IN MEMORIAN : JERRY LEWIS

JLEWIS

          Ontem, há poucas horas, foi divulgado a passagem de Jerry Lewis (1926 – 2017), falecido aos 91 anos por causas naturais. Acho que falo por todos quando digo que Jerry marcou toda uma geração com suas comédias, assistidas principalmente na época dourada da “Sessão da Tarde” setentista, quando Lewis era o rei da comédia. Subestimado nos Estados Unidos, Endeusado na França, idolatrado no Brasil, Lewis foi também um grande humanista, tendo ajudado na luta contra a distrofia muscular e apoiado causas humanistas que lhe deu reconhecimento e um Oscar especial, apesar de nunca ter recebido uma estatueta competitiva. Foram 74 créditos como ator, sendo 16 desses co-estrelado com Dean Martin, seu parceiro e grande amigo com quem iniciou carreira junto em diversas apresentações em night-clubs, antes de descobertos em Hollywood em 1949 em “O Amigo da Onça” (My Friend Irma). Lewis foi um showman, tendo trabalhado como ator, diretor, escritor, produtor e até mesmo compondo trilha sonoras, cantando e dançando. Inspirou muitos artistas como Sean Hayes (que o interpretou em um telefilme) , Jim Carrey, Leandro Hassum etc… Entre os títulos que protagonizou inclui “O Bagunçeiro Arrumadinho” (The Disorderly Orderly – 1964), “Artistas & Modelos” (Artists & Models – 1956), “O Professor Aloprado” (The Nutty Professor” – 1963), “O Rei do Laço” (Pardners – 1956), “A Familia Fuleira” (Family Jewells – 1963) etc… Trabalhou com Martin Scorcese, Frank Tashlin, teve participação especial ao lado de Leandro Hassum em “Ate Que a Sorte Nos Separe 2” (2013) e fez Tv também aparecendo em papel dramático em “O Homem da Mafia” (Wiseguy) de 1988. Seu trabalho mais polêmico, no entanto, foi o nunca lançado “O Dia que o Palhaço Chorou” que filmara em 1972, seu projeto mais pessoal e que por motivos nunca devidamente esclarecidos abortou mesmo depois de aprontá-lo. Parte de minhas melhores lembranças de infância foi assistindo Lewis, dublado em Português por Nelson Batista. Lewis foi um meninão, foi aloprado, foi genial, um talento único. Saudades que ficam da nossa inocência perdida.