IN MEMORIAN : ROBERTO BOLAÑOS – ADIÓS AMIGO !!!

chavo

Marcou a infância de muitos de nós. Doce lembrança de que a TV tem coisas boas a oferecer quando alguém como ele cria algo marcante em sua ingenuidade e simplicidade. Saudades eternas de Roberto Bolaños. Chaves, Chapolin, e a criança dentro de nós viverá pra sempre.

Anúncios

JOGOS VORAZES : A ESPERANÇA – PARTE 1

jogos vo esp

(The Hunger Games – The Mockingjay Part 1) (2014) Dir:Francis Lawrence. Com Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Julianne Moore, Philip Seymour Hoffman, Liam Hemsworth, Donald Sutherland.

Katniss Everdeen (Lawrence) começa o filme descrente e aturdida após o massacre quartenário. O titulo dessa terceira parte se justificativa a medida que Katniss é persuadida a se tornar o símbolo da rebelião. O livro, que fecha a trilogia escrita por Suzanne Collins, é dividido em duas partes assim como aconteceu com o Harry Potter e Crepúsculo em seus capítulos finais. Tal divisão aumenta os lucros e alimenta a indústria cinematográfica carente de bons produtos como a saga de Katniss. Ainda que essencialmente voltada para o público jovem, a obra de Collins tem maior substância com sua leitura distópica. O filme é dedicado à memória de Philip Seynour Hoffman, intérprete de Plutarch Heavenbee, que morreu em Fevereiro desse ano, pouco antes de concluir sua participação no filme. Julianne Moore, que divide a cena com Hoffman, no papel da presidente Alma Coin, ficou com o papel inicialmente cogitado para Jodie Foster, e o aceitou depois que seus filhos, fãs dos livros, a persuadiram. Curiosamente, anos atrás, Moore também substituiu Jodie no papel da agente Clarice Sterling em “Hannibal”, continuação de “O Silêncio dos Inocentes”.

ESTREIAS DA SEMANA : 16 DE NOVEMBRO

DEBI & LOIDE 2

debi-e-loide 2

(Dumb & Dumber 2) EUA 2014. Dir:Bobby Farrelly & Peter Farrelly. Com Jim Carrey, Jeff Daniels, Laurie Holden, Jennifer Lawrence. Comédia. Depois de vinte anos, uma continuação é certamente tardia, mas nesse caso é bem vinda. Debi (Daniels) & Loide (Carrey) se reúnem depois de uma impensável pegadinha de Loide em uma casa de repouso. Debi descobre que é pai e parte em uma viagem para conhecer sua filha. Assim começam a se suceder diversas gags, no mais puro besteirol. Vira curtição para quem gostou do primeiro filme rever outros personagens que dão às caras nas telas. Entre os fãs do primeiro filme está a atriz Jennifer Lawrence que faz uma ponta no filme. Esqueça a prequela “Quando Harry Conheceu Lloyd” de 2003, que não tinha Carrey nem Daniels e naufragou na bilheteria.

TRINTA

trinta

(Bra 2014) Dir: Paulo Machline. Com Matheus Natchergale, Paola Oliveira, Fabricio Boliveira, Drama. Recorte cinebiográfico do carnavalesco Joãosinho Trinta, que marcou a história dos desfiles de escola de samba do Rio de Janeiro com seu estilo luxuoso porém de grande alcançe popular. O diretor e roteirista do filme  era amigo pessoal do biografado e já realizou em 2009 um documentário sobre este. Depois de ter sido exibido no recente Festival do Rio, o filme chega agora ao grande circuito.

por adilson69

VIAGENS ESPACIAIS : A FRONTEIRA FINAL NAS TELAS DO CINEMA, NA LITERATURA & NA VIDA REAL.

HOMEM LUA

Eu nasci um dia antes que o homem pisasse na lua, dando substância à frase “Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade” proferida por Neil Armstrong, fazendo a guerra fria pender para o capitalismo norte-americano e marcando a história. Talvez por isso eu tenha um grande fascínio pela ideia da viagem espacial traduzida em palavras e imagens cinematográficas que tentam simular para nossos sentidos a sensação de soltar nossos corpos como um Ícaro galáctico e compreender a insignificância humana perante o mar cósmico que a tudo cerca. Em “Interstellar”, Christopher Nolan (Batman, A Origem) é o mais novo a tentar recriar em uma sala de exibição a sensação de uma viagem ao espaço, hoje 358 anos depois do escritor francês Savinien Cyrano de Bergerac ter escrito “Historie Comique dês États et Empires de la Lune” (1656) em que narra, em pleno século XVII, uma viagem à lua e 149 anos depois de Jules Verne em “De la Terre a la Lune” (Da Terra à Lua), publicado pela primeira vez em 1865, e adaptado por George Meliés em 1902. O inventivo Meliés tornou icônica a imagem de uma lua humanizada atingida por um projétil gigante, conforme visto recentemente em “A Invenção de Hugo Cabret” de Martin Scorcese.  Um ano antes do filme de Meliés, outro pioneiro do gênero, o inglês H.G.Wells publicou “The First Men on the Moon” (Os Primeiros Homens na Lua), adaptado para o cinema em 1919 e 1964. Wells imaginava um foguete alimentado pela carvorita, um imaginário minério anti-gravitacional e a existência de habitantes lunares, os selenitas (assim chamados como referência à deusa lunar Selene), que já eram mencionados no texto de Bergerac.

viagem_a_lua

A realidade, contudo, é sempre mais sem graça, carece de glamour e, assim, a literatura antecipou conquistas que demorariam para se concretizar. Pouco mais de 90 anos depois do livro de Verne, os Soviéticos lançaram o satélite Sputinik ao espaço. Na mesma ocasião, a cadela Laika se tornou o primeiro ser vivo a viajar ao espaço e nunca mais retornou a Terra. Somente em 1961, Yuri Gagarian se tornou o primeiro homem a ver a Terra do espaço. A Corrida ao espaço entre norte-americanos e soviéticos foi acirrada no período conhecido como Guerra Fria e culminou com a chegada da Apollo XI à superfície lunar em 20 de Julho de 1969. Hoje em pleno século XXI ainda não conseguimos explorar nada além de nosso planeta azul, mapeamos muito pouco de toda essa imensidão a partir de modernos observatórios e de imagens de satélites, muito diferente da romantização de uma raça humana unida a bordo da Enterprise de “Star Trek”. Em meio ao sonho otimista da saga de Gene Roddenberry e a pesadelos assustadores como “Prometheus” de Ridley Scott, o cinema frequentemente nos leva ao papel de exploradores espaciais sabendo que no espaço não há som para que suspiros ou gritos se propaguem, não há oxigênio para que explosões apoteóticas sejam observados e o vazio enfatiza de forma brutal a insignificância de nossa natureza. Talvez justamente por esse poder tão absoluto, o espaço seja o elemento perfeito para divagações filosóficas sobre nosso papel na ordem das coisas.

Sputinik

Sputinik

No clássico “O Planeta Probido” (The Forbidden Planet) de 1958, um jovial Leslie Nielsen faz um bravo capitão de uma nave espacial que chega a um planeta onde uma arma alienígena desperta o Id descontrolado do Dr.Morbius (Walter Pidgeon), transformado em uma irrefreável força destrutiva que nos faz pensar na divisão freudiana da psique humana, uma história saída da peça de Shakespeare “A Tempestade”. Ainda mais impressionante foi “2001 – Uma Odisseia no Espaço” (2001 – A Space Odissey), adaptação do conto “A Sentinela” de Arthur C. Clarke, dirigida por Stanley Kubrick, que criou os rigores do espaço um ano antes da ida do homem à lua. Sua história pretensiosa confronta o passado primitivo do homem com seu futuro nas estrelas, questionando mais que respondendo a busca incessante do homem sobre para onde vamos e o que somos. A natureza humana também é posta sob estudo no livro do polonês Stanlislaw Lem “Solaris”, publicado em 1961, sobre um planeta composto de um oceano inteligente, forma de vida que analisa a complicada equação humana representada pelo psicólogo Kris Kelvin enviado para investigar o motivo do enlouquecimento da tripulação orbitando o misterioso planeta. A história ambiciosa e de grande aprofundamento, comparável a “2001”, foi adaptado duas vezes : Em 1972 por Andrei Tarkovsky e em 2002 dirigida por Steven Sodenbergh que teve resultado raso se comparado às complexidades do material em que se baseia.

Forbidden-Planet-3

Filosofias à parte, a ciência real e a ciência imaginária se diferenciam muito. Deixar a atmosfera da Terra está longe dos devaneios fantasiosos de Flash Gordon e Buck Rogers (Heróis clássicos dos quadrinhos) e aventuras como o do fracassado John Carter flertam mais com a vontade do ser humano de se desprender das limitações do nosso mundo e buscar o desconhecido lá fora. Quase um ano depois da chegada do homem à lua, a missão da Apollo 13 , que virou o filme homônimo de 1995 dirigido por Ron Howard, começou com a euforia do início da chamada era espacial e terminou de forma desastrosa quando um defeito em um dos módulos impediu a alusinagem prendendo os três astronautas, incluindo o Capitão James Lovell, durante cinco dias em órbita e antes do fim das reservas de oxigênio e água. Seu retorno à Terra foi um triunfo do esforço humano de sobrevivência conforme relatado no livro de Jim Lovell, adaptado para o cinema e que fez da frase “Houston, nós temos um problema” icônica mensagem de que a viagem espacial  não é um passeio. Outra produção que soube mostrar a solidão do homem diante da imensidão com requintes técnicos admiráveis foi o recente “Gravidade” de Alfonso Cuarón, premiado e consagrado por público e crítica. A jornada da Dra Ryan Stone (Sandra Bullock) de volta para a Terra guarda a metáfora do nascimento, ou melhor do renascimento, quando a personagem que vivia sem propósito redescobre a vontade de viver quando se vê à deriva em torno da Terra. A Ficção Científica aborda a condição humana, mostra as possibilidades e tenta, enfim, mudar nossa perspectiva sobre nossas próprias vidas.

2001

Claro que o aspecto religioso ocasionalmente vem a tona sempre que nos perguntamos se estamos sozinhos no universo, o que existe dentro e além dos limites da via láctea. O renomado astrônomo Carl Sagan, criador da série “Cosmos”, escreveu o embate entre a fé a ciência em seu livro “Contato” fazendo da Dra Ellie Arroway a representação de sua persona questionadora, sonhadora, ávida pelo conhecimento. O livro, publicado em 1985, foi dez anos depois adaptado para as telas com direção de Robert Zemeckis e trazendo no elenco os nomes de Jodie Foster e Mathew McConaughey que agora protagoniza o filme de Nolan.

contact_pic

A viagem espacial toca profundamente a todos porque lida com nossa visão sobre nós mesmos, nossa relação com a criação, se somos ou não feitos à imagem e semelhança de Deus, se estamos sozinhos ou não. Experimentar essas perguntas mexe com nossa razão, instiga nossos sentimentos tão conflitantes, e por isso leituras e releituras do assunto são tão frequentes nas telas. O Espaço é a fronteira final e a frase, embora clichê, espelha perfeitamente essa busca que se faz de forma interna e externa a nossos corpos limitados pela carne, mas potencializados pela mente questionadora que nos torna todos  verdadeiros homens-foguete como na canção icônica de Elton John, um vôo infinito voltado para o mistério das estrelas.

por adilson69

ESTREIAS DA SEMANA : 6 DE NOVEMBRO DE 2014

INTERESTELLAR

interestellar 2

(Interestellar) EUA 2014. Dir: Christopher Nolan. Com Matthew McCoughney, Anne Hathaway, Michael Caine. Ficção Científica. Ex-piloto é recrutado para fazer parte de equipe de exploradores rumo ao espaço em busca de um novo planeta para o homem habitar depois que o nosso planeta seja a um ponto crítico que inviabiliza a sustentação da vida. Para isso embarcam em uma perigosa jornada, o que inclui atravessar um buraco negro e viajar pelo espaço e tempo. O filme envereda não apenas pela aventura, mas também em uma abordagem filosófica que questiona a natureza humana. O roteiro assinado por Chris Nolan, e seu irmão Jonathan, teve o nome de Steven Spielberg ligado ao projeto que contou com um orçamento de US$ 150 milhões. É indisfarçável a pretensão do roteiro, ao longo de seus 169 minutos de duração, de questionar o futuro da raça humana, nosso papel na ordem do universo.Filmado com uso de câmeras IMAX, o filme de Nolan ganha um visual arrebatador para reproduzir a experiência da viagem espacial e ganha um senso de realidade e verossimilhança com a consultoria técnica de Kip Thorne, cientista especialista na teoria da relatividade, e que também assina a produção executiva do filme.

MADE IN CHINA

made china

Bra 2014. Dir: Estevão Ciavatta. Com Regina Casé, Xande de Pilares, Juliana Alves, Otávio Augusto. Comédia. Vendedora (Cazé) de loja de brinquedos no Saara investiga o porquê dos preços tão baixos dos chineses que são concorrentes de seu patrão. Para isso conta com a ajuda de seu namorado (Pilares) e de sua amiga (Alves). O filme é o primeiro dirigido pelo marido de Regina Cazé e marca a estreia como ator do cantor Xande de Pilares.

NOVEMBER RAIN – UM ESPIÃO QUE NUNCA MORRE

The-November-Man

(November Rain) EUA 2014. Dir: Roger Donaldson. Com Pierce Brosnan, Olga Kurylenko, Luke Bracey. Ação. A volta de Pierce Brosnan (ex 007) ao papel de um espião contracenando com Olga Kurylenko, que já foi Bond girl em “Quantum of Solace” ao lado de Daniel Craig. Adaptação do livro “There are no spies” de Bill Grander sobre um ex agente da CIA que é forçado a voltar à ativa para proteger uma testemunha (Kurylenko) que pode desmascarar uma conspiração envolvendo o novo presidente da Russia.

por adilson69