VELOZES & FURIOSOS: HOBBS & SHAW

           Quando Dwayne Johnson entrou para o elenco de “Velozes & Furiosos“, no quinto filme, a franquia ganhou um segundo fôlego. Seu personagem, o agente Luke Hobbs, ganhou espaço e marcou presença em todos os filmes na sequência. Natural que tenha sido pensado em um derivado (spin off), principalmente depois da inegável química entre Johnson e Jason Statham, introduzido como antagonista do sétimo Velozes, e retornando como importante aliado no oitavo filme “The Fate of the Furious“.

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         Nesse caso só para efeitos comparativos, o lucro foi de US$207 milhões (Velozes 1), US$ 236 milhões (Velozes 2), US$158 milhões (Velozes 3), US$ 363 milhões (Velozes 4), chegando a Velozes 5” lucrando em torno de US$209 milhões de bilheteria doméstica, chegando a mais de US$600 milhões contabilizando o mercado internacional. Consideremos também as mudanças na estrutura narrativa da franquia a partir da entrada de Hobbs. Desde o final do 4º filme Bryan, o personagem do saudoso Paul Walker, passou de perseguidor a cúmplice de Dominic Toretto (Vin Diesel), levando o agente Hobbs a algoz, e depois aliado não oficial, recrutando os serviços da equipe de Toretto. A partir desse ponto, a franquia deixa o perfil de filmes de corrida e abraça o estilo “Missão Impossível” com ação desenfreada voltada para um público diverso tanto de jovens como de adultos. Depois da morte de Paul Walker acentua-se ainda mais a ação superlativa de lutas corporais, saltos monumentais, explosões e acrobacias impossíveis. “Hobbs & Shaw” mantem esse padrão e não poupa recursos para jogar o público em uma montanha – russa reunindo os personagens de Dwayne Johnson e Jason Statham dois anos depois dos eventos de “Velozes 8”. Um vírus letal está desaparecido e chega às mãos de Hattie (Vanessa Kirby), agente do MI6 em missão. Acontece que ela é irmã mais novas de Deckard Shaw (Statham), e alvo do vilão Brixton (Idris Elba), um super soldado de força ampliada, que como o próprio afirma o faz um “Superman negro”. Claro que em meio a essa explosão de testosterona, o filme tem espaço para o poder feminino. A personagem de Vanessa Kirby não é uma dama em perigo, mas uma espiã com atitude e inteligência, sem mencionar as passagens em cena da dama Helen Mirren, reprisando seu papel de Sra Shaw, e da atriz, cantora e modelo mexicana Eiza Gonzales adicionando tempero latino com sua Madame M.

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            O roteirista Chris Morgan, também responsável pelos outros filmes da franquia, entrega um entretenimento esperado pelo público alvo, com ação e humor e dois protagonistas que se toleram por conta da situação mas que não perdem a oportunidade de trollar um ao outro. O diretor David Leitch entrega um filme recheado de ação, linguagem que já mostrou dominar em “John Wick” com Keanu Reeves (embora não creditado), “Atômica” com Charlize Theron e “Deadpool” com Ryan Reynolds.

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          Claro que quando se fala de “Velozes & Furiosos” espera-se cenas estonteantes como a chuva de carros em “Velozes 8” ou carros saltando de paraquedas como em “Velozes 7”. Não é diferente desta vez e o público vai delirar ao ver os músculos de Dwayne Johnson tentar segurar um helicóptero ou Jason Statham em coreografias de luta que fazem ambos parecerem super heróis, afinal de contas o filão continua alto em Hollywood e atrai bilheterias impressionantes. Mas não espere abuso de tecnologia digital e tela azul, Leitch garante que tudo foi filmado com técnicos e dublês como a eletrizante perseguição de moto com Idris Elba, de tirar o fôlego. O filme ainda acrescenta aquele elemento de família que perpassa a franquia Velozes quando a ação leva a dupla de parceiros relutantes a uma ilha da Polinésia, raiz dos antepassados de Dwayne e palco do desfecho da história. O próprio Dwayne garantiu que atores asiáticos fossem escalados, além do lutador de WWF Joe Anoa’i em seu primeiro papel no cinema.

             Foi notório que ocorreram desentendimentos entre Diesel (produtor executivo da franquia) e Johnson. Conta-se que os desentendimentos teriam começado quando os produtores da Universal se decidiram por um filme centrado nos personagens de Johnson e Statham, levando Vin Diesel a faltar às filmagens e até a reduzir o espaço em cena dos dois atores em “Velozes 8”. O fato é que com a decisão do estúdio de investir primeiro em “Hobbs & Shaw” e a deixar o próximo Velozes para 2021 provocou uma cisão no clima de “família” da série.  Esqueça, no entanto, que Diesel tenha anunciado “Velozes 9” sem Johnson ou Statham. Esqueça também a lógica ou qualquer traço de verossimilhança. Acelere e se divirta, e já vai ter valido a pena a ida ao cinema.

GRANDE ESTREIA : MEGATUBARÃO

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THE MEG. EUA 2018. DIR: JOHN TURTELTAUB. COM JASON STATHAM, BINGBING LI, MASI OKA, RUBY ROSE. SUSPENSE/AVENTURA.

Sejamos sinceros já foram incontáveis filmes de tubarão (Vide matéria abaixo) e o melhor continua sendo o filme de 1974 de Steven Spielberg. Em meio a coisas rídiculas como “Sharknado” tivemos boas tentativas como “Águas Rasas” e “Medo Profundo” recentemente. O filme de Jon Turteltaub (A Lenda do Tesouro Perdido) não foge aos clichês, mas se rende a eles. Não digo como demérito mas como apreciação da diversão pretendida.

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Claro que o livro de Steven Alten, publicado em Julho de 1997, tem muitos méritos e conseguiu se destacar entre a vasta literatura do gênero, apesar de liberdades poéticas como mostrar dinossauros co-existindo com o megalodonte, pertencentes a períodos pré históricos bem distintos.  Se Hollywood vai filmar os outros 7 livros restantes é preciso esperar pelo resultado da bilheteria. O famigerado site “Rotten Tomatoes” deu 50% de aprovação mostrando uma crítica dividida.

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Jason Statham faz o papel do herói destemido, o biólogo e mergulhador profissional Jonas Taylor, que ajudar um grupo a caçar o tubarão pre-histórico (de 30 metros) encontrado nas fossas Marianas, uma das maiores fenda submarinas, ainda inexplorada na vida real. Sim, há um embasamento cientifico para a história do filme, mas apenas superficial pois estamos diante de um filme de aventura e ação. Momentos de humor aliviam a trama, mas esta falha em criar a mesma tensão que o clássico de Spielberg apesar de obvias homenagens a este. O projeto levou 20 anos para se concretizar e nos traz uma boa diversão para o fim de semana.

TUBARÕES NO CINEMA

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SPIELBERG NA BOCA DE BRUCE

                   O cinema nunca se cansa de mostrar filmes sobre tubarões. Não importa o quanto os biólogos tentem defendê-lo, o cinema cuidou de explorar bem o medo inconsciente que temos desse predador que vive há aproximadamente 400 milhões de anos em nossos mares. Nas telas ele protagoniza praticamente um sub- gênero do típico filme de monstro, o que mostra o quanto o público está disposto a ver pessoas sendo devoradas por esse vilão marinho.

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BRUCE ENFRENTA ROY SCHEIDER

                 Mesmo que mais de 200 espécies de tubarão estejam sob o risco de extinção, de acordo com a “International Shark Foundation”, eles estão no topo da cadeia alimentar e nós estamos no topo do cardápio. Assim o cinema e a Tv fizeram tudo para vilanizá-lo mostrando tubarões gigantes, tubarões inteligentes e tubarões vingativos. Peter Benchley enriqueceu com o livro “Tubarão” (Jaws), a história de um grande branco que ataca as praias da fictícia Amity, ilha na costa leste dos Estados Unidos. Adaptado ao cinema, este tornou o nome de Steven Spielberg mundialmente conhecido, abocanhando as bilheterias e inaugurando para uma geração o conceito de blockbuster de verão. Seu filme seguiu a cartilha hithcockiana de mostrar pouco e sugerir muito, estimulando a imaginação com o tema de duas notas de John Williams. Foi uma forma criativa de disfarçar as deficiências técnicas de Bruce, o tubarão mecânico batizado pelo diretor com o nome de seu advogado, um monstro sorrateiro que não faz concessões, movido por uma fome insaciável: O peixe ou o advogado ?! Ainda mais voraz é a fome de lucro dos produtores que realizaram mais 3 sequências, nenhuma das quais dirigidas por Spielberg: “Tubarão 2” (1978) repetiu Roy Scheider a contragosto no papel do Chefe Brody; “Tubarão 3” (1983) em 3D que acentua ainda mais suas deficiências, e “Tubarão IV – A Vingança” (1987) que trouxe de volta Lorraine Gary, do elenco original, quando  o tema já estava desgastado. O único desses que consegue trazer alguma informação respeitosa é o filme de 1978 quando o Chefe Brody comenta que os Tubarões seguem sensorialmente os impulsos elétricos dos corpos em movimento na água. Entre todos o filme de Spielberg se mantém superior a todos, uma envolvente história ainda capaz de mexer com o público.

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BRUCE SEM A MAGIA DA CÂMERA DE SPIELBERG

               Até lá, no entanto, claro que outros estúdios invadiram essa praia e investiram em filmes B. Em 1976 “Mako – O Tubarão Assassino” (Mako – The Jaws of Death) mostrava um homem com o poder de se comunicar com um tubarão dessa espécie hoje ameaçada pela caça predatória. Outro caso curioso é a co-produção anglo-mexicana “Tintorera” (1977) baseado no livro do oceanógrafo Ramón Bravo. O nome de origem espanhola se refere ao tubarão-tigre, que despertou o interesse de Bravo que observou como estes peixes ficam em estado adormecido no fundo do mar em “Isla Mujeres” no Caribe. O ataque da referida espécie é secundário, já que o filme dirigido por Rene Cardona Jr está mais para uma aventura erótica destacando os corpos curvilíneos das atrizes Susan George e Fiona Lewis. Na época, o filme foi bem popular aqui no Brasil, além de ter se tornado parte da coleção particular do renomado Quentin Tarantino que o exibiu no 8ª Festival Internacional de Filmes de Morella, no México.

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Tintorera

             Outra pérola que nadou por essas águas foi o italiano Enzo Castellari em “O Último Tubarão” (L’Ultimo Squalo) de 1981. Este não se preocupou em disfarçar o plágio em cima do filme de Spielberg. O ator James Francisco interpreta um personagem chamado de Peter Benton (semelhança com Benchley não é mera coincidência), o mesmo papel de Roy Scheider, da mesma maneira que Vic Morrow faz o experiente pescador tal qual Quint (Robert Shaw) no filme de 1975. Todos os momentos icônicos do filme original são absurdamente imitados, até a maneira como o peixe é morto. Com isso tudo, o filme de Castellari foi proibido de ser exibido nos Estados Unidos, embora possa ser facilmente encontrado no You Tube ou à venda pela Amazon. Diferente do filme de Spielberg, o filme de Castellari é, no mínimo, risível usando um tubarão mecânico ainda mais tosco que Bruce. Dando um sabor brasileiro, ainda tivemos uma paródia brasileira: “Bacalhau”, de 1975, dirigida por Adriano Stuart e estrelado por Helio Souto e Mauricio do Vale. Essa pérola de nossa cinematografia mostra uma cidade no litoral paulista atacada pelo peixe do título. O bacalhau usado nas filmagens ainda traz a marca “Made in Ribeirão Preto”.Surpreendentemente foi um dos filmes brasileiros de maior bilheteria em 1976.

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NOSSA VERSÃO BRASILEIRA

            Na segunda metade da década de 70 ainda tivemos variações no tema “monstros aquáticos” enfurecidos. A mais notável é a paródia assumida de Joe Dante “Piranha” (1978) que ganhou duas refilmagens: uma em 1995 e outra em 2010. Ainda tivermos a baleia azul de “Orca – A Baleia Assassina” (Orca The Killing Whale) de 1977 e o polvo gigante da produção italiana “Tentáculos” (Tentacoli) no mesmo ano. Quando já se pensava que o mar seria seguro, os produtores arranjavam um jeito de atrair o público, mas o efeito final está mais para o ridículo. Em tempos mais recentes tivemos tubarões inteligentes (Deep Blue Sea), habitantes das areias (Sand Shark) fora as inusitadas versões de TV que constantemente aparecem na telinha como “Tubarão Fantasma” (Ghost Shark) ou “Sharkanado” e suas inacreditáveis sequências, todas realizadas pelo sci-fi channel.

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O ÚLTIMO TUBARÃO

            Quando a pergunta é se ainda há espaço para alguma produção respeitosa sobre esses animais, merece menção o caso de “Águas Rasas” (The Shallows) de 2016, que tornou-se uma grande sucesso de bilheteria. O filme de Jaume-Collet Serra serviu como “Tubarão” de uma nova geração, trocando o modelo mecânico pela computação gráfica. Eficiente suspense com sua abordagem psicológica, o filme mostrou um fato no mínimo questionável quando a personagem de Blake Lively nada no meio de águas-vivas sugerindo que o tubarão branco teria medo destas mesmo tendo uma pele extremamente grossa. Ainda tivemos ano passado “Medo Profundo” (47 Meters Down) onde duas irmãs ficam presas em uma gaiola no fundo do mar em águas infestadas de tubarões. Fala-se até de uma provável sequência a ser filmada no Brasil, e agora o “MegaTubarão” (The Meg) com Jason Statham.

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ÁGUAS RASAS

           Feras desalmadas, devoradores, ou animais vulneráveis, mal-compreendidos, vítimas da má-propaganda de Hollywood, não importa pois as pessoas parecem não perder o interesse por eles sendo notável o acesso às mídias digitais que perpetuam filmagens e relatos de ataques. Certamente virão mais filmes já que o filão constantemente se renova com o público. Admito ainda assim, eu nunca consigo ir à praia e entrar na água sem que em minha mente eu ouça aqueles os tensos acordes daquelas notas. Tudo culpa de John Williams, Peter Benchley e Steven Spielberg. Boa diversão e bom apetite !

TRAILLERS: MEGATUBARÃO

MEGATUBARÃO (THE MEG) EUA 2018. DIR: JOHN TURTELBAUB. COM JASON STATHAM, RUBY ROSE, LI BINGBING, CLIFF CURTIS. ESTREIA PREVISTA PARA 9 DE AGOSTO, ESTE FILME DE AÇÃO E SUSPENSE QUE REVISITA O CLÁSSICO DE SPIELBERG MISTURADO A “JURASSIC PARK”. NELE UM EXPERIENTE MERGULHADOR É CONTRATADO POR UM OCEANOGRAFO QUANDO DESCOBREM UM MEGALODON VIVO. UM MEGALODON É UM TUBARÃO PRE HISTORICO, DE GRANDES DIMENSÕES (MAIS DE 20 METROS). O PROJETO EXISTE DESDE 2006 ADAPTADO DO LIVRO DE STEVE ALTEN. PUBLICADO ORIOGINALMENTE EM 1997. PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DA WARNER BROTHERS.

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REVENDO A FRANQUIA : A VOLTA DOS FURIOSOS.

 the-fast-and-the-furious-2001.jpg              Impressionante como há dezesseis anos o público continua acelerando com a franquia “Velozes & Furiosos”, uma das mais rentáveis para a indústria do cinema, sobrevivendo a idas e vindas do elenco, tramas recicláveis, ainda que divertidas, e mesmo à morte de Paul Walker, um dos protagonistas. Curioso que todo esse sucesso de bilheteria tenha vindo de forma despretensiosa. Quando o primeiro filme foi feito em 2001, dirigido por Rob Cohen, tanto Vin Diesel quanto Paul Walker eram desconhecidos. Diesel tinha tido uma ponta em “O Resgate do Soldado Ryan” (Saving Private Ryan), de 1998, e protagonizou “Eclipse Mortal” (Pitch Black) em 2000. Já Paul Walker vinha de papéis na Tv e alguns menores no cinema como em “A Vida em Preto & Branco” (Pleasantville) de 1998. O orçamento estimado em torno de US$ 38 milhões gerou um lucro maior que o triplo só no mercado interno norte-americano. Diesel & Walker ganharam o prêmio de melhor dupla no MTV Awards daquele ano, mostrando o quanto a geração videoclip aprovou o clima do filme com seus motores envenenados, cores berrantes e … roteiro raso. As cenas de ação empolgaram com mais de 1.500 veículos na cena da corrida que teve a adesão de pilotos reais. Desde então, não dava para se levar a sério o plot de um agente infiltrado na gangue de durões de Dominic Toretto, ao som do hip hop. Sem nenhuma preocupação com os diálogos, o filme é conduzido para a ação inebriante dos rachas, tão insano quanto o segundo episódio do desenho do “Pica Pau” (The Screwdriver), de 1941.

PICA PAU RACHADOR

              Em 2003, o diretor John Singleton foi contratado para uma sequência e “+ Velozes + Furiosos” (2 Fast 2 Furious) sem Diesel mas com Paul Walker reprisando seu papel de Brian O’Conner. A Universal chegou a ter dois roteiros diferentes para o filme, sendo um destes com o personagem de Toretto caso Vin Diesel retornasse. Apesar da bilheteria ter sido regular, o filme chegou a ser indicado para o Framboesa de Ouro. O diretor tailandês Justin Lin (o mesmo que dirigiu o último Star Trek) injetou sangue novo diante das recusas de Diesel e Walker para retornarem em “Velozes & Furiosos: Desafio em Toquio” (The Fast & The Furious: Tokyo Drift) de 2006. Apesar de uma ponta de Diesel, o plot se desenrola independente dos eventos dos primeiros filmes e investe em uma ação inócua que mesmo a mudança de ares não ajuda. Apesar de ter seus admiradores, esse terceiro filme perde de longe para qualquer episódio do clássico anime “Speed Racer”.

GAL FURIOSOS

GAL GADOT – A MULHER MARAVILHA

              A partir de 2009,  no quarto filme “Velozes & Furiosos 4” (Fast & Furious), a dinâmica do filme muda o tom fazendo dos modernos robin hoods uma grande família, com o acréscimo da personagem Gisele, estreia da atriz Gal Gadot, a Mulher Maravilha do vindouro filme. Outra mudança é o que o personagem Brian O’Conner retoma sua vida no FBI no começo do filme, só para no final se juntar à família de Toretto, assumindo uma vida ao lado de Mia (Jordana Brewster). A bilheteria milionária aponta novas sequências, e os salários de Diesel e Walker os torna estrelas dos blockbusters hollywoodianos. Mas, com a morte da personagem Letty (Michelle Rodriguez) e com o personagem de Walker definitivamente do lado dos foras-da-lei, seria necessário reabastecer para seguir adiante. Assim o reforço chegou com a adesão do popular Dwayne Johnson como o agente do F.B.I Luke Hobbs, novo perseguidor do grupo. De acordo com Vin Diesel, o papel foi pensado para Tommy Lee Jones, mas uma fã chamada Jan Kelly teria sugerido o nome de Johnson. O filme em questão “Velozes & Furiosos 5: Operação Rio” (Fast Five) trouxe as filmagens para o Brasil com locações no Morro Dona Morta e Copacabana.

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         Contudo, as filmagens acabaram se desenrolando em Porto Rico para baratear os custos, o que eliminou uma sequência inicialmente prevista de perseguição na Ponte Rio Niteroi. Se desde o início, as peripécias sobre rodas já eram irreais, a partir daqui elas passam a dar inveja nas proezas mais mentirosas de um filme de 007. Carros voam, cofres são arrastados pelas ruas entre outras inverossimilhanças, faltando só os carros falarem como no seriado “A Super Máquina”. Com aprovação de 78% do Rotten Tomatoes, seria lógico prever que a franquia aceleraria em velocidade turbo, com Diesel passando ao cargo de produtor executivo dos filmes, e resgatando a personagem Letty (Michelle Rodrigues) em “Velozes & Furiosos 6” (Fast & Furious 6) de 2010, também dirigido por Justin Lin.

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             Agora o personagem de Hobbs faz um pacto de mutua ajuda com a família de Toretto para enfrentarem o vilão Owen Shawn, interpretado por Luke Evan, o Gaston do recente “A Bela & A Fera” (Beauty & The Beast).  Com a bilheteria milionária no mundo e diversidade de merchandising levando o filme para o universo dos games, nada mais natural que a Universal quisesse um sétimo filme, que apesar de ter tido seu lançamento atrasado devido á trágica morte de Paul Walker teve desempenho satisfatório nas bilheterias. “Velozes & Furiosos 7” (Fast & Furious 7) teve a direção de James Wan (de “Invocação do Mal” e do vindouro “Aquaman”) e o vingativo vilão Deckard Shawn, na pele de Jason Statham, inglês astro dos filmes de ação. O elenco ainda teve o acréscimo de Kurt Russell e da ex campeã de MMA Ronda Rousey. O resultado foi uma recepção bem favorável do público e de sites como o Metacritic e o Rotten Tomatoes, celebrando esse show de testosterona temperado com humor para suavizar a despedida de Paul Walker realizada com auxílio de seus irmãos e truques digitais.

               A chegada do oitavo filme não causou surpresa e Diesel promete ainda mais dois filmes, o que seguindo a formula de sucesso da franquia, não é difícil acreditar que ainda não é hora de frear.

 

 

 

ESTREIAS DA SEMANA: 13 DE ABRIL DE 2017

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(The Fate of the Furious ) EUA 2017. Dir:F. Gray Gray.  Com Vin Diesel, Dwayne Johnson, Michelle Rodriguez, Jason Statham, Charlize Theron, Helen Mirren, Tyrese Gibson, Kurt Russell, Scott Eastwood, Luke Evan. Ação.

Confesso que duvidei muito de como a franquia “Velozes & Furiosos” seguiria após a morte de Paul Walker. Parece que os roteiristas Chris Morgan e Gary Scott Thompson encontraram um artifício (não se preocupem não darei spoilers) que é justamente o motivo misterioso que fará Dominic Toretto (Diesel) abandonar a lua de mel com Letty (Michelle Rodriguez) e trair sua família ao se aliar a uma cyber terrorista, a belíssima Cipher (Charlize Theron. Para impedir Dom de se apropriar de ogivas nucleares, Letty convoca todo o grupo, o que inclui Luke Hobbs (Dwayne Johnson), o sorridente Mr.Nobody (Kurt Russell) e os irmãos Shaw (Luke Evan e Jason Statham), reforçados pela mãe destes, uma participação pequena porém memorável de Helen Mirren. Com a saída dos personagens de Paul Walker e Jordana Brewster, o elenco dos furiosos ainda recebe o acréscimo do piadista Little Nobody (Scott Eastwood). A franquia “Velozes & Furiosos” é do tipo ame ou odeie, mas sua popularidade é inegável, bem como o clima de absurdo das sequências de ação, que agora inclui chuva de carros e uma perseguição de um submarino aos carros. O humor, outra característica da franquia, está de volta como nas farpas trocadas entre os personagens de Dwayne Johnson e Jason Statham. Respire fundo e mergulhe na ação desenfreada, ao menos serve de descompromissado escapismo, assim como nos filmes anteriores nada é sério demais, mas a figura de uma família como centro da ação permanece. Aproveitando a volta do blogcineonline, sugiro que leiam o artigo que recapitula os filmes predecessores da franquia, isto é, se a velocidade não te deixar atordoado.

 

ESTREIAS DA SEMANA : 6 DE OUTUBRO

 

ASSASSINATO A PREÇO FIXO 2- A RESSURREIÇÃO

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(Mechanic : Ressurrection) EUA 2016. Dir: Dennis Gansel. Com Jason Statham, Jessica Alba, Tommy Lee Jones, Michelle Yeoh. Ação.            

Arthur Bishop, matador profissional, que deixar sua vida antiga para trás mas é desafiado a realizar três assassinatos impossiveis de se realizar. O ator inglês retoma seu personagem do filme de 2011, que não nenhum fenômeno de bilheteria, logo surpresa que tenha ganhado sequência. O primeiro filme também era refilmagem do filme homônimo de 1972, estrelado por Charles Brosnon. Essa nova aventura conta com o carisma de Jason Staham, que ano que vem retoma o papel de Deckard Shaw em “Velozes & Furiosos 8”. Esse segundo “Mechanic” teve cenas filmadas na Tailândia  e no Rio de Janeiro, com direito a sequência no Pão de Açucar.

É FADA

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Bra 2016. Dir> Chris D’Amata. Com Kéfera Buchanan, Klara Castanho. Comédia & Fantasia.

Veículo para a youtuber Kéfera como uma fada desastrada que procura ajudar adolescente a se tornar garota popular na escola. O filme é adaptação do livro de Thalita Rebouças “Uma fada veio me visitar”

FESTA DA SALSICHA

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(Sausage Party) EUA 2016. Dir: Conrad Vernon & Greg Tiernan. Vozes de Jonah Hill, Edward Norton, James Franco, Paul Rudd. Animação.

Uma salsicha cai em um carrinho de supermercado e vai parar no mundo exterior. A aventura desta é voltar para seu lar, na prateleira do mercado e descobrir suas origens. A animação ganha na dublagem brasileira as vozes dos comediantes do grupo Porta dos Fundos. O que o título traduzido não explica é que, em inglês, Sausage Party significa uma festa frequentada só por homens. Não é muito adequado para crianças, na verdade é voltada para o público adulto repetindo o elenco do filme “É O FIM”, ou seja com piadas que não se preocupam em soar suaves para o público.

A MALDIÇÃO DA FLORESTA

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(The Hallow) EUA 2016. Dir: Corin Hardy. Com Bojana Novakovic, Joseph Mawle, Michael Smiley. Terror.

Exibido com sucesso no festival de Sundance do ano passado, o filme que foi originalmente chamado de “The Woods” chega às nossas telas no mês do Halloween. Uma familia se muda para uma fazenda abandonada na Irlanda e sê cercada de eventos sobrenaturais mas, ainda assim, insistem em ficar contrariando os alertas dos moradores da região.

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PRIMEIRA IMAGEM: VELOZES & FURIOSOS 8

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DIVULGADA A PRIMEIRA IMAGEM DE “VELOZES & FURIOSOS 8” (FAST 8) ANUNCIADO PARA ABRIL DE 2017. APÓS O FALECIMENTO DE PAUL WALKER, A FRANQUIA SEGUE COM A VOLTA DE DWAYNE JOHNSON, VIN DIESEL, JORDANA BREWSTER, MICHELLE RODRIGUEZ, KURT RUSSELL, JASON STATHAM ALÉM DA CHEGADA DE NOVOS NOMES COMO SCOTT EASTWOOD, HELEN MIRREN & CHARLIZE THERON. A IMAGEM DIVULAGADA COM THE ROCK EM TRAJE DE PRISIONEIRO DESPERTA PERGUNTAS. O FILME SERÁ O PRIMEIRO A SER FILMADO EM CUBA.