BOND 007 – OS DIAMANTES SÃO ETERNOS

DIAMONDS ARE FOREVER

Na virada da década de 60 para 70, Albert Broccoli & Harry Saltzman estavam em um impasse: George Lazenby não era mais opção viável, apesar de ter havido uma tentativa de fazê-lo retornar apesar da rejeição dos fans, já que a bilheteria de “007 A Serviço de Sua Majestade” fora altíssima. Os nomes de Burt Reynolds e Adam West (o Batman do seriado de TV) foram cogitados, mas os produtores conseguiram convencer Sean Connery a retornar uma última vez, com um salário milionário para a época (em torno de $1,25 milhão de dólares).

Com locações em Las Vegas, Londres, Los Angeles e Frankfurt, o 7º filme do agente secreto 007 chegou às salas de exibição do Reino Unido em Dezembro de 1971, e no em Janeiro do ano seguinte no Brasil. A história foi adaptada do 4º livro escrito por Ian Fleming, publicado originalmente em 26 de Março de 1956. A história já começa com Bond confrontado por Brofeld e movido por instinto de vingança pela morte de Tereza no filme anterior. Bond mata Brofeld e volta a Londres onde o MI6 o envia para uma nova missão: Descobrir o que há por trás do contrabando de diamantes. Bond aceita a missão com relutância e desinteresse, trocando de identidade e entrando em contato com uma das contrabandistas, a bela Tiffany Case (Jill St.John, a primeira Bond Girl americana) que acaba ajudando Bond contra Brofeld, ainda vivo e o mentor por trás da construção de um potente canhão laser, criado com os diamantes roubados, e que planeja usar contra os Estados Unidos.

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A adaptação apenas aproveita superficialmente a trama dos diamantes do livro de Fleming já que o vilão do livro é um milionário megalomaníaco nos moldes de Goldfinger. Pensou-se, inclusive, de torná-lo o irmão de Goldfinger em busca de vingança, mas no final o roteiro, assinado por Richard Maibaum e Tom Mankiewics transformou a história em uma sequência dos eventos do filme anterior, embora tudo seja sutilmente abordado. Brofeld justifica seu retorno mostrando a Bond que sempre usa sósias de forma a confundir seus inimigos e escapar ileso. Assim justifica-se inclusive a troca de interpretes dos filmes anteriores. O ator inglês Charles Gray veio a ser o 4º ator a interpretar o vilão que o arqui inimigo de Bond.  Seria a última vez que Brofeld e a Spectre poderiam ser usados abertamente pois Kevin McClory, co-criador destes conseguira proibir judicialmente seu uso por Broccoli, na falta de um acordo que o satisfizesse. O filme foi dirigido por Guy Hamilton, o mesmo diretor de Godlfinger e a canção tema ficou a cargo de Shirley Bassey, também interprete de Goldfinger.

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Jill St John ficou com o papel de Tiffany Case que foi cogitado para Jane Fonda ou Faye Dunaway. O filme teve o orçamento de $ 7,2 milhões de dólares, lucrando seis vezes mais do que custou. Analisando a história revista por mim recentemente, Connery deixa visível seu cansaço e descontentamento com o personagem e o roteiro deixa margem para um excesso de piadinhas para disfarçar as fraquezas do roteiro. Jill St John é bonita, mas não mostra a mesma química que suas antecessoras como Bondgirl. De qualquer forma, o filme abriu a década de 70 para a milionária franquia, mas deixava no ar a pergunta: quem iria ser o substituto de Connery, que deixava bem claro que não continuaria.

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Connery ainda provaria que nunca se deve dizer nunca pois voltaria ao personagem de James Bond mais uma vez, mas isso é outra história para contar daqui a algum tempo.

BOND RETORNA AO BLOG SEMANA QUE VEM COM A ESTREIA DE ROGER MOORE NO PAPEL EM “COM 007 VIVA & DEIXA MORRER”.