CLÁSSICO REVISITADO: OS 30 ANOS DE “LABIRINTO – A MAGIA DO TEMPO”

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DAVID BOWIE ENTRE GEORGE LUCAS & JIM HENSON

Recentemente foi divulgada a notícia da passagem do ator e cantor David Bowie, um grande artista. Por conta da notícia, reascendeu o interesse por uma refilmagem de ” LABIRINTO – A MAGIA DO TEMPO ” (Labyrinth) que completa esse ano 30 anos de seu lançamento original nas telas. O filme foi resultado do trabalho de um “dream team”: Produzido por George Lucas (dispensa comentários), roteirizado por Terry Jones (do grupo Monty Python), dirigido por Jim Hanson (criador dos Muppets), também co-autor da história que trazia no papel central o próprio Ziggy Stardust, o ator e cantor David Bowie, que também assina as letras e a música das maravilhosas canções do filme. Este conta a aventura de Sarah, a bela jovem de 16 anos (idade real da atriz Jennifer Connelly) que é deixada contra a gosto para tomar conta de seu irmão Toby. À noite, em um acesso de ciúme e impaciência com o choro do pequeno Toby, Sarah deseja que os duendes o levassem para longe provando a máxima que diz “cuidado com o que você deseja!”. Eis que Jareth, o rei dos duendes (Bowie) surge na janela de seu quarto, leva o garoto e a desafia a resgatá-lo dentro de 13 horas ou seu irmão será definitivamente transformado em um duende. Para chegar ao castelo de Jareth, Sarah terá que atravessar um misterioso labirinto, cheio de perigos. Para isso conta com a ajuda de Hoggle, o anão mal humorado para desvendar os enigmas que surgem em sua travessia.

POSTER LAB

Sarah redescobre o amor pelo seu irmão e, ainda mais inesperado um misto de fascínio e atração por Jareth, como na minha sequência favorita,  a balada “As The World Falls Down” que toca na sequência do baile no castelo de Jareth. Este tenta enganá-la o tempo todo, mas deixa escapar um sentimento de solidão, escondido por trás de sua aura ameaçadora. Apesar de um excelente filme, indicado a vários prêmios (BAFTA, Hugo, Saturn Awards), o filme não foi bem sucedido nas bilheterias, tendo custado cerca de 25 milhões de dólares, mas arrecando apenas 12,5 milhões. Com o passar do tempo, jpa na era do home video, o filme foi redescoberto tornando-se um grande cult. A príncipio não seria David Bowie a interpretar Jareth. Michael Jackson, e depois Sting teriam sido considerados seriamente antes que os filhos de Jim Henson convencessem o diretor que David Bowie seria perfeito para o papel.

Os efeitos especiais utilizaram miniaturas, bonecos, animatronics, fantasias, cenários rebuscados e uma das primeiras sequências em CGI, a coruja que voa no início do filme. Para a sequência em que Jareth movimenta três esferas, o técnico Michael Moschen esticou seus braços por trás de Bowie para executar o truque. Lamentável a perda de David Bowie, mais lamentável ainda é que muitos não conheçam a beleza dessa fantasia, último filme de Henson, que amargou profunda depressão depois  e morreu quatro anos depois do filme. A magia deste, no entanto, ainda resiste… ao tempo.

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