CLÁSSICO REVISITADO: 0S 30 ANOS DE “DIRTY DANCING – RITMO QUENTE”

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         Recentemente a ABC levou ao ar nos Estados Unidos um remake do clássico “Dirty Dancing” com o desconhecido Colt Pratter e Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine) nos papeis que pertenceram respectivamente a Patrick Swayze (1952 – 2009) e Jennifer Grey. Há quase 30 anos, o filme dirigido por Emile Ardolino fez todos balançarem ao som de “I’ve had the time of my life”, e hoje a ouvimos emocionados com a saudade de Swayze, e daquele verão romântico de 1963.

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              A história do filme foi escrita com  base nas memorias da roteirista Eleanor Bergstein, que nos anos 60 passou um tempo em um resort nas montanhas Catskill (no estado de Nova York) onde o professor de dança Johnny Castle (Swayze) se envolve com a jovem Frances “Babe” Houseman (Grey). Assim como esta, Eleanor vem de um família judia cujo pai era médico e o apelido Babe também usara até completar 22 anos. O filme desenvolve sua narrativa a partir da chegada de Babe e sua familia ao mesmo tempo em que Penny (Cynthia Rhodes), a parceira de dança de Johnny, engravida de um dos garçons e faz um aborto que quase a mata, mas que faz todos pensarem que é culpa de Johnny. Como Penny não pode mais prosseguir com os ensaios para a apresentação, Babe a subsititui.

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Ninguem coloca Babe de lado !!!

             Embora a quimica entre Swayze e Grey seja parte essencial do encanto do filme, nos bastidores o casal central não compartilhava o mesmo sentimento. Os atores já se conheciam quando filmaram juntos “Amanhecer Violento” (Red Dawn) de 1984, e não tinham se dado nada bem. Quando foram escolhidos para estrelar “Dirty Dancing”, Swayze precisou convencer Jennifer Grey, então com 27 anos e fazendo papel de uma adolescente. O diretor Emile Ardolino, que havia ganhado o Oscar de melhor documentário em 1983, precisou de um esforço conjunto com  Eleanor para acalmar as insatisfações mútuas dos protagonistas. Na cena em que Swayze, por exemplo, desliza os dedos pelas axilas da atriz, que genuinamente começava a rir, despertando a impaciência do experiente bailarino que Swayze era.  Este fazia sua próprias cenas sem dublê, incluindo a sequência do tronco sobre o lago, gravado sob as baixas temperaturas das águas locais apesar do filme, rodado durante o outono, se passar no verão. O filme alcançou grande popularidade na época de seu lançamento, tendo sua trilha sonora alcançado alta vendagem na época misturando antigos hits dos anos 60 com a belíssima “She’s like the wind”, cantada e co-escrita pelo próprio Patrick Swayze, e – claro – a dançante e oscarizada “I’ve had the time of my life”, um dueto da cantora Jennifer Warner com Bill Medley, que nos anos 60 foi parte dos Righteous Brothers. Esta empolga o ato final quando a inocência de Johnny (também injustamente  acusado de roubo) é provada e este volta ao resort a tempo de puxar Babe para o palco. A fala “Nobody puts Babe in a corner” foi transformada em título de uma canção da banda “Fall out Boy”.

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              Esqueça a sequência “Dirty Dancing – Noites de Havana” de 2004, bem como a refilmagem recente da ABC. O filme de 1987 ainda é pura magia em qualquer reprise e um deslumbre para os olhos a dança final de Swayze e Grey. Romantico na medida certa para quem quiser tentar erguer a parceira como na imagem. Ninguem põe Babe de lado, e ninguém conseguiria ser tão majestoso quanto Patrick Swayze.

 

 

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