ESTREIAS DA SEMANA: 31 DE MAIO DE 2018

GNOMEU & JULIETA: O MISTÉRIO DO JARDIM

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(SHERLOCK GNOMES) EUA 2018. DIR: JOHN STEVENSON. COM JAMES McAVOY, EMILY BLUNT, CHWIETEL EJIOFOR, JOHNNY DEPP, MICHAEL CAINE. DUBLAGEM BRASILEIRA: DANIEL MACHLINE, ERIKA MENEZES, ALEXANDRE MORENO, GUILHERME BRIGGS. ANIMAÇÃO.

O PRIMEIRO “GNOMEU & JULIETA” DE 2011 FOI MUITO DIVERTIDO, CRIATIVO AO FAZER DE GNOMOS DE JARDIM VERMELHOS E AZUIS REPRESENTAÇÕES SHAKESPEAREANAS AO SOM DE UMA TRILHA POP REPLETA DE SUCESSOS DE ELTON JOHN, TAMBÉM PRODUTOR DO LONGA ANIMADO. AGORA, VÁRIOS DE SEUS AMIGOS GNOMOS ESTÃO DESAPARECENDO E O CASAL PEDE A AJUDA DO DETETIVE SHERLOCK GNOMES (JOHNNY DEPP), QUE EM NOSSA DUBLAGEM GANHOU A EXCELENTE VOZ DE ALEXANDRE MORENO, UM DOS MELHORES DE SUA PROFISSÃO. CLARO QUE OUTROS HITS DE ELTON JOHN SÃO OUVIDOS AO LONGO DA PROJEÇÃO E SERÃO MELHOR APRECIADOS PELOS PAIS DO QUE PELAS CRIANÇAS. A MUDANÇA DE ARES PARA LONDRES E A PRESENÇA DO HOLMES GNOMO TAMBÉM FUNCIONA MELHOR PARA O PÚBLICO FIEL LEITOR DO ELEMENTAR DETETIVE DE CONAN DOYLE, ASSIM PARA ENTENDER MELHOR CERTAS PIADINHAS QUE O PÚBLICO GERAL NÃO VAI. NO FINAL, É OUVIDA A VOZ DE SHAKESPEARE, DUBLADO ORIGINALMENTE POR PATRICK STEWART (CAPITÃO PICARD DE STAR TREK E PROFESSOR XAVIER DE X MEN), MAS RECONHECER SUA VOZ FICA IMPOSSIVEL NAS CÓPIAS DUBLADAS. DE QUALQUER FORMA, É UM PROGRAMA AGRADAVEL PARA A FAMÍLIA ASSISTIR EM MEIO AO CLIMA TENSO DA GREVE QUE TEM ASSOLADO O PAÍS.

NÃO SE ACEITAM DEVOLUÇÕES

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BRA 2018. DIR: ANDRE RAMOS. COM LEANDRO HASSUM, LAURA RAMOS, ZEU BRITTO, MARCELA KHFOURI. COMÉDIA.

DONO DE UM QUIOSQUE EM GUARUJÁ, QUE VIVE UMA VIDA BOÊMIA, É VISITADO PELA EX-NAMORADA QUE O DEIXA COM A GUARDA DA FILHA ATÉ QUE ELE RESOLVE DEVOLVÊ-LA À MÃE. ENTÃO, ELE COMEÇA A DESPERTAR PARA O SENTIMENTO PATERNO E REPENSA TODA SUA VIDA. REFILMAGEM DO MEXICANO “NÃO ACEITAMOS DEVOLUÇÃO” (2013), QUE JÁ HAVIA GANHADO UMA REFILMAGEM FRANCESA (UMA FAMILIA DE DOIS) EM 2016 ESTRELADO POR OMAR SY. ADAPTADO PARA O HUMOR BEM BRASILEIRO COM HASSUM MAIS CONTIDO DO QUE O HABITUAL COMO FORMA DE CONDUZIR A MISTURA CERTA DE HUMOR E DRAMA.

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GRANDE ESTREIA: HAN SOLO UMA HISTÓRIA DE STAR WARS

          Na década de 80 Harrisson Ford reinou nas telas como herói de ação fosse manejando o chicote de Indiana Jones ou pilotando a Millenium Falcon em Star Wars. Seu personagem nesta novela espacial é um contrabandista simpático e hábil com sua pistola laser, buscando lucro e diversão, com um sorriso de cafajeste estampado no rosto tal qual um Errol Flynn das estrelas. Ao longo da história virou comandante da rebelião, conquistou o coração de uma princesa e tornou-se um dos maiores heróis do cinema.  Com a franquia revitalizada pela Disney, sai de cena Harrisson Ford, de 76 anos, e Han Solo ganha o rosto do californiano Alden Ehrenreich, de 29 anos. Nomes como Ansel Elgort, Aaron Taylor-Johnson, Scott Eastwood, Rami Malek e Logan Lerman, entre outros, chegaram a ser cogitados para o papel nesse segundo derivado de Star Wars ( sendo o primeiro o bem sucedido “Rogue One”) que chega aos cinemas 35 anos depois do episódio VI “O Retorno de Jedi”.

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         A Disney foi hábil em não revelar os detalhes da história com os trailers divulgados. Sabe-se que a história se passa dez anos antes dos eventos do episódio IV “Uma Nova Esperança, e que o roteiro de Lawrence Kasdan (pela quarta vez escrevendo um episódio da saga) e seu filho Jonathan Kasdan explorarão os primeiros passos do personagem em uma vida de aventuras, o início de sua lealdade com o wokkie Chewbacca (Joonas Suotamo no lugar de Peter Mayhew) e seu encontro com o jogador Lando Calrissian (Donald Glover no lugar de Billy Dee Williams). No qual adquirirá a nave Millenium Falcon. Entre os personagens novos temos Woody Harrelson como Tobias Beckett (o mentor de Solo, papel que foi inicialmente pensado para Christian Bale); Emília Clarke (a Daenerys de “Game of Thrones” ) como Qi’Ra o principal papel feminino e interesse romântico do herói; Thandie Newton (Westworld) como Val, parceira de Tobias Beckett; além de Paul Bettany (o Visão dos Vingadores) como o vilanesco Drydes Vos, um gangster espacial. O elenco ainda tem nomes famosos como Jon Favreau (diretor dos dois primeiros “Homem de Ferro”), e Warwick Davis reunindo-se com o diretor Ron Howard com quem trabalho há mais de 30 anos em “Willow”. Será, no entanto, o primeiro filme da franquia que não terá os personagens droids R2D2 e C3PO, que sempre foram parte essencial dos eventos desdobrados nesta galáxia fictícia imaginada por George Lucas.

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         Han Solo é um dos personagens mais amados na saga “Star Wars”, tendo sido eleito 14º entre os 50 maiores heróis do cinema pelo AFI (American Film Institute), e já protagonizou aventuras individuais no universo estendido dos livros e hqs que já eram publicados antes que a Disney comprassem a LucasFilms. Essas histórias passaram a ser chamadas de “Lendas” e, portanto, desconsideradas do que seria oficial, deixando a Disney livre para criar novas histórias, como está fazendo com os novos filmes. Ainda houve o curta “Han Solo – A Smuggler’s Life” (2016) com Jaime Costa no papel central, realizado pelo fã Keith Allen, e que está disponível pelo You Tube, usando a mesma ideia de explorar a juventude de Solo. O filme centrado em Han Solo, que chega agora aos cinemas, começou a ser filmado ano passado por Phil Lord e Christopher Miller, que dirigiram “Anjos da Lei” (2012) e “Uma Aventura Lego” (2014). A dupla deixou a Disney insatisfeita ao conduzir as filmagens na base de muito improviso e imprimindo um resultado mais próximo de “Guardiões da Galáxia” (2014) do que da saga criada por George Lucas nos anos 70. Devido a essas diferenças criativas, Lord e Miller foram substituídos por Ron Howard (Uma Mente Brilhante, Código Da Vinci, Rush no limite da Emoção), primeiro diretor oscarizado a assumir um título da franquia. Curiosamente, Howard atuou no segundo filme de George Lucas (American Graffitte, de 1973), e dirigiu para ele “Willow na Terra da Magia” (1988). O destino parece ter conspirado a favor já que Ron Howard havia sido um dos nomes cotados para assumir a direção do episódio I “A Ameaça Fantasma” em 1999. Quando assumiu o derivado, o diretor refilmou grande parte do material já feito, mais de 80% segundo divulgado o site imdb. A trilha sonora de John Powell (quadrilogia Jason Bourne e animações como “Era do Gelo” e “Como Treinar seu Dragão”) recebeu a colaboração do mestre John Williams, compositor da trilha original, em uma das faixas buscando se conectar com o espírito dos episódios anteriores. O filme mal chega às telas e já se fala em um filme estrelado por Obi Wan Kenobi, e rumores ainda apontam uma sequência para as aventuras do jovem Solo, direcionando o personagem até o momento em que este encontra Luke e Obi Wan na cantina mostrada no episódio IV.

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            O encanto dessa história tem renovado seu público ao longo das últimas 3 décadas, e se mantido como um dos maiores expoentes da cultura pop ocidental, desde que Lucas (este completou 74 anos em 14 de Maio) sonhou com essa galáxia muito, muito distante onde a força continua a despertar.

 

GRANDE ESTREIA : 17 DE MAIO DEADPOOL 2

            Desde sua primeira aparição em 1991 (The New Mutants #98), o mercenário tagarela Deadpool tem crescido sua popularidade, ganhando espaço muito além do papel de mero coadjuvante dos heróis mutantes da Marvel. Seu estilo debochado, não convencional, dialoga com o leitor quebrando a quarta parede, a barreira imaginária que separa o público da ficção. Nas hqs, e depois no cinema, o público parece ter se identificado com seu tom caótico e demolidor que não se preocupa tanto em salvar o mundo quanto em tirar um sarro de tudo e de todos, até de si mesmo.

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          Quando Fabian Nicieza e Rob Liefield criaram o personagem plagiaram descaradamente o vilão Exterminador da rival DC Comics, seja no visual ou em seu nome Wade Wilson (corruptela de Slade Wilson da outra editora). Desde sua primeira aparição nas hqs, que no Brasil se deu em “X Men” #72 (1994) pela Editora Abril, o personagem se destacou deixando claro que ele pode ser super, mas está longe de ser um herói, conforme afirma no início do primeiro filme de 2016. Deadpool foi o último improvável sobrevivente de um experimento que tenta recriar o  fator cura de Wolverine, do qual aceitou participar por conta de um câncer terminal que o deixa com nada a perder. Sua agilidade e força não o torna um digno defensor da lei, mas faz dele um mascarado aventureiro desprovido do altruísmo típico do gênero, e cujo sucesso se deve justamente por seus deméritos morais e língua assumidamente chula.

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         Tais características estavam completamente ausentes quando Ryan Reynolds apareceu em “XMen Origens: Wolverine” (2009), fosse no visual ou na insanidade desenvolvida depois que seu rosto foi desfigurado no processo que lhe deu poderes. O ator canadense estava, no entanto, planejando um filme do personagem desde 2004, mas a Twentieth Century Fox acabou engavetando o projeto, temerosa pelo conteúdo adulto pretendido. Um filme nesses moldes seria um risco pois reduz o alcance das bilheterias; e assim, Reynolds acabou assinando com a Warner para o papel central de “Lanterna Verde” (Green Lantern) em 2011. Se o filme do herói verde da DC Comics tivesse dado certo, o contrato de Reynolds teria emendado sequências, o que teria atrapalhado bastante um filme do mercenário tagarela da Marvel. Na época, Reynolds declarou que tudo era possível e que assim como Harrisson Ford fazia Han Solo e Indiana Jones, ele poderia também viver dois heróis de estúdios concorrentes. O fato é que o fracasso de “Lanterna Verde” foi bom para que Reynolds retomasse o projeto de fazer Deadpool, e como teria nas mãos um orçamento modesto, estimado em torno de US$58 milhões, as pressões do estúdio seriam menores e dariam a Reynolds controle maior sobre o projeto. O diretor Tim Miller, egresso dos efeitos visuais, faria sua estreia na cadeira, que chegou a ter o nome de Robert Rodriguez atrelado ao projeto.

 

          A trama do filme, lançado em 2016, é narrada em flashback respeitando os elementos que conferiram ao personagem a popularidade nas hqs: violência, mordacidade nos diálogos, metalinguagem, nenhuma pretensão de ser sério e uniforme idêntico aos quadrinhos originais. Em sua história de vingança contra o mutante Ajax (Ed Skrein), responsável pela transformação de Wade, ainda desfilam pela tela a bela Vanessa, garota de programa e amada de Deadpool, papel desempenhado pela brasileira Morena Baccarin. O filme mantém ainda relação com o universo dos heróis mutantes com a presença do herói russo Colossus, através da captura de movimentos do ator Stefan Kapicic, e a cômica e infame tirada de Deadpool sobre o Professor Xavier ser Patrick Stewart e James McAvoy. O roteiro não faz concessões, sobrando até farpas para o filme do Lanterna Verde, e dessa forma se mostra fiel ao material impresso da Marvel com direito à costumeira presença de Stan Lee em uma de suas aparições cameo, desta vez como um MC no clube de strip. Lee virou símbolo da cultura pop, e “Deadpool” atinge em cheio ao público jovem que compareceu em peso às salas de exibição com um lucro acima de US$300 milhões na bilheteria.

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          A sequência veio a ser anunciada antes mesmo da estreia do filme de 2016, que ainda teve o feito de ganhar prêmios como o “Saturn Awards” (2016), prêmio dado aos filmes do gênero fantasia e ficção científica, o “Critics Choice Award” (2016), o “MTV Movie Award” (2016), o “People’s Choice Award” (2016) e outros. A direção do segundo filme ficou com David Leitch (Atômica), ex-coordenador de dublês, depois que Tim  Miller saiu do cargo devido a desentendimentos com Ryan Reynolds. O papel do mutante Cable (nas hqs este é filho de Ciclope e Jean Grey) quase ficou com Brad Pitt, mas foi para as mãos de Josh Brolin, o intérprete de Thanos no recente sucesso “Vingadores: Guerra Infinita”. A presença de Brolin, ator que foi parte do clássico “Goonies” (1985) rende uma piada inevitável do mercenário tagarela que o chama de “Willy Caolho”, referência ao pirata do filme dos heróis mirins do filme de Spielberg. A presença do personagem Cable reforça rumores de que a Fox planeja um filme da “X Force”, equipe mutante liderada por Cable nas hqs. Dos quadrinhos originais o filme ainda traz a mutante Dominó (Zazie Beetz), o vilão mutante Black Tom Cassidy (Jack Kesy) e os retornos de Morena Baccarin e Brianna Hilderbrand como a adolescente Missil. Outro atrativo é a presença do popular ator Terry Crews, sempre reconhecido como o Latrell de “As Branquelas” (2004).  Os bastidores do filme, no entanto,  tiveram uma tragédia: a morte da dublê Joi Harris em Agosto de 2017 em acidente de moto durante as filmagens.

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           O personagem de Reynolds não se permite abater, e o filme retoma o tom jocoso do anterior como no cartaz promocional parodiando o clássico “Flashdance” (1983), e ainda trouxe para a trilha sonora Air Supply, A-Ha, Cher, e a icônica Celine Dion que gravou um divertido videoclipe com a presença do mascarado desbocado. Com orçamento estimado em torno de US$100 milhões para essa segunda aventura, já está previsto um terceiro filme para 2020, o que a julgar pela expectativa do público não será nenhuma surpresa reencontrar esse anti-herói, que como o próprio se auto-define no primeiro filme, é apenas um cara mau que luta contra caras piores ainda. A diversão está garantida, com luzes, câmera, ação e risos.

 

MICHELLE … MA BELLE !

Michelle Pfeiffer

              Nos anos 80 ela disputava a atenção dos olhares masculinos com nomes como Kim Basinger, mas soube se sobressair em papéis tão diferentes que não há como duvidar que, além de uma estonteante beleza, seu talento a tornou uma das melhores de sua geração, tendo completado em 29 de abril desse ano 60 anos.

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         Michelle Marie Pfeiffer sempre soube o que dizer como atriz para se provar mais do que apenas um rosto bonito. Começou na Tv no final dos anos 70 em séries como “A Ilha da Fantasia” e “Chip’s”, além de outras produções menores que serviram para chamar a atenção para a jovem atriz, que aos 24 anos protagonizou seu primeiro filme no cinema “Grease 2 – Os Tempos da Brilhantina Continuam” (1982), sequência do grande sucesso da década anterior que naufragou nas bilheterias, mas mostrou que o mundo precisaria conhecer mais daquela bela jovem que cantou e encantou ao som de “Cool Rider”. A canção não é memorável, mas a voz de Michelle e o modo como a câmera parecia captar o brilho de seus olhos e seu sorriso radiante fez o mundo entender que muito ainda havia a dizer. Mesmo em um papel menor foi uma presença fundamental ao lado de Al Pacino na refilmagem de Brian DePalma para “Scarface” (1983) . Dois anos depois fez um cavaleiro medieval uivar em “O Feitiço de Áquila” (Ladyhawke) de Richard Dooner, tosando as belas madeixas que fizeram de Isabeau uma das mais lembradas heroínas da década.

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              Mostrando o desejo de se mostrar versátil, se juntou às divas Cher e Susan Sarandon em “As Bruxas de Eastwick” (1987), uma experiência que relatou depois ter sido agradável e sem a guerra de egos típica do encontro de grandes estrelas. Em seguida fez a comédia leve “De Caso com a Mafia” (Married to the Mob) e dividiu a cena com Mel Gibson e Kurt Russell no tenso “Conspiração Tequila” (Tequila Sunrise). Sua primeira indicação ao Oscar veio com “Ligações Perigosas” (Dangerous Liasions) como a frágil e apaixonada Madame de Tourvel. No ano seguinte, sua segunda indicação veio com sedução e música em “Suzie & Os Baker Boys” (The Fabulous Baker Boys) se deitando sobre o piano dos irmãos Beau e Jeff Bridges. Imprimindo nas telas sua figura capaz de ser sensual sem jamais cair na vulgaridade, Michelle Pfeiffer recusou papeis que exigissem nudez ou que fossem de violência extrema. Por isso recusou o papel de Clarice Sterling, que foi para Jodie Foster em “O Silêncio dos Inocentes” (Silence of the Lambs), preferindo atuar ao lado de Sean Connery em “A Casa da Russia” (The Russia House) de 1990, e logo em seguida preencheu as fantasias de adolescentes e marmanjos vestindo uma roupa de couro e miando para Michael Keaton como a Mulher Gato em “Batman o retorno” (Batman Returns). O sucesso estrondoso alimentou a mídia da época com rumores de que Michelle teria um filme solo da vilã felina, o que acabou não se concretizando.

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                 A medida que a fama crescia, a atriz procurou sempre se manter à parte de qualquer escândalo, mantendo uma vida particular discreta, sem exageros típicos de grandes astros. Adotou uma menina mestiça mostrando que o amor não dependia de etnias e casou-se com o produtor/roteirista de TV David E.Kelly (Picket Fences, Chicago Hope). Não parou de diversificar os papeis escolhidos fazendo uma dona de casa dos anos 60 em “Barreiras do Amor” (Love Field) atraída pela mensagem anti-racista que sempre foi para ela uma causa a ser defendida; voltou a trabalhar ao lado de Jack Nicholson em “Lobo” (Wolf) de 1993 e Al Pacino em “Frankie & Johnny” (1991), este um papel totalmente desglamourizado, o de uma garçonete solitária e desacreditada no amor. Estava grávida de seu segundo filho (primeiro natural) quando fez a professora idealista de “Mentes Perigosas” (Dangerous Minds), espécie de versão feminina do clássico “Ao Mestre com carinho”. Se seguiram o papel de repórter ascendente ao lado de Robert Redford em “Íntimo & Pessoal” (Upclose & Personal) ; dona de casa frustrada no casamento ao lado de Bruce Willis em “A Historia de Nós Dois” (A Story of Us); mulher ameaçada por um assassino ao lado de Harrisson Ford em “A Revelação” (What Lies Beneath); e um papel Shakespereano em “Sonhos de uma Noite de Verão” (A Midsummer Night’s Dream) entre outros. Voltou a atuar e cantar dublando a amada esposa de Moises na animação “O Principe do Egito” (The Prince of Egypt) de 1998. Com o final da década da 90 se afastou das telas para ficar mais próxima da família, escolhendo a dedo os papeis que faria já mostrando no belo rosto as marcas da idade. Ainda assim estava belíssima como a bruxa de “Stardust” (2007), a gótica matriarca de “Sombras da Noite” (Dark Shadows) , e voltou a cantar e dançar em “Hairspray” (2007). Ano passado atuou com destaque em “Mãe” (Mother) de Dareen Aaronovsky, e “Assassinato no Expresso do Oriente” (Murder on the Orient Express) de Kenneth Branagah, roubando a cena em meio a um elenco estelar, e cantando a canção dos créditos de encerramento.Em 2017 foi indicada ao Globo de Ouro pela produção de TV “O Mago das Mentiras” (The Wizard of Lies), terceira vez atuando ao lado de Robert DeNiro. Esse ano, a atriz ainda aparecerá muito em breve como uma super heroína em “Homem Formiga & Vespa” (Antman and the Wasp), entrando para o time multi estelar de astros a participar do bem sucedido Universo Cinemático Marvel, se reapresentando para uma nova geração.

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         Seja voando como um falcão, miando como uma gata ou mostrando os belos dotes musicais, falta a Academia lhe reconhecer o talento e lhe conceder a honraria de um Oscar. Ou seria o Oscar quem deveria de conceder a honrar de ir para as mãos de uma das melhores atrizes dos últimos trinta anos, ainda atuante, ainda linda e como diz a canção dos Beatles, as únicas palavras que encaixam tão bem, que todos nós conhecemos e compreendemos como Michelle, nossa Michelle Pfeiffer… Miauu !!!!!!!