ESTREIA : STAR TREK SEM FRONTEIRAS

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Há sete anos  J.J. Abbrams recriou a franquia “Star Trek” para uma nova geração sabendo se conectar com décadas de cronologia que intimidava novos fans.  Mostrar os dias de Kirk, Spock e toda a tripulação original da Enterprise já havia sido considerado antes e Abbrams, vindo de bem sucedida carreira na Tv (Lost, Fringe), rejuveneceu não apenas os icônicos papeis da clássica série de Tv criada há 50 anos por Gene Roddenberry, mas uma das mais lucrativas sagas de ficção cientifica.

STAR TREK BEYOND

Star Trek Beyond†(2016) Left to right: Sofia Boutella (plays Jaylah) and Simon Pegg (plays Scotty)

Depois de dois filmes mergulhados na ação mas com um tom bastante sombrio, o terceiro filme dessa nova realidade resgata ainda mais o espírito aventureiro que marcou essa jornada pelas estrelas com o roteiro escrito por Doug Jung e Simon Pegg (o Scotty) que coloca a Enterprise atacada por uma espécie desconhecida liderada pelo implacável Krall (Idris Elba), um antagonista que não deixa nada a dever ao Khan de Benjamim Cumberbatch no filme anterior. O elenco ainda recebe reforço de Jay Lah (Sofia Boutella) – seu nome foi criado como referência a Jennifer Lawrence – uma guerreira albina que se alia a Kirk e Spock. O tom de ação é bem temperado com humor e até mesmo emoção sendo esse a despedida de Anton Yelchin, o Chekov,               que morreu recentemente em um trágico acidente de carro e Leonard Nimoy, Spock Prime, cuja ausência é profundamente sentida.

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Justin Lin, que dirigiu filmes da franquia “Velozes & Furiosos” faz um ótimo trabalho, seu primeiro no gênero, com um orçamento de US$ 185 milhões aprovado pela crítica. O filme não perde o fôlego ao equilibrar referências à série original como a nave USS Franklin sendo segurada por uma mão verde gigante, o que aconteceu no episódio “O Lamento por Adonis”  e a estação espacial Yorktown é o mesmo nome dado por Gene Roddenberry à nave que seria rebatizada depois de “Enterprise”. Até mesmo a nave USS Stargazer, a primeira nave do Capitão Jean Luc Picard de “A Nova Geração”, é mencionada. É sentida a ausência da Dra Carol Marcus (Alice Eve) que havia se unido à tripulação da Enterprise ao final do filme anterior. Nada e explicado ficando a impressão de que simplesmente preferiram se concentrar nos demais personagens e na recém chegada Jay Lah.

Mesmo não sendo um trekkie, “Star Trek :Sem Fronteiras” consegue ser uma divertida aventura no espaço que mantém a mensagem original da série: A de buscar o melhor da humanidade, uma utopia inspiradora que nos leva onde ninguém jamais esteve.

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