ESTREIAS DA SEMANA : EM CARTAZ A PARTIR DE 24 DE MARÇO

BATMAN VERSUS SUPERMAN : A ORIGEM DA JUSTIÇA

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(Batman Vs Superman : The Dawn Of Justice) EUA 2016. Dir: Zach Snyder. Com Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Lawrence Fishburne, Amy Addams, Jesse Eisenberg, Jeremy Irons. Aventura / Ficção Cientifica.  Vou ser direto, Zach Snyder é superestimado e recebeu poder demais da Warner para comandar os filmes de super herói da Dc Comics. Se com “Homem de Aço” (2013) fez um trabalho mediano mas inflado em determinados momentos, repete o feito com Batman Versus Superman. Não, o filme não é ruim como muitos preconizavam. De fato é divertido ver os ícones do gênero reunidos em cena, e em determinadas sequências há a impressão de se estar vendo o jogo “Injustice”. Não é demerito, mas o fato é que o filme poderia ter ido além, dispensável mostrar o qiue levou Bruce Wayne a se tornar o homem morcego e colocar um herói contra o outro um clichezão que acaba servindo ao propósito de iniciar um universo cinematografico de herois sem copiar os passos do que a Marvel fez. Nesse sentido torna-se perdoavel a metragem inflada e a quantidade de personagens na tela que satisfaz aos fãs de hqs. A Mulher Maravilha de Gal Gadot rouba a cena e  consegue nos deixar ansiosos por seu filme solo. Cavill fica muitas vezes em segundo plano até porque Ben Affleck calou a boca de seus críticos fazendo um Bruce Wayne amargurado e maduro, mas nem por isso infalível. Lex Luthor merecia melhor interprete, mas Eisenberg acaba não comprometendo. Enfim, vai ser apreciado pelo publico leitor de hqs e pode ficar confuso para quem não é, mas diverte e planta as sementes que levarão ap filme da Liga da Justiça.O curioso é como este seguirá após o final surpreedente que não vou revelar aqui, mas que mostra que a DC Warner está disposta a , apesar de tropeços, abrir a porta da aventura,

O JOVEM MESSIAS

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(The Young Messiah) EUA 2016. Dir: Cyrus Nowrasteh. Com Sean Bean, David Bradley, Adam Greaves-Neal. Bíblico. A história de Jesus Cristo quando criança descobre seu destino divino enquanto foge com Jose e Maria da ira do rei Herodes. Filme bíblico lançado a propósito da semana santa baseado em um livro da autora Anne Rice, a mesma de “Entrevista com o Vampiro”.

CONSPIRAÇÃO & PODER

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(Truth) EUA 2016. Dir: James Vanderbilt. Com Robert Redford, Cate Blanchet, Dennis Quaid, Topher Grace. Drama. Gosto de Redford e ainda mais de filmes que mostram os bastidores da imprensa em meio a escândalos, conspirações e segredos governamentais. Aqui, baseado no livro ” Truth and Duty: The Press, the President, and the Privilege of Power” , de Mary Mapes, o filme adapta um fato real: Dan Ratner, que foi apresentador do jornalístico  60 Minutes por 24 anos revelou evidencias de como George W Brush se beneficiou do tráfico de influencia no passado. O problema é quando as tais informações se mostram não verdadeiras, o que destroi a carreira de Ratner. Curioso como disse se você estiver disposto a assistir um filme com narrativa mais arrastada, mas com algo a dizer sobre os limites da liberdade de imprensa e de como o poder desta pode ser visualisado e analisado sob a luz de outras questões.

 

 

 

 

 

BEN AFFLECK: UM ATOR & TRÊS HERÓIS

Em 2003, ainda bem no início do boom dos filmes de super heróis, a Fox realizou o filme do “Demolidor” (Daredevil) , vulgo “O Homem Sem Medo”, com direção de Mark Steven Johnson, e estrelado por Ben Affleck. Isso é bem sabido por todos, como também fonte de grande desagrado para os fãs de HQs. A verdade é que o filme passou longe da essência do personagem criado por Stan Lee & Bill Everett  , e que foi enriquecido pela abordagem de Frank Miller nos anos 80. O filme da Fox foi mal escalado, com um vilão caricato demais (o Bullseye de Collin Farrell) e sem conseguir traduzir o universo urbano e sombrio do personagem. Por isso, quando Affleck foi anunciado como o novo intérprete do Batman, a reação dos fãs não foi das melhores, já que a imagem negativa do ator como o Demolidor ainda era forte demais.

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O que poucos sabem ou lembram é que Affleck também foi o Superman uma vez !!! Isso mesmo. Em 2006, Ben Affleck vestiu o icônico uniforme do herói Kryptoniano para viver a vida de George Reeves, ator que personificou o Superman nos anos 50 em uma série de TV. O filme, adaptado do livro homônimo de Paul Bernbaum  , narra a trajetória de Reeves, que depois de quase uma década vivendo o super herói na Tv, teve sua carreira prejudicada já que na época o mundo do showbizz era muito diferente. Não havia prestígio nenhum em interpretar um super herói, na verdade isso era visto como “coisa de criança”, e não era levado a sério. Após o fim da série, ninguém oferecia trabalhos a George Reeves, e nem ao menos lhe abria qualquer possibilidade, ainda que George tivesse sido coadjuvante em vários filmes desde o final da década de 30. Em 1951, sua participação em “A Um Passo da Eternidade” (From Here to Eternity) chegou a ser cortada depois da má reação inicial das plateias que riram quando o viram no filme. Em 16 de Junho de 1959, aos 45 anos, George foi encontrado morto em um quarto com um buraco de bala na cabeça, sugerindo suicídio. Discrepâncias no local da morte e o fato de que George tinha como amante a esposa de um gangster levantaram a possibilidade, nunca provada de fato, de que o suicídio teria sido um homicídio. O filme, dirigido por , foca no trabalho investigativo do detetive Louis  (Adrien Brody) para elucidar o caso. Curiosamente, o papel de Toni Mannix, a tal amante, foi de Diane Lane, a Martha Kent de “Batman Vs Superman –  A Origem da Justiça”.

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Ainda que vista o uniforme do Superman para interpretar seu interprete do passado, Ben Affleck tem uma surpreendente boa atuação como George Reeves, bem diferente do homem sem medo do filme da Fox, tendo sido inclusive indicado para o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante.  Boa pedida assistir “Hollywoodland” e, conhecer um pouco sobre esse outro lado de Hollywood ouvindo a canção “Superman’s Ghost” de Don McLean, que canta a vida de Reeves, super herói em uma época que o gênero não era visto da mesma forma que hoje onde um contrato com a Marvel ou com a DC significa prestígio e dinheiro muito além do que nossos olhos podem alcançar.

 

 

BATMAN & SUPERMAN : AS ORIGENS DA JUSTIÇA

Batman vs Superman

Os super heróis das HQs formam o panteão olímpico da era moderna. Nascidos nas páginas de publicações populares inicialmente voltadas para o público juvenil, o gênero evoluiu, foi adaptado para diversas mídias, ganhou uma complexidade que acompanhou o crescimento do público leitor e hoje divide as atenções do grande público entre as produções da Marvel e os personagens da tradicional DC Comics que demorou para despertar. Depois do relativo sucesso de “O Homem de Aço”, a Dc Comics / Warner tinha alguns problemas : Apesar de bem sucedido, os filmes de Batman dirigidos por Christopher Nolan possuíam um tom mais realista e, por isso, destoante da noção de um “universo fantástico” povoado por seres de grande poder. Além disso, filmes como “Lanterna Verde” (2008) com Ryan Reynolds se tornaram grandes equívocos. Apesar da Dc Comics ter se firmado na TV, no cinema a Marvel ganhou um espaço enorme que foi mal aproveitado pela concorrente. A estreia de “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” vem com a pretensão de preencher esse espaço, e dar o impulso para vários projetos com heróis como Mulher Maravilha, Aquaman, Flash, Lanterna Verde, Shazam e, claro, a Liga da Justiça, grupo que reúne os heróis DC, e que, na verdade, foi criado nas HQs antes mesmo dos “Vingadores”. A aposta é alta com orçamento astronômico, grandes nomes no elenco e com a participação de vários personagens conhecidos do público leitor.

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ALVORECER DOS SUPER HEROIS . Apesar de vários aventureiros e heróis, o personagem que foi o primeiro super herói a sair da imaginação para o papel foi o “Superman”, publicado em “Action Comics #’1” em 1938, criado pela dupla Jerry Siegel & Joe Shuster. A capa histórica com o herói erguendo um carro acima da cabeça cercado pelo olhar de assombro de pessoas é hoje um dos itens mais caros e raros do meio. Abriu caminho, pois depois de Clark Kent e seu alter ego surgiram diversos outros personagens com poderes fabulosos (Lanterna Verde, Flash e, inclusive o Shazam acusado na ocasião de ser um plágio do herói kryptoniano). Naqueles primórdios, o Superman não voava mas saltava por entre os arranha céus de Metropolis. “Batman” veio no ano seguinte em “Detective Comics #27” nascido do talento de Bob Kane & Bill Finger. O tom sombrio e gótico de sua cidade era repleta de personagens que compunham uma caricatura distorcida das debilidades humanas, diferente da radiante Metropolis das histórias do Superman.

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Os dois heróis foram um sucesso de vendas que logo os levou aos seus próprios títulos mensais. Na década de 40, Kirk Alyn viveu o homem de aço, enquanto Lewis Wilson vestiu a capa e a máscara do homem morcego, ambos em seriados da Columbia. No Brasil, os personagens chegaram na década de 40 graças aos esforços do editor Adolfo Aizen que os publicou na revista “O Lobinho”. Com o costume de traduzir os nomes, Batman foi chamado de Morcego Negro, Gotham City foi inicialmente chamada de Riacho Doce e Bruce Wayne ficou como Bruno Miller, enquanto Clark Kent foi batizado de Edu. Claro que pouco tempo depois as traduções foram abandonadas e substituídas pelos nomes originais.

Nas HQs o apelo de ambos com o publico leitor era enorme, dividindo preferências entre o público leitor. Apesar de possuírem naturezas distintas, cada um é ambíguo à sua própria maneira. O Superman não é humano mas prefere se passar por um e viver por trás dos óculos do repórter Clark Kent. Já Bruce Wayne não passa de uma máscara para esconder a eterna busca de vingança de um homem. Naturezas tão dicotômicas foram um prato cheio para os artistas dos quadrinhos. Contudo, no início do Universo DC os dois compartilhavam uma amizade desde sua primeira história juntos publicada em “Superman #76” (1952) onde Clark Kent e Bruce Wayne encontram-se a bordo de um navio. As expressivas vendas levaram ao título “World’s Finest” lançado ainda no início da década de 40 com os dois heróis sempre juntos na capa, mas atuando em histórias separadas. A partir da edição #71 os heróis formaram uma parceria que se estendeu por décadas. Apesar de algumas histórias em que os heróis se desentendiam ou em que um dos dois era controlado mentalmente, os leitores tinham ambos como superamigos. Em uma história bizarra publicada em ___ os editores chegaram a criar em 1964 o “Superman Composto”, um ser metade Batman e metade Superman.

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PÓS CRISE & PÓS MILLER. Em 1985, a Dc Comics  fez um reboot em seu universo de heróis com a saga “Crise Nas Infinitas Terras”, de Marv Wolfman & George Perez. Depois disso, coube a Frank Miller e John Byrne recontar a origem desses heróis. A relação entre estes passou a ser de respeito mútuo mas não de amizade. Antes disso, Miller já havia reformulado o futuro com a mini série “Batman o Cavaleiro das Trevas”. Nela, em um futuro distópico, um Batman sessentão volta à ativa e desafia o status quo, vindo a enfrentar o Superman, retratado como um pau mandado do governo. Já foi insinuado que o filme de Zach Snyder se inspirou em parte no material de Frank Miller. Quando Batman, vestido uma armadura, consegue derrotar o homem de aço, ele diz “ Clark … .I want you to remember my hand at your throat. I want you to remember the one man who beat you.” (Clark, … Quero que você se lembre da minha mão em sua garganta. Quero que você se lembre do único homem que o derrotou). Esse é tom anunciado dos personagens para as correntes adaptações e, que já foi explorado diversas vezes nos quadrinhos. O roteiro de Chris Terrio ainda aproveita para introduzir a Mulher Maravilha, o vilão megalomaníaco Lex Luthor e o monstro Apocalipse, que nas HQs matou o Superman. A semente está plantada para germinar nos diversos projetos com os personagens desse riquíssimo universo de personagens, com uma pegada de videogame que virou moda nos atuais filmes do gênero. Em meio às cinzas dessa batalha titânica será o Batman a proferir “Ser”, o Superman a proferir “Não Ser”, mas será a Mulher Maravilha que os unirá com um “Eis a Questão”, movido a sangue de guerreiros fictícios que falam diretamente pela nossa imaginação.

 

NAS BANCAS : LINGUA PORTUGUESA #58 – EVOLUÇÃO DOS QUADRINHOS

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AMIGOS, CHEGOU ÀS BANCAS A EDIÇÂO NUMERO 58 DA REVISTA “CONHECIMENTO PRÁTICO : LÍNGUA PORTUGUESA”. A REVISTA É UMA EDIÇÃO ESPECIAL SOBRE QUADRINHOS E TRÁZ  DICAS DE COMO USAR AS HQS COMO UMA FERRAMENTE DE ENSINO, ENTREVISTA COM NOSSO QUERIDO MAURICIO DE SOUZA E UM ARTIGO ASSINADO POR MIM ONDE FAÇO UM RESUMO DA HISTÓRIA DO GÊNERO COM DESTAQUE PARA OS SUPER HEROIS. CONFIREM NAS BANCAS, A REVISTA É UM TRABALHO FEITO COM CARINHO E DEDICAÇÃO, EDITADO PELO MEU AMIGO DARIO CHAVES QUE REUNIU EXCELENTES TEXTOS PARA COMPOR UMA EDIÇÃO NÃO APENAS CAPAZ DE DIVERTIR COMO TAMBÉM DE ENSINAR COMO O RECURSO DA LINGUAGEM VERBAL & NÃO VERBAL NAS HQS SÃO VALIOSOS ALIADOS PARA A EDUCAÇÃO. OBRIGADO A TODOS PELA ATENÇÃO. COMPREM JÁ SEU EXEMPLAR !!!

ESTREIA DA SEMANA : 10 DE MARÇO DE 2016

A SÉRIE DIVERGENTE – CONVERGENTE

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(The Divergent Series – Allegiant) EUA 2016. Dir: Robert Schwentke. Com Shailene Woodley, Theo James, Ansel Elgort, Miles Teller, Naomi Watts, Octavia Spencer, Maggie Q, Jeff Daniels.  Ficção Cientifica / Romance Distópico.

As disputas pelo poder e a rebelião liderada por Tris ruíram a sociedade de castas. Tris e seus amigos decidem escalar o muro que cerca Chicago para descobrir o que há por trás de tudo que foi escondido. O último livro escrito por Veronica Roth está dividido em duas partes (tendência recorrente nas atuais adaptações), embora o filme não utilize números (parte 1 e parte 2). A série tem seus fãs mas para quem nunca leu fica a mesma fórmula das distopias adolescentes que tem alimentado os estúdios cinematográficos: Governo opressor, cenário desolador e futuro imerso na desintegração evolutiva da humanidade. Além dos muros de Chicago TRis tem a esperança de uma realidade mais justa, mas só encontrará algo ainda mais chocante. A figura do vilão troca Kate Winslet por Jeff Daniels, mas a troca não impulsiona a história nem disfarça seus clichês. Digno de nota é a atuação de Shailene Woodley, talentosa apesar das limitações de seu papel de heroína.