GRANDE ESTREIA: MIB – HOMENS DE PRETO INTERNACIONAL

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MIB INTERNACIONAL. EUA 2019. DIR: F. GARY GRAY. COM CHRIS HEMSWORTH, TESSA THOMPSON, LIAM NEESON, EMMA THOMPSON, REBECCA FERGUSON. FICÇÃO CIENTIFICA / COMÉDIA.

                Há 22 anos fomos apresentados a uma organização secreta que monitora a atividade extraterrestre no mundo. Os agentes J (Tommy Lee Jones) e K (Will Smith) foram os personagens centrais por três filmes MIB de 1997 a 2012, uma parceria de opostos, o sisudo Jones e o falastrão Smith defenderam o planeta de ameaças alienígenas em uma criativa mistura de comédia e ficção cientifica. Natural que a franquia necessitasse de novos rumos com o desinteresse dos astros originais em retornar para seus papeis. A principio, no entanto, era que ambos reprisassem os papeis de J & K em um quarto filme. Falou-se até em um possível cross-over com “Anjos da Lei”  que seria chamado MIB 23 até que o estudio Sony decidiu fazer um spin-off, com ares de reboot disfarçado, elevando a agência a uma grau de atividade mais global e com dois novos agentes interpretados por Hemsworth e Thompson, Thor e Valquiria dos filmes do Universo Cinematico Marvel. Em tempos de empoderamento feminino nada mais compreensível que a nova dupla de MIB tenha um homem e uma mulher, sendo esta não uma escada para a figura masculina mas alguem tão ou, talvez, ainda mais importante que ele.

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                     A história do novo MIB mostra o experiente agente H (Hemsworth) treinando a novata agente M (Thompson), que teve uma experiência com extraterrestres quando criança, às voltas com a descoberta de um traidor entre eles. Claro que a nova aventura vem com referências aos filmes originais: Frank, o pug faz uma rápida aparição, e os agentes J e K aparecem em uma pintura no escritório londrino numa clara alusão aos eventos do primeiro filme. Tornou-se marca registrada dos filmes apontar celebridades  como alienígenas residentes no planeta. Assim foi com Elvis Presley, Michael Jackson, Steven Spielberg e Sylvester Stallone, desta vez Donald Glover e até Sergio Mallandro entraram para a lista.

men-in-black-01.jpg               Toda essa inventividade é uma adaptação das histórias em quadrinhos. “Homens de Preto” foi publicado pela primeira vez em 1990 pela Aircel Comics, depois vendida para a Malibu Comics,  que seria adquirida pela Marvel Comics. Nas histórias originais, escritas por Lowell Cunnigham, a organização que mistura o visual dos Irmãos Cara de Pau com o clima de Arquivo X investiga todo tipo de fenômenos, não apenas os de origem alienígenas, mas também sobrenatural e paranormal. Nas hqs, vampiros, zumbis e fantasmas também estão na mira e os agentes não medem esforços, chegando até mesmo a usar meios questionáveis para atingir seu objetivo de manter a população à margem de tudo.  

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                 O filme ainda traz em seu elenco de apoio Emma Thompson, que no filme anterior já fazia o papel da líder da organização, Liam Neeson e a bela Rebecca Ferguson da franquia “Missão Impossivel”. Se você é fã desses divertidos agentes da lei intergalatica, divirta-se com a trivia abaixo:

  1. Na época do primeiro filme os papeis de J & K foram inicialmente oferecidos a Clint Eastwood e Chris O’Donell.
  2. O primeiro filme, 1997, recebeu o Oscar de melhor maquiagem.
  3. Esse quarto filme é o primeiro filme da franquia não dirigido por Barry Sonnefield.
  4. Quando o segundo filme foi lançado, 2002, cenas que mostravam de longe o World Trade Center foram editadas devido ao ataque de 11 de Setembro.
  5. A hq original também foi adaptada para a Tv em uma série animada e para jogos de computador.

NUNCA ESTIVEMOS SOZINHOS – CONTATOS ALIENIGENAS NO CINEMA & NA LITERATURA

Nossa vã filosofia sempre ponderou sobre a existência de vida em outros planetas, matematicamente aceito mas nunca cientificamente provado. O cinema e a literatura costumam se apropriar da ideia e explorá-la ao sabor da criatividade e da ilimitada imaginação.

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Em 1953 Arthur C.Clarke (autor de “2001 – Uma Odisséia no Espaço”) publicou “O Fim da Inocência” (Childhood Ends) sobre uma invasão de extraterrestres que cria na Terra um governo global, único e pacífico. Os seres jamais são vistos e proíbem as viagens espaciais além de banir as armas de fogo, relegando a humanidade a uma existência dedicada às artes e ciência. Um grupo de resistência se forma para buscar a verdade sobre os visitantes. Publicado em pelo período da guerra fria, o livro de Arthur C. Clarke questiona o preço da paz, na mesma medida que tanto investiga a natureza dos visitantes quanto discorre a respeito de nossa própria natureza ao sermos confrontados com o fim do livre-arbítrio. Em 2015, uma mini-série de Tv foi produzida adaptando a obra, que ainda não teve uma versão para o cinema à altura desta ou de seu autor. Dois anos antes da publicação do livro, Robert Wise filmou e lançou “O Dia em que a Terra Parou” (The Day The Earth Stood Still) mostrando a chegada do alienígena Klaatu, que vem  ao nosso planeta para trazer um importante alerta do qual depende o futuro da raça humana. Muito melhor que a refilmagem de 2008 com Keanu Reeves, o filme de 1951 causou grande assombro com sua mensagem anti-belicista em plena era do Macartismo. O escritor britânico H.G.Wells foi o primeiro, no entanto, a mostrar os efeitos de uma vista extraterrestre no clássico “A Guerra dos Mundos” (The War of The Worlds) publicado em 1898, e adaptado em 1953 e 2005. Mas, em vez de divagações filosóficas sobre a vida em outros planetas, o livro de Welles traça um paralelo crítico do imperialismo inglês. Outro contato devastador com alienígenas foi narrado pelo autor Jack Finney em “Invasores de Corpos” (The Body Snatchers) de 1955. Nele, os extraterrestres são incorpóreos e assumem a forma humana quando as pessoas adormecem. A história já foi filmada várias vezes, mas as melhores versões são as filmadas em 1956 e 1978.

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A ufologia, ciência não reconhecida devido ao seu caráter especulativo, já serviu de inspiração para o campo da ficção como na série “Arquivo X”, tratando de avistamentos, abduções, experiências secretas e outros fenômenos não explicados pela ciência. O renomado cientista norte americano Professor J. Allen Hynek (1910-1986) formulou uma gradação para medir os fenômenos ufológicos considerando primeiro grau para os avistamentos à distância, segundo grau para os efeitos físicos gerados pelo encontro e terceiro grau para a comunicação com os eventuais tripulantes de um disco voador. Deste último, Steven Spielberg aproveitou-se para o ótimo “Contatos Imediatos do 3º Grau” (Close Enconters of the Third Kind) de 1978, que teve o próprio Professor Hynek como um dos consultores. O realismo e a seriedade com que o tema é tratado impressiona, assim como foi o romance “Contato” (Contact) escrito por Carl Sagan em 1983 e filmado em 1997. Na obra de Sagan ceticismo e fé formam dois polos conflitantes em torno dos quais os personagens se veem divididos quando uma mensagem vinda do distante sistema Veja chega à Terra.

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AGRÓGLIFO

Mensagens de seres de outros mundos são como são tomados as Linhas de Nasca na Cordilheira dos Andes e os agróglifos (círculos nas plantações) observados em várias partes do mundo, principalmente no Reino Unido, e que já ganharam versão romanceada no cinema em “Sinais” (2003) de M.Nigh Shymalan. Há registros de tais círculos desde o século 17, mas sua popularização se deu a partir da década de 70, embora nunca tenham sido provados como sendo de origem extraterrestre, os belos desenhos vistos do alto já foram associados a fenômenos naturais, ação do homem, ou alienígenas. Estes, entraram definitivamente para cultura pop e conforme “Homens de Preto” (Men in Black) de 1997, já estão entre nós há muito tempo. Os afeitos a tramas conspiratórias acreditam que o governo americano mantem seres de outro planeta em cativeiro e que manipulam em segredo tecnologia alienígena. Casos como Roswell, Tunguska e até mesmo em Varginha, Minas Gerais inflamam a mente embora o governo negue a todo momento, mas ainda assim fazem pesquisas na misteriosa Área 51 no deserto de Nevada, onde qualquer um que se aproxima é fuzilado em nome da segurança nacional. O roteirista e ator Simon Pegg curtiu a ideia de invadir as imediações do local e encontrar um genuíno ser extraterrestre em “Paul – O Alien Fugitivo” (Paul) de 2011, uma parodia do “E.T” (1982) de Steven Spielberg.

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A verdade, que buscamos, está em algum lugar e um dia chegará e talvez possamos encontrar um sentido similar à saudação KLATU BARADA NIKTO, ou ainda esteja para ser escrito, encenado, montado no campo da ficção uma visão mais próxima da chegada desse futuro.