ESTREIAS NO CINEMA – 14 DE SETEMBRO

FEITO NA AMERICA

(American Made) EUA 2017. DIR: Doug Liman. Com Tom Cruise, Jayma Mays, Downhall Gleeson, Connor Trinneer. Drama.

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Baseado em fatos reais, o filme de Doug Liman (que dirigiu Cruise em “No Limite do Amanhã” ) retrata a vida do piloto Barry Seal, que nos anos 80, se envolveu no tráfico de armas para o Irã. Sua atividade  o colocou diretamente ligado às ações da CIA e do cartel de Mendelin na Colombia. Cruise teve que engordar vários kilos para personificar Seals e visitou os locais reais visitados por este na Colombia.

O QUE SERÁ DE NOZES 2

(The Nut Job 2 – Nutty by Nature) EUA 2017. Dir: Carl Brunker. Vozes: Will Arnett, Maya Rudolph, Katherine Heigl, Gabriel Iglesias. Animação.

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O esquilo Surley e seus amigos arquiteam um plano para evitar que o prefeito vilanesco destrua o bosque en que vivem para construir um parque de diversões. O primeiro filme de 2014 custou US$ 42 milhões lucrando três vezes mais.

AMITYVILLE – O DESPERTAR

(Amityville – The Awakening.) EUA 2004. Dir: Frank Callfoun. Com Jennifer Jason Leigh, Bella Thorne, Thomas Mann, Jennifer Morrison, Cameron Monaghan, Kurtwood Smith. Terror

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Um dos casos mais famosos de casa mal-assombrada, baseado em fato ocorrido por volta de 1974, a historia de Amityville foi publicado em 1976, escrito por Jay Anson e adaptado para o cinema várias vezes: 1979, 1982, 1987 e refilmado em 2005 com Ryan Reynolds. Este novo filme é uma história original e estava na prateleira desde 2014. Enquanto este chega finalmente a nossas telas, anuncia-se uma nova versão da história dos crimes ocorridos na casa da Ocean Avenue 112 que será produzida em breve, demonstrando que o público não se cansou ainda da história. Em “O Despertar”, um espirito maligno toma o corpo de um rapaz que sofrera um acidente. Entre os rostos conhecidos temos duas Jennifers: Jennifer Jason Leigh (Os Oito Odiados) e jennifer Morrison (a Emma de “Once Upon a Time”).

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ESTREIAS NO CINEMA (ESPECIAL) : IT – A COISA.

IT – A COISA

(It) EUA 2017. Dir: Andres Muschietti. Com Bill Skarsgard, Finn Wolfhard, Wyatt Oleff, Steven Williams, Jaeden Lieberher, Megan Charpentier. Terror.

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               Os antigos gregos tinham a figura de Fobos como o deus do medo. Em tempos mais recentes, ninguém foi tão hábil em instigar o medo quanto Stephen Edwin King, que em setembro desse ano completa 70 anos, tendo nas últimas quatro décadas se tornado autor de inúmeros best-sellers, sendo “It – A Coisa” um dos mais assustadores e a mais recente das adaptações a chegar às telas.

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STRANGER THINGS – INSPIRAÇÃO

              O momento não poderia ser mais oportuno com o sucesso da série da Netflix “Stranger Things”  assumindo várias referências ao trabalho do autor e, inclusive, o ator mirim Finn Wolfhard integra o elenco da série da Netflix e desta segunda versão do 12° romance escrito pelo prolífico autor. A primeira versão foi feita para a Tv em 1990 no formato de mini-série estrelada por Tim Curry no papel de Pennywise, o palhaço assassino que na verdade é uma criatura maligna que aparece a cada 27 anos na cidade de Derry, no Maine, estado natal de King e palco de suas histórias. Na época, dividido em duas partes, o filme ficou entre os programas mais assistidos da Tv americana, com a primeira parte em #5° lugar e a segunda parte em #2°lugar. No Brasil, o filme foi um dos mais alugados no auge das locadoras de vídeo.

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IT – 1990: TIM CURRY, O PENNYWISE ORIGINAL.

             Na história original, sete crianças são afetadas pelos assassinatos brutais cometidos por Pennywise, que pode mudar sua forma e se alimenta do medo que instiga antes de matar. Reunidos para caçar e eliminar a criatura, o Clube dos Perdedores, como as crianças se chamam, promete se reencontrar décadas depois, todos já adultos, para enfrentarem Pennywise, que voltou a matar crianças. A aventura se divide em dois tempos, no passado quando os membros do clube (Ben,Stanley, Beverly, Mike, Eddie, Ritchie e Bill) têm seu primeiro contato com a criatura em 1958, e na década de 80 quando estão adultos, na casa dos 40 anos, e a trágica morte de um deles anuncia a volta de Pennywise. Cada um dos membros do clube permite que o autor trabalhe características que são fáceis de se identificar como o menino hipocondríaco (Eddie), o garoto boca suja (Ritchie), o garoto inseguro (Stanley), o gordinho gentil (Bem), cada um espelho de nossa própria infância. A interação entre estes e a passagem para a vida adulta é tão importante para a narrativa quanto o embate com o maligno Pennywise. Assim, o livro de King, embora cheio de sequências ricas em sustos e pavor , também encontra espaço para mostrar a importância da amizade dos membros do clube dos perdedores, da mesma forma que King faria com as crianças de seu conto “O Corpo” (Incluído na coletânea “Different Seasons” de 1982) , e que seria adaptado no filme “Conta Comigo” (Stand By Me). A dinâmica da narrativa é o paralelo traçado entre a infância e a vida adulta, vida e morte.

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OS BASTIDORES DA VERSÃO DE 1990

            Na primeira adaptação, o elenco adulto de “It” (que recebeu o sub-título “Uma Obra Prima do Medo”) havia sido indicado a prêmios como o já falecido John Ritter (O Pestinha) vencedor de um Golden Globe, a atriz já indicada ao Oscar Annette O’Toole (Os Grandes Músicos), Richard Thomas (indicado duas vezes ao Oscar pelo clássico seriado “Os Waltons”), além do já citado Tim Curry (Rocky Horror Picture Show, A Caçada ao Outubro Vermelho), que segundo consta teria ficado com o papel inicialmente pensado para o rock star Alice Cooper, segundo o imdb.  O final do livro também foi modificado no filme, retirando a presença de um personagem que seria o inimigo natural de Pennywise, sendo esse uma força elemental do mal.

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QUER FLUTUAR COMIGO ? O NOVO PENNYWISE.

           Na nova versão, a ação se passa em 1989, exatos 27 anos depois da primeira versão. O papel do palhaço Pennywise chegou a ser pensado para Richard Armitage (O Hobbit), Tilda Swinton (Dr. Estranho), Hugo Weaving (Capitão America o Primeiro Vingador), Tom Hiddleston (Thor) e Jim Carrey (O Máscara) , mas ficou com o ator Bill Skarsgard, que a pedido do diretor manteve-se afastado do elenco jovem como forma de imprimir desconforto genuíno no elenco. O ator (filho do ator Stellan Skarsgard) sentiu a pressão de substituir a elogiada performance de Tim Curry no papel do personagem-título. O projeto desta readaptação começou na Warner Bros por volta de 2009, pensado a princípio como um filme único condensando as quase 1000 páginas do livro de King. A demora levou à contratação de Cary Fukunaga para escrever o roteiro e, para assumir a direção com o ator Will Poulter (Maze Runner) no papel do palhaço assassino.  Algum tempo depois a Warner transferiu o filme para sua subsidiária, a New Line, mantendo Fukunaga como co-roteirista, mas contratando Andres Muschietti para a cadeira de diretor. Nesse momento foi anunciado  a divisão do extenso livro em uma duologia com o primeiro filme centrado nas crianças, como se fosse “Os Goonies” em uma temática sobrenatural,  e o segundo filme com os personagens já adultos cumprindo a promessa de se reunir quando a criatura despertasse novamente.

           O livro original veio a fazer parte de um “Kingverse”, um universo interligando as várias histórias do autor conforme mostrado na série literária “A Torre Negra” (The Dark Tower), cujo primeiro livro chegou recentemente às telas com Idris Elba e Matthew MacCoughney. De fato, personagens e situações de vários livros do autor são entrelaçados, mostrando uma coesão entre as histórias. O clube dos perdedores, por exemplo, é mencionado nas páginas de “O Apanhador de Sonhos” (publicado em 2011) e a mudança de forma de Pennywise em aranha e palhaço é falada em “Insônia” (publicado em 1994).

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STEPHEN KING – O AUTOR

          Stephen King chegou a usar o pseudônimo de Richard Bachman durante um curto período como forma de não super-expor seu nome em vários livros, além de poder experimentar histórias sem precisar associar seu nome, mas seu toque de Midas foi percebido e hoje, Stephen Edwin King, que em setembro desse ano completa 70 anos, tornou-se mais do que apenas autor de best-sellers. Chegou a dirigir o filme “Comboio do Terror” (Maximum Overdrive) em 1987, o que o próprio admite ter sido uma experiência desastrosa. King é um dos autores americanos mais adaptados para o cinema e para a TV. Seu nome, segundo o renomado site “imdb” tem 240 créditos como escritor, além de produtor, ator e até compositor de trilha sonora. Ainda que nem sempre as adaptações de seus livros resultem em bons filmes, as histórias criadas por King sempre tem encontrado espaço na mídia e receptividade de um público fiel.

                Cofirmando a declaração do filósofo francês Jean-Paul Sartre “todos os homens têm medo”, e King soube explorar tal máxima com seu talento imaginativo. Ícone da cultura pop, o rei na arte de destilar os temores mais sombrios que trazemos, mesmo que não estejamos conscientes, mesmo se você não acreditar na “coisa” que o faz ser estranho, criativo, aterrorizante, o deus do medo ao menos na literatura e no cinema.

ESTREIAS NOS CINEMAS – 7 DE SETEMBRO

POLICIA FEDERAL – A LEI É PARA TODOS

(Bra 2017) Dir: Marcelo Antunez. Com Marcelo Serrado, Antonio Calloni, Flavia Alessandra, Laura Proença., Ary Fountora. Ação.

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Orçado em R$12 Milhões, o filme é uma dramatização do escândalo decorrente da Operação Lava-a-Jato, envolvendo empresários e políticos do país. A própria polícia federal prestou assessoria para realização do filme que a príncipio teria o ator Rodrigo Lombardi como o juiz Sergio Moro. Quando Lombardi declinou do convite, o papel foi para Marcelo Serrado (Crô,o filme). O filme foi rodado em Brasilia, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo com base no roteiro escrito por Thomas Stravos, tendo este tomado depoimentos de diversas autoridades para reconstituir os passos da operação que levou a uma série de prisões e uma investigação sem precedentes no país.

LINO – UMA VIDA EM SETE VIDAS

(Bra 2017) Dir:Rafael Ribas. Vozes: Selton Mello, Dira Paes, Paolla Oliveira, Animação.

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Lino anima festas com uma fantasia de gato gigante que o deixa tão ridículo que sempre é zombado por todas as crianças. Tudo piora quando um feitiçeiro o transforma em um gato de verdade. A animação brasileira dá um toque próprio a uma narrativa, já usada no cinema (lembrem de “Virei um Gato” com Kevin Spacey?), retratando a realidade brasileira onde a falta de oportunidade castra talentos e promove a infelicidade. Claro que o clichê de que a força de vontade remove montanhas aparece no roteiro mas o que é digno de nota é o resultado obtido em uma area que caminha tímido em nosso cinema, o filme de animação.