar talento para muito mais ao realizar “The Lodger” em 1927 sobre os crimes de Jack o estripador. Já se observa aqui sua tendência em trabalhar o medo e manipular as expectativas. Vários trabalhos se seguiram até  “Chantagem & Confissão” (1929), o primeiro filme falado inglês. Dessa fase surgem clássicos em preto e branco como “Os 39 Degraus” (1935),“Agente Secreto” (1936) e “Young & Innocent” (1937). Foi David O.Selznick, o famoso produtor de Hollywood, quem importou Hithcock para a América contratando-o para “Rebecca – A Mulher Inesquecível” (1940) que foi premiado com o Oscar de melhor filme, mas não de melhor diretor. Desde então até sua morte em 29 de Abril de 1980 foram várias indicações mas nenhuma premiação, exceto por um prêmio Irving Thalberg pelo conjunto da obra que foi outorgado na década de 60. Foram décadas de um trabalho prolífico realizando filmes que se tornaram parte indelével da história do cinema. Sua habilidade de manipular as plateias e conduzir o suspense revelou uma fórmula que não dividiu com ninguém. Tanto que quando Gus Van Sant refilmou “Psicose” em 1990 seguindo os mesmos passos de Hitch, tomada por tomada, não conseguiu chegar sequer perto do mesmo efeito.

Hitchcock nos bastidores com Grace Kelly

Hitchcock nos bastidores com Grace Kelly

Hitch era excelente em fazer variações do mesmo tema: O inocente perseguido, a troca de identidade ou o personagem movido por alguma obsessão. Podia se repetir, se reinventar ou , até mesmo, refilmar a si mesmo como quando refez em 1956 “O Homem que Sabia Demais”, que realizara ainda em sua fase inglesa em 1934. Tinha pouca paciência com o estrelismo dos astros, chegando a causar polêmica quando declarou que os atores deveriam ser tratados como gado, motivo pelo qual teria tido problemas com Paul Newman com quem filmou “Cortina Rasgada” em 1966. Ainda assim, era um hábil condutor de atores nas palavras de James Stewart , que o comparou a um excelente cowboy e com quem Hitch fez 4 filmes, incluindo “Um Corpo que Cai” (1958),  que foi recentemente escolhido pelo AFI (American Film Institute) como o melhor filme de todos os tempos, ainda que em sua própria época este não tivesse tido nenhum sucesso. Aliás, Hitch desprezava a crítica, se interessando mais pela resposta do público manipulado por um mestre absoluto na condução da narrativa aliado a um apuro técnico de sua equipe que constantemente contava com o fotógrafo Robert Burke, o montador George Tomansini , o maestro Bernard Herrmann, e a própria esposa Alma Reville que auxiliava Hitch em todos seus projetos conforme mostrado no filme de Gervasi.

Hitch e Janet Leigh em "Psicose"

Hitch e Janet Leigh em “Psicose”

O hábil diretor conseguiu utilizar a voz doce de Doris Day e torná-la parte essencial do clímax de “O Homem que Sabia Demais” (a canção “Que será será” foi premiada com o Oscar naquele ano), nos tornou cúmplices de um imobilizado James Stewart em “Janela Indiscreta” desnudando nosso próprio voyerismo, brincou com o medo primitivo e irracional em “Os Pássaros”, filmou “Festim Diabólico” em oito tomadas  – dizem chegando a marcar no chão a posição que os atores teriam de ficar em cena e matou Janet Leigh , a própria protagonista, no primeiro terço de “Psicose” marcando o imaginário popular por gerações com a clássica sequência do banheiro que dura 45 segundos mas se perpetua em nossas mentes.

Hitchcock aparece no desenho dos Flintstones

Hitchcock aparece no desenho dos Flintstones

Apesar de tudo, nunca se enxergava como gênio. Mesmo tendo atraído elogios dos críticos franceses da “Cahiers Du Cinemá” e tendo sido admirado pelo próprio François Truffaut, um dos maiores diretores da Novelle Vague. Hitch se dizia despretensioso, sem qualquer intençãode criar uma mensagem moralizante ao final de seus filmes. Certa vez se autodefiniu como “Um pintor de flores” .Os  críticos e analistas sempre apontavam que em seus filmes havia um elemento obscuro que engatilhava as ações : o microfilme em “Intriga Internacional”, o dinheiro roubado em “Psicose” ou o segredo sussurrado no ouvido de James Stewart em “O Homem que sabia demais”. Tais elementos foram batizados por MacGuffin e Hitch exerceu sua veia irônica , durante uma entrevista com Truffaut em que ilustra sua visão com uma anedota : “Dois homens se encontram a bordo de um trem e um deles pergunta o que era o pacote que carregava. O outro diz que é um aparelho para apanhar leões nas Montanhas Adirondacks .Quando o primeiro reage dizendo “Mas não existe leões em Adirondacks”, o outro retrucou “Então, não existe MacGuffin”.

Se o suspense é equação matemática, Hitch seria o senhor absoluto de sua essência ainda que rotulado por muitos. Hitch montou sua própria produtora (Transatlantic Pictures) em 1948, mas trabalhou junto aos grandes estúdios Hollywoodianos (Warner, Paramount e Universal), teve seu próprio programa de Tv (Alfred Hithcock Presents) que foi ao ar pela CBS de 1955 a 1962 e até aparece como desenho animado no 4º episódio da segunda temporada de “Os Flintstones” entitulado “Alfred Brickrock presents”. Nos anso 60 trocou os direitos de seus filmes por ações da Universal ficando muito rico. Com “Psicose” – adaptação do livro de Robert Bloch – alcançou o ápice do sucesso aproveitando todo o pessoal e técnica de sua experiência na Tv e provando ser também um gênio de marketing apresentando a história no trailer da época,  e abrindo teste para o papel da Sra. Bates para que nada da história vazasse para a imprensa.

Hitchcock : A Essência do medo

Hitchcock : A Essência do medo

Conforme notório, tinha fixação pelas atrizes de seus filmes. Grace Kelly (com quem fez “Janela Indiscreta”, “Disque M para Matar” e “Ladrão de Casaca”) e Tippi Hedren ( “Os Pássaros” e “Marnie – confissões de uma ladra” ) alimentavam as paixões e o desejo de seu diretor. Ano passado a HBO produziu um telefilme estrelado por Toby Jones como Hitchcock mostrando seu assédio à atriz Tippi Hedren (Sienna Miller) que muitas das vezes tornava-se tortura. Retornou à Inglaterra no início dos anos 70 onde rodou “Frenesi” e algum tempo depois seu canto do cisne se deu em 1974 com “Trama Macabra”. Tinha um projeto não realizada que filmaria com Sean Connery e Liv Ullman entitulado “The Short Night” quando disse adeus ao mundo. Sua obra foi redescoberta e valorizada até mesmo por seus detratores que reconhecem que aquela figura gorducha e sisuda foi um mestre cujas grandes obras (14 delas) já se encontram no formato de bluray desde o final de 2012 dando a oportunidade para a nova geração conhecer esse genial artesão que definiu nas telas a essência do medo.

ESTRÉIAS DA SEMANA : 1º DE MARÇO

HITCHCOCK

Hopkins & MIrren são atores premiados.

Hopkins & MIrren são atores premiados.

(Hitchcock) 2013. Dir: Sacha Gervasi. Com Anthony Hopkins, Helen Mirren, Scarlatt Johanson.
O filme não é uma cinebiografia do mestre do suspense, mas um enfoque nos bastidores de seu filme de maior sucesso commercial, “Psicose” conforme relatado no livro “Hitchcock & The Making of Psycho” de Stephen Rebello.Anthony Hopkins ( o Hannibal Lecter de “O Silêncio dos Inocentes”) faz o diretor empenhado em se superar e calar a boca de seus detratores, tendo a inestimável ajuda de sua esposa Alma Reville (a excelente Helen Mirren) para superar limitações financeiras e artísticas para adaptar a história de Norman Bates. O filme teve indicações ao Oscar, ao SAG Awards e ao Bafta e pode ser divertido para os que gostam de olhar para os bastidores dos grandes clássicos do cinema. A propósito, sobre a vida de Hitchcock, se você leitor desejar saber mais, leia a matéria na postagem acima.

DEZESSEIS LUAS

Novo fenômeno juvenil ???

Novo fenômeno juvenil ???

(Beautiful Creatures) 2013. Dir: Richard Lagravenese. Com Alden Ehrenreich, Alice Englert, Susan Lynch, Ian Glein, Jeremy Irons, Emma Thompson.
Se a Warner obter sucesso com essa adaptação dos livros de Margaret Stohl & Kami Garcia, que formam uma quadrilogia, o estúdio terá uma franquia de sucesso para o público adolescente. No rastro de “Crepúsculo”, esse filme mostra um amor aparentemente impossível entre um jovem estudante e uma garota de 15 anos com quem sonhara e que é uma poderosa bruxa que precisa aprender a lidar com sua magia e decidir entre o bem e o mal. Isso não será fácil já que uma maldição a persegue impedindo o casal de ficar juntos.

COLEGAS

Liberdade

Liberdade

2013. Dir:Marcelo Galvão. Com Ariel Goldenberg, Rita Pokk, Breno Viola, Lima Duarte.
Três jovens com síndrome de Down se comunicam utilizando frases de filmes famosos. Um dia decidem cruzar o país a la Thelma & Louise, cada um movido por um sonho. Claro que entre confusões e brincadeiras, os três experimentam novas sensações e vivem a vida como se tudo não passasse de uma grande aventura. O filme é estrelado por atores com portador de Down e que na estréia do filme em São Paulo esperavam encontrar o ídolo Sean Penn.

AMANHECER VIOLENTO

Refilmagem

Refilmagem


(Red Dawn ) 2012. Dir: Dan Bradley. Com Chris Hemsworth, Josh Hutcherson, Adrianne Palicki.
Refilmagem do classico de início da década de 80 estrelado por Patrick Swayze e Charlie Sheen sobre jovens que se unem para defender sua cidade natal de tropas invasoras. No original, eram os soviéticos os invasores em solo americano, uma parábola da paranoia comunista que fez parte do imaginário americano durante décadas. No novo filme, os invasores são sul-coreanos. O filme já estava pronto há bastante tempos, sendo lançado só agora e trazendo no elenco central Chris Hemsworth, o Thor dos filmes da Marvel.

por adilson69

OSCAR 2013 – COMENTÁRIOS DA FESTA

Os 4 Vencedores

Os 4 Vencedores

Confesso que quando ao final da cerimônia, a primeira-dama Michelle Obama apareceu em um telão para anunciar o melhor filme, pensei que ouviria “The Oscar goes to Linconl”. No entanto, o prêmio foi anunciado para “Argo” como se academia quisesse fazer uma mea culpa pela não indicação de Ben Affleck como melhor diretor. Não que “Argo” não seja merecedor da honraria. O filme de Affleck é muito bom e envolvente ainda que muita ficção tenha diluído o que foi fato no episódio retratado. A Academia gosta de surpreender e o favoritismo de Linconl não se concretizou quando os envelopes eram abertos. Contudo, este levou para casa os prêmios de melhor montagem e melhor ator, prêmio este que faz do inglês Daniel Day Lewis o recordista na categoria melhor ator, com 3 estatuetas ao total. (As duas anteriores foram em 1990 por “Meu Pé Esquerdo” e 2008 por “Sangue Negro”).

Argo

Argo

Ann Hathaway estava bastante emocionada com seu Oscar de melhor atriz coadjuvante por “Os Miseráveis” como Ang lee premiado como melhor diretor por “As Aventuras de PI”. A alegria destes só não foi maior que a tristeza estampada no rosto de Hugh Jackman quando viu partir para outras mãos o Oscar de melhor ator. Soube ser digno mas é natural que nosso Wolverine venha a ter outra chance depois. Merecida a vitória de “Valente como melhor animação em um páreo difícil de decidir já que “Detona Ralph” seria também um prêmio justo.

The Oscar goes to Princess Merida.

The Oscar goes to Princess Merida.

A cantora Adele também foi uma merecida vitória com a melhor canção para Skyfall de “007 Operação Skyfall”. Os números musicais se não foram os melhores também não foram os piores da premiação, com um emocionante momento específico quando Barbra Streisand cantou “The Way We Were’, clássico em sua voz composta por Marvin Hamlish, excelente compositor que integrou o saudoso In Memorian desse ano.

Adele

Adele

Em um ano de premiação equilibrada A lamentar sem garndes concentrações de prêmio para um único filme (O que mais recebeu foi “As Aventuiras de PI”), a lamentar mesmo foi a pobre homenagem a um ícone do cinema como James Bond. Ficou a espetctativa da reunião do palco de seus intérpretes, todos ainda vivos mas nada. Nem Sean Connery nem nenhum e seus substitutos. Como consolação, após um vibrante clip com cenas de vários filmes, entra Shirley Bassey cantando “Goldfinger”, a canção tema que melhor sintetizou o clima da era Connery. No mais, o repetório de piadinhas sem graça do mestre de cerimônia (Seth MacFarlane) – que já é uma missão ingrata – deixando ainda aquela saudade de Billy Cristal e a vontade de pedir ao Capitão Kirk para mudar o futuro para que nas próximas cerimônias a função seja melhor desempenhada. Abaixo a lista completa dos vencedores no último post.

por adilson69

OS VENCEDORES DO OSCAR 2013

Anne Hathaway

Anne Hathaway

 

MELHOR FILME : ARGO
MELHOR DIRETOR : ANG LEE POR “AS AVENTURAS DE PI AS AVENTURAS DE PI”
MELHOR ATOR : DANIEL DAY LEWIS POR “LINCOLN”
MELHOR ATRIZ : JENNIFER LAWRENCE POR “O LADO BOM DA VIDA”
MELHOR ATOR COADJUVANTE : CHRISTOPHER WALTZ POR “DJANGO LIVRE”

cHRISTOPHER wALTZ

cHRISTOPHER wALTZ

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE : ANNE HATAHWAY POR “OS MISERÁVEIS”
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO : ARGO
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL : DJANGO LIVRE
MELHOR FOTOGRAFIA : AS AVENTURAS DE PI (CLAUDIO MIRANDA)
MELHOR MONTAGEM : ARGO
MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA : AMOUR
MELHOR FILME EM ANIMAÇÃO : VALENTE (MARK ANDREWS & BRENDA CHAPMAN)

Daniel Day Lewis

Daniel Day Lewis

MELHOR DOCUMENTÁRIO LONGAMETRAGEM : SEARCHING FOR SUGAR MAN
MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTAMETRAGEM : O INOCENTE
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE : LINCOLN
MELHOR FIGURINO : ANNA KARENINA (JACQUELINE DURRAN)
MELHOR MAQUIAGEM : OS MISERAVEIS
MELHOR EDIÇÃO DE SOM : OS MISERÁVEIS / 007 OPERAÇÃO SKYFALL (EMPATE)
MELHOR MIXAGEM DE SOM : OS MISERÁVEIS
MELHOR EFEITOS ESPECIAIS : AS AVENTURAS DE PI
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL : AS AVENTURAS DE PI
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL : ADELE POR “SKYFALL”
MELHOR CURTA : CURFEW
MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO : PAPERMAN

por adilson69

ESTRÉIAS DA SEMANA : 22 DE FEVEREIRO

DURO DE MATAR ; UM BOM DIA PARA MORRER

duro de matar 5
(Die Hard : A Good Day To Die Hard), 2013. Dir:John Moore. Com Bruce Willis, Jai Courtney, Sebastian Koch.
John McLane está de volta pela quinta vez. Agora, na Rússia para rever seu filho que tornou-se também um tira e com quem tem um relacionamento bem turbulento. Pai e filho precisam por as diferenças de lado quando McLane descobre um plano diabólico que liga um possível candidato à presidência russa a um terrorista que pode causar um incidente internacional sem precedentes. Como sempre a ação é diluída com o ar deliciosamente debochado de Willis.

INDOMÁVEL SONHADORA

Poster Indomavel Sonhadora.indd
Beasts of the Southern Wild. 2013. Dir: Benh Zeitlin. Com Quvenzhané Wallis, Dwight Henry.
Menina de 6 anos vive em condições miseráveis com seu pai que está em doente mas se recusa a procurar ajuda, preferindo preparar a pequena Hushpuppy a se virar sozinha. Após uma tempestade que alaga toda a região, pai e filha vivem seus últimos momentos tentando ajudar aos outros habitantes da comunidade. A menina é um achado e tanto tendo se tornado a mais jovem a ter uma indicação ao Oscar, que será neste domingo.

O REINO GELADO

reimo gelado
Sneznaya Koroleva / The Snow Queen. 2013. Dir: Vladlen Barbe & Maxim Snevsnikov.
A rainha da neve, do título em inglês, é uma malvada bruxa que quer o mundo mergulhado em inverno eterno sendo somente rivalizada pelo mestre dos espelhos. Quando o mestre vidreiro e sua esposa são sequestrados, cabe a seus filhos enfrentarem a ameaça do mal. Adaptação de conto de Hans Christian Anderson (autor dinamarquês de histórias infantis como “O Patinho Feio” e “A Pequena Sereia” entre outras) , o desenho é uma produção russa (já tivemos esse mês uma animação espanhola que foi “As aventuras de Tadeo”) mostrando que o mercado brasilero está cada vez mais aberto no campo da animação. Bom, pois isso trás uma variedade de títulos. Só uma coisa fique clara : Não há aquele humor intencional para crianças e adultos. O filme é basicamente uma fábula com momentos fortes e mais secos em relação ao que viu nas telas nos últimos anos.

O DOBRO OU NADA

dobro ou nada

Lay the Favorite. 2013. Dir: Stephen Frears. Com Bruce Willis, Rebecca Hall, Catherine Zeta Jones.

Mulher sonhadora torna-se assistente de um dos maiores jogadores de poker prestes a tomar parte de um campeonato em Las Vegas e se apaixona por ele, tendo que enfrentar a esposa enciumada dele. Mais um filme com Bruce Willis que estréia nas telas agora.

 

por adilson69

OSCAR 2013

 

Oscar 2013

Oscar 2013

Domingo, dia 24 de Fevereiro, direto de Los Angeles, celebra-se a 85º premiação dos Academy Awards, a maior festa do mundo do entretenimento, os populares Oscars. As barbadinhas acentuam a ansiedade dos cinéfilos sobre quem serão os escolhidos como melhor filme, ator, atriz, direção e os outros que integram as categorias que compõem o evento. A possibilidade de Steven Spielberg ganhar seu 2º Oscar de direção por “Linconl” só não é maior que a decepção pela ausência do nome de Ben Affleck entre os indicados pelo seu trabalho competente em !”Argo”, que foi o premiado desse ano com o Golden Globe. TIgualmente injusta á a falta de uma indicação para Quentin Tarantino por “Django Livre”, que concorre a melhor filme entre outras. Daniel Day Lewis tem assombrosa personificação do presidente Abbraham Linconl e só encontra rival à altura em Hugh Jackman, indicado esse ano por “Os Miseráveis”. Deste, parece certeira a vitória de Anne Hathaway como melhor atriz coadjuvante. Nada mal para quem começou em 2001 na produção da Disney “Diário de uma Princesa” e já provou talento para muito mais.

Como todo ano, a TNT transmite a festa de entrega dos Oscars com os comentários de crítico Rubens Ewald Filho  ( O melhor no que ele faz) que torna ainda mais degustável e prazerosa a festa. Estejam todos convidados !!!!!

DURO DE MATAR : AS ORIGENS

Bruce Willis ainda tinha cabelo

Bruce Willis ainda tinha cabelo

Há 25 anos John McLane tem sido um osso duro de roer para os bandidos, terroristas e malfeitores em geral que cruzam seu caminho. Demonstrando fôlego incansável, Bruce Willis está de volta ao personagem para mostrar que, assim como na ficção, ele é imbatível. O que poucos sabem é que o personagem John McLane nasceu na literatura, no livro “The Detective” de Roderick Thorpe de 1966, que chegou a ser adaptada para o cinema com Frank Sinatra, sendo chamado no Brasil de “Crime sem Perdão” (1968). O personagem principal, o detetive Joe Leland investiga o assassinato de um homossexual que o leva até o alto escalão da cidade de Nova York. Em 1979, Thorpe lançou a sequência entitulada “Nothing Lasts Forever” em que Leland se vê preso em um enorme arranha-céu onde funciona a multinacional petroleira Klaxxon em que trabalha sua filha Stephanie Gennaro. Joe, aposentado, precisa de toda sua habilidade para enfrentar terroristas alemãs que tomam todos no prédio como reféns, liderados por Anton Gruber, quem Joe conhecera no período da guerra e que agora age de forma brutal. A trama, escrita por Thorpe, pegou carona no sucesso anos antes do filme catástrofe “Inferno na Torre” (The Towering Inferno – 1974) que mostra um grupo de pessoas presas por um terrível incêndio dentro de uma gigantesca estrutura de ferro e concreto que deveria de ser o orgulho da engenharia moderna. Trocando o fogo pela ação de terroristas, Thorpe colocou seu herói em uma situação desesperadora onde ele é a única chance de um numeroso grupo de reféns preso em um arranha-céu.

O Livro que inspirou "Duro de Matar'

O Livro que inspirou “Duro de Matar’

                 O roteiro, adaptado por Jeb Stuart e Steven Souza, a partir do romance de Thorpe vagou durante muito tempo e sofreu várias alterações de nome e circunstâncias até chegar ao filme protagonizado por Bruce Willis em 1988. Curiosamente, outros atores haviam sido sondados para o papel de John McLane como Richard Gere, Don Johnson (da série “Miami Vice”), Arnold Schwarzenegger (se tivesse aceito, esse roteiro seria usado como “Comando Para Matar 2”), Sylvester Stallone, Burt Reynolds e , até mesmo, Richard Dean Anderson, o MacGyver da Tv. Tudo isso até chegar a Willis, que na época are mais conhecido como o David Addison da série de TV “A Gata & O Rato”. Quando os primeiros cartazes promocionais do filme foram divulgados eles só traziam a imagem do prédio do Nakatomi Plaza, onde se passa a ação do filme. O rosto de Bruce Willis só seria acrescentado depois quando os produtores se convenceram que a fama de Willis atrairia mais pessoas para as salas de exibição. Diferente do livro de Thorpe, é a visita à ex mulher (Bonnie Bedelia) que leva MacLane ao prédio da Nakatomi na noite de Natal. Sua ação se tornou um diferencial entre os outros filmes de ação da época, pois apesar de durão, McLane não era infalível nem invulnerável, e carrega toda a ação do filme destilando uma dose de ironia (bem de acordo com a persona do ator) que suaviza os momentos de tensão e também impulsiona a trama. O tom já aparece quando Willis nega admiração por John Wayne, afirmando para o vilão Hans Gruber (o ótimo Alan Rickman em sua estreia nas telas) predileção por Roy Rogers. Outro ponto alto do filme é a amizade forjada entre MacLane e o Sargento Al Powell (Reginald Veljohnson), personagem que também está presente no livro de Thorpe e que ajuda MacLane em momentos cruciais da história e principalmente no desfecho de tirar o fôlego.

O primeiro filme.

O primeiro filme.

             “Duro de Matar”, dirigido por John MacTiernan, custou cerca de $28 milhões na época e rendeu mais de $80 milhões só nos Estados Unidos. Era um sinal que John MacLane retornaria para mais ação, o que aconteceu dois anos depois do filme original. “Duro de Matar 2” foi outro grande sucesso dirigido desta vez por Renny Harlin já que MacTiernan estava envolvido na época com a realização de “A Caçada ao Outubro Vermelho”. O texto da adaptação se afastou em definitivo do material original de Thorpe partindo para o romance “58 Minutes” de Walter Wager como fonte para a aguardada sequência. Desta vez a ação muda para um aeroporto onde terroristas tomam o controle para ajudar na fuga do General Esperanza (Franco Nero), conhecido criminoso internacional. Tudo acontece na noite de Natal de novo e a esposa de MacLane – com quem se reconciliara após os eventos do filme original – está em perigo de novo pois está à bordo de um dos aviões que circulam sem poder posar no aeroporto atacado. Apesar do sucesso desse segundo filme, Willis teria declarado tempos depois que é o filme que menos gostou de fazer na franquia, que demorou mais um tempo para um retorno. Em 1995, estreou “Duro de Matar : A Vingança”, com MacTiernan de novo no comando, mas trocando o clima claustrofóbico dos antecessores por um ambiente em aberto : A Cidade de Nova York, ameaçada por um terrorista que faz da cidade seu quintal de particular de terror. Para ajudar MacLane que neste filme aparece divorciado e beberrão, surge o lojista Zeus (Samuel L.Jackson) e juntos enfrentam o lunático Simon (Jeremy Irons em papel recusado por Sean Connery) que esconde ligações com o passado de MacLane, e que justificarão toda a ação que move os personagens. O roteiro de Jonathan Hensleigh foi original não adaptado de um romance. Na tentativa de não cair na repetição, as mudanças do roteiro tornaram o filme mais cansativo até a metade quando a missão de vingança de Simon torna-se mais clara e se revela sua identidade real. Ainda assim o filme pagou seu orçamento superior de $90 milhões.

                     Mais de 10 anos depois, o interesse dos estúdios em retomar velhas franquias levou ao quarto filme entitulado “Duro de Matar 4.0” (2007), dirigido por Len Wiseman com roteiro de Mark Bomback adaptando um artigo escrito pelo jornalista John Carlin sobre o cyberterrorismo. John MacLane aparece como um pai super protetor tentando salvar sua filha Lucy (Mary Elizabeth Winstead) dos terroristas que assolam os Estado Unidos, ideia que foi resgatada de roteiro não utilizado para o terceiro filme.
Não devemos duvidar que MacLane não vai parar com este quinto filme que agora estreia no Brasil. Pois que venham mais pois o escapismo e válido e a persona de Willis ainda é atraente para as plateias de hoje.

por adilson69

NOTÍCIAS

HARRISON FORD DE VOLTA A “STAR WARS”

Han Solo estará de volta !!!!!!!!!!

Han Solo estará de volta !!!!!!!!!!

Harrison Ford, prestes a completar 71 anos, animou os fans de “Star Wars” ao confirmar essa semana que está envolvido com o novo filme previsto pela Disney para 2015. Nenhum detalhe do roteiro que está sendo escrito mas espera-se  outros retornos para breve que façam reascender a força nas telas.

BRUCE WILLIS MACLANE ESTÁ DE VOLTA

Duro de Matar "Forever"

Duro de Matar “Forever”

Mal estreou “Duro de Matar 5“, previsto para o próximo fim de semana, e Bruce Willis já comentou vontade para voltar ao papel de John MacLane para um sexto filme. Os fans se animam, mas há aqueles que acham que já é hora de MacLane  parar, ou seria de morrer ???? !!!

 

 

 

ESTREIAS DA SEMANA : 15 DE FEVEREIRO

AS SESSÕES
(The Sessions). 2013. Dir: Ben Lewin. Com John Hawkes, Helen Hunt, William H.Macy.
Baseado em fatos reais, é a história do escritor de 38 anos que passou toda sua vida em um respirador artificial devido à poliomielite. Seu desejo é de perder a virgindade e para isso conta com o apoio de um padre e de uma bela terapeuta sexual, interpretada por Helen Hunt (Oscar de melhor atriz por “Melhor é Impossível” de 1997) .A premissa aposta no drama com humor ocasional para aliviar as emoções de uma história que fala de superação de obstáculos e questiona o sentido de estar vivo. Helen Hunt está na disputa do Oscar desse ano por esse papel que talvez lhe garanta lembrar o público de seu talento.

John Hawkes & Helen Hunt

John Hawkes & Helen Hunt

A HORA MAIS ESCURA
(Zero Dark Thirty). 2013. Dir:Kathryn Bigelow. Com Jessica Chastain, Jason Clarke.
O filme traça uma crônica sobre a caçada ao terrorista Osama Bin Laden após os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001. Agente da CIA participa da operação de caçada que adentra o território paquistanês em busca do homem mais procurado do mundo. O filme, com orçamento de $20 milhões e quase se chamou “Kill Bill Laden” estava em produção quando o terrorista foi morto e , por isso, o roteiro que se centrava na caçada a Bin Laden foi reescrito para focar também seu assassinato pelas tropas. Dirigido por Kathryn Bigelow (ex esposa de James Cameron) que foi premiada com o Oscar em 2008 por “Guerra ao Terror”), esse seu novo filme chegou a ter sua produção inspecionada pelo Pentágono. Na disputa desse ano pelo Oscar, “A Hora Mais Escura” carrega 5 indicações : Melhor filme, roteiro original, montagem, edição de som, e atriz para Jessica Chastain, de 35 anos cuja carreira nas telas inclui papéis em filmes como “Histórias Cruzadas” e “A Árvore da Vida”.

Jessica Chastain em cena

Jessica Chastain em cena

NOTÍCIAS

Ben Stiller como Larry Dale

Ben Stiller como Larry Dale

Ben Stiller conformou junto ao diretor Shawn Levy “Uma Noite no Museu 3” para Dezembro de 2014. Ainda que o segundo filme não tenha sido tão empolgante quanto o primeiro, os personagens e as situações guardam possibilidades não exploradas para mais um filme, o que os fans é claro agradecem.

Jim Carrey deve estar feliz

Jim Carrey deve estar feliz

Jim Carrey pode voltar a interpretar O Grinch já que foi oficializado pela Universal uma sequência para o filme de sucesso feito em 2000. Os estúdios de Hollywood parecem gostar dos personagens criados pelo Dr.Seuss já que houveram animações como “Horton e o mundo dos quem”, “O Lorax” e o que mais ainda vier.

Para o alto e avante !!!!

Para o alto e avante !!!!

Desta vez uma responsabilidade ainda maior repousa sobre os ombros do homem de aço. Depende totalmente do resultado em bilheterias de “O Homem de Aço” este ano, qualquer chance da Warner produzir um filme com os heróis da Liga da Justiça como alardeado o tempo todo pelos fans.

 

 

BIO : ROBERT ZEMECKIS, DIRETOR DE “O VÔO” E MUITO MAIS.

Quando Robert Zemeckis enviou Michael J.Fox para frente e para trás no tempo em “De Volta Para o Futuro” (Back To The Future) marcou toda uma geração e foi ainda além deixando na cultura pop um produto reconhecido mesmo por aqueles que não viveram os anos 80.

Robert Zemeckis

Robert Zemeckis

Robert Lee Zemeckis , nascido em 14 de Maio de 1951, começou a carreira como roteirista de Tv (Kolchak & Os Demônios da Noite) e cinema (1941 – Uma Guerra Muito Louca) sendo apadrinhado por Steven Spielberg em seus primeiros trabalhos. Estreou como diretor em 1978 com “Febre de Juventude” (I Wanna Hold Your Hand ), uma comédia de costumes mostrando a tietagem em torno dos Beatles. No ano seguinte, voltou ao gênero com “Carros Usados” (Used Cars) sobre o dia a dia dos vendedores de automóveis. Foi em 1984 que Zemeckis chamou a atenção com “Tudo por uma Esmeralda” (Romancing The Stone) colocando um mercenário charmoso (Michael Douglas), uma ingênua mas belíssima escritora de romances (Katheleen Turner) e uma trambiqueiro atrapalhado (Danny DeVito) atrás de uma inestimável pedra preciosa. Apesar de criticado na época de seu lançamento como um Indiana Jones genérico, o filme de Zemeckis tinha identidade própria distribuindo boas doses de ação e humor em um roteiro que na verdade havia sido escrito antes do arqueólogo aventureiro de Spielberg e George Lucas.

Douglas & Turner : Química Impecável

Douglas & Turner : Química Impecável

O sucesso gerou a sequência “A Jóia do Nilo” (The Jewell of the Nile) em 1985, mas que não foi dirigido por Zemeckis que, na mesma época, se comprometera com o projeto que viria a se tornar “De Volta Para o Futuro”. Apesar de ter filmado algumas cenas com Eric Soltz como Marty McFly, o estudio queria Michael J.Fox que, desconhecido para o público em geral, estrelava a sitcom “Caras & Caretas” (Family Ties) para a rede de Tv NBC. A solução conciliatória para os dois trabalhos foi Fox filmar a série durante o dia e atuar no longa de Zemeckis à noite em uma exaustiva jornada de trabalho. O sucesso sorriu para Fox catapultando sua carreira e levando a duas continuações “De Volta Para o Futuro 2” e “De Volta Para o Futuro 3”, filmadas simultaneamente e lançadas separadas em 1989 e 1990.

McFly, Doc Brown e Einstein (O cão)

McFly, Doc Brown e Einstein (O cão)

Em 1988, Robert Zemeckis ainda encarou o desafio de filmar com atores de carne e osso contracenando com desenhos animados em projeto que envolveu a co-participação de estúdios de animação rivais como a Disney e a Warner. O resultado que veio a se tornar “Uma Cilada Para Roger Rabbit” (Who Framed Roger Rabbit?) uniu sucesso artístico e comercial graças a um trabalho perfeito que aliou técnica e talento humano para tornar crível um universo de desenhos animados paralelo ao nosso. Depois de voltar à comédia em “A Morte lhe cai bem” em 1992 que o fez trabalhar com Meryl Streap, Bruce Willis e Goldie Hawn além de voltar à TV como um dos diretores de “Amazing Stories”, projeto de Spielberg para recriar uma série de antologia voltado para histórias fantásticas, Zemeckis foi finalmente premiado com o Oscar com a história do simplista e ingênuo “Forrest Gump” em que Zemeckis novamente teve a oportunidade de demonstrar domínio em trabalhos em que a parte técnica se integrava totalmente ao enredo filmado. Tom Hanks aparece contracenando com grandes personalidades históricas como o Presidente Kennedy, John Lennon e Elvis Presley em um triunfo de forma e conteúdo. O filme ainda revelou o talento de Gary Sinise.

A vida é uma caixa de chocolates !!!!

A vida é uma caixa de chocolates !!!!

Nos anos seguintes, Zemeckis demonstrou versatilidade experimentando gêneros como a ficção científica (Contato – 1997, com Jodie Foster e baseado no romance homônimo de Carl Sagan) e o Terror (Revelação – 2000 com Harrisson Ford e Michelle Pfeiffer mesclando sobrenatural e psicopatia). No entanto, nunca se esqueceu do elemento humano em suas histórias e voltou a trabalhar com Tom Hanks em “Náufrago” (Castaway – 2001) em uma história difícil sobre um moderno Robinson Crusoé, toda centrada em uma único personagem e um único cenário.  Experimentou a animação por computador em dois trabalhos seguidos “O Expresso Polar” em 2004, um drama natalino novamente com Tom Hanks e “A Lenda de Beowulf”  em 2007 , um épico adaptando lenda anglo-saxônica narrada em poema.

Depois da recepção fria de “Os Fantasmas de Scrooge” (A Christmas Carol) em 2009 em que revisitou o clássico texto de Charles Dickens, Zemeckis volta aos holofotes agora com “O Vôo” (Flight) estrelado por Denzel Washigton e promete ainda muito mais com seu talento que sempre faz seus trabalhos serem tão admirados, atravessando gerações e fazendo do presente e do passado um mero prólogo para o que está por vir no futuro.

ESTREIA 8 DE FEVEREIRO – FOGO CONTRA FOGO

(Fire with fire) 2013. Dir: David Barett. Com Josh Duhamel, Bruce Willis, Vincent D”Onofrio, Rosario Dawson.

Bruce Willis

Bruce Willis

Enquanto não estréia “Duro de Matar 5” , os fans de Bruce Willis podem aproveitar essa história de policial que ajuda bombeiro que testemunha crime sendo perseguido pelo bandido que o localiza quando foge da cadeia passando facilmente pelo programa de proteção às testemunhas. Curioso é que o título desse filme é idêntico ao usado em 1995 para “Heat”, filme policial que reuniu em cena pela primeira vez Al Pacino e Robert DeNiro. Alguém lembra ?

 

estréia – 8 de fevereiro : As Aventuras de Tadeo

(Las aventuras de Tadeo Jones) ESP 2013. Dir:  Enrique Gato. Vozes : Meritxell Ané, Oscar Barberán.

Indiana Jones Espanhol

Indiana Jones Espanhol

Não é impressão. De fato, Tadeo Jones é um genérico espanhol do famoso arqueólogo aventureiro criado por Steven Spielberg. Não digo isso pejorativamente, pois tem seus méritos o simpático Tadeo, pedreiro que sonha em ser tão famoso quanto um certo Indiana. Sua grande chance vem quando chega até suas mãos um artefato que aponta para uma cidade perdida e um tesouro fabuloso que irá levá-lo a concretizar seu sonho em meio a todos os perigos de uma grande aventura. A animação é espanhola e vem a quebrar o dominio americano no gênero. Seu sucesso o fez indicado a 5 prêmios Goya, o Oscar do cinema espanhol. Divertido e engraçado, vale a pena assistir esse novo herói aventureiro.

 

 

 

 

 

ESTRÉIA 8 DE FEVEREIRO – O VÔO

(Flight) 2013. Dir: Robert Zemeckis. Com Denzel Washington, Melissa Leo, Don Cheadle, John Goodman.

Denzel Washington

Denzel Washington

Quando 24 de Fevereiro chegar, veremos se a atuação premiada pela academia ficará com Daniel Day Lewis (o favorito e já premiado) com Linconl ou com o também já premiado Denzel Wahington que estrela essa história investigativa sobre piloto que salva a vida de seus passageiros depois de uma pane durante o vôo. Aplaudido como herói, ele é logo transformado em suspeito de ter provocado tudo e vítima de uma investigação que desenterrará seus erros passados. O filme é um misto de drama e suspense dirigido por Robert Zemeckis (aguardem matéria aqui em breve sobre Zemeckis) que estava afastado dos grandes filmes e faz aqui um retorno notável. O filme ainda está concorrendo ao prêmio de melhor roteiro original, aqui baseado levemente em incidente real.

 

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por adilson69 Com a tag

ESTRÉIA 8 DE FEVEREIRO – MEU NAMORADO É UM ZUMBI

(Warm Bodies) 2013. Dir: Jonathan Levine. Com Teresa Palmer, Nicholas Hoult, John Malkovich.

Não é Crepúsculo. É pior ou melhor dependendo do gosto.

Não é Crepúsculo. É pior ou melhor dependendo do gosto.

Zumbis já foram a matéria prima das produções B imaginadas  por George Romero, mas hoje estão muito populares aparecendo no cinema e na TV cada vez com mais. Então por que não juntar o clima de “The Walking Dead” com a boboseira dos filmes baseados em Stephanie Meyer. Assim sendo, uma bela jovem vive um amor impossível por um zumbi (Não reclame, só trocou-se um vampiro branquelo por um zumbi babão). Acrescente humor na receita e não espere muita coisa.