PARA FÃS: TRAILLER/MONTAGEM DE “MULHER MARAVILHA”

Enquanto não chega a estreia do filme solo da “Mulher Maravilha“, o site comicbook.com fez uma montagem com cenas do longa estrelado por Gal Gadot e Chris Pine, com a canção tema da abertura do seriado dos anos 70 da heroína. O resultado vocês podem conferir acima. Para quem  não conhece, a rede ABC, e depois a CBS, levaram ao ar entre novembro de 1975 e setembro de 1979, um popular seriado estrelado pela ex Miss Texas Lynda Carter. O seriado fez um enorme sucesso no Brasil ao longo das décadas de 70 e 80, exibido na Rede Globo e, depois, no SBT (na época TVS).

ESTREIAS DA SEMANA: A PARTIR DE 20 DE ABRIL DE 2017

VIDA 

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(Life) EUA 2017. Dir:Daniel Espionosa. Com Jake Gyllenhaal, Ryan Reynolds, Rebecca Ferguson, Hiroyuki Sanada, Olga Dihovichnaya, Ficção Científica.

Equipe de astronautas é enviada a Marte para recolher uma possível prova de vida no planeta. Esta causa impacto global quando divulgada sendo batizada de Calvin enquanto ainda está na estação orbital sendo analisada. O desastre começa quando a equipe que além de inteligente a forma de vida é hostil, começando um jogo de gato e rato à bordo onde um a um os astronautas são mortos pela criatura, que se chegar à Terra, poderá significar a extinção da raça humana.

             Sim, você já viu essa premissa no cinema anteriormente e o roteiro de Rhett Reese e Paul Vernick (os mesmos de “Deadpool”) não esconde a referência direta e explícita a “Alien – o Oitavo Passageiro” (1979). Há ainda, para quem é fã do gênero, ecos de “A Bolha Assassina” (The Blob) 1959/1989 e “O Enigma do Outro Mundo” (The Thing) 1981 por se tratar de um organismo alienígena matando pessoas. O diretor, o mesmo de “Protegendo o Inimigo” (Safe House) de 2012, não disfarça tais referências e nem escapa dos clichês do gênero, a medida que a criatura elimina um por um. Pode não ser original, mas ideias recicladas costumam às vezes ser divertidas. Lembrando que em breve o próprio Alien ganhará uma nova sequência (Alien Covenant).

JOAQUIM

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Bra/Port 2017. Dir:Marcelo Gomes. Com Julio Machado, Antonio Edson, Chico Pelúcio, Eduardo Moreira. Diogo Dória. Cinebiografia.

Bem conveniente a estreia dessa cinebio justamente no feriado de Tiradentes, apelido do dentista Joaquim José da Silva Xavier que na segunda metade do século XVIII foi um dos líderes em prol da independencia de MInas Gerais durante os tempos de dominação lusitana. O filme tenta jogar um foco humano no mártir dessa luta cujo fim trágico (enforcado e esquartejado) marcou os livros de história junto às palavras “Liberdade ainda que tardio” (do latim “Libertad que será tamen”). O filme, roteirizado e dirigido por Marcelo Gomes, foi exibido recentemente no Festival de Berlim e pode ser um curioso olhar no episodio da Inconfidência Mineira, embora não seja o apuro dos fatos, mas o retrato de um homem que se tornou símbolo de uma luta que se encontra nas telas.

CLÁSSICO REVISITADO : “BONNIE & CLYDE – UMA RAJADA DE BALAS”/ OS 60 ANOS DE UMA OBRA-PRIMA

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FAYE DUNAWAY & WARREN BEATTY – BONNIE & CLYDE NO CINEMA

          Assisti pela primeira vez esse filme pela Rede Globo, quando exibido no início dos anos 80, desprovido de qualquer noção sobre quem haviam sido de fato os verdadeiros Bonnie & Clyde. Mais tarde descobri que estes nada tinham em comum com seus intérpretes. A vida real foi cruel, o filme tornou-se um clássico.

          O cinema norte americano sempre teve uma tendência de glamourizar a figura dos fora da lei em westerns e filmes policiais. O produtor Warren Beatty e o diretor Arthur Penn conduziram essa dramatização de dois notórios gangsters que assolaram o interior dos Estados Unidos no início dos anos 30, durante os anos da grande depressão. Bonnie Parker (1910 – 1934)  e Clyde Barrow (1909 – 1934) compartilharam uma vida de crimes que durou 21 meses até serem traídos por um ex-membro de sua gangue, vindo a serem fuzilados pela polícia da Louisiana em 23 de maio de 1934. A lista de delitos dos verdadeiros Bonnie & Clyde era longa, com assaltos, sequestros, golpes e assassinatos.

Fotos Bonnie e Clyde

OS VERDADEIROS BONNIE & CLYDE

        A Warner fez um acordo em que Warren Beatty abriu mão de seu salário de estrela em troca de 40% dos lucros de bilheteria, temendo que o filme viesse ser um fracasso. Apesar de severas críticas à violência retratada no filme, não poderiam estar mais errados, o que fez de Beatty um milionário. Gozando de uma liberdade artística que raramente um produto de estúdio tem, Penn e Beatty beberam da fonte da nouvelle vague francesa, de mestres como Goddard e Truffaut, imprimindo realismo e violência sem concessões ou eufemismos. Sua narrativa é propositalmente seca, brutal apesar de um momentâneo alívio cômico na cena do sequestro do pacato Eugene Grizzard (Gene Wilder, em sua estreia nos cinemas). A intenção inicial era fazer o filme em preto e branco e mostrar Clyde como homossexual, de acordo com alguns rumores da época. O casal de criminosos se tornou celebridade na América de trinta, com seus nomes impressos em jornais e falados no rádio, essência midiática daqueles tempos. Em 2010, o jornalista Paul Schneider publicou “Bonnie & Clyde – A Vida por Trás da Lenda”, em que faz um relato biográfico apurado do casal que – tal qual Jesse James no velho oeste – ganhou fama além de suas vidas.

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Michael J.Pollard em destaque, de pé próximo a Faye Dunaway

        No filme, a câmera de Arthur Penn desliza diante de nossos olhos, explorando de forma sádica, os corpos baleados e o sangue jorrando recriando uma realidade violenta. Em determinado momento, Beatty se vira para uma senhora que lhe indagara o que eles fazem e este responde “Assaltamos bancos” (#41ª entre as 100 melhores frases do cinema de acordo com o AFI). O filme tem suas divergências históricas além da aparência física do casal, mas também seus méritos como a reprodução fiel de uma famosa foto que Bonnie tirou triunfante com um cigarro na boca, o poema “The Story of Suicidal Sal” que esta escrevera dois anos antes de sua morte. Blanche Barrow, viúva de Buck – irmão de Clyde – que sobreviveu aos eventos do qual tomou parte declarou estar insatisfeita com a forma como foi mostrada no cinema, interpretada pela oscarizada Estelle Parsons, melhor atriz coadjuvante. O filme ainda ganhou melhor fotografia e concorreu em outras 8 categorias. Ganhou vários Golden Globes como melhor filme, melhor diretor (Penn), melhor ator (Beatty), melhor atriz (Dunaway), melhor roteiro (Robert Benton & David Newman)  e, justiça seja feita, para a revelação do ator Michael J.Pollard, hoje esquecido, mas que conseguiu, nos anos seguintes, alguma projeção na Tv e no cinema. Seu personagem, C.W.Moss, é um amalgama dos diversos cúmplices que o casal usara em seus golpes. Gene Hackman, que interpreta Buck Barrow, tem aqui sua grande chance e deixa sua marca entrando em cena e saindo desta com um impacto que dificilmente sai da memória. Durante as gravações Hackman teria tido um inusitado encontro com um homem que o teria criticado pelo chapéu usado. Este homem teria se identificado depois como um dos Barrows.

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BANDO REUNIDO

     Curioso é imaginar como seria o filme se estrelado por Bob Dylan e Cher, considerações iniciais pelos produtores. Jane Fonda e Jack Nicholson também teriam sido pensados para os papeis. O filme “Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas” (Bonnie & Clyde) é considerado o início da nova Hollywood que na década seguinte traria o cinema de Scorcese e Coppola. O renomado crítico Roger Ebert celebrou o filme, lançado no início de sua carreira, como uma das obras-primas da sétima arte. Sem dúvida um dos grandes momentos de uma Hollywood que não encontramos hoje.

REVENDO A FRANQUIA : A VOLTA DOS FURIOSOS.

 the-fast-and-the-furious-2001.jpg              Impressionante como há dezesseis anos o público continua acelerando com a franquia “Velozes & Furiosos”, uma das mais rentáveis para a indústria do cinema, sobrevivendo a idas e vindas do elenco, tramas recicláveis, ainda que divertidas, e mesmo à morte de Paul Walker, um dos protagonistas. Curioso que todo esse sucesso de bilheteria tenha vindo de forma despretensiosa. Quando o primeiro filme foi feito em 2001, dirigido por Rob Cohen, tanto Vin Diesel quanto Paul Walker eram desconhecidos. Diesel tinha tido uma ponta em “O Resgate do Soldado Ryan” (Saving Private Ryan), de 1998, e protagonizou “Eclipse Mortal” (Pitch Black) em 2000. Já Paul Walker vinha de papéis na Tv e alguns menores no cinema como em “A Vida em Preto & Branco” (Pleasantville) de 1998. O orçamento estimado em torno de US$ 38 milhões gerou um lucro maior que o triplo só no mercado interno norte-americano. Diesel & Walker ganharam o prêmio de melhor dupla no MTV Awards daquele ano, mostrando o quanto a geração videoclip aprovou o clima do filme com seus motores envenenados, cores berrantes e … roteiro raso. As cenas de ação empolgaram com mais de 1.500 veículos na cena da corrida que teve a adesão de pilotos reais. Desde então, não dava para se levar a sério o plot de um agente infiltrado na gangue de durões de Dominic Toretto, ao som do hip hop. Sem nenhuma preocupação com os diálogos, o filme é conduzido para a ação inebriante dos rachas, tão insano quanto o segundo episódio do desenho do “Pica Pau” (The Screwdriver), de 1941.

PICA PAU RACHADOR

              Em 2003, o diretor John Singleton foi contratado para uma sequência e “+ Velozes + Furiosos” (2 Fast 2 Furious) sem Diesel mas com Paul Walker reprisando seu papel de Brian O’Conner. A Universal chegou a ter dois roteiros diferentes para o filme, sendo um destes com o personagem de Toretto caso Vin Diesel retornasse. Apesar da bilheteria ter sido regular, o filme chegou a ser indicado para o Framboesa de Ouro. O diretor tailandês Justin Lin (o mesmo que dirigiu o último Star Trek) injetou sangue novo diante das recusas de Diesel e Walker para retornarem em “Velozes & Furiosos: Desafio em Toquio” (The Fast & The Furious: Tokyo Drift) de 2006. Apesar de uma ponta de Diesel, o plot se desenrola independente dos eventos dos primeiros filmes e investe em uma ação inócua que mesmo a mudança de ares não ajuda. Apesar de ter seus admiradores, esse terceiro filme perde de longe para qualquer episódio do clássico anime “Speed Racer”.

GAL FURIOSOS

GAL GADOT – A MULHER MARAVILHA

              A partir de 2009,  no quarto filme “Velozes & Furiosos 4” (Fast & Furious), a dinâmica do filme muda o tom fazendo dos modernos robin hoods uma grande família, com o acréscimo da personagem Gisele, estreia da atriz Gal Gadot, a Mulher Maravilha do vindouro filme. Outra mudança é o que o personagem Brian O’Conner retoma sua vida no FBI no começo do filme, só para no final se juntar à família de Toretto, assumindo uma vida ao lado de Mia (Jordana Brewster). A bilheteria milionária aponta novas sequências, e os salários de Diesel e Walker os torna estrelas dos blockbusters hollywoodianos. Mas, com a morte da personagem Letty (Michelle Rodriguez) e com o personagem de Walker definitivamente do lado dos foras-da-lei, seria necessário reabastecer para seguir adiante. Assim o reforço chegou com a adesão do popular Dwayne Johnson como o agente do F.B.I Luke Hobbs, novo perseguidor do grupo. De acordo com Vin Diesel, o papel foi pensado para Tommy Lee Jones, mas uma fã chamada Jan Kelly teria sugerido o nome de Johnson. O filme em questão “Velozes & Furiosos 5: Operação Rio” (Fast Five) trouxe as filmagens para o Brasil com locações no Morro Dona Morta e Copacabana.

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         Contudo, as filmagens acabaram se desenrolando em Porto Rico para baratear os custos, o que eliminou uma sequência inicialmente prevista de perseguição na Ponte Rio Niteroi. Se desde o início, as peripécias sobre rodas já eram irreais, a partir daqui elas passam a dar inveja nas proezas mais mentirosas de um filme de 007. Carros voam, cofres são arrastados pelas ruas entre outras inverossimilhanças, faltando só os carros falarem como no seriado “A Super Máquina”. Com aprovação de 78% do Rotten Tomatoes, seria lógico prever que a franquia aceleraria em velocidade turbo, com Diesel passando ao cargo de produtor executivo dos filmes, e resgatando a personagem Letty (Michelle Rodrigues) em “Velozes & Furiosos 6” (Fast & Furious 6) de 2010, também dirigido por Justin Lin.

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             Agora o personagem de Hobbs faz um pacto de mutua ajuda com a família de Toretto para enfrentarem o vilão Owen Shawn, interpretado por Luke Evan, o Gaston do recente “A Bela & A Fera” (Beauty & The Beast).  Com a bilheteria milionária no mundo e diversidade de merchandising levando o filme para o universo dos games, nada mais natural que a Universal quisesse um sétimo filme, que apesar de ter tido seu lançamento atrasado devido á trágica morte de Paul Walker teve desempenho satisfatório nas bilheterias. “Velozes & Furiosos 7” (Fast & Furious 7) teve a direção de James Wan (de “Invocação do Mal” e do vindouro “Aquaman”) e o vingativo vilão Deckard Shawn, na pele de Jason Statham, inglês astro dos filmes de ação. O elenco ainda teve o acréscimo de Kurt Russell e da ex campeã de MMA Ronda Rousey. O resultado foi uma recepção bem favorável do público e de sites como o Metacritic e o Rotten Tomatoes, celebrando esse show de testosterona temperado com humor para suavizar a despedida de Paul Walker realizada com auxílio de seus irmãos e truques digitais.

               A chegada do oitavo filme não causou surpresa e Diesel promete ainda mais dois filmes, o que seguindo a formula de sucesso da franquia, não é difícil acreditar que ainda não é hora de frear.

 

 

 

ESTREIAS DA SEMANA: 13 DE ABRIL DE 2017

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(The Fate of the Furious ) EUA 2017. Dir:F. Gray Gray.  Com Vin Diesel, Dwayne Johnson, Michelle Rodriguez, Jason Statham, Charlize Theron, Helen Mirren, Tyrese Gibson, Kurt Russell, Scott Eastwood, Luke Evan. Ação.

Confesso que duvidei muito de como a franquia “Velozes & Furiosos” seguiria após a morte de Paul Walker. Parece que os roteiristas Chris Morgan e Gary Scott Thompson encontraram um artifício (não se preocupem não darei spoilers) que é justamente o motivo misterioso que fará Dominic Toretto (Diesel) abandonar a lua de mel com Letty (Michelle Rodriguez) e trair sua família ao se aliar a uma cyber terrorista, a belíssima Cipher (Charlize Theron. Para impedir Dom de se apropriar de ogivas nucleares, Letty convoca todo o grupo, o que inclui Luke Hobbs (Dwayne Johnson), o sorridente Mr.Nobody (Kurt Russell) e os irmãos Shaw (Luke Evan e Jason Statham), reforçados pela mãe destes, uma participação pequena porém memorável de Helen Mirren. Com a saída dos personagens de Paul Walker e Jordana Brewster, o elenco dos furiosos ainda recebe o acréscimo do piadista Little Nobody (Scott Eastwood). A franquia “Velozes & Furiosos” é do tipo ame ou odeie, mas sua popularidade é inegável, bem como o clima de absurdo das sequências de ação, que agora inclui chuva de carros e uma perseguição de um submarino aos carros. O humor, outra característica da franquia, está de volta como nas farpas trocadas entre os personagens de Dwayne Johnson e Jason Statham. Respire fundo e mergulhe na ação desenfreada, ao menos serve de descompromissado escapismo, assim como nos filmes anteriores nada é sério demais, mas a figura de uma família como centro da ação permanece. Aproveitando a volta do blogcineonline, sugiro que leiam o artigo que recapitula os filmes predecessores da franquia, isto é, se a velocidade não te deixar atordoado.

 

VOLTANDO

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ESSE NÃO É UM POST SOBRE SYLVESTER STALLONE OU ROCKY BALBOA. NA VERDADE, É UMA EXPLICAÇÃO, UMA SATISFAÇÃO DADA A VOCÊ LEITOR DO BLOG QUE HÁ QUASE UM MÊS TEM VISITADO A PÁGINA E NÃO TEM ENCONTRADO ATUALIZAÇÕES. BOM, É MUITO DIFÍCIL MANTER O BLOG SOZINHO, SEM NENHUMA AJUDA: ESCREVER OS ARTIGOS, REVISÁ-LOS, DIAGRAMAR, MANTER OS ASSUNTOS EM DIA COM OS LANÇAMENTOS NO CIRCUITO COMERCIAL, EVENTOS E DATAS. TUDO ISSO …. SEM NENHUM GANHO ALÉM DO PRAZER DE FALAR COM VOCÊS. E POR ISSO SOU GRATO. ESTOU APRONTANDO NOVOS ARTIGOS E RETOMO AS ESTREIAS DA SEMANA EM ALGUNS DIAS. NÃO VOU PARAR, POIS SE ESCREVO … LOGO EXISTO !! GRATO POR TODOS OS ACESSOS E ME AGUARDEM AMANHÃ QUE EU VOLTO.

por adilson69