VELOZES & FURIOSOS: HOBBS & SHAW

           Quando Dwayne Johnson entrou para o elenco de “Velozes & Furiosos“, no quinto filme, a franquia ganhou um segundo fôlego. Seu personagem, o agente Luke Hobbs, ganhou espaço e marcou presença em todos os filmes na sequência. Natural que tenha sido pensado em um derivado (spin off), principalmente depois da inegável química entre Johnson e Jason Statham, introduzido como antagonista do sétimo Velozes, e retornando como importante aliado no oitavo filme “The Fate of the Furious“.

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         Nesse caso só para efeitos comparativos, o lucro foi de US$207 milhões (Velozes 1), US$ 236 milhões (Velozes 2), US$158 milhões (Velozes 3), US$ 363 milhões (Velozes 4), chegando a Velozes 5” lucrando em torno de US$209 milhões de bilheteria doméstica, chegando a mais de US$600 milhões contabilizando o mercado internacional. Consideremos também as mudanças na estrutura narrativa da franquia a partir da entrada de Hobbs. Desde o final do 4º filme Bryan, o personagem do saudoso Paul Walker, passou de perseguidor a cúmplice de Dominic Toretto (Vin Diesel), levando o agente Hobbs a algoz, e depois aliado não oficial, recrutando os serviços da equipe de Toretto. A partir desse ponto, a franquia deixa o perfil de filmes de corrida e abraça o estilo “Missão Impossível” com ação desenfreada voltada para um público diverso tanto de jovens como de adultos. Depois da morte de Paul Walker acentua-se ainda mais a ação superlativa de lutas corporais, saltos monumentais, explosões e acrobacias impossíveis. “Hobbs & Shaw” mantem esse padrão e não poupa recursos para jogar o público em uma montanha – russa reunindo os personagens de Dwayne Johnson e Jason Statham dois anos depois dos eventos de “Velozes 8”. Um vírus letal está desaparecido e chega às mãos de Hattie (Vanessa Kirby), agente do MI6 em missão. Acontece que ela é irmã mais novas de Deckard Shaw (Statham), e alvo do vilão Brixton (Idris Elba), um super soldado de força ampliada, que como o próprio afirma o faz um “Superman negro”. Claro que em meio a essa explosão de testosterona, o filme tem espaço para o poder feminino. A personagem de Vanessa Kirby não é uma dama em perigo, mas uma espiã com atitude e inteligência, sem mencionar as passagens em cena da dama Helen Mirren, reprisando seu papel de Sra Shaw, e da atriz, cantora e modelo mexicana Eiza Gonzales adicionando tempero latino com sua Madame M.

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            O roteirista Chris Morgan, também responsável pelos outros filmes da franquia, entrega um entretenimento esperado pelo público alvo, com ação e humor e dois protagonistas que se toleram por conta da situação mas que não perdem a oportunidade de trollar um ao outro. O diretor David Leitch entrega um filme recheado de ação, linguagem que já mostrou dominar em “John Wick” com Keanu Reeves (embora não creditado), “Atômica” com Charlize Theron e “Deadpool” com Ryan Reynolds.

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          Claro que quando se fala de “Velozes & Furiosos” espera-se cenas estonteantes como a chuva de carros em “Velozes 8” ou carros saltando de paraquedas como em “Velozes 7”. Não é diferente desta vez e o público vai delirar ao ver os músculos de Dwayne Johnson tentar segurar um helicóptero ou Jason Statham em coreografias de luta que fazem ambos parecerem super heróis, afinal de contas o filão continua alto em Hollywood e atrai bilheterias impressionantes. Mas não espere abuso de tecnologia digital e tela azul, Leitch garante que tudo foi filmado com técnicos e dublês como a eletrizante perseguição de moto com Idris Elba, de tirar o fôlego. O filme ainda acrescenta aquele elemento de família que perpassa a franquia Velozes quando a ação leva a dupla de parceiros relutantes a uma ilha da Polinésia, raiz dos antepassados de Dwayne e palco do desfecho da história. O próprio Dwayne garantiu que atores asiáticos fossem escalados, além do lutador de WWF Joe Anoa’i em seu primeiro papel no cinema.

             Foi notório que ocorreram desentendimentos entre Diesel (produtor executivo da franquia) e Johnson. Conta-se que os desentendimentos teriam começado quando os produtores da Universal se decidiram por um filme centrado nos personagens de Johnson e Statham, levando Vin Diesel a faltar às filmagens e até a reduzir o espaço em cena dos dois atores em “Velozes 8”. O fato é que com a decisão do estúdio de investir primeiro em “Hobbs & Shaw” e a deixar o próximo Velozes para 2021 provocou uma cisão no clima de “família” da série.  Esqueça, no entanto, que Diesel tenha anunciado “Velozes 9” sem Johnson ou Statham. Esqueça também a lógica ou qualquer traço de verossimilhança. Acelere e se divirta, e já vai ter valido a pena a ida ao cinema.

FELIZ 2019 :PREVIEW DO CINEMA

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ANIMAÇÕES

O ANO DE 2019 RESERVA FORTES AGRADÁVEIS REENCONTROS. RALPH E VANELOPE ESTÃO À SOLTA NA INTERNET E JÁ SABE DE ANTEMÃO QUE AS PRINCESAS DISNEY ESTARÃO PRONTAS PARA RECEBER A PEQUENA VANELLOPE EM “WI RALPH 2”, QUE ABRE OS PRIMEIROS LANÇAMENTOS DO ANO NOVO DIA 3. O MÊS DE JANEIRO AINDA TEM O AGUARDADO “HOMEM ARANHA NO ARANHAVERSO” E “COMO TREINAR SEU DRAGÃO 3” NO MEIO DO MÊS ENCERRANDO A TRILOGIA DAS AVENTURAS DE SOLUÇO E BANGUELA. MINHA CURIOSIDADE É AINDA MAIOR COM RELAÇÃO A “TOY STORY 4”, PREVISTO PARA JUNHO. DEPOIS DE MUITAS LÁGRIMAS NO TERCEIRO FILME QUE SERVIA DE APARENTE EPILOGO PARA AS AVENTURAS DE WOODY, BUZZ E CIA, FICO IMAGINANDO O QUE VEM POR AÍ, ALÉM DE CLARO MAIS LÁGRIMAS E RISOS. FEVEREIRO TRAZ WILL SMITH e TOM HOLLAND EM “UM ESPIÃO ANIMAL” ALÉM DE “UMA AVENTURA LEGO 2”. SERÁ O ANO DOS BRINQUEDOS JÁ QUE AGOSTO TEREMOS “PLAYMOBIL O FILME”. O ILLUMINATION STUDIOS TRAZ “PETS – A VIDA SECRETA DOS ANIMAIS 2” QUE CHEGA A NOSSAS TELAS NAS FÉRIAS DE JULHO.

AVENTURA & FANTASIA

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A DISNEY A CADA ANO TEM UMA VERSÃO DE LIVE ACTION DE SEUS GRANDES SUCESSOS E ANO QUE VEM TEREMOS O AGUARDADO “ALADIM” PREVISTO PARA MAIO, COM WILL SMITH VESTINDO O PAPEL DO GÊNIO QUE ESTÁ MARCADO EM NOSSAS MEMORIAS NA VOZ E TREJEITOS DE ROBIN WILLIAMS. DOIS MESES DEPOIS TEMOS “O REI LEÃO” QUE REPETIRÁ O EXCELENTE JAMES EARL JONES NO PAPEL DE MUFASA. ANTES DESSES, NÃO NOS ESQUEÇAMOS DA VERSÃO DE TIM BURTON PARA “DUMBO” PROGRAMADO PARA MARÇO. A DISNEY AINDA DOMINA O MERCADO COM “JUNGLE CRUISE” QUE REUNE O ASTRO DWAYNE JOHNSON E EMILY BLUNT EM ADAPTAÇÃO DE ATRAÇÃO DO PARQUE TEMÁTICO DA TERRA DE MICKEY MOUSE. FALANDO NO ASTRO THE ROCK, DEZEMBRO DE 2019 É ESPERADO PARA A CHEGADA DE “JUMANJI 3”, AINDA SEM NENHUMA NOVIDADE MAIOR DIVULGADA SOBRE A HISTÓRIA DA SEQUÊNCIA.

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SUPER HEROIS

CERTAMENTE “VINGADORES:ULTIMATO” , EM ABRIL, É UM DOS FILMES MAIS AGUARDADOS DO ANO QUE VEM, SENÃO O MAIS ESPERADO GUARDANDO SEGREDOS COMO O DESTINO DE PERSONAGENS QUERIDOS PELO GRANDE PÚBLICO E O FUTURO DO UNIVERSO CINEMATICO MARVEL. ANTES PORÉM TEREMOS O IGUALMENTE ESPERADO “CAPITÃ MARVEL” COM BRIE LARSON, PROMETIDO PARA MARÇO. A DC COMICS RECEM SAIDA DO SUCESSO DE “AQUAMAN”, RESERVOU PARA ABRIL TAMBÉM A PRIMEIRA ADAPTAÇÃO DE “SHAZAM!” COM ZACHARY LEVI, QUE DE ACORDO COM OS TRAILLERS DIVULGADOS, TERÁ UM TOM MAIS LEVE QUE OS DEMAIS FILMES DC/MARVEL. TOM HOLLAND VOLTA A LANÇAR TEIAS NO CINEMA EM SEU SEGUNDO FILME COMO PETER PARKER “HOMEM ARANHA: LONGE DO LAR” SACUDINDO O FERIADÃO DE 4 DE JULHO NOS ESTADOS UNIDOS. ANTES POREM, DAVID HARBOUR (DE “STRANGE THINGS”) ESTRELA O REBOOT DE “HELLBOY” VOLTADO PARA MAIORES DE 17 ANOS. NO EMBALO DA FUSÃO DISNEY/FOX, TEMOS EM JUNHO “X MEN FÊNIX NEGRA” E EM AGOSTO “OS NOVOS MUTANTES”, QUE JÁ ESTAVAM EM PRODUÇÃO ANTES DA UNIÃO DOS ESTUDIOS.

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TERROR

STEPHEN KING CONTINUARÁ SENDO O REI DO GÊNERO NAS TELAS DO ANO NOVO. PRIMEIRO COM A ESPERADA CONCLUSÃO DA SAGA DO PALHAÇO PENNYWISE EM “IT A COISA – PARTE II” PREVISTO PARA SETEMBRO DE 2019. MUITO ANTES DISSO TEMOS A REFILMAGEM DE “CEMITERIO MALDITO”, QUE CHEGA EM ABRIL. JAMES WAN MARCA PRESENÇA DE VOLTA AO GÊNERO QUE CONSAGROU SEU NOME. PRIMEIRO NA PRODUÇÃO DE “A MALDIÇÃO DA CHORONA”, ADAPTAÇÃO DE UMA LENDA MEXICANA, CUJA ESTREIA FICA EM ABRIL. TAMBEM COMO PRODUTOR, WAN PROMETE EM BREVE “INVOCAÇÃO DO MAL 3”, SEM DATA DIVULGADA AINDA. NO MEIO TEMPO TEREMOS “ANNABELLE 3” EM JULHO, REUNINDO O CASAL WILSON INTERPRETADO POR VERA FARMIGA E PATRICK WILSON. O BONECO CHUCKY VOLTA ÀS TELAS PROMETENDO RESTAURAR A CREDIBILIDADE DA FRANQUIA DIANTE DA NOVA GERAÇÃO NA REFILMAGEM DE “BONECO ASSASSINO” RESERVADO PARA JUNHO. EM FEVEREIRO VOLTAMOS À FRANQUIA DOS LIVROS DE CLIVE BARKER EM “HELLRAISER JULGAMENTO”, 9º LONGA DA SÉRIE QUE NOS ESTADOS UNIDOS FOI LANÇADO DIRETAMENTE EM DVD/BLU RAY. O CONDE ORLOCK DO CLÁSSICO “NOSFERATU” APARECE NESSA NOVA REFILMAGEM DO CLÁSSICO DE F.W.MURNAU, DESTA VEZ COMANDADO POR ROBERT EGGARS DE “A BRUXA” E “HEREDITARIO”. JÁ AGOSTO TRAZ “MAMA 2” AINDA SEM NENHUMA NOTICIA SOBRE A TRAMA. EM OUTUBRO O CLIMA DE HALLOWEEN COMEÇA COM “A MORTE TE DÁ PARABENS 2”, SEQUÊNCIA DO INESPERADO SUCESSO DE 2017.

HOBBS SHAW

AÇÃO

2019 TEM MUITA AÇÃO COM “HOBBS & SHAW” REUNINDO DWAYNE JOHNSON E JASON STATHAM REPETINDO OS PAPEIS DE SEUS PERSONAGENS NA FRANQUIA “VELOZES & FURIOSOS”. KEANU REEVES VOLTA EM “JOHN WICK 3” EM MAIO. SAEM TOMMY LEE JONES & WILL SMITH E ENTRAM CHRIS HEMSWORTH E TESSA THOMSPON PARA PROTEGER A TERRA EM “MIB INTERNACIONAL”, NAS TELAS EM JUNHO. OUTRO RETORNO É O DE SAMUEL L.JACKSON AO PAPEL DO POLICIAL LINHA DURA DE “O FILHO DE SHAFT” RESERVADO EM JUNHO. NÃO SÓ DE HOMENS VIVE O CINEMA DO GÊNERO E TEMOS ASSIM “GODZILLA – O REI DOS MONSTROS” QUE TEM NO ELENCO A PEQUENA ESTRELA MILLIE BOBBY BROWN, CHEGANDO EM MAIO. ARNOLD SCHWARZENEGGER E LINDA HAMILTON ESTÃO DE VOLTA NA SEQUÊNCIA “O EXTERMINADOR DO FUTURO 6”, AINDA SEM SINOPSE REVELADA E, PORTANTO, SEM PODER CRIAR MAIORES EXPECTATIVAS DO QUE SERÁ. NO MESMO MÊS UM NOVO TIME DE MULHERES DE AÇÃO SE REUNE EM “AS PANTERAS”, REBOOT DA REFILMAGEM DA SÉRIE CLÁSSICA DOS ANOS 70. O ANO MAL COMEÇOU E LEMBREMOS QUE EM DEZEMBRO TEREMOS O DESFECHO NA NOVA TRILOGIA “STAR WAR EPISODIO IX”, AINDA SEM SUBTÍTULO DIVULGADO E SEM MAIS DETALHES DA HISTÓRIA.

TURMA DA MONICA

NACIONAIS

GRATO REENCONTRO COM OS HABITANTES DO LARGO DO AROUCHE NA ADAPTAÇÃO DE “SAI DE BAIXO” PROGRAMADA PARA FEVEREIRO. MAISA SILVA RECEM SAIDA DO ÓTIMO “TUDO POR UM POP STAR” VOLTA ÀS NOSSAS TELAS EM “CINDERELA POP” NO MESMO MÊS. INGRID GUIMARAES MARCA PRESENÇA EM “DE PERNAS PARA O AR 3” EM ABRIL. GRANDE EXPECTATIVA TEMOS COM A ADAPTAÇÃO LIVE ACTION DOS PERSONAGENS MARAVILHOSOS DE MAURICIO DE SOUZA EM “TURMA DA MÔNICA – LAÇOS” EM JUNHO. OUTRA ADAPTAÇÃO BEM ÀS NOSSAS TELAS É O TEXTO DE MARIA CLARA MACHADO EM “PLUFT O FANTASMINHA” PROMETIDA PARA MARÇO. EM OUTUBRO TEMOS TAMBÉM A ADAPTAÇÃO DA CLÁSSICA CANÇÃO DE RENATO RUSSO EM “EDUARDO & MÔNICA”. CLARO NÃO PODEMOS DEIXAR DE LADO A VOLTA DE DONA HERMÍNIA ANUNCIADA PARA “MINHA MÃE É UMA PEÇA 3” COM O EXCELENTE PAULO GUSTAVO.

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MAIS FILMES

TERRY GILLIAM FINALIZOU O AGUARDADO “O HOMEM QUE MATOU DON QUIXOTE”, EM FEVEREIRO, ADAPTANDO O CLÁSSICO DE MIGUEL DE CERVANTES, UM PROJETO QUE SE ARRASTOU POR MAIS DE UMA DÉCADA ATÉ SER COMPLETADO. CLINT EASTWOOD LANÇA TAMBÉM SEU MAIS NOVO PROJETO “A MULA”. O ANO TERÁ AINDA “HOLMES & WATSON”, COMÉDIA COM WILL FARRELL E JOHN C. REILLY QUE OBTEVE ASSUSTADOR 0% DE APROVAÇÃO DE PUBLICO E CRÍTICA QUANDO LANÇADO NOS ESTADOS UNIDOS NO FINAL DO ANO PASSADO. REILLY TERÁ MELHOR ATUAÇÃO EM “STAN & OLLIE”, BIO SOBRE A CARREIRA DA DUPLA “O GORDO & O MAGRO”. DEPOIS DO SUCESSO EM 2018 DE “BOHEMIAN RAPHSODY’ AGUARDAMOS A CHEGADA DE “ROCKETMAN” SOBRE A VIDA DO CANTOR ELTON JOHN, LENDA VIVA DA MUSICA POP INTERNACIONAL. KENNETH BRANAGAH RETORNA TAMBÉM NO FIM DE ANO NO PAPEL DO ICÔNICO DETETIVE HERCULE POIROT NA ADAPTAÇÃO DE “MORTE SOBRE O NILO” DO LIVRO DE AGATHA CHRISTIE. ANTES DISSO, FINALMENTE, TEREMOS A IGUALMENTE AGUARDADA SEQUÊNCIA “CREED II” QUE PROMETE ENCERRAR A JORNADA DE ROCKY BALBOA INICIADA EM 1976 POR SYLVESTER STALLONE.

TEREMOS UM ANO CINEMATOGRAFICAMENTE RICO COM OUTROS LONGAS,  ALÉM DESSES E JÁ NO PRÓXIMO DOMINGO A CERIMÔNIA DE ENTREGA DO “GOLDEN GLOBE” INICIANDO A TEMPORADA DE PREMIAÇÃO CINEMATOGRAFICA QUE , CLARO, INCLUI O ESPERADO OSCAR. QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS E FELIZ 2019 !!!!

GRANDE ESTREIA: ARRANHA-CÉU – CORAGEM SEM LIMITES

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(SKYSCRAPER) EUA 2018. DIR: RAWSON MARSHALL-THURBER. COM DWAYNE JOHNSON, NEVE CAMPBELL, PABLO SCHREIBER, NOAH TAYLOR. AÇÃO.

Com o cinema Hollywoodiano dominado pelos filmes de super heróis é digno de nota ver The Rock herdar o posto de astros como Stallone, Schwarzenegger e Willis cujos sobrenome carregavam o filme que estrelavam e atraíam multidões às salas de exibição.  O Will Sawyer do Sr.Johnson é o John MacLane dessa geração, por isso guardado as devidas proporções, seu pai herói e capaz de proezas que nem mesmo o duro de matar Willis conseguia. Desafiando as leis da física, Dwayne Johnson faz o impossível que nem Tom Cruise consegue. Isso não é demérito para o filme que consegue cumprir seu papel de escapismo graças ao carisma em cena de Dwayne Johnson. Ele consegue convencer como o especialista em segurança acusado de provocar incêndio em um prédio de mais de 200 andares, como o pai e marido desesperado para salvar sua família, ou como um super heroi sem identidade secreta, capaz de realizar saltos impossíveis, desafiar a lei da gravidade, tudo pela diversão. As comparações com “Duro de Matar” ou “Inferno na Torre” (do mestre do desastre Irwin Allen) são apenas aparentes pois “Arranha Céu – Coragem sem Limites” está voltado para um público diferente.

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               Não se trata de dizer que isso faz o filme bom ou ruim, apenas que não se deve buscar verossimilhança. O incêndio, as explosões e as perseguições estão embebidas no mais puro clichê do gênero, apenas potencializadas pelos méritos técnicos de nos envolver na luta do herói com a certeza que Dwayne Johnson vencerá no final. É como andar em uma montanha russa sabendo que chegaremos seguros ao final. Divertido ? Certamente, pois essa é a habilidade de seu astro, nos fazer embarcar em uma movimentada fantasia seja nas selvas de Jumanji ou como um super espião como em filmes anteriores. Esse, dirigido pelo mesmo Rawson Marshall-Thurber de “Um Espião & Meio”, não é uma novidade, nem se propõe a ser. Legal rever Neve Campbell retomar sua carreira depois de um longo tempo identificada apenas como a musa de “Pânico”. Sua personagem se junta a The Rock no quesito super mãe, sobrevivendo a todos os perigos e salvando o dia ao final pois coragem não tem limites, nem a diversão.

CLÁSSICO REVISITADO : GREASE NOS TEMPOS DA BRILHANTINA – 40 ANOS

          A juventude significa lembranças de tempos mais ingênuos, da sensação de que o tempo está em nossas mãos. Nos anos 50 significa também corridas de racha movidas a Rock ‘n roll, e brilhantina (precursor do gel de cabelo) … Pois mesmo depois de 40 anos essa ainda é a palavra.

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          Hoje um dos maiores musicais do cinema, “Grease” nasceu no circuito off-Broadway, escrita por Jim Jacobs e Warren Casey. Ambos embarcaram na mais pura nostalgia representada pela virada dos anos 50 para 60 para contar a história de amor de dois adolescentes  que estão no último ano da escola Rydell High. Na peça o cenário é o meio oeste do país, mas para o filme foi mudado para a California de 1959. Outra mudança foi no tom já que no texto original a história era mais áspera e menos romântica, focando na rebeldia de jovens que se agrupam em gangs de deliquentes, segregados socialmente e se identificando com o então recém nascido Rock ‘n’roll.

         A peça teve seu debut em 7 de fevereiro de 1971 no circuito off-Broadway, popularizando-se em Chicago antes de partir para Nova York. Foi nessa ocasião que foi assistida pelo produtor Alan Carr, que se interessou em adaptá-la para o cinema. Os direitos, no entanto, já haviam sido adquiridos por Ralph Bakshi (animador de “Fritz The Cat”) mas estes expiraram em pouco tempo permitindo que Carr os adquirisse por US$200,000, levando o projeto à Paramount onde se associou ao produtor Barry Diller. Ambos se odiavam, mas fizeram alterações suavizando temas como gravidez na adolescência, deliquência juvenil e rivalidade entre gangs, tudo que foi elaborado a partir da vivência dos autores. Foi Carr quem contratou o diretor Randal Keiser, que havia sido colega de quarto de George Lucas na Universidade. Também foi Carr quem contratou a romancista Bronte Woodward para ajudá-lo a escrever o roteiro refinando os temas abordados na peça. A principio eles fariam de Danny Zuko um frentista de posto de gasolina e trariam o ator Paul Lynde (Tio Arthur do clássico seriado “A Feitiçeira” como o diretor da Ryder High). Estaria previsto nessa primeira versão do roteiro que Lynde faria um numero musical de Carmen Miranda e os Beach Boys ficariam com a canção “Greased Lightnin” encenado na garagem.

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AH ! AQUELAS NOITES DE VERÃO

        Já Diller, representando a Paramount, teria convidado Henry Winkler (o Fonzie do seriado “Happy Days“, muito popular na época) para o papel de Danny Zuko. Contudo, o papel do protagonista caiu nas mãos de John Travolta, então com 22 anos, já que este já era conhecido do diretor com quem havia trabalhado no filme de Tv “O Rapaz da Bolha de Plástico” (The Boy in the Plastic Bubble) de 1976, além de ter trabalhado com o produtor Robert Stigwood em “Os Embalos de Sábado a Noite” (Saturday Night Fever), que na ocasião ainda nem havia sido lançado nos cinemas. Travolta brilhou no filme, e usou de seu recém-criado prestígio para garantir que estrelasse  o número solo “Greased Lightnin’” que fora planejado para o personagem de Jeff Conaway.

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A VIRADA DE SANDY

            Já o papel de Sandy quase foi para Carrie Fisher, que na época filmava “Star Wars Episode IV” com George Lucas, e depois ainda foi cogitado a atriz Susan Dey (Laurie Partridge do seriado “A Familia Dó Re MI“). A inglesa Olivia Newton John já tinha uma carreira como cantora, mas havia tido uma má experiência como atriz em sua terra natal (a sci-fi B “Toomorrow” de 1970) quando foi cogitada para co-protagonizar o filme, tendo o apoio imediato de John Travola que ajudou a convencê-la a se juntar ao elenco. Como seu sotaque inglês era indisfarçável, o roteiro foi modificado fazendo Sandy uma estudante australiana já que Olivia morou dez anos na Austrália. Rizzo, a líder das “Garotas Rosadas” estava previsto para Lucy Arnaz (filha de Lucille Ball), mas ficou afinal com Stockard Channing, enquanto Kenickie foi vivido por Jeff Conaway que já conhecia a peça original pois interpretou Danny na montagem da Broadway. A mais curiosa das alterações de elenco foi Frankie Avalon no papel do anjo no sonho de Frenchy. Inicialmente, o anjo seria Elvis Presley mas a morte do ator/cantor levou a mudanças, inclusive na letra da canção “Look at me, I’m Sandra Dee” que foi gravada no dia em que a morte de Elvis foi anunciada, por isso teve o nome do rei do Rock incluida na letra ( “Elvis Elvis let me be! Keep that pelvis far from me! ).

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O CASAL 20 DOS ANOS 70

          Do elenco contratado os únicos com idade mais próxima de seus personagens (colegiais em torno dos 16 anos) eram Dinah Mannof (Marty) que tinha 19 anos e Lorenzo Lamas (o atleta Tom) também com 19 anos. Esse foi um dos pontos que incomodou o renomado crítico Roger Ebert na época de lançamento do filme: John Travolta (Danny) tinha 22, Olivia Newton-John (Sandy) 29, Jeff Conaway (Kenickie) 26, Jamie Donnelly (Jan) 30, Susan Buckner (Patty) 25, Michael Tucci (Sonny) 31, Kelly Ward (Putzie) 20 e a mais velha era Stockard Channing (Rizzo) 33. Segundo a própria atriz, Alan Carr teria pintado sardas em seu rosto para maquiá-la de forma a disfarçar sua idade. A escalação mais polêmica foi a de Harry Reems, ator pornô que co-estrelou o polêmico “Garganta Profunda” (Deep Throat), para o papel do treinador Calhoun. A rejeição e a reação dos executivos da Paramount fizeram Carr desistir e colocar o comediante Sid Ceasar no lugar. Carr teria inclusive pago US$5,000 de seu próprio bolso a Reems pelo desconforto causado.

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MICHELLE PFEIFFER EM “GREASE 2”

         Das 20 canções originais, somente algumas foram utilizadas no filme, algumas das quais ficando como música de fundo, e quatro canções novas foram escritas só para a adaptação: a canção da abertura “Grease”, escrita por Barry Gibb dos Bee Gees e gravada por Frank Valli, “Sandy” parea John Travolta; “Hopelessly Devoted to You” gravada por Olivia Newton depois de terminada as filmagens e indicada ao Oscar e “You the One That I Want” que traz a inversão final dos papeis: Danny comportado em um casaco escolar e Sandy em roupa de couro colada no corpo. Para gravar a cena, a roupa teve que ser costurada no corpo de Olivia Newton-John fazendo a virginal Sandy se tornar uma vamp sedutora. Desconforto maior foi a gravação do baile na escola devido ao intenso calor que fazia no local. A sequência da corrida de carros na galeria de esgoto deixou alguns membros do elenco passando mal. O filme, no entanto, tornou-se a maior bilheteria de 1978 com 167 milhões de dólares, acima de “Superman o Filme” e “Tubarão 2”.

           Inegável que o sucesso de “Grease” levou a filmes como “High School Musical” e mostrou a Hollywood que o universo teen guardava boas histórias a serem exploradas. Gerações cantam “Summer Nights”, meninos se imaginam um T-Bird e meninas uma Pink Lady, ao menos os que se permitem se deixar levar pelas melodias contagiantes que conduzem a narrativa. O sucesso levou à sequência “Grease 2” de 1982 que trazia uma outra história transcorrida da mesma escola com outro grupo de jovens e trazendo Michelle Pfeiffer como protagonista. Em 2016 a Fox transmitiu ao vivo o especial “Grease Live”, uma nova montagem com Aaron Tveit (Danny), Julianne Hough (Sandy) e Vanessa Hudgens (de “High School Musical” como Rizzo).

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ELENCO REUNIDO

           O apelo da história de Danny e Sandy permanece em nossa memória afetiva seja por representar tempos mais inocentes seja por trazer os rebolados ardentes de John Travolta e Olivia Newton John, cada um ícone de tempos e lugares melhores em que uma pudica Sandra Dee pode viver um belo romance com um rebelde com pinta de um selvagem Marlon Brando. Assim sacudiram todos nós e nos instigam a continuar a indagar “Tell me more !Tell me more” (Conte nós mais).

 

ESTREIAS DA SEMANA: 4 DE JANEIRO DE 2018

JUMANJI: BEM VINDO À SELVA

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(Jumanji: Welcome to the Jungle) EUA 2018. Dir: Jake Kasdan. Com Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart, Karen Gilian. Aventura.

Primeiro permitam-me expressar meu amor pelo filme de 1995, e por Robin Williams, astro do filme original. Com relação a essa mania de Hollywood revisitar antigos sucessos para recriar uma franquia, na maioria das vezes resulta em filmes fracos demais, destituídos da magia que marcou o primeiro filme. Assim foi com “Ghostbusters”, “Robocop” entre outros. No caso de “Jumanji: Bem Vindo à Selva” temos um filme divertido que consegue ser uma sequência digna, criando personalidade própria ao dividir o protagonismo entre quatro ótimos personagens: O jovem nerd Spencer (Alex Wolff) vira o herculeo Dr.Smolder Bravestone (Dwayne Johnson), a jovem cdf Martha (Morgan Turner) vira a corajosa Ruby (Karen Gillian, a Nebulosa de “Guardiões da Galaxia”), o atleta Anthony vira o covardão Moose (Kevin Hart) e a patricinha mimadinha Bethany (Madison Iseman) ganha os contornos rechonchudos de Jack Black. Cada personagem veste a figura de um avatar, cada um tem seu brilho, seu tempo em cena em meio a movimentadas cenas de ação. O diretor, de 43 anos,  é filho de Lawrence Kasdan, roteirista dos filmes de Indiana Jones, e diretor de filmes como “Silverado” (1985) e “Corpos Ardentes” (1981). O ritmo que este imprime explora bem o humor e a ação, como era no filme de 1995, mostrando como é possível recriar algo que funcionou antes e reapresentá-lo para as novas gerações, sem descaracterizar ou negar o que era. O novo filme faz uma ponte com o original logo no começo quando o jogo de tabuleiro ressurge no mesmo lugar em que foi deixado e evolui para se tornar um video game. A história do jogo mágico vem na verdade da literatura, do livro escrito por Chris Van Allsburg e lançado em 1981, e que ganhou a sequência “Zathura”, publicado em 2002, e também adaptado para o cinema. Ainda houve uma série animada feita para a TV em 1996, mas o que marcou muitos mesmo foi o filme de Robin Williams, a quem essa sequência é dedicado e que nos fez ver que crescer é chato se não cultivarmos a nossa criança interior.

VIVA – A VIDA É UMA FESTA

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(Coco) EUA 2017. Dir: Adrian Molina, Lee Unkrich. Vozes: Alanna Ubach, Gael Garcia Bernal, Benjamin Bratt. Animação.

O menino Miguel desagrada sua familia de sapateiros pois sonha em ser cantor, mesmo sabendo que no passado seu bisavô abandonou a esposa para ser cantor. Por meio de uma canção mágica, ele e seu cão vão parar na terra dos mortos. A Disney-Pixar é feliz em abordar a cultura mexicana (com direito à menção à artista Frida Kahlo) e espiritualidade de uma forma admirável, sem se render à visão maniqueísta de bem e mal, céu e inferno. Miguel descobre que a terra dos mortos não é um lugar triste, faz amizade com um esqueleto, encontra com os espírito de seu ídolo (o cantor Ernesto de la Cruz) e até mesmo de seus familiares falecidos. Sua viagem, no entanto, o leva ao seu sonho de mostrar a sua familia o quanto a música é importante. Indicado ao Globo de Ouro de melhor filme de animação e melhor canção (Remember me), essa nova produção da Disney-Pixar é dirigida pelo mesmo responsável por Toy Story 3. Apesar da aparente semelhança com “Festa no Céu” (The Book of Life), temos uma agradável animação para as férias, guardando a curiosidade de tratar de uma tradição da cultura mexicana. Ainda a tempo: O Brasil é o unico país em que o nome do filme sofreu alteração do original “Coco” para o nada criativo título.

ESTREIAS DA SEMANA : 15 DE JUNHO

BAYWATCH 

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(Baywatch) EUA 2017. Dir: Seth Gordon. Com Dwayne Johnson, Alexandra Daddario, Zac Efrom, David Hasselhof, Pryanka Chopra, Pamela Anderson, Kelly Rorhback. Ação.

Entre 1989 e 2001, uma das séries mais populares era “Baywatch” – aqui chamada durante um tempo de S.O.S Malibu, quando estreiou pela Rede Globo. O filme, assim como na série, gira em torno de uma equipe de salva-vidas unindo esforços para resgatar banhistas. Em 1996, a série chegou a entrar para o livro Guiness de Recordes como a série mais assistida no mundo (lembrando que era um mundo pré-Netflix), com 1,1 bilhão de telespectadores. O personagem de Dwayne Johnson, Mitch Buchanon (na série interpretado por David Hasselhoff – alguem lembra dele de “A Super Máquina”?) é o salva vidas experiente que precisa da ajuda do jovem Matt Brody (Zac Effron), todo se querendo, para investigar um crime, relacionado às atividades de uma perigosa traficante de drogas. Os apelidos que Mitch usa para se referir a Matt (Biber, One Direction) foram todos sugeridos pelo próprio Zac Efrom. As cenas de ação estão bem diluídas em humor, e aí reside a falha do filme … o excesso de piadas que se por um lado confere ao filme um tom despretensioso, por outro disafarça mal um roteiro mais raso do que piscina de criança. O carisma de Johnson em cena é indiscutivel, mas mesmo o ator não consegue salvar o conjunto da obra. Aos antigos fans da série fica a presença em cena de David Hasselhoff e Pamela Anderson em rápidas aparições.

COLOSSAL

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(Colossal) EUA 2017. Dir: Nacho Vigalondo. Com Anne Hathaway, Jason Sudeikis, Tim Blake Nelson, Dan Stevens.Ficção Cientifica

Mulher sofre série de infortunios em sua vida pessoal e deixa a cidade de Nova York para recomeçar a vida, mas desconfia que há uma estranha criatura mimetizando seus movimentos e ações. De volta à sua cidade natal, em Seul, Coreia, ela descobre que o futuro da raça humana depende de sua habilidade para evitar uma grande catástrofe envolvendo a citada criatura. O filme foi lançado no Festival de Toronto em setembro do ano passado, e foi rodado durante o segundo trimestre de gravidez da atriz Anne Hathaway.

UM TIO QUASE PERFEITO

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Bra 2017. Dir: Pedro Antonio. Com Marcus Majella, Leticia Isnard, Ana Lucia Torre, Bia Montez, Eduardo Galvão. Comédia.

Tony (Majella) vive de bicos e trambiques para sobreviver. Quando é despejado, vai parar na porta da irmã (Isnard) que não vê durante muito tempo. Como esta ficou sem babá para cuidar dos filhos, o tio sem noção resolve ajudar. O filme lembra um pouco a premissa de “Quem ve cara, não vê coração” (Uncle Buck) de 1989, no qual John Candy vive um personagem similar. Marcus Majella, de “Vai que Cola”, faz um papel divertido, de humor demolidor.

TUDO E TODAS AS COISAS

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(Everything, everything) EUA 2017.Dir: Stella Maghie. Com Nick Robinson, Amandla Steinberg, Taylor Rickson, Ana de la Reguera. Drama

Jovem de 18 anos sofre de uma alergia acentuada que a mantem com serie de restrições com o mundo exterior. Quando ela se apaixona pelo vizinho, decide explorar o mundo a sua volta mesmo que isso custe sua vida. Adaptado do livro de Nicola Yoon, o filme busca em seu publico o romance entre pesoas que precisam desafiar o impossivel, no estilo dos romances de John Green e Nicholas Sparks.

REVENDO A FRANQUIA : A VOLTA DOS FURIOSOS.

 the-fast-and-the-furious-2001.jpg              Impressionante como há dezesseis anos o público continua acelerando com a franquia “Velozes & Furiosos”, uma das mais rentáveis para a indústria do cinema, sobrevivendo a idas e vindas do elenco, tramas recicláveis, ainda que divertidas, e mesmo à morte de Paul Walker, um dos protagonistas. Curioso que todo esse sucesso de bilheteria tenha vindo de forma despretensiosa. Quando o primeiro filme foi feito em 2001, dirigido por Rob Cohen, tanto Vin Diesel quanto Paul Walker eram desconhecidos. Diesel tinha tido uma ponta em “O Resgate do Soldado Ryan” (Saving Private Ryan), de 1998, e protagonizou “Eclipse Mortal” (Pitch Black) em 2000. Já Paul Walker vinha de papéis na Tv e alguns menores no cinema como em “A Vida em Preto & Branco” (Pleasantville) de 1998. O orçamento estimado em torno de US$ 38 milhões gerou um lucro maior que o triplo só no mercado interno norte-americano. Diesel & Walker ganharam o prêmio de melhor dupla no MTV Awards daquele ano, mostrando o quanto a geração videoclip aprovou o clima do filme com seus motores envenenados, cores berrantes e … roteiro raso. As cenas de ação empolgaram com mais de 1.500 veículos na cena da corrida que teve a adesão de pilotos reais. Desde então, não dava para se levar a sério o plot de um agente infiltrado na gangue de durões de Dominic Toretto, ao som do hip hop. Sem nenhuma preocupação com os diálogos, o filme é conduzido para a ação inebriante dos rachas, tão insano quanto o segundo episódio do desenho do “Pica Pau” (The Screwdriver), de 1941.

PICA PAU RACHADOR

              Em 2003, o diretor John Singleton foi contratado para uma sequência e “+ Velozes + Furiosos” (2 Fast 2 Furious) sem Diesel mas com Paul Walker reprisando seu papel de Brian O’Conner. A Universal chegou a ter dois roteiros diferentes para o filme, sendo um destes com o personagem de Toretto caso Vin Diesel retornasse. Apesar da bilheteria ter sido regular, o filme chegou a ser indicado para o Framboesa de Ouro. O diretor tailandês Justin Lin (o mesmo que dirigiu o último Star Trek) injetou sangue novo diante das recusas de Diesel e Walker para retornarem em “Velozes & Furiosos: Desafio em Toquio” (The Fast & The Furious: Tokyo Drift) de 2006. Apesar de uma ponta de Diesel, o plot se desenrola independente dos eventos dos primeiros filmes e investe em uma ação inócua que mesmo a mudança de ares não ajuda. Apesar de ter seus admiradores, esse terceiro filme perde de longe para qualquer episódio do clássico anime “Speed Racer”.

GAL FURIOSOS

GAL GADOT – A MULHER MARAVILHA

              A partir de 2009,  no quarto filme “Velozes & Furiosos 4” (Fast & Furious), a dinâmica do filme muda o tom fazendo dos modernos robin hoods uma grande família, com o acréscimo da personagem Gisele, estreia da atriz Gal Gadot, a Mulher Maravilha do vindouro filme. Outra mudança é o que o personagem Brian O’Conner retoma sua vida no FBI no começo do filme, só para no final se juntar à família de Toretto, assumindo uma vida ao lado de Mia (Jordana Brewster). A bilheteria milionária aponta novas sequências, e os salários de Diesel e Walker os torna estrelas dos blockbusters hollywoodianos. Mas, com a morte da personagem Letty (Michelle Rodriguez) e com o personagem de Walker definitivamente do lado dos foras-da-lei, seria necessário reabastecer para seguir adiante. Assim o reforço chegou com a adesão do popular Dwayne Johnson como o agente do F.B.I Luke Hobbs, novo perseguidor do grupo. De acordo com Vin Diesel, o papel foi pensado para Tommy Lee Jones, mas uma fã chamada Jan Kelly teria sugerido o nome de Johnson. O filme em questão “Velozes & Furiosos 5: Operação Rio” (Fast Five) trouxe as filmagens para o Brasil com locações no Morro Dona Morta e Copacabana.

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         Contudo, as filmagens acabaram se desenrolando em Porto Rico para baratear os custos, o que eliminou uma sequência inicialmente prevista de perseguição na Ponte Rio Niteroi. Se desde o início, as peripécias sobre rodas já eram irreais, a partir daqui elas passam a dar inveja nas proezas mais mentirosas de um filme de 007. Carros voam, cofres são arrastados pelas ruas entre outras inverossimilhanças, faltando só os carros falarem como no seriado “A Super Máquina”. Com aprovação de 78% do Rotten Tomatoes, seria lógico prever que a franquia aceleraria em velocidade turbo, com Diesel passando ao cargo de produtor executivo dos filmes, e resgatando a personagem Letty (Michelle Rodrigues) em “Velozes & Furiosos 6” (Fast & Furious 6) de 2010, também dirigido por Justin Lin.

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             Agora o personagem de Hobbs faz um pacto de mutua ajuda com a família de Toretto para enfrentarem o vilão Owen Shawn, interpretado por Luke Evan, o Gaston do recente “A Bela & A Fera” (Beauty & The Beast).  Com a bilheteria milionária no mundo e diversidade de merchandising levando o filme para o universo dos games, nada mais natural que a Universal quisesse um sétimo filme, que apesar de ter tido seu lançamento atrasado devido á trágica morte de Paul Walker teve desempenho satisfatório nas bilheterias. “Velozes & Furiosos 7” (Fast & Furious 7) teve a direção de James Wan (de “Invocação do Mal” e do vindouro “Aquaman”) e o vingativo vilão Deckard Shawn, na pele de Jason Statham, inglês astro dos filmes de ação. O elenco ainda teve o acréscimo de Kurt Russell e da ex campeã de MMA Ronda Rousey. O resultado foi uma recepção bem favorável do público e de sites como o Metacritic e o Rotten Tomatoes, celebrando esse show de testosterona temperado com humor para suavizar a despedida de Paul Walker realizada com auxílio de seus irmãos e truques digitais.

               A chegada do oitavo filme não causou surpresa e Diesel promete ainda mais dois filmes, o que seguindo a formula de sucesso da franquia, não é difícil acreditar que ainda não é hora de frear.

 

 

 

ESTREIAS DA SEMANA: 13 DE ABRIL DE 2017

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(The Fate of the Furious ) EUA 2017. Dir:F. Gray Gray.  Com Vin Diesel, Dwayne Johnson, Michelle Rodriguez, Jason Statham, Charlize Theron, Helen Mirren, Tyrese Gibson, Kurt Russell, Scott Eastwood, Luke Evan. Ação.

Confesso que duvidei muito de como a franquia “Velozes & Furiosos” seguiria após a morte de Paul Walker. Parece que os roteiristas Chris Morgan e Gary Scott Thompson encontraram um artifício (não se preocupem não darei spoilers) que é justamente o motivo misterioso que fará Dominic Toretto (Diesel) abandonar a lua de mel com Letty (Michelle Rodriguez) e trair sua família ao se aliar a uma cyber terrorista, a belíssima Cipher (Charlize Theron. Para impedir Dom de se apropriar de ogivas nucleares, Letty convoca todo o grupo, o que inclui Luke Hobbs (Dwayne Johnson), o sorridente Mr.Nobody (Kurt Russell) e os irmãos Shaw (Luke Evan e Jason Statham), reforçados pela mãe destes, uma participação pequena porém memorável de Helen Mirren. Com a saída dos personagens de Paul Walker e Jordana Brewster, o elenco dos furiosos ainda recebe o acréscimo do piadista Little Nobody (Scott Eastwood). A franquia “Velozes & Furiosos” é do tipo ame ou odeie, mas sua popularidade é inegável, bem como o clima de absurdo das sequências de ação, que agora inclui chuva de carros e uma perseguição de um submarino aos carros. O humor, outra característica da franquia, está de volta como nas farpas trocadas entre os personagens de Dwayne Johnson e Jason Statham. Respire fundo e mergulhe na ação desenfreada, ao menos serve de descompromissado escapismo, assim como nos filmes anteriores nada é sério demais, mas a figura de uma família como centro da ação permanece. Aproveitando a volta do blogcineonline, sugiro que leiam o artigo que recapitula os filmes predecessores da franquia, isto é, se a velocidade não te deixar atordoado.

 

ANTES & DEPOIS: RYAN GOSLING

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Ryan Gosling tem feito bastante sucesso em Hollywood. Competindo como melhor ator na vindoura 89ª cerimônia de entrega dos Oscars, o ator – aos 37 anos – está muito bem como o pianista Sebastian no musical “La La La Land – Cantando estações” (La la la Land), onde contracena mais uma vez com a atriz Emma Stone. (Ambos estiveram juntos em “Caça aos Gangsters” de 2013).

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Muitos não sabem mas Gosling já viveu um herói na Tv. Entre setembro de 1998 e maio de 1999, aos 18 anos, o ator viveu uma versão adolescente do semi-deus Hercules no seriado “O JOVEM HERCULES” (Young Hercules).  Na época, as séries “Hercules” (estrelada por Kevin Sorbo) e “Xena – a Princesa Guerreira” (estrelada por Lucy Lawless) eram muito populares, então os produtores pensaram “por que não investir em uma versão jovem do herói grego ?”. Como talento é talento, Gosling passou da TV para o cinema e em breve aparece na continuação do clássico “Blade Runner”.

 

ESTREIAS DA SEMANA: A PARTIR DE 5 DE JANEIRO DE 2017

A PRIMEIRA SEMANA DO ANO TRAZ NAS TELAS UMA ANIMAÇÃO DISNEY , UMA AVENTURA DE FICÇÃO CIENTÍFICA E UM FILME DE TERROR ENTRE AS ESTREIAS PROGRAMADAS. FÉRIAS NO CINEMA PARA TODOS OS GOSTOS QUE VOCÊ VAI CONFERIR ABAIXO:

MOANA – UM MAR DE AVENTURAS

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(Moana) EUA 2016. Dir: John Musker & Ron Clements. Vozes de Auli’i Carvalho, Dwayne Johnson, Jemaine Clement. Animação.

A Jovem Moana Waialiki é descedente de uma linhagem de navegadores e compartilha com estes do mesmo fascínio pelos mares, seu próprio nome em havaiano significa oceano. Em sua jornada épica se junta o semideus Maui (Johnson) que a ajudará a salvar a ilha onde mora. A animação da Disney é a terceira a ter sido lançado nos Estados Unidos no ano passado (Zootopia e Procurando Dory foram as anteriores) e chega às nossas telas como uma das primeiras estreias em circuito comercial em 2017. A jovem havaiana Auli’l Carvalho foi descoberta para dublar a nova heroína da Disney (na versão brasiliera voz de Any Gabrielly de 14 anos). Os diretores (os mesmos de “A Pequena Sereia” , “Aladim” e “A Princesa & O Sapo”) decidiram criar uma princesa que representasse uma novo biótipo e optaram por uma princesa polinésia, vinda dos mares do sul. Dwayne Johnson, ainda reconhecido como “THe Rock” está no auge de sua popularidade e dá vida a um personagem com o qual compartilha uma origem em comum já que Johnson tem descendência polinésia. Mesmo que não seja o melhor do estúdio, Moana é um bom programa de férias.

PASSAGEIROS

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(Passengers) EUA 2016. Dir: Morten Tyldom. Com Chris Pratt, Jennifer Lawrence, Michael Sheen, Lawrence Fishburne, Andy Garcia. Ficção Científica.

O roteirista de “Prometheus” (2012) escreveu uma versão moderna de Adão e Eva: Uma espaçonave leva um grupo de pessoas para colonizar uma nova Terra, mas como a viagem é longa e demorará 90 anos precisam atravessar o espaço em estado criogênico, ou seja, sono profundo e congelados. Um deles acorda 30 anos antes do tempo previsto, e solitário, decide despertar a bela Aurora para fazer-lhe companhia. Ambos passarão por diversos questioanamentos a fim de decidiram se devem cumprir o destino planejado ou mudá-lo. O filme une Chris Pratt (Guardiões da Galaxia) e Jennifer Lawrence (XMen) – dois grandes astros do cinema contemporâneo como forma de agradar o público e compensar por associação não cumprida de que o filme venha divagar por questões existencialistas. O roteiro filmado, com luxuosa cenografia, se contenta em ser uma aventura espacial com uma história de amor vivida entre dois belos protagonistas, com papeis menores vividos pelos talentosos Fishburne e Garcia.

A DOMINAÇÃO

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(Incarnate) EUA 2017. Dir:Brad Peyton. Com Aaron Eckhart, David Mazouz, Carice Von Houten. Terror.

Exorcista paraplégico ajuda menino de 9 anos possuído por demônio que enfrentara no passado. Para isso se vale de uma habilidade peculiar – de entrar no subconsciente da vítima de possessão. O filme foi feito em 2013, mas só agora foi lançado no Brasil. Voltado para os amantes do terror.

 

ESTREIAS DA SEMANA : 11 DE AGOSTO

UM ESPIÃO & MEIO

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(Central Intelligence) EUA 2016. Dir: Rawson Marshall Thurber. Com Dwayne Johnson, Kevin Hart. Comédia de Ação.

Jovem que no passado foi vítima de bullying porque era gordinho cresce e se torna um agente secreto fortão e musculoso. O único que o defendia era um jogador que se tornou contador frustado com sua vidinha. Agora, este é o único que pode ajudar o espião a evitar que segredos militares sejam vendidos. O filme segue a linha da parceria de personagens diferentes em uma aventura movimentada com constantes pitadas de humor advindas do contraste entre os dois protagonistas. Dwayne Johnson é o grande nome do gênero ação, mas demonstra naturalidade para tirar sarro dessa imagem de durão. Ao seu lado está Kevin Hart, comediante de grande sucesso nos Estados Unidos que parece preencher o espaço deixado por Eddie Murphy, que há tempos não emplaca um sucesso. A parceria parece que vai gerar frutos porque Johnson e Hart voltarão a contracenar na vidoura refilmagem de “Jumanji”, prevista para o ano que vem. Várias situações são relamente divertidas como a inicial nos tempos do colegial. Atentem para o desfecho também que traz uma ponta não creditada de Melissa MacCarthy. Vale a pena assistir.

PERFEITA É A MÃE

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(Bad Moms) EUA 2016. Dir: Jon Lucas & Scott Moore. Com Mila Kunis, Kristen Bell, Jada Pinkett Smith. Comédia.

Os roteiristas da trilogia “Se Beber Não Case” (The Hangover) são os diretores dessa comédia que não está disposta a fazer concessões para tratar de um assunto que aflige muitas mulheres: Como ser mãe em meio às atribulações da vida moderna. Entre esses percalços está o convivio com outras mães esnobes que estão mais preocupadas em pisar umas às outras para se sobressairem. Por isso, a dedicada Amy (Kunis) decide se juntar a outras que como ela não aceitam como são tratadas e resolvem se vingar.

 

PERFIL : DWAYNE JOHNSON

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                Dwayne Douglas Johnson nasceu em 2 de Maio de 1972 em Hayward, California, filho do campeão de luta livre Rocky Johnson. Seu avô materno também era um profissional de luta livre. Em sua juventude, contudo, foi o futebol americano que o encantou e Dwayne ganhou uma bolsa de estudo para a Universidade de Miami jogando com grande sucesso. Em 1995, ano em que se formou em criminologia,  sofreu uma lesão nas costas que o impediu de continuar jogando profissionalmente. Foi nesse momento que começou a carreira de lutador profissional, empregando o nome artístico de “The Rock” e sendo treinado por seu pai, vindo a conquistar nove títulos. Seu carisma e presença de cena chamou a atenção na época de realização de “O Retorno da Múmia” (The Mummy Returns) em 2001. Procurava-se um homem de físico impecável para interpretar o Escorpião Rei. O sucesso sorriu para The Rock com uma vida nova renascendo como ator.

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HERCULES

Mas The Rock tinha talento para ir além da figura de fortão brutamontes. Depois de protagonizar o filme solo “O Escorpião Rei” (The Scorpion King) em 2002 e a adaptação do jogo “Doom – A Porta do Inferno” (Doom) em 2005, o ator não teve pudores em assumir um papel secundário na sátira “Be Cool – O Outro nome do Jogo” (2005). Demonstrou-se comfortável em comédias, com carisma para lidar com crianças como em  “Treinando o Papai” (The Game Plan) – último filme usando seu apelido dos ringues, “A Montanha Enfeitiçada” (Race to Witch Mountain) – de 2009, primeiro dos três filmes com a atriz Carla Cugino – e “O Fada dos Dentes” (Tooth Fairy) em 2010. Em “Agente 86” (Get Smart) de 2010, Dwayne exerciou seu lado vilanesco, mas ainda assim cômico em essência.

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Dwayne mostrou que poderia transitar tranquilamente entre os papeis de ação e de humor com naturalidade. Não à toa o agente Luke Hobbs de “Velozes & Furiosos”, a partir do quinto filme, roubou a cena e lhe deu a fama de salvador de franquias, função que repetiu como o Roadblock de “G.I.Joe Retaliação” (2013), segundo filme da franquia da Hasbro e, um ano antes, substituindo Brendan Fraser como o herói de “Viagem 2” (The Journey 2” (2012). Também em 2013, o ator mostrou-se convincente em um papel mais dramático em “O Acordo” (Snitch) como um pai desesperado para livrar o filho do tráfico de drogas. Além da própria série de TV (Ballers) e de filmes de sucesso como “Terremoto – A Falha de San Andreas” (San Andreas) em 2015, o ator empresta sua voz à animação “Moana” da Disney, ainda a ser lançado.

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DWAYNE JOHNSON E SUA FILHA

Tendo casado em 1995 com Danny Garcia, ex- fisioculturista, o ator se divorciou em 2008 e teve uma filha, Simone Alexandra, nascida em 2001. Em 2006 criou uma Fundação com seu nome para ajudar crianças terminais e constantemente faz uso das redes sociais para divulgar seus trabalhos. Além da refilmagem de Jumanji, o ator ainda filma a adaptação de “Baywatch” (seriado conhecido no Brasil como “S.O.S Malibu” ) para 2017 e está confirmado como Adão Negro, o vilão do vindouro filme “SHAZAM” para a Warner / DC Comics. Agora a comédia de ação “Um Espião & Meio” (Central Intelligence) chega como mais um lembrete da versatilidade e do carisma desse ex-lutador de 1,93 m capaz de tirar um sarro da própria imagem de homem de ação, e ainda fazer crianças e adultos tentarem imitar a dança do peitoral. Alguém quer tentar ?

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A DANÇA DO PEITORAL