Os números de 2015

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2015 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 5.700 vezes em 2015. Se fosse um comboio, eram precisas 5 viagens para que toda gente o visitasse.

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por adilson69

CLASSICO REVISITADO : OS 30 ANOS DE “O ENIGMA DO PIRÂMIDE” 

o ENIGMA DA PIRAMIDE                   Todos reconhecem a figura de Sherlock Holmes e ninguém duvida que o personagem está mais popular do que nunca : Dois filmes dirigidos por Guy Ritchie estrelados por Robert Downey Jr, série de sucesso da BBC estrelada por Benjamim Cumberbatch, além da versão americana “Elementary” estrelada por Johnny Lee Miller e Lucy Liu. Há 30 anos, antes de jovens bruxos ou revolucionários em distopias, houve um Sherlock Holmes adolescente produzido por ninguém menos que Steven Spielberg.

NickRowe

Nicholas Rowe em foto recente

Em 4 de Dezembro de 1985 quando o filme “O Enigma da Pirâmide” (Young Sherlock Holmes) estreou nos Estados Unidos, o célebre detetive ainda não era de domínio público. O filme reuniu os talentos de Steven Spielberg (produtor executivo), Chris Columbus (roteirista) e Barry Levinson (direção). Columbus, que dirigiu os dois primeiros filmes da franquia Harry Potter, e mais recentemente, “Pixels” com Adam Sandler, foi extremamente respeitoso à obra de Conan Doyle. O roteiro imagina como Holmes e Watson teriam se conhecido mais jovens já que em “Um Estudo em Vermelho” (A Study in Scarlett), primeira aventura literária de Holmes, o detetive e seu fiel escudeiro já são homens adultos.

O ENIGMA DA PIRAMID 4 FOTOS

O filme, que estreou em dezembro de 1985, é narrado por um Watson recém chegado a um colégio interno de prestígio na Londres Vitoriana e conhece seu colega de quarto, Sherlock Holmes, um estudante brilhante mas considerado arrogante demais. Ambos são mostrados como se estivessem entre seus 15 e 18 anos, sendo Holmes um jovem que embora seja capaz de brilhantes deduções, ainda se permite sentir emoções e mantém um namoro com Elizabeth Hardy (Sophie Ward), sobrinha do renomado Professor Waxflatter (Nigel Stock). Seu grande rival na escola é o almofadinha Dudley (Earl Rhodes) que divide as atenções de Elizabeth e que está constantemente desafiando Holmes. Contudo, a maior aventura deste seria vivida além dos muros da escola quando o jovem suspeita que há uma bizarra ligação entre mortes misteriosas de figuras de respeito na sociedade londrina. Apesar de ter seu raciocínio desprezado pelo Sargento Lestrade (futuro Inspetor da Scotland Yard nos livros de Conan Doyle), Holmes e Watson investigam as pistas e descobrem que as mortes são causadas pelo Rami Tap, um culto egípcio que busca vingança de uma expedição arqueológica que no passado profanou a tumba de princesas egípcias. A medida que a investigação se aprofunda vários elementos das histórias Sherlockianas (o chapéu, o cachimbo etc…) são introduzidos, sempre seguindo os cânones escritos por Conan Doyle, tudo precisamente … elementar.

inimighos

Nada é o que parece 

Mesmo a abertura do filme com sombras caminhando nas ruas vitorianas é uma homenagem aos filmes estrelados por Basil Rathbone ao longo da década de 40. O desenrolar da trama (que não ousarei estragar aqui apesar de ser um filme já reprisado bastante na TV) revelará vários traços das histórias do personagem: As razões para sua personalidade fria e distante, a cumplicidade com Watson e, sobretudo, a gênese de seu arquiinimigo o Professor Moriarty. No Brasil, o filme chegou em Maio de 1986, e causou surpresa com a primeira imagem em CGI usada no cinema : O cavaleiro medieval saído do vitral da igreja na alucinação do padre Duncan Nesbitt (Donald Eccles). O efeito foi desenvolvido depois de quatro meses pelo talentoso John Lasseter que anos depois viria a se tornar um dos homens fortes da Pixar, e responsavel por “Toy Story”. Foi o primeiro filme de cinema produzido pelo ator Henry Winkler (o Fonzie da clássica série de tv “Happy Days” e co-produtor da igualmente clássica “MacGyver”), o filme foi premiado com o “Saturn Awards” e indicado ao Oscar de melhor efeitos. O orçamento de $18.000.000 não se tornou nenhum fenômeno de bilheteria e chegou a ser criticado por muitos como uma versão menor de “Indiana Jones e o templo da perdição”, já que Holmes enfrenta uma seita profana bem similar.

O ENIGMA DA PIRAMID 4 FOTOS omagem iconica

Nicholas Rowe, o Sherlock, era escossês e tinha 19 anos na época. O ator se afastou do circuito Hollywoodiano apesar de alguns papeis de menor proporção como recentemente em “Mr. Holmes” em que o grande detetive é interpretado por Sir.Ian Mckellan. Já Watson foi vivido, aos 15 anos,  por Alan Cox, filho do ator Brian Cox (A Supremacia Bourne, REDS Aposentados & Perigosos), se tornou produtor e ator em várias produções de TV.

Em meio a vários filmes protagonizados por jovens ou adolescentes heroicos como em franquias milionárias do tipo “Maze Runner”, “Jogos Vorazes” ou “Harry Potter”, o público poderia ter tido sequências desse Sherlock juvenil, aprovado na época pela própria Jean Conan Doyle, filha do criador do detetive que alcançou uma importância indelével no imaginário popular.

STAR WARS : A FORÇA SEMPRE ESTEVE CONOSCO

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Eu tinha 7 anos (a idade que hoje minha filha tem) quando conheci o que era “Star Wars”, que na época chamávamos de “Guerra Nas Estrelas”. Na essência parecia uma história medieval de cavaleiros e magos, mas com uma roupagem futurista, encenada em planetas distantes. O apelo visual era irresistível, estimulado pela magnífica trilha sonora de John Williams. Foi então um fenômeno sem precedentes aparecendo na capa de revistas e jornais muito antes do surgimento da ideia de uma franquia, antes da popularização do termo trilogia, bebendo de diversas fontes: literárias (a influência de “O Senhor dos Aneis” foi admitida pelo próprio George Lucas), cinematográficas (os antigos seriados da Republic) e HQs (Flash Gordon de Alex Raymond). A mistura desses elementos se deu na mente do Californiano George Walton Lucas Jr, fantasias muito além das limitações de espaço do rancho em que foi criado.

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Há  38 anos atrás em uma galáxia muito distante

Foi Francis Ford Coppola quem abriu as portas do mundo do entretenimento para George Lucas. Este trabalhou como assistente de Coppola em “Caminhos mal-traçados” (The Rain People). Coppola lhe ensinou tudo sobre os bastidores do cinema, produziu seu primeiro filme como diretor “THX 1138” e usou de seu prestígio para conseguir para Lucas o financiamento necessário para “Loucuras de Verão” (American Graffite) em 1973, já com o selo da “LUCASFILM LTD”. Com o sucesso desse filme (vencedor do Golden Globe e indicado ao Oscar), Lucas obteve a moral necessária para escrever “Star Wars” dividindo sua história em nove capítulos. Montou a “Industrial Light & Magic” para desenvolver os efeitos especiais e conseguiu um acordo com a 20th Century Fox que lhe garantiu a permanência dos direitos autorais, que o enriqueceu.
No Brasil, o filme “Star Wars – Uma Nova Esperança” era um risco pois nada naquela proporção havia sido feita com sucesso em Hollywood, por isso foi comercialmente melhor rebatizar o filme como “Guerra nas Estrelas”, omitindo o fato de que este era o quarto episodio da história. Lançado no Brasil em 18 de Novembro de 1977 (seis meses depois do lançamento original nos Estados Unidos) tendo contado com um orçamento de cerca de onze milhões de dólares (custo bem baixo para uma produção do tipo). Lucas sempre foi uma pessoa difícil de se trabalhar de acordo com histórias de bastidores e depoimentos dos envolvidos nas filmagens que ocorreram em estudios na Inglaterra e no deserto da Tunísia.

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O trio central da história foi feito por atores desconhecidos na época: Mark Hammil como Luke Skywalker, Carrie Fisher (filha da atriz Debbie Reynolds) como Princesa Leia e Harrison Ford como o mercenário Han Solo, um tipo com a estirpe de um Errol Flynn, cafajeste mas de bom coração. Na história, rebeldes lutam contra o Império Galático representado pelo maligno Grand Moff Tarkin (o icônico Peter Cushing) e o maior vilão dos cinemas, Darth Vader (David Prowse dublado por James Earl Jones) uma postura de nobre mas ameaçadora e misteriosa tal qual a figura de um Drácula espacial. A luta pela libertação de todo um sistemas galático move os personagens que sobrevivem a perigos sucessivos, todos guiados pela sabedoria extinta dos Jedis (antigos guardiães da paz) representada pela figura de Sir Alec Guiness no papel de Obi Wan Kenobi. O ator britânico de renomada passagem pelo teatro e pelo cinema (Dr.Jivago, Lawrence da Arábia, A Ponte do Rio Kwai, Os Farsantes) guarda histórias conflitantes: Algumas fontes atestam que Guiness detestava estar envolvido no filme odiando suas falas e a história que consideraria muito inferior. Contudo, outros como o próprio George Lucas, declararam que a relação de Guiness era amistosa e profissional com todos os colegas de equipe. Apesar do trio de heróis rebeldes, é a figura de Guiness como Obi Wan que guia o desenrolar da história e explica a natureza da “Força”, o campo de energia vital que se torna tanto uma conduta religiosa como uma arma defensiva tão eficiente como os charmosos sabres de luz, herdeiros das cimitarras e espadas dos antigos épicos de cavalaria.

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Uma das cenas mais icônicas

Três anos depois do sucesso deste veio “O Império Contra Ataca” (The Empire Strikes Back) dirigido por Irving Keshner, quase uma unanimidade entre os fãs como o melhor filme da série. Na verdade, sendo o episódio cinco, o filme de Keshner desenvolve os personagens continuando exatamente de onde o anterior parou. Aos heróis se somam a figura de Lando Calrissian (Billy Dee Williams), chefe de uma colônia de mineração no espaço e Yoda (Frank Oz), mestre Jedi de 900 anos que será responsável pela continuidade do treinamento de Luke e que guarda um segredo que guiará os rumos da história. Entre lutas e perseguições, fica mais evidente que o triângulo Luke-Lea-Han Solo será desfeito conforme as verdades de cada um surgem, culminando com Solo congelado ao final para ser entregue a Jabba com uma declaração de amor de Leia (Fisher) a qual Solo responde “Eu Sei”, conforme o próprio Harrison Ford insistiu em vez do obvio “Eu te amo também”. Nada mais impactante, contudo, do que a esperada luta entre Luke e Darth Vader em que este revela que é pai do jovem Jedi. No intervalo de filmagens entre os episodios IV e V Mark Hammil sofreu um acidente de carro que desfigurou seu rosto e o levou a uma cirurgia de reconstituição plástica. Por isso seu rosto está tão diferente em “O Império Contra Ataca”, o que foi justificado no início do filme quando Luke enfrenta uma criatura no planeta Hoth.
Em 1985, exatos trinta anos atrás, a trilogia se encerraria com “O Retorno de Jedi” (The Return Of Jedi) dirigido desta vez por Richard Marquand, e que quase foi batizado de “Revenge of the Jedi” (A Vingança dos Jedi). O filme fecha as pontas soltas e decide o destino dos personagens com o combate final entre os rebeldes e o Império; a luta entre Luke e o maligno Imperador (Ian McDiarmind ) , a surpresa de que Luke e Lea são irmãos deixando o caminho livre para o romance entre Lea e Han Solo, o que contrariou as expectativas de Harrison Ford que queria que seu personagem morresse no final. Claro, que a cereja do bolo seria a luta decisiva entre pai e filho, essencial para fazer a galáxia pender para o bem ou para o mal. O último filme ainda trouxe uma Leia mais sensual, em trajes de escrava de Jabba e os Ewoks, que ganharam até um filme solo. Com o final deste, a saga tomou novos rumos: continuidade em HQs e livros, games, uma nova trilogia contando os episódios 1,2 e 3 e a remasterização feita por Lucas que modificou cenas, inseriu novos cortes, corrigiu os efeitos que evoluíram desde 1977, mas desagradou a vários fans porque mexeu em sequencias inteiras como removendo David Prowse para incluir Hayden Christesen no final de “O Retorno de Jedi”.

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O impacto cultural de Star Wars foi além da industria cinematográfica, reviveu o interesse de Hollywood pela ficção cientifica que abandonou a aura de “filme B” , criou imitadores em seu rastro e parodias como “SOS Tem um Louco Solto No Espaço” (Spaceballs) de Mel Brooks e o nacional “Os Trapalhões na Guerra dos Planetas” com Renato Aragão, Dede Santana, Mussum e Zacarias (foi o primeiro filme reunindo o quarteto). Foi assim que tudo começou, com “Há muito tempo atrás, em uma galáxia muito distante”, uma modernização do clássico “Era Uma Vez’ que ditou os rumos da cultura pop descobrindo os desígnios da Força. Assim também todos nós, incluindo este que vos escreve.

ESTREIAS MAIS RECENTES

PEGANDO FOGO

PEGANDO FOGO

(Burnt) EUA 2015. Dir: John Wells. Com Bradley Cooper, Sienna Miller, Emma Thomspson, Uma Thurman, Jamie Dorman, Daniel Bruhl. Comédia  Romântica.

Chefe de cozinha (Cooper), que busca recuperar o prestígio perdido, monta uma equipe com os melhores do ramo e se apaixona por uma das mestres em culinária. Voltado para os apreciadores de comédias românticas, o filme quase foi chamado “Chef”, mas este já havia sido empregado como nome de outro filme a tratar de tema semelhante em 2014, dirigido por Jon Favreau. O filme foi rebatizado de “Adam Jones” antes de ser novamente renomeado para o título atual “Burnt”, que traduzido seria algo como “Queimado” ou “Incendidado”. Bradley Cooper assumiu o papel principal que foi a principio oferecido a Keanu Reeves. Embora o filme tenha naufragado nas bilheterias americanas, é um

 OS SEIS RIDICULOS

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(The Ridiculous Six) EUA 2015. Dir: Frank Coraci. Com Adam Sandler, Steve Buscemi, Terry Crews, Taylor Lautner, David Spade, John Turturro, Nick Swardson,  Steve Zahn, Rob Schneider, Luke Wilson, Danny Trejo. Comédia.

Já notaram que está cada vez mais dificil fazer um filme, principalmente uma comédia, com o peso de ter que ser “politicamente correto” ? Apesar dos excessos e grosserias de alguns casos, todos se ofendem muito facilmente por qualquer coisa. Que o diga Adam Sandler,que em sua primeira produção exclusiva para a rede Netflix (Sim, esse filme tem seu lançamento exclusivo para os assinantes do serviço) teve que se defender recentemente da acusação de ser preconceituoso com a população indígena batizando personagens como “Sem sutiã” ou “Bafo de Gambá”. Assim como o clássico “Banzé no Oeste” (Blazzing Saddlers) de Mel Brooks, Adam Sandler envereda pelo caminho do faroeste parodia mostrando seis meio irmãos adotados por uma tribo indígena e vivem se metendo em encrencas mesmo quando adultos. O filme parodia principalmente o clássico “Sete Homens & Um Destino” (The Magnificent Seven) e é o primeiro de um contrato de quatro filmes do humorista Adam Sandler para a rede Netflix. Aqui ele atua, produz e co-roteiriza a história novamente reunindo os amigos David Spade, Nick Swardson, Rob Schneider e Steve Buscemi que apareceram em outros filmes e vocês certamente reconhecerão seus rostos. Sandler sempre gosta de se cercar de amigos em seus filmes sendo essa a quinta colaboração entre ele e o diretor Frank Coraci com quem já fizera “O Rei da Agua” (1998), “Afinado no Amor” (1998) , “Click” (2006) e “Juntos & Misturados” (2014).

 OLHOS DA JUSTIÇA

OLHOS DA JUSTIÇA

(Secret Of Their Eyes) EUA 2015. Dir: Bill Hay. Com Julia Roberts, Chiwetel Eliofor, Nicole Kidman, Michael Kelly. Suspense.

Dois agents do F.B.I (Eliofor e Roberts) atendem o chamado de uma mulher morta que vem a ser a filha dela. O principal suspeito não é condenado por detalhes técnicos. Passados treze anos o caso ainda em aberto é retomado pelo agente Ray (Eliofor). Adaptado do livro de Eduardo Sacheri, o filme é uma refilmagem do vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2009. O roteiro e a direção é de Billy Ray, o mesmo roteirista de “Capitão Philips” e do primeiro “Jogos Vorazes”. Este reescreveu o papel de protagonista para Julia Roberts, já que no filme original seu personagem é homem. Os papeis de Eliofor (Dez anos de Escravidão) e Nicole Kidman foram oferecidos, a principio, a  Denzel Washington e Gwyneth Paltrow.

HISTORIAS DE CINEMA DE A.C.GOMES DE MATTOS

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Conheci Antonio Carlos Gomes de Mattos através da revista “Cinemin” que li durante todo o tempo em que esta foi editada pela saudosa EBAL, e sobre a qual já escrevi aqui no blog. A.C.Gomes de Mattos, como assina seus maravoilhosos artigos, é professor do curso de Cinema da PUC-RIO e já escreveu excelentes livros como “A Outra Face de Hollywood – Filme B”, “Hollywood Anos 30” entre outros. Li “Do Cinetoscopio ao Cinema Digital” em que ele traça um minucioso histórico do cinema mostrando sua evolução desdes seus primordios até o advento da tecnologia digital. Para mim foi um prazer imenso, assim como para qualquer cinéfilo que gosta de se aprofundar na evolução da sétima arte, não apenas a parte técnica, mas os filmes e estudios que fizeram o cinema muito mais que mero entreterimento, mas uma máquina de sonhos ainda que também uma industria.  No site “histórias de cinema” (http://www.historiasdecinema.com), o meu querido amigo tem muitas histórias interessantes a contar sobre o cinema clássico e consegue com suas palavras reviver esse espírito de sonhos que o cinema tem ou já teve, depende do quanto cada um gosta e do que gosta. Fica aqui a dica aos cinefilos. Para o mestre Antonio Carlos, com muito carinho.

LINK : http://www.historiasdecinema.com/

 

ESTREIA : NO CORAÇÃO DO MAR

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NO CORAÇÃO DO MAR (IN THE HEART OF THE SEA) EUA 2015. DIR: RON HOWARD, COM CHRIS HEWSWORTH, BENJAMIM WALKER, TOM HOLLAND, BEN WINSHAW.  

Todo mundo conhece a história do capitão com perna de pau que atravessa os mares a caça de uma gigantesca baleia branca. O que muitos não sabem é que o livro em questão, um clássico da literatura mundial escrito por Herman Melville (1819 -1891), foi inspirado em fatos reais: O naufragio do navio Essex nos idos de 1820, depois de ter encontrado uma enorme baleia. “No Coração do Mar” (In the Heart of the Sea) de Ron Howard adapta o livro homônimo escrito por Nathaniel Philbrick que narra o fato por trás da ficção, logo não espere ver a mesma história, não há Ahab nem Ismael mas logo no começo do filme você verá o próprio Melville, interpretado por Ben Whishaw (o Q de “007 contra Spectre”) entrevistando Thomas Nickerson, o último sobrevivente do Essex,  (Brendan Gleeson) para colher dados para o livro que viria a ser “Moby Dick”. Passado o prólogo, o filme nos conduz à história verídica do navio e seus três personagens principais: O Capitão George Pollard (Benjamim Walker de “Abbraham Lincon Caçador de Vampiros”), Owen Chase (Chris Hemsworth de “Thor”) e o próprio Nickerson (Tom Holland, o futuro Homem Aranha) que faz o papel de narrador da história.

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O roteirista Charles Leavitt (o mesmo de “Diamantes de Sangue”) e o diretor Ron Howard (“O Código DaVinci” e “Rush – No Limite da Emoção”) não fazem da enorme cachalote branca a protagonista, mas sim a luta pela própria sobrevivência no mar, onde não apenas a baleia como as intempéries do meio guiam os rumos dos personagens. Tanto este quanto a obra literária de Melville fazem  da baleia a expressão personificada da própria natureza humana, suas ambições, suas obsessões e sua fragilidade diante da hostilidade do meio e das limitações impostas por este. Enfim, um curioso estudo que faz deste não um filme de ação, nem uma aventura, mas a possibilidade de observar o que nos faz animais, seja a gigantesca baleia ou a nossa postura diante de um destino implacavel.

Na próxima postagem vou trazer curiosidades a respeito da obra de Melville, aguardem.

 

OBRIGADO A VOCÊS AMIGOS

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por adilson69