ESTREIAS DA SEMANA : 11 DE AGOSTO

UM ESPIÃO & MEIO

um espiao e meio

(Central Intelligence) EUA 2016. Dir: Rawson Marshall Thurber. Com Dwayne Johnson, Kevin Hart. Comédia de Ação.

Jovem que no passado foi vítima de bullying porque era gordinho cresce e se torna um agente secreto fortão e musculoso. O único que o defendia era um jogador que se tornou contador frustado com sua vidinha. Agora, este é o único que pode ajudar o espião a evitar que segredos militares sejam vendidos. O filme segue a linha da parceria de personagens diferentes em uma aventura movimentada com constantes pitadas de humor advindas do contraste entre os dois protagonistas. Dwayne Johnson é o grande nome do gênero ação, mas demonstra naturalidade para tirar sarro dessa imagem de durão. Ao seu lado está Kevin Hart, comediante de grande sucesso nos Estados Unidos que parece preencher o espaço deixado por Eddie Murphy, que há tempos não emplaca um sucesso. A parceria parece que vai gerar frutos porque Johnson e Hart voltarão a contracenar na vidoura refilmagem de “Jumanji”, prevista para o ano que vem. Várias situações são relamente divertidas como a inicial nos tempos do colegial. Atentem para o desfecho também que traz uma ponta não creditada de Melissa MacCarthy. Vale a pena assistir.

PERFEITA É A MÃE

bad moms

(Bad Moms) EUA 2016. Dir: Jon Lucas & Scott Moore. Com Mila Kunis, Kristen Bell, Jada Pinkett Smith. Comédia.

Os roteiristas da trilogia “Se Beber Não Case” (The Hangover) são os diretores dessa comédia que não está disposta a fazer concessões para tratar de um assunto que aflige muitas mulheres: Como ser mãe em meio às atribulações da vida moderna. Entre esses percalços está o convivio com outras mães esnobes que estão mais preocupadas em pisar umas às outras para se sobressairem. Por isso, a dedicada Amy (Kunis) decide se juntar a outras que como ela não aceitam como são tratadas e resolvem se vingar.

 

ESTREIAS DA SEMANA : 4 DE AGOSTO

ESQUADRÃO SUICIDA

suicide squad quin

(Suicide Squad) EUA 2016. Dir:David Ayer. Com Will Smith, Margot Robbie, Viola Davis, Carla Delavigne, Joel Kinnaman, Scott Eastwood, Adam Beech, Jared Leto. Ação.

A oficial do governo Amanda Waller (Davis) ordena a reunião dos piores criminosos do país para combater uma entidade maligna que pode destriuir o mundo. A premissa não é novidade em termos de cinema se lembrarmos de clássicos como “Os Doze Condenados”(1967), mas nas hqs ela foi usada antes (veja matéria publicada anteriormente). A ideia de compor a equipe com supervilões veio em 1986,  e funcionou gerando grande popularidade. A Dc Comics tem tido dificuldade para firmar seu universo cinemático, em parte porque a crítica especializada tem sido dura demais, e em parte devido a atitudes desastrosas da Warner. No caso, as críticas devastadoras a “Batman vs Superman” levou a Warner a remontar o filme e refilmar várias cenas de forma a acrescentar mais humor. A supervalorização dos bastidores do filme com noticias dos desatinos de Leto que teria incorporado o Coringa mesmo fora das filmagens. De qualquer forma, em filmes que trazem dinâmicas de grupo, raros são aqueles que conseguem desenvolver um equilibrio na trama capaz de valorizar todos os personagens e não é diferente dessa vez. A Arlequina rouba a cena, Viola Davis é ótima e não me surpreende que Jared Leto não tenha atingido a melhor das performances como Coringa depois de atuações marcantes como as de Heath Ledger e Jack Nicholson. Curiosamente o filme chega às telas no 50º aniversário da primeira encarnação do Coringa  vivido por um ator, no caso o célebre Cesar Romero na série de Tv do “Batman”. Como cinéfilo sempre suspeito dos extremos, seja os filmes aclamados ou os execrados. Talvez estejamos errando justamente por comparar, a Marvel e a Dc pois ambas tem erros e acertos. O orçamento de US$ 175 milhões é mais sóbrio que o de “Batman VS Superman” e justamente por não serem personagens com pretensões de serem baluartes de moral e altruísmo acrescenta algo novo ao gênero dos super herois, não inovador, apenas algo diferente do usual, mas que pode divertir sem gerar grandes pretensões. O público é claro que dirá. Atentem para a cena pós creditos envolvendo Ben Affleck e Viola Davis. No mais boa diversão.

A INTROMETIDA

a intrometida

(The Meddle) EUA 2016. Dir: Lorena Scafaria. Com Susan Sarandon, Rose Byrne, J.K.Simmons, Casey Wilson, Laura San Giacomo. Comédia.

Mulher víuva decide se mudar para perto da filha em Los Angeles mas começa a interferir na vida dela até conhecer o vizinho da filha. O filme integrou o Festival de Toronto em 2015 e traz Susan Sarandon em elogiosa atuação. O filme mescla doses de drama e comédia e pode agradar ao público adulto.

UM NEGÓCIO DAS ARÁBIAS

negocio arabias

(A Hologram for the King) EUA 2016. Dir: Tom Twyker. Com Tom Hanks, Ben Whishaw, Tom Skerrit.

Adaptação do livro “Um Holograma Para o Rei”, de David Eggars, roteirizado e dirigido por Tom Twyker que foi autor do roteiro de “A Viagem” (Cloud Atlas) estrelado também por Hanks. A história gira em torno de homem de negócios que perdeu sua fortuna que pretende enriquecer de novo vendendo um holograma para um rei da Arabia Saudita.