NAS BANCAS : LINGUA PORTUGUESA #58 – EVOLUÇÃO DOS QUADRINHOS

lp58

AMIGOS, CHEGOU ÀS BANCAS A EDIÇÂO NUMERO 58 DA REVISTA “CONHECIMENTO PRÁTICO : LÍNGUA PORTUGUESA”. A REVISTA É UMA EDIÇÃO ESPECIAL SOBRE QUADRINHOS E TRÁZ  DICAS DE COMO USAR AS HQS COMO UMA FERRAMENTE DE ENSINO, ENTREVISTA COM NOSSO QUERIDO MAURICIO DE SOUZA E UM ARTIGO ASSINADO POR MIM ONDE FAÇO UM RESUMO DA HISTÓRIA DO GÊNERO COM DESTAQUE PARA OS SUPER HEROIS. CONFIREM NAS BANCAS, A REVISTA É UM TRABALHO FEITO COM CARINHO E DEDICAÇÃO, EDITADO PELO MEU AMIGO DARIO CHAVES QUE REUNIU EXCELENTES TEXTOS PARA COMPOR UMA EDIÇÃO NÃO APENAS CAPAZ DE DIVERTIR COMO TAMBÉM DE ENSINAR COMO O RECURSO DA LINGUAGEM VERBAL & NÃO VERBAL NAS HQS SÃO VALIOSOS ALIADOS PARA A EDUCAÇÃO. OBRIGADO A TODOS PELA ATENÇÃO. COMPREM JÁ SEU EXEMPLAR !!!

DVD BLURAY : O ESPETACULAR HOMEM ARANHA

Peter & Gwen

Recomeçar uma franquia do zero é sempre um risco, ainda mais se tratando de uma de grande sucesso e recente como a do personagem criado por Stan Lee & Steve Dikto em 1962, e que ainda hoje é um dos mais populares heróis da arte sequencial. O apelo de Peter Parker é forte, fala dos problemas de qualquer adolescente, os de hoje e os de outrora. É a dificuldade de se encaixar no mundo, de suportar o peso das responsabilidades que seus poderes trazem. Peter Parker foi perfeitamente retratado por Sam Raimi na trilogia original (2002, 2004 e 2007) e personificado por um Tobey McGuire extremamente convincente em suas inseguranças e revoltas com as perdas que a realidade lhe impõe. Na mudança para Andrew Garfield (ator de “A rede social”), Peter ganhou um rosto mais jovial e um tipo físico mais franzino que lembra o traço de Steve Ditko e promove um rejuvenescimento do personagem que o põe mais em sintonia com uma gigantesca plateia teen que se identifica com aqueles dilemas. Para uma geração que se deixa apaixonar por romances impossíveis tipo Bella e Edward (Saga “Crepúsculo”), o amor de Peter e Gwen Stacy (Emma Stone) conquista até maior simpatia. Ecos de Smallville (a série de TV) aparecem nos momentos em que o envolvimento dos personagens precisa vencer obstáculos recheados de puros clichês que venham a justificar as batalhas internas e externas do herói.

Lagarto – O Vilão originalmente criado em 1963

Primeira aparição do Lagarto

O diretor Marc Webb consegue captar essa essência , mas deixa escapar alguns elementos importantes para a história como a falta do editor J.Jonah Jameson. Este usa o poder da mídia para jogar a população e a polícia contra o herói escalador de paredes mas sua ausência no filme (justificada, no roteiro de James Vanderbilt, por se tratar de um reboot que retrata  o herói bem em seu início, algo como “Spider man begins”) não só é sentida no campo do humor, mas por ser ele o elemento que mancha a reputação do Homem Aranha, atrapalha seus feitos e distorce a percepção de seus atos. O personagem do Capitão Stacy se distancia de sua personalidade dos quadrinhos tornando-se paranoico como Jameson, e quando o pai de Gwen revê seus conceitos finalmente, ele encontra seu prematuro fim, ficando outra lacuna que poderia render melhor nas sequências. Como não poderia deixar, Stan Lee faz sua esperada aparição a la Hithcock. A atuação de Rhys Ifans (O Lagarto) não impressiona mas também não decepciona. Merece menção também os tios de Peter interpretados aqui por Sally Fields / Tia May (Alguém lembra da noviça voadora ? Bom, tudo bem, que tal a matriarca de Brothers & Sisters ?) e Martin Sheen / Tio Ben ( o pai de Charlie  Two and a Half Men). Enfim, o filme vai manter o interesse na franquia, mas terá que impressionar mais na sua sequência já anunciada com a cena pós crédito que promete explorar mais a história dos pais de Peter Parker, diferente do material original e que é o ponto encontrado por Webb para justificar o adjetivo no título. Sem dúvida que aí vem …. o Homem Aranha.