ESTREIAS DA SEMANA: 30 DE NOVEMBRO

ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE

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(Murder on the Orient Express) Reino Unido / 2017. Dir: Kenneth Brannagah. Com Kenneth Brannaagh, Johnny Depp, Penelope Cruz, Michelle Pfeiffer, Josh Gad, Daisy Ridley, Judy Dench, William Dafoe, Derek Jacobi. Suspense. 

Demorou para que o cinema redescobrisse as obras da Rainha do Crime (Vide matéria abaixo) graças a Kenneth Brannagah, herdeiro de Laurence Olivier que sempre equilibrou seus filmes entre adaptações teatrais como “Hamlet” (1996) ou “Henrique V” (1989) com trabalhos mais comerciais como “Thor” (2011) e “Cinderella” (2015). Tendo nas mãos o roteiro de Michael Green (roteirista de “Logan”, “Blade Runner 2049, da série “Sex & The City” e produtor da série “Heroes”), Brannagah traduz o engenhoso quebra cabeças da autora que se passa a bordo do luxuoso trem (Agatha Christie viajou no verdadeiro expresso do oriente para escrever sua obra) onde o detetive belga Hercule Poirot (um dos pilares do gênero policial, tão importante quanto Holmes) investiga os passageiros suspeitos da morte de um homem rico esfaqueado durante uma tempestade de neve). Poirot é tão genial quanto Holmes, e tão peculiar quanto este em suas deduções e modus operandi. Brannagah dirige e interpreta o personagem que protagonizou diversas obras da autora. Seu elenco multi-estelar é um espetáculo à parte (destaque para Michelle Pfeiffer) , cada um sendo uma peça inestimável com a qual Agatha Christie traça um painel da natureza humana, o que o diretor sabe como explorar mostrando que o cinema não precisa ser resumido a franquias de super herois e blockbusters. A Fox já anunciou oficialmente a volta de Brannagh como Poirot em “Morte no Nilo” em breve, mostrando que se na vida real o crime não compensa, ao menso na literatura e no cinema ele o faz brilhantemente.

 

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BEST-SELLERS: ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE DE AGATHA CHRISTIE

           Há mais de 80 anos que um seleto grupo de passageiros embarcou em uma luxuosa composição ficando confinados nela por força de uma tempestade de neve. Durante dias, até que pudessem retomar sua viagem, um dos mais ilustres passageiros: Samuel Ratchett – um riquíssimo empresário – aparece morto em sua cabine onde foi esfaqueado 12 vezes. Para que o assassino fosse encontrado, seria necessário correr contra o tempo, já que assim que a tempestade parasse, e o trem chegasse à parada mais próxima, o assassino poderia escapar. O detetive belga Hercule Poirot, a bordo do trem, assume as investigações que remontam ao sequestro e morte de uma criança, caso este não resolvido na época e que ganhara as manchetes internacionais.

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           Todo esse intrigante enredo foi fruto da fértil imaginação de Agatha Mary Clarissa Miller, nascida em 15 de Setembro de 1890, que alcançou a eternidade usando o sobrenome de seu primeiro marido: Agatha Christie. O referido livro que viria a ser chamar “Assassinato no Expresso do Oriente” surgiu em sua mente quando a própria autora viajou a bordo do Expresso do Oriente durante uma viagem realizada em 1928. Além disso, o episódio do luxuoso trem preso durante uma tempestade de neve realmente ocorreu anos antes. O esmero da autora foi tamanho que ela incluiu detalhes sobre cada composição como a posição das maçanetas, a disposição das cabines e dos corredores inserindo em sua narrativa  precisão e realismo, dando aos seus leitores a sensação de também estar viajando junto aos magnatas e aristocratas, passageiros usuais do expresso.  A subtrama sobre o sequestro e a morte de um inocente foi retirada de um caso real: o dramático sequestro e assassinato do filho do aviador Charles Lindbergh que provocou comoção nos anos 30. Agatha escrevia movida por ideias surgidas de todas as formas e de todos os lugares. Durante sua estadia na Turquia,  hospedou-se no Pera Palas Hotel, onde escreveu o livro que seria publicado de forma seriada nas páginas do “Saturday Evening Post” em 1933, e com o título “Murder on the Calais Coach até ser publicado pela primeira vez como romance em 1º de Janeiro de 1934 pela Editora Collins, lar das imaginativas histórias da Rainha do crime,  e contendo 256 páginas. Nessa época, a viagem no Expresso do Oriente havia atingido seu ápice de glamour e sofisticação, antes que a Segunda Guerra interrompesse o serviço do transporte. Na época,  Agatha  já era um sucesso editorial com mais de 20 livros publicados, além de contos publicados em várias coletâneas. Era uma celebridade no mundo das letras e “Assassinato no Expresso do Oriente” alcançaria a impressionante marca de 3 milhões de cópias vendidas na época.

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A AUTORA

            Agatha Christie fez de seu detetive belga, Hercule Poirot, um dos maiores personagens do romance policial. Baixinho, com um indefectível bigode e sempre orgulhoso de suas pequenas células cinzentas, Poirot é até hoje a criação mais popular da autora britânica. Além de sua excentricidade e elegância europeias, Poirot é meticuloso em sua abordagem e nem um pouco modesto de sua capacidade dedutiva sendo comparável a Sherlock Homes. Tanto um quanto o outro dividem preferências, carregam uma legião de admiradores e estão no mesmo pódio entre os maiores investigadores da literatura.

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A JOVEM AGATHA CHRISTIE

               Poirot sempre foi apresentado de forma assexuada, nunca se envolvendo com mulheres exceto por uma ocasião em que demonstra sentimentos profundos pela Condessa Vera Rossakoff no romance “The Big Four” . Seu modus operandi analisa psicologicamente os suspeitos e deduz detalhes com um olhar clínico de admirável precisão. Sua baixa estatura contrasta com seu ego, este bem adequado ao seu primeiro nome derivado do semi-deus da mitologia grega. Poirot sempre se demonstra orgulhoso de suas “pequenas células cinzentas” , o modo como se refere ao cérebro privilegiado com o qual elucida os mistérios. Ocasionalmente, recebe a ajuda do Capitão Hastings, o bom amigo que se torna seu Watson na investigação criminal. Todas essas características garantiram ao personagem um lugar de honra no imaginário dos amantes de histórias policiais.

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ALBERT FINNEY COMO HERCULE POIROT (1974)

          Dois anos antes do falecimento de Agatha Christie, a autora autorizou a publicação de “Cai o Pano” (Curtain) em que o detetive belga morre em uma história escrita durante a Segunda Guerra Mundial e mantida em um cofre no banco durante décadas. Em Agosto de 1975, o renomado jornal New York Times publicou a morte do personagem na seção Obituário, marcando o fim de um ciclo no gênero que coroou Agatha como Rainha e fez de Poirot uma celebridade entre seus semelhantes. Poirot protagonizou 39 livros, sendo 33 romances policiais além de contos diversos reunidos depois. Agatha criou outros detetives como a abelhuda Miss Marple e o investigador Parker Pyne, mas Poirot sem dúvida ocupa uma posição privilegiada no imaginário popular dos amantes do gênero.

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AUSTIN TREVOR – O PRIMEIRO POIROT DO CINEMA

            Já foi vivido por diversos atores, tendo sido o desconhecido Austin Trevor o primeiro Hercule Poirot das telas, no filme “Alibi” (1931), adaptação de “O Assassinato de Roger Ackroyd”. Trevor retornou ao papel em “Black Coffee” (1931) e  “Lord Edgware Dies” (1934). Tony Randall foi o segundo ator a interpretar Poirot em “The Alphabet Crimes” (1965), adaptação de “Os Crimes ABC” , que traz a curiosidade de ser o único encontro entre Poirot e Miss Marple (Margareth Rutherford). Em 1974, Albert Finney conquistou uma indicação ao Oscar por sua personificação de Poirot em “Assassinato no Expresso do Oriente”, chegando ainda a ganhar o BAFTA, o Oscar do cinema britânico. No entanto, o  mais recorrente ator a viver o personagem foi Peter Ustinov que fez 6 filmes entre 1978 e 1988, três deles para o cinema e três deles para a Tv. Em tempos mais recentes, o inglês David Suchet personificou Poirot em uma série da Tv inglesa que começou a ser produzida em 1989 e seguiu até tempos recentes.

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PETER UISTNOV COMO POIROT (1978)

              Além do teatro, o cinema e a Tv constantemente revisitam as obras de Agatha Christie. Há 40 anos estreou a melhor versão de um livro de Dame Agatha, título de nobreza que lhe foi concedido pela Rainha da Inglaterra em 1971. Em 24 de Novembro de 1974 chegou às telas “Assassinato no Expresso do Oriente” (Murder on The Orient Express) dirigido por Sidney Lumet, que demorou para convencer a autora a permitir a adaptação que se tornou a melhor sucedida de um livro da Rainha do Crime. A produção recriou o requinte e o luxo dos vagãos do Orient Express nos famosos Estudios Pinewood em Londres, já que a composição original não mais existia. O filme reuniu um super elenco encabeçado pelo ator inglês Albert Finney (então com 38 anos) no papel de Hercule Poirot. Finney, que na época se apresentava no teatro em horário próximo ao das filmagens, seguia de ambulância para o estúdio e no caminho tinha a maquiagem, que o transformava em Poirot, aplicada em seu rosto enquanto o ator ainda dormia. Na lista de passageiros / suspeitos investigados pelo detetive belga estavam personagens interpretados por Sean Connery, Anthony Perkins, Martin Balsam, Michael York, Sir John Gieguld, Vanessa Redgrave, Jaqueline Bisset, Jean-Pierre Cassell, Lauren Bacall e Ingrid Bergman, tendo esta última ganhado por seu papel o Oscar de melhor atriz coadjuvante. Sua grande cena no filme, no entanto, se restringe a uns cinco minutos em cena, durante o interrogatório de Poirot. Curiosamente, Ingrid Bergman contracena com Lauren Bacall que na vida real era viúva de Humphrey Bogart, par romântico de Bergman no clássico “Casablanca”. O roteiro de Paul Dehner manteve o elemento envolvente da obra de Agatha e fez mudanças mínimas no material original como mudança nos nomes de personagens menores na trama, além da nacionalidade do diretor da linha férrea que de francês virou italiano. O filme foi indicado para um total de 6 Oscars, além da honraria de ser indicado para o BAFTA, o Oscar Inglês.  Na mesma época, Agatha já era a autora mais lida do mundo, e aos 84 anos aprovou a atuação de Finney como Poirot. Ela  compareceu à estreia do filme, satisfeita pela primeira vez com uma adaptação de uma obra sua para o cinema.  Essa seria sua última aparição pública antes de falecer de causas naturais em Janeiro de 1976. “Assassinato no expresso do Oriente” ainda seria refilmado para a Tv em 2001 com Alfred Molina como Poirot. Essa adaptação subaproveitou a trama reduzindo o número de suspeitos e incluindo o interesse amoroso de uma mulher por Poirot, o que não existe no livro. Em 2010 uma nova adaptação , também para a TV, com David Suchet em elogiada atuação na série britânica que leva o nome do personagem. Entre dezembro de 1992 e Janeiro de 1993 ainda houve uma adaptação para a rádio BBC, dividida em 5 partes, com Poirot na voz de John Moffatt.

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A PRIMEIRA VERSÃO DE “ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE” DE 1974 : SUSPEITOS REUNIDOS

              Tanto sucesso não significa que Agatha não tivesse seus detratores. Alfred Hithcock dizia desprezar seu estilo de narrativa que convencionou-se chamar pejorativamente de “whodunit” (quem fez isso?) . Contudo, inegável é o fato que Agatha Christie tornou-se sinônimo do gênero literário que escreveu. Sua narrativa serviu de inspiração para diversos imitadores. Novas adaptações de seus livros são frequentes na mídia e indicam sem sombra de dúvida que se o crime não compensa, certamente ele cria seguidores, e entre tantos autores notórios Agatha Christie se destaca como uma excelente analista da natureza humana, nossas fraquezas e ambições que há décadas alimentam a imaginação de gerações de leitores.

 

TRAILLER: VINGADORES GUERRA INFINITA

Finalmente o aguardado trailler de “Vingadores Guerra Infinita” (Avengers Infinity War). O filme, que será lançado em 26 de Abril de 2018, trará o adiado confronto entre o vilão Thanos (Josh Brolin) e os heróis Marvel, não apenas os Vingadores, mas também o Dr.Estranho (Benedict Cumberbatch), Homem Aranha (Tom Holland) e os Guadiões da Galaxia. O clima apocaliptico anuncia a proximidade do fim do Universo Marvel nas telas iniciado em 2008 com o primeiro filme do Homem de Ferro. Ainda teremos “Vingadores 4” em 2019, mas não há como afastar um sentimento de pesar pela morte de personagens queridos, ainda especula-se quais apesar de ser esperado que ao menos Chris Evans (Capitão America) e Robert Downey Jr (Homem de Ferro) venham em um futuro próximo a se despedir de seus personagens já que seus contratos estão chegando a um fim. Veremos em breve.

ESTREIAS DA SEMANA: 24 DE NOVEMBRO DE 2017

O CIRCUITO COMERCIAL AINDA ESTÁ SOB O EFEITO DOS HEROIS DC & MARVEL JÁ QUE MUITAS SALAS CONTINUAM A EXIBIR O RECENTE “LIGA DA JUSTIÇA” E OUTRAS AINDA TRAZEM “THOR RAGNAROK”. O FILME QUE REUNE OS SUPERAMIGOS ALCANÇOU NUMERO SURPREENDENTE DE ESPECTADORES NO BRASIL, EMBORA NOS ESTADOS UNIDOS ESTEJA ABAIXO DO DESEJADO PARA PAGAR SEU INFLADO ORÇAMENTO. EM MEIO A OUTROS LANÇAMENTOS MENORES, RECEBEMOS UMA COMEDIA JÁ NO CLIMA NATALINO (PAI EM DOSE DUPLA) E UM SUSPENSE COM MICHAEL FASSBENDER (O MAGNETO DE “XMEN APOCALIPSE) E A BELA REBECCA FERGUSON.

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(Daddy’s home 2) EUA 2017. Dir:Sean Anders. Com Will Farrell, Mark Whalberg, Linda Cardelini, Mel Gibson, John Lihtgow, John Cena,  Alessandra Ambrosio. Comedia.

Vendo os elogios que a crítica em geral tem feito a John Lithgow lembro do ator em papel central na sitcom “Third Rock From The Sun” na década de 90. No papel do pai de Brad (Will Farrell), Lithgow dá um show de comicidade, sendo uma grata adesão ao elenco dessa sequência ao grande sucesso de 2016. Os pais Brad (Farrell) e Dusty (Walbergh) deixaram a rivalidade no final do primeiro filme e se tornaram amigos. Essa amizade está sendo ameaçada por muita confusão quando, no Natal,  a família recebe os avôs Kurt (Gibson) e Don (Lithgow) de personalidades diametralmente opostas. O primeiro é bocudo e machista, enquanto o outro é sensível e emotivo.

BONECO DE NEVE

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(The Snowman) EUA 2017. Dir: Thomas Alfredson. Com Michael Fassbender, J.K.Simmons, Toby Jones, Val Kilmer, Rebecca Fergusob, Chloe Sevigny. Suspense.

Detetive investiga o desaparecimento de mulheres casadas sempre ao cair da primeira neve. Sua única pista é um cachecol deixado em um boneco de neve feito pelo serial killer. Produção de Martin Scorcese, que quase também o dirigiu, mas deixou o projeto para o diretor de “O Espião que Sabia Demais”, de origem sueca. Este é a sétima incursão do detetive Harry Holes (Fassbender), protagonista de uma série de livros de mistério do autor norueguês Jo Nesbo. Destaque para a bela atriz sueca Rebecca Ferguson (Missão Impossivel 5, Vida) que faz o interesse romântico do policial.

HQCINEMA: LIGA DA JUSTIÇA

             A estratégia de reunir heróis já populares em uma equipe NÃO foi criação de Stan Lee, nem mesmo surgiu com o Universo Marvel. O mérito cabe a Gardner Fox (1911-1986), que em plena “Era de Ouro” como se convencionou chamar o período imediatamente após o surgimento do Superman, se aproveitou do bom relacionamento de sua editora de quadrinhos, a All-American,  com a National Periodical  para propor um título trazendo um grupo de heróis que se junta para enfrentar ameaças de grandes proporções, formando assim … A Sociedade da Justiça, publicada a partir de “All Star Comics” #3 (1940). O escritor novaiiorquino, que também criou o primeiro Flash, o Gavião Negro, e outros heróis, retratava nas historias da Sociedade o ufanismo inerente ao período com a equipe ligada às ordens do Presidente Franklin Roosevelt combatendo vilões megalomaníacos e espiões nazistas.

primeira aparição da Liga da Justiça

             A “Liga da Justiça” é o resultado do primeiro renascimento desses personagens, que haviam sido cancelados após a Segunda Guerra, mas que a partir de 1956 (Showcase #4) foram reimaginados por Fox. Depois de um novo Flash, um novo Lanterna Verde, a eles se juntaram versões rejuvenescidas de Superman, Batman e Mulher Maravilha criando o advento da Era de Prata do gênero. Novamente, Fox pensou em juntar os heróis em uma equipe, mas preferiu o termo “Liga”, uma alusão às populares equipes de baseball. Assim, três anos antes de Stan Lee lançar “Os Vingadores” pela Marvel, a capa da revista “The Brave & The Bold” #28 (Março de 1960), trazia a estreia da Liga com Aquaman, Mulher Maravilha, Lanterna Verde, Flash e Caçador de Marte enfrentando Starro (uma estrela do mar gigante).Cinco meses depois o surpreendente resultado de vendas mostrou que o raio caíria novamente no mesmo lugar, e o time de heróis recriado por Gardner Fox ganha seu próprio título “Justice League of America”, com Superman e Batman aparecendo com menor frequência durante um bom tempo, mas incluindo gradativamente outros personagens como o Arqueiro Verde, Atom, Gavião Negro e promovendo, inclusive, um encontro entre a Liga e Sociedade (Justice League of America #21) que se tornaria tradição na DC Comics (nascida da fusão da National com a All American).

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             O traço de Mike Sekowsky(1923 – 1989) foi substituído por Dick Dillin (1928 – 1980) – o mais longevo dos artistas a trabalhar com os personagens – seguidos por George Perez, Don Heck, Kevin Maguire, Howard Porter, John Byrne e outros. A popularidade da Liga alcançou nível ainda maior quando, a partir de 1973, o estúdio Hanna Barbera produziu a série de animação para a Tv “SuperAmigos” (Superfriends) com tom mais infantil e moralizante, onde os heróis salvam o mundo além de dar lições de civilidade e humanidade, mesmo quando enfrentam a Legião do Mal, grupo de vilões que formam uma anti-Liga. Mais fiel às origens das HQs é a série animada produzida por Bruce Timm a partir de 2001 e que aproveita várias fases do grupo.

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            As primeiras tentativas de se fazer uma versão live action, no entanto,  resultaram em desastre. A primeira foi no especial de TV “Legend of the Super Heroes” de 1979, com o mesmo tom cômico da série de TV “Batman”, incluindo a presença de Adam West (recentemente falecido) e Burt Ward no papel da dupla dinâmica. A ridicularização inclui o Charada (Frank Gorshin) como psiquiatra tratando de um deprimido Shazam (Garret Graig) e um Gavião Negro (Bill Nuckols) retratado como um filho rebelde. Novamente a Tv arriscou usar a Liga em nova adaptação buscando como referência a fase em que a equipe ganhou status internacional, no final dos anos 80, com uma formação que pontuava mais o humor que a ação. O filme em questão de 1997 era uma tentativa de funcionar como piloto para uma série de TV pela CBS, reunindo Flash, Lanterna Verde, Atomo, Caçador de Marte, Fogo e Gelo, excluindo, portanto, a trindade Superman-Mulher Maravilha-Batman, que sempre foi carro chefe da editora. O resultado foi tão pífio que o diretor Lewis Teague foi chamado às pressas para salvar o projeto assinado pelo desconhecido Felix Alcala. O próprio Teague tratou de pedir que seu nome não fosse incluído nos créditos do filme. Uma produção mais digna da equipe foi inicialmente pensada para ser dirigida por George Miller (Mad Max) há algum tempo atrás, mas o projeto só foi materializado quando Zach Snyder ficou à frente da elaboração do Universo Cinemático da DC Comics. Claro que mais de 50 anos de aventuras guardam curiosidades por muitos desconhecidas como:

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  1. O Brasil já teve uma heroína como membro da Liga, a heroína Fogo, alcunha de Beatriz da Costa, heroína com poderes pirocinéticos. Dois desenhistas brasileiros já ficaram responsáveis por fases distintas do grupo como o paraibano Ed Benes e o paulistano Ivan Reis.
  2. Os elementos relacionados ao vilão Darkseid foram criados pelo icônico artista Jack Kirby (co-criador do Universo Marvel) quando este trabalhou para a DC Comics.
  3. A Liga e os Vingadores da Marvel já estrelaram uma aventura conjunta (Crossover entre as editoras concorrentes) publicado entre 2003 e 2004. Em formato de mini-série em quatro capítulos, a aventura foi escrita por Kurt Busiek e desenhada por George Perez, renomados artistas.
  4. Muitas fases do grupo tornaram-se clássicos como “O Prego” (2002) onde em uma realidade alternativa o Superman não existe, “A Nova Fronteira” (2004) onde a equipe é mostrada no contexto da Era de Prata em clima de Guerra Fria e Macartismo, “Crise de Identidade” (2007) onde um crime desenterra segredos obscuros dos integrantes, “Justiça” (2006) onde o traço realista do artista Alex Ross mostra a Liga confrontando a Legião do Mal, e “Reino do Amanha” (2003) também de Alex Ross mostrando a Liga em um futuro onde os heróis precisam reconquistar a confiança perdida.
  5. O autor de Best-sellers Brad Meltzer foi o responsável por elevar as vendas da Liga da Justiça acima dos 200 mil exemplares, tendo sido o autor também da miniserie “Crise de Identidade”, que antecedeu sua bem sucedida fase no título da equipe dividindo os creditos desta com o desenhista brasileiro Ed Benes.

                  Com tanto pode de fogo assim, espera-se que a estreia da Liga em uma superprodução do cinema possa apaziguar o público depois do resultado insatisfatório de “Batman & Superman A Origem da Justiça” e “Esquadrão Suicida”. O sucesso do filme solo da “Mulher Maravilha” já mostrou que os super heróis da DC Comics ainda podem oferecer diversão. Renovar os fãs conquistando uma nova geração que possa nos seguir, da velha guarda, para o alto e avante !!

 

 

 

40 ANOS DE SAUDADES DE SPENCER TRACY – UM TALENTO NATURAL

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     Uma das lembranças mais antigas que tenho dos filmes que assisti em minha infância é a imagem de um pescador português humanizando um menino resgatado do mar. Na ocasião, com nove ou dez anos, eu não sabia que aquele ator formidável, dono de um sorriso que irradiava dignidade, já havia falecido. Sei hoje que minha cinefilia foi enriquecida por ter conhecido o pescador Manuel, o padre Flanagan, o advogado Adam Bonner, o ciumento papai Stanley, um velho pescador, o homem de um braço só, todos … Spencer Tracy.

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Marujos Intrepidos

 

         Spencer Bonaventure Tracy costumava dizer que atuar não era tão importante (Acting is not an important job in the scheme of things) e ainda assim fazia de cada personagem uma imagem marcante e envolvente como o piloto que se torna um anjo da guarda em “Dois no Céu” (A Guy Named Joe)  de 1943 – refilmado por Steven Spielberg em 1989 ou o dicotômico Jekyl/Hyde em “O Médico & O Monstro” (Dr.Jekyl & Mr.Hyde) de 1941. Tinha um espírito aventureiro e indomável desde criança quando por volta dos sete anos fugiu de casa para brincar no outro lado da cidade, na qual nasceu em 5 de Abril de 1900. Aos 17 tentou se alistar para lutar na Primeira Guerra, mas foi recusado pela idade. Voltou a insistir pouco depois e ingressou na Marinha ao lado do amigo Pat O’Brien, que também se tornou ator. Contudo, nenhum dos dois conseguiu lutar no front, ficando em postos no pátio naval da Virginia.

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Spencer Tracy & Bette Davis recebem o Oscar

           Depois de ter dado baixo no serviço militar, descobriu a arte dramática conseguindo a principio papéis em peças universitárias ainda durante o tempo em que cursou Medicina na Reppon College. Tendo despertado o prazer pela atuação, deixou o curso de Medicina e se juntou a companhias teatrais durante os loucos anos 20, período em que conheceu sua esposa Louise Treadwell já estabelecida nos palcos. Casaram-se em Setembro de 1923 e tiveram dois filhos.

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A Familia Tracy: Spencer, a filha Susam, a esposa Louise e o filho John Tracy

           O espírito de coragem indômita, ele demonstrou fosse como o aventureiro Stanley em “As Aventuras de Stanley & Livingstone” (Stanley & Livingstone) em 1939 ou o marinheiro Manuel em “Marujos Intrépidos” (Captain Courageous) em 1937, este sendo o papel que lhe deu o primeiro de dois Oscars. A primeira vez não esteve presente na cerimônia pois estava hospitalizado. No ano seguinte repetiu o feito ao interpretar o Padre Flanagan em “Com Os Braços Abertos” (Boys Town) se tornando o primeiro ator a ganhar como melhor ator em dois anos consecutivos, mérito só igualado por Tom Hanks 58 anos depois. Tracy também se tornou um dos 18 atores a terem sido premiados por um personagem da vida real enquanto este ainda vivia, no caso o Padre Flanagan, que criou uma comunidade para ajudar a tirar garotos da deliquência juvenil. Feito admirável que Spencer julgava uma honra e uma responsabilidade para interpretar.

           A carreira cinematográfica do ator começou quando John Ford o assistiu em uma montagem da Broadway, partindo daí um convite para se juntar ao elenco de “Up The River” (1930), que também foi o primeiro filme de outra lenda de Hollywood, Humphrey Bogart. Este foi um entre vários amigos que Spencer Tracy encontrou em sua carreira. O mesmo ocorreu com Clark Gable com quem dividiu a cena em três filmes, sendo o mais memorável deles “San Francisco – A Cidade do Pecado” (San Francisco) de 1935, sua primeira indicação ao Oscar, com apenas 17 minutos em cena.  Dizem que Tracy se ressentia de sempre ficar em segundo plano na história sendo Gable o galã que sempre ficava com a moçinha.

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Spencer Tracy & Katherine Hepburn

          Foi a partir de “Fúria” (Fury), realizado no mesmo ano, que o público passou a ver do que Tracy era capaz. A história mostrava um homem pacato que sobrevivia ao próprio linchamento tornando-se amargo e vingativo. Era a estreia do renomado Fritz Lang (Metrópolis) em Hollywood e Tracy não se deu bem com o diretor, chegando a desafiar sua ordens no set quando Lang se recusava a dar um intervalo para o almoço.

           Em 1941 durante as filmagens de “A Mulher do Ano” (Woman of the year), o talentoso ator fez o primeiro de 9 filmes com a atriz Katherine Hepburn. Reza a lenda que ela teria dito “Receio que eu seja um pouco alta para o senhor Mr. Tracy ”. Este prontamente teria respondido “Não se preocupe, vou adaptá-la ao meu tamanho …” Assim começou uma lendária história de amor que o cinema registrou em títulos como “A Costela de Adão” (Adam’s Rib) de 1949, “Amor Eletrônico” (Desk Set) de 1957, “Mulher Absoluta” (Pat & Mike) de 1952 entre outros. Spencer nunca se divorciou de Louise, vivendo com Hepburn o romance adúltero mais incomum do cinema, já que era velado, vivido debaixo dos narizes dos tabloides sensacionalistas. Longe das câmeras o ator vivia um drama pessoal com seu filho mais velho. Tracy e Louise tiveram John Tracy e Susan, sendo que o primogênito perdeu a audição assim que nascera em 1924. Louise abandonou a carreira de atriz, aprendeu a ler lábios e ensinou a técnica ao menino. Em uma época em que não havia nenhum avanço significativo para auxiliar os deficientes auditivos, Spencer e sua esposa criaram a “John Tracy Clinic” em 1943 ajudando pais com filhos surdos, ajudando a desenvolver técnicas de ensino e posteriormente inaugurando um programa para ensinar crianças surdas. A clínica está atuante até hoje e sua atividade pode ser acompanhada on-line no site http://jtc.org/. Tracy garantia as doações de seu cachês e Louise cuidava das necessidades especiais de seu filho com igual dedicação ao lugar. O ator reconhecia a importância do trabalho de Louise e dizia que não havia comparação entre este e seus filmes. Além de Hepburn, conta-se que o ator manteve casos com as atrizes Loretta Young e Gene Tierney. O alcoolismo parecia ser a penitência que pagava pela infidelidade e pela vergonha que Louise passava. A Diabetes era o calcanhar de Aquiles que nos anos que se seguiram lhe minariam a saúde.

               Ainda digno de nota é o papel do investigador solitário de um braço só que chega a uma cidade pequena cheia de segredos em “Conspiração do Silêncio” (Bad Day at Black Rock) de 1955, último filme que fez para a MGM, estúdio para o qual trabalhou por 20 anos. A versatilidade era uma marca indelével no talento de Spencer Tracy, transitando por papéis diversos como o western “A Lança Partida” (Broken Arrow) de 1954, a comédia em “O Papai da Noiva” (Father of the Bride) de 1950, ou o drama “O Velho & O Mar” (The Old Man & The Sea) de 1957. Mesmo envelhecido, Spencer conseguia ser incrivelmente natural qualquer fosse o personagem que interpretasse. Nunca ensaiava, raramente repetia tomadas e lia seu texto pouco antes de começar as filmagens graças a uma notável capacidade de memorização.

            Por volta de 1963 sofreu um ataque cardíaco que o forçou a reduzir os trabalhos. Mesmo assim chegou a ser convidado para viver o vilão Pinguim na série do Batman, antes do papel ser entregue a Burguess Meredith. Teria dito que somente aceitaria se pudesse matar o Batman. Seus últimos filmes tiveram a direção de Stanley Kramer como o juiz no filme de tribunal “Julgamento em Nuremberg” (Judgement at Nuremberg) de 1961, o advogado que defende um professor que ensinou a teoria de Darwin em “O Vento será Tua Herança” (Inherint the Wind” de 1960, voltou a fazer comedia em “Deu a Louca no Mundo” (It’s a Mad Mad World) de 1963 e , enfim seu canto do cisne novamente dividindo a cena com Katherine Hepburn em “Advinhe quem vem para Jantar” (Guess who is coming to dinner) de 1967. Neste, Spencer faz um comovente discurso anti-racista cujas palavras ecoam até hoje a quem assiste o filme e nota, inclusive, Hepburn visivelmente emocionada. O filme foi lançado postumamente, bem como sua ultima indicação ao Oscar pelo papel do liberal Matt Drayton. Em seu funeral Katherine Hepburn não compareceu em respeito a Louise, a viúva dele.

            Em minha memória ficaram lembranças de um ator vigoroso que fazia tudo com naturalidade invejável. Um dos maiores atores de todos os tempos em uma filmografia de mais 70 títulos, dentre os quais até hoje me faz repetir o mesmo grito emocionado … MANOEL, MANOEL !!! Eu também fui humanizado por ele, que nunca escondeu suas falhas, nunca se supervalorizou, dizia como conselho “Decore suas falas e nunca esbarre na mobília”. Sua única pretensão, enfim, era de ser humano. Para mim foi sempre Intrépido.

ESTREIAS DA SEMANA: 02 DE NOVEMBRO DE 2017

O CIRCUITO COMERCIAL DESSE FIM DE SEMANA PROLONGADO COM FERIADO AINDA É DOMINADO PELO DEUS DO TROVÃO EM “THOR RAGNAROK”. ABRE-SE ESPAÇO PARA DUAS MOVIMENTADAS AVENTURAS DRAMÁTICAS, UMA ESTRELADA POR KATE WINSLET E OUTRA ESTRELADA POR ELIZABETH OLSEN. AMBAS TRAZEM UM CINEMA MENOS PIROTECNICO E MAIS TRADICIONAL AFINAL NEM SÓ DE SUPER HEROIS VIVE O CINEMA HOLLYWOODIANO. UM FILME BRASILEIRO CHEGA A NOSSAS SALAS COM UMA REFILMAGEM E READAPTAÇÃO DE JORGE AMADO. PARA QUEM GOSTA DE TRAMAS BASEADAS EM FATOS REAIS, ELE ESTÁ DE VOLTA … SCHWARZENEGGER, MAS NÃO NO PAPEL DE INDESTRUTIVEL HEROI DE AÇÃO QUE O POPULARIZOU NOS ANOS 80 E 90, MAS PARA MOSTRAR SEUS DOTES DRAMÁTICOS. VEJAMOS ABAIXO AS ESTREIAS DA SEMANA MAIS DETALHADAS:

DEPOIS DAQUELA MONTANHA (The Mountain between us) EUA 2017. Dir: Hany-Abu Assad. Com Idris Elba, Kate Winslet, Beau Bridges, Dermot Mulroney. Drama /Ação.

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IDRIS ELBA & KATE WINSLET: O QUE É UMA MONTANHA PARA QUEM JÁ SOBREVIVEU AO TITANIC ?

Cancelamento de vôo leva um médico e uma jornalista a dividir um jatinho. Contudo, o avião cai nas montanhas quando o piloto sofre um ataque cardíaco. Perdidos em região inóspita, cheia de perigos (abismos, animais selvagens, tempestade de neve) o casal tenta sobreviver para chegar à civilização, redescobrindo seus próprios sentimentos. O filme é adaptação do livro “A Montanha Entre Nós” de Charles Martin. O filme seria inicialmente estrelado por Michael Fassbender e Margot Robbie que desistiram do projeto. Depois os nomes de Charles Hunnam e Rosamund Pike foram cotados mas também desistiram até que Idris Elba e Kate Winslet assumiram os papeis de protagonistas. As filmagens foram feitas na maioria no Canadá na fronteira entre Alberta e a Columbia Britânica. Segundo o diretor, filmaram sob temperaturas extremamente frias, incluindo com sequências feitas no cume de uma montanha com o açoite das condições climáticas da região. Assistir o desenrolar da história traz o atrativo do realismo com o qual a ação é retratada.

TERRA SELVAGEM (Wind River) EUA 2017. Dir: Taylor Sheridan. Com Elizabeth Olsen, Jeremy Renner, Jon Bernthal, Graham Greene, Tantoo Cardinal.  Suspense / Drama.

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JEREMY RENNER & ELIZABETH OLSEN: INVESTIGAÇÃO SEM FLECHAS E SEM FEITIÇOS.

Caçador (Renner) e agente do FBI (Olsen) se unem para investigar a morte de um adolescente em uma reserva indígena. Renner e Olsen serão reconhecidos facilmente pelo publico por interpretarem o Gavião Arqueiro e a Feitiçeira Escarlate nos filmes do Universo Marvel. Baseado em fatos reais, o filme é a terceira incursão do diretor e roteirista no tema da fronteira norte-americana (os outros são “Sicario – Terra de Ninguem” e “A Qualquer Custo”), tendo sido filmado  na sétima maior reserva indígena americana. Os atores Graham Greene e Tantoo Cardinal interpretaram marido e mulher no clássico “Dança com Lobos”, que trata de tema similar.

DONA FLOR & SEUS DOIS MARIDOS. Bra 2017. Dir: Pedro Vasconcelos. Com Juliana Paes, Marcelo Faria, Leandro Hassum. Comedia.

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HASSUM, PAES & FARIAS: AMOR À TRÊS COM TEMPERO AMADO

Segunda adaptação para o cinema da obra de Jorge Amado que tornou-se um clássico nos anos 70 estrelado por Jose Wilker, Sonia Braga e Mauro Mendonça nos papeis agora vividos por Marcelo Faria, Juliana Paes e Leandro Hassum. A história, passada na década de 40, gira em torno de uma curiosa bigamia: Flor é casada com o sério farmaceutico Teodoro (Hassum) mas mantem um relacionamento com o espirito de seu falecido primeiro marido, o mulherengo Vadinho (Faria). Também houve uma adaptação para a TV nos anos 90 com Giulia Gam no papel central. A história de Jorge Amado trata de assuntos como adulterio e sensualidade no micro-cosmo da Bahia, terra adorada pelo autor.

EM BUSCA DE VINGANÇA (Aftermath) EUA 2017. Dir:Elliot Lester. Com Arnold Schwarzenegger, Maggie Grace, Scott McNairy. Suspense / Drama.

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SCHWARZENEGGER : ELE NÃO É INDESTRUTÍVEL MAS ESTÁ DE VOLTA

Baseado em um desastre real ocorrido em Uberlingen, na Alemanha, causado por negligência do controlador de tráfego aereo que veio a ser morto por facadas por homem que perdeu a esposa e os filhos no acidente. Schwarzenegger não está fazendo seu típico papel de ação, enveredando para um papel mais dramático nesta produção de Darren Aronofsky. Curioso ver Schwarzenegger em um papel mais humano, distante de personagens como Conan e o Exterminador do Futuro. Talvez por isso seus fãs venham a estranhar sua atuação.