ESTREIAS DA SEMANA: EM CARTAZ A PARTIR DE 20 DE AGOSTO DE 2015

LINDA DE MORRER

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Bra. 2015. Dir: Cris D’Amato. Com Gloria Pires, Angelo Paes Leme, Antonia de Moraes, Suzana Vieira. Comédia. Cirurgiã obsecada em descobrir a cura para a celulite injeta em si própria uma formula experimental e morre em consequência disso. Seu espírito descobre os riscos do produto que está para ser comercializado e tenta impedir isso com a ajuda de um médium. Gloria e Antonia, que vivem mãe e filha no filme, são mãe e filha na vida real. O filme é da mesma diretora de “SOS Mulheres ao mar”.

O PEQUENO PRÍNCIPE

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The Little Prince. EUA 2015. Dir: Mark Osbourne. Vozes: Mackenzie Foy, James Franco, Albert Brooks, Rachel McAddams, Marion Cotillard. Animação. Obra prima da literatura escrita pelo francês Antoine de Saint-Exupery, a história do menino de outro planeta que ajuda um piloto que caiu no deserto do Saara é rica em metáforas sobre a infância, a imaginação, o amor e outros conceitos que despertam as mais variadas interpretações. Essa riqueza torna o livro de Saint-Exupery um dos mais lidos e traduzidos do mundo. Uma obra superlativa já levada às telas outras vezes, sendo a mais famosa a versão de 1974 com Gene Wilder e Bob Fosse. O diretor, o mesmo de “Kung Fu Panda”, traz os atores Marcos Caruso e Larissa Manoela na dublagem brasileira. A animação é uma boa pedida para quem não conhece a obra ainda que a adaptação não seja tão fiel ao material original e com a introdução de um personagem que não tem no livro e que ganha o espaço de protagonista ao descobrir a história do pequeno príncipe que nos mostrou, para quem leu o livro, que o essencial é invisível aos olhos.

EXORCISTAS DO VATICANO

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The Vatican Tapes. EUA Mark Neveldine. Com Olivia Taylor Dudley, Djimon Hounsou, Michael Peña, Dougray Scott. Bruno Gunn. Terror. Na tentativa de exorcisar mulher possuida, dois padres do Vaticano acabam por despertar um mal secular que ameaça o mundo. Filme na linha de “O Exorcista” que em 2009 chegou a ser considerado um dos melhores roteiros não filmados em Hollywood. O diretor, o mesmo de “Adrenalina”, e o roteirista (o mesmo de “Velozes e furiosos 7” tentam inovar na abordagem do tema batido mas não foge dos clichês deste. Curioso para quem gosta muito do gênero.

IN MEMORIAN : YVONNE CRAIG

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Faleceu nesta última segunda-feira (dia 16 de Agosto) a atriz norte-americana YVONNE CRAIG. Recebi a noticia com a tristeza de quem perdeu alguém uma amiga de infância. YVonne foi a Batgirl do seriado dos anos 60 e entrou para a série de Tv “Batman” por um breve período, apenas a 3ª temporada. Também trabalhou ao lado de Elvis Presley no filme “Com Caipira Não se Brinca” (Kissin Cousins) de 1964 além de ter participado de diversos seriados de TV como “Jornada nas Estrelas”, “Missão Impossivel” etc… Yvonne Joyce Craig nasceu em 16 de Maio de 1937 e tinha 27 anos na época em que viveu Barbara Gordon, a filha do Comissário de Polícia de Gotham City que se torna ajudante da dupla dinâmica. Yvonne tinha graça nas cenas de luta, auxiliada pelo passado como bailarina.

Estava afastada da carreira artística desde o inicio da década de 80 e sempre foi reservada em sua vida. Nunca teve filhos, já tendo namorado o ator Bill Bixby (de O Incrivel HULK). Yvonne sofria com o câncer de mama que se espalhou pelo fígado vitimando a bela atriz cujas curvas generosas naquele uniforme de Batgirl marcaram a infância de marmanjos como eu. Saudades eternas e que descanse em paz.

TRAILLER : VICTOR FRANKENSTEIN

Chega às nossas telas em breve a reinterpretação do obra prima de Mary Shelley estrelada por James MacAvoy (X Men Dias de Futuro Esquecido) e Daniel Radcliffe (Harry Potter) respectivamente como Victor Frankenstein e Igor. A produção da 20th Century Fox não é a primeira nem a última a abordar a história do  cientista que desafia a ordem natural da vida para vencer a própria morte. Em breve, a Universal promete fazer a sua nova versão da obra como parte de um universo compartilhado de monstros clássicos, Enquanto isso, eis o trailler do filme dirigido por Paul McGuigan e que estreia por aqui em 26 de Novembro desse ano.

MEMORIAS DE UM CINÉFILO : A REVISTA SET CINEMA & VIDEO

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PRIMEIRA EDIÇÃO DE JULHO DE 1987. A REVISTA DEIXOU SAUDADES.

Em Julho de 1987, eu estava completando 18 anos quando passei por uma banca de jornal e conheci a revista SET CINEMA & VIDEO. Na capa, o ator Mickey Rourke, apontado como símbolo daquela geração, com um ar contestador que invocava Marlon Brando emulado fosse no papel de rebelde em “O Selvagem da Motocicleta” (Rumble Fish) de Francis Ford Coppola ou como sedutor em “9 Semanas e Meia de Amor” (9 1/2 Weeks). Contudo, Rourke aparecia na revista não apenas por seu promissor currículo mas principalmente por estrelar “Coração Satânico” (Angel Heart) de Alan Parker, ao lado do monstro sagrado Robert DeNiro. Aquela primeira edição era, assim como Rourke, uma grande promessa para aquele final da década de 60. Em uma época em que a Internet não existia, SET trazia informações apuradas de Hollywood: Notícias do que rolava de projetos e filmes vindouros (a seção Takes), os lançamentos nas telas, um elogioso ensaio fotográfico da belíssima Natassja Kinski entre outras surpresas, com texto bem escrito e admirável resolução gráfica. Outro atrativo de SET foi o início de uma coleção de fichas técnicas que traziam de um lado a reprodução de posters de filmes com informações técnicas e curiosidades no verso.

O embrião da revista SET surgiu na verdade como uma seção interna de outra revista que vendia bastante naquela segunda metade da década de 80: BIZZ, voltada para os astros POP da música. Alex Antunes (Hoje blogueiro do Yahoo Brasil) e Marcel Plasse (hoje editor do site “Pipoca Moderna”) foram os editores originais da SET pela Editora Azul (subsidiária da Editora Abril) pela qual circulou mensalmente por 11 anos. Outro mérito da revista foi explorar o BOOM do home video. A primeira edição, por exemplo, trazia uma seleção de 100 videos imperdíveis que foram seguidos, nas edições subsequentes, por seleções de outros gêneros que chegavam às locadoras que se multiplicavam pelo país naquela época em que éramos governados pelo primeiro presidente civil em muitos anos. SET abraçava as novidades na mesma forma que reverenciava o passado com a seção MITOS, mostrando uma breve trajetória dos grandes nomes da Hollywood clássica com uma filmografia nas páginas finais, encerrando as edições com belas fotos de página inteira como Rita Hayworth (que falecera no ano de nascimento da revista) além de Marilyn Monroe, Marlon Brando entre outros.

set terror ficção 1       SET também publicou diversas edições extra como “GUIAS DE VIDEOS”, ‘SET POLICIAL & SUSPENSE” & ‘SET TERROR & FICÇÃO”, esta um colírio para os olhos de nerds e cinéfilos que buscavam informações sobre filmes e séries do gênero fantástico. Com a evolução dos efeitos especiais, SET TERROR & FICÇÃO trazia periodicamente (foram diversas edições) matérias de filmes como “A Mosca”, “Os Fantasmas se Divertem”, “A Hora do Pesadelo” “Jornada nas Estrelas A Nova Geração” , “A Hora do Espanto”, “Robocop” etc… De periodicidade irregular, “SET TERROR & FICÇÂO” conquistou muitos fans-leitores com uma proposta editorial correspondente às norte americanas Fangoria e Starlog.

Em 1998, a revista passou para a Editora Abril entre 1998 e 1999, passando para a Editora Peixes em seguida, onde foi publicada pelos 10 anos seguintes. Nessa altura, a revista já havia passado para o editor Roberto Sadovsky. A Revista já havia passado por uma reformulação visual por volta de 1991, época do lançamento de “A Familia Addams”, “True Lies” e “O Fugitivo”, mas preservou em sua páginas a seção “Hollywood Boulevard” escrita pela maravilhosa e saudosa jornalista Dulce Damasceno de Britto, que viveu a era de ouro de Hollywood, tendo entrevistado vários mitos do cinema.

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SET foi testemunha de várias mudanças na forma de se assistir filmes: O advento do VHS, a chegada do DVD, da Tv por assinatura, o Blu-Ray, o fim das locadoras com a popularização dos downloads. Quem lia a SET acompanhou todas essas  mudanças em paralelo ao avanço técnico dos filmes com a tecnologia digital. Contudo, o mercado editorial mudou muito ao longo dos anos e SET foi perdendo espaço frente à informação instantânea trazida pelos sites da internet. Os clássico foram reduzindo seu espaço em favor de uma linguagem mais “pop”, mais “teen” na escolha das matérias e entrevistas publicadas. Ainda assim, continuei a ler a revista, mesmo depois que em seu período terminal, a revista passou a ser publicada pela CBM (do Jornal do Brasil) editada por Mario Marques, e finalmente de volta para Roberto Sadovsky pela Editora AVEC. em uma fase de periodicidade irregular que teve seu canto do cisne em Novembro de 2010, quando a revista deixou de circular definitivamente. Lamentável fim para uma publicação de grande importância para o meio.