IN MEMORIAM: RUBENS EWALD FILHO

Rubinho

                         DIFÍCIL PARA MIM DIZER O QUE SINTO. ESSE HOMEM SEMPRE FOI UM EXEMPLO PARA MIM. SOU MUITO GRATO A DEUS POR TÊ-LO CONHECIDO, AINDA QUE A DISTÂNCIA. EU SEMPRE SENTIA QUE ERAMOS COMO ELTON JOHN E BERNIE TAUPIN, QUE SEMPRE COMPUNHAM CANÇÕES SEPARADOS FISICAMENTE, CADA UM EM SUA CASA. ASSIM ÉRAMOS RUBENS E EU. DESDE 2003 EU FALAVA COM ELE POR E-MAIL E DESDE 2011 ELE PASSOU A PUBLICAR MEUS ARTIGOS SOBRE FILMES, INICIALMENTE NO PORTAL R7, E DEPOIS EM SEU BLOG, NO SITE DVDMAGAZINE E NO TRIBUNAONLINE. MESMO QUE NEM SEMPRE ELE CONCORDASSE COM ALGUNS DOS MEUS PONTOS DE VISTA, ELE NUNCA DEIXOU DE APROVEITAR MEUS TEXTOS POSTADOS A MEDIDA QUE OS GRANDES BLOCKBUSTERS CHEGAVAM ÀS TELAS. DURANTE A TEMPORADA DE PREMIAÇÕES QUE COMEÇA EM JANEIRO E CULMINA NO OSCAR, ERAM OS COMENTÁRIOS DELE, E SUA MEMORIA PRODIGIOSA QUE ME MOVIAM A ACOMPANHAR OS EVENTOS. ASSIM COMO ELE, E POR CAUSA DELE, COMECEI TAMBÉM A ANOTAR OS FILMES ASSISTIDOS EM UM CADERNO E A DAR NOTA A ELES, COISA QUE DEPOIS PASSEI A FAZER PELO COMPUTADOR.

             TUDO COMEÇOU PARA MIM NO INICIO DOS ANOS 80 QUANDO EU VIA O RUBENS NA TV CULTURA ONDE APRESENTAVA O PROGRAMA “ISTO É HOLLYWOOD”, E DEPOIS NA REDE GLOBO ONDE COMENTAVA AS ESTREIAS NAS TELAS NO JORNAL HOJE. RUBENS ERA UM APAIXONADO PELAS ARTES CÊNICAS, DIRIGIU PEÇAS, ATUOU, ESCREVEU, VIVEU UMA VIDA INTENSA COM GENEROSIDADE E INTEGRIDADE. ATRAVÉS DE E-MAILS CONHECI UM POUCO UM LADO MAIS PESSOAL DELE, E POR TUDO ISSO SOU GRATO A DEUS. RUBENS FOI UMA INSPIRAÇÃO DE PROFISSIONALISMO QUE FEZ DE UM GAROTO DE 13 ANOS PRESTAR ATENÇÃO E SE APAIXONAR PELO QUE CINEMA, PELO QUE AS ARTES CÊNICAS TRAZEM. MUITO OBRIGADO MEU QUERIDO AMIGO POR TUDO. QUE SUA PASSAGEM SEJA DE LUZ.

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GRANDE ESTREIA: MIB – HOMENS DE PRETO INTERNACIONAL

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MIB INTERNACIONAL. EUA 2019. DIR: F. GARY GRAY. COM CHRIS HEMSWORTH, TESSA THOMPSON, LIAM NEESON, EMMA THOMPSON, REBECCA FERGUSON. FICÇÃO CIENTIFICA / COMÉDIA.

                Há 22 anos fomos apresentados a uma organização secreta que monitora a atividade extraterrestre no mundo. Os agentes J (Tommy Lee Jones) e K (Will Smith) foram os personagens centrais por três filmes MIB de 1997 a 2012, uma parceria de opostos, o sisudo Jones e o falastrão Smith defenderam o planeta de ameaças alienígenas em uma criativa mistura de comédia e ficção cientifica. Natural que a franquia necessitasse de novos rumos com o desinteresse dos astros originais em retornar para seus papeis. A principio, no entanto, era que ambos reprisassem os papeis de J & K em um quarto filme. Falou-se até em um possível cross-over com “Anjos da Lei”  que seria chamado MIB 23 até que o estudio Sony decidiu fazer um spin-off, com ares de reboot disfarçado, elevando a agência a uma grau de atividade mais global e com dois novos agentes interpretados por Hemsworth e Thompson, Thor e Valquiria dos filmes do Universo Cinematico Marvel. Em tempos de empoderamento feminino nada mais compreensível que a nova dupla de MIB tenha um homem e uma mulher, sendo esta não uma escada para a figura masculina mas alguem tão ou, talvez, ainda mais importante que ele.

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                     A história do novo MIB mostra o experiente agente H (Hemsworth) treinando a novata agente M (Thompson), que teve uma experiência com extraterrestres quando criança, às voltas com a descoberta de um traidor entre eles. Claro que a nova aventura vem com referências aos filmes originais: Frank, o pug faz uma rápida aparição, e os agentes J e K aparecem em uma pintura no escritório londrino numa clara alusão aos eventos do primeiro filme. Tornou-se marca registrada dos filmes apontar celebridades  como alienígenas residentes no planeta. Assim foi com Elvis Presley, Michael Jackson, Steven Spielberg e Sylvester Stallone, desta vez Donald Glover e até Sergio Mallandro entraram para a lista.

men-in-black-01.jpg               Toda essa inventividade é uma adaptação das histórias em quadrinhos. “Homens de Preto” foi publicado pela primeira vez em 1990 pela Aircel Comics, depois vendida para a Malibu Comics,  que seria adquirida pela Marvel Comics. Nas histórias originais, escritas por Lowell Cunnigham, a organização que mistura o visual dos Irmãos Cara de Pau com o clima de Arquivo X investiga todo tipo de fenômenos, não apenas os de origem alienígenas, mas também sobrenatural e paranormal. Nas hqs, vampiros, zumbis e fantasmas também estão na mira e os agentes não medem esforços, chegando até mesmo a usar meios questionáveis para atingir seu objetivo de manter a população à margem de tudo.  

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                 O filme ainda traz em seu elenco de apoio Emma Thompson, que no filme anterior já fazia o papel da líder da organização, Liam Neeson e a bela Rebecca Ferguson da franquia “Missão Impossivel”. Se você é fã desses divertidos agentes da lei intergalatica, divirta-se com a trivia abaixo:

  1. Na época do primeiro filme os papeis de J & K foram inicialmente oferecidos a Clint Eastwood e Chris O’Donell.
  2. O primeiro filme, 1997, recebeu o Oscar de melhor maquiagem.
  3. Esse quarto filme é o primeiro filme da franquia não dirigido por Barry Sonnefield.
  4. Quando o segundo filme foi lançado, 2002, cenas que mostravam de longe o World Trade Center foram editadas devido ao ataque de 11 de Setembro.
  5. A hq original também foi adaptada para a Tv em uma série animada e para jogos de computador.

GRANDE ESTREIA: X MEN FÊNIX NEGRA

          Este ano o gênero super herói teve um excelente encerramento com “Vingadores Ultimato”. Esse novo filme dos heróis mutantes, o sétimo da franquia da FOX iniciada em 2000, não trilha o mesmo caminho por muitos motivos: A compra da FOX pela Disney, as refilmagens e adiamentos seguidos, a condensação de uma saga que caberia em uma trilogia dentro de cerca de 1 hora e 53 minutos de projeção e o fato de que é uma segunda adaptação.

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           Em 2006 Bryan Singer trocou o terceiro filme da franquia pela oportunidade de fazer “Superman Returns” para a Warner. Brett Ratner assumiu o comando do terceiro filme da equipe mutante que mistura elementos da saga da Fênix Negra com o arco de história “Surpreedentes XMen” onde cientistas encontram uma possível cura para a mutação genética. Praticamente eram dois arcos que poderiam ser abordados em filmes separados e com seus respectivos atrativos diluídos de tal forma que o resultado acabou sendo desastroso. O curioso é que o roteiro desse capítulo 3, batizado “The Last Stand”, foi escrito pelo mesmo Simon Kinberg que agora assina a história e a direção de “Dark Phoenix”. Parece pouco sensato revisitar a mesma história, insistindo no mesmo erro de aproveitar uma pequena premissa de uma história maior, e uma das melhores vinda dos quadrinhos desses populares heróis criados em 1963 por Stan Lee e Jack Kirby.

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        Para quem é leitor de longa data da Marvel sabe que a natureza dos personagens foi mudada em favor de estrategias do mercado cinematográfico. Mística aparece como a líder da equipe já que Jennifer Lawrence é uma estrela de primeira grandeza nas telas, e assim como a trilogia inicial, resta pouco ou quase nada para Ciclope ou Tempestade, até porque suas inserções no filme anterior “X Men Apocalipse” (2016) foram mal planejadas em um filme cheio de equivocos apesar de trazer no elenco James MacAvoy e Michael Fassbender, excelentes em seus papeis antagônicos de Xavier e Magneto.

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         Sophie Turner (que recentemente também se despediu de sua personagem de “Game of Thrones”) veste bem sua personagem, herdada de Famke Jansen, mas sofre com um roteiro que não aproveita nem 20 por cento da história original, uma saga com todos os elementos atrativos do gênero, que se fosse bem adaptada se iguala a saga de Thanos. Nos quadrinhos o arco começou quando Chris Claremont assume as histórias dos X Men em 1975, a principio com os desenhos de Dave Cockrum, e depois com o artista John Byrne. O que eles fizeram foi explorar todo o potencial de Jean Grey, a primeira heroína mutante, que a principio atendia pelo nome de Garota Marvel. Seus poderes mentais alcançam escala cósmica quando Jean salva os seus companheiros de equipe de uma aventura no espaço quando entra em contato com a força Fênix, uma entidade super poderosa. Transformada na Fênix, Jean salva o universo da destruição total por uma galáxia de neutrons, quando os mutantes são enviados à distante galáxia Shiar. Seu heroísmo acaba levando à premissa de que se o poder corrompe … bom, influenciada pelo Mestre Mental, membro do Clube do Inferno, uma sociedade secreta, Jean vai se tornando cada vez mais descontrolada até finalmente assumir-se como a Fênix Negra. Jean viaja para outra galáxia, mergulha em uma estrela consumindo-a, assim como toda a vida no setor. O que se segue é uma batalha épica aprofundada pelo dilema que questiona se a vida de um é mais importante que a vida de bilhões.

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             Impossível esquecer o impacto do arco de 1980 (Uncanny X Men #129 / #138)  que no Brasil chegou ao seu clímax nas páginas de “Grandes Heróis Marvel #7” , da Editora Abril em fevereiro de 1985. Lembro bem do choque em ver o corpo de Jean sem vida nos braços de seu amado Ciclope. Justamente por ter sido um arco longo os leitores se envolveram de tal forma que era impossível não sentir o pesar de Ciclope ou o desespero de Xavier para tentar salvar sua pupila, devidamente anunciada na época como a maior história de todos os tempos.

         No filme de Simon KInberg a trilha sonora ficou a cargo de Hans Zimmer, que foi responsável pelos temas de Batman, Superman, Homem Aranha e Mulher Maravilha. Zimmer já havia anunciado que não pretendia trabalhar mais com filmes de super herois mas foi convencido por Kinberg a voltar atrás. Curiosamente, o filme acontece no ano de 1992, mesmo ano de lançamento da série animada dos X Men, que fez melhor adaptação da saga da Fênix Negra. Não procurem por Wolverine pois o personagem não é usado já que Hugh Jackman já se aposentou oficialmente do papel depois de Logan (2017). Jessica Chastain faz o papel misterioso, aparentemente tentando influenciar Jean tal qual o Mestre Mental nas hqs originais. O filme será o último da franquia que certamente será rebootada pelo MCU dentro de alguns anos. Por isso, melhor se preparar para a despedida, para a morte de personagens, mas lembrando sempre que de acordo com a lenda, a Fênix renasce das cinzas.