ESTREIAS DA SEMANA : 21 DE FEVEREIRO

Robocop. (Robocop) 2013. Dir: José Padilha. Com Joel Kinnaman, Gary Oldman, Samuel L.Jackson, Michael Keaton. Ficção científica.

A Volta do policial do futuro

A Volta do policial do futuro

As informações sobre a refilmagem de Robocop foram postadas ontem, então, é só dar uma conferida abaixo galera. Procuremos não comparar com o original, embora seja bem difícil, principalmente por se tratar de um filme tão conhecido. José Padilha é um diretor competente e o elenco reunido é muito bom, prometendo dar uma nova roupagem para o dilema do homem máquina que luta para manter sua individualidade e sua humanidade após ser transformado no novo símbolo de manutenção da lei numa realidade em que a corrupção e o sistema suplantaram o que é moral, e sobretudo o que é humano. Vale a pena assistir.

12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave) EUA / RU 2013. Dir: Steve McQueen. Com Schiwetel Ejofor, Lupita Nyongo, Michael Fassbender, Sarah Poulson, Benjamim Cumberbatch. Drama

Eijofor e Fassbinder

Eijofor e Fassbinder

As 9 indicações ao Oscar impulsionam o lançamento dessa história real de um homem negro escravizado nos Estados Unidos em um período anterior à Guerra de Secessão e que vive o horror de se ver privado não só de sua liberdade, mas também de sua dignidade humana quando vai parar nas mãos do cruel fazendeiro Edwin Epps (Fassbender) que está cheio de má intenção com a escrava Patsey (Nyongo) que lhe desperta a libido. Um filme com esse funciona como uma mea culpa assumida por um país onde o presidente é negro e onde o preconceito racial e a intolerância já alcançou uma dimensão enorme ao ponto de se vê criar uma organização como a Ku Klux Khan. Produzido por Brad Pitt, que faz uma rápida aparição na tela, o filme encontra certamente paralelos em nossa própria sociedade já que também no Brasil a escravidão é uma página vergonhosa em nossa história e já rendeu obras clássicas como “Escrava Isaura” e “Sinhá Moça”.

Pompeia (Pompeii) EUA 2014. Dir: Paul W. S Anderson. Com Kit Harrington, Emily Browning, Carrie Anne Moss, Jared Harris, Kiefer Sutherland. Épico.

Titanic virou vulcão

Titanic virou vulcão

Típico de filme em que a história e os personagens ficam em segundo plano. O que todo mundo vai querer assistir é a explosão do Monte Vesúvio e a destruição da cidade italiana que batiza o filme. Tudo com o requinte da produção em 3D para valorizar o filme e disfarçar suas fragilidades. Ah, a história  mostra o escravo Milo (Harrinton) que se rebela contra sua condição para salvar a muher que ama (Browning) de um destino terrível ao ser prometida para um senador (Sutherland). Ainda tem o amigo gladiador que Milo tentará ajudar antes da erupção que entrou para a historia e que já foi outras vezes adaptada para o cinema e a Tv, o que inclui uma minisérie de 1984.  O filme traz um argumento similar a outras produções do gênero catástrofe, até mesmo Titanic mas o novato Harrinton não é Leonardo DiCaprio e a direção desta nova produção é de Paul W.S Anderson da cine série “Resident Evil”, que está longe de ter o mesmo talento que James Cameron, apesar dos exageros deste último. Contudo,

Clube de Compras Dallas (Dallas Buyer Club) EUA 2014. Dir: Jean Marc Vallee. Com Matthew MacCoughney, Jared Leto, Jennifer Garner, Dennis O’Hare. Drama.

atuações premiadas

atuações premiadas

MacCoughney & Leto ganharam respectivamente o Golden Globe de melhor ator e melhor ator coadjuvante, além de  serem os favoritos para os Oscars de mesma categoria. Logo, essa é a oportunidade de conferir suas atuações com a chegada do filme em nossas telas. Na história, o eletricista Ron Woodrofof (MacCoughney) , soropositivo, monta um esquema de fornecimento de drogas para prolongar os tratamentos dos portadores da doença como ele próprio e o travesti Rayon (Leto). O filme retrata o inicio da epidemia de AIDS nos anos 80 e se propõe a denunciar os abusos da indústria farmacêutica e ineficácia dos governos em agir de forma a salvar vidas. O tema é interessante e abre, de fato, espaço para discussões que não se prenderam apenas ao período retratado como também ao mundo atual já que o poder da referida indústria é ainda incontestável.

por Adilson Cinema

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