BATMAN – 75 ANOS PARTE II

batman 75

Apesar das tentativas de Joel Schumacher de retornar para um novo filme, Batman ficou na geladeira até a primeira metade da década seguinte quando Christopher Nolan, recém saído dos ótimos “Amnésia” e “Insônia”, assume o posto de diretor e apresenta uma visão mais realista do herói dos quadrinhos, explorando a atmosfera noir e produzindo um filme de ação sem deixar de lado a abordagem psicológica que ficou superficial nos filmes anteriores. O roteiro assinado por David Goyer para “Batman Begins” acerta na escalação de um elenco de estrelas que não eclipsa os personagens interpretados, mas que fortalece a história, destacando Christian Bale perfeito como Bruce Wayne, com sua “máscara” de playboy irresponsável e desinteressado ou como um cruzado de determinação férrea. Michael Caine confere nobreza ao mordomo Alfred, o sempre ótimo Gary Oldman assume o papel do Tenente Gordon com semelhança impressionante com o traço de David Mazzuchelli, Morgan Freeman confere a credibilidade habitual com a qual sempre atua, e Liam Neeson surpreende como o vilão Ra’s Al Ghul. O grande mérito da adaptação de Nolan é que o filme funciona muito bem tanto para os aficionados pelo gênero como para os que apreciam um filme de ação convencional.

O inicio

O inicio

Nolan consegue se superar no filme seguinteBatman: O Cavaleiro das Trevas” de 2008 causando uma forte impacto com a atuação de Heath Ledger – um Coringa que é pura força do caos e irrefreável maldade em assustadora caracterização, a derradeira da carreira de Heath Ledger que foi agraciado com um Oscar póstumo de ator coadjuvante. O roteiro alcança o nível da perfeição contrapondo sanidade e loucura, o bem e o mal,  antíteses que constroem a natureza humana e que moldarão o trágico destino do promotor Harvey Dent numa corretíssima atuação de Aaron Eckhart. Depois do imenso sucesso de público e crítica do segundo filme, Nolan encerra sua passagem em 2012 com “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge“. Alguns anos depois dos eventos do filme anterior, um Bruce Wayne recluso se vê forçado a vestir novamente a capa e o capuz para enfrentar o terrorista Bane, que é aparentemente o novo líder da Liga das Sombras e ameaça explodir Gotham. O filme fecha todas a pontas soltas deixadas pelos filmes anteriores, mas seu final apoteótico acaba caindo na armadilha de suas pretensões.

A face do Caos

A face do Caos

Bane é um vilão fraco, muito abaixo da extensa galeria de adversários do homem-morcego. Marion Coitllard e Anne Hathaway são ótimas adições ao elenco, oscilando entre o bem e o mal com a dualidade que sempre foi caracteristica das histórias do Batman, mas o filme acaba tendo que resolver muita coisa em pouco tempo e, por isso, acaba resvalando na obviedade de algumas situações. Ainda assim é um  respeitoso capítulo final ao trabalho de Nolan e despedida honrosa de um bat-elenco. A franquia não acaba aqui, óbvio, mas aponta o caminho para as potencialidade de se trabalhar com personagens de quadrinhos riquíssimos como a criação de Bob Kane. Fica também o lamento de saber que as sombras que nos cercam são geradas por nós mesmos, pelos valores que deixamos de ter num mundo onde não há morcegos para nos salvar de nós mesmos.

Miauuu !

Miauuu !

por Adilson Cinema

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