ESTREIAS DA SEMANA : GUARDIÕES DA GALAXIA

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Na ficção cientifica convencionou-se chamar o espaço de “a fronteira final” e , desde a década de 30 os pulps e as HQs exploraram além da via láctea com heróis espaciais como Buck Rogers (1928, de Philip Nowlan), Brick Bradford (1933, de William Ritt & Clarence Gray) e Flash Gordon, o mais conhecido deles, criado por Alex Raymond (1934). Embora hoje sejam desconhecidos do público em geral, esses pioneiros imaginários lançaram as bases desenvolvidas depois por outros aventureiros que levaram gerações de leitores a se imaginar em uma viagem pelo espaço.  Os heróis “Guardiões da Galáxia” (Guardians of the Galaxy) que ganham agora uma aventura de carne e osso dirigida por James Gunn tiveram duas encarnações bem distintas nos quadrinhos da Marvel. O primeiro grupo a usar esse nome surgiu Janeiro de 1969 na revista “Marvel Super Heroes” #18 criados por Arnold Drake & Gene Colan. O grupo era formado pelo Major Vance Astro (um terrestre, que assim como o clássico Buck Rogers era um homem do passado transportado para o futuro), Martinex, Charlie 27 e Yondu, todos eles vindos de diferentes planetas como Plutão, Jupiter e Centauro IV. A equipe combateu os Badoon, uma raça reptiliana com planos de conquista galáctica. Depois da entrada de dois novos membros, Starhawk e Nikki, os heróis viveram novas aventuras inclusive ao lado dos Vingadores, mas sempre ficaram sem segundo plano no panteão de heróis Marvel.

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Mesmo com uma tentativa de série própria iniciada em 1990 escrita e desenhada por Jim Valentino, o título durou apenas 5 anos.  A equipe que agora chega às telas se baseia na segunda formação da equipe, criados por Dan Abnett & Andy Lanning, surgida nas HQs em 2007 como consequência da saga “Aniquilação” em que seres de vários cantos do cosmo unem forças para enfrentar o vilão Aniquilador, e depois a raça Falange. O grupo reúne o Senhor das Estrelas (Starlord), Rocket Raccon (o guaxinim de temperamento rebelde),  Drax, Gamora, Mantis, Adam Warlock, sendo que só pouco depois o grupo recebeu a adesão de Groot (o ser com aparência de árvore). Quando se encontram com o Major Astro, este sugere o grupo que use o nome “Guardiões da Galáxia” de forma a perpetuar a tradição iniciada eras antes pelo grupo original. Esse segundo grupo, sem os personagens Mantis e Warlock, é que aparecem no filme.

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Gamora, nas HQs foi uma guerreira treinada pelo vilão Thanos, que apareceu nos créditos finais do filme dos Vingadores ficou com Zoe Saldana (a Uhura de Star Trek) que se recusou a usar a captura de movimento, preferindo a maquiagem para torná-la a guerreira que se unirá ao grupo de Peter Quill, o Senhor das Estrelas (Chris Pratt). Contudo, a tecnologia de CGI foi indispensável para fazer Bradley Cooper se tornar o guaxinim Rocket Raccon e Vin Diesel virar Groot. A atitude de “bad boys” das galáxias diferencia esse grupo da equipe original dos quadrinhos. Entre os vilões, além de Thanos (Josh Brolin), está o misterioso Colecionador (Benicio Del Toro) que apareceu no final de “Thor: Mundo Sombrio” preparando o terreno para a chegada do filme dos heróis galácticos, e a pirata Nebulosa (Karen Gillian) que nas HQs é descedente de Thanos. O filme ainda tem Glenn Close e John C.Reilly como membros da Tropa Nova, também personagens dos quadrinhos.

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Recentemente, nas HQs até o Homem de Ferro fez parte da equipe de heróis galácticos, mas a presença de Robert Downey Jr tornou-se impossível, embora desejada já que o ator só assinou para voltar como Tony Stark nas sequências de Vingadores.   Se a Marvel acertar, terá uma franquia frutífera nas mãos e deixará a rival DC Comics para trás em termos de adaptações de quadrinhos para as telas, provando seu poder de fogo já que os guardiões não são personagens tão conhecidos assim fora do círculo nerd. Quem ganha nessa guerra é o público, mesmo que não leitor de HQs,  mas que procure por um escapismo despretensioso. Quem sabe em breve não teremos a volta de Flash Gordon também ?

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ESTREIAS DA SEMANA : 24 DE JULHO

O PLANETA DOS MACACOS – O CONFRONTO

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(Dawn of the Planet of the Apes) EUA 2014. Dir:Matt Reeves. Com Andy Serkis, Gary Oldman, Judy Greer,  Jason Clarke, Keri Russel. Ficção Cientifica. Dez anos depois dos eventos de “Planeta dos macacos – A Origem”, Cesar (Serkis) lidera os símios que formam agora uma nação que entra em conflito com os sobreviventes humanos, em jogo o papel de espécie dominante no planeta. Matt Reeves (Deixe-me Entrar, Cloverfield) substitui Rupert Wyatt no papel de diretor. Do elenco anterior apenas Andy Serkis volta usando a técnica de captura de movimentos para dar vida a Cesar. O filme de orçamento estimado em torno de $170.000.000 foi um sucesso certo quando lançado nos Estados Unidos na semana passada e é certeza de um terceiro filme para breve. Já se fala de Matt Reeves como certo na direção que pretende desenvolver a história que levará à formação do mundo imaginado no romance de Pierre Boulle, conforme matéria na postagem anterior.

 

por adilson69

RETORNO AO PLANETA DOS MACACOS – A SAGA

Primatas, na definição do dicionário, é o grupo de mamíferos que compreende os macacos e os seres humanos. Pela  força dos processos evolutivos, desenvolvemos nosso intelecto, o que nos fez a raça dominante do planeta. Quando o escritor francês Pierre Boulle (1912-1994) – o mesmo autor  do clássico “A Ponte do Rio Kwaii” – lançou o livro “Le Planète des Singes” em 1963, ele inverteu as leis do Darwinismo e deu aos macacos a supremacia global. Mais de 50 anos depois de sua publicação inicial, sua obra continua  perturbadora e instigante. O produtor Arthur P.Jacobs  também ficou fascinado com sua premissa e adquiriu os direitos de filmagem convencendo Richard Zanuck, o chefão da Fox a bancar o projeto que se tornaria um dos maiores exemplares da Ficção Científica no cinema : O Planeta dos Macacos.

O LIVRO ORIGINAL

O LIVRO ORIGINAL

Com orçamento em torno de $5.800.000 e roteiro de Michael Wilson (roteirista que sofreu com a caçada anti-comunista dos anos 50) & Rod Serling (o lendário criador da série de TV “Além da Imaginação”), o filme só conseguiu o sinal verde para sua produção quando Jacobs filmou um teste com Charlton Heston ( escolhido desde o início para o papel principal) e Edward G.Robinson (como o orangotango Zaius). A maquiagem de John Chambers foi crucial para convencer os chefões da Fox a prosseguir com o projeto. Apesar do interesse de Blake Edwards em dirigir o filme, esta tarefa coube ao diretor Franklin J.Schaffner , trazido por Charlton Heston, com quem havia trabalhado antes em “O Senhor da Guerra”. As filmagens foram sofridas pelo intenso verão de 1967 e as dificuldades para o elenco símio que carregava uma maquiagem que levava 4 horas para ficar pronta e mais três horas para retirar, mas cuja perfeição a levou a um Oscar especial, já que na época a Academia não tinha ainda essa categoria de premiação. Edward G.Robinson deixou o elenco logo no início das filmagens pois seu estado de saúde não lhe permitiria suportar todos esse desgaste.

Charlton Heston, Kim Hunter & Rodddy McDowell

Charlton Heston, Kim Hunter & Rodddy McDowell

Algumas modificações, no entanto, foram feitas do livro para o filme: No primeiro, o astronauta humano Ulysse Merou viaja ao espaço e chega a um planeta dominado pelos macacos. Por ser inteligente, Ulysse torna-se uma ameaça para a ordem vigente e é caçado e torturado pelo símios, embora conquiste a confiança dos chimpanzés cientistas Cornelius & Zira que ajudam na fuga de Ulysse e Nova, sua companheira humana. O narrativa do livro é feita através do diário de Ulysse que é lançado no espaço e encontrado por dois astronautas que no final do livro se revelam como sendo macacos que encerram a história dizendo que um humano jamais poderia ser inteligente. No filme, Ulysse torna-se Taylor (Heston). Outra diferença é que no livro a sociedade símia é um espelho do mundo nos anos 50 com toda a tecnologia então a disposição, enquanto que o filme mostra uma sociedade primitiva devido a limitação do orçamento disponível. Diferente do livro, o filme coloca os orangotangos hierarquicamente acima dos gorilas. Além disso, o clássico final com Taylor aos pés da estátua da liberdade não consta no livro, sendo de autoria de Rod Serling.

Roddy McDowell: Sem e com máscara

Roddy McDowell: Sem e com máscara

O filme foi um sucesso mundial com o poder dos símios servindo de metáfora para a arrogância da raça humana, espelho distorcido de nossa própria prepotência e preconceitos como senhores do mundo. Tal leitura encontrava ecos no medo de aniquilação total produto do auge da guerra fria. Charlton Heston incorporou toda a frustração e revolta aos pés da estátua da liberdade, uma dos desfechos mais impactantes da história do cinema. A novata Linda Harrisson ficou com o papel de Nova. Ex-modelo, Linda na época estava tendo um caso com Richard Zanuck, que se divorciou de sua primeira esposa e casou-se com ela. O elenco símio venceu com louvor todas as limitações para interpretar através das máscaras, especialmente o já experiente Roddy McDowall (o Otavio de Cleopatra) que ajudou a desenvolver os gestos e expressões que poderiam se sobressair por trás da pesada maquiagem. Kim Hunter reclamava de sensação de claustrofobia quando interpretava a chimpanzé Zira, papel que chegou a ser oferecido à consagrada Ingrid Bergman, que primeiro recusou e depois se arrependeu da oportunidade perdida. Maurice Evans era ator de teatro de grande sucesso com passagens pela TV (foi o pai de Elizabeth Montgomery na série “A Feitiçeira) e cinema quando entrou para o elenco substituindo Edward G. Robinson.

AS SEQUÊNCIAS

 A serie de TV de 1974

A serie de TV de 1974

Pìerre Boule chegou a escrever o rascunho de uma sequência que se chamaria “Planet Of The Men”  (Planeta dos Homens) que se passaria 14 anos depois dos eventos do filme original. A história mostraria a retomada da raça humana e a reversão dos macacos ao seu estado primitivo. Rod Serling chegou a escrever um outro roteiro em que os humanos liderados por Taylor e Nova entram em conflito com os macacos e retomam o controle do mundo. Charlton Heston, no entanto, não estava disposto a voltar ao papel de Taylor e só aceitou com a condição de ser uma participação menor e que seu personagem morresse ao final. Com várias mudanças no roteiro estreia em 1970 “De Volta ao Planeta dos Macacos” (Beneath The Planet Of The Apes) dirigido por Ted Post. A história traz o astronauta Brent (James Franciscus) em missão de resgate a Taylor. Com a ajuda de Nova, Cornelius e Zira, Brent vem a descobrir Taylor prisioneiro de humanos mutantes que adoram uma bomba atômica e pretendem detoná-la. O final apocalíptico substituiu a ideia original que era Brent, Taylor e Nova fugindo da Zona Proibida e ajudando Cornelius e Zira instituindo uma nova ordem onde humanos e macacos vivem em harmonia. Roddy McDowall estava na Escócia filmando sua estreia como diretor (The Ballad of Tam Lin) e não estava disponível. Logo, seu personagem foi entregue ao desconhecido David Watson. Curiosamente, todos achavam que era McDowall debaixo da maquiagem de Cornelius.  O interesse pelos símios era enorme e a Fox realiza em 1971 “Fuga do Planeta dos Macacos” (Escape from the Planet of The Apes”) dirigido por Don Taylor que inverte a premissa do primeiro filme e coloca Cornelius (McDowall de volta) e Zira (Kim Hunter) voltando ao passado do planeta acompanhados do chimapanzé Milo , interpretado por Sal Mineo, ator que esteve ao lado do mitológico James Dean no elenco do clássico “Juventude Transviada” em 1955. O terceiro filme dos macacos foi o último trabalho nas telas de Mineo que foi assassinado aos 37 anos cinco anos depois. O final do filme com o Cesar, o filho de Cornelius e Zira sendo salvo às escondidas pelo bondoso Armando (Ricardo Montalban) foi planejado de forma a gerar outra continuação. Em 1972, J.Lee Thompson dirige “A Conquista do Planeta dos Macacos” (Conquest of the Planet of the apes) com Roddy McDowall no papel de Cesar, prestes a liderar a revolta dos símios contra os humanos. A premissa desse filme serviu de ponto de partida para a refilmagem de Rupert Wyatt em 2011. Em 1973, Thomson ainda dirige o capítulo final da saga “A Batalha do Planeta dos Macacos” (Battle of the Planet Of The Apes) com Cesar (McDowall) descobrindo verdades de seu passado em meio a luta entre símios e humanos pela supremacia no mundo, encerrando o ciclo iniciado em 1968. Curiosamente, a atriz Natalie Trundy, que era casada com o produtor Arthur P.Jacobs, apareceu nas 4 sequências do filme original, com personagens diferentes: mutante no segundo filme, veterinária no terceiro e a chimpanzé Lisa nos dois últimos filmes.

O MACACO ESTÁ CERTO

Os Trapalhões & Os Macacos

Os Trapalhões & Os Macacos

O impacto cultural da obra de Pierre Boulle sobreviveu fora das telas após o quinto filme. Entre 1974 e 1977 houve uma série em quadrinhos da Marvel Comics que veio a ser publicada no Brasil pela Bloch Editores. A década de 90 e o ano de 2012 também tiveram HQs baseadas no livro de Boulle, mas que não chegaram a ser publicadas no Brasil. Em 1975 a Fox produziu o seriado “Planeta dos Macacos” que funcionava como um reboot para a série mostrando os astronautas humanos Alan (Ron Harper) e Peter (James Naughton) chegando à Terra dominada pelos macacos e fazendo amizade com o chimpanzé Galen, mais uma vez na pele de Roddy McDowall. A série modificava a condição dos humanos, de selvagens primitivos para seres inteligentes mas socialmente abaixo dos símios. Apesar de exibida com sucesso no Brasil onde foi exibida inicialmente pela Rede Globo,  o seriado foi cancelado com 14 episódios. No ano seguinte, a Fox em parceria com os estúdios De-Patie Freelang (o mesmo de “A Pantera cor de rosa) produziu a série em animação “Return to the Planet of the Apes” que contabilizou 13 episódios. Esse segundo reboot apresentava a sociedade símia mais próxima à apresentada no livro de Boulle com o uso de carros em vez de cavalos e tecnologia mais avançada. Quem desenvolveu a série animada foi Doug Wildley, o criador do clássico Jonny Quest, dos estúdios Hanna Barbera. Em 1976, os brasileiros riram da ideia de macacos falantes na paródia “O Trapalhão no Planalto dos Macacos” de J.B.Tanko com a trupe de Renato Aragão ainda sem a presença de Zacarias. Na mesma época, a TV Globo se aproveitou do sucesso da saga símia e realizou o programa humorístico “O Planeta dos Homens” que durou de 1976 a 1980 reunindo Jô Soares, Agildo Ribeiro, Milton Carneiro, Paulo Silvino, Berta Loran, Miele e grande elenco que também incluía Orival Pessini como o macaco Sócrates, que sempre tinha um comentário irônico a respeito da realidade brasileira naqueles tempos de ditadura militar. A abertura do programa era icônica com Sócrates descascando uma banana e vendo surgir uma bela mulher de biquíni, que depois foi trocado por um maiô por imposição da censura vigente na época.

A Animação de 1975

A Animação de 1975

 AS REFILMAGENS

            A Fox planejava uma refilmagem do filme de 1968 desde os anos 90 e chegou a ter o diretor Oliver Stone e o ator Arnold Schwarzenegger ligados ao projeto que não foi para frente. Em 2001, Tim Burton dirigiu afinal a  refilmagem do filme original com resultado que desagradou ao público em geral, ainda que se propusesse a se aproximar mais do romance de Pierre Boulle. No elenco, Mark Walbergh, Helena Bohman Carter, Tim Roth, Michael Clarke Duncan e as participações especiais de Charlton Heston e Linda Harrison. O filme foi planejado para ter uma sequência e o elenco chegou a assinar os contratos em antecipação, mas o péssimo resultado fez a Fox desistir. “ O Planeta dos Macacos”  de Burton chegou a ganhar o Framboesa de Ouro de pior Remake ou sequência, contribuindo em muito ao desprestígio do filme.

Os Macacos de Tim Burton

Os Macacos de Tim Burton

Não desistindo de retomar a franquia a Fox teve melhor resultado quando decidiu por uma prequela, ou seja, um prelúdio para o filme de 1968 atualizando a história. Em “Planeta dos Macacos – A Origem” (Rise of the Planet of the Apes” ) sai a ideia de guerra nuclear e entra a engenharia genética como justificativa a evolução dos símios e o fim da espécie humana. O filme de Rupert Wyatt com James Franco e Andy Serkis como o macaco Cesar faz uso da tecnologia digital para dar vida ao romance de Boulle. O resultado foi bem sucedido ao ponto de ter ao menos uma trilogia garantida à frente.

A Origem.

A Origem.

A maior virtude do romance de Boulle é provocar a reflexão de nosso papel como raça dominante. Os símios funcionam como reflexo de nossa prepotência, nosso preconceito e ambições que nos leva a uma triste constatação, já reforçada por Darwin: Somos todos mac

por adilson69

IN MEMORIAN : JAMES GARNER

JIM ROCKFORD

JIM ROCKFORD

É com muita tristeza que registro no blog a passagem de James Garner ( 1928 – 2014) neste último sábado, dia 19 de Julho. Sempre me lembrarei de Garner como um tipo malandro de bom coração que ele interpretou por quase dez anos no seriado “Arquivo Confidencial” (The Rockford Files). A série mostrava Jim Rockford, um solteirão e ex-detento que cumprira pena por um crime que não cometeu. Libertado passa a dividir o trailler com o pai, o igualmente saudoso Noah Berry Jr, e a trabalhar como investigador particular de casos tidos como arquivados. A série foi exibida no Brasil pela Rede Globo e depois SBT com grande sucesso. Garner ganhou um Emmy em 1977 por seu papel de Jim Rockford que deixou de fazer em 1980 cansado pelo papel que fazia dispensando dublê na maioria das vezes.

MAVERICK

MAVERICK

Garner, ou seja James Scott Bumgarner, também fizera outra série de sucesso nos anos 50 : Maverick, sobre um jogador e pistoleiro boa praça no velho oeste, papel que misturava ação e humor e que ganhou em 1994 uma refilmagem com Mel Gibson, Jodi Foster e também o próprio Garner. O ator teve carreira prolífica na TV e no cinema, atuando nas duas mídias com versatilidade, embora tenha tido uma única indicação ao Oscar por “Romance de Murphy” em 1986. Chegou a ganhar outros prêmios como o Globo de Ouro na década de 90. Trabalho ao ao lado de grandes atrizes como Doris Day ( O Tempero do Amor), Julie Andrews (Não podes comprar o meu amor , Victor ou Victória), Lauren Bacall (O Fã – Obsessão Cega) entre outros. Esteve ao lado de Clint Eastwood e outros veteranos em “Cowboys do Espaço” e diviu a cena com Paul Newman e Susan Sarandon em “Fugindo do Passado”.

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Afastado da vida pública desde que sofrera um derrame há alguns anos atrás, James Garner deixa um legado de ótimos filmes e saudades de quem como eu acompanhava a cada semana um detetive descolado ao som de uma gaita tocando o tema de “Rockford Files”. Descanse em Paz !!

 

por adilson69

ESTREIAS DA SEMANA EM 18 DE JULHO

TRANSFORMERS – A ERA DA EXTINÇÃO

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(Transformers – The Age of Extinction) EUA 2014. Dir: Michael Bay. Com Mark Walbergh, Stanley Tucci, Kelsey Grammer. Nicola Peltz. Ficção Científica. Spielberg produz e Michael Bay, pela quarta vez, dirige mais uma aventura dos robôs gigantes dos brinquedos da Hasbro situando a ação alguns anos depois dos eventos do filme anterior e renovando o elenco. Sai Shia Labouf, para tristeza de seus fãs e alegria de outros e entra Mark Walbergh no papel principal dos humanos no que se propõe a ser o início de uma nova trilogia. Se depender da bilheteria desse novo filme, em breve teremos um quinto filme e não há de demorar. No novo filme os robôs são caçados pelas autoridades humanas para evitar novos confrontos. Walbergh é o homem que casualmente encontra o veículo que na verdade é Optimus Prime, o lider dos autobots que convencerá o protagonista (Walbergh) a não entregá-lo e arrisca a segurança de sua filha quando os robôs se enfrentam novamente em novo conflito. Como nos filmes anteriiores, muita correria, explosão, e pancadaria com um fiapo de história escrita para vender brinquedos e fazer a alegria da garotada. Como um “algo a mais” o filme mostra os Dinobots, que conforme já indica o nome são robôs que se tornam dinossauros. Parafraseando o exterminador de Schwarzeneggeer, “Eles voltarão!”, e de acordo com Michael Bay talvez inclua filmagens no Rio de Janeiro.

JUNTO & MISTURADO

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(Blended) EUA 2014. Dir: Frank Coraci. Com Adam Sandler, Drew Barrymoore, Terry Crews. Comédia Romântica. Coraci já havia dirigido Sandler e Drew em ótiimos momentos como “Afinado no Amor” (1998) e “Como se Fosse a Primeira Vez” (2003). Nada mais natural que se reúnam novamente para ajudar a reconquistar o públic perdido de Adam Sandler que amargou sucessivos fracassos ultimamente. A história é sobre um viúvo (Sandler) que conhece mulher divorciada em uma encontro às cegas. Tempos depois ambos re reecontram em um resort na África onde estão em férias com os filhos. A confusão se faz quando os filhos de cada um resolvem dar uma de cupido para reaproximar o casal em meio a todo o disse e não me disse dos filmes do gênero. O que poderia, no entanto, se sobressair como uma agradável comédia romântica para a família, fica no meio termo com as costumirias piadas sujas dos filmes de Sandler. O filme tem bons momentos mas quem rouba a cena é Terry Crews, eternamente lembrado como o Latrell de “As Branquelas”, em papel aqui bem similar, bem sem noção.

AVIÕES 2 – HERÓIS DO FOGO AO RESGATE

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(Planes, fire & Rescue) EUA 2014. Dir: Roberts Gannaway. Vozes de Dane Cook, Ed Harris, Julie Bowen. Animação. Em período de baixa inspiração e criatividade, a Pixar lançou ano passado “Aviões” um óbvio derivado da receita de “Carros”. Mesmo tendo um resultado abaixo do esperado, chega agora um ano depois essa sequência que foi planejada antes mesmo do lançamento do primeiro filme, mostrando a aposta da Disney. Esse segundo filme coloca o monomotor Dusty impossibilitado de participar de corridas e entrando para a brigada aérea de incêndio onde faz novos amigos a medida que enfrenta novos perigos e se torna herói.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

por adilson69

PRIMEIRA IMAGEM : ÊXODUS

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Já estão sendo divulgadas as primeiras imagens de “Exodus” de Ridley Scott que reconta a trajetória do profeta Moisés (Christian Bale) .O épico bíblico ainda trará em seu elenco nomes como Sigourney Weaver, John Turturro, Ben Kingsley, Aaron Paul e John Edgerton (de “O Grande Gatsby”) como o faraó Ramsés (no cartaz acima ao lado de Bale). Pelas imagens divulgadas, já se pode ter uma vaga noção das pretensões do filme e até prever as polêmicas usuais de se adaptar um episódio ligado a fé religiosa. Depois do que houve com “Noé” de Darren Aronovsky, sabe-se lá o que vem por aí.

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por adilson69

ESTREIAS DA SEMANA : 10 DE JULHO

O TEOREMA ZERO

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(The Zero Theorem) EUA 2014. Dir: Terry Gilliam. Com Christopher Waltz, Ben Whishaw, Matt Damon, David Thewlis, Tilda Swanton. Drama. Hacker habilidoso torna-se obcecado em decifrar um teorema para uma empresa que guarda seus próprios interesses. Terry Gilliam, ex-integrante do grupo Monty Python, além de ator e roteirista,tornou-se um diretor de respeito com uma filmografia que inclui títulos como “Doze Macacos” (1995), “Brazil – o filme” (1986), “O Pescador de Ilusões” (1988) e mais recentemente “O Mundo Mágico do Dr.Parnassus” (2005). Todos trabalhos curiosos e criativos que saem do lugar comum, ou ao menos tentam e podem surpreender pela inventividade.

AMOR FORA DA LEI

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(ain’t them bodies saint) EUA 2014. Dir: David Lowery. Com Casey Affleck, Ben Forster, Rooney Mara, Keith Carradini, Augustine Frizzel. Drama. Prisioneiro escapa da prisão e atravessa o Texas para encontrar a esposa e a filha que nunca conheceu.

 

 

 

por adilson69

ESTREIAS DA SEMANA: 3 DE JUNHO

O ÚLTIMO AMOR DE MR.MORGAN

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(Mr.Morgan’s Last Love) ALEM/BELG/ EUA/FR 2014. Dir: Sandra Nettlebeck. Com Michael Caine, Clémence Poesy, Jane Alexander, Justin Kirk, Gillian Anderson. Drama. Viuvo Americano (Caine) que mora em Paris conhece jovem professora de dança (Poesy) com quem vê desenvolver relação paternal que muda a solidão e a tristeza com que vive desde a morte da esposa e isolado pelas dificuldades linguísticas já que o Sr. Morgan não domina bem o francês, o que reduz ainda mais seu círculo de amigos. Essa co-produção que adapta o livro da pouco conhecido autora e atriz Francesa Françoise Dorner cai como uma luva para o talento do veterano Michael Caine (o Alfred do Batman de Chris Nolan). Apesar dos esperados clichês do gênero, a presença em cena de Caine conduz a história com a nobreza de mais de 4 décadas atuando no cinema, teatro e tv. Curiosamente, a atriz que a filha de seu personagem é Gillian Anderson, a Dana Scully de “Arquivos X”.

O ESPELHO

ESPELHO

(OCULUS) EUA 2014. Dir: Mike Flanagan. Com Brenton Thwaites, Karen Gillan, Katee Sackhoff, Rory Cochrane. Terror. Dois irmãos estão convictos de que um espelho que acompanha a família há séculos é o responsável pela morte trágica de seus pais. Foi eleito o segundo melhor filme no Festival de Toronto, e consegue provocar bons sustos sem ser por demais apelativo, o que já é um mérito e tanto para um gênero tão desgastado pelas obviedades quanto o terror.

kHUMBA

khumba

(Khumba) EUA 2014. Dir: Anthony Silvestone. Com AnnaSophia Robb, Catherine Tate, Liam Neeson, Laurence Fishburne,  Richard E. Grant, Steve Buscemi. Animação. Zebra que só tem listas em metade de seu corpo é acusada de trazer azar ao seu bando e parte em busca de uma aventura para se provar. Animação sul-africana que traz na dublagem as vozes de Rodrigo Faro, Sabrina Sato e Marco Luque é uma boa opção para quem quiser experimentar uma animação diferente do estilo Disney ou Dreamworks.

CAUSA & EFEITO

causa e efeito

Br. 2014. Dir: Andre Marouço. Com Henri Pagnoncelli, Luiz Serra, Matheus Prestes, Rosi Campos. Drama Inspirado na doutrina espírita que já gerou bons filmes como “Chico Xavier” e “Nosso Lar”, essa produção brasileira, de orçamento mais modesto, relata a história de um policial cuja família é morta por um acidente de trânsito provocado por um motorista bêbado e embarca em uma jornada intimista para se encontrar.

O GRANDE HOTEL BUDAPESTE

grande hotel Budapeste

(The Grand Budapeste Hotel) EUA 2013. Dir: Wes Anderson. Com Ralph Fiennes, Bill Murray, Bob Balaban, Carl Sprague, Edward Norton, F. Murray Abrahams, Florian Lukas, Gabriel Rush, Harvey Keitel, Heike Hanold-Lynch, Jason Schwartzman, Jeff Goldblum, Jude Law, Adrian Brody, Owen Wilson, Tom Wilkinson. Super elenco do muito bem conceituado Wes Anderson, que foge do circuito comercial e promove uma produção mais autoral. Seu novo filme mostra um gerente de hotel europeu e um empregado vivendo grandes aventuras entre as duas grandes guerras, vivenciando profundas transformações no mundo e em suas vidas.

 

 

por adilson69

BATMAN – 75 ANOS PARTE II

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Apesar das tentativas de Joel Schumacher de retornar para um novo filme, Batman ficou na geladeira até a primeira metade da década seguinte quando Christopher Nolan, recém saído dos ótimos “Amnésia” e “Insônia”, assume o posto de diretor e apresenta uma visão mais realista do herói dos quadrinhos, explorando a atmosfera noir e produzindo um filme de ação sem deixar de lado a abordagem psicológica que ficou superficial nos filmes anteriores. O roteiro assinado por David Goyer para “Batman Begins” acerta na escalação de um elenco de estrelas que não eclipsa os personagens interpretados, mas que fortalece a história, destacando Christian Bale perfeito como Bruce Wayne, com sua “máscara” de playboy irresponsável e desinteressado ou como um cruzado de determinação férrea. Michael Caine confere nobreza ao mordomo Alfred, o sempre ótimo Gary Oldman assume o papel do Tenente Gordon com semelhança impressionante com o traço de David Mazzuchelli, Morgan Freeman confere a credibilidade habitual com a qual sempre atua, e Liam Neeson surpreende como o vilão Ra’s Al Ghul. O grande mérito da adaptação de Nolan é que o filme funciona muito bem tanto para os aficionados pelo gênero como para os que apreciam um filme de ação convencional.

O inicio

O inicio

Nolan consegue se superar no filme seguinteBatman: O Cavaleiro das Trevas” de 2008 causando uma forte impacto com a atuação de Heath Ledger – um Coringa que é pura força do caos e irrefreável maldade em assustadora caracterização, a derradeira da carreira de Heath Ledger que foi agraciado com um Oscar póstumo de ator coadjuvante. O roteiro alcança o nível da perfeição contrapondo sanidade e loucura, o bem e o mal,  antíteses que constroem a natureza humana e que moldarão o trágico destino do promotor Harvey Dent numa corretíssima atuação de Aaron Eckhart. Depois do imenso sucesso de público e crítica do segundo filme, Nolan encerra sua passagem em 2012 com “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge“. Alguns anos depois dos eventos do filme anterior, um Bruce Wayne recluso se vê forçado a vestir novamente a capa e o capuz para enfrentar o terrorista Bane, que é aparentemente o novo líder da Liga das Sombras e ameaça explodir Gotham. O filme fecha todas a pontas soltas deixadas pelos filmes anteriores, mas seu final apoteótico acaba caindo na armadilha de suas pretensões.

A face do Caos

A face do Caos

Bane é um vilão fraco, muito abaixo da extensa galeria de adversários do homem-morcego. Marion Coitllard e Anne Hathaway são ótimas adições ao elenco, oscilando entre o bem e o mal com a dualidade que sempre foi caracteristica das histórias do Batman, mas o filme acaba tendo que resolver muita coisa em pouco tempo e, por isso, acaba resvalando na obviedade de algumas situações. Ainda assim é um  respeitoso capítulo final ao trabalho de Nolan e despedida honrosa de um bat-elenco. A franquia não acaba aqui, óbvio, mas aponta o caminho para as potencialidade de se trabalhar com personagens de quadrinhos riquíssimos como a criação de Bob Kane. Fica também o lamento de saber que as sombras que nos cercam são geradas por nós mesmos, pelos valores que deixamos de ter num mundo onde não há morcegos para nos salvar de nós mesmos.

Miauuu !

Miauuu !

por adilson69