PÁSCOA CINEMATOGRÁFICA 2018

PÁSCOA 2018, QUE MULTIPLIQUE-SE A PROSPERIDADE, SÍMBOLIZADA NA FIGURA DO COELHO MAS, SOBRETUDO, CELEBREMOS A RESSURREIÇÃO DE CRISTO, POR MUITOS ESQUECIDA. DESEJO A TODOS OS LEITORES DO BLOG UMA FELIZ PÁSCOA, PAZ, PROSPERIDADE, RENOVAÇÃO DA ESPERANÇA DE QUE TUDO SERÁ MELHOR. ABAIXO TRÊS FILMES MUITO SIGNIFICATIVOS PARA MIM, QUE NESTA DATA SERIAM AGRADÁVEIS MOMENTOS EM TORNO DOS QUAIS UMA FAMILIA PODERIA SE DIVERTIR, COMO SÓ O CINEMA PODE FAZER:

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1- A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE. (1971). ME PERDOEM OS FÃS DA VERSÃO COM JOHNNY DEPP, MAS O WILLY WONKA QUE ESTÁ GRAVADO NA MINHA MENTE TEM O ROSTO DO SAUDOSO GENE WILDER. SUAS FEIÇÕES GENTIS, SEUS GESTOS PATERNAIS EM MEIO AOS ICÔNICOS OOMPA LOOMPAS TRANSMITIRAM LIÇÕES MORAIS, NÃO APENAS PEDAÇOS DE SONHOS NA FORMA DE CHOCOLATE. TUDO BEM QUE ESTA VERSÃO TENHA DESAGRADADO A ROAD DHAL, AUTOR DO LIVRO, FOI GENE WILDER QUEM ENCANTOU MINHA SESSÃO DA TARDE.

desfile de pascoa

2- DESFILE DE PÁSCOA (1948). PÁSCOA SEM MÚSICA E SEM DANÇA NÃO PODE, E POR ISSO ESCOLHO OS MARAVILHOSOS FRED ASTARIE E JUDY GARLAND, ELE UM DANÇARINO EXPERIENTE E ELA UMA CORISTA, POR ELE TREINADA PARA BRILHAR AO SEU LADO. MUSICAL CLÁSSICO HÁ MUITO NÃO EXIBIDO NA TV, QUE QUASE FOI ESTRELADO POR GENE KELLY, AMS ESTE TORÇEU O TORNOZELO E FOI SUBSTITUIDO POR FRED ASTAIRE.  É UM FILME AGRADÁVEL PARA OS AMANTES DA ARTE CINEMATOGRÁFICA ESQUECIDA POR MUITOS.

rei dos reis

3- REI DOS REIS (1956) – PARA MIM. A MELHOR VERSÃO DA TRAJETÓRIA DE JESUS, INTERPRETADO COM SENSIBILIDADE POR JEFFREY HUNTER. DE SEU NASCIMENTO ATÉ SUA ASCENÇÃOM AOS CÉUS, PASSANDO POR SUA CRUCIFICAÇÃO, ENCENADA COM EMOÇÃO NAS MÃOS DO DIRETOR NICHOLAS RAY. A MENSAGEM DE PAZ AOS HOMENS DE BOA VONTADE E IGUALDADE DIANTE DO PODER E CRUELDADE DE ROMA SEMPRE ENCONTROU PARALELOS NO MUNDO ATÉ HOJE. A TODOS FELIZ PÁSCOA !! ADILSON.

CONHECIMENTOS PRÁTICOS: LITERATURA #68

Untitled-1                AMIGOS DO BLOG JÁ CHEGOU ÂS BANCAS A EDIÇÃO Nº68 DA REVISTA CONHECIMENTOS PRÁTICOS LITERATURA, EDITORA ESCALA, DA QUAL SOU COLABORADOR. NA CAPA UMA BELÍSSIMA IMAGEM DE MIGUEL DE CERVANTES, O AUTOR DE “DON QUIJOTE”, UMA DAS GRANDES OBRAS DA HUMANIDADE. cERVANTES, ASSIM COMO SHAKESPEARE, COMPLETA 400 ANOS DE SUA MORTE E A REVISTA TRAZ UMA BELÍSSIMA MATÉRIA A RESPEITO. DE MINHA AUTORIA, TRAGO UM ARTIGO SOBRE O CENTENÁRIO DE ROAD DHAL, AUTOR DE “A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE”, QUE FOI ANUNCIADO PARA BREVE UM FILME SOBRE A JUVENTUDE DE WILLY WONKA !!! EM MEIO A TANTAS DATAS CELEBRATIVAS AINDA TEM MATERIA SOBRE A INFLUÊNCIA DA CULTURA VIKING EM HARRY POTTER, A PROPÓSITO DO LANÇAMENTO NAS TELAS DE “ANIMAIS FANTÁSTICOS & ONDE HABITAM”, QUE NOS LEVA DE VOLTA AO UNIVERSO MÁGICO DO MENINO BRUXO. QUE TAL LEMBRAR DE “LIGAÇÕES PERIGOSAS”, O TEXTO DE CHODERLOS DE LACLOS JÁ FOI REVISITADO VÁRIAS VEZES E A MATÉRIA DA REVISTA NOS REVELA MUITAS COISAS LEGAIS A RESPEITO. CONFIRAM NAS BANCAS E COMPREM A REVISTA QUE VALE A PENA, AFINAL MESMO QUE SAIBAMOS QUE CINEMA & LITERATURA SÃO UNIVERSOS PRÓPRIOS, AMBOS NOS LEVAM ALÉM DOS LIMITES DA IMAGINAÇÃO. OBRIGADO DARIO ! OBRIGADO AMIGOS LEITORES DO BLOG ! E DA REVISTA !

ESTREIAS DA SEMANA : 28 DE JULHO

JASON BOURNE. (Jason Bourne) EUA 2016. Dir: Paul Greengrass. Com Matt Damon, Tommy Lee Jones, Alicia Vikander, Vincent Cassell, Julia Stiles. Ação.

jason bourne

Quarta aventura de Matt Damon como o espião Jason Bourne em um roteiro original co-assinado pelo diretor. Faz mais sentido para quem viu os filmes anteriores (A Identidade Bourne de 2002, A Supremacia Bourne de 2004 e O Ultimato Bourne de 2007), lembrando que ainda existe uma franquia derivada iniciada em 2014 com Jeremy Renner no papel do espião Aaron Cross (O Legado Bourne) e que em breve terá sequência independente dos filmes estrelados por Damon . Nesse quarto exemplar, Bourne se vê levado a sair do anonimato para desvendar verdades escondidas ligadas ao seu passado e relacionados a uma misteriosa operação governamental. Atentem para uma excelente sequência de perseguição de carros em Las Vegas que durou cinco semanas para ser filmada ao custo de 170 carros destruídos.

O BOM GIGANTE AMIGO (The Big Friends Giant) EUA 2016. Dir: Steven Speilberg. Com Ruby Darnhill, Mark Rylance, Bill Hader. Fantasia.

o bom gigante

Lançado pouco tempo atrás nos Estados Unidos, o filme de Spielberg teve uma péssima recepção de público e naufragou nas bilheterias. A história é adaptada do livro homônimo de Road Dahl (o mesmo autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” e “Matilda”) publicado em 1982. A história mostra Sophie, uma menina orfã (Ruby Barnhill) que faz amizade com um gigante de bom coração e embarcam em uma jornada onde enfrentarão gigantes maus devoradores de pessoas. A fábula de Dahl segue a linha do escritor em trazer uma mensagem positiva ao final, moralizante. O autor sabia como escrever histórias capazes de tocar o coração de crianças e adultos. A personagem Sophie foi inclusive batizada com o nome da neta de Dahl, que completaria 100 anos em setembro desse ano. O filme reune Spielberg com Melissa Mathison, roteirista de E.T. Em 1989, já havia acontecido uma adaptação em forma de animação.

MAKE & REMAKE : A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE

A partir de agora estarei ocasionalmente postando artigos sobre as refilmagens de grandes filmes. Para começar escolhi uma das obras literárias que mais me encantou quando criança e que vim a assistir na fase áurea da “Sessão da Tarde” : A história de um chocolateiro recluso em sua fábrica que mais parece um parque de diversões. Cinco crianças são escolhidas ao acaso para entrar nesse mundo mágico onde ao final receberão um prêmio inestimável, cada uma delas um reflexo da educação distorcida recebida, menos uma cuja vida será modificada para sempre. Falar em linhas gerais assim não permite alcançar a magia ou a mensagem de seu autor, o galês Road Dahl, que completa seu centenário em setembro desse ano, data aguardada por seus herdeiros e fãs com um grande evento, o “Road Dahl Day” conforme anunciado no site oficial “roaddahl.com”.

WILLY WONKA

VERSÃO DE 1971 : WILLY WONKA – GENE WILDER

A história da fábrica de chocolate foi publicada em 1964, traduzido para mais de 30 idiomas e adaptado duas vezes para o cinema, tendo se tornado uma das fábulas mais amadas de duas gerações : As que tiveram Gene Wilder como Willy Wonka em 1971 e, mais de 30 anos depois, aqueles que a conheceram com a performance de Johnny Depp. Sua criação, no entanto, foi em parte influenciada por fatos reais vividos por seu autor.

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WILLY WONKA – VERSÃO JOHNNY DEPP

Por volta dos treze anos, Dahl estudava na Repton School, em Derbyshire, que costumava receber caixas de chocolate da tradicional fábrica Cadbury, a marca preferida dos ingleses e, mundialmente, uma das maiores concorrentes de nomes como a Nestlé, Hershey ou a Ferrero Rocher. As crianças escolhidas provavam os produtos antes de sua comercialização, e em retribuição, a Cadbury dava a Dahl e aos demais os deliciosos produtos da empresa. Dhal, inclusive,  sonhava  em inventar uma nova barra de chocolate que chamasse a atenção da empresa fundada por John Cadbury no final do século XIX. O episódio  foi a inspiração anos mais tarde para que Dahl escrevesse a história de Charlie Bucket, o menino, que junto a  outras quatro crianças, é sorteado com o bilhete dourado que os levará a um passeio pela fábrica do recluso chocolateiro Willy Wonka.

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NÃO É FILME. É REAL. DOCETERIASABORPERFEITO

Road Dahl repudiou a adaptação cinematográfica de 1971. A princípio, o próprio autor ficara a cargo da adaptação do texto, mas a demora em cumprir os prazos fez com que ele fosse substituído por David Seltzer. As mudanças que se seguiram na história desagradaram muito ao autor. Primeiro, ele repudiou a escolha do ator americano Gene Wilder para o papel de Willy Wonka, que para o autor não era o principal personagem e foco da narrativa, e sim o menino Charlie. Como a Quaker Oats era a patrocinadora do filme para o qual investira 3 milhões de dólares, chegando a produzir barras de chocolate Wonka como parte da campanha promocional, o título do filme veio a ser rebatizado “Willy Wonka and The Chocolate Factory”. Lamentavelmente, as barras de chocolate derretiam muito rápido e tiveram que ser recolhidas das lojas antes que estragassem. Das canções escritas pelo próprio Dahl, somente uma delas foi usada, sendo as demais canções compostas exclusivamente para o filme. Na sequência em que a menina Veruca é eliminada da competição, o texto original traz esquilos que separam as nozes boas das ruins. A menina Veruca invade a sala dos esquilos porque quer ter um dos animais e, por isso, é jogada fora da sala pelos próprios animais. No filme de 1971, os esquilos são trocados por gansos e as nozes por ovos. Na versão de Tim Burton de 2005, os esquilos e as nozes são mantidos. As filmagens foram feitas na Alemanha e foi difícil para o departamento de elenco encontrar pessoas de baixa estatura para interpretar os divertidos Oompa Loompas, pois durante a era nazista anões e outras pessoas consideradas imperfeitas eram simplesmente mortas. Os pequeninos, incluindo entre eles uma mulher, não falavam inglês e tiveram grande dificuldade para cantarolar os números musicais. Além disso, os cenários extremamente coloridos despertaram comentários maldosos de que o filme parecia uma viagem psicodélica de drogas. Mais de 150 mil litros de água misturada com creme e chocolate foram usadas para criar o rio de chocolate, o que resultou em uma mistura que com pouco tempo passava a exalar um cheiro desagradável incomodando a atores e equipe, atrasando as filmagens.

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Caixinha de Chocolate

Quando Tim Burton refilmou, conseguindo permissão dos herdeiros de Road Dahl , prometeu corrigir tudo o que o filme de Mel Stuart modificou. Além de ter mantido o título original (Charlie & The Chocolate Factory), Burton foi mais fiel ao texto. A escolha de Johnny Depp, que era alérgico a Chocolate quando criança,  para o papel de Wonka, no entanto, deu ao personagem um visual por demais caricatural e preso aos maneirismos do ator. Ainda assim, a fidelidade do filme à obra é mais visível e ganha uma exata dimensão na tela a cada criança eliminada. As canções originais de Dahl foram utilizadas (quatro delas) e a sequência dos esquilos, trocados por gansos no filme anterior, mantida tal qual no livro. Para os Oompas Loompas Burton usou o ator Deep Roy multiplicado digitalmente para parecer que são centenas de individuos, sendo dublado  nas sequências musicais  por Danny Elfman, cantor, compositor e eventual colaborador de Burton. O papel de Wilbur Wonka (Christopher Lee), pai de Willy, foi escrito especificamente para o filme, não existindo portanto no livro.

A carreira de Dahl, no entanto, foi ainda maior que a de um escritor de histórias infantis, tendo escrito contos de terror e até roteiros de filmes como “Com 007 só se vive duas vezes” com Sean Connery. Recentemente, o livro “O Bom Gigante Amigo” (The Big Friendly Giant) que Dahl escrevera em 1982, e para o qual batizou a protagonista com o nome de sua neta Sophie, recebeu adaptação feita por Steven Spielberg. Nele, o autor fala da inusitada amizade entre uma menina humana e um gigante de bom coração, voltando a falar dos rejeitados, dos obstáculos impostos em uma realidade misturada à fantasia, conseguindo agradar crianças e adultos.

Surpreendam-se mas temos nossa própria versão de Willy Wonka no site “doceteriasaborperfeito.com”. Ana Paula Pires cria deliciosos bolos e tortas de chocolate, além de outras surpresas. Ela disfarça que seu sobrenome real é Wonka e emprega genuínos Oompa Loompas para criar sua própria fábrica fantástica de bolos e doces. Experimentem acessar o site. Até Johnny Depp já o fez !