UM ANO DO BLOG : A TODOS MEU MUITO OBRIGADO !!!

A criação do “Blogcineonline” foi em Setembro de 2012, mas a primeira postagem só ocorreu em 2 de Novembro de 2012, logo há um ano. A todos os que já passaram por aqui : Muito obrigado pelo carinho , pela participação não apenas nos comentários deixados mas através da simples visita a essa página. Sei que opiniões podem ser divergentes, mas essa troca é o que enriquece. Abaixo seguem como comemoração minha escolha de cinco momentos que mexem comigo não importando quantas vezes eu os reveja. Momentos como esses justificam todo esse amor pela sétima arte. Se a vida não a imita muitas vezes, ao menos deixa a realidade mais saborosa de ser vivida através da mais pura fantasia, reflexo de nossa esperança, amor, medo, alegria, tristeza, enfim é catarse pura. Escrevam no blog e deixem registrado que momentos no cinema mexem com vocês. Será interessante.

Cinema é .... alegra-se pelo simples motivo de que estamos vivos.

Cinema é …. alegra-se pelo simples motivo de que estamos vivos.

1- Gene Kelly em “Cantando na Chuva” : É desses momentos em que o apagar das luzes do cinema se faz sentir de forma sublime. Quando Gene Kelly fez seu número de canto e dança (o ator estava com febre e resfriado) nos mostrou como é bom estar vivo. O sentimento glorioso de que fala a letra da canção é a valorização das coisas simples da vida que na maioria das vezes não percebemos ou não nos permitimos. A cena é a celebração máxima da vida e contagia de tal forma que dá vontade de sair por aí fazendo o mesmo. Só cuidado para não aparecer o guarda !

Cinema é ... uma brincadeira de criança

Cinema é … uma brincadeira de criança

2- Paul Newman & Katherine Ross em “Butch Cassidy” – Ao som de “Rainy drops keep falling on my head” de B.J.Thomas, abre-se um interlúdio na história dos lendários pistoleiros interpretados por Paul Newman e Robert Redford para um breve encantamento. A sequência na bicicleta é de puro lirismo, como um inocente passeio com a namorada de infância. Um dia juro que pretendo refazer essa cena, mas sem o touro no final, é claro.

Cinema é ... uma lição que podemso aprender

Cinema é … uma lição que podemos aprender

3- Sidney Poitier & Judy Geeson em “Ao Mestre com Carinho” – Claro que o fato de ser professor me faz me emocionar com a sequência final em que o Professor Mark Tackery (Potier) dança com a outrora rebelde aluna (Geeson) é uma emocionante homenagem a todos que sabem quais são os percalços da vida de um docente em um país que desvaloriza o conhecimento e a cultura. Tentemos, como diz a canção tema, levá-los a alcançar a lua e a saber separar o certo do errado … a busca eterna.

Cinema é ... um alerta de que não somos os donos do mundo

Cinema é … um alerta de que não somos os donos do mundo

4- Charlton Heston em “O Planeta dos Macacos” – Não adianta quantas vezes eu reveja, o impacto ainda está lá. A revolta de Taylor (Heston) espelha nossos medos e a indignação com os rumos da raça humana. Dá um frio na espinha reconhecer a estupidez da presença do homem no planeta quando vemos a insensatez dos governos globais que brincam de Deus. Quem na verdade é o selvagem ?

Cinema é ... a imagem e o som em perfeita sincronia.

Cinema é … a imagem e o som em perfeita sincronia.

5- O discurso final de Chaplin em “O Grande Ditador” – Muito citada é a sequência em que Chaplin brinca com o globo do mundo, mas seu discurso ao final de “O Grande Ditador” é uma emocionante escolha de palavras para representar o humanismo do criador de Carlitos e uma lembrança forte de que a arrogância pode ser nossa ruína e a união em torno da paz nossa única salvação.

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por adilson69

ESTREIAS DA SEMANA : 8 DE NOVEMBRO

CAPITÃO PHILIPS. (Captain Philips) EUA 2013. Dir: Paul Greengrass. Com Tom Hanks, Catherine Keener, Barkahd Abdi.

Ele está de volta.

Gump está de volta

Depois de um tempinho longe das telas, Tom Hanks está de volta a um filme de projeção bem à altura de seu talento. Baseado em fatos reais, ocorrido em 2009, mostra o calvário pelo que passa um capitão da marinha mercante americana que fica refém de piratas somali e bravamente se esforça para sobreviver e salvar sua tripulação. Seu heroísmo é bem pé no chão, o que é no mínimo curioso com tantos filmes de super herói invadindo as telas. O bravo capitão é um homem comum levado a ações heróicas para salvar a si próprio e à sua tripulação em meio a tensão de estar sob a mira de homens que não têm nada a perder e cujos ânimos se exaltam ainda mais a medida que suas ações conduzem a uma esperada tentativa de resgate. O suspense se desenvolve sobretudo através de diálogos que procuram transpor para as imagens as palavras do livro escrito pelo verdadeiro Capitão Richard Philips. O embate entre o sensato Philips e o nervoso Muse (o vilão somaliano vivido pelo novato Barkhad  Abdi), polos opostos de uma situação de extremos, conduzida de forma elogiosa por Paul Greengrass, o mesmo diretor de “Vôo United 93” e “O Ultimato Bourne”. O filme foi muito bem recebido pela crítica e não dá para negar o carisma em cena de Tom “Forrest Gump” Hanks, queridinho para a Academia, o que justifica os rumores de uma provável terceira premiação com o Oscar ano que vem.

OS BONS DE BICO (FREE BIRDS) Animação. EUA 2013. Dir: Jimmy Hayward. Com vozes de Owen Wilson, Woody Harrelson. Dublagem : Leandro Hassum, Marcius Melhem.

A nossa dublagem valoriza

A nossa dublagem valoriza

Dois perus que não se entendem de jeito nenhum precisam por as diferenças de lado para trabalhar juntos em uma missão inusitada: viajar no tempo e fazer com que os perus deixem de ser o prato principal das festividades de fim de ano, como manda a tradição. O filme funciona melhor para o público americano já que a tradição do dia de ação de graças não tem tanta força no Brasil. Isso é compensado, na história, pelas vozes das aves: os próprios caras de pau da tv Leandro Hassum e Marcius Melhem. O diretor é o mesmo do pouco conhecido “Horton e o mundo dos Quem” (2008) . Enfim, um bom programa para se levar os filhos ao cinema no fim de semana.

por adilson69

GALERIA DAS ESTRELAS: CENTENÁRIO DE VIVIEN LEIGH

Vivien junto a Larry e gatos (sua paixão)

Vivien junto a Larry e gatos (sua paixão)

               Se existe um papel feminino marcante na história do cinema, e cujo impacto persiste até hoje, é o da jovem sulista que perde tudo em meio à guerra de secessão, menos a garra e a atitude indomável com a qual disse “Eu nunca mais passarei fome” ao som da trilha sonora de Max Steiner. Scarlett O`Hara foi e sempre será Vivien Leigh. Nascida Vivian Mary Hartley em Darjeeling, Índia , em 5 de novembro de 1913, pouco antes do início da Primeira Guerra, filha de um bem sucedido homem de negócios. Tendo recebido uma educação rígida, Vivian estudou um longo tempo em um internato católico no Reino Unido, onde – aos oito anos – conheceu e ficou muito amiga de outra futura atriz Hollywoodiana, Maureen O’Sullivan (Jane nos filmes de Tarzan de Johnny Weissmuller e mãe da também atriz Mia Farrow). Vivian, muito cedo, se apaixonou pelo teatro e esse amor a acompanhou pela vida toda, inclusive em 1957 chegou a invadir a Câmara dos Lordes em protesto contra a demolição do Saint James, um dos mais lendários palcos teatrais do Reino Unido.

Reth Butler & Scarlatt

Reth Butler & Scarlatt

Aos 19 anos, casou-se com o advogado Herbert Leigh com quem teria sua única filha, Suzanne, e de quem pegou emprestado o sobrenome para compor seu nome artístico. Na primeira metade dos anos 30 , atuou no teatro e em pequenos papéis no cinema britânico. Se apresentou ao grande ator Laurence Olivier – também casado – com quem começou um longo caso extra conjugal. Em 1938, Olivier foi convidado para viajar aos Estados Unidos para viver Heathcliff em “O Morro dos Ventos Uivantes” (Wuthering Heights). Pouco depois, a própria Vivian – já com seu nome modificado para Vivien, seguindo a sugestão de um produtor teatral londrino – viajou para a América para encontrar seu amado Larry, e para fazer teste para o cobiçado papel de Scarlett O’Hara na adaptação do romance de Margareth Mitchell “E O Vento Levou”, que a atriz leu apaixonadamente anos antes. O papel era disputado por nomes como Katherine Hepburn, Paulette Goddard e até Bette Davis e ficou com Vivien, de 26 anos, depois de um encontro arranjado por Larry (Laurence Olivier) com o irmão de David Selznick, produtor de “E O Vento Levou” (Gone With The Wind, 1939), que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz daquele ano. Reza a lenda que Myron Selznick, irmão de David, a teria apresentado dizendo “Aqui está ! Conheça Scarlett !” Apesar da química nas telas entre Vivien e o Rei Clark Gable, a relação entre os dois nos bastidores não era tão amistosa. Durante sua carreira Vivien adquiriu a fama de um temperamento difícil acentuado por graves problemas de saúde que a atormentariam para o resto de sua vida. Em 31 de Agosto de 1940, mesmo ano em que estrelou “A Ponte de Waterloo” (The Waterloo Bridge) com Robert Taylor, Vivien se tornou oficialmente a senhora Olivier, sendo daí em diante constantemente chamada pela imprensa como Lady Olivier. E com seu amor, Vivien encenou diversas peças no teatro, ocasionalmente assumindo papéis em filmes como em 1945 quando fez a rainha do Nilo em “César & Cleopatra”. Três anos depois foi a vez de “Anna Karenina”, clássico de Leon Tolstoy que foi severamente criticado na época com constantes comparações com a versão filmada com a diva Greta Garbo.

Encontro de lendas

Encontro de lendas

                      Vivien Leigh nunca se achou grande atriz e dizia não se sentir confortável com tais elogios, que dizia significar para ela um enorme peso posto por sobre seus ombros. As inseguranças de Vivien foram intensificadas quando começou a demonstrar comportamento maníaco depressivo, intensificadas quando sofreu o primeiro de dois abortos espontâneos que destruíram sua esperança de dar um filho a Larry. O que houve é que na época pouco era conhecido sobre a bipolaridade e os transtornos psíquicos vividos pela estrela que chegou a ser internada em uma clínica psiquiátrica e submetida a sessões de choque. Apoiada por Larry, a atriz parecia se recuperar quando em 1951 aceitou o papel da perturbada Blanche Dubois na adaptação de “Uma Rua Chamada Pecado”  dirigida por Elia Kazan e que daria a Vivien seu segundo Oscar.
O sucesso que voltou a ter como atriz não se repetiu em sua vida pessoal quando seu casamento com Larry passou a mostrar sinais de desgaste com crises graves e traições de ambas as partes acentuando cada vez mais em Vivien solidão, agressividade e tormentos muito longe da garra demonstrada por sua indomável Scarlet O’Hara. Larry e Vivien se separaram em 1960 quando este veio então a se casar com a também atriz Joan Plowright. Três anos depois, a atriz foi premiada com o Tony (o equivalente do Oscar para o teatro) pela peça “Tovarish”, sendo que sua saúde tanto física como mental já estava seriamente abalada. A Tuberculose que contraíra tempos voltaria a afetá-la gravemente. Apesar de boas atuações em “Em Roma na Primavera” (The Roman Spring of Mrs Stone – 1961) e “A Nau dos Insensatos” (Ship of Fools – 1965) , seu espírito e seu corpo fraquejaram. Em seus últimos anos, Vivien vivia em sua bela propriedade em Londres, cercada de um belo jardim (a atriz também era apaixonada por gatos, em especial gatos siameses). Até o fim de sua vida mantinha uma foto de Larry ao lado de sua cama, mesmo morando com o ator John Merivale. Vivien, que tinha o costume de usar sempre luvas pois se incomodava com as mãos que tinha, não se sentia confortável com os elogios de que era ótima atriz. Dizia que isso significava um grande peso sobre seus ombros. Apesar do pouco juízo que fazia de si mesma, a imortalidade lhe sorriu com a personagem que personificou em “E o Vento Levou”, ao longo de uma filmografia até curta (em torno de 20 filmes) para uma estrela radiante. Foi também a primeira atriz agraciada com o BAFTA (o equivalente inglês do Oscar) por sua Blanche Dubois, papel que ironicamente teceu os contornos dos conflitos internos vividos por Vivien, eternalizada na frase “Amanhã será outro dia”.

por adilson69

GALERIA DAS ESTRELAS : BURT LANCASTER

Senhor Músculos & Dentes

Senhor Músculos & Dentes

Poucos atores da clássica Hollywood conseguiram fazer tão bem a transição entre astro de Hollywood para grande intérprete como o ator novaiorquino Burton Stephen Lancaster, uma das grandes estrelas do panteão Hollywoodiano a completar 100 anos agora em Novembro. Nascido em 2 de novembro de 1913, Burt Lancaster desde criança demonstrou um grande interesse em ginástica e na manutenção da boa forma física, o que o ajudou, quando na adolescência, se juntou ao circo, tornando-se hábil acrobata até se afastar em definitivo após um acidente que feriu sua mão. A arte imitou a vida quando Burt interpretou Mike Ribble, um ex acrobata que recupera o prestígio e o sabor da vida circence em “Trapézio” (Trapeze – 1956) , dividindo a cena com Tony Curtis e Gina Lollobrigida. Seu porte atlético e largo sorriso lhe rendeu o apelido “Mr.Muscles & Teeth” (Sr. Músculos & Dentes) bem como a imagem perfeita para o papel de aventureiro audacioso e viril perpetuado em papéis como “O Pirata Sandrento” (The Crimson Pirate – 1952) e “O Gavião & a Flecha” (The Flame & The Arrow – 1958).

Belíssima cena

Belíssima cena

Sua figura máscula e durona o levou a papéis marcantes como o boxeador no noir “Assassinso” (The Killers – 1946), sua estréia nas telas aos 33 anos ou o guerreiro índio em “O Último Bravo” (Apache – 1954). Entrou para a história do cinema seu papel do Sargento Milton Warden envolvido com uma mulher adúltera ( a esposa de seu oficial superior) no excelente “A Um Passo da Eternidade” (From Here to Eternity – 1952), adaptação do romance de James Joyce que tem como pano de fundo o bombardeio a Pearl Harbor. Sua cena de beijo na praia com Deborah Kerr tornou-se uma das mais antológicas do cinema. Curiosamente, conta-se que o próprio Burt Lancaster, de forte personalidade, teria se sentido intimidado em cena ao contracenar com Montgomery Cliff, intérprete do soldado Prewitt em “A Um Passo da Eternidade!”, sendo que ambos receberam indicação ao Oscar de melhor ator naquele ano em que William Holden se saiu vitorioso por “Stalag 17”. A estatueta dourada foi para as mãos de Lancaster em 1960 pelo papel de pastor evangélico pilantra em “Entre Deus & O Pecado” (Elmer Gentry).

Versátil

Versátil

De acordo com Kate Buford, autora da biografia “Burt Lancaster – An American Life”, o ator nutria um sentimento competitivo por Marlon Brando por ter perdido duas vezes para este grandes papéis:O de Stanley Kowalski em “Uma Rua Chamado Pecado” em 1951 foi oferecido primeiro a Lancaster que o recusou. O papel foi para Brando que ganhou então o Oscar e o de Don Vito Corleone em “O Poderoso Chefão” em 1974 que Lancaster se empenhou em conseguir mas foi para Brando, que ganhou seu segundo Oscar mas veio a rejeitar o prêmio. A determinação em se provar bom ator o levou a se arriscar em projetos menos comerciais como em “O Leopardo” (1963) do diretor italiano Luchino Visconti, que considerava seu melhor papel. Também foi um dos primeiro atores de Hollywood a desenvolver maior controle sobre sua carreira se tornando produtor. Fundou a Hecht-Hill-Lancaster e se associou a United Artists tendo inclusive produzido o grande sucessso “Marty” que em 1955 premiou Ernest Borgnine com o Oscar de melhor ator. Embora Burt Lancaster tenha recusado papéis icônicos como os protagonistas de “Ben Hur” e “Sansão & Dalila” (o ator se dizia ateu) , ele soube se reinventar e se mostrar versátil em papéis como o de repórter mau caráter em “A Embriaguez do Sucesso” (Sweet Smell of Success – 1957), prisioneiro redimido em “O Homem de Alactraz” (Birdman of Alcatraz – 1962), magistrado réu em ‘Julgamento em Nurember” (Judgment at Nuremberg – 1961) ou o lendário xerife Wyatt Earp em “Sem Lei Sem Alma” (Gunfight at the Ok Corral – este um dos sete filmes que fez com o amigo Kirk Douglas.

o ator em uma de suas ultimas atuações

o ator em uma de suas ultimas atuações

Lancaster tinha fortes convicções liberais, tendo se juntado a nomes como Charlton Heston, Sidney Poitier, Paul Newman e outros na histórica passeata de Agosto de 1963 liderada por Martin Luther King em Washington. Também apoiou a candidatura de John F. Kennedy e se posicionou contra a guerra do Vietnã e a favor de causas sociais. Suas atividades foram investigadas pelo FBI e o talentoso ator ganhou inimigos notórios como J.Edgar Hoover (que chamava Lancaster de subversivo) e Richard Nixon.
Ironicamente, ator – apesar de excelente atleta – não sabia nadar e aos 55 anos precisou treinar muito para o papel de nadador em “O Enigma de uma Vida” (The Swimmer – 1968) Na década de 80 permaneceu ativo apesar da redução dos bons papéis. Trabalhou no filme de Louis Malle “Atlantic City” (1980), foi um bilionário no premiado “Momento Inesquecível” (Local Hero – 1983) e , aos 74 anos, se reuniu com o amigo Kirk Douglas em “Os Últimos Durões” (Tough Guys – 1986) que brinca com sua chegada à terceira idade e com a imagem de machões que os dois mantiveram durante grande parte de suas carreiras. Com a escassez de papéis interessantes no cinema, trabalhou na Tv em mini-séries como “Marco Polo” (1982) e “O Vôo da Águia” (On Wings of Eagle – 1986) – adaptação da obra de Ken Follet sobre o resgate de prisioneiros americanos no Irã na época da queda do Xá e ascenção do Aiatolá Khomeini. Curiosamente, interpretou Moisés (mesmo sendo ateu confesso e se esquivando de papéis bíblicos) na mini-série ” A verdadeira história de Moisés” em 1974. Em um de seus últimos papéis interpretou o espírito de um jogador de baseball no emotivo “Campo dos Sonhos” (Field of Dreams – 1989). Um de seus 5 filhos (Bill Lancaster) tornou-se ator e roteirista escrevendo “Garotos em Ponto de Bala” (The Bad News Bears – 1976) que se baseia no relacionamento com seu famoso pai e “O Enigma do Outro Mundo” (The Thing – 1982) – ficção científica dirigida por John Carpenter.

O Oscar afinal

O Oscar afinal

Seu legado cinematográfico foi de um homem coerente com suas crenças, audacioso, ambicioso para superar seus limites, ou nas palavras de John Frankenheimer que o dirigiu mais de uma vez “Ninguém nunca se pareceu com Burt Lancaster … ” .

por adilson69