ESTREIAS DA SEMANA – 31 DE JANEIRO

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS

Emoção saída das páginas de um best-seller.

Emoção saída das páginas de um best-seller.

(The Book Thief) EUA / ALEM 2013. Dir: Brian Percival. Com Sophie Nélisse, Geoffrey Rush, Emily Watson. Drama. Se você gosta de filmes lacrimosos, então este é uma ótima pedida. A história é bonita e evoca na lembrança filmes como “O Pianista” ou “A Vida é Bela”, ou seja, mostra um novo olhar sobre o terror do nazismo. Adaptado do Best-seller de Markus Zusak, o filme de Brian Percival (da série de TV Downton Abbey) mostra a história da menina Liesel (a estreante Sophie Nélisse) , adotada por casal de alemães (Rush & Watson, excelentes) e apaixonada pela leitura em uma realidade em que livros são queimados quando contrariam a ordem vigente, fato real que seguia a vontade do Fuhrer. Em meio ao medo presente ao redor, a menina faz amizade com um menino judeu que é acolhido por seus pais adotivos, um crime contra a auto-proclamada superioridade nazista. Apesar de usar todos os clichês do gênero para emocionar o tele-espectador, o filme é uma bela história acerca da solidariedade humana emergindo em meio aos terrores da Segunda Guerra e com uma personagem título que é um prodígio. Vale a pena !!!

47 Ronins.

Sétima Refilmagem de uma Lenda

Sétima Refilmagem de uma Lenda

(47 Ronin.) EUA 2013. Dir: Carl Rinch. Com Keannu Reeves, Hiroyuki Sanada, Tabanobu. Ação. Para quem não souber, um Ronin é um samurai (guerreiro do Japão Feudal) que não seguia a um senhor. A história, aqui retratada, que reúne 47 desses guerreiros peregrinos que vagam pelo Japão medieval em busca de vingança pela morte de seu mestre é uma lenda nipônica, supostamente ocorrida entre 1701 e 1703, que já despertou o interesse de diversos historiadores e passou a fazer parte do imaginário popular dos japoneses. Keanu Reeves faz o papel de um meio-sangue (um mestiço) que junta ao grupo para concretizar a vingança. Reeves nunca conseguiu se desvencilhar de sua persona Neo de Matrix, e seu papel em 47 Ronin acaba provocando inevitável comparação com o de Tom Cruise de “O Ultimo Samurai”. O filme, no entanto, funciona como fantasia e ação mas sem enveredar demais pela filosofia oriental ou por um aprofundamento na lenda. O figurino belíssimo e que foi personalizado para cada um dos atores e as tomadas de ação constroem um respeitoso espetáculo sobre a cultura japonesa, mas apenas porque se apropria desta ao nível da superfície para costurar um filme para empolgar o público,  sem muitas pretensões, o que pode ou não ser defeito, depende de como você se interessa pelo assunto que já foi filmado outras seis vezes anteriormente desde 1941, e uma delas (a de 1962) com o consagrado ator Toshirô Mifune. De qualquer forma fica um bom trabalho do diretor estreante Carl Rinch.

por Adilson Cinema

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