ESTREIAS DA SEMANA : 6 DE JUNHO – O GRANDE GATSBY

o NOVO Gatsby

o NOVO Gatsby

Nos anos 20, os norte-americanos viviam um período de prosperidade ímpar. Embalados pelo jazz tocado nas festas e no rádio, principal mídia da época, as pessoas se deslumbravam pelo glamour e pelo materialismo ditado por hábitos de uma sociedade cega ao naufrágio dos valores morais. Foi nesse contexto ambíguo, de um lado a opulência e do outro a falência moral, que F.Scott Fitzgerald (1896/1940) escreveu “O Grande Gatsby” (The Great Gatsby) , que na época de seu lançamento (1925) pouco chamou a atenção do público leitor. Foi a posteridade quem delegou ao livro o título de uma mais maiores obras literárias do século XX, e isso quando Fitzgerald já havia morrido, desacreditado da força de suas próprias obras. Fitzgerald era ele próprio assíduo frequentador das mesmas festas retratadas na história de Jay Gatsby, um homem rico de passado misterioso que usa de seu prestígio e posição social abastada para reconquistar um antigo amor, a insegura Daisy hoje casada com um homem igualmente rico mas que a trai e maltrata. A história é contada do ponto de vista de Nick Carraway, primo de Daisy, jovem escritor que faz o narrador onisciente que vislumbra o mundo dos ricos e sofisticados com admiração e que serve de alter ego do próprio autor. É Nick quem desnuda para o leitor as falhas da sociedade americana daqueles anos loucos, como ficou convencionado chamar a era do Jazz (The Roaring Twenties).

Redford & Farrow

Redford & Farrow

Já houveram três adaptações do livro: 1926, 1949 e 1974 sendo esta última a versão mais famosa com Robert Redford, Mia Farrow e Sam Waterson nos respectivos papéis de Gatsby, Daisy e Nick, papeis esses que agora são representados por Leonardo DiCaprio, Carey Mulligan e Tobey MacGuire, todos dirigidos por Baz Luhrmann. Sua batuta costuma mezclar o clássico e o pop em cores e som de exuberante esplendor e até exagero, como foi em “Romeo + Julieta” (1996) também protagonizado por Leonardo diCaprio e o bem sucedido “Moulin Rouge” (1998). Essa mesma abordagem pode ser sentida nessa releitura do clássico de Fitzgerald apesar do ótimo texto, o que pode ser tanto curiosa como cansativa nas telas. O filme foi exibido no Festival de Cannes desse ano, mas fora da mostra competitiva e não arrecadou muito da bilheteria americana quando estreou em 10 de Maio último, com pouco mais de $50,000,000 contra um investimento total de $131,103,000. Ainda assim, sua refilmagem aponta a força das palavras de seu autor que procurou registrar o comportamento humano em um determinado período de tempo ainda visto por muitos como um período de glamour, mas que também mostra o início do fim para uma sociedade quando o ter sobrepõe a importância do ser.

 

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