ESTREIAS DA SEMANA : 15 DE FEVEREIRO

PANTERA NEGRA

PANTERA NEGRA

(BLACK PANTHER) EUA 2918. DIR: RYAN COOGLER. COM CHADWICK BOSEMAN, LUPITA NYONG’O, MICHAEL B. JORDAN, MARTIN FREEMAN, LAETITIA WRIGHT, ANDY SERKIS. AVENTURA.

PRIMEIRO SUPER HEROI NEGRO DAS HQS CHEGA AO CINEMA EM UMA SUPER PRODUÇÃO, IMPORTANTE PARA PREPARAR O CAMINHO PARA O VINDOURO “VINGADORES GUERRA INFINITA” E PARA AS MUDANÇAS PROMETIDAS PARA O UNIVERSO CINEMATOGRAFICO MARVEL. T’CHALLA É HERDEIRO DO TRONO DE WAKANDA, FICTÍCIA NAÇÃO AFRICANA E BERÇO DO VALIOSO METAL VIBRANIUM. DEPOIS DE TER PERDIDO SEU PAI (CAPITÃO AMERICA GUERRA CIVIL), T’CHALLA (BOSEMAN) RETORNA AO SEU REINO E PRECISA MANTÊ-LO UNIDO ENQUANTO O VILÃO ULISSES KLAUS PLANEJA SE APOSSAR DE TODO VIBRANIUM QUE PUDER. A TEMPO: HÁ DUAS CENAS PÓS CRÉDITOS E EM MAIS UM CAPÍTULO ONDE ESTÁ WALLY, DESCUBRAM A PASSAGEM CAMEO DE STAN LEE.

EU TONYA

EU TONIA

(I TONYA) EUA 2018. DIR: CRAIG GILLESPIE. COM MARGOT ROBBIE, ALLISON JENNEY, SEBASTIAN STAN. DRAMA.

MARGOT ROBBIE PROVA AQUI QUE ALÉM DE MUITA BONITA É TALENTOSA E PODE IR ALÉM DA INSANIDADE DE ARLEQUINA (SEU PERSONAGEM MAIS POPULAR). BASEADO EM FATOS REAIS, O FILME MOSTRA A PATINADORA TONYA HARDING QUE APESAR DE SEU TALENTO, LIDA COM OS MAUS TRATOS DE SUA MÃE (JENNEY) E DO ABUSOS DE SEU MARIDO (STAN). GRAÇAS A ESTE, A CARREIRA DE TONYA SE VÊ ABALADA POR UMA PLANO DIABOLICO ELABORADO POR ELE PARA SE LIVRAR DE SUAS COMPETIDORAS NA OLIMPIADA DE INVERNO DE 1994. TENDO LEVADO O GOLDEN GLOBE DE MELHOR ATRIZ COADJUVANTE PARA ALISON JENNEY, O FILME APARECE ENTRE OS INDICADOS AO OSCAR DESSE ANO NAS CATEGORIAS MELHOR EDIÇÃO, MELHOR ATRIZ (ROBBIE) E MELHOR ATRIZ COADJUVANTE (JENNEY). ATENTEM PARA A PRESENÇA DE SEBASTIAN STAN, O SOLDADO INVERNAL DOS FILMES DO MARVEL STUDIOS.

TRÊS ANUNCIOS PARA UM CRIME

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(THREE BILLBOARDS OUTSIDE EBBING, MISSOURI) EUA 2018. DIR: MARTIN MCDONAUGH. COM FRANCES MCDORMAND, WOODY HARRELLSON, ABBIE CORNISH, PETER DINKLAGE, SAM ROCKWELL, KATHRYN NEWTON. DRAMA.

QUANDO A POLÍCIA NÃO CONSEGUE ENCONTRAR O ASSASSINO DE SUA FILHA, MILDRED (MCDORMAND) USA OS OUTDOORS PARA PRESSIONAR AS AUTORIDADES ATÉ QUE DECIDE POR FIM FAZER JKUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS. VENCEDOR DE 4 GOLDEN GLOBES, INCLUINDO ATRIZ (MCDORMAND) E ATOR (ROCKWELL), O FILME ESCRITO E DIRIGISO POR MARTIN MCDONAUGH, ESTÁ INDICADO TAMBÉM AOS OSCARS NESTAS CATEGORIAS ALÉM DE MELHOR FILME, ROTEIRO ORIGINAL, EDIÇÃO E TRILHA SONORA. CURIOSAMENTE, A CATEGORIA DE MELHOR ATOR COADJUVANTE AINDA TEM WOODY HARRELSON CONCORRENDO PELO PAPEL DO POLICIAL QUE INVESTIGA O CASO.

ESTREIAS DA SEMANA: 11 DE JANEIRO DE 2018

O TOURO FERDINANDO

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(Ferdinand) EUA 2017. Dir:Carlos Saldanha. Vozes: David Tennant, John Cena, Kate McKinnon, Bobby Carnavale, Gina Rodriguiez. Vozes Brasileiras: Octaviano Costa, Maísa Silva, Thalita Carauto. Animação.

Em 1938 a Disney levou o Oscar de melhor curta com “Ferdinand o touro”, animação de 8 minutos por sua vez adaptada do livro infantil homônimo de Munro Leaf. Carlos Saldanha, o hábil animador brasileiro pro trás de “A Era do Gelo” (2002) e “Rio” (2011), dirige esta readaptação divertida, voltada para toda a família, mas que peca por ter alongado a história original que é bem curta: Na Espanha, um touro grandão mas gentil, se recusa a ser o astro das touradas, preferindo uma vida idílica no campo entre as flores. Claro, que o sensível animal acabará inadvertidamente parar em uma tourada. A mensagem de que nós escolhemos nosso destino, e não os outros, é bonita e abre a oportunidade de conhecermos a tradição das touradas espanholas. A arena usada na história é a mais velha do mundo na vida real, tendo sido criada em 1785. Esta é o 12ª longa de animação do “Blue Sky Studio” , segundo do estudio a ser indicado a um Golden Globe (o primeiro foi “Peanuts o Filme) e último a ser distribuiido pela 20th Century Fox antes do acordo de vendas desta para o Disney.

O DESTINO DE UMA NAÇÃO

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(Darkest Hour) EUA 2018. Dir:Joe Wright. Com Gary Oldman, Kristin Scott Thomas, Ben Mendelsohn, Lily James. Biopic.

O ex primeiro minsitro britânico Winston Churchill está em alta na mída. Este é o terceiro filme a ser recentemente feito sobre o lendário estadista que enfrentou as forças hitleristas durante a Segunda Guerra e defendeu o Reino Unido durante um conflito de proporções assustadoras. Vejamos, Ano passado o excelente John Lightgow (Pai em Dose Dupla 2) o personificou na série “The Crown” da Netflix, e ganhou vários prêmios (Emmy, SAG Awards, Critic’s Choice); também ano passado o igualmente competente Brian Cox (RED: Aposentados e Perigosos) fez “Churchill” em filme britânico focando as 96 hotas que anteciparam a invasão da Normandia. “O Destino de uma Nação” segue um outro corte na vida de Churchill, preferindo iniciar com o momento em que assume o governo, a pressão para selar uma falso acordo de Paz e a determinação de enfrentar as forças do Eixo, ainda que com uma câmara relutante. Toda a história se desenrola durante Maio de 1940 (quando o Primeiro Ministro contava com 65 anos, seia anos mais velho que seu intérprete); sendo o único erro histórico o fato de que Elizabeth Layton (James) só assumiu o cargo de secretária de Churchill em 1941). A maquiagem impressionante transforma Oldman (Dracula de Bram Stoker, Batman O Cavaleiro das Trevas) na reencarnação do próprio líder, o que colabora com a impressionante atuação de Oldman (Vencedor do Golden Globe), este mimetiza o andar e o falar de Churchill em perfeita caracterização. O filme é dedicado à memória de John Hurt (que faleceu ano passado) que havia se comprometido a personificar o Ministro Neville Chamberlain, mas como estava sofrendo de câncer terminal não pôde se comprometer com o projeto, e o papel previsto foi para Ronald PickUp. O filme de Joe Wright (Peter Pan, Anna Kareninna) tem o roteiro de Anthony McCarten (A Teoria de Tudo) e será interessante para os que apreciam com fundo histórico, e os que gostarão certamente de descobrir o porquê de Winston Churchill ser uma das figuras mais celebradas do século XX, autor de “Nunca tantos … deveram a tão poucos”, o homem que muito antes da entrada dos Estados Unidos decidiu enfrentar Hitler, render-se jamais e, ainda assim, conforme mostra o filme era um homem falível mas admirável, um líder que bem poderia servir de exemplo para os que exercem os podres poderes do jogo político.

O ESTRANGEIRO

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(The Foreigner) EUA 2017. Dir:Martin Campbell. Com Jackie Chan, Pierce Brosnan, Katie Leung, Ação / Suspense.

Adaptado do livro “The Chinaman” de Stephen Leather, “O Estrangeiro” é estrelado por Jackie Chan (Bater ou Correr, O Terno de Um Milhão de Dolares) mas não é um típico filme do ator. Chan interpreta um homem que perde a filha em um atentado terrorista e busca vingança enquanto um importante membro do governo ex membro do IRA (Exercito Republicano Irlandês), os autores do atentado, e que tem seus próprios motivos para querer frear a sede de justiça de Chan. Apesar das lutas costumeiras em filmes do ator chinês, este traz um semblante amargurado e dolorido, que sabe que terá que pagar um preço por cruzar a linha entre lei e justiça. Pierce Brosnan já trabalhou com o diretor Martin Campbell em “007 Contra Goldeneye” (1995) e seu personagem é baseado em uma ndes Gerry Adams, quepessoa real, o político Irlândes Gerry Adams, que negava ter tido qualquer envolvimento com o IRA e alcançou posição de destaque no governo Irlandês agindo em negociações de paz que foram fundamentais ao país. Curiosamente o filme foi banido da Irlanda do Norte. Curiosamente, a sequência da explosão do ônibus foi feita em locação real em Londres e assustou muitos ingleses que desconheciam se tratar de uma filmagem.

 

CLÁSSICO REVISITADO : OS 70 ANOS DE “A FELICIDADE NÃO SE COMPRA”

Não há quem nunca tenha passado por uma fase difícil na vida. Imagine então que em seu momento de maior desespero, um anjo desce à Terra para ajudá-lo. Assim é o clássico “A Felicidade Não Se Compra” (It’s a Wonderful Life) – um típico filme para uma noite de Natal – que completa agora setenta anos de seu lançamento original.

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Falar de “A Felicidade Não se Compra” é falar de dois nomes emblemáticos da clássica Hollywood: O diretor Frank Capra e o ator James Stewart. Capra foi um dos mais importantes diretores de sua geração, sempre explorando o sonho americano, o homem comum em modernas fantasias urbanas. James Stewart um ícone do cinema que retomava então sua carreira após o fim da segunda guerra, na qual lutara. O filme, o favorito de Capra, foi gravado em 90 dias, o primeiro e único que o próprio diretor viria a financiar com seus próprios recursos. A história mostra a pacata cidade de Bedford Falls, onde o bondoso empresário George Bailey (Stewart), um homem de boa vontade que sempre ajudou a todos, se vê em sérios apuros financeiros, endividado e nas mãos do cruel banqueiro Henry F. Potter (Lionel Barrymoore). Acuado por seus credores e vendo sua esposa e filhos vulneráveis a tudo, George decide cometer suicídio, se jogando do alto da ponte. Nesse momento seu ato é contido por Clarence, um espírito desencarnado que para merecer suas asas de anjo precisa salvar George de sua decisão fatal. Clarence (Henry Travers) mostra então a George como seria a vida de todos na cidade se ele não tivesse existido, uma realidade de pesadelo onde o Sr.Potter oprime a vida de todos na cidade. George percebe o quanto sua vida é essencial para todos e desiste de seu desejo fatal, reconhecendo que sua vida é maior que os problemas que carrega. De volta ao mundo real, George recebe a ajuda de todos que ele no passado ajudara e consegue assim pagar suas dívidas, num gesto de bondade coletiva que contagia a todos ao redor.

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Tentem assistir ao filme sem chorar ao final, é um desafio. O filme consegue tocar individualmente cada um que já passou por tristezas na vida e revigora nossa força interna e capacidade de superação. Apesar de mensagem tão positiva o filme foi um fracasso de bilheteria em 1946, só sendo finalmente reconhecido quando foi redescoberto pelas reprises televisivas. Ainda assim foi indicado ao Oscar em várias categoria e chegou a ganhar o Golden Globe de melhor diretor. Para a atualidade, o filme de Capra ficou em 11º lugar na escolha do AFI dos 100 melhores filmes. A banda McFly chegou a adaptar as falas de George Bailey para sua esposa, interpretada por Donna Reed (esta em seu primeiro papel de protagonista nas telas), o que mostra que a força de determinados filmes não acaba com a passagem do tempo.

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– O QUE VOCÊ QUER, MARY ? VOCÊ QUER A LUA ? BASTA DIZER E O A LAÇAREI PARA VOCÊ E A TRAREI PARA VOCÊ.

James Stewart tinha 38 anos na época das filmagens. O ator reprisou o papel em uma adaptação do filme feito para o rádio dois anos depois. O papel de George Bailey chegou a ser pensado para Cary Grant (antes de Frank Capra assumir o projeto) e Henry Fonda se interessou pelo papel que ficou com Stewart, conforme vontade de Frank Capra desde o começo. O filme é o único na história a ser baseado em um conto escrito em um cartão de natal por Philip Von Doren e consegue manter forte seu discurso anti-materialista e uma bela mensagem de quem “Nenhum homem é um fracasso”, conforme dito no filme que também era o favorito de seu protagonista. Uma lição que também tento incutir em minha vida, pois esta é tão maravilhosa quanto seu título original. Há 70 anos.