ESTREIAS DA SEMANA: 29 DE MARÇO DE 2018

UMA DOBRA NO TEMPO

DOBRA NO TEMPO

(A WINKLE IN TIME) EUA 2018, DIR: AVA DUVERNAY. COM STORM REID, DERIC MCCABE, LEVI MILLER, REESE WINTHERSPOON, OPRAH WINFREY, MINDY KAILING, CHRIS PINE, MICHAEL PEÑA, ZACH GAILIFIANAKIS, DAVID OYELOWO. FANTASIA.

DOIS IRMÃOS (REID & MCCABE) PROCURAM PELO PAI DESAPARECIDO, UM CIENTISTA QUE INVESTIGA UMA NOVA FORMA DE VIAGEM ESPACIAL. ÀS CRIANÇAS DE JUNTAM O AMIGO ESQUISITO CALVIN (MILLER) E TRÊS MULHERES COM PODERES MÁGICOS (WINTHERSPOON, WINFREY & KAILING)

A CO-AUTORA DO ROTEIRO É JENNIFER LEE, QUE ESCREVEU AS ANIMAÇÕES “DETONA RALPH” (2012), “FROZEN” (2013) E “ZOOTOPIA” (2016), SENDO ESTE SEU PRIMEIRO TRABALHO LIVE-ACTION, TAMBÉM ASSINADO POR JEFF STOCKWELL DE “PONTE PARA TERABÍTIA” (2007) E “DISTRITO 9” (2009). OS DOIS AUTORES REALIZARAM A PRIMEIRA ADAPTAÇÃO DO ROMANCE INFANTO-JUVENIL DE MADELEINE L’ENGLE, JÁ TENDO HAVIDO UMA ADAPTAÇÃO PARA A TV EM 2003.

PARECE QUE A DISNEY MIROU EM UM FILME QUE FALASSE DE QUESTÕES BEM ATUAIS COMO O EMPODEIRAMENTO FEMININO ATRAVÉS DAS TRES BRUXAS (WINTHERSPOON, WINFREY & KAILING) E DAS QUESTÕES INTER RACIAIS, ESSAS AUSENTES NO LIVRO. O FILME CARREGA O MÉRITO DE SER O PRIMEIRO COM ORÇAMENTO DE NOVE DÍGITOS A SER DIRIGIDO POR UMA MULHER NEGRA, AVA DUVERNAY, QUE NOS TROUXE EM 2015 O ÓTIMO “SELMA – UMA LUTA PELA IGUALDADE” PROTAGONIZADO POR DAVID OYELEWO, QUE DÁ VOZ AO VILÃO DE “UMA DOBRA NO TEMPO”, UM TÍTULO CURIOSO PARA UMA HISTÓRIA QUE FALA DE VIAGEM NO ESPAÇO,.E NÃO DO TEMPO.

O FILME NÃO É REGULAR, CARREGANDO NOS CLICHÊS E SEU RITMO DEIXA A DESEJAR MAS A MENSAGEM PRETENDIDA ESTÁ LÁ: FORA COM O BULLYING E A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO PAI-FILHOS, O QUE MOVE A PLATEIA COM UMA TRILHA SONORA QUE INCLUI SADE E DEMI LOVATO, EM IMAGENS FILMADAS EM LOCAÇÕES NA NOVA ZELÂNDIA. EMBORA O FILME NÃO TENHA IDO BEM NA BILHETERIA, A DIRETORA AVA DUVERNAY PARECE ESTAR SENDO SONDADA PELA WARNER PARA ASSUMIR UMA ADAPTAÇÃO DA HQ “NOVOS DEUSES” CRIADA POR JACK KIRBY. AGUARDEMOS NOVIDADES A RESPEITO.

NADA A PERDER – CONTRA TUDO E POR TODOS

NADA A PERDER

BRA 2018. DIR: ALEXANDRE AVANCINI. COM PETRONIO GONTIJO, BETH GOULART, EDUARDO GALVÃO, ANDRÉ GONÇALVES. BIOPIC.

CINEBIOGRAFIA DO PASTOR EDIR MACEDO, LÍDER DA IGREJA UNIVERSAL DE DEUS E EMPRESÁRIO MIDIÁTICO (DONO DA REDE RECORD). O ROTEIRO ADAPTA A SUA AUTOGIOGRAFIA E NÃO POUPA ADJETIVAÇÃO PARA RETRATA-LO DE FORMA IDEALISTA, QUASE QUE MESSIÂNICA. O PROTAGONISTA É MOSTRADO COMO UM PREDESTINADO QUE DESPERTA SEGUIDORES COM A MESMA INTENSIDADE QUE COLECIONA INIMIGOS.

O FILME, DIRIGIDO PELO MESMO ALEXANDRE AVANCINI QUE FEZ “OS DEZ MANDAMENTOS” PARA A EMPRESA DE MACEDO, É NITIDAMENTE VOLTADO PARA ANGARIAR NOVOS SEGUIDORES, E REAFIRMAR A FÉ COMO UMA VERDADE ABSOLUTA. SE POR UM LADO A LIBERDADE DE EXPRESSÃO JUSTIFICA VÁRIAS DAS NUANCES MOSTRADAS, POR OUTRO ESTA MESMA LIBERDADE CAREÇE DA SUSTENTAÇÃO DE UMA REFLEXÃO QUE SERVISSE COMO O OUTRO LADO DO LIVRE ARBITRIO.

COMO FILME É CONVENCIONAL, E ÓBVIO NAS SUAS INTENÇÕES SERVINDO COMO PROPAGANDA RELIGIOSA  E NADA MAIS.

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(READY PLAYER #1) EUA 2018. DIR: STEVEN SPIELBERG. COM TY SHERIDAN, OLIVIA COOKE, BEN MENDELSOHN,  SIMON PEGG, 

EM 2044, AS PESSOAS SE CONECTAM AO OASIS, UM MUNDO EM REALIDADE VIRTUAL CUJO CRIADOR MORRE DEIXANDO UMA FORTUNA. PARA DESCOBRÍ-LA É NECESSÁRIO PASSAR POR UMA SÉRIE DE FASES RECHEADAS DE ENIGMAS BASEADAS NA CULTURA POP DOS ANOS 80, O QUE O JOVEM WADE (SHERIDAN) DOMINA MUITO BEM.

O FILME RESGATA O PODER SPIELBERGUIANO DE CRIAR UMA FANTASIA QUE FALE PARA TODAS AS IDADES COM O GOSTINHO DAS REFERÊNCIAS AOS ANOS 80, DÉCADA DA QUAL O DIRETOR FEZ PARTE. BASEADO NO LIVRO DE ERNEST CLINE, O FILME LEMBRA UM POUCO A PREMISSA DE “A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE”, E O PRÓPRIO SPIELBERG TERIA CONVIDADO GENE WILDER (O WILLY WONKA ORIGINAL) PARA FAZER UMA PARTICIPAÇÃO, MAS ESTE DECLINOU DEVIDO AO SEU ESTADO DE SAUDE. O LIVRO DE CLINE É RECHEADO DE REFERÊNCIAS AOS FILMES DE SPIELBERG, MAS ESTE PEDIU QUE O ROTEIRO ELIMINASSE TAIS REFERÊNCIAS.

O FILME INTEIRO É COMO UMA SUCESSÃO DE EASTER EGGS, INCLUINDO “O ILUMINADO”, “DE VOLTA PARA O FUTURO”, “TOMB RAIDER” , “TRON” ETC…, O PROJETO MAIS DIFICIL DA CARREIRA DO DIRETOR DESDE “O RESGATE DO SOLDADO RYAN” NAS PALAVRAS DO PRÓPRIO.

 

 

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TRAILLER: VINGADORES GUERRA INFINITA

A ESPERA É GRANDE, UM DOS MAIS AGUARDADOS DO ANO, ANUNCIADO DESDE O PRIMEIRO FILME DA EQUIPE EM 2012 QUANDO O VILÃO CÓSMICO THANOS SURGIU APÓS OS CRÉDITOS MOSTRANDO AO PÚBLICO O QUE ESTARIA POR VIR. AGORA É PRA VALER E MAIS DE 60 PERSONAGENS ESTÃO PARA PASSAR NAS TELAS, UM FEITO E TANTO PARA UM FILME DO GÊNERO, E ADMIRAVEL POR REUNIR SEMPRE EGOS INFLADOS. A HARMONIA DE CONCILIAR TUDO COUBE AOS IRMÃOS RUSSOS, QUE REALIZARAM UM DOS MELHORES FILMES DO MARVEL STUDIOS (CAPITÃO AMÉRICA SOLDADO INVERNAL) E, DEPOIS O CONFRONTO QUE DIVIDIU OS FÃS EM TIME CAP E TIME STARK (CAPITÃO AMERICA GUERRA CIVIL). O CLIMA É DE QUE MORTES OCORRERÃO, LÁGRIMAS SERÃO DERRAMADAS E TUDO PODE ACONTECER QUANDO HOMEM ARANHA, HULK, DR.ESTRANHO, VINGADORES E GUARDIÕES DA GALAXIA UNIREM FORÇAS PARA ENFRENTAR O FIM DE TUDO NO UNIVERSO. BASTA VER A CENA EM QUE O CAPITÃO PARA A MÃO DE THANOS AO FINAL DO TRAILLER PARA SE TER UMA IDEIA DO DELÍRIO QUE O FILME PROVOCARÁ NO PÚBLICO. A DC QUE SE CUIDE !!!!

CLÁSSICO REVISITADO : GREASE NOS TEMPOS DA BRILHANTINA – 40 ANOS

          A juventude significa lembranças de tempos mais ingênuos, da sensação de que o tempo está em nossas mãos. Nos anos 50 significa também corridas de racha movidas a Rock ‘n roll, e brilhantina (precursor do gel de cabelo) … Pois mesmo depois de 40 anos essa ainda é a palavra.

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          Hoje um dos maiores musicais do cinema, “Grease” nasceu no circuito off-Broadway, escrita por Jim Jacobs e Warren Casey. Ambos embarcaram na mais pura nostalgia representada pela virada dos anos 50 para 60 para contar a história de amor de dois adolescentes  que estão no último ano da escola Rydell High. Na peça o cenário é o meio oeste do país, mas para o filme foi mudado para a California de 1959. Outra mudança foi no tom já que no texto original a história era mais áspera e menos romântica, focando na rebeldia de jovens que se agrupam em gangs de deliquentes, segregados socialmente e se identificando com o então recém nascido Rock ‘n’roll.

         A peça teve seu debut em 7 de fevereiro de 1971 no circuito off-Broadway, popularizando-se em Chicago antes de partir para Nova York. Foi nessa ocasião que foi assistida pelo produtor Alan Carr, que se interessou em adaptá-la para o cinema. Os direitos, no entanto, já haviam sido adquiridos por Ralph Bakshi (animador de “Fritz The Cat”) mas estes expiraram em pouco tempo permitindo que Carr os adquirisse por US$200,000, levando o projeto à Paramount onde se associou ao produtor Barry Diller. Ambos se odiavam, mas fizeram alterações suavizando temas como gravidez na adolescência, deliquência juvenil e rivalidade entre gangs, tudo que foi elaborado a partir da vivência dos autores. Foi Carr quem contratou o diretor Randal Keiser, que havia sido colega de quarto de George Lucas na Universidade. Também foi Carr quem contratou a romancista Bronte Woodward para ajudá-lo a escrever o roteiro refinando os temas abordados na peça. A principio eles fariam de Danny Zuko um frentista de posto de gasolina e trariam o ator Paul Lynde (Tio Arthur do clássico seriado “A Feitiçeira” como o diretor da Ryder High). Estaria previsto nessa primeira versão do roteiro que Lynde faria um numero musical de Carmen Miranda e os Beach Boys ficariam com a canção “Greased Lightnin” encenado na garagem.

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AH ! AQUELAS NOITES DE VERÃO

        Já Diller, representando a Paramount, teria convidado Henry Winkler (o Fonzie do seriado “Happy Days“, muito popular na época) para o papel de Danny Zuko. Contudo, o papel do protagonista caiu nas mãos de John Travolta, então com 22 anos, já que este já era conhecido do diretor com quem havia trabalhado no filme de Tv “O Rapaz da Bolha de Plástico” (The Boy in the Plastic Bubble) de 1976, além de ter trabalhado com o produtor Robert Stigwood em “Os Embalos de Sábado a Noite” (Saturday Night Fever), que na ocasião ainda nem havia sido lançado nos cinemas. Travolta brilhou no filme, e usou de seu recém-criado prestígio para garantir que estrelasse  o número solo “Greased Lightnin’” que fora planejado para o personagem de Jeff Conaway.

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A VIRADA DE SANDY

            Já o papel de Sandy quase foi para Carrie Fisher, que na época filmava “Star Wars Episode IV” com George Lucas, e depois ainda foi cogitado a atriz Susan Dey (Laurie Partridge do seriado “A Familia Dó Re MI“). A inglesa Olivia Newton John já tinha uma carreira como cantora, mas havia tido uma má experiência como atriz em sua terra natal (a sci-fi B “Toomorrow” de 1970) quando foi cogitada para co-protagonizar o filme, tendo o apoio imediato de John Travola que ajudou a convencê-la a se juntar ao elenco. Como seu sotaque inglês era indisfarçável, o roteiro foi modificado fazendo Sandy uma estudante australiana já que Olivia morou dez anos na Austrália. Rizzo, a líder das “Garotas Rosadas” estava previsto para Lucy Arnaz (filha de Lucille Ball), mas ficou afinal com Stockard Channing, enquanto Kenickie foi vivido por Jeff Conaway que já conhecia a peça original pois interpretou Danny na montagem da Broadway. A mais curiosa das alterações de elenco foi Frankie Avalon no papel do anjo no sonho de Frenchy. Inicialmente, o anjo seria Elvis Presley mas a morte do ator/cantor levou a mudanças, inclusive na letra da canção “Look at me, I’m Sandra Dee” que foi gravada no dia em que a morte de Elvis foi anunciada, por isso teve o nome do rei do Rock incluida na letra ( “Elvis Elvis let me be! Keep that pelvis far from me! ).

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O CASAL 20 DOS ANOS 70

          Do elenco contratado os únicos com idade mais próxima de seus personagens (colegiais em torno dos 16 anos) eram Dinah Mannof (Marty) que tinha 19 anos e Lorenzo Lamas (o atleta Tom) também com 19 anos. Esse foi um dos pontos que incomodou o renomado crítico Roger Ebert na época de lançamento do filme: John Travolta (Danny) tinha 22, Olivia Newton-John (Sandy) 29, Jeff Conaway (Kenickie) 26, Jamie Donnelly (Jan) 30, Susan Buckner (Patty) 25, Michael Tucci (Sonny) 31, Kelly Ward (Putzie) 20 e a mais velha era Stockard Channing (Rizzo) 33. Segundo a própria atriz, Alan Carr teria pintado sardas em seu rosto para maquiá-la de forma a disfarçar sua idade. A escalação mais polêmica foi a de Harry Reems, ator pornô que co-estrelou o polêmico “Garganta Profunda” (Deep Throat), para o papel do treinador Calhoun. A rejeição e a reação dos executivos da Paramount fizeram Carr desistir e colocar o comediante Sid Ceasar no lugar. Carr teria inclusive pago US$5,000 de seu próprio bolso a Reems pelo desconforto causado.

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MICHELLE PFEIFFER EM “GREASE 2”

         Das 20 canções originais, somente algumas foram utilizadas no filme, algumas das quais ficando como música de fundo, e quatro canções novas foram escritas só para a adaptação: a canção da abertura “Grease”, escrita por Barry Gibb dos Bee Gees e gravada por Frank Valli, “Sandy” parea John Travolta; “Hopelessly Devoted to You” gravada por Olivia Newton depois de terminada as filmagens e indicada ao Oscar e “You the One That I Want” que traz a inversão final dos papeis: Danny comportado em um casaco escolar e Sandy em roupa de couro colada no corpo. Para gravar a cena, a roupa teve que ser costurada no corpo de Olivia Newton-John fazendo a virginal Sandy se tornar uma vamp sedutora. Desconforto maior foi a gravação do baile na escola devido ao intenso calor que fazia no local. A sequência da corrida de carros na galeria de esgoto deixou alguns membros do elenco passando mal. O filme, no entanto, tornou-se a maior bilheteria de 1978 com 167 milhões de dólares, acima de “Superman o Filme” e “Tubarão 2”.

           Inegável que o sucesso de “Grease” levou a filmes como “High School Musical” e mostrou a Hollywood que o universo teen guardava boas histórias a serem exploradas. Gerações cantam “Summer Nights”, meninos se imaginam um T-Bird e meninas uma Pink Lady, ao menos os que se permitem se deixar levar pelas melodias contagiantes que conduzem a narrativa. O sucesso levou à sequência “Grease 2” de 1982 que trazia uma outra história transcorrida da mesma escola com outro grupo de jovens e trazendo Michelle Pfeiffer como protagonista. Em 2016 a Fox transmitiu ao vivo o especial “Grease Live”, uma nova montagem com Aaron Tveit (Danny), Julianne Hough (Sandy) e Vanessa Hudgens (de “High School Musical” como Rizzo).

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ELENCO REUNIDO

           O apelo da história de Danny e Sandy permanece em nossa memória afetiva seja por representar tempos mais inocentes seja por trazer os rebolados ardentes de John Travolta e Olivia Newton John, cada um ícone de tempos e lugares melhores em que uma pudica Sandra Dee pode viver um belo romance com um rebelde com pinta de um selvagem Marlon Brando. Assim sacudiram todos nós e nos instigam a continuar a indagar “Tell me more !Tell me more” (Conte nós mais).

 

ESTREIAS DA SEMANA: 8 DE MARÇO DE 2018

OS FAROFEIROS

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(Bra 2018) Dir: Roberto Santucci. Com Paulinho Gogó, Cacau Potássio, Danielle Winitz, Aline Riscado. Comédia.

Parece uma espécie de versão brasileira de “Férias Frustradas” já que tudo dá errado quando quatro familias economizam uma grana suada para alugarem uma casa de praia durante as férias de verão. O diretor Santucci (De Pernas Para o Ar, Um Suburbano Sortudo, Até que a Sorte nos Separe) investe em uma sequência de esquetes que estruturam a narrativa maior, um desastre coletivo bem ao sabor “suburbano carioca”. O humor bem popular diverte, mas o lugar comum do gênero está lá e não vai além do que se pode esperar.

MEDO PROFUNDO

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(47 Meters Down) EUA 2017. Dir: Johannes Roberts. Com Mandy Moore, Claire Holt, Mathew Modine. Suspense.

Foi um dos melhores filmes do ano passado e chega com atraso em nosso circuito comercial, antes tarde do que nunca. Duas irmãs de ferias no México entram em uma gaiola para observar tubarões brancos. Um acidente prende as meninas no fundo do9 mar cercadas pelos predadores. A luta pela sobrevivência de ambas é uma envolvente história com bons sustos e um final surpreendente que o eleva além dos ultimos filmes do gênero. O sucesso do filme foi tanto que se planeja uma sequência a ser gravada no Brasil.

15:17 TREM PARA PARIS

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(15:17 To Paris) EUA 2018. Dir: Clint Eastwood. Com Spencer Stone, Anthopny sadler, Jenna Fischer. Suspense / Drama

Sempre fui fã de Eastwood e sua escolha de histórias a ser filmadas é bem eclética e mostra a desnvoltura do ex Dirty Harry em passear por vários gêneros. Três amigos se juntam para desarmar e deter terroristas que ameaçam expodir o trem para Paris. Baseado em fatos reais, a historia trata do heroismo e para enfatizar o realismo da situação Eastwood escalou os três verdadeiros viajantes para interpretarem eles mesmos. Logo, não é um filme típico de atuações mas um experimento narrativo que mostra a disposição do diretor de sair de sua zona de conforto.

OSCAR 2018 – OS VENCEDORES

  • Ator Coadjuvante – Sam Rockwell, Três Anúncios para Um Crime
  • Maquiagem e Cabelo – O Destino de Uma Nação
  • Figurino – Trama Fantasma
  • Documentário- Ícaro
  • Mixagem de Som- Dunkirk
  • Edição de Som- Dunkirk
  • Direção de arte- A Forma da Água
  • Filme em Língua Estrangeira Uma Mulher Fantástica (Chile)
  • Atriz Coadjuvante- Allison Janney, Eu, Tonya

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  • Curta de animação- Dear Basketball

  • AnimaçãoViva – A Vida É uma Festa
  • Efeitos Visuais- Blade Runner 2049
  • Edição – Dunkirk
  • Documentário em curta-metragem – Heaven Is a Traffic Jam on the 405
  • Curta-metragem  -The Silent Child
  • Roteiro Adaptado –Me Chame pelo Seu Nome
  • Roteiro Original –Corra!
  • Fotografia – Blade Runner 2049
  • Trilha Sonora Original – A Forma da Água
  • Canção Original –Remember Me, de Viva – A Vida É uma Festa
  • Direção – Guillermo del Toro, A Forma da Água
  • Melhor ator – Gary Oldman, O Destino de Uma Nação
  • Melhor Atriz – Frances McDormand, Três Anúncios para Um Crime
  • Melhor Filme – A Forma da Água

 

HISTÓRIAS DO OSCAR

           Hoje – véspera da 90ª cerimônia de entrega dos Academy Awards – decidi dividir com vocês histórias desse que é o mais famoso dos prêmios da indústria cinematográfica e que coleciona em sua história uma longa lista de injustiças e reconhecimentos que o tornaram popular mesmo entre os não cinéfilos. Estes tem no prêmio uma referência do que vale a pena ou não assistir, e a industria se movimenta abrindo oportunidades para carreiras que disputam a honraria tal qual um santo graal da sétima arte. Sou da época em que os agraçiados eram anunciados com a frase “And tthe winner is …”, hoje e já há bastante tempo trocada por “And the Oscar goes to”.

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            Vários foram os mestres de cerimônias das premiações que acompanhei: Chevy Chase, Billy Cristal, Whoopi Goldberg, Steve Martin etc.. cada um com a inglória missão de equilibrar animosidades, apaziguar nervosismos e conduzir plateia e telespectadores ao redor do mundo, muitas das vezes com piadinhas que nem sempre funcionam, claro !!! Indicado 9 vzes, Paul Newman ganhou na sétima vez por “A Cor do Dinheiro” (The color of money) de 1986. Quando ganhou, Newman nem compareceu à cerimônia dizendo a um reporter “Ganhar um Oscar é como paquerar uma linda mulher por anos até que ela se rende um dia e você diz – Desculpe agora estou cansado.” Al Pacino venceu em “Perfume de Mulher” (Scent of a woman) de 1993, sua 8ª indicação. Caso de grande embaraço foi de Judy Garland que era apontada como a grande vitoriosa da noite de 30 de março de 1955, na 27º edição do evento, quando uma equipe de jornalistas montou câmeras no quarto do hospital onde Judy estava internada, acreditando também que sua atuação em “Nasce uma Estrela” (A Star is Born) seria premiada. Contudo, a vencedora foi Grace Kelly por “Amar é sofrer” (The Country Girl). Houve aqueles que se recusaram o prêmio como Marlon Brando em sua segunda vitória por “O Poderoso Chefão” (The Godfather). Na noite de 27 de março de 1973, no Dorothy Chandler Pavillion, Brando enviou uma representante vestida de india para recusar o prêmio em protesto contra o descaso e o mal tratamento dado aos nativos americanos ao longo do tempo. Pouco antes foi a vez de George C. Scott que desistiu do prêmio conquistado por “Patton – Rebelde ou Herói” (Patton) ficando em casa assistindo jogo de hoquei.

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ROGER MOORE & LIV ULMANN ENTREGAM O OSCAR RECUSADO POR MARLON BRANDO A UMA INDIA

            Incrível como é longa a lista dos grandes nomes, atores, atrizes e diretores que deixaram sua marca no cinema sem nunca terem sido agraçiados com a estatueta dourada: Charles Chaplin, Alfred Hithcock, Orson Welles, Roddy MacDowell, Jerry Lewis, Tony Curtis, Kirk Douglas, Natalie Wood, Amy Adams, Glenn Close, Jamie Lee Curtis, Liam Neeson, John Malokvich só para citar alguns, sendo que houve aqueles que mesmo deixados de fora das premiações competitivas vieram a receber Oscars honorários pelo conjunto da obra, prêmios de consolação para carreiras maiores que a Academia.Entre esquecidos e vencidos o Oscar atravessou décadas desde sua primeira edição em 1929 e chega a sua 90ª edição com o recorde inabalável de Meryl Streap com sua 21ª indicação ao prêmio pelo seu papel em “The Post – A Guerra Secreta” (The Post). Esse ano, movido pelo movimento #metoo o Oscar ganhará uma atmosfera contestatória, desafiadora que o o apresentador Jimmy Kimmel terá que mediar diante de todo o mundo. Vamos conferir o que virá amanhã a partir das 20hs com transmissão pela TNT contando com os comentários sempre sábios do homem do Oscar, Rubens Ewald Filho, um mestre no que se trata de cinema.

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MERYL STREAP TRÊS VEZES VENCEDORA E AGORA 21 VEZES INDICADA

ESTREIAS DA SEMANA: 1º DE MARÇO DE 2018

OPERAÇÃO RED SPARROW

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(Red Sparrow) EUA 2017. Dir: Francis Lawrence. Com Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Charlotte Rampling, Mary Louise Parker, Jeremy Irons. Thriller.

Na espionagem russa, “Pardal” é o codinome de um agente bem treinado na arte da sedução e da traição. Assim é preparada a ex-bailarina interpretada por Jennifer Lawrence, uma das atrizes mais quentes do momento, Enviada em uma missão ela se enolve com um agente da CIA (Edgerton) iniciando um joggo onde o sexo é só mais uma arma para descobrir segredos e desestabilizar o equilibrio de forças no globo. Dito assim, em, linhas gerais, SEM SPOILERS, passa ser apenas mais um entre tantos filmes do gênero, e realmente é. Se você se lembrar de “Atômica” ano passado (com Charlize Theron), o filme “Operação Red Sparrow” é bem diferente em sua linha narrativa, mais arrastado, com pouca ação e se desenrolando intencionalmente para confundir. Claro que ajuda o fato de ser o primeiro filme a trazer Jennifer Lawrence como esta veio ao mundo, e talvez assim desviar a atenção para certos detalhes de verossimilhança como o fato de que Dominika é enviada a uma missão de importância muito grande com pouco tempo de treinamento. Claro, que ainda pode ser atraente para os fãs de tramas mais lentas, sem o ritmo de super herois das hqs. O filne é adaptado do livro homônimo de Jason Mathhews, agente aposentado da CIA, sendo o primeiro de uma trilogia, que claro só irá para frente se este der bilheteria.

A MALDIÇÃO DA CASA WINCHESTER

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(Winchester) EUA 2017. Dir: Michael Spierig & Peter Spierig, Com Helen Mirrenm Hason Clarke. Terror.

Baseado levemente em fatos reais por se tratar de uma casa mal-assombrada de verdade. Neste caso tida como uma das mais assustadoras, um verdadeiro labirinto com 160 quartos, herança da famílai que criou o rifle Winchester (Alguem lembra da letra de “Faroeste Caboclo? … ela trazia a Winschester 22 …), e por isso é amaldiçoada pelos fantasmas das vítimas da referida arma. Helen Mirren, em seu primeiro filme do gênero, vive Sarah a herdeira dos Winchester que recebe a visita de um psiquiatra cético (Clarke), que aos poucos vai ter suas convicções postas à prova, A verdadeira casa é aberta à visitação do público e fica em São Jose, na California.