O NOVO ROBOCOP

Ele é a lei.

Ele é a lei.

O apelo original do personagem,  criado na segunda metade da década de 80, foi diluindo e ficando muito aquém daquele promissor início do filme de 1987 e que José Padilha agora tentará restabelecer junto às plateias de hoje, em uma realidade em que o crime e a corrupção ainda são as grandes mazelas da sociedade. Fui um daqueles que torceram o nariz para a refilmagem de Robocop, mas tenho que tirar o chapéu para o trabalho de José Padilha. O diretor brasileiro (Tropa de Elite 1 e 2) conseguiu dinamizar alguns aspectos da história original, como o relacionamento de Alex Murphy com sua esposa e filho e a questão da corrupção deturpando os conceitos de justiça e humanidade que estão se perdendo no mundo. Nada mais atual e com um elenco de nomes como Gary Oldman, Michael Keaton e Samuel L. Jackson. O desconhecido John Kinnerman parece ser – a princípio –  uma boa escolha para o papel do protagonista robótico com a missão de substituir Peter Weller, que na ocasião do lançamento do filme mereceu os elogios do conceituado crítico norte-americano Roger Ebert que admitiu que Weller tinha “ impressionante esforço de forma a despertar a simpatia por sua condição”  involuntária mas aceita com um conflito para não deixar sua parte mecânica superar o lado humano, quase como um homem de lata do conto “O Mágico de Oz” em busca de sua humanidade. O novo filme traz boas cenas de ação, mas não espere a violência tão acentuada quanto no filme original. Algumas cenas podem ser fortes, mas a preocupação com o politicamente correto estará lá, como sinal da mudança em tempos recentes. Contudo, Robocop tem outros atrativos que a mera explosão de um carro ou tiros disparados a revelia. Padilha, que levou sua equipe de “Tropa de Elite” para abraçar a missão de reintroduzir o personagem para a nova geração é um diretor competente e encontra certamente aqui paralelos com seus trabalhos anteriores. É ver para conferir, até porque as comparações com o filme de Verhoeven serão inevitáveis como ocorre com qualquer refilmagem. Se vai ser tão bom quanto o filme de 1987, é necessário conferir, mas não há duvida que é um trabalho respeitoso aos fãs do personagem e aos apreciadores de um bom filme de ação.

Dilema clássico da literatura de ficção cientifica : Máquina ou homem ?

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por Adilson Cinema

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