GRANDE ESTREIA: X MEN FÊNIX NEGRA

          Este ano o gênero super herói teve um excelente encerramento com “Vingadores Ultimato”. Esse novo filme dos heróis mutantes, o sétimo da franquia da FOX iniciada em 2000, não trilha o mesmo caminho por muitos motivos: A compra da FOX pela Disney, as refilmagens e adiamentos seguidos, a condensação de uma saga que caberia em uma trilogia dentro de cerca de 1 hora e 53 minutos de projeção e o fato de que é uma segunda adaptação.

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           Em 2006 Bryan Singer trocou o terceiro filme da franquia pela oportunidade de fazer “Superman Returns” para a Warner. Brett Ratner assumiu o comando do terceiro filme da equipe mutante que mistura elementos da saga da Fênix Negra com o arco de história “Surpreedentes XMen” onde cientistas encontram uma possível cura para a mutação genética. Praticamente eram dois arcos que poderiam ser abordados em filmes separados e com seus respectivos atrativos diluídos de tal forma que o resultado acabou sendo desastroso. O curioso é que o roteiro desse capítulo 3, batizado “The Last Stand”, foi escrito pelo mesmo Simon Kinberg que agora assina a história e a direção de “Dark Phoenix”. Parece pouco sensato revisitar a mesma história, insistindo no mesmo erro de aproveitar uma pequena premissa de uma história maior, e uma das melhores vinda dos quadrinhos desses populares heróis criados em 1963 por Stan Lee e Jack Kirby.

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        Para quem é leitor de longa data da Marvel sabe que a natureza dos personagens foi mudada em favor de estrategias do mercado cinematográfico. Mística aparece como a líder da equipe já que Jennifer Lawrence é uma estrela de primeira grandeza nas telas, e assim como a trilogia inicial, resta pouco ou quase nada para Ciclope ou Tempestade, até porque suas inserções no filme anterior “X Men Apocalipse” (2016) foram mal planejadas em um filme cheio de equivocos apesar de trazer no elenco James MacAvoy e Michael Fassbender, excelentes em seus papeis antagônicos de Xavier e Magneto.

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         Sophie Turner (que recentemente também se despediu de sua personagem de “Game of Thrones”) veste bem sua personagem, herdada de Famke Jansen, mas sofre com um roteiro que não aproveita nem 20 por cento da história original, uma saga com todos os elementos atrativos do gênero, que se fosse bem adaptada se iguala a saga de Thanos. Nos quadrinhos o arco começou quando Chris Claremont assume as histórias dos X Men em 1975, a principio com os desenhos de Dave Cockrum, e depois com o artista John Byrne. O que eles fizeram foi explorar todo o potencial de Jean Grey, a primeira heroína mutante, que a principio atendia pelo nome de Garota Marvel. Seus poderes mentais alcançam escala cósmica quando Jean salva os seus companheiros de equipe de uma aventura no espaço quando entra em contato com a força Fênix, uma entidade super poderosa. Transformada na Fênix, Jean salva o universo da destruição total por uma galáxia de neutrons, quando os mutantes são enviados à distante galáxia Shiar. Seu heroísmo acaba levando à premissa de que se o poder corrompe … bom, influenciada pelo Mestre Mental, membro do Clube do Inferno, uma sociedade secreta, Jean vai se tornando cada vez mais descontrolada até finalmente assumir-se como a Fênix Negra. Jean viaja para outra galáxia, mergulha em uma estrela consumindo-a, assim como toda a vida no setor. O que se segue é uma batalha épica aprofundada pelo dilema que questiona se a vida de um é mais importante que a vida de bilhões.

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             Impossível esquecer o impacto do arco de 1980 (Uncanny X Men #129 / #138)  que no Brasil chegou ao seu clímax nas páginas de “Grandes Heróis Marvel #7” , da Editora Abril em fevereiro de 1985. Lembro bem do choque em ver o corpo de Jean sem vida nos braços de seu amado Ciclope. Justamente por ter sido um arco longo os leitores se envolveram de tal forma que era impossível não sentir o pesar de Ciclope ou o desespero de Xavier para tentar salvar sua pupila, devidamente anunciada na época como a maior história de todos os tempos.

         No filme de Simon KInberg a trilha sonora ficou a cargo de Hans Zimmer, que foi responsável pelos temas de Batman, Superman, Homem Aranha e Mulher Maravilha. Zimmer já havia anunciado que não pretendia trabalhar mais com filmes de super herois mas foi convencido por Kinberg a voltar atrás. Curiosamente, o filme acontece no ano de 1992, mesmo ano de lançamento da série animada dos X Men, que fez melhor adaptação da saga da Fênix Negra. Não procurem por Wolverine pois o personagem não é usado já que Hugh Jackman já se aposentou oficialmente do papel depois de Logan (2017). Jessica Chastain faz o papel misterioso, aparentemente tentando influenciar Jean tal qual o Mestre Mental nas hqs originais. O filme será o último da franquia que certamente será rebootada pelo MCU dentro de alguns anos. Por isso, melhor se preparar para a despedida, para a morte de personagens, mas lembrando sempre que de acordo com a lenda, a Fênix renasce das cinzas.

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ESTREIAS DA SEMANA: 1º DE MARÇO DE 2018

OPERAÇÃO RED SPARROW

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(Red Sparrow) EUA 2017. Dir: Francis Lawrence. Com Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Charlotte Rampling, Mary Louise Parker, Jeremy Irons. Thriller.

Na espionagem russa, “Pardal” é o codinome de um agente bem treinado na arte da sedução e da traição. Assim é preparada a ex-bailarina interpretada por Jennifer Lawrence, uma das atrizes mais quentes do momento, Enviada em uma missão ela se enolve com um agente da CIA (Edgerton) iniciando um joggo onde o sexo é só mais uma arma para descobrir segredos e desestabilizar o equilibrio de forças no globo. Dito assim, em, linhas gerais, SEM SPOILERS, passa ser apenas mais um entre tantos filmes do gênero, e realmente é. Se você se lembrar de “Atômica” ano passado (com Charlize Theron), o filme “Operação Red Sparrow” é bem diferente em sua linha narrativa, mais arrastado, com pouca ação e se desenrolando intencionalmente para confundir. Claro que ajuda o fato de ser o primeiro filme a trazer Jennifer Lawrence como esta veio ao mundo, e talvez assim desviar a atenção para certos detalhes de verossimilhança como o fato de que Dominika é enviada a uma missão de importância muito grande com pouco tempo de treinamento. Claro, que ainda pode ser atraente para os fãs de tramas mais lentas, sem o ritmo de super herois das hqs. O filne é adaptado do livro homônimo de Jason Mathhews, agente aposentado da CIA, sendo o primeiro de uma trilogia, que claro só irá para frente se este der bilheteria.

A MALDIÇÃO DA CASA WINCHESTER

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(Winchester) EUA 2017. Dir: Michael Spierig & Peter Spierig, Com Helen Mirrenm Hason Clarke. Terror.

Baseado levemente em fatos reais por se tratar de uma casa mal-assombrada de verdade. Neste caso tida como uma das mais assustadoras, um verdadeiro labirinto com 160 quartos, herança da famílai que criou o rifle Winchester (Alguem lembra da letra de “Faroeste Caboclo? … ela trazia a Winschester 22 …), e por isso é amaldiçoada pelos fantasmas das vítimas da referida arma. Helen Mirren, em seu primeiro filme do gênero, vive Sarah a herdeira dos Winchester que recebe a visita de um psiquiatra cético (Clarke), que aos poucos vai ter suas convicções postas à prova, A verdadeira casa é aberta à visitação do público e fica em São Jose, na California.

NAS BANCAS CHEGOU “CONHECIMENTO PRÁTICO: LITERATURA 69”

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AMIGOS DO BLOG, CHEGOU ÀS BANCAS A NOVA EDIÇÃO DA REVISTA “CONHECIMENTO PRÁTICO LITERATURA”. A MATÉRIA DE CAPA É A TRAJETÓRIA DE BOB DYLAN, QUE ANO PASSADO RECEBEU O PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA. NESTA EDIÇÃO EU SOU O AUTOR DA MATÉRIA SOBRE”DISTOPIAS NA LITERATURA & NO CINEMA”. OBRAS COMO “MAZE RUNNER”, “DIVERGENTE” E “JOGOS VORAZES” SÃO COMENTADAS JUNTO A CLÁSSICOS DESSE GÊNERO RIQUÍSSIMO QUE SEMPRE RENDE BOAS HISTÓRIAS. A EDIÇÃO AINDA TEM “ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS”, CLÁSSICO DE LEWIS CARROL E A POESIA DE ÁLVARES DE AZEVEDO ENTRE OUTROS ARTIGOS. GOSTARIA DE FECHAR ESSA POSTAGEM AGRADECENDO AO EDITOR DARIO CHAVES, QUE ENCERROU SUA PASSAGEM PELA REVISTA LITERATURA COM CHAVE DE OURO. DARIO, SEU PROFISSIONALISMO E COMPETÊNCIA LEVOU ESSA REVISTA A UM PATAMAR DE EXCELÊNCIA. MUITO OBRIGADO POR TUDO E QUE DEUS ABENÇOE NOVOS CAMINHOS PARA VOCÊ.

ESTREIA : STAR TREK SEM FRONTEIRAS

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Há sete anos  J.J. Abbrams recriou a franquia “Star Trek” para uma nova geração sabendo se conectar com décadas de cronologia que intimidava novos fans.  Mostrar os dias de Kirk, Spock e toda a tripulação original da Enterprise já havia sido considerado antes e Abbrams, vindo de bem sucedida carreira na Tv (Lost, Fringe), rejuveneceu não apenas os icônicos papeis da clássica série de Tv criada há 50 anos por Gene Roddenberry, mas uma das mais lucrativas sagas de ficção cientifica.

STAR TREK BEYOND

Star Trek Beyond†(2016) Left to right: Sofia Boutella (plays Jaylah) and Simon Pegg (plays Scotty)

Depois de dois filmes mergulhados na ação mas com um tom bastante sombrio, o terceiro filme dessa nova realidade resgata ainda mais o espírito aventureiro que marcou essa jornada pelas estrelas com o roteiro escrito por Doug Jung e Simon Pegg (o Scotty) que coloca a Enterprise atacada por uma espécie desconhecida liderada pelo implacável Krall (Idris Elba), um antagonista que não deixa nada a dever ao Khan de Benjamim Cumberbatch no filme anterior. O elenco ainda recebe reforço de Jay Lah (Sofia Boutella) – seu nome foi criado como referência a Jennifer Lawrence – uma guerreira albina que se alia a Kirk e Spock. O tom de ação é bem temperado com humor e até mesmo emoção sendo esse a despedida de Anton Yelchin, o Chekov,               que morreu recentemente em um trágico acidente de carro e Leonard Nimoy, Spock Prime, cuja ausência é profundamente sentida.

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Justin Lin, que dirigiu filmes da franquia “Velozes & Furiosos” faz um ótimo trabalho, seu primeiro no gênero, com um orçamento de US$ 185 milhões aprovado pela crítica. O filme não perde o fôlego ao equilibrar referências à série original como a nave USS Franklin sendo segurada por uma mão verde gigante, o que aconteceu no episódio “O Lamento por Adonis”  e a estação espacial Yorktown é o mesmo nome dado por Gene Roddenberry à nave que seria rebatizada depois de “Enterprise”. Até mesmo a nave USS Stargazer, a primeira nave do Capitão Jean Luc Picard de “A Nova Geração”, é mencionada. É sentida a ausência da Dra Carol Marcus (Alice Eve) que havia se unido à tripulação da Enterprise ao final do filme anterior. Nada e explicado ficando a impressão de que simplesmente preferiram se concentrar nos demais personagens e na recém chegada Jay Lah.

Mesmo não sendo um trekkie, “Star Trek :Sem Fronteiras” consegue ser uma divertida aventura no espaço que mantém a mensagem original da série: A de buscar o melhor da humanidade, uma utopia inspiradora que nos leva onde ninguém jamais esteve.

X MEN: APOCALIPSE

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Quando Stan Lee e Jack Kirby criaram os X Men o mundo vivia um momento de grandes diferenças sociais. Os Estados Unidos sofriam a turbulência decorrente da luta pelos direitos civis e das questões raciais que dividiam as pessoas. Que melhor metáfora para essa realidade que imaginar seres humanos segregados por nascerem com habilidades tão impressionantes que os colocam à parte da sociedade. São mutantes, são aberrações, são homens X, uma incógnita para representar os perseguidos, os desfavorecidos.

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O VILÃO APOCALIPSE NA CULTUADA ANIMAÇÃO DOS ANOS 90

Se Xavier (James MacAvoy) defende uma convivência pacífica entre o homo sapiens e o homo superior (como são chamados nas HQs os mutantes), Magneto (Michael Fassbender) é o desiludido com a paz e defende a luta armada e a supremacia de seus iguais. Ambos polos tão opostos quanto Martin Luther King e Malcolm X. Eis que surge Apocalipse (Oscar Issac) que assume um papel ainda mais radical defendendo violentamente que somente o mais forte deve sobreviver, ecos Darwinianos que impregnaram a gênese do vilão criado no final dos anos 80 por Louise Simonson no título “X Factor #6” (1986), uma equipe formada pelos primeiros mutantes recrutados por Xavier. O vilão nascido no Egito há milênios é o primeiro mutante nascido no mundo com habilidades transmorfas e imortal. Apocalipse, ou En Sabah Nur,  recruta mutantes para moldar suas mentes e habilidades para se tornarem suas armas ou como são chamados “os quatro cavaleiros do apocalipse” (Peste, guerra, fome e morte) referência aos guerreiros profetizados pelo apóstolo João no livro das Revelações. Tal simbologia é a justificativa para suas ações embasadas em noções distorcidas de pureza e erradicação que se entrelaçam ao caldo criativo das histórias dos X Men. Diferente da HQ original, os quatro cavaleiros do filme de Bryan Singer são Magneto (Fassbender), Psylocke (Olivia Munn), Tempestade (Alexandre Shipp) e Arcanjo (Ben Hardy).

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Assim como nos quadrinhos, Apocalipse já despertou outros vezes e desapontado com o mundo se coloca como juiz, júri e executor da raça humana que oprime os mutantes. Na década de 90, a Marvel Comics publicou o arco de histórias “A Era de Apocalipse” em que o vilão consegue dominar o mundo quando Xavier é morto criando uma linha temporal alternativa. Claro que o novo filme não chegará a abordar esse arco, longo demais. Em vez disso, os eventos seguirão os fatos apresentados após a viagem no tempo de Wolverine (agora com uma participação menor ) em “X Men : Dias de um Futuro Esquecido” (Days of Future Past), o filme anterior. Mais uma vez Mística (Jennifer Lawrence) precisa escolher um lado e sua presença na história ganha uma dimensão ainda maior graças ao prestígio de sua intérprete.

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Entre lutas e discussões superficiais sobre eugenia, “X Men Apocalipse” aproveita a inserção de novos mutantes (Psylocke, Jubileu), versões mais jovens de personagens como Jean Grey (Sophie Turner), Cyclope (Tye Sheridan), Tempestade (Alexandra Shipp) e trazendo a esperada calvice de Charles Xavier (James MacAvoy). O elenco ainda traz personagens que apareceram em “X Men Primeira Classe” (X Men First Class)  como a Dra Moira McTaggart (Rose Byrne) e Destrutor (Lucas Till, anunciado como o novo interprete de MacGyver).

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Claro que o número enorme de personagens pode prejudicar a compreensão dos não iniciados no universo das HQs, mas fazem a alegria dos nerds, como eu, que acompanharam décadas de histórias assinadas por artistas como Chris Claremont, Scott Lobdell, entre outros que desenvolveram conceitos e ideias nascidas da mente de Stan Lee  e Jack Kirby, esses sendo os verdadeiros mutantes com o poder ainda maior, o de criar um universo que saiu das páginas das HQs e ganha vida própria nas telas.

ESTREIAS DA SEMANA: EM CARTAZ A PARTIR DE 18 DE NOVEMBRO

JOGOS VORAZES – A ESPERANÇA: O FINAL

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(The Hunger Games – Mockinjay) EUA 2015. Dir:Francis Lawrence. Com Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Julianne Moore, Woody Harrelson, Natalie Dormer, Liam Hemsworth. Ação.  Quarto e ultimo filme adaptado da popular série escrita pela norte-americana Suzanne Collins recomeça a história do ponto em que o anterior parou, lembrando que o terceiro e último livro foi desmembrado em dois filmes, assim como ocorrera com o último Harry Potter e o último Crepúsculo.  A personagem central da trama, vivida pela talentosa Jennifer Lawrence, conquistou o carinho dos fans e assegurou seu lugar como uma das heroínas mais representativas do cinema contemporâneo. A obra de Collins consegue o mérito de criar explorar uma distopia teen que consegue se conectar com o público mis adulto. A luta de Katniss contra o sistema é a luta do individuo contra qualquer forma de opressão, não somente a políitca, e nessa sub leitura o livro ganha uma dimensão maior que o filme que se foca mais na ação que na filosofia.

Algumas das falas que seriam do ator Philip Seymour Hoffman foram reaproveitadas para o personagem de Woody Harrelsson já que Hoffman falecera sem completar as filmagens.

 

CHATÔ – O REI DO BRASIL

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(Bra 1995) Dir:Guilherme Fontes. Com Marco Ricca, Paulo Bette, Leandra Leal, Walmor Chagas, José Lewgoy. Drama / Biopic

Eu nem acreditei quando soube que finalmente foi lançado esse projeto iniciado há 20 anos e que conta a trajetória de vida de uma figura emblemática de nosso passado, o jornalista e empresário Assis Chateubriand (1892 – 1968). Entre diversas atividades, foi ele quem trouxa a televisão ao Brasil, participou de seu nasci mento como veiculo de comunicação e inaugurou a primeira emissora, a saudosa Tv Tupi. O longo imbróglio judicial que atrasou em décadas o lançamento do filme de estreia do ator Guilherme Fontes na direção. O filme teve seu roteiro adaptado do livro de Fernando Morais, editado pela Companhia das Letras,  que trata dessa figura tão importante, que claro é tratado mais com liberdade poética de que com a pretensão de ser uma obra documental. O filme é uma dramatização, como de costume em filmes biográficos, mas se permite enveredar muitas vezes pelo humor e pela abordagem caricatural dessa figura, muito bem representada pela atuação de Marcos ricca. Curiosa participação de Leandra Leal (então com 15 anos) e dos veteranos Jose Lewgoy e Walmor Chagas, já falecidos. O filme, que quase chegou a ter a direção de Francis Ford Coppola,  merece atenção que lamentavelmente talvez não alcance dada a falta de memória que acomete nosso povo, pouco interessado em seu próprio passado.