MOLLY RINGWALD 50 ANOS

MR1             Alguém lembra como era ser adolescente nos anos 80 ? Não havia internet, celulares, smart TVs ou computadores. Horrível e impensável para quem hoje está com 15 ou 16 anos. Mas, ainda que fosse assim, a juventude da década de Rocky e Rambo foi divertida e curtida adoidado por quem viveu a época. Não tínhamos redes sociais com milhares de “amigos”, mas nos entrosávamos em brincadeiras de rua, paquerávamos em festas embaladas ao som de RPM, Cindy Lauper, Sting, Madonna e Michael Jackson. Não éramos fissurados em nos mostrar em selfies, mas registrávamos nossos momentos em Polaroid. Nessa época jogávamos Atari ou Genius que nem de longe lembram o que é hoje um X Box ou Play Station, mas era o máximo.

a garota de rosa shocking

        O diretor, roteirista e produtor John Hughes registrou em película os anseios, os medos e as alegrias de toda uma geração em vários filmes como “O Clube dos Cinco” (The Breakfast Club) de 1985, “Mulher Nota 1000” (Weird Science) de 1985 e “Gatinhas & Gatões” (Sixteen Candles) lançados no circuito brasileiro há mais de 30 anos. A história do filme girava em torno de Samantha Baker (Molly Ringwald)  às vésperas de completar dezesseis anos. Samantha é apaixonada pelo mauricinho da escola, o jovem Jake Ryan (Michael Schoeffling) que namora a patricinha metida a besta Carolyn (Haviland Morris). Como se não bastasse o fato de que se sente de lado pois a irmã mais velha está para se casar e está atraindo toda a atenção para si, o garoto mais esquisito da escola, o nerd Ted (Anthony Michael Hall), está lhe assediando.

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         John Hughes demonstrou sensibilidade e equilíbrio para tratar de humor e drama ao lidar com assuntos como virgindade, popularidade, abandono e sexualidade juvenil. Curioso, assistir ao filme e comparar com a atual juventude “fone no ouvido e celular na mão” e ver o quanto tanta coisa mudou, não apenas entre os jovens, mas em sua forma de interagir com o mundo ao seu redor. Conflitos entre gerações sempre existiram e Hughes sabia como tratar o assunto sem ofender a inteligência de ninguém. O filme seguinte do diretor, “O Clube dos Cinco”, aprofundaria ainda mais essas interações. Molly Ringwald foi a atriz símbolo dessa geração, nossa musa que nesse mês completou 50 anos (dia 18). Molly encarnou o estereotipo da garota comum, e por isso mesmo atraente para nossos olhos. Podia ser ingênua (A Garota de Rosa Shocking), virginal (O Clube dos Cinco) ou uma debutante sonhadora (Gatinhas & Gatões), Molly nos fazia querer ser o primeiro na fila para chamar sua atenção, e por isso foi membro valioso do “Brat Pack”, a geração de jovens atores na década de “Thriller” e “Like A Virgin”, quando o jovem ganhou uma expressividade maior, mostrando que podiam ter conflitos mas não eram vazios. A atriz alcançou o auge com a Andie de “A Garota de Rosa Shocking” (Pretty in Pink) e foi nesse ano capa da revista “Time”

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         O papel de Samantha Baker em “Gatinhas & Gatões” curiosamente quase ficou com Ally Sheedy, mas Sheedy e Ringwald contracenariam depois em “O Clube dos Cinco” já no ano seguinte. Também estaria junto com elas em “O Clube dos Cinco”, Anthony Michael Hall, o incansável nerd que corteja Samantha e de quem sai a fala que foi incluída pelo AFI (American Film Institute) entre as 100 frases mais memoráveis do cinema: “Pode me emprestar sua calçinha, por favor ?”, diz um desesperado Ted a Samantha que com isso vai impressionar os colegas de escola a alcançar uma sonhada popularidade. Curiosamente, nos bastidores de “Gatinhas & Gatões”, Molly e Anthony não se deram muito bem, mas depois de levados pelo diretor Hughes para visitar uma loja de discos (o precursor do CD), eles começaram a se confraternizar ao descobrir as afinidades que não sabiam ter. O filme ainda tem John Cusack (2012, O Juri) em papel menor.

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          A parceria Ringwald e John Hughes quando este se magoou quando a atriz se recusou a fazer o papel de Amanda Jones em “Alguém Muito Especial” (Some Kind of Wonderful), papel que iria para Lea Thompson. Molly ainda teve um papel importante ao lado de um jovial Robert Downey Jr em “O Rei da Paquera” (The Pick Up Artist) de 1987. Na década seguinte, Molly recusou dois papeis importantes: o de Vivian em “Uma Linda Mulher” (Pretty Woman) que foi para Julia Roberts e o e Sally em “Harry & Sally Feitos Um Para o Outro” (When Harry Met Sally) que foi para Meg Ryan. Mais tarde fez teste mas perdeu o papel  da xará Molly em “Ghost” que foi para Demi Moore. Na década de 90 sua carreira caiu no ostracismo com papeis pouco ou nada relevantes na TV ou no cinema. Casou-se pela primeira vez em 1999 com o romancista francês Valéry Lameignére mas o casamento durou só três anos. Em 2007, casou-se novamente com o editor de livros Panio Gianopoulos com quem teve três filhos. Essa ruiva Californiana se reinventou nos anos 2000 escrevendo um livro de memórias em 2010 entitulado “Molly Ringwald: Getting The Pretty Back Friendship, Family and Finding The Perfect Lipstick”, iniciando uma modesta carreira nas letras, que dois anos depois levou ao romance “Molly Ringwald: When It Happens To You – A Novel in Stories”. Em 2008 voltou a atuar com relativo sucesso fazendo o papel de mãe de Shailene Woodley na série “The Secret Life of the American Teenager”. Em 2013 gravou dois Cds com talento herdado do pai, um pianista de Jazz que era cego.

             Lamentável que a juventude atual não tenha no cinema uma musa como Molly Ringwald que nos faça lembrar que só se tem dezesseis anos uma vez na vida, nos faça sentir gatões mas que sobretudo deixe uma marca tão positiva que nos faça sentir aquele amor platônico, uma namoradinha que se tivéssemos ainda nos faria eternamente jovem, e nem precisaria vir de Rosa Shocking.

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ESTREIAS DA SEMANA: 22 DE FEVEREIRO

PEQUENA GRANDE VIDA

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(Downsizing) EUA 2017. Dir: Alexander Payne. Com Matt Damon, Kristen Wigg, Jason Sudekis,  Christopher Waltz.  Comédia Fantástica.

A ciência desenvolve um processo de encolher o tamanho das pessoas, resolvendo assim a redução do espaço e a superpopulação. As pessoas apostam em uma vida idílica com suas dimensões reduzidas, e assim faz o operário Paul Sufraneke (Damon) e sua esposa, que – claro – descobrirão que sua vida perfeita não é tão perfeita assim. Quando soube desse filme, me lembrei do clássico “O Incrível Homem que Encolheu” (The Incredible Shrinking Man) de 1957. No entanto, são filmes muito diferentes já que este é uma divagação filosófica e científica enquanto que o filme de Alexandere Payne está mais para a sátira social. O filme foi exibido ano passado no 42º Festival de Toronto e marca um retorno do diretor e roteirista que fez “Os Descendentes” (2012) e “Nebraska” (2014). O filme se apresenta como uma parábola curiosa da condição humana reforçado por um bom elenco e a capacidade de Payne de conduzir uma história que se não é nenhuma obra-prima, ao menos se mostra um curioso olhar sobre questões do mundo real que a arte sabe muito bem representar.

TRAMA FANTASMA

trama fantasma

(Phantom Thread) EUA 2017. Dir:Paul Thomas Anderson. Com Daniel Day Lewis, Vicky Krieps, Leslie Manvielle. Drama.

Nos anos 50, famoso estilista (Lewis) usa as mulheres que conhece e se relaciona como fonte de inspiração para criar modelos para membros da aristocracia. Sua vida toma novo rumo quando conhece e se apaixona por uma mulher inteligente e bonita que se torna sua nova musa. No filme desfilam três personagens centrais? O estilista arrogante (Lewis), sua irmã autoritária (Manville) e a nova musa (Krieg) que não aceitará ficar à sombra dos caprichos desse mago da moda. O filme reune o diretor Pual Thomas Anderson e o ator Daniel Day Lewis, que trabalharam juntos em “Sangue Negro” (2007). Este , aliás, tem mais uma de suas incríveis perfomances que o tornaram um dos maiores intérpretes do cinema, lamentavelmente aposentado , segundo o próprio, a partir deste filme.   Indicado a 6 Oscars, incluindo melhor ator para Daniel Day Lewis.

PANTERA NEGRA:A COR DO HEROÍSMO

Na cerimônia de entrega dos Golden Globes deste ano Oprah Winfrey tornou-se a primeira atriz negra agraciada com o prêmio Cecil B DeMille, ocasião que aproveitou para lembrar do impacto da premiação em 1964 quando Sidney Poitier ganhou o Oscar de melhor ator por “Uma Voz nas Sombras”. Era a época da luta pelos direitos civis, um ano depois do histórico discurso “I have a dream” de Martin Luther King, nove anos depois da costureira Rosa Parks ousar dizer não a um ato de segregação racial, e um ano antes do assassinato do ativista Malcom X. Se esses representaram a luta pela igualdade racial no mundo real, faltava um símbolo que trouxesse a questão para o campo da ficção. Coube a Stan Lee e Jack Kirby a criação do Pantera Negra, primeiro super herói das HQs.

pantera negra

          É verdade que antes do Pantera Negra, já existia o Lothar, braço direito do mágico Mandrake (1934) de Lee Falk, mas a imagem era por demais estereotipada. Em 1947 foi publicado a revista “All-Negro comics” com os personagens Ace Harlem e Lion Man, mas esta ficou restrita ao numero um. Em 1954 ainda houve “Waku, Príncipe dos Batu”, da Timely Comics (Antecessora da Marvel), mas poucas histórias do personagem foram publicadas no título “Jungle Tales”. O Pantera Negra quebrou essas barreiras, pois mostrava um homem negro com super poderes e inteligência extraordinária, herdeiro do trono da fictícia nação africana de Wakanda. Sua primeira aparição foi na edição #52 do “Quarteto Fantástico”, de Julho de 1966, na qual somos apresentados ao príncipe T’Challa, um homem culto (foi educado nas melhores escolas da Europa e América) que precisou superar o desejo de vingança quando seu pai, o Rei T’Chaka foi morto pelo vilão Garra Sônica, que planeja se apoderar do valioso metal Vibranium, existente apenas em Wakanda.

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         Dois meses depois da criação do personagem foi fundado o Partido dos Panteras Negras, grupo extremista que por causa 20 anos confrontou a polícia e demais instituições na luta contra atos racistas. Temendo qualquer associação inicial Stan Lee chegou a rebatizar o personagem de “Black Leopard”, mas não demorou muito para reverter para o nome original. Depois de sua aparição inicial, o personagem ingressou nos Vingadores, levando a ganhar o título “Jungle Action featuring The Black Panther” a partir de 1973.

Pantera Negra no Brasil

    Em 1969 Pelé marcou seu milésimo gol pelo Santos derrotando o Vasco no Maracanã marcando 2 a 1. Era um negro alcançando um marco nos esportes, no mesmo ano em que Grande Otelo venceu como melhor ator no Festival de Brasília por seu papel em “Macunaíma”. Em meio a essas conquistas chegou a nossas bancas a revista “Homem de Ferro & Capitão América” #19 trazendo a história “The Claws of the Panther” originalmente publicada em “Tales of Suspense” #98. Foi o primeiro contato do leitor brasileiro com o príncipe T’Challa. Somente em 1974, a clássica história publicada originalmente no título do Quarteto Fantástico chegaria no Brasil na revista do “Homem Aranha” # 66, pela editora Ebal. Muitos anos depois, o personagem ganhou maior destaque no Brasil quando os heróis Marvel começaram a ser publicados pela Editora Abril a partir de “Superaventuras Marvel” #7 (Janeiro 1983). A Princesa Shuri, a irmã do Pantera Negra só seria conhecida a partir de 2005 quando o escritor Reginald Hudlin e o desenhista John Romita Jr assumiram um novo título para o heroi. Nos quadrinhos T’Challa é voltado para a ciência enquanto Suri é mais voltada para as crenças espirituais de seu povo. No filme os papeis foram invertidos fazendo de Shuri uma inventora e levando T’Challa a dimensão espiritual onde se comunica com seu pai falecido. Outro momento marcante do personagem no Brasil é a história do casamento do herói com a Tempestade dos X Men nas páginas de “Marvel Action” #8 (Agosto de 2007). Mais tarde, a Marvel reverteria tudo separando os personagens.

Luke Cage 1

Outros Herois Negros

       Com o caminho aberto pelo Pantera, outros super heróis negros seriam lançados: Em 1969 Sam Wilson, o Falcão tornou-se o parceiro do Capitão América, chegando a substituí-lo recentemente. Em meio a Blackexplotation (série de filmes com elenco e equipe essencialmente com artistas negros) surgiu o icônico detetive Shaft, interpretado por Richard Roundtree em 1971, e revivido por Samuel L.Jackson em 2000. Em 1972 a Marvel publicou “Luke Cage Hero For Hire”, que chegou ao Brasil um ano depois pela editora Górrion. Nesta ocasião, enquanto Luke Cage tinha o poder de ser incrivelmente forte e de pele indestrutível, na vida real o boxeador Muhammed Ali suportou 12 assaltos com o maxilar quebrado em luta contra Ken Norton. Em 1979, a DC Comics chegou a publicar a icônica história “Superman Vs Muhammed Ali”. A mesma editora contribuiu com dois personagens de peso: Em 1972 surgiu John Stewart o primeiro Lanterna Verde negro (extremamente popular na animação da “Liga da Justiça”) e em 1977 surgiu Raio Negro que viria mais tarde a ingressar na Liga da Justiça. Entre as heroínas, a Marvel tinha a mutante Tempestade (1975) e a rival DC tinha Vixen (1978) capaz de mimetizar as habilidades de vários animais. Nos anos 80 estrearam a “Capitã Marvel” (1982) e Cyborg (1980) que originalmente fazia parte dos Titãs, e depois foi reformulado para a Liga da Justiça. Um dos personagens mais populares nos anos 90 foi o “Super Choque” (Static), criado pelo roteirista Dwayne McDuffie em 1993, e que chegou a ter uma animação de sucesso na TV. McDuffie juntou-se a vários artistas afro-americanos e criou um universo de personagens negros na editora Milestone.

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          Os quadrinhos contribuíram com uma respeitosa representação étnica, mas devemos nos lembrar que o meio reflete os esforços de artistas desbravadores como a atriz Hattie MCDaniel que foi a primeira negra a ganhar um Oscar (atriz coadjuvante) em 1939 por “E O Vento Levou”, a gravadora Motown quer abriu espaço para artistas como Michael Jackson, Isaac Hayes, Marvin Gaye, ou em tempos mais recentes atores como Samuel L.Jackson, Morgan Freeman, Viola Davis, Idris Elba, Whopi Goldberg, Halle Berry, Denzel Washington entre outros. Sua voz e a nossa são uma só, a de nos lembrar que seja na ficção ou na vida real somos iguais, humanos, e precisamos ser super heróis para vencer o racismo e fazer todo o mundo lembrar que se ébano ou marfim, o equilíbrio real é conviver com as diferenças.

ESTREIAS DA SEMANA : 15 DE FEVEREIRO

PANTERA NEGRA

PANTERA NEGRA

(BLACK PANTHER) EUA 2918. DIR: RYAN COOGLER. COM CHADWICK BOSEMAN, LUPITA NYONG’O, MICHAEL B. JORDAN, MARTIN FREEMAN, LAETITIA WRIGHT, ANDY SERKIS. AVENTURA.

PRIMEIRO SUPER HEROI NEGRO DAS HQS CHEGA AO CINEMA EM UMA SUPER PRODUÇÃO, IMPORTANTE PARA PREPARAR O CAMINHO PARA O VINDOURO “VINGADORES GUERRA INFINITA” E PARA AS MUDANÇAS PROMETIDAS PARA O UNIVERSO CINEMATOGRAFICO MARVEL. T’CHALLA É HERDEIRO DO TRONO DE WAKANDA, FICTÍCIA NAÇÃO AFRICANA E BERÇO DO VALIOSO METAL VIBRANIUM. DEPOIS DE TER PERDIDO SEU PAI (CAPITÃO AMERICA GUERRA CIVIL), T’CHALLA (BOSEMAN) RETORNA AO SEU REINO E PRECISA MANTÊ-LO UNIDO ENQUANTO O VILÃO ULISSES KLAUS PLANEJA SE APOSSAR DE TODO VIBRANIUM QUE PUDER. A TEMPO: HÁ DUAS CENAS PÓS CRÉDITOS E EM MAIS UM CAPÍTULO ONDE ESTÁ WALLY, DESCUBRAM A PASSAGEM CAMEO DE STAN LEE.

EU TONYA

EU TONIA

(I TONYA) EUA 2018. DIR: CRAIG GILLESPIE. COM MARGOT ROBBIE, ALLISON JENNEY, SEBASTIAN STAN. DRAMA.

MARGOT ROBBIE PROVA AQUI QUE ALÉM DE MUITA BONITA É TALENTOSA E PODE IR ALÉM DA INSANIDADE DE ARLEQUINA (SEU PERSONAGEM MAIS POPULAR). BASEADO EM FATOS REAIS, O FILME MOSTRA A PATINADORA TONYA HARDING QUE APESAR DE SEU TALENTO, LIDA COM OS MAUS TRATOS DE SUA MÃE (JENNEY) E DO ABUSOS DE SEU MARIDO (STAN). GRAÇAS A ESTE, A CARREIRA DE TONYA SE VÊ ABALADA POR UMA PLANO DIABOLICO ELABORADO POR ELE PARA SE LIVRAR DE SUAS COMPETIDORAS NA OLIMPIADA DE INVERNO DE 1994. TENDO LEVADO O GOLDEN GLOBE DE MELHOR ATRIZ COADJUVANTE PARA ALISON JENNEY, O FILME APARECE ENTRE OS INDICADOS AO OSCAR DESSE ANO NAS CATEGORIAS MELHOR EDIÇÃO, MELHOR ATRIZ (ROBBIE) E MELHOR ATRIZ COADJUVANTE (JENNEY). ATENTEM PARA A PRESENÇA DE SEBASTIAN STAN, O SOLDADO INVERNAL DOS FILMES DO MARVEL STUDIOS.

TRÊS ANUNCIOS PARA UM CRIME

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(THREE BILLBOARDS OUTSIDE EBBING, MISSOURI) EUA 2018. DIR: MARTIN MCDONAUGH. COM FRANCES MCDORMAND, WOODY HARRELLSON, ABBIE CORNISH, PETER DINKLAGE, SAM ROCKWELL, KATHRYN NEWTON. DRAMA.

QUANDO A POLÍCIA NÃO CONSEGUE ENCONTRAR O ASSASSINO DE SUA FILHA, MILDRED (MCDORMAND) USA OS OUTDOORS PARA PRESSIONAR AS AUTORIDADES ATÉ QUE DECIDE POR FIM FAZER JKUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS. VENCEDOR DE 4 GOLDEN GLOBES, INCLUINDO ATRIZ (MCDORMAND) E ATOR (ROCKWELL), O FILME ESCRITO E DIRIGISO POR MARTIN MCDONAUGH, ESTÁ INDICADO TAMBÉM AOS OSCARS NESTAS CATEGORIAS ALÉM DE MELHOR FILME, ROTEIRO ORIGINAL, EDIÇÃO E TRILHA SONORA. CURIOSAMENTE, A CATEGORIA DE MELHOR ATOR COADJUVANTE AINDA TEM WOODY HARRELSON CONCORRENDO PELO PAPEL DO POLICIAL QUE INVESTIGA O CASO.

NAS BANCAS: CONHECIMENTO PRÁTICO LITERATURA #75 – STEPHEN KING

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CAROS AMIGOS DO BLOG, COMO SABEM TENHO SIDO COLABORADOR DA MARAVILHOSA REVISTA “CONHECIMENTO PRÁTICO:LITERATURA” NOS ÚLTIMOS QUATRO ANOS. JÁ ESTÁ NAS BANCAS A EDIÇÃO NÚMERO 75 COM A CAPA MOSTRANDO O ESCRITOR STEPHEN KING (VIDA & OBRA), MATÉRIA DE CAPA ASSINADA POR MIM. INFELIZMENTE ESTÁ SERÁ MEU CANTO DO CISNE UMA VEZ QUE A REVISTA SERÁ CANCELADA A PARTIR DESTA, POR CONTA DESTA CRISE LOUCA QUE ATRAVESSAMOS. TEM SIDO UM PRAZER ESCREVER PARA A REVISTA DA EDITORA ESCALA. AGRADEÇO AQUI AOS EDITORES QUE ME DERAM ESSA OPORTUNIDADE (CLAUDIA COELHO, DARIO CHAVES E RENE FERRI). SIGO ADIANTE A PROCURA DE OUTRAS PUBLICAÇÕES SEJAM FÍSICAS OU VIRTUAIS. ADQUIREM A REVISTA POIS ALÉM DA EXTENSA MATÉRIA QUE FIZ PARA O KING, HÁ EXCELENTES ARTIGOS SOBRE MACHADO DE ASSIS, EUCLIDES DA CUNHA ENTRE OUTRAS. O BLOGCINEONLINE, POR OUTRO LADO, CONTINUA FIRME E FORTE.

TRAILLERS: HAN SOLO UMA HISTÓRIA DE STAR WARS, ARRANHA -CÉU CORAGEM SEM LIMITE, MISSÃO IMPOSSIVEL EFEITO FALLOUT.

HAN SOLO – UMA HISTÓRIA DE STARE WARS

QUANDO ESTREIA ? DIA 24 DE MAIO. A DIREÇÃO DE RON HOWARD TEM NO ELENCO O DESCONHECIDO ALDEN HENRENREICH COMO A VERSÃO JOVEM DO ICÔNICO PERSONMAGEM VIVIDO POR HARRISON FORD. TAMBÉM NO ELENCO DONALD GLOVER, EMILIA CLARKE E THANDIE NEWTON.

MISÃO IMPOSSÍVEL ; EFEITO FALLOUT

QUANDO ESTREIA ? 26 DE JULHO. A DIREÇÃO É NOVAMENTE DE CHRISTOPHER MCQUARRIE REUNINDO TOM CRUISE COM REBECCA FERGUSON, VING RHAMES, SIMON PEGG E ALEC BALDWIN. O ELENCO AINDA TEM O VILÃO VIVIDO POR HENRY CALVIN, ALPEM DE ANGELA BASSET.

ARRANHA CÉU – CORAGEM SEM LIMITE

QUANDO ESTREIA / DIA 12 DE JULHO. DIRIGIDO POR RHAWSON MARSHALL – THURBER TRAZ NO ELENCO DWAYNE JOHNSON E NEVE CAMPBELL EM HISTÓRIA QUE LEMBRA MUITO “DURO DE MATAR”.

ESTREIAS DA SEMANA: 1º DE FEVEREIRO

A FORMA DA ÁGUA

FORMA DA AGUA

(The Shape of Water) EUA 2018. Dir: Guilhermo Del Toro. Com Sally Hawkins, Doug Jones, Octavia Spencer, Michael Shannon, Richard Jenkins. Fantasia.

Há um clássico filme de monstro da Universal onde uma criatura anfíbia ataca os membros de uma expedição na Amazônia. A criatura se apaixona, sem ser correspondido, por uma bela mulher da equipe, o que significará um conflito inevitável entre humanos e monstro, entre instinto e razão, atração e repulsa. NÃO, o filme de Guilhermo del Toro não é refilmagem, mas certamente pega emprestado alguns elementos daquela reinventando a história tal qual uma versão aquática de “A Bela & A Fera”, mas com doses bem empregadas de erotismo, sentimentalismo e política. A criatura vivida por captura de movimento por Doug Jones (ele viveu papel semelhante em “Hellboy” e foi também o Surfista Prateado) serve de metáfora para minorias perseguidas por serem diferentes  e o contexto da guerra fria encontra ecos nas paranoias da era Trump. A excelente Sally Hawkins faz a faxineira muda que corresponde ao afeto do homem-peixe e fará de tudo para libertá-lo de seus captores, com a ajuda da melhor amiga vivida pela igualmente fantástica Octavia Spencer. Todos estão bem no filme, seja o vilão Michael shannon (o Zod de “O Homem de Aço”) ou o sensivel Richard Jenkins. Se o filme merece os prêmios recebidos e as 13 indicações ao Oscar, isso justifica–se pelo fato de que Del Toro é uma diretor equilibrado ao misturas elementos de love story ao clásssico filme de monstro, surpreende em sua essência e parece quebrar o preconceito que sempre acompanhou o gênero.