GRANDE ESTREIA: OS INCRIVEIS 2

                   Quando “Os Incriveis” (The Incredibles) foi lançado, o chamado Universo Cinemático Marvel ainda não havia sido desenvolvido, embora já houvessem filmes do gênero bem sucedidos (Homem Aranha, X Men). Era uma questão de tempo que houvesse uma sequência, e quanto tempo !!! Brad Bird disse que só faria se tivesse uma boa ideia para explorar, e nesse meio tempo dirigiu “Ratatouille”(Oscar de melhor animação), “Missão Impossível: Protocolo Fantasma” e “Tomorrowland”, ao fim do qual finalmente assumiu a aguardada sequência das aventuras da família Pera.

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                A ideia para “Os Incriveis” veio à mente de Bird muito antes quando Brad tentava com dificuldade administrar seu tempo entre sua vida profissional e pessoal. Competente animador, Bird fez parte da equipe criativa de “Os Simpsons” durante suas primeiras oito temporadas e, mesmo com o fiasco de bilheteria de “O Gigante de Ferro” (The Iron Giant) em 1999, impressionou John Lasseter, o homem forte da Pixar. O roteiro de Bird foi criativo ao equilibrar ação e humor para mostrar uma família de super heróis proibida de usar seus poderes novamente devido ao prejuízo causado pelo rastro de destruição das batalhas travadas. Nessa realidade ser um super herói não tem nenhum glamour e a família Pera leva vidas monótonas no fictício subúrbio de Metroville. Pais de três filhos, a retraída adolescente Violeta e os meninos Flecha e Zezé que tem dificuldades de se inserir com crianças de sua idade. Bird conseguiu desglamourizar o gênero explorando o potencial de uma história que fala em como seria um mundo em que super heróis realmente existissem. Além disso a animação foi um triunfo da tecnologia dando à pele dos personagens humanos uma definição mais realista. Diferente das produções anteriores do estúdio, “Os Incriveis” foi o primeiro a ter protagonistas humanos tratando de temas como família, relação marido e mulher, morte e filhos hiperativos.

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               Claro que me meio a toda a diversão percebe-se referências obvias às histórias em quadrinhos. Da clássica Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons vem a ideia da realidade distópica em que a atividade dos heróis não é bem vista, e os personagens são claras alusões ao Quarteto Fantástico de Stan Lee e Jack Kirby, conseguindo diga-se de passagem obter um resultado melhor que os filmes do quarteto produzidos pela Fox. Os poderes da família incrível são reconhecíveis: O Sr. Incrivel é forte como o Superman, Violeta fica invisível, Flecha corre veloz, e a Mulher Elástica estica seu corpo além dos limites. Seu codinome, no entanto, gerou na época um problema pois já existe um Mulher Elástica nos quadrinhos da Dc Comics, membro da equipe Patrulha do Destino. A Pixar conseguiu um acordo onde o nome Mulher Elástica só seria usado no filme, enquanto nos matérias promocionais ela seria chamada de Sra Incrível. Entre os personagens destaca-se o vilão Síndrome que foi feito a partir das feições do próprio Brad Bird e a estilista Edna Moda dublada pelo próprio Bird, inspirada a partir de Edith Head que foi uma figurinista da clássica Hollywood, tendo trabalhado em filmes como “A Malvada” (1950) e “Golpe de Mestre” (1973) e tendo sido premiada com o Oscars por 8 vezes. Por último mas não menos importante para a história é o herói Gelado, melhor amigo do Sr Incrivel, e dublado originalmente por Samuel L.Jackson que já participou de vários filmes do Universo Marvel no papel de Nick Fury.

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               Se no primeiro filme o Sr.Incrivel é o foco da história, na continuação a Mulher Elástica protagoniza a trama, bem ao sabor do papel mais ativo das mulheres no mundo. O Sr Incrivel fica com a tarefa de cuidar dos filhos em casa, o que não é fácil principalmente com os vários poderes que Zezé, o mais novo, começa a manifestar. Mais uma vez não é ação desenfreada que mais importa, mas as relações familiares e os conflitos gerados pelo cotidiano de uma vida nada tão simples, e muitas vezes mais atribulada do que derrotar super vilões e salvar o mundo. “Os incríveis 2” é o filme mais longo da Pixar contando com 1 hora e 58 minutos, de acordo com o renomado site imdb. Sua história começa imediatamente após a conclusão do primeiro filme. Sendo o 20º filme do estúdio e quarto produto da Pixar a ganhar uma sequência, o filme seria lançado inicialmente somente em 2019 mas o cronograma adiantado deste levou os executivos a antecipar seu lançamento, deixando o também anunciado “Toy Story 4” para o próximo ano. Fiquem ligados nas várias referências e easter-eggs que se tornaram parte dos atrativos dos filmes da Pixar. Desta vez, estas incluem até mesmo os temas do clássico desenho “Jonny Quest” e da série de tv “Quinta Dimensão” dos anos 60.

               Certamente o sucesso será inevitável em meio ao cada vez maior número de filmes de super heróis que conquistam cada vez mais o público e a Disney sabe como explorar o filão, sendo a dona dos heróis Marvel. Já podemos garantir a pipoca e embarcar nessa diversão que vem sendo esperada há 14 anos. Quem sabe não teremos em breve também um MegaMente II? O mundo sempre precisa de heróis e nós de boa diversão, com o perdão da expressão obvia, simplesmente incrível !

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GRANDE ESTREIA : JURASSIC WORLD REINO AMEAÇADO.

             É curioso que esses gigantescos repteis gerem tanto fascínio tendo sido extintos há cerca de 65 milhões de anos. Eu próprio tinha um dinossauro de brinquedo tipo o Rex de “Toy Story” e nunca me liguei que dinossauros e seres humanos, na verdade nunca co-existiram no planeta. Imaginar esse encontro é recorrente no cinema e o escritor Michael Crichton (1942/2008) soube explorar essa fantasia e adicionar à receita do entretenimento os temores provocados pela engenharia genética, e assim a pré-história revive.

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           O embrião para o livro que Crichton escreveu do assunto começou com um roteiro de 1983 sobre um pterodátilo clonado, mas foi rejeitado pelos estúdios. Muitos anos depois o escritor e ex-médico norte americano juntou à história o cenário de um parque temático, coisa que já havia explorado em “Westworld”, filme de 1973 e atualmente série da HBO de muito sucesso. O mundo havia mudado em 1990 e já pronto para receber os dinossauros renascidos em meio a discussões filosóficas sobre a teoria do caos. Ação e conteúdo eram bem equilibradas e os estúdios se interessaram pelo livro “Jurassic Park – Parque dos Dinossauros” antes mesmo de sua publicação inicial em 1990, inspirado nos trabalhos dos paleontólogos Robert Bakker e Jack Horner. A Universal conseguiu os direitos garantindo o interesse de Steven Spielberg. O grande triunfo técnico foi o uso eficiente de animatrônicos e efeitos digitais que tornaram os dinossauros rápidos e mortais, distantes dos efeitos stop motion que acompanharam durante anos os filmes do gênero. Impressionantes no realismo em cenas como o ataque do T-Rex ou a perseguição dos Velociraptores.

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             O sucesso do filme despertou diversas discussões sobre o comportamento dos dinossauros e um aumento considerável no interesse de jovens por paleontologia, área de estudo do Dr. Alan Grant (Sam Neill) e Dra. Ellie Sattler (Laura Dern) dupla central na história que se junta ao matemático Ian Malcolm (Jeff Goldblum) em uma visita surpresa a uma ilha que abriga dinossauros renascidos pelo milagre da clonagem, a partir do sangue coletado de um mosquito encontrado preso em âmbar. O Dr. Malcolm com sua ironia e postura questionadora serve como voz para o escritor discursar suas teorias sobre a natureza e a postura dos cientistas de se colocarem irresponsavelmente como Deus. O dono do lugar é o milionário John Hammond (Richard Altenborough) que leva seus netos para o passeio que vem a se tornar um grande pesadelo para todos. Hammond e Malcolm representam esses polos respectivos de esperança (vestido em branco) e caos (vestido em preto) frente ao avanço da ciência. O filme realizado em 1993 obteve uma bilheteria milionária e levou Crichton a escrever a sequência “The Lost World – Jurassic Park” cujo subtítulo vem para evitar confusão com um romance homônimo escrito por Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes. Novo livro levou claro a novo filme lançado em 1997 com várias passagens que homenageiam clássicos como “King Kong” e “Goldzilla”. Curioso que o livro seja centrado no Dr.Malcolm (Goldblum), personagem que morreu no primeiro livro (no filme ele sobrevive), mas aparece miraculosamente vivo nas páginas do segundo livro. A história ainda guarda espaço para romance entre o Dr.Malcom (Goldblum) e a Dra Sarah Harding (Julianne Moore) e uma sequência eletrizante de safari com os dinos tecnicamente tão elogiosa quanto John Wayne caçando os animais selvagens em “Hatari” (1962).

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               Em 2001, um terceiro capítulo foi dirigido por Joe Johnston (Capitão America Primeiro Vingador), sendo o primeiro não baseado em um livro de Michael Crichton. “Jurassic Park III” tras o Dr.Alan Grant ajudando a uma família a recuperar seu filho perdido na Ilha Sorna, cheia de dinossauros perigosos. Como novidade, os pteredátilos que estão presentes no primeiro livro, mas não chegaram a ser usados no primeiro filme, protagonizam diversas cenas de ação junto a um elenco humano que ainda inclui William H.Macy e Tea Leoni. A bilheteria milionária da franquia deixava claro que os dinos não deixariam as telas, mesmo levando-se conta que o animal no logo do filme na verdade não pertence ao período jurássico (200 a 155 milhões de anos), e sim ao período cretáceo (145 a 65 milhões de anos).

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          As licenças poéticas voltam a povoar a imaginação quando o diretor Colin Trevorrow ressuscitou mais uma vez os grandes lagartos em “Jurassic World – Mundo dos Dinossauros” (2015), realizado sete anos depois da morte do autor. Carregado de referências aos filmes anteriores e com o casal Chris Pratt (Starlord de “Guardiões da Galaxia”) e Bryce Dallas Howard a frente do elenco. O filme ainda aproveitou alguns elementos da história original como o diálogo entre o Dr. Wu (BD Wong) e o Sr. Masrani (Irffan Khan). A chegada do Indominus Rex como o monstro da vez é aterrador e impulsiona a história tanto quanto o ataque do T Rex no primeiro filme. Na receita entram novas considerações sobre o avanço impensado da ciência e famílias partidas (os sobrinhos de Claire) lutando para não serem devoradas. Uma das ideias não aprovadas para a retomada da franquia foi o uso de soldados híbridos metade humanos, metade repteis.

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         A chegada do novo título “Jurassic World II – Reino Ameaçado” vem com a certeza de que a franquia deve em breve gerar outros. A cultura pop sempre acolheu bem esses animais pré históricos, até mesmo o genial Mauricio de Souza criou o simpático filhote de T Rex Horácio que é um sucesso nas hqs. Divertido como descer pela cauda de um brontossauro e gritar “IABADABADUU”!

GRANDE ESTREIA: OITO MULHERES & UM SEGREDO

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             Para o escritor Machado de Assis, o conto do Vigário, aquela expressão que aponta um golpe de esperteza, é o mais antigo gênero de ficção. No cinema é um dos mais divertidos, já tendo rendido diversas pérolas explorando a arte de passar a perna em alguém e estabelecendo uma empatia instantânea com o público.  Agora é a vez de Sandra Bullock à frente de um elenco de divas, mas a semente desse golpe começou há muito tempo.

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                 Uma das mais memoráveis foi o “Onze Homens & Um Segredo” original, dirigido por Lewis Milestone em 1960. Este reunia pela primeira vez nas telas o “Rat Pack” liderado por Frank Sinatra e composto por Dean Martin, Sammy Davis Jr, Joey Bishop entre outros. O clã perpetuava nas telas a imagem boêmia dos palcos de Las Vegas, onde divertiam o público com canções e piadas. Sinatra, que tinha uma velada relação com a máfia, usa essa imagem para fazer de Danny Ocean um golpista simpático disposto a assaltar cinco cassinos na Las Vegas sessentista. O clima descontraído nas filmagens era resultado dos laços de amizade e camaradagem de um elenco que incluía uma ponta não creditada e improvisada de Shirley MacLaine, além de nomes como Akim Tamiroff, Cesar Romero, Angie Dickenson e Henry Silva, nomes hoje desconhecidos, mas extremamente populares na época. O filme ainda trouxe a colaboração do designer Saul Bass (O Homem do Braço de Ouro, Intriga Internacional, Deu a Louca no Mundo) nos créditos de abertura, os arranjos de Nelson Riddle (o favorito de Sinatra) na trilha sonora e, segundo reza a lenda, uma contribuição não creditada de Billy Wilder no roteiro.

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              A ocasião não faz o ladrão, mas certamente faz o roubo, então por que não chamar um grupo de amigos e roubar um cofre com o dinheiro de três cassinos pertencentes ao milionário Terry Benedict (Andy Garcia). Assim se desenrola a segunda versão de “Onze Homens & Um Segredo” (2001), reunindo George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon, Bernie Mac, Don Cheadle (Máquina de Combate nos filmes da Marvel) e os veteranos Carl Reiner e Elliot Gould. O toque feminino é dado pela presença de Julia Roberts que faz Tess, a ex-mulher de Danny Ocean, que no início do filme, está envolvida com o antagonista da trama. O filme triunfou com o público e crítica, sendo indicado a vários prêmios e faturando acima do dobro de seu orçamento estimado em torno de US$ 85 milhões. Curioso é que a vontade inicial do diretor Steven Sodenberg era filmar em preto e branco. Do elenco original, os veteranos Angie Dickenson e Henry Silva fazem rápidas aparições no filme, cujo final também difere do original. A trupe de Sinatra perde todo o dinheiro incinerado no caixão de um de seus homens enquanto Clooney e sua quadrilha embolsam uma pequena fortuna.

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             Três anos depois, Benedict (Andy Garcia) caça a gang de Danny Ocean (Clooney) exigindo a devolução do dinheiro roubado, com juros, em “Doze Homens & Um Segredo” (2004). Mas gritar “pega ladrão!” não deixa um, deixa onze planejando outro golpe na Europa a medida que são perseguidos por uma agente da lei interpretada pela bela Catherine Zeta-Jones, que tal qual Faye Dunaway atrás de Steve McQueen em “Crown, o magnífico” (The Thomas Crown Affair), vem seguindo os passos do grupo de Rusty (Brad Pitt) com quem se envolveu romanticamente. A narrativa destaca locações em Armstedam, Paris e Monte Carlo, ao som de uma sofisticada trilha sonora que inclui “L’Appuntamento”, versão em italiano de “Sentado à Beira do Caminho” de Roberto Carlos.  O clima de diversão “entre amigos” inclui Bruce Willis como ele mesmo, e ironicamente introduzindo Tess como Julia Roberts. O 12º homem do bando é o ator francês Vincent Cassell, um milionário que atende pela alcunha de “Raposa Noturna”, cuja função na trama serve a uma drástica reviravolta no final.

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                Cumprindo a máxima que diz “Ladrão que rouba de ladrão…” chega-se a “Treze Homens & Um Segredo” (2007). Desta vez o bando se reúne para contra o gangster vivido por Al Pacino, que engana Rueben (Elliot Gould), integrante da gang de Ocean, que por isso sofre um enfarte. A história explora o senso de camaradagem entre os simpáticos vigaristas em busca de vingança, levando a uma aliança inusitada quando Benedict (Garcia) torna-se o 13º homem. A produção recriou um cassino todo em estúdio com detalhes e sofisticação, e o resultado nas bilheterias não foi decepcionante, embora Soderbergh e Clooney tenham se oposto a um quarto capítulo.

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                 A formula de sucesso desses filmes é a ideia de um engenhoso golpe idealizado e praticado por escroques charmosos, modernos Robin Hoods que ignoram as leis, subvertem as convenções de certo e errado. Como não lembrar de Aldo Vanucci (Peter Sellers), outra notória raposa de “O Fino da Vigarice” (After The Fox), de Vittorio De Sica que dizia “Se ao menos eu pudesse roubar o suficiente para me tornar um homem honesto!”. Essa refinada ironia é o tom recorrente em filmes como “Os Sete Homens de Ouro” (Il Grande Golpo dei 7 Uomini D’Oro) de 1965, “Um Golpe à Italiana” (The Italian Job) de 1969, ou o excelente “Golpe de Mestre” (The Sting) de 1973.  Tivemos ainda o brasileiro “Assalto ao Trem Pagador” de 1962, baseado em um fato real: O roubo do pagamento da Estrada de Ferro Central do Brasil ocorrido em 1960, pela gang liderada pelo temido Tião Medonho (Eliezer Gomes). Três anos depois a vida imitou a arte na Inglaterra onde um trem com pagamentos foi roubado por 15 homens que levaram 2,6 milhões de libras esterlinas, tendo um deles, Ronald Biggs se refugiado no Brasil por mais de 30 anos.

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                Hoje o espaço é maior para as mulheres e já existem rumores de uma refilmagem de outra pérola do gênero “Os Safados” (Dirty, Rotten, Scoundrels) de 1989 que será estrelada por Rebel Wilson e Anne Hathaway, sendo que esta integra o elenco de “Oito Mulheres & Um Segredo” (2018). A gang traz Cate Blanchett, Helena Bohman Carter, Sarah Poulson, Mindy Kaling, a cantora Rihanna e a rapper Awkawafina, lideradas por Sandra Bullock, cujo personagem é irmã de Danny Ocean. O diretor Gary Ross (Jogos Vorazes) aproveita as participações de Carl Reiner e Matt Damon para fortalecer a conexão com os filmes anteriores. Tantos talentos reunidos servem ao empenho de belas golpistas em roubar um colar de diamantes valiosíssimo exibido em evento no MET (Museu Metropolitano de Arte).

              São oito beldades, inteligentes, ardilosas, espertas, impostoras, sedutoras, deliciosamente burladoras e desonestas, em resumo maravilhosas. As únicas regras são “roubar de quem merece”, “não ferir ninguém” e “divertir todos”. Nos filmes, tudo parece fácil, por isso mesmo divertido pois ali reside toda a catarse, de rir e tirar um belo sarro da vida com um bom e velho conto do vigário!