ESTREIAS DA SEMANA : 20 DE SETEMBRO

ELYSIUM

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(Elysium) EUA 2013. Dir: Neill Blomkamp. Com Matt Damon, Wagner Moura, Sharlton Copley, Jodie Foster, Alice Braga. Ficção Cientifica.
Histórias de futuros pós apocalípticos são recorrentes nas telas. Geralmente servem de alegorias e metáforas sobre a condição humana, reflexão sobre o que está por vir. Quando H.G.Wells, por exemplo, escreveu “A Máquina do Tempo”, fez uma interessante analogia sobre a relação entre os abastados e o proletariado através dos Elois e os Morlocks. Até o campo da animação já divagou sobre o futuro da raça humana em “Wall-E”. Mas, não querendo dissertar sobre outros exemplares do gênero, “Elysium” vem a falar da desigualdade, da disparidade entre ricos e pobres ao mostrar um futuro em que os operários vivem em uma superfície terrestre desolada, residindo em senzalas, trabalhando em sub-condições para que os nobres possam gozar de uma vida idílica a bordo de uma estação espacial (cujo design foi baseado em projeto real da NASA) chamada Elysium, onde além de todo o conforto podem curar qualquer doença em uma cama especial com capacidade restauradora. Matt Damon (o agente Bourne) é Max, um desses operários que é contaminado por radiação e tem apenas poucos dias de vida. Trajando um exo esqueleto que amplia sua força e lhe dá capacidade defensiva, Max procura um meio de imigrar para aquele paraíso acima da Terra, único lugar em que sua vida pode ser salva pela citada cama que em segundos pode curá-lo. Wagner Moura é Spider, um contrabandista que pode ajudá-lo a entrar em Elysium, governado pela mão de ferro da ministra Delancourt (Foster). O diretor (o mesmo de “Distrito 9”) cria um curioso retrato das relações política e sociais que assolam o mundo real, as implicações sobre imigração, avanços tecnológicos e a doentia simbiose que mantem ricos e pobres em esferas de realidade distintas, favorecendo poucos em detrimento de muitos, assim como na África do Sul – terra natal do diretor e de Sharton Copley, um dos vilões do filme. Curiosamente, a história se passa em 2154, mesmo ano em que se passa “Avatar” de James Cameron.

O TEMPO & O VENTO

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Bra 2013. Dir: Jayme Monjardim, Com Thiago Lacerda, Marjorie Estiano, Cleo Pires, Fernanda Montenegro. Épico
A belíssima obra de Érico Veríssimo é o nosso “E O vento levou”, já tendo sido adaptada outras vezes como “Um certo Capitão Rodrigo” de Anselmo Duarte, de 1971 e a super-produzida mini-série da Globo de 1985, adaptada por Doc Comparato, que trazia Tarcisio Meira, Louise Cardoso e Gloria Pires nos papéis centrais de Capitão Rodrigo, Bibiana e Ana Terra. Personagens icônicos que tomam parte ativa da formação do estado do Rio Grande do Sul, arquétipos de um regionalismo fascinante de ser visto por ser registro histórico-literário de eventos como a Guerra dos Farroupilhas e a Guerra do Paraguai. O livro é um calhamaço dividido em 3 volumes, dos quais o primeiro (O Continente) foi a base para o filme de Monjadim que custou em torno de R$14 milhões e vários anos para ser feito. Monjardim, também diretor do ótimo “Olga” de 2004, já havia trabalhado com a formação do Rio Grande do Sul na mini-série da Globo “A Casa das Sete Mulheres”, e dá à obra de Veríssimo a dimensão magistral exata para os que nunca tiveram a oportunidade de ler a obra. Cleo Pires faz aqui o papel que foi da sua mãe na mini-série dirigida por Paulo José em 1985 e Thiago Lacerda é uma presença marcante e certa no papel do heróico Capitão Rodrigo. Tomara, seja dada continuidade às demais adaptações advindas de “O Tempo e o Vento”, e outros clássicos de nossa rica literatura. Ainda em tempo, o filme é narrado pela personagem Bibiana envelhecida, vivida pela maravilhosa Fernanda Montenegro. Com tantos superlativos, fica difícil não apreciar o filme.

A FAMÍLIA

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(The family) EUA 2013. Dir:Luc Bessson. Com Robert deNiro, Michelle Pfeiffer, Tommy Lee Jones, Drama.
Mafioso se muda com sua familia para cidade menor como parte do programa de proteção às testemunhas mas descobrem como é difícil mudar velhos hábitos e se adequarem a uma nova vida carregando o peso de pecados e erros que certamente cobrarão um preço. De Niro está pela segunda vez contracenando com Michelle Pfeiffer (Stardust). A bela atriz já trabalhou em filmes do gênero, no caso “Scarface” de Brian De Palma. De Niro dispensa comentários. Em dada cena, ele e Tommy Lee Jones estão assistindo “Goodfellas”, filme em que deNiro teve papel central e também abordando a vida de mafiosos. Lu Besson filmou grande parte do filme em Paris, nos estudios de Cité du Cinéma. A atriz Dianna Agron, que faz a filha de De Niro é uma das estrelas do seriado “Glee’.

AS BEM ARMADAS

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(The Heat) EUA 2013. Dir: Paul Feig. Com Sandra Bullock, Melissa McCarthy. Comédia.
Comédia de ação sobre duas policiais que precisam trabalhar juntas apesar de diferenças, para pegar um figurão do tráfico de drogas. A gordinha Melissa McCarthy roubou a cena em “Missão Madrinha de Casamento” e tem aqui papel bem adequado para explorar seu talento cômico,. conseguindo ofuscar Bullock, em seu primeiro papel aqui depois do Oscar que recebeu. O filme é uma razoável variação do tema “dupla de policiais”, sendo agora obvio duas mulheres.

por Adilson Cinema