SAN DIEGO COMIC CON : TRAILLERS

“AQUAMAN” DE JAMES WAN É UM DOS FILMES MAIS AGUARDADOS DO SEGUNDO SEMESTRE E TEVE SEU PRIMEIRO TRAILLER DIVULGADO NA SAN DIEGO COMIC CON. DE CARA PERCEBE-SE QUE EMBORA O VISUAL DO HERÓI AQUÁTICO REMETE À FASE DE PETER DAVID NAS HQS DOS ANOS 90, A HISTÓRIA ESTÁ BASEADA NAS AVENTURAS DE AQUAMAN DE GEOFF JOHNS E DO BRASILEIRO IVAN REIS, PUBLICADA NA FASES DOS NOVOS 52. NO ARCO “O TRONO DA ATLÂNTIDA”, ARTHUR E SEU IRMÃO ORM TRAVAM UMA BATALHA EM MEIO À INVASÃO DA SUPERFÍCIE.

SHAZAM CHEGA AOS CINEMA DE 2019 COM UMA TRAMA MAIS LEVE, QUE REMETE AO CLÁSSICO “QUERO SER GRANDE”, E ASSIM COMO O FILME DO AQUAMAN, SE BASEIA NA FASE DOS NOVOS 52 QUANDO GEOFF JOHNS (NOVAMENTE!) JUNTO A GRAY FRANK REINTRODUZ O HERÓI NA CONTINUIDADE DA DC COMICS.

NEM SÓ DE SUPER HEROIS VIVE O CINEMA E EM 2019 AGUARDAMOS A VOLTA DE GODZILLA, O REI DOS MONSTROS, ESTRELADO POR MILLIE BOBBY BROWN, A ELEVEN DE “STRANGER THINGS”. A TRAMA SEGUE A CARTILHA DOS FILMES CLÁSSICOS DE GODZILLA NOS QUAIS ESTE ENFRENTAVA OUTROS MONSTROS, SIM COMO O ANTERIOR DE 2016.

EDDIE REDMAYNE VOLTA A EMPUNHAR A VARINHA MÁGICA NA AGUARDADA SEQUÊNCIA DE “ANIMAIS FANTÁSTICOS & ONDE HABITAM – OS CRIMES DE GRIDENWALD”  ANUNCIADO AINDA PARA 2018 E QUE TRARÁ JOHNNY DEPP NO PAPEL DO VILÃO DA HISTÓRIA DE J.k.ROWLING QUE AINDA PROMETE JUDE LAW NO PAPEL DE DUMBLEDORE.

ESTREIAS DA SEMANA: A PARTIR DE 16 DE MARÇO

A BELA & A FERA

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(Beauty & The Beast) EUA 2017. Dir: Bill Condom. Com Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Josh Gad, Emma Thompson, Ian McKellan, Ewan McGregor, Kevin Kline, Stanley Tucci.  Fantasia.

Até agora o único fracasso das versões live-action dos clássicos Disney foi “Meu Amigo Dragão”” (2016), o que é compensado pelo sucesso seguido de filmes como “Malévola”, “Cinderela”, “Mogli”, e agora chegamos a essa nova versão de “A Bela & A Fera”, tradicional conto de fadas francês datado de 1749, escrito por Gabrielle-Suzanne Beaumont. Digno de nota que a versão animada da Disney, de 1991, foi a primeira vez que uma animação concorreu ao Oscar na categoria de melhor filme. Também houve em 2015 uma versão francesa estrelada por Vincent Cassell e Lea Seydoux com algumas variações em relação à versão Disney. A história, conhecida de todos, é um romance inusitado entre uma jovem camponesa (Watson, a Hermione da série “Harry Potter”) e um príncipe transformado em um monstro. Como forma de incrementar a história, a Disney misturou no filme trechos da peça homônima da Broadway, além de outros números musicais. Como atração à parte, artistas de enome dão vida e voz aos criados transformados do castelo da fera. A atriz Emma Watson atua e canta, tendo ensaiado bastante para o papel que quase ficou com Lily Collis e Amanda Seyfried. Recentemente, o filme da Disney virou alvo de polêmica por apresentar o primeiro personagem assumidamente gay em uma produção Disney, no caso LeFou (Josh Gad). Esqueça e procure julgar o filme por seus méritos e defeitos enquanto filme.

TINHA QUE SER ELE?

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(Why Him?) EUA 2017. Dir: John Hamburg. Com Bryan Cranston, Zoey Deutch, James Franco, Megan Mullally, Cedric The Entertainer.  Comédia.

Pai ciumento e  super protetor visita a filha e descobre que seu namorado (Franco) é um milionário sem noção com quem começa a competir pela atenção da jovem. Comédia que leva o nome de Ben Stiller na produção e já foi lançado no circuito americano há algum tempo. Megan Mullally (que foi parte do elenco da bem sucedida série “Will & Grace”) revelou em uma entrevista que o diretor (ex professor do ator James Franco) permitiu que o elenco improvisasse durante várias cenas.

CONHECIMENTOS PRÁTICOS: LITERATURA #68

Untitled-1                AMIGOS DO BLOG JÁ CHEGOU ÂS BANCAS A EDIÇÃO Nº68 DA REVISTA CONHECIMENTOS PRÁTICOS LITERATURA, EDITORA ESCALA, DA QUAL SOU COLABORADOR. NA CAPA UMA BELÍSSIMA IMAGEM DE MIGUEL DE CERVANTES, O AUTOR DE “DON QUIJOTE”, UMA DAS GRANDES OBRAS DA HUMANIDADE. cERVANTES, ASSIM COMO SHAKESPEARE, COMPLETA 400 ANOS DE SUA MORTE E A REVISTA TRAZ UMA BELÍSSIMA MATÉRIA A RESPEITO. DE MINHA AUTORIA, TRAGO UM ARTIGO SOBRE O CENTENÁRIO DE ROAD DHAL, AUTOR DE “A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE”, QUE FOI ANUNCIADO PARA BREVE UM FILME SOBRE A JUVENTUDE DE WILLY WONKA !!! EM MEIO A TANTAS DATAS CELEBRATIVAS AINDA TEM MATERIA SOBRE A INFLUÊNCIA DA CULTURA VIKING EM HARRY POTTER, A PROPÓSITO DO LANÇAMENTO NAS TELAS DE “ANIMAIS FANTÁSTICOS & ONDE HABITAM”, QUE NOS LEVA DE VOLTA AO UNIVERSO MÁGICO DO MENINO BRUXO. QUE TAL LEMBRAR DE “LIGAÇÕES PERIGOSAS”, O TEXTO DE CHODERLOS DE LACLOS JÁ FOI REVISITADO VÁRIAS VEZES E A MATÉRIA DA REVISTA NOS REVELA MUITAS COISAS LEGAIS A RESPEITO. CONFIRAM NAS BANCAS E COMPREM A REVISTA QUE VALE A PENA, AFINAL MESMO QUE SAIBAMOS QUE CINEMA & LITERATURA SÃO UNIVERSOS PRÓPRIOS, AMBOS NOS LEVAM ALÉM DOS LIMITES DA IMAGINAÇÃO. OBRIGADO DARIO ! OBRIGADO AMIGOS LEITORES DO BLOG ! E DA REVISTA !

ESTREIAS DA SEMANA: 17 DE NOVEMBRO

ANIMAIS FANTÁSTICOS & ONDE HABITAM.

(Fantastic Beasts & Where to Find Them) EUA 2016. Dir: David Yates. Com Eddie Redmayne, Ezra Miller, Ron Perlman, Colin Farrell, Jon Voight. Fantasia.

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São cinco anos depois do fim da saga de Harry Potter no cinema e estamos de volta ao universe mágico de J.K.Rowling com essa história que se passa 70 anos antes de Potter. A própria J.K.Rowling roteiriza a adaptação de seu livro, publicado originalmente em 2001,  sobre o escritor bruxo Newt Scamander (Redmayne) que em suas viagens coleta criaturas mágicas em sua maleta até que elas se soltam na Nova York dos humanos de 1926. O nome do protagonista aparece no mapa do maroto que aparece em “Harry Potter & O Prisioneiro de Azkaban” (2003), mas apesar de ser um livro fictício dentro dos filmes do famoso bruxinho de Hogwarts,  a nova obra tem personalidade própria, com um protagonista adulto enfrentando ameaças do mundo dos trouxas bem como uma terrível seita que quer eliminar os bruxos. “Animais Fantásticos …” a principio seria adaptado em três filmes, mas recentemente foi divulgado que serão cinco filmes, logo a história será esticada pela autora. Todos serão dirigidos pelo mesmo David Yates que comandou os últimos quatro filmes de Harry Potter. Curiosamente, o protagonista da nova aventura fez testes para o papel de Tom Riddle em “Harry Potter & a Câmera Secreta” em 2002. Seu nome tornou-se mais conhecido depois que protagonizou “A Teoria de Tudo” (2015) e “A Garota Dinamarquesa” (2016).Ainda no elenco Ezra Miller que será o Flash da Liga da Justiça e Ron Perlman, o Hellboy.

UM ESTADO DE LIBERDADE

(Free State of Jones). EUA 2016. Dir: Gary Ross. Com Mathew McGoughney, Keri Russell. Drama Histórico.

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História de um fazendeiro que torna-se líder do exército confederado durante a guerra civil americana. Com o tempo Newton Knight (McGhoughney) e seu exercito decidem lutar por um estado independente na America.

MICHELLE & OBAMA

(Southside with You) EUA 2016. Dir: Richard Tanne. Com Parker Sawyers, Tika Sumpter, Philip Edward Van Lear, Vanessa Bell Calloway. Biopic.

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Com a recente eleição do republicano Donald Trump é curioso rever o romance de Barack Obama e Michelle antes de se tornarem presidente e primeira dama dos Estados Unidos. O filme faz um recorte na vida de ambos na virada dos anos 80 para 90 antes de Obama se eleger senador. O filme concorreu no Festival de Sundance de 2016.

ELLE

(Elle) FR/ALE/BEL 2016. Dir: Paul Verhoven. Com Isabelle Huppert, Laurent Lafitte, Anne Consigny. Drama / Suspense.

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Baseado no livro “Oh” de Philippe Dijan, o filme é dirigido por Paul Verhoven, diretor de “Robocop” (1987) e “Instinto Selvagem” (1994). Mulher (a excelente Huppert) é atacada em sua casa por um homem que invade sua residência, mas deixa sua identidade em segredo. Depois passa a suspeitar que seu algoz é alguém próximo.

BEST SELLERS : O LAR DAS CRIANÇAS PECULIARES

livro-o-orfanato-da-srta-peregrine-para-criancas-peculiares-ransom-riggs-5550356                  Que tipo de sentimentos evoca imagens como uma criança flutuando, outra se contorcendo com a cabeça entre as pernas ou um homem erguendo uma enorme rocha com uma única mão ?  Imagine que elas sejam parte de uma história e você se sentirá convidado a entrar em uma realidade mágica criada pela mente do escritor norte americano Ramson Riggs, hoje com 37 anos. Este reuniu uma variedade de fotografias antigas com a intenção de fazer um livro de fotos, mas acatou a sugestão de seu editor da Quirk books para usar as fotos para compor uma narrativa. Riggs foi hábil pois as fotos não são meramente ilustrativas, mas integram a história e seu impacto conduz o leitor pela bizarrice de algumas delas. O livro, que se passa durante a Segunda Guerra, é narrado em primeira pessoa pelo personagem Jacob, que depois que seu avô é morto em circunstâncias terríveis, viaja para uma ilha na costa do país de Gales, onde seu avô vivera. Lá encontra as ruínas de um orfanato, que no entanto existe em uma espécie de limbo temporal, é dirigido pela  misteriosa Sra Peregrine. As crianças do lugar não são comuns, e assim como Jacob, possuem habilidades especiais como invisibilidade, super-força, vôo, pirotecnia etc.. Apesar desses poderes, suas vidas estão em constante perigo pois há seres que caçam as crianças como o cruel Barron.

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A história de Riggs se desdobra em três livros, sendo “Hollow City” (Cidade dos Etéreos) o segundo, seguido de “Library of Souls” (Biblioteca das Almas). Sua essência se conecta com o discurso da aceitação das diferenças, mesclando fantasia e realidade mas não no sentido de criar uma fábula moralizante. As crianças peculiares estão mais próximas dos heróis mutantes do Professor Xavier, não casualmente já que Jane Goldman, a roteirista, foi a responsável pelos filmes “X Men Primeira Classe” e “X Men Dias de um Futuro Esquecido”, além de “Stardust”e “Kick Ass”. Talvez por isso pode-se encontrar paralelos do orfanato da Sra Peregrine com a Escola para jovens superdotados do Professor Xavier. Contudo, a medida que a história se desenvolve o leitor se vê mais próximo do universo mágico de Harry Potter. De qualquer forma, o livro de Ransom Riggs se conecta com o público jovem, mas tem essa habilidade de rejuvenescer o adulto, desde seu lançamento em 2012.

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O filme que estreia agora em nossas salas tem a assinatura de Tim Burton, que encontrou no material de Riggs um eco de sua atração pelo incomum. O próprio teria dito “Vocês têm certeza de que não fui eu quem escreveu esse livro?”. A Srta Peregrine do livro é uma mulher de mais idade e bem feia se comparada com Eva Green e seu olhar intimidador, atrevido. Os poderes de Emma (fogo) e Olive (flutuar no ar) estão invertidos no filme conforme pode ser visto na capa da edição da Leya. Também a idade de Olive (a mais jovem) e Bronwyn (a mais velha) estão invertidas. A personagem do Dr.Golan é um homem no livro, mas no filme é uma mulher. O final do livro é também diferente do filme e não criem muitas expectativas de ver Tim Burton na sequência, caso ela venha a ser feita. Burton não gosta de dirigir sequências de seus filmes e só abriu exceção em Batman (1989) e Batman O Retorno (1991). O diretor, de fato, dá sua assinatura visual a uma obra que parece ter sido escrita sob medida para ele, que empregou o mínimo de efeito digitais, preferindo efeitos mais físicos forjando assim a autenticidade necessária para nos fazer crer no sobrenatural, no mágico, que – acreditem se quiser – está onde menos se espera.

IN MEMORIAN : ALAN RICKMAN

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Conheci Alan Rickman quando assisti pela primeira vez (eu tinha 19 anos) “Duro de Matar” (Die Hard) onde o ator inglês interpretou o vilão Hans Gruber. Era o ano de 1988 e o cara era tão odioso quanto inescrupuloso na medida certa para um vilão capaz de desafiar o super tira John McLane (Bruce Willis). Sua persona era perfeita para tipos vilanescos e, alguns anos depois, viveu o Xerife de Nottigham em “Robin Hood – O Príncipe dos Ladrões” (1991) contracenando com Kevin Costner, Mary Elizabeth Mastrotonio e Morgan Freeman. Apareceu em diversos outros filmes sem nunca abandonar os palcos londrinos onde começou sua carreira. Será eternamente lembrado pelo papel de Severo Snape na franquia Harry Pottter. O nobre ator nos deixou nesta quinta feira dia 14 de Janeiro depois de uma batalha perdida contra o câncer, aos 69 anos. Descanse em paz !!

CLASSICO REVISITADO : OS 30 ANOS DE “O ENIGMA DO PIRÂMIDE” 

o ENIGMA DA PIRAMIDE                   Todos reconhecem a figura de Sherlock Holmes e ninguém duvida que o personagem está mais popular do que nunca : Dois filmes dirigidos por Guy Ritchie estrelados por Robert Downey Jr, série de sucesso da BBC estrelada por Benjamim Cumberbatch, além da versão americana “Elementary” estrelada por Johnny Lee Miller e Lucy Liu. Há 30 anos, antes de jovens bruxos ou revolucionários em distopias, houve um Sherlock Holmes adolescente produzido por ninguém menos que Steven Spielberg.

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Nicholas Rowe em foto recente

Em 4 de Dezembro de 1985 quando o filme “O Enigma da Pirâmide” (Young Sherlock Holmes) estreou nos Estados Unidos, o célebre detetive ainda não era de domínio público. O filme reuniu os talentos de Steven Spielberg (produtor executivo), Chris Columbus (roteirista) e Barry Levinson (direção). Columbus, que dirigiu os dois primeiros filmes da franquia Harry Potter, e mais recentemente, “Pixels” com Adam Sandler, foi extremamente respeitoso à obra de Conan Doyle. O roteiro imagina como Holmes e Watson teriam se conhecido mais jovens já que em “Um Estudo em Vermelho” (A Study in Scarlett), primeira aventura literária de Holmes, o detetive e seu fiel escudeiro já são homens adultos.

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O filme, que estreou em dezembro de 1985, é narrado por um Watson recém chegado a um colégio interno de prestígio na Londres Vitoriana e conhece seu colega de quarto, Sherlock Holmes, um estudante brilhante mas considerado arrogante demais. Ambos são mostrados como se estivessem entre seus 15 e 18 anos, sendo Holmes um jovem que embora seja capaz de brilhantes deduções, ainda se permite sentir emoções e mantém um namoro com Elizabeth Hardy (Sophie Ward), sobrinha do renomado Professor Waxflatter (Nigel Stock). Seu grande rival na escola é o almofadinha Dudley (Earl Rhodes) que divide as atenções de Elizabeth e que está constantemente desafiando Holmes. Contudo, a maior aventura deste seria vivida além dos muros da escola quando o jovem suspeita que há uma bizarra ligação entre mortes misteriosas de figuras de respeito na sociedade londrina. Apesar de ter seu raciocínio desprezado pelo Sargento Lestrade (futuro Inspetor da Scotland Yard nos livros de Conan Doyle), Holmes e Watson investigam as pistas e descobrem que as mortes são causadas pelo Rami Tap, um culto egípcio que busca vingança de uma expedição arqueológica que no passado profanou a tumba de princesas egípcias. A medida que a investigação se aprofunda vários elementos das histórias Sherlockianas (o chapéu, o cachimbo etc…) são introduzidos, sempre seguindo os cânones escritos por Conan Doyle, tudo precisamente … elementar.

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Nada é o que parece 

Mesmo a abertura do filme com sombras caminhando nas ruas vitorianas é uma homenagem aos filmes estrelados por Basil Rathbone ao longo da década de 40. O desenrolar da trama (que não ousarei estragar aqui apesar de ser um filme já reprisado bastante na TV) revelará vários traços das histórias do personagem: As razões para sua personalidade fria e distante, a cumplicidade com Watson e, sobretudo, a gênese de seu arquiinimigo o Professor Moriarty. No Brasil, o filme chegou em Maio de 1986, e causou surpresa com a primeira imagem em CGI usada no cinema : O cavaleiro medieval saído do vitral da igreja na alucinação do padre Duncan Nesbitt (Donald Eccles). O efeito foi desenvolvido depois de quatro meses pelo talentoso John Lasseter que anos depois viria a se tornar um dos homens fortes da Pixar, e responsavel por “Toy Story”. Foi o primeiro filme de cinema produzido pelo ator Henry Winkler (o Fonzie da clássica série de tv “Happy Days” e co-produtor da igualmente clássica “MacGyver”), o filme foi premiado com o “Saturn Awards” e indicado ao Oscar de melhor efeitos. O orçamento de $18.000.000 não se tornou nenhum fenômeno de bilheteria e chegou a ser criticado por muitos como uma versão menor de “Indiana Jones e o templo da perdição”, já que Holmes enfrenta uma seita profana bem similar.

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Nicholas Rowe, o Sherlock, era escossês e tinha 19 anos na época. O ator se afastou do circuito Hollywoodiano apesar de alguns papeis de menor proporção como recentemente em “Mr. Holmes” em que o grande detetive é interpretado por Sir.Ian Mckellan. Já Watson foi vivido, aos 15 anos,  por Alan Cox, filho do ator Brian Cox (A Supremacia Bourne, REDS Aposentados & Perigosos), se tornou produtor e ator em várias produções de TV.

Em meio a vários filmes protagonizados por jovens ou adolescentes heroicos como em franquias milionárias do tipo “Maze Runner”, “Jogos Vorazes” ou “Harry Potter”, o público poderia ter tido sequências desse Sherlock juvenil, aprovado na época pela própria Jean Conan Doyle, filha do criador do detetive que alcançou uma importância indelével no imaginário popular.