ESTREIAS NO CINEMA:7 DE FEVEREIRO 2019

UMA AVENTURA LEGO 2

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(The Lego Movie 2) EUA 2018. Dir: Mike Mitchell. Com Chris Pratt, Elizabeth Banks, Will Arnett, Animação.

O primeiro foi uma surpresa para todos há cerca de cinco anos. A sequência é uma diversão mediana, com piadas algumas funcionais, outras não. A cidade de Emmet sofreu com uma invasão alienigena e agora precisam sobreviver. Lanterna Verde e Batman possuem seus momentos de humor embalado com trilha sonora pop. Algumas referências no entanto podem escapar dos pequenos como o personagem de Chris Pratt se apresentando como um arqueologo das galáxias, cowboy e treinador de raptores fazendo referência a seus personagens em “Guardiães da Galaxia”, “Sete Homens e Um Destino” e “Jurassic World”. Esta é a primeira animação do estudio Warner a ter uma antagonista feminina, o que abre espaço para uma crítica ao machismo, o que também funciona mais para os pais do que para as crianças. Estas vão ter o que querem: Ação e humor e, quem sabe, em breve um terceiro filme.

NO PORTAL DA ETERNIDADE

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(At Eternity’s Gate) FR 2019. Dir: JUlian Schnabel. Com Williem Dafoe, Oscar Isaac, Mads Mikkelsen. Drama.

A vida do pintor holandês Vincent Van Gogh (1853 – 1890) já foi tema de uma belíssima canção de Don McLean e de outras adaptações cinematográficas, sendo a minha favorita a de Vincent Minelli (1956) em que o pintor foi vivido por Kirk Douglas. William Dafoe é o interprete agora deste incrível artista, alma perturbada que  deixou um legado admirável de beleza artística. O filme do também pintor Julian Schnabel faz um recorte na vida de Van Gogh focando no periodo em que, mergulhado na melancolia, pintou um de seus maiores quadros, “O Quarto em Arles”, período em que viveu na França. A atuação de Dafoe, indicado novamente ao Oscar, é de fato no ponto justificando as aplaudidas passagens do filme por premiações como o Golden Globe e o vindouro Oscar, além  da bem sucedida exibição no Festival de Veneza de 2018 que deu um merecido prêmio para Dafoe. Os fans vão lembrar dele mais por ter sido o Duende Verde do filme “Homem Aranha” (2001) e o Vulko do recente “Aquaman” (2018). Uma coisa curiosa é que nem o diretor nem Dafoe são fluentes em Francês e , apesar de algumas sequências em Francês, 90% do filme é falado em inglês. O próprio Van Gogh na vida real falava quase nada em Francês, o que acentuou sua sensação de alienação e inadequação que o empurrava ainda mais para o caminho da depressão. Não é um filme para o público em geral e sua atmosfera depressiva pode incomodar muitos.

PREDADOR – TODOS OS FILMES & HQS

             Nos anos 80, dois monstros, que bem mais tarde viriam a se confrontar nas telas, caíram no gosto e na imaginação popular. Na década em que E.T de Spielberg fez da figura alienígena uma fábula moderna, tivemos os xenomorfos de “Alien” e o caçador de “Predador”.

PREDADOR

              Era a segunda metade dos anos 80 e os irmãos Jim e John Thomas tiveram a ideia de usar a truculência de Rambo contra um alienígena em um lugar ermo e selvagem. Batizado de “Hunter” (Caçador), o roteiro chegou até os escritórios da 20th Century Fox, e daí até as mãos de Arnold Scwarzenegger, um dos astros de ação da década recém-saído de sucessos como “Comando Para Matar” e “Exterminador do Futuro”. O ex fisioculturista gostou do roteiro, mas discordou da ideia inicial dos irmãos Thomas de ter um único protagonista. Por sua sugestão foi acrescentado uma equipe de soldados de elite, um a um sendo caçados nas selvas da Guatemala pela criatura. Esta pouco aparece no início, se camuflando de forma impressionante graças aos efeitos especiais do técnico Stan Winston (1946-2008), que já havia trabalhado com Schwarzenegger em “O Exterminador do Futuro” (1984). Quando Winston entrou no projeto, algumas cenas já haviam sido filmadas com Jean-Claude Van Damme vestindo uma roupa bem diferente. O produtor Joel Silver o demitira, segundo consta porque não parava de usar golpes de kickboxing. Além disso a roupa precisaria ser toda redesenhada e as filmagens precisaram ser suspensas para que Winston redefinisse o visual da criatura, o que fez com a colaboração de James Cameron. Foi o diretor de “O Exterminador do Futuro” quem sugeriu a Winston a mandíbula retrátil do monstro.

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           O diretor John McTiernan só havia feito um único trabalho antes e “Predador” foi seu primeiro trabalho de grande orçamento, estimado em torno de US$15 milhões. O filme seria enfim um mixto de ação, ficção científica e terror ao som de “Long Tall Sally” de Little Richard a medida que a equipe do Major Dutch Schaffer (Schwarzengger) se aproxima de sua fatídica missão. Além de Arnold, o elenco tem Carl Weathers, mundialmente conhecido como o Apollo Creed da série Rocky, Jesse Ventura, ex lutador que tornou-se governador de Minnesota em 1998 e Shane Black, ator, diretor e roteirista. Black é o responsável pelo novo “Predador” além de um dos melhores roteiristas de filmes de ação, tendo escrito o roteiro de “Máquina Mortífera”. Já a criatura, depois da demissão de Van Damme, ficou com Kevin Peter Hall que também aparece no filme como o piloto do helicóptero de resgate. O elenco precisou suportar diversos inconvenientes como o calor das locações, a humidade, animais como cobras, escorpiões e sangue-sugas. A dedicação de Arnold era notável filmando sua participação poucas horas antes do ensaio para seu casamento com Maria Shriver. Anos mais tarde o programa “Caçadores de Mitos” desmistificou que cobrir o corpo com lama conseguiria ocultar o calor como Dutch faz para se esconder da criatura, depois que esta mata toda sua equipe e prova que o musculoso astro não é tão indestrutível como seus outros papeis sugeriram.

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         Claro que a bilheteria de quase US$60 milhões só em território americano indicaria uma sequência, mas a Fox só se convenceu de fato quando os quadrinhos publicados pela editora Dark Horse popularizaram ainda mais o monstro caçador. Contudo, McTiernan cobrou alto demais para retornar e a Fox, decidida a reduzir o orçamento da continuação, se recusou. McTiernan preferiu fazer “A Caçada ao Outubro Vermelho” (1990) e Stephen Hopkins (A Hora do Pesadelo 5) assumiu a realização de “Predador 2 – A Caçada Continua”, sem Schwarzenegger que não aprovou a mudança da selva para o ambiente urbano de uma metrópole futurista. O estúdio queria Steven Seagal para substituir Arnold, mas Danny Glover e Gary Busey foram contratados para o elenco com Kevin Peter Hall repetindo o papel da criatura, uma outra do planeta natal dos caçadores. Uma das ideias difundidas nos quadrinhos da Dark Horse foi incorporada no filme quando o Tenente Harrigan (Glover) entra na nave do monstro e encontra uma caveira de um xenomorfo, anunciando um confronto que foi primeiro realizado nas hqs da Dark Horse, e em 2004 adaptada para as telas em “Alien Vs Predador”. Este teve relativo sucesso de bilheteria e convenceu a Fox, dona das duas franquias, a fazer a continuação “Alien Vs Predador 2 – Requiem” de 2007.

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            Alcançando extrema popularidade durante a década anterior, o Predador foi usado em diversos crossovers com super heróis como “Batman x Predador” em três mini-séries publicadas entre 1991 e 1997, ”Superman x Predador” em 2000 e até mesmo “Tarzan x Predador” em 1996. Todas alcançando excelentes resultado de vendas e dando destaque melhor para o monstro caçador que sua volta às telas em “Predadores”, filme de 2010 que imagina um grupo de pessoas abduzidas e levadas para outro planeta para serem caçadas por vários desses ETs. Se analizadas, as hqs se aprofundaram muito mais na cultura alienígena do monstro, criando um código de conduta, motivações e até a sugestão de que as criaturas visitaram a Terra no passado para seus jogos mortais como mencionado no segundo filme quando Harrigan encontra uma antiga pistola, gerando uma história em quadrinho em que um pirata se confronta com a criatura.

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          A volta do personagem no novo filme de Shane Black é promissora e pode abrir um leque de outras sequências aproveitando melhor o material da Dark Horse. Afinal, embora Dutch tenha afirmado “Se sangra, então pode ser morto”, pode muito bem prenunciar a máxima hollywoodiana que diz “Se faz dinheiro, ganha sequência”. Pois que começem os jogos, a caçada será pelo menos divertida.

 

 

HQCINEMA: LIGA DA JUSTIÇA

             A estratégia de reunir heróis já populares em uma equipe NÃO foi criação de Stan Lee, nem mesmo surgiu com o Universo Marvel. O mérito cabe a Gardner Fox (1911-1986), que em plena “Era de Ouro” como se convencionou chamar o período imediatamente após o surgimento do Superman, se aproveitou do bom relacionamento de sua editora de quadrinhos, a All-American,  com a National Periodical  para propor um título trazendo um grupo de heróis que se junta para enfrentar ameaças de grandes proporções, formando assim … A Sociedade da Justiça, publicada a partir de “All Star Comics” #3 (1940). O escritor novaiiorquino, que também criou o primeiro Flash, o Gavião Negro, e outros heróis, retratava nas historias da Sociedade o ufanismo inerente ao período com a equipe ligada às ordens do Presidente Franklin Roosevelt combatendo vilões megalomaníacos e espiões nazistas.

primeira aparição da Liga da Justiça

             A “Liga da Justiça” é o resultado do primeiro renascimento desses personagens, que haviam sido cancelados após a Segunda Guerra, mas que a partir de 1956 (Showcase #4) foram reimaginados por Fox. Depois de um novo Flash, um novo Lanterna Verde, a eles se juntaram versões rejuvenescidas de Superman, Batman e Mulher Maravilha criando o advento da Era de Prata do gênero. Novamente, Fox pensou em juntar os heróis em uma equipe, mas preferiu o termo “Liga”, uma alusão às populares equipes de baseball. Assim, três anos antes de Stan Lee lançar “Os Vingadores” pela Marvel, a capa da revista “The Brave & The Bold” #28 (Março de 1960), trazia a estreia da Liga com Aquaman, Mulher Maravilha, Lanterna Verde, Flash e Caçador de Marte enfrentando Starro (uma estrela do mar gigante).Cinco meses depois o surpreendente resultado de vendas mostrou que o raio caíria novamente no mesmo lugar, e o time de heróis recriado por Gardner Fox ganha seu próprio título “Justice League of America”, com Superman e Batman aparecendo com menor frequência durante um bom tempo, mas incluindo gradativamente outros personagens como o Arqueiro Verde, Atom, Gavião Negro e promovendo, inclusive, um encontro entre a Liga e Sociedade (Justice League of America #21) que se tornaria tradição na DC Comics (nascida da fusão da National com a All American).

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             O traço de Mike Sekowsky(1923 – 1989) foi substituído por Dick Dillin (1928 – 1980) – o mais longevo dos artistas a trabalhar com os personagens – seguidos por George Perez, Don Heck, Kevin Maguire, Howard Porter, John Byrne e outros. A popularidade da Liga alcançou nível ainda maior quando, a partir de 1973, o estúdio Hanna Barbera produziu a série de animação para a Tv “SuperAmigos” (Superfriends) com tom mais infantil e moralizante, onde os heróis salvam o mundo além de dar lições de civilidade e humanidade, mesmo quando enfrentam a Legião do Mal, grupo de vilões que formam uma anti-Liga. Mais fiel às origens das HQs é a série animada produzida por Bruce Timm a partir de 2001 e que aproveita várias fases do grupo.

liga da justiça 1997

            As primeiras tentativas de se fazer uma versão live action, no entanto,  resultaram em desastre. A primeira foi no especial de TV “Legend of the Super Heroes” de 1979, com o mesmo tom cômico da série de TV “Batman”, incluindo a presença de Adam West (recentemente falecido) e Burt Ward no papel da dupla dinâmica. A ridicularização inclui o Charada (Frank Gorshin) como psiquiatra tratando de um deprimido Shazam (Garret Graig) e um Gavião Negro (Bill Nuckols) retratado como um filho rebelde. Novamente a Tv arriscou usar a Liga em nova adaptação buscando como referência a fase em que a equipe ganhou status internacional, no final dos anos 80, com uma formação que pontuava mais o humor que a ação. O filme em questão de 1997 era uma tentativa de funcionar como piloto para uma série de TV pela CBS, reunindo Flash, Lanterna Verde, Atomo, Caçador de Marte, Fogo e Gelo, excluindo, portanto, a trindade Superman-Mulher Maravilha-Batman, que sempre foi carro chefe da editora. O resultado foi tão pífio que o diretor Lewis Teague foi chamado às pressas para salvar o projeto assinado pelo desconhecido Felix Alcala. O próprio Teague tratou de pedir que seu nome não fosse incluído nos créditos do filme. Uma produção mais digna da equipe foi inicialmente pensada para ser dirigida por George Miller (Mad Max) há algum tempo atrás, mas o projeto só foi materializado quando Zach Snyder ficou à frente da elaboração do Universo Cinemático da DC Comics. Claro que mais de 50 anos de aventuras guardam curiosidades por muitos desconhecidas como:

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  1. O Brasil já teve uma heroína como membro da Liga, a heroína Fogo, alcunha de Beatriz da Costa, heroína com poderes pirocinéticos. Dois desenhistas brasileiros já ficaram responsáveis por fases distintas do grupo como o paraibano Ed Benes e o paulistano Ivan Reis.
  2. Os elementos relacionados ao vilão Darkseid foram criados pelo icônico artista Jack Kirby (co-criador do Universo Marvel) quando este trabalhou para a DC Comics.
  3. A Liga e os Vingadores da Marvel já estrelaram uma aventura conjunta (Crossover entre as editoras concorrentes) publicado entre 2003 e 2004. Em formato de mini-série em quatro capítulos, a aventura foi escrita por Kurt Busiek e desenhada por George Perez, renomados artistas.
  4. Muitas fases do grupo tornaram-se clássicos como “O Prego” (2002) onde em uma realidade alternativa o Superman não existe, “A Nova Fronteira” (2004) onde a equipe é mostrada no contexto da Era de Prata em clima de Guerra Fria e Macartismo, “Crise de Identidade” (2007) onde um crime desenterra segredos obscuros dos integrantes, “Justiça” (2006) onde o traço realista do artista Alex Ross mostra a Liga confrontando a Legião do Mal, e “Reino do Amanha” (2003) também de Alex Ross mostrando a Liga em um futuro onde os heróis precisam reconquistar a confiança perdida.
  5. O autor de Best-sellers Brad Meltzer foi o responsável por elevar as vendas da Liga da Justiça acima dos 200 mil exemplares, tendo sido o autor também da miniserie “Crise de Identidade”, que antecedeu sua bem sucedida fase no título da equipe dividindo os creditos desta com o desenhista brasileiro Ed Benes.

                  Com tanto pode de fogo assim, espera-se que a estreia da Liga em uma superprodução do cinema possa apaziguar o público depois do resultado insatisfatório de “Batman & Superman A Origem da Justiça” e “Esquadrão Suicida”. O sucesso do filme solo da “Mulher Maravilha” já mostrou que os super heróis da DC Comics ainda podem oferecer diversão. Renovar os fãs conquistando uma nova geração que possa nos seguir, da velha guarda, para o alto e avante !!

 

 

 

AÍ VEM O AMIGO DA VIZINHANÇA: O HOMEM ARANHA DE VOLTA AO LAR

            A lembrança mais antiga que tenho de minha infância é meu pai me levando a um posto de vacinação, enquanto eu chorava muito de medo. A coragem surgiu, e o choro parou, quando meu pai me comprou  “Homem Aranha #20” da editora Bloch. Na capa o herói estava algemado a J.Jonah Jameson em uma sala inundada.  Se o herói podia romper as algemas e sobreviver, eu poderia enfrentar qualquer coisa. Naquele momento me tornei Peter Parker.

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AQUI DESCOBRI QUEM EU ERA

           O personagem criado por Stan Lee e Steve Ditko, em agosto de 1962, na revista “Amazing Fantasy #15” toca cada um de uma forma. Mas a sua volta ao lar anunciada no novo filme apresenta algumas diferenças em relação às primeiras histórias do cabeça de teia. O Homem Aranha não foi pupilo de Tony Stark, e o primeiro encontro de ambos só se deu no título “Marvel Team Up #9” (1973), publicado pela primeira vez no Brasil em março de 1980 na revista “Super Herois Marvel #9”. A história “Tomorrow War” foi escrita por Gerry Conway e desenhada por Ross Andru, apresentando os heróis em uma parceria acidental, movida pelas circunstâncias, e não a de mestre–aprendiz. Poucas vezes ambos se encontrariam ao longo das décadas seguintes. Esta relação somente foi mudada a partir de uma reformulação que a editora americana começou a fazer a partir de 2004, quando o Homem Aranha passou a fazer oficialmente parte dos Vingadores, tudo orquestrado por Brian Michael Bendis e David Finch. Preparando o terreno para a vindoura guerra civil, Peter se muda para a Torre Stark passando a ser seu protegido.

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SURGE O ABUTRE – POR STAN LEE & STEVE DITKO

            Ned, o amigo de Peter no filme, é uma adaptação da figura de Ned Leeds, repórter do Clarim Diário nas hqs originais, surgido em “Amazing Spider Man #18 (Novembro de 1964). Já o vilão Abutre, alcunha de Adrian Toomes, foi criado pela dupla Lee & Ditko como um brilhante engenheiro eletrônico que cria um artefato anti-gravidade que valeria milhões se comercializado. Ao descobrir que vinha sendo roubado por seu sócio nos negócios, Toomes resolve usar sua criação para roubar e, claro, se vingar de seu ex-sócio. A primeira aparição do vilão foi em “Amazing Spider Man #2” (Maio de 1963) junto com outro vilão, o Consertador (Michael Chernus), que também aparece no novo filme. Nos quadrinhos o Abutre sempre foi um dos vilões mais recorrentes do herói, aparecendo poucos meses depois, já em “Amazing Spider #7” (Dezembro de 1963). A galeria de vilões do Aranha sempre foi bastante rica e criativa, tanto quanto a do Batman da concorrente DC Comics. Assim, o novo filme ainda introduz a figura de Mac Gargan, o Escorpião (Michael Mondo) de “Amazing Spiderman #20”, outro inimigo clássico do herói e o Shocker (Logan Marshall-Green), saído das páginas de “Amazing Spiderman #46”, quando o herói já era desenhado por John Romita.

HARANHA SERIE

HOMEM ARANHA – O ELENCO DA SÉRIE DOS ANOS 70

           Tom Holland é o quarto ator a viver Peter Parker. O primeiro foi o ator Nicholas Hammond (O Friedrich, uma das crianças de “A Noviça Rebelde”) no seriado de TV “Homem Aranha” (Spider Man) produzido originalmente para a grade de programação da CBS onde estreou em setembro de 1977. No Brasil, o filme passou nas salas de cinema, assim como dois outros filmes “Homem Aranha Volta a Atacar” (Spiderman: Deadly Dust) e “Homem Aranha & O Desafio do Dragão” (Spiderman: The Chinese Web), estes sendo a junção de episódios da série da CBS que teve 14 episodios, exibidos irregularmente entre 1978 e 1979, e que no Brasil foi exibido inicialmente pela Rede Globo. Os efeitos eram toscos, com a teia sendo uma “cordinha” saída dos lançadores de pulso do herói que quase nada falava quando usva a roupa, não trazia nenhum vilão das HQs e explorava muito pouco dos costumeiros coadjuvantes das histórias, Tia May (Irene Tedrow) só apareceu por umas duas ocasiões, nada de Mary Jane ou Gwen Stacy, mas ao menos a figura do mal-humorado chefe J. Jonah Jameson (David White no piloto e Robert F.Simon na série). Como na época a CBS exibia outras séries de super heróis (Hulk, Mulher Maravilha, Shazam etc) , a emissora decidiu cancelar todas as séries mesmo que os índices de audiência fossem regulares. Foram mais duas décadas até que rumores apontavam para o interesse de James Cameron em dirigir um novo filme do herói que se diz “O amigo da vizinhança”, tal qual na clássica animação de 1967 cuja popular canção (Spider man, spider man, does whatever a spider can …) chegou a ser regravada pelos Ramones.

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QUEM É SEU PREFERIDO? O MEU AINDA É O MAGUIRE.

             A bem sucedida trilogia dirigida por Sam Raimi entre 2002 e 2007 trouxe Tobey Maguire e Kirsten Dunst nos papeis centrais, conseguindo transpor para as telas a riqueza dos trabalhos de Lee, Ditko e Romita, fazendo das HQs originais um storyboard extenso e bem elaborado agradando aos fãs, apesar do fraco terceiro filme. Andrew Garfield trocou a imagem nerd e retraída de Maguire por um estilo mais leve e descolado nos dois filmes dirigidos por Marc Webb em 2012 e 2014. Estes no entanto falharam em imprimir nas telas o charme das HQs do popular personagem, repetiram a já batida origem do personagem, se perdendo na tentativa de dar um novo enfoque às aventuras já adaptadas. A talentosa Emma Stone foi o que melhor se sobressaiu desses filmes.

                O filme novo vem a integrar o universo cinemático da Marvel e a coroar a volta de um dos heróis mais queridos dos quadrinhos. Como muitos, eu me apaixonei por Gwen Stacy e Mary Jane, me pendurei pelos móveis de casa brincando que eu tinha aqueles poderes. Fui um garoto tímido e descobri minha coragem quando percebi que eu também era Peter Parker.

IN MEMORIAN : ADAM WEST

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MINHA MÁSCARA E CAPA JÁ SE PERDERAM FAZ MUITO TEMPO. EU TINHA UNS NOVE OU DEZ ANOS E VIVIA PULANDO NO SOFÁ DE CASA, SOCANDO AS ALMOFADAS COMO SE ESTAS FOSSEM O CORINGA OU O CHARADA E BEIJANDO UMA OUTRA COMO SE FOSSE A JULIE NEWMAR. CERTAS COISAS NÃO SE ESQUECEM E A INOCÊNCIA DE OUTRORA CULTIVAMOS EM NOSSA MEMORIA AFETIVA. DIGO ISSO PORQUE ESTOU MUITO TRISTE COM A MORTE ANUNCIADA ONTEM DO ATOR ADAM WEST, O BATMAN DE MINHA, DE NOSSA INFÂNCIA. SANTA SAUDADE DESSE ATOR QUE DURANTE UM LONGO TEMPO FOI A ENCARNAÇÃO DO CRUZADO EMBUÇADO IMAGINADO POR BOB KANE. A SÉRIE DE TV PRODUZIDA DE 1966 A 1968, EMBALADA PELO CONTAGIANTE TEMA DE NEAL HEFTI, FOI LEVADA AO CINEMA EM 1967 COM A DUPLA DINÂMICA ENFRENTANDO QUATRO DOS SEUS PRINCIPAIS VILÕES: O CORINGA DE CESAR ROMERO, O CHARADA DE FRANK GORSHIN, O PINGUIM DE BURGUESS MEREDITH E A MULHER GATO, ESTA INTERPRETADA POR LEE MERIWETHER JÁ QUE JULIE NEWMAR NÃO ESTAVA DISPONIVEL PARA AS FILMAGENS. VI  FILME NO CINEMA, UMA DE SUAS REPRISES JUSTIFICADA PELO INCRIVEL APELO QUE A SÉRIE PRODUZIDA POR WILLIAM DOZIER MANTEVE AO LONGO DAS DÉCADAS. POW! CRASH! BOOM! AQUELAS ONAMOTOPEIAS GIGANTESCAS NA TELA COM CORES BERRANTES, TUDO BEM CAMP, DIVERTIDO E PARA SEMPRE EM NOSSOS CORAÇÕES. FAÇA A PASSAGEM E PAZ, ADAM, MEU HERÓI.

ESTREIAS DA SEMANA : A PARTIR DE 23 DE FEVEREIRO

A GRANDE MURALHA

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(The Great Wall) EUA 2017. Dir: Zhang Ymou. Com Matt Damon, William Dafoe, Pedro Pascoal, Tian Jing. Ação.

Já fizeram filmes sobre pontos turísticos como pirâmides, stonehenge então por que não sobre a Grande Muralha da China, única construção humana que pode ser vista do espaço. Deixando de lado qualquer veracidade sobre sua construção, os roteiristas Carlo Bernard, Doug Miro e Tony Gilroy imaginaram uma bem fantasiosa. Esta foi desenvolvida a partir de um argumento de Max Brooks (autor de “Guerra Mundial Z”), Edward Zwick e Marshall Herkowitz. Imaginaram que a muralha erguida como defesa de um ameaça sobrenatural: monstros semelhantes a grandes lagartos que ameaçam invadir a China a cada 60 anos. Matt Damon faz um mercenário contratado para auxiliar na batalha e que vem a se apaixonar pela comandante Lin Mae (Tian Jian), única mulher do grupo. O filme é uma parceria entre os estudios da Universal e a China, um mercado consumidor de blockbusters hollywoodianos cada vez mais crescentes. O diretor é extremamene conceituado, sendo dele filmes de arte como “Lanternas Vermelhas” (1991) e “Herói” (2o02). Aqui, no entanto, apesar do espetáculo das imagens por ele criadas o filme é uma típica fita de monstros carregada de ação, como muitas do gênero: Divertida e nada mais.

MOONLIGHT- SOB A LUZ DO LUAR

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(Moonlinght) EUA 2017. Dir: Barry Jenkins. Com Ashton Rogers, Mahershala Ali, Andre Holland, Naomi Harris. Drama.

Um dos grandes indicados pelo Oscar esse ano não tanto pelo número de indicações (oito incluindo melhor filme, diretor, ator coadjuvante e atriz coadjuvante) mas pela coragem de contar uma história a despeito dos preconceitos : Menino negro e pobre sofre bullying na escola e luta contra sua condição social, contra a dor de sua mãe ser uma viciada de crack  e contra a própria sexualidade. A história trata de racismo, de violência, de drogas e de homosexualidade, mas sobretudo de superação, de lutar para encontrar seu lugar o mundo contrariando o que a vida te oferece. Nisso é um filme corajoso e emocionante escrito pelo próprio diretor baseado na peça In Moonlight Black Boys Look Blue, de Tarell McCraney. A produção é de Brad Pitt.

MONSTER TRUCKS

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(Monster Trucks) EUA 2017. Dir: Chris Wedge. Com Lucas Till, Danny Glover, Jane Levy, Barry Pepper, Rob LOwe. Fantasia.

Pronto há vários anos (o projeto foi iniciado em 2013), é uma história voltada para o público infantil sobre um  estudante (Till) que descobre um monstro na garagem e o coloca dentro de sua caminhonete sendo perseguido por agentes do governo. O fracasso no seu lançamento custou a cabeça de alto executivo da Paramount, mas pode despertar interesse das crianças que quiserem fugir do carnaval. O diretor é o mesmo de “A Era do Gelo” e o ator Lucas Till é bem conhecido como o Destrutor de “X Men Primeira Classe”. Ainda em tempo, Till é o novo intérprete de MacGyver na Tv americana, série que ainda não estreou no Brasil.

A LEI DA NOITE

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(Live by Night) EUA 2017. Dir:Ben Affleck. Com Ben Affleck, Sienna Miller, Elle Fanning, Zoe Saldana. Policial.

O desastre milionário desse filme foi péssimo para a carreira de Ben Affleck que acabou desistindo da direção do novo Batman. Mas não julguem por isso. O filme não é nada fora do normal, mas custuou muito aos cofres da Warner paa reconstituir a Boston da época da lei seca, quando Joe Coughlin (Affleck) – filho de policial – se torna um implacável gangster. Affleck também assina a adaptação do livro homônimo de Dennis Lehane, o mesmo autor de “A Ilha do Medo” ,”Sobre Meninos & Lobos”, e “Medo da Verdade”, este também com Ben Aflleck.

 

TRAILLER: FOME DE PODER

QUEM NÃO JÁ IMAGINOU COMO TERIA SIDO A HISTÓRIA DA CRIAÇÃO DO MCDONALD’S ? UMA DAS MAIORES FRANQUIAS ALIMENTÍCIAS DO MUNDO, A REDE MCDONALD’S É UM DOS SÍMBOLOS DO CAPITALISMO E O FILME ESTRELADO POR MICHAEL KEATON (BIRDMAN) ESTÁ PROGRAMADO PARA ESTREIAR EM 20 DE JANEIRO NOS ESTADOS UNIDOS, MAS NO BRASIL SÓ CHEGA EM 16 DE MARÇO. “THE FOUNDER”, NO ORIGINAL, É DIRIGIDO POR JOHN LEE HANCOCK (UM SONHO POSSÍVEL, WALT NOS BASTIDORES DE MARY POPPINS) QUE TAMBÉM ASSINA O CO- ROTEIRO. EM BREVE EM NOSSOS CINEMAS.

IN MEMORIAN : ZSA ZSA GABOR

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A geração atual não a conhece, mas Zsa Zsa Gabor (1917 – 2016) – falecida nesse domingo últmo – foi uma das grandes estrelas do cinema e da Tv. Tendo estrelado a versão original de “Moulin Rouge” (1952) de John Houston, eu a conheci como a vilã Minerva, no último episódio da série “Batman” (1966-1969), aquela com Adam West e Burt Ward. Zsa Zsa Gabor também esteve em outras séries de Tv como “Mister Ed” e “Bonanza”. Em 1954 esteve a lado de Jerry Lewis e Dean Martin em “O Rei do Circo” (Three Ring Circus) e em 1958 esteve no clássico de Orson Welles “A Marca da Maldade” (Touch of Evil). A atriz húngara teve vida social agitada, ficando famosa por sua sensualidade e língua ferina com a qual teria dito certa vez “Nunca odiei um homem o suficiente para devolver-lhe suas jóias”. Sári Gábor, seu nome de nascimento, desapareceu em favor da persona que vestiu dentro e fora das telas, conferindo-lhe status de celebridade excêntrica. Casou-se nove vezes, tendo mantido casos com Frank Sinatra, Howard Hughes e Conrad Hilton, dono da famosa rede de hoteis Hilton. Publicou em 1992 sua auto-biografia “Uma Vida Não é Suficiente” com as memórias de suas aventuras com todos os excessos e peculariedades. Que descanse em paz e que sua passagem seja de luz.

LUZ CÂMERA DIREÇÃO: TIM BURTON

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Quando alguém pensa em Tim Burton, automaticamente vem à mente seu estilo gótico que marcou vários de seus filmes. Assim que pensaram em adaptar o livro “O Lar das Crianças Peculiares” de Ransom Riggs, o nome de Burton veio logo foi ligado ao projeto. O próprio Burton teria dito “Vão pensar que eu também escrevi o livro”. A identificação levou ao filme, recentemente lançado nos cinemas, conectado à concepção visual típica dos filmes desse Californiano, nascido em 25 de Agosto de 1958, cuja infência e adolescência introspectiva lhe conferiu a aura de exquisitão. Quando ainda cursava a escola de ensimo fundamental  criou um cartaz para ser usado pela empresa de coleta de lixo. Estudou artes na universidade e, depois de graduado, já conseguiu emprego como animador dos Estudios Disney onde trabalhou nas animações “O Cão & a Raposa” (1982) e “O Caldeirão Mágico” (1985). Entre os dois trabalhos, realizou o curta animado “Vincent” (1982) sobre um garoto que queria ser o ator Vincent Price. Narrado pelo próprio Price, o curta recebeu prêmios e aplausos da crítica. Dois anos depois realizou outro curta, fazendo uma adaptação de Mary Shelley em “Frankenweenie”, que anos mais tarde transformaria em longa. A primeira chance como diretor de um filme se deu com “As Aventuras de Pee Wee” (1985), mas o filme que colocaria o nome de Tim Burton diante dos holofotes veio em 1988, “Os Fantasmas Se Divertem” (Bettlejuice), uma comédia de humor negro de grande sucesso que até hoje alimenta boatos de uma possível sequência.

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FILMOGRAFIA BURTONIANA

Pouco depois o nome de Burton se tornou uma escolha natural  da Warner para comandar a adaptação de “Batman” (1989) para o cinema com Michael Keaton, Jack Nicholson  e Kim Basinger. A impressionante cenografia de Anton Furst foi um triunfo  que fez de Gotham City um personagem dentro da história que trazia falhas no roteiro como fazer do Coringa o assassino dos pais de Bruce Wayne.  O sucesso levou a “Batman o Retorno” (Batman Returns) de 1991, até hoje a única sequência dirigida por Burton. Este parecia à vontade em retratar personagens soturnos, ecos dos delírios sombrios do diretor. O sucesso comercial dos dois filmes do Batman lhe deu a moral para experimentar o que quisesse, e assim vem seu filme mais lírico “Edward Mãos de Tesoura” (Edward Scissorhands) em que teve a oportunidade de trabalhar com um de seus ídolos, o ator Vincent Price, este então com 79 anos. Também aqui trabalhou pela primeira vez com o astro Johnny Depp que parece compartilhar com o diretor uma atração por personagens bizarros. Ao todo fizeram juntos 8 filmes.

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JOHNNY DEPP & TIM BURTON

O melhor deles foi “Ed Wood” (1994), cinebiografia do pior cineasta de todos os tempos que deu o Oscar de melhot ator coadjuvante para Martin Landau, este em uma impressionante caracterização de Bela Lugosi. Depois vieram “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça” (Sleepy Hollow) de 1999 (onde teve a oportunidade de conhecer outro ídolo, o ícone Christopher Lee), “A Fantástia Fábrica de Chocolate” (Charlie & The Chocolate Factory) de 2005, “A Noiva Cadaver (The Corpse Bride) de 2005, “Sweeney Todd” (2007), “Alice no País das Maravilhas” (Alice in the Wonderland) de 2010, “Sombras da Noite” (Dark Shadows) de 2012.

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O ESTRANHO MUNDO DE JACK

No início da década de 90 teve um insucesso quando transformou em filme uma série de trading cards clássica que colecionara. Assim foi com “Marte Ataca” (Mars Attacks) de 1996 que sofreu comparações inevitáveis com “Independence day” , lançado um ano antes. Apesar do elenco estelar que incluiu Jack Nicholson, Pierce Brosnan, Michael J. Fox entre outros, o filme pecava por um humor negro que parece não encontrar o caminho certo para se conectar com o público. Também fez bons trabalhos como produtor em filmes como “O Estranho Mundo de Jack” ( The Nightmare Before Chrstmas) de 1993, “Batman Eternamente” (Batman Forever) de 1995 e, mais recentemente  “Alice Através do Espelho” (Alice Through The Looking Glass) de 2016. Mostrou outros caminhos com a cinebiografia da pintora Margareth Keane em “Grandes Olhos” (2015) com Amy Addams. Tim Burton parece à vontade com sua imagem presa ao estilo gótico, o que certamente o faz previsivel para análise de muitos, tão vítima de seus delírios quanto Hithcock de su câmera, o que claro não denigre de forma alguma o talento que o levou a se um dos grande diretores do cinema Hollywoodiano.

 

ESTREIAS DA SEMANA : 4 DE AGOSTO

ESQUADRÃO SUICIDA

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(Suicide Squad) EUA 2016. Dir:David Ayer. Com Will Smith, Margot Robbie, Viola Davis, Carla Delavigne, Joel Kinnaman, Scott Eastwood, Adam Beech, Jared Leto. Ação.

A oficial do governo Amanda Waller (Davis) ordena a reunião dos piores criminosos do país para combater uma entidade maligna que pode destriuir o mundo. A premissa não é novidade em termos de cinema se lembrarmos de clássicos como “Os Doze Condenados”(1967), mas nas hqs ela foi usada antes (veja matéria publicada anteriormente). A ideia de compor a equipe com supervilões veio em 1986,  e funcionou gerando grande popularidade. A Dc Comics tem tido dificuldade para firmar seu universo cinemático, em parte porque a crítica especializada tem sido dura demais, e em parte devido a atitudes desastrosas da Warner. No caso, as críticas devastadoras a “Batman vs Superman” levou a Warner a remontar o filme e refilmar várias cenas de forma a acrescentar mais humor. A supervalorização dos bastidores do filme com noticias dos desatinos de Leto que teria incorporado o Coringa mesmo fora das filmagens. De qualquer forma, em filmes que trazem dinâmicas de grupo, raros são aqueles que conseguem desenvolver um equilibrio na trama capaz de valorizar todos os personagens e não é diferente dessa vez. A Arlequina rouba a cena, Viola Davis é ótima e não me surpreende que Jared Leto não tenha atingido a melhor das performances como Coringa depois de atuações marcantes como as de Heath Ledger e Jack Nicholson. Curiosamente o filme chega às telas no 50º aniversário da primeira encarnação do Coringa  vivido por um ator, no caso o célebre Cesar Romero na série de Tv do “Batman”. Como cinéfilo sempre suspeito dos extremos, seja os filmes aclamados ou os execrados. Talvez estejamos errando justamente por comparar, a Marvel e a Dc pois ambas tem erros e acertos. O orçamento de US$ 175 milhões é mais sóbrio que o de “Batman VS Superman” e justamente por não serem personagens com pretensões de serem baluartes de moral e altruísmo acrescenta algo novo ao gênero dos super herois, não inovador, apenas algo diferente do usual, mas que pode divertir sem gerar grandes pretensões. O público é claro que dirá. Atentem para a cena pós creditos envolvendo Ben Affleck e Viola Davis. No mais boa diversão.

A INTROMETIDA

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(The Meddle) EUA 2016. Dir: Lorena Scafaria. Com Susan Sarandon, Rose Byrne, J.K.Simmons, Casey Wilson, Laura San Giacomo. Comédia.

Mulher víuva decide se mudar para perto da filha em Los Angeles mas começa a interferir na vida dela até conhecer o vizinho da filha. O filme integrou o Festival de Toronto em 2015 e traz Susan Sarandon em elogiosa atuação. O filme mescla doses de drama e comédia e pode agradar ao público adulto.

UM NEGÓCIO DAS ARÁBIAS

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(A Hologram for the King) EUA 2016. Dir: Tom Twyker. Com Tom Hanks, Ben Whishaw, Tom Skerrit.

Adaptação do livro “Um Holograma Para o Rei”, de David Eggars, roteirizado e dirigido por Tom Twyker que foi autor do roteiro de “A Viagem” (Cloud Atlas) estrelado também por Hanks. A história gira em torno de homem de negócios que perdeu sua fortuna que pretende enriquecer de novo vendendo um holograma para um rei da Arabia Saudita.

ESQUADRÃO SUICIDA : NOSSOS VILÕES FAVORITOS

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Em tempos em que os heróis não são mais retratados como modelos de perfeição e que muitos valores são distorcidos nada mais natural que vilões assumam papel de destaque na preferência de fãs. No cinema, a ideia não é nova se lembramos “Os Doze Condenados” (1967) de Robert Aldrich em que um grupo de criminosos são reunidos para uma missão suicida nos idos da Segunda Guerra. Poucos sabem, inclusive, que o filme foi transformado em série de TV em 1988. Nas Hqs, a mesma premissa já havia sido empregada na revista “The Brave & The Bold #25” (1959). Essa edição, que na época custou meros 10 centavos, hoje vale mais de US$ 1,000. A história de Robert Kanigher e Ross Andru não trazia nenhum supervilão, mas condenados de alta periculosidade que, em troca de sua liberdade. Liderada pelo Capitão Richard Flag Sr, o pelotão assumia missões que destacavam o teor patriótico típico dos quadrinhos de guerra publicados na época.

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Quando os quadrinhos desse gênero começaram a perder espaço e popularidade, as aventuras da equipe seriam eventualmente descontinuadas. A ideia, no entanto, foi reformulada em 1986 quando a DC comics reformulou seu universo (pela primeira vez) na mega saga “Crise nas Infinitas Terras” (1985). A editora, movida por um espírito de reestruturação, publicou a mini-série “Lendas” (Legends) em que os heróis são desmoralizados publicamente e proibidos de atuarem por conta de um plano do vilão Darkseid. Os roteiristas Len Wein e John Ostrander escreveram o roteiro com desenhos de John Byrne e introduziram uma nova versão da equipe, liderada por Rick Flagg Jr e formada pelos supervilões Capitão Bumerangue, Arrasa Quarteirão, Magia, Tigre de Bronze e Pistoleiro. Sancionados em segredo por Amanda Waller, funcionária de alto escalão do governo, a equipe é reunida para lutar contra ameaças à segurança nacional durante o evento. Com o fim de “Lendas”, a equipe ganhou uma série própria publicada a partir de 1987. “Suicide Squad” (1987) começou com roteiros de John Ostrander e desenhos de Luke McDonnel e durou  cinco anos com tramas que mesclavam espionagem com ação fantasiosa em sequências interligadas aos demais títulos da Dc Comics. Praticamente, todos os eventos da editora tinham interligação com o título do Esquadrão como “Milênio” (1988) centrada no Lanterna Verde ou “Invasão” (1989) em que uma armada alienígena decide dominar a Terra. Os integrantes da equipe também mudariam constantemente e vários vilões seriam recrutados de acordo com a natureza das missões. O Pistoleiro (Deadshot) se tornaria um dos mais populares assumindo posição de destaque e ganhando até uma mini-série própria em 1989.  A Arlequina só se juntaria ao grupo a partir do relançamento do título após o evento dos Novos 52 ,em 2013, que mais uma vez reformulou os heróis da editora.

MARGOT ROBBIE ARLEQUINA

A personagem, que ganhou enorme popularidade nos anos 90, foi criada para o desenho de TV “Batman The Animated Series” de Paul Dini e Bruce Timm. Tendo trabalhado no Arkham Asylum como psiquiatra, a Dra Harley Quinzel tratou do Coringa, mas em vez de curar a insanidade do vilão, se apaixonou por ele e enlouqueceu. Incorporada à continuidade das HQs na edição “Batman: Mad Love” em 1994, a Arlequina tornou-se nas HQs um personagem mais independente do Coringa e parte ativa de várias aventuras do grupo em tempos recentes.

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O Esquadrão Suicida teve sua popularidade reacesa aparecendo no seriado “Arrow” e no jogo “Batman: Assault on Arkham”. Sua adaptação para o cinema certamente traz a equipe para o centro das atenções criando a oportunidade de criar novos fãs com uma cronologia menos complexa que no material original, mas ainda divertida ao mostrar que entre bravos e ousados, velozes e furiosos, a vilania e o heroísmo acabam sendo duas faces da mesma moeda. Nossos malvados favoritos das hqs  ainda têm muito fôlego para mostrar.

LIGA DA JUSTIÇA : 1º TRAILLER

TAMBÉM DIVULGADO NA SAN DIEGO COMIC CON O PRIMEIRO TRAILLER DO AGUARDADO FILME DA “LIGA DA JUSTIÇA” (jUSTICE LEAGUE) COM DIREÇÃO DE ZACH SNYDER. ESPERAMOS QUE NÃO SEJAM COMETIDOS OS MESMOS ERROS QUE NO RECENTE “BATMAN VS SUPERMAN : A ORIGEM DA JUSTIÇA”. ESTÃO NO TRAILLER BEN AFFLECK COMO BATMAN, EZRA MILLER COMO FLASH, GAL DADOT COMO MULHER MARAVILHA, JASON MOMOA COMO AQUAMAN ENTRE OUTROS. CONFIRAM.

ESTREIAS DA SEMANA : EM CARTAZ A PARTIR DE 24 DE MARÇO

BATMAN VERSUS SUPERMAN : A ORIGEM DA JUSTIÇA

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(Batman Vs Superman : The Dawn Of Justice) EUA 2016. Dir: Zach Snyder. Com Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Lawrence Fishburne, Amy Addams, Jesse Eisenberg, Jeremy Irons. Aventura / Ficção Cientifica.  Vou ser direto, Zach Snyder é superestimado e recebeu poder demais da Warner para comandar os filmes de super herói da Dc Comics. Se com “Homem de Aço” (2013) fez um trabalho mediano mas inflado em determinados momentos, repete o feito com Batman Versus Superman. Não, o filme não é ruim como muitos preconizavam. De fato é divertido ver os ícones do gênero reunidos em cena, e em determinadas sequências há a impressão de se estar vendo o jogo “Injustice”. Não é demerito, mas o fato é que o filme poderia ter ido além, dispensável mostrar o qiue levou Bruce Wayne a se tornar o homem morcego e colocar um herói contra o outro um clichezão que acaba servindo ao propósito de iniciar um universo cinematografico de herois sem copiar os passos do que a Marvel fez. Nesse sentido torna-se perdoavel a metragem inflada e a quantidade de personagens na tela que satisfaz aos fãs de hqs. A Mulher Maravilha de Gal Gadot rouba a cena e  consegue nos deixar ansiosos por seu filme solo. Cavill fica muitas vezes em segundo plano até porque Ben Affleck calou a boca de seus críticos fazendo um Bruce Wayne amargurado e maduro, mas nem por isso infalível. Lex Luthor merecia melhor interprete, mas Eisenberg acaba não comprometendo. Enfim, vai ser apreciado pelo publico leitor de hqs e pode ficar confuso para quem não é, mas diverte e planta as sementes que levarão ap filme da Liga da Justiça.O curioso é como este seguirá após o final surpreedente que não vou revelar aqui, mas que mostra que a DC Warner está disposta a , apesar de tropeços, abrir a porta da aventura,

O JOVEM MESSIAS

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(The Young Messiah) EUA 2016. Dir: Cyrus Nowrasteh. Com Sean Bean, David Bradley, Adam Greaves-Neal. Bíblico. A história de Jesus Cristo quando criança descobre seu destino divino enquanto foge com Jose e Maria da ira do rei Herodes. Filme bíblico lançado a propósito da semana santa baseado em um livro da autora Anne Rice, a mesma de “Entrevista com o Vampiro”.

CONSPIRAÇÃO & PODER

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(Truth) EUA 2016. Dir: James Vanderbilt. Com Robert Redford, Cate Blanchet, Dennis Quaid, Topher Grace. Drama. Gosto de Redford e ainda mais de filmes que mostram os bastidores da imprensa em meio a escândalos, conspirações e segredos governamentais. Aqui, baseado no livro ” Truth and Duty: The Press, the President, and the Privilege of Power” , de Mary Mapes, o filme adapta um fato real: Dan Ratner, que foi apresentador do jornalístico  60 Minutes por 24 anos revelou evidencias de como George W Brush se beneficiou do tráfico de influencia no passado. O problema é quando as tais informações se mostram não verdadeiras, o que destroi a carreira de Ratner. Curioso como disse se você estiver disposto a assistir um filme com narrativa mais arrastada, mas com algo a dizer sobre os limites da liberdade de imprensa e de como o poder desta pode ser visualisado e analisado sob a luz de outras questões.

 

 

 

 

 

BEN AFFLECK: UM ATOR & TRÊS HERÓIS

Em 2003, ainda bem no início do boom dos filmes de super heróis, a Fox realizou o filme do “Demolidor” (Daredevil) , vulgo “O Homem Sem Medo”, com direção de Mark Steven Johnson, e estrelado por Ben Affleck. Isso é bem sabido por todos, como também fonte de grande desagrado para os fãs de HQs. A verdade é que o filme passou longe da essência do personagem criado por Stan Lee & Bill Everett  , e que foi enriquecido pela abordagem de Frank Miller nos anos 80. O filme da Fox foi mal escalado, com um vilão caricato demais (o Bullseye de Collin Farrell) e sem conseguir traduzir o universo urbano e sombrio do personagem. Por isso, quando Affleck foi anunciado como o novo intérprete do Batman, a reação dos fãs não foi das melhores, já que a imagem negativa do ator como o Demolidor ainda era forte demais.

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O que poucos sabem ou lembram é que Affleck também foi o Superman uma vez !!! Isso mesmo. Em 2006, Ben Affleck vestiu o icônico uniforme do herói Kryptoniano para viver a vida de George Reeves, ator que personificou o Superman nos anos 50 em uma série de TV. O filme, adaptado do livro homônimo de Paul Bernbaum  , narra a trajetória de Reeves, que depois de quase uma década vivendo o super herói na Tv, teve sua carreira prejudicada já que na época o mundo do showbizz era muito diferente. Não havia prestígio nenhum em interpretar um super herói, na verdade isso era visto como “coisa de criança”, e não era levado a sério. Após o fim da série, ninguém oferecia trabalhos a George Reeves, e nem ao menos lhe abria qualquer possibilidade, ainda que George tivesse sido coadjuvante em vários filmes desde o final da década de 30. Em 1951, sua participação em “A Um Passo da Eternidade” (From Here to Eternity) chegou a ser cortada depois da má reação inicial das plateias que riram quando o viram no filme. Em 16 de Junho de 1959, aos 45 anos, George foi encontrado morto em um quarto com um buraco de bala na cabeça, sugerindo suicídio. Discrepâncias no local da morte e o fato de que George tinha como amante a esposa de um gangster levantaram a possibilidade, nunca provada de fato, de que o suicídio teria sido um homicídio. O filme, dirigido por , foca no trabalho investigativo do detetive Louis  (Adrien Brody) para elucidar o caso. Curiosamente, o papel de Toni Mannix, a tal amante, foi de Diane Lane, a Martha Kent de “Batman Vs Superman –  A Origem da Justiça”.

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Ainda que vista o uniforme do Superman para interpretar seu interprete do passado, Ben Affleck tem uma surpreendente boa atuação como George Reeves, bem diferente do homem sem medo do filme da Fox, tendo sido inclusive indicado para o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante.  Boa pedida assistir “Hollywoodland” e, conhecer um pouco sobre esse outro lado de Hollywood ouvindo a canção “Superman’s Ghost” de Don McLean, que canta a vida de Reeves, super herói em uma época que o gênero não era visto da mesma forma que hoje onde um contrato com a Marvel ou com a DC significa prestígio e dinheiro muito além do que nossos olhos podem alcançar.

 

 

BATMAN & SUPERMAN : AS ORIGENS DA JUSTIÇA

Batman vs Superman

Os super heróis das HQs formam o panteão olímpico da era moderna. Nascidos nas páginas de publicações populares inicialmente voltadas para o público juvenil, o gênero evoluiu, foi adaptado para diversas mídias, ganhou uma complexidade que acompanhou o crescimento do público leitor e hoje divide as atenções do grande público entre as produções da Marvel e os personagens da tradicional DC Comics que demorou para despertar. Depois do relativo sucesso de “O Homem de Aço”, a Dc Comics / Warner tinha alguns problemas : Apesar de bem sucedido, os filmes de Batman dirigidos por Christopher Nolan possuíam um tom mais realista e, por isso, destoante da noção de um “universo fantástico” povoado por seres de grande poder. Além disso, filmes como “Lanterna Verde” (2008) com Ryan Reynolds se tornaram grandes equívocos. Apesar da Dc Comics ter se firmado na TV, no cinema a Marvel ganhou um espaço enorme que foi mal aproveitado pela concorrente. A estreia de “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” vem com a pretensão de preencher esse espaço, e dar o impulso para vários projetos com heróis como Mulher Maravilha, Aquaman, Flash, Lanterna Verde, Shazam e, claro, a Liga da Justiça, grupo que reúne os heróis DC, e que, na verdade, foi criado nas HQs antes mesmo dos “Vingadores”. A aposta é alta com orçamento astronômico, grandes nomes no elenco e com a participação de vários personagens conhecidos do público leitor.

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ALVORECER DOS SUPER HEROIS . Apesar de vários aventureiros e heróis, o personagem que foi o primeiro super herói a sair da imaginação para o papel foi o “Superman”, publicado em “Action Comics #’1” em 1938, criado pela dupla Jerry Siegel & Joe Shuster. A capa histórica com o herói erguendo um carro acima da cabeça cercado pelo olhar de assombro de pessoas é hoje um dos itens mais caros e raros do meio. Abriu caminho, pois depois de Clark Kent e seu alter ego surgiram diversos outros personagens com poderes fabulosos (Lanterna Verde, Flash e, inclusive o Shazam acusado na ocasião de ser um plágio do herói kryptoniano). Naqueles primórdios, o Superman não voava mas saltava por entre os arranha céus de Metropolis. “Batman” veio no ano seguinte em “Detective Comics #27” nascido do talento de Bob Kane & Bill Finger. O tom sombrio e gótico de sua cidade era repleta de personagens que compunham uma caricatura distorcida das debilidades humanas, diferente da radiante Metropolis das histórias do Superman.

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Os dois heróis foram um sucesso de vendas que logo os levou aos seus próprios títulos mensais. Na década de 40, Kirk Alyn viveu o homem de aço, enquanto Lewis Wilson vestiu a capa e a máscara do homem morcego, ambos em seriados da Columbia. No Brasil, os personagens chegaram na década de 40 graças aos esforços do editor Adolfo Aizen que os publicou na revista “O Lobinho”. Com o costume de traduzir os nomes, Batman foi chamado de Morcego Negro, Gotham City foi inicialmente chamada de Riacho Doce e Bruce Wayne ficou como Bruno Miller, enquanto Clark Kent foi batizado de Edu. Claro que pouco tempo depois as traduções foram abandonadas e substituídas pelos nomes originais.

Nas HQs o apelo de ambos com o publico leitor era enorme, dividindo preferências entre o público leitor. Apesar de possuírem naturezas distintas, cada um é ambíguo à sua própria maneira. O Superman não é humano mas prefere se passar por um e viver por trás dos óculos do repórter Clark Kent. Já Bruce Wayne não passa de uma máscara para esconder a eterna busca de vingança de um homem. Naturezas tão dicotômicas foram um prato cheio para os artistas dos quadrinhos. Contudo, no início do Universo DC os dois compartilhavam uma amizade desde sua primeira história juntos publicada em “Superman #76” (1952) onde Clark Kent e Bruce Wayne encontram-se a bordo de um navio. As expressivas vendas levaram ao título “World’s Finest” lançado ainda no início da década de 40 com os dois heróis sempre juntos na capa, mas atuando em histórias separadas. A partir da edição #71 os heróis formaram uma parceria que se estendeu por décadas. Apesar de algumas histórias em que os heróis se desentendiam ou em que um dos dois era controlado mentalmente, os leitores tinham ambos como superamigos. Em uma história bizarra publicada em ___ os editores chegaram a criar em 1964 o “Superman Composto”, um ser metade Batman e metade Superman.

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PÓS CRISE & PÓS MILLER. Em 1985, a Dc Comics  fez um reboot em seu universo de heróis com a saga “Crise Nas Infinitas Terras”, de Marv Wolfman & George Perez. Depois disso, coube a Frank Miller e John Byrne recontar a origem desses heróis. A relação entre estes passou a ser de respeito mútuo mas não de amizade. Antes disso, Miller já havia reformulado o futuro com a mini série “Batman o Cavaleiro das Trevas”. Nela, em um futuro distópico, um Batman sessentão volta à ativa e desafia o status quo, vindo a enfrentar o Superman, retratado como um pau mandado do governo. Já foi insinuado que o filme de Zach Snyder se inspirou em parte no material de Frank Miller. Quando Batman, vestido uma armadura, consegue derrotar o homem de aço, ele diz “ Clark … .I want you to remember my hand at your throat. I want you to remember the one man who beat you.” (Clark, … Quero que você se lembre da minha mão em sua garganta. Quero que você se lembre do único homem que o derrotou). Esse é tom anunciado dos personagens para as correntes adaptações e, que já foi explorado diversas vezes nos quadrinhos. O roteiro de Chris Terrio ainda aproveita para introduzir a Mulher Maravilha, o vilão megalomaníaco Lex Luthor e o monstro Apocalipse, que nas HQs matou o Superman. A semente está plantada para germinar nos diversos projetos com os personagens desse riquíssimo universo de personagens, com uma pegada de videogame que virou moda nos atuais filmes do gênero. Em meio às cinzas dessa batalha titânica será o Batman a proferir “Ser”, o Superman a proferir “Não Ser”, mas será a Mulher Maravilha que os unirá com um “Eis a Questão”, movido a sangue de guerreiros fictícios que falam diretamente pela nossa imaginação.