ESTREIAS DA SEMANA: 18 DE ABRIL DE 2019

A MALDIÇÃO DA CHORONA

llorona

(The Curse of the Llorona) EUA 2019. Dir: Michael Chaves. Com Linda Cardellini, Raymond Cruz, Patricia Velasquez. Terror.

O filme adapta uma lenda mexicana, do século XVI, a de uma mulher que afogara os próprios filhos em um lago, se afogando logo em seguida. Chorando pela eternidade, a entidade volta do além à meia noite para pegar crianças que substituam seus filhos. No filme, uma assistente social (Cardellini, a Velma do filme “Scooby Doo”) se vê assombrada pelo espírito da chorona que ameaça levar seus dois filhos. Há várias vertentes dessa lenda urbana, mas o que importa são os sustos que vamos levar nesse novo exemplar do gênero “jump scare” que integra o universo iniciado por James Wan em “Invocação do Mal” e que inclui “Annabelle” e “A Freira”.

O GÊNIO & O LOUCO

Professor

(The Professor & The Mad Man) IRL 2019. Dir: Farhad Safiria. Com Sean Penn, Mel Gibson, Ioan Gruffudd, Jeremy Irvine, Natalie Dormer.  Drama.

Filme biográfico retratando a criação do dicionário Inglês de Oxford envolvendo duas figuras singulares, o professor James Murray (Gibson) e o esquizofrênico mas genial W.C. Minor (Penn). O filme além de mostrar um fato histórico que guarda muitas coisas curiosas é centrado em dois ótimos atores, ambos já tendo tido seus momentos de genialidade e loucura, seja em suas vidas pessoais ou profissionais.

CÓPIAS – DE VOLTA À VIDA

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( Replicas) EUA / CHI 2018. Dir: Jeffrey Nachmanoff. Com Keannu Reeves, Alice Eve, Amber Rivera. Ficção Cientifica.

Cientista traz de volta da morte a família que perdera em um acidente de carro, para isso as clona ignorando qualquer restrição científica ou moral. Curiosamente o filme foi filmado em 2016, e só chega agora em nossos cinemas. Apesar de uma trama interessante, bem ao sabor dos subtemas do gênero fantástico, o filme não está despertando muito interesse, tendo sido um fracasso em territorio americano.

 

AQUAMAN – HQS, CINEMA & TV

O REI DOS SETE MARES EM UMA SUPER PRODUÇÃO

Aquaman film

JASON MOMOA

Durante muito tempo Aquaman foi um dos heróis mais subestimados da DC Comics e, até bem pouco tempo atrás, poucos o levavam a sério com sua imagem sendo usada até mesmo em vinhetas humorísticas no Cartoon Network. Criado em Novembro de 1941 por Paul Norris e Mort Weisinger, o herói submarino foi inicialmente tratado como um personagem secundário publicado nas páginas de “More Fun Comics” em seus primeiros cinco anos, depois ficando encostado em “Adventure Comics” até 1961. Hoje estreando um filme próprio, com um visual mais arrojado, e destaque maior nas hqs, o personagem assumiu uma posição mais central no universo da DC Comics, reconquistando fãs, muitos dos quais ainda se lembrando do personagem chamado de “herói submarino” nos desenhos produzidos pelo estúdio Filmation (The Superman / Aquaman Hour), já exibidos pelo SBT.

Aquman 1 1962

O HEROI NA ERA DE PRATA

      O atual Aquaman mescla elementos de duas fases distintas do herói: Na década de 90, o autor Peter David lhe deu uma postura mais agressiva com barba e um arpão no lugar de uma das mãos. Coube a David também explorar a mitologia do continente perdido de Atlântida, lar de Arthur Curry, o nome do personagem, fruto do amor de uma princesa do mítico reino aquático e de um homem da superfície. No período em que Peter David esteve à frente das histórias de Aquaman, este abandonou a imagem de um herói politicamente correto e assumiu uma atitude mais imponente, independente do trabalho em equipe na Liga da Justiça, grupo do qual tomou parte desde seu lançamento em 1960 (The Brave & The Bold #28), sendo esta inclusive a primeira vez que Aquaman apareceria na capa de uma hq desde sua criação. Outra fase essencial para a formação do novo status quo do personagem foi o período chamado de “Novos 52”, em que o autor Geoff Johns e o desenhista brasileiro Ivan Reis praticamente reinventaram o personagem, inclusive usando a seu favor o desinteresse do público que subestimava o personagem para criar histórias que aproveitassem ao máximo 60 anos de histórias. Johns e Reis desenvolveram os coadjuvantes, introduziram novos elementos em seu passado e conduziram os leitores a uma guerra com o mundo da superfície, até então, sem precedentes  no universo da editora DC Comics.

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O HEROI SUBMARINO DOS NOVOS 52

        Muitas mudanças acompanharam ao longo de sua publicação. Na era de ouro (1938 – 1946) o personagem era um entre vários do gênero, enfrentando principalmente piratas e vilões nazistas, bem adequado ao clima ufanista do período. Com o advento da era de prata (1956 – 1970), a DC Comics convencionou que haveria duas terras paralelas e vários personagens (The Flash, Lanterna Verde etc) foram recriados. Aquaman foi aqui batizado de Arthur Curry, ganhou um elenco de coadjuvantes, incluindo os parceiros mirins Aqualad e Aquamoça, a amada Mera, o conselheiro Vulko , e os vilões Arraia Negra e  Mestre dos Oceanos, sendo este o meio-irmão de Arthur com quem o herói disputaria o trono da Atlântida. Esta fase teve os roteiros de Robert Bernstein e a arte de Ramona Fradon, uma das primeiras mulheres desenhistas na época. A partir de 1962, Aquaman ganhou série própria com seu nome, e que duraria 9 anos de publicação contínua. Várias histórias desse período chegaram ao Brasil pela saudosa editora EBAL, do pioneiro Adolfo Aizen.

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A INSPIRAÇÃO PARA O VISUAL DE JASON MOMOA VEM DOS QUADRINHOS DE AQUAMAN DE PETER DAVID NA DECADA DE 90

       No título “Aquaman” (1969 / 1970), versão brasileira editora Ebal, o herói teve momentos emblemáticos como a parceria com Aqualad, confronto com o mitológico Netuno e até o casamento com Mera, uma princesa vinda de uma outra dimensão aquática. A partir de 1975 com a popularização do desenho da TV “Superamigos”, produzido pelo estúdio Hanna-Barbera, Aquaman passou a aparecer nas páginas de uma revista homônima, publicada entre 1975 e 1982, inicialmente em preto e branco, e depois a cores, em vários formatos. Apesar de ter poderes muito ligados ao mundo aquático, Arthur tem pele invulnerável, capacidade de sobreviver aos rigores das profundezas submarinas, força, agilidade e reflexos sobre humanos, além de telepatia que lhe permite se comunicar com os seres marinhos, justamente um dos poderes mais atacados por ”haters” que jocosamente questionam “por que falar com peixes? ”. No início dos anos 2000 o roteirista Rick Veitch ousou estabelecer uma ligação entre Arthur Curry, o Aquaman, e o lendário Rei Arthur das lendas medievais, incluindo a troca do arpão por uma mão mágica feita de água concedida pela dama do lago.

Aquaman bastidores

AMBER HEARD, O DIRETOR JAMES WAN, JASON MOMOA E PATRICK WILSON

           Além de Jason Momoa que interpreta Aquaman pela terceira vez (Batman vs Superman, Liga da Justiça e o filme solo), o personagem já teve dois interpretes: Alan Ritchson o interpretou em episódios do seriado de TV “Smallville”, entre 2005 e 2010, animando a Warner Tv a produzir um episódio piloto intitulado “Mercy Reef” protagonizado por Justin Hartley, mas o piloto acabou recusado pelos executivos da época. Curiosamente, Aquaman também foi um filme fictício na segunda e terceira temporada de “Entourage” na HBO, pura paródia ! Absorvido pela cultura pop, o herói é constantemente mencionado no seriado “The Big Bang Theory”, aparece em animações e até mesmo em desenhos de Mauricio de Souza para o evento da “Comic Con Experience”. Que não se duvide da importância do herói, muito além dos fictícios sete mares da literatura ou dos reais 61 mares que cobrem 71% da Terra, e muito mais na imaginação fértil em quadrinhos ou em outras mídias, e que agora conferimos com todo o requinte de uma super produção que pode reerguer o prestígio da DC Comics nas telas.

GRANDE ESTREIA: SLENDERMAN PESADELO SEM ROSTO

(SLENDERMAN) EUA 2018. DIR: SYLVAIN WHITE. COM JOEY KING, ANNALISE BASSO, JAVIER BOTET, JULIA GOLDANI TELLES. TERROR.

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Nada a se admirar que algum produtor de Hollywood se interessaria em fazer um filme dessa lenda urbana criada na era digital. Um homem magro sem rosto aterrorizando jovens surgiu como um meme nas redes sociais e tornou-se uma histeria tão grande que  nos Estados Unidos, em 2014, duas adolescentes mataram uma colega dizendo que eram forçadas pelo Slenderman. Tudo começou em um concurso para criar imagens sobrenaturais, daí a origem do “Slenderman”. O pai da menina morta protestou contra o filme alegando que Hollywood estava tentando lucrar em cima de uma tragédia.

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No filme crianças e adolescentes de uma cidade pequena são perseguidas pelo assustador homem sem rosto. Para um dos principais papeis chamaram a simpática Joey King já conhecida do grande público por papeis em filmes como “Invocação do Mal” (2013), “Os Sete Desejos” (2017) e o popular filme da Netflix “A Barraca do Beijo” (2018). Sua personagem movimenta a trama, cria identificação com o público a medida que busca as respostas. Mas não há muito a fazer para o elenco já que o filme é todo feito a base de “jump scares”, que cumprem aquele papel imediato para disfarçar a frágil história criada com todos os clichês de outros exemplares do gênero.  A atriz e bailarina Julia Goldani Telles tem mãe brasileira, mas uma passagem nas telas bem rápida graças a um roteiro fraco e apoiado em soluções fáceis, nada memóravel.

 

 

SAN DIEGO COMIC CON : TRAILLERS

“AQUAMAN” DE JAMES WAN É UM DOS FILMES MAIS AGUARDADOS DO SEGUNDO SEMESTRE E TEVE SEU PRIMEIRO TRAILLER DIVULGADO NA SAN DIEGO COMIC CON. DE CARA PERCEBE-SE QUE EMBORA O VISUAL DO HERÓI AQUÁTICO REMETE À FASE DE PETER DAVID NAS HQS DOS ANOS 90, A HISTÓRIA ESTÁ BASEADA NAS AVENTURAS DE AQUAMAN DE GEOFF JOHNS E DO BRASILEIRO IVAN REIS, PUBLICADA NA FASES DOS NOVOS 52. NO ARCO “O TRONO DA ATLÂNTIDA”, ARTHUR E SEU IRMÃO ORM TRAVAM UMA BATALHA EM MEIO À INVASÃO DA SUPERFÍCIE.

SHAZAM CHEGA AOS CINEMA DE 2019 COM UMA TRAMA MAIS LEVE, QUE REMETE AO CLÁSSICO “QUERO SER GRANDE”, E ASSIM COMO O FILME DO AQUAMAN, SE BASEIA NA FASE DOS NOVOS 52 QUANDO GEOFF JOHNS (NOVAMENTE!) JUNTO A GRAY FRANK REINTRODUZ O HERÓI NA CONTINUIDADE DA DC COMICS.

NEM SÓ DE SUPER HEROIS VIVE O CINEMA E EM 2019 AGUARDAMOS A VOLTA DE GODZILLA, O REI DOS MONSTROS, ESTRELADO POR MILLIE BOBBY BROWN, A ELEVEN DE “STRANGER THINGS”. A TRAMA SEGUE A CARTILHA DOS FILMES CLÁSSICOS DE GODZILLA NOS QUAIS ESTE ENFRENTAVA OUTROS MONSTROS, SIM COMO O ANTERIOR DE 2016.

EDDIE REDMAYNE VOLTA A EMPUNHAR A VARINHA MÁGICA NA AGUARDADA SEQUÊNCIA DE “ANIMAIS FANTÁSTICOS & ONDE HABITAM – OS CRIMES DE GRIDENWALD”  ANUNCIADO AINDA PARA 2018 E QUE TRARÁ JOHNNY DEPP NO PAPEL DO VILÃO DA HISTÓRIA DE J.k.ROWLING QUE AINDA PROMETE JUDE LAW NO PAPEL DE DUMBLEDORE.

ESTREIAS DA SEMANA : 10 DE JUNHO

TRUQUE DE MESTRE: o 2º ATO (Now you see me: The Second Act. EUA 2016. Dir: Jon M.Chu. Com Mark Ruffalo, Jesse Eisenberg, Lizzy Caplan, Woody Harrelson, Dave Franco,Michael Caine, Morgan Freeman, Daniel Radcliff. Aventura.

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Confesso que sou um dos que adoraram o filme original. Era surpreendente como um grupo de mágicos agia como modernos robin hoods, ludibriando polícia e público como em um perfeito truque de ilusionismo. Apesar de um grau de exagero, a química entre os quatro cavaleiros e, incluindo,  os coadjuvantes valorizavam a trama. A bilheteria  milionária assegurou essa sequência. Sai o diretor Louis Leterrier (que continua como produtor) e entra Jon M.Chou (G.I.Joe Retaliação) que trabalha em uma trama de  vingança pelas ações dos quatro mágicos no filme anterior. Enquanto que no filme anterior o passado deles não era explorado já que se centrava na figura de Dylan Rhodes, o perseguidor que se revela ao final como algo mais, o grande truque da história. Nesse segundo ato, os quadtro cavaleiros granham um passado e um novo antagonista na figura de Daniel Radcliffe, o Harry Potter, escolha irônica mas agradável para um filme sobre ilusionistas. Como sempre há aqueles que vão preferir o primeiro filme e aqueles que gostarão das novidades dessa sequência, que perdeu a atriz Isla Fisher (a Henley Reeves) que estava grávida e foi substituida por um novo personagem feminino, papel de Lizzy Caplan. Não vejo grande coisa em Jesse Eisenberg, mas seu papel tem relevância e o ator fica melhor como o mágico auto confiante do que como super vilão no recente “Batman vs Superman”. De qualquer forma, mesmo que não supere o primeiro, é uam aventura empolgante e bem indicada para o fim de semana, além de um bom aquecimento para um terceiro filme prometido para breve.

INVOCAÇÃO DO MAL 2 (The Conjuring 2) EUA 2016. Dir:James Wan. Com Patrick Wilson, Vera Farmiga, Gioachinno Cuffaro. Terror.

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Outra sequência de um filme se sucesso a estreiar nesse fim de semana. Podemos considerar James Wan (diretor do vindouro filme do Aquaman) o mestre do terror dessa geração. Tendo assistido “Sobrenatural” (Insidious) e o primeiro “Invocação do mal” (The Conjuring) vejo que Wan consegue conduzir a história para além do susto fácil e gratuito. Nesse segundo filme o casal Warren viaja para a Inglaterra para investigar outro caso de casa mal assombrada. Igualmente basaeada em fatos reais, a mansão inglesa visitada pelos Warren foi foco de investigação pelos fenômenos sobrenaturais manifestados. Claro que cinema é cinema, e muita coisa é inventado em cima do fato para tornar tudo um espetáculo digno do ingresso e de um gênero que já foi mais inventivo.