CRÍTICA: MULHER MARAVILHA

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NÃO É EXAGERO: “MULHER MARAVILHA” É O FILME QUE A DC/WARNER PRECISAVA E O QUE OS FÂS QUERIAM. O ROTEIRO DE ALLAN HEINBERG E A DIREÇÃO DE PATTY JENKINS CONSEGUEM EXTRAIR O QUE HÁ DE MELHOR EM 76 ANOS DE HISTÓRIAS DESSA PERSONAGEM ICÔNICA CRIADA PELO DR. WILLIAM MOIULTON MARSTON. ENGOLI MINHAS PALAVRAS POIS QUANDO GAL GADOT FOI ANUNCIADA COMO A HEROÍNA REAGI COMO MUITOS COM REJEIÇÃO IMEDIATA. NÃO PODERÍAMOS ESTAR MAIS ERRADOS ENTÃO: O OLHAR DE GADOT TRANSMITE A INOCÊNCIA INICIAL DA PERSONAGEM EM SUA JORNADA NO MUNDO DOS HOMENS, MAS TAMBÉM SE CONECTA COM O PÚBLICO NA HORA DE MOSTRAR PORQUE É A DEFENSORA DE QUE O MUNDO PRECISA. A SEQUÊNCIA NO FRONT DE BATALHA VALE PELO FILME INTEIRO EM TERMOS DE AÇÃO. SUA QUÍMICA COM CHRIS PINE CONDUZ A NARRATIVA COM HUMOR EQUILIBRADO, ROMANCE E LUTA. O FILME É REDONDO, SEM FALHAS E PODE AGRADAR TANTO AOS LEITORES DE HQ COMO AOS QUE BUSCAM UM BOM ENTRETENIMENTO. DIVIDIDO EM TRÊS ATOS: A INFÂNCIA E TREINAMENTO NA ILHA DE THEMYCIRA, A CHEGADA EM LONDRES E O CHOQUE CULTURAL INERENTE, E FINALMENTE A BATALHA COM OS ALEMÃS. CADA CENA CONDUZ À OUTRA ENTREGANDO UMA HISTÓRIA QUE CONSEGUE SEGURAR O INTERESSE E ELEVÁ-LO ATÉ O ESPERADO CONFRONTO COM ARES, O DEUS DA GUERRA. O ANTAGONISMO MOSTRADO BEBEU DA FONTE DA FASE ESCRITA E DESENHADA POR GEORGE PEREZ QUE REAPRESENTOU A HEROINA PARA O PUBLICO LEITOR DOS ANOS 80, MAS TAMBÉM HÁ PASSAGENS NO ROTEIRO DA RECENTE FASE DE BRIAN AZZARELLO E CLIFF CHIANG. RECOMENDO E REAFIRMO, O FILME DE HEROINA DE QUE PRECISAVAMOS, COM A MENSAGEM EXATA DE O MUNDO JÁ VIVEU GUERRAS DEMAIS E AMOU DE MENOS. EM TEMPOS DE DONALD TRUMP. É BOM UMA HEROINA NOS LEMBRAR PELO QUE VALE A PENA LUTAR.

PARA FÃS: TRAILLER/MONTAGEM DE “MULHER MARAVILHA”

Enquanto não chega a estreia do filme solo da “Mulher Maravilha“, o site comicbook.com fez uma montagem com cenas do longa estrelado por Gal Gadot e Chris Pine, com a canção tema da abertura do seriado dos anos 70 da heroína. O resultado vocês podem conferir acima. Para quem  não conhece, a rede ABC, e depois a CBS, levaram ao ar entre novembro de 1975 e setembro de 1979, um popular seriado estrelado pela ex Miss Texas Lynda Carter. O seriado fez um enorme sucesso no Brasil ao longo das décadas de 70 e 80, exibido na Rede Globo e, depois, no SBT (na época TVS).

REVENDO A FRANQUIA : A VOLTA DOS FURIOSOS.

 the-fast-and-the-furious-2001.jpg              Impressionante como há dezesseis anos o público continua acelerando com a franquia “Velozes & Furiosos”, uma das mais rentáveis para a indústria do cinema, sobrevivendo a idas e vindas do elenco, tramas recicláveis, ainda que divertidas, e mesmo à morte de Paul Walker, um dos protagonistas. Curioso que todo esse sucesso de bilheteria tenha vindo de forma despretensiosa. Quando o primeiro filme foi feito em 2001, dirigido por Rob Cohen, tanto Vin Diesel quanto Paul Walker eram desconhecidos. Diesel tinha tido uma ponta em “O Resgate do Soldado Ryan” (Saving Private Ryan), de 1998, e protagonizou “Eclipse Mortal” (Pitch Black) em 2000. Já Paul Walker vinha de papéis na Tv e alguns menores no cinema como em “A Vida em Preto & Branco” (Pleasantville) de 1998. O orçamento estimado em torno de US$ 38 milhões gerou um lucro maior que o triplo só no mercado interno norte-americano. Diesel & Walker ganharam o prêmio de melhor dupla no MTV Awards daquele ano, mostrando o quanto a geração videoclip aprovou o clima do filme com seus motores envenenados, cores berrantes e … roteiro raso. As cenas de ação empolgaram com mais de 1.500 veículos na cena da corrida que teve a adesão de pilotos reais. Desde então, não dava para se levar a sério o plot de um agente infiltrado na gangue de durões de Dominic Toretto, ao som do hip hop. Sem nenhuma preocupação com os diálogos, o filme é conduzido para a ação inebriante dos rachas, tão insano quanto o segundo episódio do desenho do “Pica Pau” (The Screwdriver), de 1941.

PICA PAU RACHADOR

              Em 2003, o diretor John Singleton foi contratado para uma sequência e “+ Velozes + Furiosos” (2 Fast 2 Furious) sem Diesel mas com Paul Walker reprisando seu papel de Brian O’Conner. A Universal chegou a ter dois roteiros diferentes para o filme, sendo um destes com o personagem de Toretto caso Vin Diesel retornasse. Apesar da bilheteria ter sido regular, o filme chegou a ser indicado para o Framboesa de Ouro. O diretor tailandês Justin Lin (o mesmo que dirigiu o último Star Trek) injetou sangue novo diante das recusas de Diesel e Walker para retornarem em “Velozes & Furiosos: Desafio em Toquio” (The Fast & The Furious: Tokyo Drift) de 2006. Apesar de uma ponta de Diesel, o plot se desenrola independente dos eventos dos primeiros filmes e investe em uma ação inócua que mesmo a mudança de ares não ajuda. Apesar de ter seus admiradores, esse terceiro filme perde de longe para qualquer episódio do clássico anime “Speed Racer”.

GAL FURIOSOS

GAL GADOT – A MULHER MARAVILHA

              A partir de 2009,  no quarto filme “Velozes & Furiosos 4” (Fast & Furious), a dinâmica do filme muda o tom fazendo dos modernos robin hoods uma grande família, com o acréscimo da personagem Gisele, estreia da atriz Gal Gadot, a Mulher Maravilha do vindouro filme. Outra mudança é o que o personagem Brian O’Conner retoma sua vida no FBI no começo do filme, só para no final se juntar à família de Toretto, assumindo uma vida ao lado de Mia (Jordana Brewster). A bilheteria milionária aponta novas sequências, e os salários de Diesel e Walker os torna estrelas dos blockbusters hollywoodianos. Mas, com a morte da personagem Letty (Michelle Rodriguez) e com o personagem de Walker definitivamente do lado dos foras-da-lei, seria necessário reabastecer para seguir adiante. Assim o reforço chegou com a adesão do popular Dwayne Johnson como o agente do F.B.I Luke Hobbs, novo perseguidor do grupo. De acordo com Vin Diesel, o papel foi pensado para Tommy Lee Jones, mas uma fã chamada Jan Kelly teria sugerido o nome de Johnson. O filme em questão “Velozes & Furiosos 5: Operação Rio” (Fast Five) trouxe as filmagens para o Brasil com locações no Morro Dona Morta e Copacabana.

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         Contudo, as filmagens acabaram se desenrolando em Porto Rico para baratear os custos, o que eliminou uma sequência inicialmente prevista de perseguição na Ponte Rio Niteroi. Se desde o início, as peripécias sobre rodas já eram irreais, a partir daqui elas passam a dar inveja nas proezas mais mentirosas de um filme de 007. Carros voam, cofres são arrastados pelas ruas entre outras inverossimilhanças, faltando só os carros falarem como no seriado “A Super Máquina”. Com aprovação de 78% do Rotten Tomatoes, seria lógico prever que a franquia aceleraria em velocidade turbo, com Diesel passando ao cargo de produtor executivo dos filmes, e resgatando a personagem Letty (Michelle Rodrigues) em “Velozes & Furiosos 6” (Fast & Furious 6) de 2010, também dirigido por Justin Lin.

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             Agora o personagem de Hobbs faz um pacto de mutua ajuda com a família de Toretto para enfrentarem o vilão Owen Shawn, interpretado por Luke Evan, o Gaston do recente “A Bela & A Fera” (Beauty & The Beast).  Com a bilheteria milionária no mundo e diversidade de merchandising levando o filme para o universo dos games, nada mais natural que a Universal quisesse um sétimo filme, que apesar de ter tido seu lançamento atrasado devido á trágica morte de Paul Walker teve desempenho satisfatório nas bilheterias. “Velozes & Furiosos 7” (Fast & Furious 7) teve a direção de James Wan (de “Invocação do Mal” e do vindouro “Aquaman”) e o vingativo vilão Deckard Shawn, na pele de Jason Statham, inglês astro dos filmes de ação. O elenco ainda teve o acréscimo de Kurt Russell e da ex campeã de MMA Ronda Rousey. O resultado foi uma recepção bem favorável do público e de sites como o Metacritic e o Rotten Tomatoes, celebrando esse show de testosterona temperado com humor para suavizar a despedida de Paul Walker realizada com auxílio de seus irmãos e truques digitais.

               A chegada do oitavo filme não causou surpresa e Diesel promete ainda mais dois filmes, o que seguindo a formula de sucesso da franquia, não é difícil acreditar que ainda não é hora de frear.

 

 

 

LIGA DA JUSTIÇA : 1º TRAILLER

TAMBÉM DIVULGADO NA SAN DIEGO COMIC CON O PRIMEIRO TRAILLER DO AGUARDADO FILME DA “LIGA DA JUSTIÇA” (jUSTICE LEAGUE) COM DIREÇÃO DE ZACH SNYDER. ESPERAMOS QUE NÃO SEJAM COMETIDOS OS MESMOS ERROS QUE NO RECENTE “BATMAN VS SUPERMAN : A ORIGEM DA JUSTIÇA”. ESTÃO NO TRAILLER BEN AFFLECK COMO BATMAN, EZRA MILLER COMO FLASH, GAL DADOT COMO MULHER MARAVILHA, JASON MOMOA COMO AQUAMAN ENTRE OUTROS. CONFIRAM.

ESTREIAS DA SEMANA : EM CARTAZ A PARTIR DE 24 DE MARÇO

BATMAN VERSUS SUPERMAN : A ORIGEM DA JUSTIÇA

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(Batman Vs Superman : The Dawn Of Justice) EUA 2016. Dir: Zach Snyder. Com Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Lawrence Fishburne, Amy Addams, Jesse Eisenberg, Jeremy Irons. Aventura / Ficção Cientifica.  Vou ser direto, Zach Snyder é superestimado e recebeu poder demais da Warner para comandar os filmes de super herói da Dc Comics. Se com “Homem de Aço” (2013) fez um trabalho mediano mas inflado em determinados momentos, repete o feito com Batman Versus Superman. Não, o filme não é ruim como muitos preconizavam. De fato é divertido ver os ícones do gênero reunidos em cena, e em determinadas sequências há a impressão de se estar vendo o jogo “Injustice”. Não é demerito, mas o fato é que o filme poderia ter ido além, dispensável mostrar o qiue levou Bruce Wayne a se tornar o homem morcego e colocar um herói contra o outro um clichezão que acaba servindo ao propósito de iniciar um universo cinematografico de herois sem copiar os passos do que a Marvel fez. Nesse sentido torna-se perdoavel a metragem inflada e a quantidade de personagens na tela que satisfaz aos fãs de hqs. A Mulher Maravilha de Gal Gadot rouba a cena e  consegue nos deixar ansiosos por seu filme solo. Cavill fica muitas vezes em segundo plano até porque Ben Affleck calou a boca de seus críticos fazendo um Bruce Wayne amargurado e maduro, mas nem por isso infalível. Lex Luthor merecia melhor interprete, mas Eisenberg acaba não comprometendo. Enfim, vai ser apreciado pelo publico leitor de hqs e pode ficar confuso para quem não é, mas diverte e planta as sementes que levarão ap filme da Liga da Justiça.O curioso é como este seguirá após o final surpreedente que não vou revelar aqui, mas que mostra que a DC Warner está disposta a , apesar de tropeços, abrir a porta da aventura,

O JOVEM MESSIAS

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(The Young Messiah) EUA 2016. Dir: Cyrus Nowrasteh. Com Sean Bean, David Bradley, Adam Greaves-Neal. Bíblico. A história de Jesus Cristo quando criança descobre seu destino divino enquanto foge com Jose e Maria da ira do rei Herodes. Filme bíblico lançado a propósito da semana santa baseado em um livro da autora Anne Rice, a mesma de “Entrevista com o Vampiro”.

CONSPIRAÇÃO & PODER

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(Truth) EUA 2016. Dir: James Vanderbilt. Com Robert Redford, Cate Blanchet, Dennis Quaid, Topher Grace. Drama. Gosto de Redford e ainda mais de filmes que mostram os bastidores da imprensa em meio a escândalos, conspirações e segredos governamentais. Aqui, baseado no livro ” Truth and Duty: The Press, the President, and the Privilege of Power” , de Mary Mapes, o filme adapta um fato real: Dan Ratner, que foi apresentador do jornalístico  60 Minutes por 24 anos revelou evidencias de como George W Brush se beneficiou do tráfico de influencia no passado. O problema é quando as tais informações se mostram não verdadeiras, o que destroi a carreira de Ratner. Curioso como disse se você estiver disposto a assistir um filme com narrativa mais arrastada, mas com algo a dizer sobre os limites da liberdade de imprensa e de como o poder desta pode ser visualisado e analisado sob a luz de outras questões.

 

 

 

 

 

PRIMEIRA IMAGEM – MULHER MARAVILHA

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DIVULGADA A PRIMEIRA IMAGEM DAS FILMAGENS DO FILME DA MULHER MARAVILHA COM A ATRIZ GAL GADOT. A PREVIS’AO [E QUE O FILME SEJA LAN;ADO EM 2017, COM DIREÇAO DE PATTY  JENKINS. AGUARDAMOS PARA BREVE A CONFIRMAÇÃO DA ATRIZ PARA A RAINHA HIPÓLITA, QUE TALVEZ SEJA A ATRIZ NICOLE KIDMAN.