ESTREIAS DA SEMANA : 30 DE AGOSTO

SE PUDER DIRIJA

TALENTOS REUNIDOS

TALENTOS REUNIDOS

(Bra 2012) Dir: Paulo Fontenelle. Com Luiz Fernando Guimarães, Leandro Hassum, Lavinía Vlasak, Reynaldo Gianichini, Eri Johnson, Tonico Pereira, Gabriel Palhares, Barbara Paz. Comédia

João é um manobrista de estacionamento (Guimarães) que nunca foi um pai exemplar desde que se separou de sua esposa (Vlasak). Quando decide ir ao encontro de seu filho, se apropria do carro de uma cliente com a esperança de que esta nem note, mas dá tudo errado e só se mete em encrenca. Primeiro filme brasileiro rodado em 3D utilizando câmeras importadas dos Estados Unidos. É uma comédia de costumes apoiada no carisma de um ótimo elenco, tendo à frente o ótimo Luiz Fernando Guimarães (Os Normais) com seu costumeiro ar irônico e casual.

OS ESTAGIÁRIOS

CURTIÇÃO PARA O FIM DE SEMANA

CURTIÇÃO PARA O FIM DE SEMANA

(The Internship) EUA 2013. Dir: Shawn Levy. Com Vince Vaughn, Owen Wilson, Rose Byrne. Comédia

Dois amigos quarentões que perdem seus empregos e se vêem como dinossauros que nunca se adaptaram ao mundo digital se inscrevem em estágio no Google e passam a conviver com candidatos com a metade de suas idades, trocando experiências que nem sequer imaginavam. Escrito e produzido por Vince Vaughn (Penetras Bons de Bico, Separados pelo casamento) , é uma comédia interessante explorando a inserção no mercado profissional em nossa realidade digitalizada, informatizada, em que tudo é tão instantâneo quanto o pressionar de um teclado, mas nem por isso mais fácil. Nem tudo é verdade vai funcionar mas ainda assim é curioso essa confrontação entre a necessidade e a oportunidade.

O CASAMENTO DO ANO

ELENCO ESTELAR MAS HISTORIA COMUM

ELENCO ESTELAR MAS HISTORIA COMUM

(The Big Wedding) EUA 2012. Dir: Justin Hackham. Com Robert De Niro, Diane Keaton, Amanda Seyfried, Ben Barnes, Susan Sarandon, Katherine Heigl, Robin Williams, Topher Grace. Comédia.

Casal divorciado mantem as aparências para o casamento de seu filho  adotado que receberá a visita de sua mãe biológica. O encontro de todos será uma grande confusão. Este é um daqueles filmes em que a história não é nada demais, tem até aquele ar de novela das sete da Rede Globo, mas o elenco reunido é a grande atração.

 

por adilson69

NÓS AINDA TEMOS UM SONHO

DATA HISTÓRICA

DATA HISTÓRICA

Há exatos cinquenta anos cerca de 250 mil pessoas marcharam pela cidade de Washington em protesto contra a segregação racial nos Estados Unidos. O discurso do Pastor Martin Luther King Jr entrou para a história com seu conteúdo libertador e provocador que buscou conscientizar as pessoas da igualdade entre brancos e negros. Seu espírito permanece atual apesar de todas as conquistas humanas e sociais que ocorreram desde o assassinato de Martin Luther King cinco anos depois desta mensagem de tolerância, fé e irmandade.

Fraternidade para todos

Fraternidade para todos

O diretor Paul Greengrass (Ultimato Bourne) já anunciou interesse em dirigir uma cinebiografia sobre este grande líder que tentou nos mostrar que nossa humanidade jamais deveria estar condicionada à cor da pele. O ator Forest Whitaker (O ultimo rei da Escócia) já foi contatado e aceitou o icônico papel que já deveria ter sido levado para às telas. Abaixo, um trecho deste emocionante discurso lido em 28 de Agosto de 1963 próximo ao Memorial de Linconl.

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!
Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado. “

O ator ideal para o papel de Martin Luther king

O ator ideal para o papel de Martin Luther king

por adilson69

ESTREIAS DA SEMANA: 23 DE AGOSTO

OS INSTRUMENTOS MORTAIS : A CIDADE DOS OSSOS

Fantasia nas telas

Fantasia nas telas

(The Mortal Instruments : The City of Bones) EUA 2013. Dir: Harold Zwart. Com Lily Collins, Jamie Campbell Bower, Robert Sheehan, Jemina West, Jonathan Rhyes Myers.
Resumidamente :A Jovem Clary (Collins), de 16 anos, tem a mãe sequestrada por forças sobrenaturais e descobre ter talentos especiais e consegue enxergar o que é invisível aos olhos humanos, ou seja a presença dos caçadores de sombras que perseguem demônios, vampiros, lobisomens e toda espécie de seres sobrenaturais.
Adaptado do primeiro de uma série de 6 livros escritos pela norte-americana Cassandra Clare (o sexto ainda está para ser lançado em 2014 nos Estados Unidos) que explora elementos fantásticos em meio ao cotidiano de um grupo de jovens. O primeiro livro, lançado em 2007, alcançou a 8ª posição entre os mais lidos de acordo com o New YorK Times. Lily Collins, filha do cantor Phil Collins, foi a princesa Branca de Neve do fracassado “Espelho Espelho Meu” e aos 24 anos assume o papel principal desta que pode ser a nova franquia milionária de Hollywood. As comparações com a saga “Crepúsculo” são inevitáveis, mas o material de Clare é mais rico e elaborado, o que não garante ainda que venha a ser tornar um sucesso. se depender do público jovem, as sequências virão e o segundo livro “Cidade das Cinzas” já entrou em pré-produção pela Sony Pictures, anunciado já para o ano que vem, aposta alta do estúdio.

FRANCES HA

Para quem gosta do estilo Woody Allen

Para quem gosta do estilo Woody Allen

(Frances Ha) EUA 2012. Dir: Noah Baumbach. Com Greta Gerwig, Mickey Sumner. Comédia Dramática.
Jovem de 20 e poucos anos (Gerwig) sonha em ser bailarina e precisa aprender a se virar quando é abandonada pela colega com quem dividia um apartamento em Nova York. Escrito pela própria Greta Gerwig que interpreta a protagonista, o filme foi feito em preto e branco, o que lhe acentura o tom de desilusão que acompanha sua história. Curiosamente, a atriz Mickey Sumner é filha do cantor Sting.

SEM DOR SEM GANHO

Dá pra rir ?

Dá pra rir ?

(Pain & Gain) EUA 2013. Dir: Michael Bay. Com Mark Walberg, Dwayne Johnson, Tony Shaloub. Comédia
Michael Bay, o diretor de “Transformers” e diversos filmes de ação parte para a comédia nesta história de três fisioculturistas dos anos 90 que sequestram um dos clientes mas tudo dá errado e em vez de conseguir o que querem só arrajam mais problemas. Adaptado de um artigo do Miami News, que por sua vez narrou um fato real.

MUITO BARULHO POR NADA

Saem os heróis Marvel e entra Shakespeare

Saem os heróis Marvel e entra Shakespeare

(Much ado abot nothing) EUA 2012. Dir; Joss Whedon. Com Clark Gregg, Nathan Fillion, Amy Acker. Comédia Dramática
Adaptado da peça de William Shakespeare e já levado às telas anteriormente. A última por Kenneth Branagah em 1993) . Aqui, o diretor de “Os Vingadores” e criador da série “Buffy”, tráz para as platéias de hoje.
Governador de Messina recebe amigo que retorna da guerra com seu irmão rebelde. Este se apaixona pela filha do governador em meio a uma conspiração armada nos bastidores do reino.

por adilson69

20 ANOS DE PARQUE DOS DINOSSAUROS

Cena angustiante

Cena angustiante

Há mais de 20 anos atrás, quando se pensava em fazer um filme com criaturas gigantescas como os dinossauros, a alternativa melhor era usar a técnica do “stop motion” ou algum outro recurso mecânico (como Bruce, o Tubarão do filme de Spielberg) para dar vida a seres que só poderiam existir na imaginação humana. O avanço no uso de modelos robóticos (animatronics) e a evolução da tecnologia digital conspirariam para assombrar o mundo com os animais pré-históricos realistas de “Parque dos Dinossauros” (Jurassic Park) que estreou há exatos 20 anos e agora ganha relançamento convertido para a tecnologia 3D.

O impressionante ataque do T-Rex

O impressionante ataque do T-Rex

Eficiente mistura de filme catástrofe e filme de monstro, o filme brinca com o assunto da clonagem, elemento explorado em roteiros de ficção científica, se aproveitando da curiosidade e do fascínio do público por essas ameaçadoras criaturas que um dia reinaram absolutas sobre o planeta. A princípio, o escritor Michael Crichton havia começado a desenvolver a história em 1983. Originalmente, o roteiro mostraria um pterodátilo clonado a partir de um ovo, e que levaria à recriação de outros dinos, sendo que toda a narrativa seria centrada nos olhos de uma criança. A ideia de um parque temático que fica fora do controle e ameaça seus visitantes já havia sido testada por Crichton em outro filme de sua autoria, “Westworld – Onde ninguém tem alma” de 1977. Foi necessário quase uma década para Crichton terminar seu livro, finalmente publicado em 1989 e já com os direitos de adaptação para o cinema garantidos para o Universal Studios, depois das tentativas da Warner e Columbia de negociar com o autor. Este, desde o começo desejou ter Steven Spielberg, quem já conhecia desde a época de produção de “O Enigma de Andrômeda” (1971), na cadeira de diretor do filme.

Sam Neill, o Dr.Alan Grant

Sam Neill, o Dr.Alan Grant

Para escrever a história, roteirizada por David Koepp, Crichton pesquisou profundamente sobre o período pré-histórico mas se fez valer de algumas liberdades poéticas. O tamanho real dos velociraptores era menor do que o mostrado no filme. Acredita-se que esses répteis – da família dos dromaesauridae – eram predadores carnívoros com o corpo coberto por penas, tal qual uma ave. Em determinado momento do filme, o Dr. Alan Grant (Sam Neill) comenta que esses animais evoluíram para as aves, o que veio a ser comprovado por descobertas posteriores. Outra diferença é o achado de fósseis de velociraptores em Montana, o quarto maior estado norte-americano, no início do fime. Na realidade, tais esqueletos nunca foram encontradas nesta região, sendo mais comum na região da Ásia. Ainda sobre o tamanho real dos velociraptores, tempos depois do filme foram encontrados fósseis de alguns especimens que teriam a altura comparada à da usada no filme. O personagem do Dr. Grant foi inspirado em um paleontólogo americano, o Dr.Jack Horner que veio a atuar nos bastidores do filme como consultor técnico.De qualquer forma, o sucesso mundial do filme e do livro estimulou o interesse pela paleontologia, levando a um aumento recorde de alunos matriculados nas universidades americanas.
Quando as filmagens estavam para se iniciar, Steven Spielberg queria o ator Richard Dreyfuss (Tubarão, Contatos Imediatos do 3º Grau) no papel do Dr. Alan Grant. Harrison Ford também chegou a ser sondado para o papel, mas recusou. No fim, o ótimo Sam Neill ficou o papel. Sua colega de profissão e fiel escudeira, Ellie Sattler ficou com Laura Dern depois de testadas nomes como Sandra Bullock, Gwynette Paltrow e Julianne Moore (que acabou entrando para a sequência, mas em outro papel). Nomes como Sigourney Weaver, Michelle Pfeiffer, Jodie Foster e Julia Roberts também chegaram a ser cogitadas para o papel. Outro que quase entrou para o filme foi Jim Carrey, um dos nomes pensados para o papel do matemático Ian Malcolm, que acabou ficando com Jeff Goldblum. O milionário John Hammond, dono do parque pré-histórico, poderia ter sido Sean Connery, se este tivesse aceito o papel que acabou ficando com o inglês “Richard Altenborough, diretor de excelentes cinebiografias como “Gandhi” (1982) e “Chaplin” (1992), que acabara de terminar pouco antes do início das filmagens de “Parque dos Dinossauros”. Curioso foi a escolha do ator mirim Joseph Mazzello para o papel de Tim, um dos dois netos do milionário John Hammond. Mazzelllo havia feito teste com Robin Williams e Dustin Hoffman para papel em “Hook-A Volta do Capitão Gancho” – que Spielberg filmara pouco antes de “Jurassic Park”. Como era jovem demais na época, Mazzello perdeu a oportunidade mas impressionou Spielberg que prometeu chamá-lo para um próximo filme. Cumprida a promessa, Spielberg alterou a idade das crianças. No livro, Tim é mais velho que sua irmã, o contrário do filme. Mazzello pode ser visto em papel menor no recente “GI Joe – Retaliação”.
O filme custou em torno de 63 milhões de dólares, rendendo mais de 400 milhões só nos Estados Unidos e ganhando 3 Oscars : melhor som, edição de som e efeitos sonoros. Aqui no Brasil, a bilheteria também foi superlativa estabelecendo um recorde quebrado só pouco anos depois pelo “Titanic” de James Cameron. Claro, que viriam sequências e no caso de “Parque dos Dinossauros” foram duas : “O Mundo Perdido – Jurassic Park” em 1997 – também dirigida por Spielberg que pela primeira vez filmava uma continuação – e Jurassic Park 3 (2001) produzida por Spielberg mas dirigida por Joe Johnston (Capitão América, O Lobisomem). Antes de morrer em 2008, Crichton trabalhava em um roteiro para um quarto episódio, que apesar disso será feito, estando prometido para 2015. O sucesso desse relançamento certamente levará à volta dos dinos para as telas. Alguém duvida, IABADABADU !!

por adilson69

ESTREIAS DA SEMANA : 16 DE AGOSTO

BLING RING – A GANGUE DE HOLLYWOOD

vejam : Hermione cresceu

vejam : Hermione cresceu

(Bling Ring) EUA 2013. Dir:Sofia Coppola. Com Emma Stone, Katie Chang.

Vivemos na era das celebridades. As pessoas se permitem fascinar pela vida glamourosa dos famosos e, por vezes, cometem até desatinos para ficar perto desses. O novo filme de Sofia Coppola narra um fato real, o de adolescentes que invadem casas de famosos para roubar seus pertences. O filme procura mostrar o grupo numa tentativa de compreender essa cultura que ganha muitas vezes o foco das noticias, justamente por violar regras de comportamento para entrar em um mundo que idealizam como sendo melhor, mais divertido. Entre as jovens do grupo, está Emma Watson, a jovem atriz inglesa que há pouco tempo viveu durante 8 filmes a bruxinha Hermione da franquia Harry Potter. De quebra, a diretora desnuda a futilidade de uma geração que parece viver sem se dar conta do seu vazio, e por isso, viola regras e comete delitos que julgam lhes darão algum sentido. O filme não se aprofunda, nem faz questão de apontar uma solução moral, mas mostra como os jovens carecem de algo que os direcione, principalmente os mais abastados. Boa pedida para refletir.

PERCY JACKSON & O MAR DE MONSTROS

Nova Chance para Percy Jackson

Nova Chance para Percy Jackson

(Percy Jackson & The Sea of Monsters) EUA 2013. Dir: Thor Freudenthal. Com Logan Lerman, Alexandra Daddario, Brandon T.Jackson.

Quando o primeiro filme de Percy Jackson chegou às telas em 2010, as comparações com a saga de Harry Potter foram inevitáveis. Mas apesar do apelo infanto-juvenil de ambos, são obras bem distintas. Chris Columbus, que dirigiu os dois primeiros Harry Potter, dirigiu “Percy Jackson & O Ladrão de raios” com um roteiro que muito pouco soube aproveitar do material original escrito em uma série de 5 livros pelo escritor norte-americano Rick Riordan. Foram várias as mudanças, muito além da idade do personagem principal (que no livro tem 12 anos e no filme 17) e que comprometeram o resultado final. Desagradou aos fãs e ficou desinteressante para os não iniciados. Foi somente a pressão dos fãs que levou a esse segundo filme, mais próximo do livro e que, contudo, não conseguiu um desempenho melhor nas bilheterias americanas quando estreou semana passada. Custo em torno de $90 milhões e fez somente $14 milhões na estréia. Mas não se enganem, pois bilheterias menores não significam necessariamente um filme ruim.

Depois dos eventos do episódio anterior, Percy Jackson está tentando se acostumar ao papel que lhe cabe como filho de Poseideon, quando o acampamento que agora é seu lar é invadido por criaturas e fica vulnerável a outros perigos. Para restaurar a segurança do lugar é necessário encontrar um artefato místico : O Velocino de Ouro, que de acordo com a mitologia grega foi objeto de busca do antigo rei Jasão do reino da Tessália. Rick Riordan é hábil ao utilizar os elementos da mitologia grega, razão pela qual seus livros são best-sellers e contam com uma legião de fãs. Tomara que ainda haja chance para outras adaptações da saga de Percy Jackson. É merecido.

FLORES RARAS

Uma bela historia, sem preconceitos.

Uma bela historia, sem preconceitos.

Bras. 2013. Dir:Bruno Barreto. Com Gloria Pires, Miranda Otto.

Baseado em fatos reais : O romance de uma escritora, a poetisa americana Elizabeth Bishop (a australiana Miranda Otto, que trabalhou em “O Senhor dos Aneis”) que ganhou o Pulitzer e a arquiteta carioca Lota de Macedo Soares (Gloria Pires), grande amiga do político Carlos Lacerda e que idealizou o Parque do Flamengo. O filme toca no delicado assunto da relação homossexual, mas com sensibilidade e uma presença em cena fantástica de Gloria Pires que confirma o fato de ser uma das melhores atrizes brasileiras.

GENTE GRANDE 2

Crescer pra que ?

Crescer pra que ?

(Grown ups 2) Dir: Dennis Dugan. Com Adam Sandler, Kevin James, Chris Rock, David Spade, Salma Hayek, Maria Bello, Taylor lautner.

Adam Sandler não foi bem na bilheteria de seus filmes anteriores : “Cada um tem a gêmea que merece” (Jack and Jill) e “Este é meu garoto” (That’s my boy) , logo, volta esse ano com a sequência de um de seus antigos sucessos. Em “Gente Grande 2″, lenny (Sandler) e seus amigos loucos continuam a levar suas familias para as situações mais esdrúxulas a medida que percebem que crescer é chato se você não manter um lado como um eterno adolscente, o que significa que as encrencas te seguem em dobro. Essa nova aventura desses quarentões loucos traz como extra a presença de Taylor Laytner, o lobisomem bombado da saga Crepúsculo, para alegria das meninas. Outro extra é a estreia de Patrick Schwarzenegger (filho do Arnold) como um dos membros de fraternidade de Taylor Lautner. Algumas coisas funcionam aqui e outras não. A sequência da festa temática dos anos 80, por exemplo, vai fazer a alegria dos saudosistas. Enfim, rir é sempre uma coisa boa.

por adilson69

ESTREIAS DA SEMANA : 9 DE AGOSTO

CAMILLE CLAUDEL 1915

JULIET BINOCHE

JULIET BINOCHE

(Camille Claudel 1915) Fr. 2013. Dir: Bruno Dumont. Com Juliet Binoche, Jean Luc Vincent, Robert Leroy.

Já houve em 1988, uma cinebiografia da escultora Camille Claudel retratada pela ótima e belíssima Isabelle Adjani . Esta reaproximação à sua história é um recorte no tempo, tratando de um período particular de sua vida, justificando o ano que acompanha o título do filme. No período retratado, Camille é internada em um asilo (no qual ficou internada por décadas) para os mentalmente perturbados. A escultora sofria de esquizofrenia e acreditava que seu ex-amante, o também escultor Auguste Rodin, se apropriava de seus trabalhos. O filme de Bruno Dumont se preocupa menos com a história de vida de Camille, se concentrando em um tratamento intimista, uma abordagem psicológica que mostre os conflitos íntimos de quem lutava por sua sanidade. Para obter esse efeito, Binoche filmou com pacientes psiquiátricos   verdadeiros. O resultado reinforça essa atmosfera e já deu ao filme um tom diferente já que não se trata de uma cinebiografia tradicional, mas de um enfoque em um momento da vida de uma grande artista cujo brilhantismo conviveu com a insanidade. O filme já recebeu  a indicação para o Urso de Ouro no Festival de Berlim. Uma boa pedida para quem está interessado em filmes mais intimistas.

CÍRCULO DE FOGO

OS GIGANTES DE DEL TORO

OS GIGANTES DE DEL TORO

(Pacific Rim) EUA 2013. Dir: Guilhermo Del Toro. Com Ron Perlman, Charlie Humnan, Diego Klatenhoff, Idris Elba, Charlie Day.

Criaturas monstruosas vindas do fundo do mar (chamadas Kaiju) despertam de sono milenar e ameaçam a raça humana. Depois de anos de guerra contra os monstros, robôs gigantes (os Jaegers – palavra alemã para caçador) controlados pela mente de dois pilotos assumem a defesa do mundo. Um ex-piloto e um estagiário vem a controlar um modelo antigo dos Jaegers que talvez tenha melhor chance onde outros falharam. Desse embate depende o futuro de nossa própria espécie. GuilheremO Del Toro é um genuíno nerd que alcançou o posto de grande realizador de filmes do gênero. Para aqueles que assistíam a antigas séries tipo Ultraman e Spectreman , vão sentir aquela sensação de deja vú, proposital do diretor que buscou inspiração em animês do gênero. Del Toro faz uso do melhor em efeitos especiais para criar um entretenimento de primeira (orçado em torno de $180,000,000) descompromissado com a realidade, mais em sintonia com o clima de história em quadrinho. Tom Cruise quase ficou com o papel de protagonista que acabou com Idris Alba. Curiosamente é o primeiro filme de del Toro com Ron Perlman (o Hellboy) de cara limpa, em papel sem maquiagem. Ação e Ficção que certamente deve gerar sequência.

ESTREIAS DA SEMANA : 2 DE AGOSTO DE 2013

REDS 2 ; APOSENTADOS E AINDA MAIS PERIGOSOS

Ainda duros na queda !!

Ainda duros na queda !!

(Reds 2) EUA 2013. Dir: Dean Parisot. Com Bruce Willis, John Malkovich, Hellen Mirren, Mary-Louise Parker, Anthony Hopkins, Catherine Zeta Jones.

O agente Frank Moses (Bruce Willlis) reúne mais uma vez sua equipe de veteranos para uma nova missão envolvendo um cientista que no passado criou uma mortífera bomba que pode ser detonada a qualquer momento. Helen Mirren, John Malkovich (que roubou a cena no filme anterior) e Brian Cox estão de volta à cena para completar a diversão. Quando o filme original chegou às telas em 2010, adaptando uma HQ escrita por Warren Ellis, o público e a crítica aprovaram a reunião dos aposentados e perigosos, tornou-se certo a realização de uma sequência. Mostrando que ainda são duros na queda, os ex agentes desvendam, no primeiro filme, uma conspiração que os leva ao altos escalões do governo. À frente do elenco não poderia haver outro além do próprio duro de matar Bruce Willis com seu ar irônico que injeta humor em meio à ação, confirmando seu carisma intocável desde que começou sua carreira nos anos 80 na clássica série “A Gata & O Rato” e depois em uma diversos filmes do gênero. O novo filme, com a saída de Morgan Freeman e de Ernest Borgnine (o guardião dos registros, que já havia acertado sua volta no segundo filme mas faleceu em Julho do ano passado pouco antes do início das filmagens), ganhou o reforço de Catherine Zeta Jones e Anthony Hopkins (o próprio Hannibal Lecter) no papel do cientista. Curiosamente, tanto Hopkins quando Brian Cox viveram Hannibal Lecter em filmes diferentes. REDS 2 praticamente requenta a fórmula do primeiro filme, mas nem por isso deixa de ser divertido pelo elenco que injeta brilha no gênero ação e mostra que, tomara, eles nunca se aposentem.

SMURFS 2

A volta dos Smurfs

A volta dos Smurfs

(Smurfs 2) EUA 2013. Dir: Raja Gosnell. Com Neil Patrick Harris, Jayma Mays, Hank Azaria, Katy Perry, Jonathan Winters, Anton Yelchin.

O diretor Raja Gosnell já tinha trabalhado com personagens virtuais mezclado a atores carne e osso nos dois filmes da turma do “Scooby Doo” e repetiu o feito em “Os Smurfs” (2011) e agora na sequência que traz de volta novamente os personagens criados pelo cartunista belga Peyo em 1958,  e popularizados na década de 80 no desenho dos estúdios Hanna-Barbera. No novo filme  o vilão Gargamel (Azaria) está bem sucedido na França mas só pensa em capturar os Smurfs. Para isso cria duas criaturinhas, os danadinhos (Cristina Ricci e J.B Smoove) para corromper a Smurfete (voz da cantora Katy Perry) . Volta o elenco do filme anterior com uma baixa para outras sequências: Jonathan Winters, a voz original do Papai Smurf, morreu pouco depois de completada as filmagens deste. Filme para a familia, diverte principalmente nas cenas que envolvem o Gargamel e o gato Cruel.

 

por adilson69

por adilson69

50 ANOS DE “MOSCOU CONTRA 007” & 30 ANOS DE “007 CONTRA OCTOPUSSY”

Moscow Contra 007 = Um Bond mais sóbrio

Moscow Contra 007 = Um Bond mais sóbrio

Ano passado celebrou-se o cinquentenário do maior espião da cultura pop, Bond, James Bond. O lançamento de “007 Operação Skyfall” coroou um sucesso iniciado com “007 Contra o satânico Dr.No” e que sobrevive ao sabor das mudanças político-sociais. Este ano comemoramos respectivamente os 50 anos e os 30 anos de dois filmes bem distintos : “Moscou Contra 007” e “007 Contra Octopussy”, cada um guardando seus próprios atrativos para os fãs do icônico personagem.

“Moscou Contra 007” foi o 5º livro de Ian Fleming, o criador de Bond e foi escolhido para ser o segundo filme depois que o então presidente John Kennedy declarou que o tinha como livro de cabeçeira, incluindo-o como um de seus favoritos. Reza a lenda que “Moscou Contra 007” teria sido o último que o presidente assistiu antes de seu assassinato em Novembro de 1963. O filme, dirigido por Terence Young (o mesmo de “Dr.No”) foi lançado no Reino Unido em Outubro de 1963 e é a adaptação que menos alterações sofreu em relação ao material literário. Os roteiristas usaram a SPECTRE como a organização antagonista de Bond, deixando a referência ao comunismo mais suavizada em comparação ao livro. Na história, Bond (Sean Connery aos 33 anos) é atraído para trás da cortina de ferro para conseguir um decodificador, na verdade parte de um plano de vingança pela morte do Dr.No no filme anterior. No livro essa vingança inexiste, até porque o livro “Moscou contra 007” foi publicado antes de “Dr.No”.

O livro de Ian Fleming

O livro de Ian Fleming

Sequências memoráveis como a do Expresso do Oriente ou a passagem por Istambul ficaram marcadas na memória da franquia,  devido ao tom sóbrio e sério da narrativa, mais lenta em relação ao que o cinema de ação se tornou, o que foi se diluindo progressivamente nos filmes subsequentes. Revisto hoje fica evidente o porquê de Sean Connery ser considerado o melhor intérprete do personagem. Seja como o irresistível sedutor que leva a bela espiã russa Tatiana Romanov (a atriz italiana Daniella Bianchi) para o seu lado (o herói capitalista seduz a espiã soviética, ou seja o capitalismo seduz o socialismo) ou como o super espião que enfrenta os mortíferos vilões Grant (Robert Shaw) e Rosa Klebb (Lotte Lenya). Connery ( que usou a partir desse filme um aplique para disfarçar uma já perceptível queda de cabelo) reafirma seu charme ao som da trilha sonora de John Barry, já como principal compositor da série, embora ainda partindo dos acordes criados por Monty Norman. Aqui, o ator Desmond Llewelyn faz sua primeira aparição como o agente Q (interpretado por Peter Burton em “Dr.NO”), responsável pelo sofisticado armamento usado por Bond.   O orçamento de $2.000.00 ( o dobro do filme anterior) rendeu mais de 20 milhões de dolares (só nos Estados Unidos). Foi também o primeiro filme da franquia a anunciar nos créditos finais o retorno de James Bond, o que aconteceria em “007 Contra Goldfinger” (este já se encontrava em produção quando “Moscou contra 007” estreou no cinemas).

O clima da guerra fria já estaria bem mais atenuado quando a MGM/UA (que pouco antes haviam se fundido em uma única empresa) realizou “007 Contra Otopussy”, dirigido por John Glen, o 13º filme da cine-série e o 6º filme estrelado por Roger Moore. Este teve seu contrato renegociado antes do filme já que o ator inglês já havia se demonstrado cansado do personagem e se considerado velho demais para o papel que iniciara em 1974 em “Com 007 Viva  & Deixa Morrer”. Na verdade, os produtores temiam que uma troca de atores pudesse prejudicar a bilheteria do filme, principalmente diante da anunciada volta de Sean Connery ao papel de James Bond no filme “Nunca Mais Outra Vez”, do produtor concorrente Kevin McClory.

Roger Moore em meio ao harém de Octopussy

Roger Moore em meio ao harém de Octopussy

O título do filme foi extraído de “Octopussy & The Living Daylights” ,  14º e último livro de contos escrito por Ian Fleming e cuja primeira publicação foi nas páginas da revista Playboy e, mais tarde – depois da morte de Fleming –  em 1966 foi reunido com outros dois contos.Contudo, a história do filme mezcla elementos dos contos : Octopussy e Property of a lady. Na trama literária de “Octopussy” a missão de Bond tem a ver com ouro nazista, enquanto no filme o espião investiga o roubo de um valioso ovo Fabergé (raríssima peça de joalheria) que o coloca em rota de colisão com os planos de um príncipe deposto e seu plano de detonar uma bomba nuclear na Alemanha. A personagem título, a bela Octopussy (inicialmente ligada aos planos do vilão) seria interpretada por Faye Dunaway ou Sybill Danning, mas acabou ficando com Maud Addams, que já havia interpretado uma Bond girl em “007 Contra o Homem da Pistola de Ouro” (também estrelado por Roger Moore em 1975). O papel também quase parou nas mãos da atriz Barbara Carrera, mas esta preferiu o convite para fazer a assassina de “Nunca Mais Outra Vez”, atraída pela oportunidade de trabalhar com Sean Connery.

Maud Addams, a única Bond girl de dois filmes da série.

Maud Addams, a única Bond girl de dois filmes da série.

O elenco ainda trouxe o ator francês, educado na Inglaterra, Louis Jordan como o príncipe Kamal Khan, o ator indiando Kabir Bedi como o mortífero Gobina, capanga de Kamal Khan e o tênista profissional Vijay Armitrage que buscava uma carreira como ator na época. A trilha sonora incluiu a canção “All time high”, cantada por Rita Coolidge, sendo a primeira vez em que a canção tema de um filme de james Bond não trazia o nome do filme. Uma das novidades do filme foi colocar o personagem de Q mais participativo na trama em vez de mero personagem de bastidores. Robert Brown assume aqui o papel de M depois da morte de Bernard Lee.

A trama de “Octopussy” teve uma nítida influência de “Caçadores  da Arca perdida”, lançado pouco antes e que transformou Indiana Jones em sinônimo de aventura. Várias sequências colocam Bond em perigo eminente seja na India ou na Alemanha, num ritmo crescente com direito a floresta ameaçadora e uma terrível dupla de assassinos atiradores de faca. A sequência final com Bond vestido de palhaço no circo para alertar a todos da bomba foi uma inusitada conclusão para uma aventura de espionagem, que ainda renderia uma luta no ar com o vilão Gobina.

Enfim, vale a pena conferir essas duas pérolas que tão distintas para o telespectador. A aventura de Connery parece lenta comparada a Octopussy, mas ambas são divertidas histórias capazes de agradar não apenas aos admiradores do personagem.

 

por adilson69