TRAILLER 3 : STAR TREK BEYOND

STAR TREK  BEYOND, BATIZADO EM PORTUGUÊS DE “STAR TREK – SEM FRONTEIRAS” ESTREIA NOS ESTADOS UNIDOS EM 22 DE JULHO, MAS NO BRASIL SO EM 1º DE SETEMBRO. EM BREVE AQUI NO BLOG CONFIRAM ARTIGOS EM COMEMORAÇÃO DOS 50 ANOS DE ESTREIA DA SÉRIE ORIGINAL NA TV.LAMENTAVELMENTE SERÁ O CANTO DE CISNE DO ATOR ANTON YELCHIN (O CHEKOV) QUE FALECEU HÁ UMA SEMANA EM UM TERRIVEL ACIDENTE. CONFIRAM AQUI NO BLOG O TERCEIRO TRAILLER DIVULGADO PELA PARAMOUNT COM TRILHA SONORA DA CANTORA RIHANNA.

IN MEMORIAN: BUD SPENCER

Bud Spencer

Com tristesa nos despedimos de Bud Spencer (1929 – 2016), a outra metade de um divertida dupla formada com Terence Hill. Eu assisti a vários dos dezesseis filmes que fizeram juntos, muitos deles exibidos pela Rede Globo aos domingos na segunda metade dos anos 80. Carlo Perdesoli, nascido em Napoli,  foi atleta olímpico e um fantástico nadador, ganhador de medalhas de ouro nos anos 50. Teve pequena participação no clássico “Quo Vadis” (1951), e pouco depois papeis menores se seguiram, nem sempre sendo creditado mas chamando a atenção por seu porte avantajado. Seu nome artistico juntou o nome da cerveja que adorava (Budweiser) e o nome de seu ídolo, o ator Spencer Tracy.

trinity ainda e meu nome

Ao lado de Terence Hill

Sua primeira parceria com Hill foi no western spaghethi “Deus Perdoa … Eu Não” (Dio Perdona . Io no) de 1967, mas o sucesso maior veio com “Chamam-me Trinity” (Lo chiamavano Trinitá). Ambos esbanjavam química como dois irmãos cowboys trambiqueiros mas que recorriam mais aos próprios punhos do que a revolveres. Criaram um estilo juntos, o de violência de desenho animado com humor e ação, entende-se muita pancadaria que encontrou admiração entre o público das duas décadas seguintes. Hill fazia o trambiqueiro galã e Bud o parceiro grandalhão invocado mas de bom coração. Repetiam a fórmula fosse como policiais relutantes (Dois Tiras Fora de Ordem em 1977), piratas (O Corsário Negro em 1971), agentes secretos (Dois Loucos com Sorte em 1983) etc.. Estiveram no Brasil em 1984 para filmar “Eu Você Ele & Os Outros” (Non c’é due senza quattro) sobre dois sosias de uma dupla de bilionários que toma seus lugares. Na passagem pelo nosso país participaram do programa dos Trapalhões na Tv Globo, e quebraram o pau em uma simulação das cenas de briga de seus filmes.

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Embora estivessem esquecidos pelo grande público, muitos ainda se recordam com carinho daquelas divertidas tardes em que assistiamos a dupla de Trinity. Vez ou outra Bud e Hill faziam filmes separados como “Banana Joe” (1982) em que fazia um ingênuo plantador de bananas.Também fez um divertido gêniuo da lâmpada brigão em “Aladim” (Superfantagenio) em 1986.  Falava o Português (além de espanhol e outros idiomas) tendo morado com a familia no Brasil durante um periodo de sua vida. escreveu sua auto-biografia e se reuniu com Hill uma última vez em 1994 em “A Volta de Trinity” (Botte di Natali) que , apesar da tradução em Português, não era uma sequência de Trinity. Em 2010 receberam o prêmio David di Donatelo pelo conjunto de sua obra. Era humilde e sempre dizia que não era ator, seu amigo Terence Hill de fato atuava. Essa humildade não impediu Bud de trabalhar de roteirista ocasionalmente. Fica a memória de uma figura carismática que soube divertir uma geração da qual fiz orgulhosamente parte. Faleceu de pneumonia nesta segunda dia 27, conforme comunicado por seu filho. Segundo este antes de seu último suspiro teria dito “Obrigado”. Que descanse em paz !

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O Campeão Olímipico Carlo Perdesoli, futuro Bud Spencer em 1950.

INVASÕES ALIENÍGENAS NO CINEMA E NA LITERATURA

 

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A GUERRA DOS MUNDOS NA REVISTA PULP “AMAZING STORIES”

Acaloradas discussões, infinitas probabilidades matemática ou campo fértil para os filósofos, a existência de vida em outros planetas sempre foi usada exaustivamente pelo cinema e pela literatura, e muitas das vezes rende histórias envolventes que instigam nosso questionamento que nos faz voltarmos nossos olhos para os céus à procura de sinais e inflam nossa imaginação com os eventuais efeitos colaterais desse contato. Coloquemos de lado as visões positivas e utópicas desse contato. A mente do genial físico britânico Stephen Hawking, em seu livro “Uma Breve História do Tempo” (A Brief History of Time) já alerta para o perigo de um contato com seres de outro planeta cuja visita poderia ser mais nociva que amigável dada a riqueza de nossos recursos naturais. Mais ou menos como mostrada em “Independence Day” (1995) que afastou de nosso imaginário a figura dócil de “E.T” (1982) de Steven Spielberg ou a aura heroica do lógico Sr.Spock em “Star Trek” (série e filmes).

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VERSÃO DE STEVEN SPIELBERG PARA “A GUERRA DOS MUNDOS”

O primeiro impacto de uma invasão foi retratado pelo escritor inglês H.G.Wells em 1898, quando publicou a primeira história do gênero, o clássico “A Guerra dos Mundos” (The War of the Worlds). Nela, os marcianos levam um rastro de destruição pela Inglaterra Vitoriana servindo como metáfora para a crítica de seu autor à expansão imperialista. Revistas pulps adaptaram o material antes do cinema e implantam no inconsciente popular a imagem das implacáveis naves disparando seus raios desintegradores, só vencidas ao final graças aos germes em nossa atmosfera. O rádio fez uma histórica adaptação em 1936 quando um jovem Orson Welles transmitiu a história em tom de narrativa jornalística na véspera do Halloween de 1936. O resultado foi o pânico generalizado dos cidadãos que acreditaram em Wellles, provando o poder manipulador da mídia. O cinema não demorou a explorar o potencial da obra e a adaptou em 1958 com direção de Byron Haskin, transferindo a ação da Londres de fins do século XIX  para uma cidade americana típica, mas mantendo todo o mais fiel ao livro original. Steven Spielberg fez uma nova adaptação em 2003 acrescentando por conta própria a história do operário, pai de família, interpretado por Tom Cruise, lutando para proteger sua família durante sua fuga dos algozes marcianos.

quinta onda

A década de 50 gerou duas histórias bem singulares: Em 1953, o escritor Arthur C. Clarke publicou “O Fim da Infância” (Childhood Ends) mostrando visitantes alienígenas que nunca mostram seus rostos enquanto guiam a raça humana a um novo patamar de existência, sem doenças ou guerras. O problema nessa aparente utopia é que os visitantes escondem interesses e intenções nada amistosas para a raça humana. Embora o livro de Clarke (mesmo autor de 2001 Uma Odisséia no Espaço) nunca tenha tido uma adaptação para o cinema, sua premissa pode ser encontrada em séries de Tv como “Earth Final Conflict” e ‘V”. Outro  exemplar da mesma década é o livro “Invasores de Corpos” (The Body Snatchers) de 1955, escrito pelo norte-americano Jack Finney. Nele, os alienígenas entram em nossos corpos durante o sono e se apossam de nossa forma física, contudo não têm emoções, tornando-se copias frias e insensíveis de nossa natureza e perfeita parábola para a paranoia comunista disseminada no período da guerra fria. A história dessa invasão silenciosa foi adaptada quatro vezes: Em 1956, 1978, 1993 e 2003, mas somente as duas primeiras, respectivamente entituladas “Vampiros de Almas” e “Invasores de Corpos” de fato são relevantes, funcionando como leitura metafórica para a desumanização dos valores ou como um envolvente suspense. Sem dúvida, a obra de Finney inspirou várias histórias e podemos sentir um clima paranoico em exemplares como “Sinais” (Signs) de 2003, de M. Night Shymalan, que trata dos misteriosos círculos nas plantações de milho, associados a aterrisagens de discos voadores,  ou no criativo “Eles Vivem” (They Live) de John Carpenter em que um par de óculos especiais revela quem são os invasores espaciais misturados entre nós.

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DONALD SUTHERLAND EM INVASORES DE CORPOS

Aclamada no gênero é o livro de 1979 “O Guia do Mochileiro das Galáxias” (The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy) que tornou-se o primeiro de uma série do escritor Douglas Addams, adorado pelos aficcionados e que se tornou filme em 2003. Nele, a Terra é destruída por seres de outro planeta e o último sobrevivente pega carona numa viagem interestelar. Ameaças vindas por seres extraterrestres interessadas em nosso extermínio também são o tema de “O Jogo do Exterminador” (The Ender’s Game) de Orson Scott Card, escrito em 1985 e adaptado em 2014, e o recente “A Quinta Onda” (The Fifth Wave) de Rick Yancey. Ambos deram origem a populares séries com o público nerd. No livro de Orson Scott Card um jovem torna-se a única esperança de uma guerra entre a raça humana e uma raça de insectoides. Já no livro de Yancey, que um pulso eletromagnético é seguido de tsunamis e armas biológicas espalhadas com o propósito de provocar nosso extermínio. Ambos tornaram-se bastante populares entre os leitores e ganharam as telas com resultados medianos. Até mesmo Stephanie Mayer, autora da série “Crepúsculo” chegou a enveredar pelo tema de aliens entre nós em “A Hospedeira” (The Host), adaptado em 2013. No campo da sátira são digna de nota duas pérolas: “Marte Ataca” (Mars Attacks) de Tim Burton e “Paul o Alien Fugitivo” (Paul) de Simon Pegg, sendo este último rico em referências às cultura pop criada em torno dos contatos com extraterrestres.

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O SIMPÁTICO PAUL O ALIEN FUGITIVO

A Ufologia (estudo sobre avistamentos de naves espaciais) já coletou diversos dados não oficiais que alimentam a imaginação de quem volta os olhos para os céus em busca de algo. Tramas de conspirações envolvendo os governos com civilizações inteligentes ganharam força no já clássico “Arquivos X” de Chris Carter, na forma de série de TV e dois filmes para o cinema que nos instigam a acreditar que lá fora pode haver algo além do que podemos supor. A misteriosa Área 51, no deserto do Arizona, alimenta ainda mais nossa vã filosofia. Talvez não seja uma questão de estarmos sozinhos no universo mas se nós somos dignos do lindo mundo que temos e que destruímos com nossas ações. Se os inimigos são os ETs na ficção, na vida real nós somos nossos próprios adversários, ou como disse o simpático Paul, tremendos bobões.

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INDEPENDENCE DAY – O RESSURGIMENTO

ROMANCES ROMÂNTICOS

The_Notebook_pôster                  Podemos até reclamar que o mundo tecnológico, digital que nos cerca e atrai tem nos tornado seres humanos mais frios e sem contato real com as relações humanas. Apesar das dificuldades do mundo moderno de nos conectarmos uns com os outros há ainda uma parcela significativa de público que, mesmo que seja através da ficção, consegue dar voz à suas emoções: amor, saudade, medo, traumas de infância, laços de família estão entre alguns dos ingredientes de um bom romance romântico.Nessa seara o norte- americano Nicholas Sparks tem sido nos últimos anos um dos mais prolíficos e mais adaptados para as telas. Dos 20 livros que já escreveu 11 já foram vertidos para o cinema, tendo sido “Uma Longa Jornada(The Longest Ride) um dos últimos. Sparks, de 50 anos, invariavelmente fala de histórias que destacam dramas familiares, amores perdidos do passado lutando contra os obstáculos impostos pela vida. Geralmente tendo a Carolina do Norte, seu lar, como cenário de suas histórias, Sparks conquistou uma legião de fãs que aguardam ansiosamente o já anunciado “Two by Two” (ainda sem título em Português), seu mais novo romance. Um dos melhores de sua autoria “Diário de uma Paixão” (The Notebook) consegue contar uma história emotiva que atravessa décadas de uma casal separado pela enfermidade representada pelo mal de Alzhemier.

Nicholas Sparks

NICHOLAS SPARKS

Seguidores desse tipo de literatura/filme não se intimidam com as acusações de pieguice típicas do gênero, mas também não se entregam à formula fácil do felizes para sempre. Muitas dessas histórias fazem da adversidade a grande vitoriosa, a tragédia (herdeiros do classicismo grego) pode ser representada pela separação em vida ou a própria morte. Esta última foi presença terrivelmente ameaçadora na história de amor entre Gus e Hazel no best-seller “A Culpa é das Estrelas” (The Fault in our Stars) de John Green, que se popularizou entre o público jovem e ganhou uma bem sucedida adaptação com atuações sensíveis, e sem exageros, do casal interpretado respectivamente por Ansel Egort e Shailene Woodley. Green, atualmente com 38 anos, conseguiu se conectar com os adolescentes carentes de boas histórias que abordem seu universo sem preconceitos ou caricaturas superficiais. O autor ainda falou de decepções amorosas de forma equilibrada capaz de conquistar tanto o público jovem quanto o público mais velho como foi no recente “Cidades de Papel” (Paper Towns) e seus leitores já aguardam para breve o filme baseado em outro de seus best-sellers “Quem é Você, Alaska ?” (Looking for Alaska).

fault stars

Menos badalada em Hollywood mas uma escritora com 14 milhões de cópias vendidas no mundo, a escritora norte-americana Jodi Picoult já teve seus livros adaptados para a TV, mas o mais conhecido deles é mesmo “Uma  Prova de Amor(My sister’s keeper) filmado em 2009 e trazia Cameron Diaz, Abigail Breslin e Jason Patrick em uma historia sobre uma família abalada pela leucemia e uma menina que luta legalmente pela doação de um rim que limitará sua vida, enlouquecendo sua mãe com o dilema. Picoult, também escreveu por um tempo as HQs da Mulher-Maravilha para a DC Comics, mas é na criação de dramas envolventes e, claro, carregados de emotividade que a autora se destacou.

me before

Agora é a vez de Jojo Moyes ter seu primeiro romance levado ao cinema “Como Eu Era Antes de Você(Me Before You) sobre um romance entre uma jovem cheia de vida e um homem tetraplégico que pensa em desistir da vida. Apesar dos detratores do gênero que torcem o nariz para o sentimentalismo extremo e os clichês do puro folhetim, há personagens simpáticos capazes de se conectar bem com as experiências de vida individual dos leitores, essência de um drama bem sucedido seja nas letras ou na passagem da mesma para o cinema. A habilidade do autor de driblar a previsibilidade deste tipo de história e acertar em um tom equilibrado, sóbrio apesar das lágrimas inevitáveis faz com que sempre haja espaço para o gênero e agrade aos admiradores do gênero que assumem que a catarse provocada em nossas próprias vidas pode ser feita sem pudor ou medo, mesmo que tão breve quanto e encontro da felicidade.

ESTREIAS DA SEMANA : 10 DE JUNHO

TRUQUE DE MESTRE: o 2º ATO (Now you see me: The Second Act. EUA 2016. Dir: Jon M.Chu. Com Mark Ruffalo, Jesse Eisenberg, Lizzy Caplan, Woody Harrelson, Dave Franco,Michael Caine, Morgan Freeman, Daniel Radcliff. Aventura.

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Confesso que sou um dos que adoraram o filme original. Era surpreendente como um grupo de mágicos agia como modernos robin hoods, ludibriando polícia e público como em um perfeito truque de ilusionismo. Apesar de um grau de exagero, a química entre os quatro cavaleiros e, incluindo,  os coadjuvantes valorizavam a trama. A bilheteria  milionária assegurou essa sequência. Sai o diretor Louis Leterrier (que continua como produtor) e entra Jon M.Chou (G.I.Joe Retaliação) que trabalha em uma trama de  vingança pelas ações dos quatro mágicos no filme anterior. Enquanto que no filme anterior o passado deles não era explorado já que se centrava na figura de Dylan Rhodes, o perseguidor que se revela ao final como algo mais, o grande truque da história. Nesse segundo ato, os quadtro cavaleiros granham um passado e um novo antagonista na figura de Daniel Radcliffe, o Harry Potter, escolha irônica mas agradável para um filme sobre ilusionistas. Como sempre há aqueles que vão preferir o primeiro filme e aqueles que gostarão das novidades dessa sequência, que perdeu a atriz Isla Fisher (a Henley Reeves) que estava grávida e foi substituida por um novo personagem feminino, papel de Lizzy Caplan. Não vejo grande coisa em Jesse Eisenberg, mas seu papel tem relevância e o ator fica melhor como o mágico auto confiante do que como super vilão no recente “Batman vs Superman”. De qualquer forma, mesmo que não supere o primeiro, é uam aventura empolgante e bem indicada para o fim de semana, além de um bom aquecimento para um terceiro filme prometido para breve.

INVOCAÇÃO DO MAL 2 (The Conjuring 2) EUA 2016. Dir:James Wan. Com Patrick Wilson, Vera Farmiga, Gioachinno Cuffaro. Terror.

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Outra sequência de um filme se sucesso a estreiar nesse fim de semana. Podemos considerar James Wan (diretor do vindouro filme do Aquaman) o mestre do terror dessa geração. Tendo assistido “Sobrenatural” (Insidious) e o primeiro “Invocação do mal” (The Conjuring) vejo que Wan consegue conduzir a história para além do susto fácil e gratuito. Nesse segundo filme o casal Warren viaja para a Inglaterra para investigar outro caso de casa mal assombrada. Igualmente basaeada em fatos reais, a mansão inglesa visitada pelos Warren foi foco de investigação pelos fenômenos sobrenaturais manifestados. Claro que cinema é cinema, e muita coisa é inventado em cima do fato para tornar tudo um espetáculo digno do ingresso e de um gênero que já foi mais inventivo.