VINGADORES: GUERRA INFINITA

            Leitores de quadrinhos foram conquistados pela continuidade no Universo Marvel quando a editora nasceu ainda na primeira metade da década de 60. A ideia de que eventos na história de um herói seriam conectados a eventos de outros ajudou a reforçar o tom dramático pretendido, além de prender a atenção do leitor. Reproduzir essa conexão em filmes sequenciados foi um desafio vencido pela editora, hoje um estúdio dos mais bem sucedidos, e agora prestes a entregar um dos mais aguardados filmes do gênero, que ajudou a consolidar na Hollywood moderna.

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           São mais de 60 personagens em cena (entre principais, coadjuvantes e participações especiais) reunidos em uma batalha épica que servirá de um longo epílogo para sua atual fase. Inicialmente anunciado como um filme dividido em duas partes, ao menos até que os irmãos Anthony e Joe Russo anunciaram que Vingadores 3 e 4 seriam filmes independentes porem interligados. O desafio dos diretores é manter a coesão em um elenco diverso, geralmente repleto de egos inflados, e a coerência com um total de 18 filmes iniciado há dez anos quando Jon Favreau ressuscitou a carreira de Robert Downey Jr entregando-lhe o papel de Tony Stark em “Homem de Ferro” (Iron Man). Ao final deste, a presença de Samuel L. Jackson como Nick Fury na primeira de várias cenas pós créditos que se tornaram marca registrada dos filmes da Marvel.  Como os personagens mais populares da editora já estavam sendo filmado por outros estúdios (Homem Aranha na Sony, X Men na Fox), a decisão foi aproveitar os outros heróis do catalogo e, na primeira fase, estes foram apresentados ao público, nos filmes “O Incrível Hulk” (lançado dois meses depois do filme de Jon Favreau), “Homem de Ferro 2”, já no ano seguinte, seguido de “Thor” e “Capitão América: O Primeiro Vingador” (ambos de 2011). Ao final deste, Steve Rogers desperta no mundo atual dando sinal verde para a reunião de todos em “Vingadores” (2012), hábilmente dirigidos por Joss Whedon. Mostrando que tudo era apenas uma pequena amostra do poder de fogo do estúdio, Whedon só encerra o filme depois que após os créditos surge a figura sinistra de Thanos como o arquiteto da batalha vencida pela equipe que ainda inclui em suas fileiras o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), a Viúva Negra (Scarlett Johansson) e o Hulk (Mark Ruffalo substituindo Edward Norton). Desde então o confronto com Thanos tem sido uma ameaça constante, mas velada a medida que o estúdio seguia deixando para trás uma série de adaptações mal sucedidas como o “Quarteto Fantastico” de Roger Corman ou o seriado do “Homem Aranha” nos anos 70, período cuja única exceção foi a série do “Incrível Hulk” com Bill Bixby e Lou Ferrigno.

Infinity-Gauntlet-600x400-im-des             A Marvel passou a colecionar sucessos com personagens desconhecidos do grande público como “Guardiões da Galáxia” (2014) e “Homem Formiga” (2015), além de construir trilogias individuais com Homem de ferro, Thor e Capitão América. Grande triunfo foi o acordo entre a Sony e a Marvel que permitiu que o Homem Aranha, seu herói mais popular, fosse integrado ao assim chamado “Universo Cinemático Marvel”, a partir de “Capitão América: Guerra Civil” (2016), e em seguida “Homem Aranha Volta ao Lar” (2016).  A venda da editora para a Disney só aumentou o poder de fogo dos heróis da editora, mesmo que desentendimentos com a Universal tenham impedido a realização de mais um filme solo do “Hulk”, fazendo do gigante verde uma espécie de coadjuvante de luxo de filmes como “Thor Ragnarok” (2017), sub aproveitando a trama da hq “Planeta Hulk” diluída no filme do Deus do Trovão.

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             A cada filme a trama tecida apontava um plano maior com as joias do infinito, artefatos de grande poder que reunidos em uma manopla, podem destruir o universo. O Tessaract é a joia do espaço, a primeira mostrada em “Thor” e em seguida “Capitão América: O Primeiro Vingador”; A joia da mente é a que foi entregue a Loki no cetro usado pelo vilão asgardiano em “Vingadores” (2012) e que foi depois usada para criar o sintozóide Visão em “Vingadores: A Era de Ultron” (2015); o éter de “Thor: Mundo Sombrio” (2013) é a joia da realidade, introduzida pouco antes da joia do poder em “Guardiões da Galáxia” (2014); e a joia do tempo é o olho de Agamotto apresentado em “Dr.Estranho” (2016). Falta apenas uma, a joia da alma, cujo paradeiro certamente será revelado agora com a chegada de Thanos na Terra.

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              A estratégia conduzida por Kevin Fiege, presidente da Marvel, foi aproveitar tramas oriundas dos quadrinhos, mesclando material clássico (a origem dos heróis, o robô Ultron, as joias do infinito) com histórias mais recentes (guerra civil, o soldado invernal) reunindo atores renomados para papeis periféricos (Anthony Hopkins, Michael Douglas, Cate Blanchett, Kurt Russell, Robert Redford) com talentos mais jovens (Chris Evans, Chris Hemsworth, Tom Holland, Benedict Cumberbatch, Chris Pratt) – incluindo claro a pedra fundamental do elenco, Robert Downey Jr cujo salário de 44 milhões coroa seu carisma diante do público que tem correspondido com devoção a cada sucesso do estúdio como o recente “Pantera Negra”, cuja bilheteria doméstica  já desbancou até mesmo filmes como “Titanic” (1998). Tendo em mente o orçamento milionário do novo Vingadores, este estará à altura da ameaça representada pelo vilão criado por Jim Starlin em “Iron Man #55” de 1973. Thanos é um alienígena de Titã, lua de Saturno, apaixonado pela morte e, que emprega todas suas ações homicidas com o propósito de agradá-la. Os confrontos com os heróis se seguiram por vários anos até atingir seu ápice em 1977, publicado pela primeira vez no Brasil, no título da Editora Abril “Grandes Heróis Marvel #1”, seis anos depois. O apetite genocida do vilão voltou quando este ressuscita em 1990 com a missão de apagar metade dos seres vivos do universo, e aí surge a ideia da manopla com as joias do infinito reunida em “Thanos: Em Busca do Poder” alcançando os poderes de um Deus, levando à mini-série “Desafio Infinito” de 1991, onde estão todas as ideias exploradas no roteiro deste terceiro filme dos Vingadores. Nos quadrinhos, Thanos só foi derrotado porque inconscientemente ele assim desejou terminando por se aliar aos heróis contra uma ameaça em comum nas sequências “Guerra Infinita” (1992) cujo plot é totalmente diferente do filme homônimo, e “Cruzada Infinita” (1993). Anos mais tarde novas histórias dariam prosseguimento à jornada do vilão em sua devoção à própria morte, que aliás é o significado de seu nome vindo do grego Thánatos.

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           O novo filme ainda aproveita outras fases dos heróis da editora como a nova identidade de Steve Rogers, que depois dos eventos de “Capitão América: Guerra Civil” deixou a barba crescer, largou o escudo e assumiu o codinome “Nômade”, refletindo o que herói fizera originalmente em 1974 nas páginas de “Captain America #180”. Nos quadrinhos Steve Rogers ainda abandonaria sua famosa identidade heroica outras vezes. Mortes são esperadas para esse capítulo, um desfecho arquitetado desde o começo dos estúdios Marvel, mudanças serão sentidas, mas certamente a chegada do filme representará um novo patamar para o filme de super herói, um que nem mesmo o criativo Stan Lee teria imaginado quando criou a primeira hq do “Quarteto Fantástico”, o título que iniciou a casa das maravilhas e que ainda demonstra fôlego para muito mais, que dez anos depois do primeiro Homem de Ferro é celebrado com toda a pompa e circunstância que faz dos Vingadores

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CLÁSSICO REVISITADO : AS AVENTURAS DE ROBIN HOOD – 80 ANOS

Houve uma época em que o cinema de aventura era representado por heróis espadachins. Estes fascinavam o grande público da mesma forma que hoje fazem os super heróis. Em vez de protagonistas voadores, vestindo armaduras tecnológicas ou de força sobrehumana, a Hollywood clássica tinha capa, máscara, chapéu e espadas. Um dos maiores filmes do gênero celebra a marca de 80 anos ainda com um frescor incomparável que o torna uma referência tanto em termos de cinema como na literatura da qual provem o ícone, ladrão ou rebelde, herói ou bandido, Robin Hood cujas aventuras foram imortalizadas no sorriso irônico e petulante de Errol Flynn.

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         O personagem que entrou para a história como aquele que rouba dos ricos para dar aos pobres nasceu na época dos grandes trovadores que narravam grandes feitos em cantigas passadas de geração a geração em uma época que remonta o século XIII d.c. O poema Piers Plowman de 1377 é o primeiro registro escrito da lenda, de autoria de William Langand. A referência ao herói é breve, através de rimas, mas o suficiente como prova de este existiu. A coletânea de histórias que divergem entre si desde então dificulta o trabalho de historiadores em determinar o que é fato e o que foi ficção na história de Robert Locksley, um nobre privado de suas terras pelo Príncipe John que usurpou o trono do Rei Ricardo Coração de Leão, enquanto este participou das cruzadas. Na floresta de Sherwood adotou o nome de Robin, sendo Hood uma referência a um tipo de chapéu com pena. Nottingham, a cidade inglesa em que se desenrola a história, hoje homenageia o herói com estatua, museu, passeio pelos locais citados pela lenda e até mesmo uma bandeira ostentando a silhueta do herói desde 2010. Na literatura, Alexandre Dumas (autor de “Os Três Mosqueteiros”) já escreveu dois volumes  intitulados “Robin Hood, o Príncipe dos Ladrões” (de 1872) e “Robin Hood, o Proscrito” (de 1873). Dez anos depois o escritor e ilustrador americano Howard Pyle publicou “The Merry Adventures of Robin Hood of Great Renown in Nottinghamshire”, revistando os vários feitos que entraram para o cânone da história como a luta de bastões com João Pequeno, o torneio de arco e flecha entre outras. Maid Marian, o interesse romântico do herói, não aparece em nenhuma das cantigas originais da lenda, aparecendo pela primeira vez em versões mais tardias, desde o século XVII.

ROBIN HOOD ESTATUA

A ESTÁTUA EM NOTTIGHAM HOJE

            Normal que da literatura, o personagem fosse retratado posteriormente no teatro, e no cinema, começando por 1922 em “Robin Hood” estrelado por Douglas Fairbanks, que no período do cinema mudo incorporou vários heróis similares. Acreditava-se que esta pérola tivesse sido perdida mas foi redescoberto nos anos 60, sendo restaurado em 2009 pelo Museu de Arte Moderna. 16 anos depois a Warner e a MGM disputavam realizar a primeira versão falada, mas foi a Warner quem acabou levando a cabo sua realização. Convidaram Douglas Fairbanks Jr para o papel central, mas este não estava disposto a repetir os feitos de seu pai. Foi então que o papel ficou com Errol Flynn, então com 28 anos, vindo do sucesso estrondoso alcançado em fitas como “Capitão Blood” (1935) e “A Carga da Brigada Ligeira” (1936), ambos dirigidos por Michael Curtiz e co-estrelado por Olivia DeHavilland. Curtiz foi chamado pela Warner para concluir as filmagens de “As Aventuras de Robin Hood”, iniciadas por William Keighley cuja lentidão nas filmagens ameaçava inflar orçamento e atrasar seu lançamento que veio a acontecer em maio de 1938.

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              Curtiz e Flynn se odiavam e, segundo consta certa vez Flynn teria se ferido superficialmente quando um dos dublês, em cena de duelo, teria lutado sem a proteção na ponta da espada, isso sob ordens de Curtiz. Os duelos foram exímios e coreografados com perfeição sob a supervisão do especialista Fred Cavens, que também teria treinado Flynn e Basil Rathbone em “Capitão Blood”. Apesar de Flynn ter corpo atlético e de notável elasticidade para o manejo da espada, Rathbone era um espadachim superior em cena. A bilheteria do filme encheu os cofres da Warner e, além do público, a crítica deu sua benção ao filme que teve 4 indicações ao Oscar, levando 3 (melhor edição, trilha sonora e direção de arte). O elenco de coadjuvantes também brilhou: Claude Rains foi um odioso Príncipe John; Alan Hale repetiu o papel de João Pequeno que também fizera na versão de Fairbanks, e que repetiria anos depois em “O Cavaleiro de Sherwood” (1950), além do casal cômico Bess (Uma O’Connor) – aia de Maid Marian – e Much (último papel de Herbert Mundin) – um dos fiéis homens de Robin.  O filme é o perfeito exemplo do amor cortês, da luta do bem contra o mal, dos ideais de liberdade que ecoam em meio a uma autoridade abusiva, tudo que precisávamos e, ainda precisamos, como vítimas de um governo corrupto, tão opressor quanto a nobreza representada pelo Príncipe John (Rains) e seu braço direito Sir Guy de Gisborrne (Rathbone).

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             O filme foi um prodigioso roteiro equilibrando momentos cômicos com pura ação. Nos diálogos do roteiro de Norman Reilly Raine e Selton Miller momentos memoráveis como Robin (Flynn) dizendo “Normandos ou Saxões não importa, o que odeio é a injustiça”. A Warner chegou a cogitar fazer uma sequência, mas acabou não acontecendo. No entanto várias versões renovaram o ícone perante o público nos rostos de interpretes como Cornel Wilde, John Derek, Richard Greene, Sean Connery, Patrick Bergin, Kevin Costner, Russell Crowe, Mathew Porreta entre outros na Tv ou no cinema. Recentemente, Robin Hood foi um dos personagens explorados com sucesso na série da Disney “Once Upon a Time”, vivido por Sean Maguire. Robin Hood foi a fonte de inspiração para Mort Weisinger criar o herói das hqs “Arqueiro Verde” em 1941, que originou a série de sucesso “Arrow”que já está em sua sexta temporada. Claro que toda essa popularidade mostra deve muito àquele sorriso petulante, audaciosa e galanteador com que Errol Flynn conquistou a Marian de Olivia deHavilland (fizeram juntos 8 filmes) e marcou o cinema Hollywoodiano, mesmo 80 anos depois daquela flecha ter atingido um alvo, o coração dos amantes da aventura.

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TRAILLERS: MEGATUBARÃO

MEGATUBARÃO (THE MEG) EUA 2018. DIR: JOHN TURTELBAUB. COM JASON STATHAM, RUBY ROSE, LI BINGBING, CLIFF CURTIS. ESTREIA PREVISTA PARA 9 DE AGOSTO, ESTE FILME DE AÇÃO E SUSPENSE QUE REVISITA O CLÁSSICO DE SPIELBERG MISTURADO A “JURASSIC PARK”. NELE UM EXPERIENTE MERGULHADOR É CONTRATADO POR UM OCEANOGRAFO QUANDO DESCOBREM UM MEGALODON VIVO. UM MEGALODON É UM TUBARÃO PRE HISTORICO, DE GRANDES DIMENSÕES (MAIS DE 20 METROS). O PROJETO EXISTE DESDE 2006 ADAPTADO DO LIVRO DE STEVE ALTEN. PUBLICADO ORIOGINALMENTE EM 1997. PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DA WARNER BROTHERS.

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PÁSCOA CINEMATOGRÁFICA 2018

PÁSCOA 2018, QUE MULTIPLIQUE-SE A PROSPERIDADE, SÍMBOLIZADA NA FIGURA DO COELHO MAS, SOBRETUDO, CELEBREMOS A RESSURREIÇÃO DE CRISTO, POR MUITOS ESQUECIDA. DESEJO A TODOS OS LEITORES DO BLOG UMA FELIZ PÁSCOA, PAZ, PROSPERIDADE, RENOVAÇÃO DA ESPERANÇA DE QUE TUDO SERÁ MELHOR. ABAIXO TRÊS FILMES MUITO SIGNIFICATIVOS PARA MIM, QUE NESTA DATA SERIAM AGRADÁVEIS MOMENTOS EM TORNO DOS QUAIS UMA FAMILIA PODERIA SE DIVERTIR, COMO SÓ O CINEMA PODE FAZER:

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1- A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE. (1971). ME PERDOEM OS FÃS DA VERSÃO COM JOHNNY DEPP, MAS O WILLY WONKA QUE ESTÁ GRAVADO NA MINHA MENTE TEM O ROSTO DO SAUDOSO GENE WILDER. SUAS FEIÇÕES GENTIS, SEUS GESTOS PATERNAIS EM MEIO AOS ICÔNICOS OOMPA LOOMPAS TRANSMITIRAM LIÇÕES MORAIS, NÃO APENAS PEDAÇOS DE SONHOS NA FORMA DE CHOCOLATE. TUDO BEM QUE ESTA VERSÃO TENHA DESAGRADADO A ROAD DHAL, AUTOR DO LIVRO, FOI GENE WILDER QUEM ENCANTOU MINHA SESSÃO DA TARDE.

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2- DESFILE DE PÁSCOA (1948). PÁSCOA SEM MÚSICA E SEM DANÇA NÃO PODE, E POR ISSO ESCOLHO OS MARAVILHOSOS FRED ASTARIE E JUDY GARLAND, ELE UM DANÇARINO EXPERIENTE E ELA UMA CORISTA, POR ELE TREINADA PARA BRILHAR AO SEU LADO. MUSICAL CLÁSSICO HÁ MUITO NÃO EXIBIDO NA TV, QUE QUASE FOI ESTRELADO POR GENE KELLY, AMS ESTE TORÇEU O TORNOZELO E FOI SUBSTITUIDO POR FRED ASTAIRE.  É UM FILME AGRADÁVEL PARA OS AMANTES DA ARTE CINEMATOGRÁFICA ESQUECIDA POR MUITOS.

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3- REI DOS REIS (1956) – PARA MIM. A MELHOR VERSÃO DA TRAJETÓRIA DE JESUS, INTERPRETADO COM SENSIBILIDADE POR JEFFREY HUNTER. DE SEU NASCIMENTO ATÉ SUA ASCENÇÃOM AOS CÉUS, PASSANDO POR SUA CRUCIFICAÇÃO, ENCENADA COM EMOÇÃO NAS MÃOS DO DIRETOR NICHOLAS RAY. A MENSAGEM DE PAZ AOS HOMENS DE BOA VONTADE E IGUALDADE DIANTE DO PODER E CRUELDADE DE ROMA SEMPRE ENCONTROU PARALELOS NO MUNDO ATÉ HOJE. A TODOS FELIZ PÁSCOA !! ADILSON.