CLÁSSICO REVISITADO: UM CORPO QUE CAI – 60 ANOS

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Clássico cartaz criado pelo designer Saul Bass

Um dos filmes mais celebrados da clássica Hollywood, eleito o #9 entre os melhores filmes de todos os tempos pelo AFI,  #1 entre os 100 maiores eleitos pela revista francesa “Télerama” e pela renomada “Sight & Sound” do Festival de Cinema Britânico. Tantos feitos para um filme que em seu lançamento original, em 1958, tornou-se um embaraço de bilheteria para seu diretor, o mestre do suspense. Hithcock é assim: Ame-o ou odeie-o, não há meio termo.

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            Revisto hoje, sob um olhar clínico, o 52º longa dirigido pelo mestre era um produto muito à frente de seu tempo. Um protagonistsa dominado pelo medo de alturas e pela culpa  (James Stewart) ;  uma mulher misteriosa criada e recriada sob pulsões de sexo e morte (Kim Novak); um crime premeditado e velado conduzido como um quebra cabeças de uma realidade tortuosa, fragmentada, pertubadora e vertiginosa. Este não é um filme convencional desde seu início até sua impactante conclusão que não faz concessões seja aos personagens seja ao seu público.Por isso compreensível que a plateia de 1958 não tenha compreendido o filme ou seu diretor, este um hábil manipulador do medo.

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James Stewart e dose dupla de Kim Novak

          Para quem nunca teve o prazer de assistí-lo, o filme conta a história de Scottie Ferguson (Stewart) ex-policial que por conta de sua acentuada acrofobia (medo de alturas) não conseguiu salvar a vida de um amigo. Ele se aposenta e se torna detetive particular, sendo contratado por um antigo amigo (Tom Helmore) para seguir a esposa deste, Madeleine (Novak) que possui tendências suicidas. Ambos se apaixonam, mas Scotie não consegue salvá-la da morte. Tempos depois, Scotie encontra Judy (Novak), uma sósia de Madeleine. O encontro casual na verdade guarda segredos a medida que Scotie tenta transformar Judy em Madeline.

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              O roteiro foi feito a partir do romance francês  D’entre les morts (Dentre os Mortos), de Pierre Boileau e Thomas Narcejac. Hitckcock pretendia adaptar o romance anterior da dupla “Celle qui n’étati plus”, mas este veio a ser utilizado para o filme “As Diabólicas” (Les Diaboliques) de 1955. Assim, tendo em mãos o material que Boileau & Narcejac Hithcock fez de “Um Corpo que Cai” um estudo sobre a obsessão, o medo patológioco e a culpa. Os acordes do maestro Bernard Herrman acompanham passo a passo as voltas e reviravoltas da narrativa com a crueldade de um frio destino manipulando a tudo. A escolha de San Francisco como cenário se mostra eficiente poris sua topografia de altos e baixos reforça ainda mais a sensção acrofóbica do protagonista. Hitchcock tecia sua rede sempre querendo impactar mas jamais mostrando profundidade em suas intenções, o que ele sempre rejeitava. Durante as filmagens conta-se que a estrela Kim Novak teria lhe indagado sobre a motivação de sua personagem, o que ele teria supostamente respondido dizendo “É apenas um filme querida”. Kim Novak tinha 24 anos na época e foi escalada para o papel duplo de Madeleine/Judy depois que Vera Miles recusou por estar grávida.

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         Já o pobre James Stewart amargou a responsabilidade que o proóprio diretor lhe imputou para o fracasso do filme. Hitch teria alegado que Stewart estava velho demais (então com 49 anos) para o papel e sem a química adequada para atrair a plateia. Foi a última vez que o ator e diretor trabalharam juntos (esta foi a quarta vez). Após o lançamento do filme, Hitch conseguiu manter os direitos por este e outros 4 filmes (O Terceiro Tiro, A Janela Indiscreta, O Homem que Sabia Demais e Festim Diabólico) que por seu desejo ficaram fora de qualquer exibiçlão, só sendo relançados em 1984, quatro anos depois da morte do diretor. Hitchcock foi um pioneiro com a câmera na forma como reproduziu o efeito de vertigem (aproximando a câmera fisicamente do objeto ao mesmo tempo em que da um zoom no objeto), imitado mais tarde por outros.

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            Por pressão dos censores da época foi filmado uma cena em que Midge (Barbara Bel Geddes) ouve no rádio que a polícia está prestes a capturar o assassino. Hitchcock cortou a cena  da edição final, mas esta foi incluída para lançamento em DVD/Blu Ray. A surpressão da citada cena certamente deve ter incomodado a visão moralista do público de 1958. Hitchcock, contudo, não se preocupava com mensagens moralizantes, nem com redenções ao final. Hoje, sessenta anos depois “Um Corpo que Cai” continua pertubador, envolvente e influenciador como nos trabalhos de Brian dePalma (Duble de Corpo), parodiado por Mel Brooks (Alta Ansiedade), mas acima de tudo isso uma aula de como manipular nossas fobias e obsessões, promover catarse através de nosso instinto primitivo e de nossa percepção do que é real. A sensação de vertigem é inexorável e inevitável diante da vida, mas como o mestre dissera “É só um filme”.

 

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TRAILLER: UMA DOBRA NO TEMPO / MEDO PROFUNDO

UMA DOBRA NO TEMPO (A WINKLE IN TIME)

DO QUE SE TRATA? DOIS IRMÃOS PROCURAM PELO PAI DESAPARECIDO, UM CIENTISTA PERDIDO EM UMA OUTRA DIMENSÃO. NO ELENCO TEM CHRIS PINE, OPRAH WINFREY,  REESE WINTERSPOON E GRANDE ELENCO. O FILME É PRODUÇÃO DISNEY E ESTÁ AGENDADA PARA 29 DE MARÇO.

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DO QUE SE TRATA ? DUAS IRMÃS FICAM PRESAS NO FUNDO DO MAR CERCADA POR VÁRIOS TUBARÕES BRANCOS, COM POUCO AR PARA RESPIRAR E ISOLADAS DO SOCORRO DA SUPERFÍCIE. GRANDE SUCESSO NOS ESTADOS UNIDOS ANO PASSADO E CHEGA AO CIRCUITO NACIONAL COM ATRASO. JÁ ESTÁ CERTO CERTO UMA SEQUÊNCIA PARA BREVE QUE SERÁ FILMADA NO BRASIL. NO ELENCO: MANDY MOORE, CLAIRE HOLT, MATTHEW MODINE. ESTREIA EM NOSSOS CINEMAS EM 8 DE MARÇO.

ESTREIAS DA SEMANA : 25 DE JANEIRO 2018

MAZE RUNNER – A CURA MORTAL

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( MAZE RUNNER – THE DEATH CURE ) EUA 2017. Dir : Wes Ball. Com Dylan O’Brian, Kaya Scodelario. Giancarlo Esposito, Barry Pepper. Ficção Científica.

Os “Jogos Vorazes” já se encerraram, “Divergente” foi cancelado e parece que o modismo das distopias infanto-juvenis encerra seu ciclo com o lançamento tardio do último capítulo da trilogia de James Dasher, adaptado por Wes Ball. O filme ficou quase dois anos parado devido ao acidente sofrido pelo ator Dylan O’Brien, além da gravidez da atriz Kaya SDcodelario, mas finalmente os fãs dos corrredores do Labirinto poderão ver o fim da saga. A organização C.R.U.E.L fecha o cerco contra os fugitivos depois da traição de Teresa (Scodelario) no final do filme anterior. O tempo está curto para encontrar a cura para a praga que vitimou a humanidade, e a narrativa corrida procura mostrar os lados antagonicos desta luta. Se a bilheteria responder, não se surpreenda se vierem a investir na adaptação de mais dois livros ligados à saga que servem de prólogo à trilogia.

THE POST – A GUERRA SECRETA

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(The Post) EUA 2018. Dir:Steven Spielberg. Com Tom Hanks, Meryl Streap, Sarah Poulson, Bruce Greenwood, Mathews Ifhys. Drama.

Analista americano percebe a futilidade da ação do governo no Vietnã além de um jogo político orquestrando os eventos. este resolveu copiar documentos secretos que viriam a se chamar os Pentagon Papers (Papeis do Pentágono). Kay, a dona do jornal Washington Post está assumindo a direção do jornal quando o jornal mais famoso dos EUA, o New York Times publica parte desses papéis e por causa disso são perseguidos pelo governo que os acusa e faz ameaças. Por uma série de circunstancias, um dos jornalistas do Post, vivido pelo ótimo Bob Odenkirk (o Saoul) consegue acesso ao colega e assim obtém as muitas páginas que ainda faltavam (basicamente revelando como todos os presidentes americanos que se sucederam foram canalhas para fingirem que estão ganhando a guerra, mesmo que isso significasse sacrificar soldados norte-americanos). Esses papeis então publicados pelo Post são altamente polêmicos, mas reais e cabe a Kay arriscar publicá-los, correndo o risco de falir seu jornal. O tema é de difícil degustação para o público brasileiro que desconhgece os fatos mostrados. Além de arrastad0, o filme tem narrativa confusa só se salvando pela presença sempre positiva de Meryl Streap, pela primeira vez tgrabalhando com Steven Spielberg. Em tempos de presidência Trump o filme de Spielberg surge como um recado para o atual ocupante da Casa Branca: A imprensa está de olho, os presidentes mentem e sacrificam tudo para se manter no poder. Nesse sentido o filme torna-se um curioso relato do passado com vistas para o presente.

GALERIA DE ESTRELAS : AUDREY HEPBURN

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         Um beijo sob uma forte chuva em um beco novaiorquino. Os protagonistas eram um jovem escritor desconhecido , uma garota de programa e entre eles … um gato. A cena vem de “Bonequinha de Luxo” (Breakfast at Tiffany’s) de 1961, mas na minha imaginação o jovem escritor era eu. Assim me apaixonei por Audrey Hepburn, ao som da maravilhosa “Moon River”. Nesse mês ela completou 25 anos de sua passagem, de saudades de uma das maiores atrizes do firmamento Hollywoodiano.

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NADA É IMPOSSÍVEL ! A PRÓPRIA PALAVRA DIZ “SOU POSSÍVEL”

Sua silhoueta magra, elegante, de passos e gestos sofisticados contrastava com uma história de vida sofrida, de dores, desilusões e superações. Durante a Segunda Guerra precisou fugir dos nazistas que invadiram a Holanda, país em que viveu entre os dez e quinze anos; abatida pela desnutrição, pela icterícia e outros males advindos dás condições desumanas a que estava submetida. Certa vez disse que sua mãe a advertia “Não teremos o que comer, então é melhor ficar na cama para manter as energias”. Quando a guerra acabou retornou à Inglaterra onde vivera até os nove anos sonhando com uma carreira de bailarina. Frustrada em seu sonho, passou a trabalhar de modelo, fez teatro protagonizando o papel-título em “Gigi” na Broadway. Não demorou para conseguir um papel no filme “Monte Carlo Baby” (1952).

PRINCESA

Com Gregory Peck em “A Princesa & O Plebeu”

         Audrey atuava para sobreviver, buscava algo em que pudesse se encaixar. Despretensiosamente se candidatou ao papel da Princesa Ann e conquistou a atenção de William Wyler que lhe deu o papel que faria seu nome brilhar, ao lado de Gregory Peck, em “A Princesa & O Plebeu” (Roman Holidays). O astro foi tão generoso que exigiu que o nome da novata aparecesse junto ao seu acima do título do filme. O brilho de Audrey, seu sorriso encantador, seu olhar misto de desamparo e nobreza lhe deu o tom certo, natural para quem havia sobrevivido a tantas adversidades aos 24 anos, tão jovem e agraciada então com o Oscar de melhor atriz. O mestre Billy Wilder afirmou certa vez que “Deus beijou o rosto de Audrey Hepburn”, e ainda que trouxesse suas inseguranças e carências estrelou “Sabrina” (1954) de Wilder, contracenando com os astros Humphrey Bogart e William Holden. Conta-se que Bogart não teria tido paciência, ou boa vontade com ela. Já William Holden a cortejou durante as filmagens e tiveram um curto romance. A partir desse filme começou a longa associação entre Audrey e o estilista francês Hubert De Givenchy, uma forte amizade que a acompanhou a vida toda criando nas telas ou fora delas a imagem icônica da elegância encarnada.

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Sabrina

              Ainda em 1954, o amigo Gregory Peck a apresentou ao ator Mel Ferrer. Ambos estrelaram a peça “Ondine” que a premiou com o Tony (o Oscar do teatro) de melhor atriz. Não demorou para que a proximidade entre Audrey e Mel torna-se algo mais que profissional. Os dois se casaram em setembro do mesmo ano, e dois anos depois estrelaram juntos “Guerra & Paz” (War & Peace), adaptação do texto de Leon Tolstoy, superprodução indicado para três Oscars, e que deu a Audrey o Bafta (Oscar britânico) de melhor atriz. Seu salário de US$350,000 foi na época o maior já pago a uma atriz. No ano seguinte, acompanhou seu marido à França e decidiu aceitar o papel de Jo Stockton em “Cinderela em Paris” (Funny Faces) contracenando com Fred Astaire. Em uma das cenas, a mãe de Audrey, que era uma Baronesa na vida real, faz uma rápida aparição como freguesa de um café parisiense.

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Com Fred Astaire em “Cinderela em Paris”

                    Ser mãe era mais importante para Audrey do que o estrelato no cinema. Filmou com Gary Cooper (Amor na Tarde, Love in the Afternoon, 1957), com Burt Lancaster ( O Passado Não Perdoa, The Unforgiven, 1960), Peter Fionch (Uma Cruz À Beira do Abismo, The Nun’s Story, 1959), mas não desistia de ter uma familia completa com Mel. Assim, depois de vários abortos espontâneos, ela conseguir finalmente dar a luz em 1960 a Sean Ferrer. Nesse período parou de filmar, só voltando para fazer a adorável Holly Golightly de “Bonequinha de Luxo” , lançado em 1961. Segundo o site imdb, o escritor da peça, Truman capote, não teria ficado satisfeito com a escalação de Audrey pois queira Marilyn Monroe para o papel. Um dos executivos da Paramount queria retirar do filme a canção “Moon River”, mas foi impedido pelo prestígio já adquirido pela atriz que teria dito “Só por cima de meu cadáver!”. Audrey a cantou na janela de seu apartamento com tamanha graça que marcou uma geração. Foi sua sofisticação e polidez que fez do papel de uma garota de programa, alguém com quem o público se apaixona, e se identifica, fazendo de seu visual de vestido preto, óculos escuros e piteira moda e impacto até hoje. Já aquela canção, a mesma que quase foi cortada do filme, levou o Oscar de melhor canção e o Grammy de 1962.

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Com Cary Grant em “Charada” – Juntos a essência da Sofisticação

               Três filmes foram muito marcantes na carreira de Audrey em seguida. Filmou “Charada” (Charade) de 1963 com Cary Grant e direção de Stanley Donen; no ano seguinte fez “Minha Bela Dama” (My Fair Lady) com George Cukor que elogiava sua simplicidade e sensibilidade no set de filmagem, voltando a trabalhar no mesmo ano com William Holden em “Quando Paris Alucina” (Paris When it Sizzles).  O casamento com Mel Ferrer começou a se desgastar aumentando ainda mais as carências e medos que a estrela trazia dentro de seu espírito. Audrey tinha uma necessidade imensa de dar e receber amor incondicional. Conta-se que a medida que ela e Mel Ferrer iam se afastando, ela se aproximava ainda mais de Albert Finney, seu co-star em “Um Caminho Para Dois” (Two for the Road) de 1967. O caso com Finney não teve outro feito além de destruir de vez a reconciliação com Mel, apesar deste ter dirigido Audrey no papel de uma cega em “Um Clarão Nas Trevas’ (Wait Until Dark) no mesmo ano, resultando em nova indicação ao Oscar. A atriz precisava refazer sua vida e ficou oito anos sem filmar. Nesse tempo conheceu o psiquiatra italiano Andrea Dotti com quem se casou e teve seu segundo filho Luca.. Voltou a Hollywood em 1975, aos 46 anos, para trabalhar ao lado de Sean Connery em “Robin & Marian” e decidida de que sua carreira seria segundo plano em sua vida se afastou de novo até 1979 quando protagoniza “A Herdeira” (Bloodline).

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Seu maior papel – O amor maior foi a solidariedade

         As infidelidades do marido não demoraram a aparecer jogando um balde de água fria em sua pretensa felicidade. Um longo divorcio e trabalhos ainda mais esparsos a ocupavam quando descobriu um papel que desempenharia até o fim de sua vida, o de embaixadora da Unicef. Ela viajava, usava de seu prestígio para levar comida, alívio e compaixão ajudada pela habilidade de falar 5 idiomas. (francês, italiano, holandês, inglês e espanhol). Audrey adorava chocolate, apreciava a bossa nova, amava os animais. Sua ultima aparição nas telas não poderia ser mais simbólica: Interpretou um anjo em “Além da Eternidade” (Always) de Steven Spielberg em 1989. O câncer de apêndice a levou embora em 20 de Janeiro de 1993, aos 63 anos. Mas aquele beijo na chuva perdura até hoje, foi o beijo de um anjo, o anjo Audrey Hepburn.

OSCAR 2018 – OS INDICADOS

ANUNCIADO HOJE POR VOLTA DAS 11 E MEIA OS INDICADOS PARA O OSCAR 2018. OS APRESENTADORES ANDY SERKIS E TIFFANY HADDISH FIZERAM O ANUNCIO DA 90ª EDIÇÃO DO PRÊMIO QUE SERÁ REALIZADO DIA 4 DE MARÇO COM APRESENTAÇÃO DE JIMMY KIMMEL. AO TODO SÃO 13 INDICAÇÕES PARA “A FORMA DA ÁGUA” DE GUILHERMO DEL TORO COM OITO PARA “DUNKIRK” DE CHRISTOPHER NOLAN. A ACADEMIA PARECE TER DESPREZADO STEVEN SPIELBERG APONTANDO SEU “tHE POST – A GUERRA SECRETA” APENAS PARA DOIS PRÊMIOS (MELHOR FILME E MELHOR ATRIZ PARA MERYL STREAP). JAMES FRANCO, QUE DIVIDIU O GOLDEN GLOBE DESSE ANO, FICOU DE FORA APÓS TER SIDO ACUSADO DE ASSÉDIO SEXUAL. O BRASIL ESTARÁ REPRESENTADO POR CARLOS SALDANHA QUE TEVE SEU “TOURO FERDINANDO” INDICADO ENTRE AS MELHORES ANIMAÇÕES.  ABAIXO SEGUE A LISTA COMPLETA DAS INDICAÇÕES:

Melhor Filme

  • Me Chame pelo Seu Nome
  • Destino de Uma Nação
  • Dunkirk
  • Corra!
  • Lady Bird
  • Trama Fantasma
  • The Post
  • A Forma da Água
  • Três Anúncios para um Crime

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Melhor Diretor

  • Dunkirk
  • Corra!
  • Lady Bird
  • Trama Fantasma
  • A Forma da Água

Melhor Atriz

  • Sally Hawkins
  • Frances McDormand
  • Margot Robbie
  • Saoirse Ronan
  • Meryl Streep

CORRA

Melhor Ator

  • Timotheé Chalamet
  • Daniel Day Lewis
  • Daniel Kaluuya
  • Gary Oldman
  • Denzel Washington

Melhor Ator Coadjuvante

  • Willem Dafoe – Projeto Flórida
  • Christopher Plummer – Todo o Dinheiro do Mundo
  • Sam Rockwell – Três Anúncios Para um Crime

Melhor Atriz Coadjuvante

  • Mary J. Blige – Mudbound
  • Allison Janney – I, Tonya
  • Laurie Metcalf – Lady Bird
  • Octavia Spencer – A Forma da Água
  • Lesley Manville – Trama Fantasma

Melhor Roteiro Original

  • The Big Sick
  • Corra!
  • Lady Bird
  • A Forma da Água
  • Três Anúncios Para um Crime

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Melhor Roteiro Adaptado

  • Artista do Desastre
  • Me Chame Pelo Seu Nome
  • Logan
  • Molly’s Game
  • Mudbound

Melhor Animação

  • Poderoso Chefinho
  • Viva – a Vida é uma Festa
  • Touro Ferdinando

Melhor Documentário em Curta-Metragem

  • Edith+Eddie
  • Heaven is a Traffic Jam on the 405
  • Heroin(e)
  • Kayayo: The Living Shopping Baskets
  • Knife Skills
  • Traffic Stop

Melhor Documentário em Longa-Metragem

  • Abacus: Small Enough to Jail
  • Faces Places
  • Icarus
  • Last Men in Aleppo
  • Strong Island

Melhor Filme Estrangeiro

  • Uma Mulher Fantástica (Chile)
  • Loveless (Rússia)
  • The Square

FORMA DA AGUA

Melhor Curta-Metragem

  • DeKalb Elementary
  • The Eleven O’Clock
  • My Nephew Emmett
  • The Silent Child
  • Watu Wote/All of Us

Melhor Curta em Animação

  • Dear Basketball
  • Garden Party
  • Lou
  • Negative Space
  • Revolting Rhymes

Melhor Canção Original

  • “Remember Me” – Viva: a Vida é uma Festa
  • “This is Me” – O Rei do Show
  • “Mighty River” – Mudbound
  • “Mystery of Love” – Me Chame Pelo Seu Nome
  • “Stand Up for Something” – Marshall

Melhor Fotografia

  • Blade Runner 2049 – Roger Deakins
  • O Destino de Uma Nação – Bruno Delbonnel
  • Mudbound – Rachel Morrison
  • Dunkirk – Hoyte van Hoytema
  • A Forma da Água – Dan Laustsen

Melhor Figurino

  • A Bela e a Fera
  • Destino de uma Nação
  • Trama Fantasma
  • A Forma da Água
  • Victoria e Abdul – o Confidente da Rainha

Melhor Maquiagem e Cabelo

  • O Destino de Uma Nação
  • Extraordinário
  • Victoria e Abdul – o Confidente da Rainha

Melhor Mixagem de Som

  • Em Ritmo de Fuga
  • Blade Runner 2049
  • Dunkirk
  • A Forma da Água
  • Star Wars – Os Últimos Jedi

Melhor Edição de Som

  • Em Ritmo de Fuga
  • Blade Runner 2049
  • Dunkirk
  • A Forma da Água
  • Star Wars – Os Últimos Jedi

Melhores Efeitos Visuais

  • Blade Runner 2049
  • Guardiões da Galáxia Vol.2
  • Kong – A Ilha da Caveira
  • Star Wars – Os Últimos Jedi
  • Planeta dos Macacos – A Guerra

Melhor Design de Produção

  • A Bela e a Fera
  • Blade Runner 2049
  • O Destino de Uma Nação
  • Dunkirk
  • A Forma da Água

Melhor Montagem

  • Em Ritmo de Fuga
  • Dunkirk
  • I, Tonya
  • A Forma da Água
  • Três Anúncios Para um Crime

Melhor Trilha Sonora

  • Dunkirk
  • Trama Fantasma
  • A Forma da Água
  • Star Wars – Os Últimos Jedi
  • Três Anúncios Para um Crime

 

 

 

 

 

 

 

SAG AWARDS 2018 – OS VENCEDORES

PREMIADOS NO CINEMA

GARY OLDMAN

MELHOR ELENCO
Três Anúncios Para um Crime

MELHOR ATOR
Gary Oldman (O Destino de uma Nação)

MELHOR ATRIZ
Frances McDormand (Três Anúncios Para um Crime)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Sam Rockwell (Três Anúncios Para um Crime)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Allison Janney (Eu, Tonya)

MELHOR EQUIPE DE DUBLÊS
Mulher-Maravilha

WHMACY
PREMIADOS NA TELEVISÃO

MELHOR ELENCO – DRAMA
This Is Us

MELHOR ELENCO – COMÉDIA
Veep

MELHOR ATOR – DRAMA
Sterling K. Brown (This is Us)

MELHOR ATRIZ – DRAMA
Claire Foy (The Crown)

MELHOR ATOR – COMÉDIA
William H. Macy (Shameless)

MELHOR ATRIZ – COMÉDIA
Julia Louis-Dreyfus (Veep)

MELHOR ATOR – TELEFILME/MINISSÉRIE
Alexander Skarsgard (Big Little Lies)

MELHOR ATRIZ – TELEFILME/MINISSÉRIE
Nicole Kidman (Big Little Lies)

MELHOR EQUIPE DE DUBLÊS
Game of Thrones

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ESTREIAS DA SEMANA : 18 DE JANEIRO 2018

SOBRENATURAL – A ÚLTIMA CHAVE

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(Insidious – The Last Key) EUA 2018. Dir: Adam Robitel. Com Lynn  Shaye, Leigh Whannel, Bruce Davidson. Terror.

Claro que depois dos três primeiros filmes (2010, 2013, 2015) somarem quase 400 milhões de bilheteria, que um novo capítulo seria lançado. Desta vez a medium Elise Rainier (Shaye) vai ao Novo Mexico, na casa que morou na infância, para enfrentar um grande mal que assonmbra o local. Este quarto filme se conecta aos demais filmes da franquia, servindo como prequela (assim como o terceiro filme), ou até que os produtores decidam por um quinto filme. claro dependendo vda bilheteria deste. O ator austarliano Leigh Whannel, que interpreta um dos assistentes da Rra. Rainier, é o criador da franquia “Sobrenatural” e roteirista deste quarto capítulo que ocorre antes dos eventos do primeiro filme. Para quem tiver a minha idade, repare que o cartaz do filme lembra muito “A Casa do Espanto” (1986).

CORRENDO ATRÁS DE UM PAI

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(Father Figures) EUA 2017. Dir: Lawrence Sherr. Com Owen Wilson, Ed Helms, Glenn Close, Ving Rhames, J.K.Simmons, Christopher Walken. Comédia.

Dois Irmaos !Gêmeos !(Wilson & Helms) descobrem que a mãe (Close) não sabe quem é seu verdadeiro pai. Decidem então viajar pelas estradas visitando os possiveis candidatos e assim vão passando por uma sucessão de situações patéticas. Primeiro filme de Leonard Sherr, que foi diretor de fotografia de “Se Beber Não Case”. O roteiro é previsivel e cheia de piadas forçadas que não vão curar nenhum mal humor.

GABY ESTRELLA

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Bra 2018. Dir: Claudio Boeckel. Com Maitê Padilha, Luiza Gonzales, Luiza Prochet, Elcio Romar, Infantil

Assim como foi “D.P.A” ano passado, outra serie do canal infantil Gloob chega aos cinemas, a adoravel “Gaby Estrella” e não foge do estigma de episodio prolongado, mas o carisma do elenco e seus personagens é irresistivel, sendo um bom programa para pais e filhos nesse periodo de férias. A estrela mirim Gaby sofre queda em sua popularidade quando surge a rival Natasha (Prouchet). Enquanto Gaby é doce e representa valores mais inocentes, a rival é mais provocativa. Gaby volta à fazenda de sua avó e decide se inscrever em um reality show como novo caminho. Longe de ser uma aprofundada discussão sobre fama e mídia para os jovens, o filme toca nesses pontos de forma leve mas construindo um agradável e divertido filme para jovens e seus pais.

CRITICAL’S CHOICE AWARDS 2018 – OS VENCEDORES

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ONTEM REALIZOU-SE O 23º CRITICAL CHOICE AWARDS EM SANTA MONICA NA CALIFORNIA COM APRESENTAÇÃO DA ATRIZ OLIVIA MUNN (A PSYLOCKE DE “XMEN APOCALIPSE”). A PREMIAÇÃO CONSAGROU GUILHERME DEL TORO E SEU “A FORMA DA ÁGUA” QUE RECEBEU QUATRO PRÊMIOS. PELOS PROGRAMAS DE TV “BIG LITTLE LIES” FOI IGUALMENTE OVACIONADO, REPETINDO O FEITO NO “GOLDEN GLOBE” DESSE ANO. ABAIXO SEGUE A LISTA DOS VENCEDORES. ACOMPANHEM PELO BLOG EM BREVE A DIVULGAÇÃO DO “SAG AWARDS” QUE SE REALIZARÁ DIA 20 DE JANEIRO E – CLARO – OS INDICADOS AO OSCAR DESSE ANO.

CINEMA

  1. MELHOR FILME – A Forma da Água
  2. MELHOR ATOR – Gary Oldman (O Destino de uma Nação)
  3. MELHOR ATRIZ – Frances McDormand (Três Anúncios para um Crime)
  4. MELHOR ATOR COADJUVANTE – Sam Rockwell (Três Anúncios para um Crime)
  5. MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – Allison Janney (Eu, Tonya)
  6. MELHOR ATOR/ATRIZ MIRIM – Broklynn Prince (Projeto Flórida)
  7. MELHOR ELENCO – Três Anúncios para um Crime

RORMA DA AGUA8. MELHOR DIRETOR – Guillermo del Toro (A Forma da Água

9. MELHOR ROTEIRO ORIGINAL – Jordan Peele (Corra!)

10. MELHOR ROTEIRO ADAPTADO – James Ivory (Me Chame pelo Seu Nome)

11. MELHOR FOTOGRAFIA – 12. Blade Runner 2049

12. MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO – A Forma da Água

13. MELHOR MONTAGEM – Em Ritmo de Fuga e Dunkirk (empate)

14. MELHOR FIGURINO – Trama Fantasma

15. MELHOR CABELO E MAQUIAGEM – O Destino de uma Nação

The 23rd Annual Critics' Choice Awards - Inside

  1. MELHORES EFEITOS VISUAIS – Planeta dos Macacos: A Guerra
  2. MELHOR ANIMAÇÃO – Viva – A Vida é uma Festa
  3. MELHOR FILME DE AÇÃO – Mulher-Maravilha
  4. MELHOR COMÉDIA – Doentes de Amor
  5. MELHOR ATOR EM COMÉDIA –James Franco (Artista do Desastre)
  6. MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA – Margot Robbie (Eu, Tonya)
  7. MELHOR FILME DE TERROR OU FICÇÃO-CIENTÍFICA – Corra!
  8. MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA – Em Pedaços (Alemanha)
  9. MELHOR CANÇÃO – “Remember Me” (Viva – A Vida é uma Festa)
  10. MELHOR TRILHA SONORA – A Forma da Água (Alexandre Desplat)

TELEVISÃO

BIG LITTLE LIES

  1. MELHOR SÉRIE DE DRAMA – The Handmaid’s Tale
  2. MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA – Sterling K. Brown (This Is Us)
  3. MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA – Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale)
  4. MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA – David Harbour (Stranger Things)
  5. MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA – Ann Dowd (The Handmaid’s Tale)
  6. MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA – The Marvelous Mrs. Maisel
  7. MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA – Ted Danson (The Good Place)
  8. MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA – Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)
  9. MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA – Walton Goggins (Vice Principals)
  10. MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA – Mayim Bialik (The Big Bang Theory)
  11. MELHOR SÉRIE LIMITADA – Big Little Lies

David-Harbour

  1. MELHOR TELEFILME – O Mago das Mentiras
  2. MELHOR ATOR EM TELEFILME EM SÉRIE LIMITADA – Ewan McGregor (Fargo)
  3. MELHOR ATRIZ EM TELEFILME OU SÉRIE LIMITADA – Nicole Kidman (Big Little Lies)
  4. MELHOR ATOR COADJUVANTE EM TELEFILME OU SÉRIE LIMITADA – Alexander Skarsgard (Big Little Lies)
  5. MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM TELEFILME OU SÉRIE LIMITADA – Laura Dern (Big Little Lies)
  6. MELHOR PROGRAMA DE ENTREVISTAS – Jimmy Kimmel Live!
  7. MELHOR SÉRIE ANIMADA – Rick and Morty
  8. MELHOR REALITY NÃO-ESTRUTURADO – Born This Way
  9. MELHOR REALITY ESTRUTURADO – Shark Tank
  10. MELHOR REALITY DE COMPETIÇÃO – The Voice
  11. MELHOR APRESENTADOR DE REALITY – RuPaul (RuPaul’s Drag Race)

 

ESTREIAS DA SEMANA: 11 DE JANEIRO DE 2018

O TOURO FERDINANDO

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(Ferdinand) EUA 2017. Dir:Carlos Saldanha. Vozes: David Tennant, John Cena, Kate McKinnon, Bobby Carnavale, Gina Rodriguiez. Vozes Brasileiras: Octaviano Costa, Maísa Silva, Thalita Carauto. Animação.

Em 1938 a Disney levou o Oscar de melhor curta com “Ferdinand o touro”, animação de 8 minutos por sua vez adaptada do livro infantil homônimo de Munro Leaf. Carlos Saldanha, o hábil animador brasileiro pro trás de “A Era do Gelo” (2002) e “Rio” (2011), dirige esta readaptação divertida, voltada para toda a família, mas que peca por ter alongado a história original que é bem curta: Na Espanha, um touro grandão mas gentil, se recusa a ser o astro das touradas, preferindo uma vida idílica no campo entre as flores. Claro, que o sensível animal acabará inadvertidamente parar em uma tourada. A mensagem de que nós escolhemos nosso destino, e não os outros, é bonita e abre a oportunidade de conhecermos a tradição das touradas espanholas. A arena usada na história é a mais velha do mundo na vida real, tendo sido criada em 1785. Esta é o 12ª longa de animação do “Blue Sky Studio” , segundo do estudio a ser indicado a um Golden Globe (o primeiro foi “Peanuts o Filme) e último a ser distribuiido pela 20th Century Fox antes do acordo de vendas desta para o Disney.

O DESTINO DE UMA NAÇÃO

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(Darkest Hour) EUA 2018. Dir:Joe Wright. Com Gary Oldman, Kristin Scott Thomas, Ben Mendelsohn, Lily James. Biopic.

O ex primeiro minsitro britânico Winston Churchill está em alta na mída. Este é o terceiro filme a ser recentemente feito sobre o lendário estadista que enfrentou as forças hitleristas durante a Segunda Guerra e defendeu o Reino Unido durante um conflito de proporções assustadoras. Vejamos, Ano passado o excelente John Lightgow (Pai em Dose Dupla 2) o personificou na série “The Crown” da Netflix, e ganhou vários prêmios (Emmy, SAG Awards, Critic’s Choice); também ano passado o igualmente competente Brian Cox (RED: Aposentados e Perigosos) fez “Churchill” em filme britânico focando as 96 hotas que anteciparam a invasão da Normandia. “O Destino de uma Nação” segue um outro corte na vida de Churchill, preferindo iniciar com o momento em que assume o governo, a pressão para selar uma falso acordo de Paz e a determinação de enfrentar as forças do Eixo, ainda que com uma câmara relutante. Toda a história se desenrola durante Maio de 1940 (quando o Primeiro Ministro contava com 65 anos, seia anos mais velho que seu intérprete); sendo o único erro histórico o fato de que Elizabeth Layton (James) só assumiu o cargo de secretária de Churchill em 1941). A maquiagem impressionante transforma Oldman (Dracula de Bram Stoker, Batman O Cavaleiro das Trevas) na reencarnação do próprio líder, o que colabora com a impressionante atuação de Oldman (Vencedor do Golden Globe), este mimetiza o andar e o falar de Churchill em perfeita caracterização. O filme é dedicado à memória de John Hurt (que faleceu ano passado) que havia se comprometido a personificar o Ministro Neville Chamberlain, mas como estava sofrendo de câncer terminal não pôde se comprometer com o projeto, e o papel previsto foi para Ronald PickUp. O filme de Joe Wright (Peter Pan, Anna Kareninna) tem o roteiro de Anthony McCarten (A Teoria de Tudo) e será interessante para os que apreciam com fundo histórico, e os que gostarão certamente de descobrir o porquê de Winston Churchill ser uma das figuras mais celebradas do século XX, autor de “Nunca tantos … deveram a tão poucos”, o homem que muito antes da entrada dos Estados Unidos decidiu enfrentar Hitler, render-se jamais e, ainda assim, conforme mostra o filme era um homem falível mas admirável, um líder que bem poderia servir de exemplo para os que exercem os podres poderes do jogo político.

O ESTRANGEIRO

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(The Foreigner) EUA 2017. Dir:Martin Campbell. Com Jackie Chan, Pierce Brosnan, Katie Leung, Ação / Suspense.

Adaptado do livro “The Chinaman” de Stephen Leather, “O Estrangeiro” é estrelado por Jackie Chan (Bater ou Correr, O Terno de Um Milhão de Dolares) mas não é um típico filme do ator. Chan interpreta um homem que perde a filha em um atentado terrorista e busca vingança enquanto um importante membro do governo ex membro do IRA (Exercito Republicano Irlandês), os autores do atentado, e que tem seus próprios motivos para querer frear a sede de justiça de Chan. Apesar das lutas costumeiras em filmes do ator chinês, este traz um semblante amargurado e dolorido, que sabe que terá que pagar um preço por cruzar a linha entre lei e justiça. Pierce Brosnan já trabalhou com o diretor Martin Campbell em “007 Contra Goldeneye” (1995) e seu personagem é baseado em uma ndes Gerry Adams, quepessoa real, o político Irlândes Gerry Adams, que negava ter tido qualquer envolvimento com o IRA e alcançou posição de destaque no governo Irlandês agindo em negociações de paz que foram fundamentais ao país. Curiosamente o filme foi banido da Irlanda do Norte. Curiosamente, a sequência da explosão do ônibus foi feita em locação real em Londres e assustou muitos ingleses que desconheciam se tratar de uma filmagem.

 

75º GOLDEN GLOBE AWARDS – OS VENCEDORES

PRÊMIOS DO CINEMA

KIDMAN

Melhor Filme (Drama) – Três Cartazes à Beira da Estrada
Melhor Ator (Drama) – Gary Oldman em A Hora Mais Negra
Melhor Atriz (Drama) – Frances Mcdormand em Três Cartazes à Beira da Estrada
Melhor Filme (Comédia ou Musical) – Lady Bird
Melhor Atriz (Comédia ou Musical) – Saoirse Ronan em Lady Bird
Melhor Ator (Comédia ou Musical) – James Franco em Um Desastre de Artista

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Melhor Ator Secundário (Drama) – Sam Rockwell em Três Cartazes à Beira da Estrada
Melhor Atriz Secundária (Comédia ou Musical) – Allison Janney em I, Tonya
Melhor Realizador – Guillermo del Toro por The Shape of Water
Melhor Argumento – Martin MacDonagh por Três Cartazes à Beira da Estrada
Melhor Filme Estrangeiro – Aus Dem Nichts (Alemanha/França)
Melhor Filme de Animação – Viva – A Vida é Uma Festa
Melhor Banda-Sonora – Alexandre Desplant por The Shape of Water
Melhor Canção Original – This is Me de Benj Pasek e Justin Paul, interpretada por Keala Settle em O Grande Showman.

PRÊMIOS DA TELEVISÃO

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Melhor Série (Drama) – The Handmaid’s Tale
Melhor Série Televisiva (Musical/Comédia) – The Marvelous Mrs. Maisel
Melhor Ator em TV (Musical/Comédia) – Aziz Ansari – Master of None
Melhor Atriz em TV (Musical/Comédia) – Rachel Brosnahan – The Marvelous Mrs. Maisel
Melhor Ator em TV (Drama) – Sterling K. Brown, This is Us
Melhor Atriz em TV (Drama) – Elisabeth Moss, The Handmaid’s Tale

GGLOB
Melhor Ator em TV (Mini-Série ou Telefilme) – Ewan McGregor – Fargo
Melhor Atriz em TV (Mini-Série ou Telefilme) – Nicole Kidman – Big Little Lies
Melhor Ator Secundário (TV) – Alexander Skarsgard – Big Little Lies
Melhor Atriz Secundária (TV) – Laura Dern – Big Little Lies
Melhor Mini-Série ou Telefilme – Big Little Lies

TRAILLERS : PANTERA NEGRA, DESEJO DE MATAR, SOBRENATURAL A ÚLTIMA CHAVE.

PANTERA NEGRA: O AGUARDADO FILME DO HERÓI CHEGA AOS NOSSOS CINEMAS DIA 15 DE FEVEREIRO. É O PRIMEIRO SUPER HEROI NEGRO DAS HQS, SAÍDO DO PANTEÃO DE HEROIS MARVEL.

DESEJO DE MATAR: DIA 1º DE MARÇO ESTREIA A REFILMAGEM DE UM DOS MAIORES SUCESSOS DOS ANOS 70, TAMBÉM UM DOS MAIS POLÊMICOS DA ÉPOCA: A QUESTÃO DE FAZER JUSTIÇA COM AS PROPRIAS MÃOS E O AUMENTO DA VIOLÊNCIA. NA NOVA VERSÃO É A VEZ DE BRUCE WILLIS INTERPRETAR O HOMEM QUE ASSUME NAS PRÓPRIAS MÃOS O PAPEL DE JUIZ, JURI E EXECUTOR, PRECURSOR ATÉ MESMO DO PERSONAGEM “JUSTIÇEIRO”.

SOBRENATURAL: A ÚLTIMA CHAVE: A FRANQUIA “SOBRENATURAL” GANHA MAIS UM CAPÍTULO QUE CHEGA AOS CINEMAS EM 18 DE JANEIRO.

ESTREIAS DA SEMANA: 4 DE JANEIRO DE 2018

JUMANJI: BEM VINDO À SELVA

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(Jumanji: Welcome to the Jungle) EUA 2018. Dir: Jake Kasdan. Com Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart, Karen Gilian. Aventura.

Primeiro permitam-me expressar meu amor pelo filme de 1995, e por Robin Williams, astro do filme original. Com relação a essa mania de Hollywood revisitar antigos sucessos para recriar uma franquia, na maioria das vezes resulta em filmes fracos demais, destituídos da magia que marcou o primeiro filme. Assim foi com “Ghostbusters”, “Robocop” entre outros. No caso de “Jumanji: Bem Vindo à Selva” temos um filme divertido que consegue ser uma sequência digna, criando personalidade própria ao dividir o protagonismo entre quatro ótimos personagens: O jovem nerd Spencer (Alex Wolff) vira o herculeo Dr.Smolder Bravestone (Dwayne Johnson), a jovem cdf Martha (Morgan Turner) vira a corajosa Ruby (Karen Gillian, a Nebulosa de “Guardiões da Galaxia”), o atleta Anthony vira o covardão Moose (Kevin Hart) e a patricinha mimadinha Bethany (Madison Iseman) ganha os contornos rechonchudos de Jack Black. Cada personagem veste a figura de um avatar, cada um tem seu brilho, seu tempo em cena em meio a movimentadas cenas de ação. O diretor, de 43 anos,  é filho de Lawrence Kasdan, roteirista dos filmes de Indiana Jones, e diretor de filmes como “Silverado” (1985) e “Corpos Ardentes” (1981). O ritmo que este imprime explora bem o humor e a ação, como era no filme de 1995, mostrando como é possível recriar algo que funcionou antes e reapresentá-lo para as novas gerações, sem descaracterizar ou negar o que era. O novo filme faz uma ponte com o original logo no começo quando o jogo de tabuleiro ressurge no mesmo lugar em que foi deixado e evolui para se tornar um video game. A história do jogo mágico vem na verdade da literatura, do livro escrito por Chris Van Allsburg e lançado em 1981, e que ganhou a sequência “Zathura”, publicado em 2002, e também adaptado para o cinema. Ainda houve uma série animada feita para a TV em 1996, mas o que marcou muitos mesmo foi o filme de Robin Williams, a quem essa sequência é dedicado e que nos fez ver que crescer é chato se não cultivarmos a nossa criança interior.

VIVA – A VIDA É UMA FESTA

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(Coco) EUA 2017. Dir: Adrian Molina, Lee Unkrich. Vozes: Alanna Ubach, Gael Garcia Bernal, Benjamin Bratt. Animação.

O menino Miguel desagrada sua familia de sapateiros pois sonha em ser cantor, mesmo sabendo que no passado seu bisavô abandonou a esposa para ser cantor. Por meio de uma canção mágica, ele e seu cão vão parar na terra dos mortos. A Disney-Pixar é feliz em abordar a cultura mexicana (com direito à menção à artista Frida Kahlo) e espiritualidade de uma forma admirável, sem se render à visão maniqueísta de bem e mal, céu e inferno. Miguel descobre que a terra dos mortos não é um lugar triste, faz amizade com um esqueleto, encontra com os espírito de seu ídolo (o cantor Ernesto de la Cruz) e até mesmo de seus familiares falecidos. Sua viagem, no entanto, o leva ao seu sonho de mostrar a sua familia o quanto a música é importante. Indicado ao Globo de Ouro de melhor filme de animação e melhor canção (Remember me), essa nova produção da Disney-Pixar é dirigida pelo mesmo responsável por Toy Story 3. Apesar da aparente semelhança com “Festa no Céu” (The Book of Life), temos uma agradável animação para as férias, guardando a curiosidade de tratar de uma tradição da cultura mexicana. Ainda a tempo: O Brasil é o unico país em que o nome do filme sofreu alteração do original “Coco” para o nada criativo título.