ADILSON CINEMA – AS PANTERAS

Quando criança eu assistia a três belas detetives que usavam charme e inteligência para elucidar crimes que a polícia não conseguia solucionar. O trio, composto por Sabrina (Kate Jackson), Jill (Farrah Fawcett) e Kelly (Jaclyn Smith), era originalmente chamado de “Os Anjos de Charlie”, mas aqui no Brasil fomos mais criativos e as batizamos de “As Panteras”. O conceito que gerou essas três super heroínas volta às nossas telas repaginado para a era do “GIRL POWER”.

O roteiro e a direção dessa nova geração de super agentes ficou com Elizabeth Banks (A Escolha Perfeita 2), que o público lembrará melhor como a secretária de J.Jonah Jameson na trilogia de Homem Aranha de Sam Raimi. Coube a Banks recriar o trio que já teve uma adaptação para o cinema em 2000 com Lucy Liu, Cameron Diaz e Drew Barrymoore, esta ainda aparecendo como uma das produtoras. A nova aventura é anunciada não como um reboot ou remake, mas uma continuação tanto da série de Tv quanto dos dois filmes estrelados por Barrymoore. Assim o foco é ampliado com a agência de Charlie Townsend, que ganha âmbito internacional, pressupondo que vários times de “panteras” são enviados a missões em qualquer parte do globo, auxiliadas por vários Bosleys (Patrick Stewart, Djimoun Houson e a própria Elizabeth Banks), que passa a ser um codinome apoiando a equipe liderada por Kristen Stewart. A atriz, de 29 anos, foi escalada pela própria diretora apostando em seu apelo com o público jovem, com quem está marcada como a Bella Swam da franquia “Crepúsculo”. A responsabilidade da missão de renovar as panteras de Charlie é dividida com Naomi Scott, a Princesa Jasmine do live-action de “Aladim”, e a desconhecida Ella Balinska, primeira afro descendente a fazer parte do time de heroínas que foi criado em 1976 por Ivan Goff, Ben Roberts, Leonard Goldberg e Aaron Spelling.

… SAIBA MAIS ASSISTINDO AO CANAL “ADILSON CINEMA” E ASSISTA A “AS PANTERAS” NA SUA SALA DE CINEMA MAIS PRÓXIMA.

ESTREIAS DA SEMANA : 3 DE JANEIRO 2019

wi fi ralph

WI FI RALPH – QUEBRANDO A INTERNET

(RALPH BREAKS THE INTERNET) EUA 2018. DIR: RICH MOORE & PHIL JOHNSTON. COM JOHN C.REILLY,  JANE LYNCH, DAVID HYDE PIERCE, SARAH SILVERMAN. VOZES BRASILEIRAS: TIAGO ABRAVANEL, RAFAEL CORTEZ, MARI MOON, GIOVANNA LANCELOTTI . ANIMAÇÃO

COM O SUCESSO ARREBATADOR EM 2012 DE “DETONA RALPH” ERA DE SE ESPERAR UM RETORNO A ESSES PERSONAGENS. NÃO PRECISAMOS VIRAR TURBO PARA FINALMENTE REENCONTRAR RALPH E VANELLOPE.  AGORA À SOLTA NA INTERNET, A DUPLA BUSCA UMA PEÇA ESSENCIAL PARA A CONTINUIDADE DO JOGO CORRIDA DOCE, EXATOS SEIS ANOS DEPOIS DO FILME ORIGINAL. ATRAVÉS DA REDE, VÁRIAS SURPRESAS AGUARDAM A JORNADA DE NOSSOS AMIGOS COMO O ENCONTRO DE VANELLOPE COM AS PRINCESAS DISNEY, MUITAS DELAS DUBLADAS PELAS VOZES ORIGINAIS, E CADA UMA USANDO UMA CAMISETA MOSTRANDO UMA ESTAMPA TRAZENDO UMA REFERÊNCIA AO SEU PRÓPRIO FILME. OUTRAS APARIÇÕES DIVERTIDAS SÃO MERIDA E BUZZ LIGHTYEAR, SUAS PRIMEIRAS EM UM FILME NÃO REALIZADO PELA PIXAR. GAL GADOT, A ATRIZ QUE FAZ A MULHER MARAVILHA DUBLA A CORREDORA SHANK, NUMA REFERÊNCIA À SUA PASSAGEM NA FRANQUIA “VELOZES & FURIOSOS” EM QUE INTERPRETOU GISELE. JOGOS FAMOSOS DO PASSADO COMO “STREET FIGHTER” E “MORTAL KOMBAT” TAMBÉM SURGEM EM DIVERTIDOS MOMENTOS DO FILME.  NO GERAL TEMOS UMA DIVERTIDA ANIMAÇÃO QUE PODE AGRADAR MESMO OS QUE NUNCA VIRAM O PRIMEIRO FILME. É DIVERSÃO NAS FÉRIAS ESCOLARES PARA ADULTOS E CRIANÇAS, SÓ NÃO VALE VIRAR TURBO !!

manicomio

O MANICÔMIO

(HEILSTATTEN) ALEM 2018. DIR: MICHAEL DAVID PATE. COM NILAM FAROOQ, TIM OLIVER SCHULTZ, MAXINE KAZIS, SONJA GERHARDT. TERROR.

PRODUÇÃO ALEMÃ, QUARTA DE SEU DIRETOR, NO ESTILO “CÂMARA NA MÃO” E BOA IDEIA NA CABEÇA, NO CASO ESTA VEM DE UM GRUPO DE JOVENS QUE ALIMENTAM SEU CANAL DE YOUTUBE COM QUALQUER COISA CAPAZ DE VIRALIZAR. ESTES INVADEM UM MANICOMIO, ESPECIFICAMENTE UMA ALA DE CIRURGIA E COM ISSO ACABAM DESPERTANDO FORÇAS SOBRENATRAIS QUE PASSA A PERSEGUI-LOS. BOA ATMOSFERA E UMA SUBLEITURA SOBRE ATÉ QUE PONTO TUDO VALE PARA GARANTIR ACESSOS E LIKES DE INTERNAUTAS, CLARO QUE DILUIDO COM OS ESPERADOS “JUMP SCARES” TÍPICOS DO GÊNERO, É “PLOT-TWIST” ESTRATEGICAMENTE COLOCADOS NO FILME PARA VIRAR DE CABEÇA PARA BAIXO A TRAMA APRESENTADA. SE NÃO HÁ NADA ORIGINAL AO MENOS PODE DIVERTIR AOS APRECIADORES DO TERROR.

lizzie

LIZZIE

(LIZZIE) EUA 2018. DIR: CRAIG MCNEILL. COM CHLOE SEVIGNY, KRISTEN STEWART. DRAMA BIOGRAFICO.

EM 1892, A JOVEM LIZZIE BORDEN FOI ACUSADA DE MATAR SEU PAI E MADRASTA, A MACHADADAS, HERDANDO TODOS SEUS BENS. O FATO É REAL E JÁ GEROU ADAPTAÇÕES PARA A TV ANTES, EM 1975 COM ELIZABETH MONTGOMERY (DO CLÁSSICO SERIADO “A FEITIÇEIRA”) E EM 2014 COM CRISTINA RICCI.  EMBORA O FILME PROCURE SE ESMERAR NA RECONSTITUIÇÃO DO CRIME QUE ABALOU MASSACHUSSETS NA ERA VITORIANA, O ROTEIRO DE BRYCE KASS  INCLUI ESPECULAÇÕES EM TORNO DE LIZZIE BORDEN COMO POR EXEMPLO SEU LESBIANISMO E SEU ENVOLVIMENTO COM A GOVERNANTA DA CASA.  FILME VOLTADO PARA QUEM GOSTA DE HISTORIAS BIOGRÁFICAS E CRIMES INTRICADOS QUE, COMO ESSE, NÃO TEVE SOLUÇÃO NA ÉPOCA, MAS FEZ DE LIZZIE BORDEN PARTE DA CULTURA POP.

ESTREIAS DA SEMANA: 25 DE AGOSTO

PETS – A VIDA SECRETA DOS BICHOS

The Secret Life of Pets. EUA 2016. Dir: Chris Renaud & Yarrow Cheney. Vozes : Kevin Hart, Albert Brooks, Lake Bell. Vozes Nacionais: Danton Mello, Tiago Abravanel, Luiz Miranda, Tata Weneck. Animação.

pets

Lembram quando a Pixar imaginou o que seria a vida dos brinquedos de nossas crianças quando não estivéssemos olhando ? Pois é, a Illumination (o mesmo estudio de animação que nos deu “Meu Malvado Favorito”  e “Minions”) faz a mesma pergunta sobre os nossos adoráveis animais de estimação e o resultado é essa bem sucedida animação, custou em torno de US$ 75 milhões e estreou nos Estados Unidos  em Julho último faturando até agora US$ 348,275,380 segundo o site especializado box office mojo. A história mostra uma força tarefa de animais reunida para resgatar dois cães levados pela carrocinha depois de se desentenderem. É o programa ideal para pais e filhos nesse final de semana pós olimpiadas.

ÁGUAS RASAS

(The Shallows) EUA 2016. Dir:Jaume Collet – Serra. Com Blake Lively, Oscar Jaeneda. Drama / Suspense.

aguas rasas

O diretor catalão Jaume Collet Serra já havia chamado minha atenção quando dirigiu Liam Neeson em dois filmes de suspense bem eficientes (Desconhecido, Sem Escalas), sendo  que também é dele o curioso “A Orfã”. Á primeira vista parece que esse “Águas Rasas” vem com a proposta de ser o “Tubarão” da nova geração, mas não se deixa enganar. O filme não tem essa pretensão, mas consegue fazer uso de uma premissa parecida mas equilibrada em um roteiro ágil e dinâmico. Há momentos que vai lembrar também “Mar Aberto”, até porque seus 86 minutos se concentram em uma única personagem, a ex estudante de medicina que se vê cercada por um imenso Tubarão Branco Fêmea (essas são maiores e mais vorazes que os machos) sem ninguém para socorrê-la por estar em uma daquelas praias secretas, no filme no México apesar das filmagens terem sido feitas na Australia. O roteiro de “Águas Rasas” demorou bastante para ser filmado, tendo figurado em 2014 em uma lista de melhores roteiros não filmados até então. Louis Leterrier, diretor de “Truque de Mestre” chegou a se interessar pelo projeto mas caiu por divergências tanto criativas como orçamentárias. O filme de Serra, no entanto, se tornou um sucesso de bilheteria quando lançado nos Estados Unidos em Junho. Seus US$ 17 milhões de custo já se pagaram no mercado interno, um alívio para a Sony em um ano em que projetos audaciosos naufragaram (Caça Fantasmas, Ben Hur etc…). A razão para tanto sucesso é que o embate entre Nancy (Blake Lively, esposa de Ryan Reynolds com quem filmou “Lanterna Verde”) e o Tubarão é mais que físico. A personagem de Lively quer superar o luto pela morte de sua mãe e , sua luta pela sobrevivência ganha contornos psicologicos. Reparem como a gaivota ferida pelo Tubarão e que se refugia da fera em um recife, junto de Nancy, funciona metaforicamente como uma extensão da figura materna ausente e promove um dialogo inusitado que guia a narrativa. Enfim, vale a pena assistir e roer as unhas com o ritmo ágil e eficiente do filme.

CAFÉ SOCIETY

(Café Society) EUS 2016. Dir: Woody Allen. Com Jesse Eisenberg, Kristen Stewart, Steve Carrell, Blake Lively. Comédia Romântica.

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Woody Allen está para completar 80 anos e prova que, assim como o vinho, o tempo lhe faz cada vez melhor. Pode parecer contraditório então afirmar que “Café Society” não é seu melhor trabalho. , mas isso pouquíssimos trabalhos autorais mantem a integridade artistica de Allen. A história é claro traz todas as caracteristicas  do diretor novaiorquino: Seu alter ego agora vivido por Jesse Eisenberg (Lex Luthor de “Batman x Superman”) é um jovem do interior que chega a Hollywood dos anos 30 com sonhos e, se apaixona pela secretaria (Kristen Stewart de “Crepusculo”) de seu tio, produtor (Steve Carrell) de estudio com quem vem a formar um tumultuado triângulo amoroso tendo como pano de fundo a industria cinematografica da época. O filme abriu o Festival de Cannes desse ano mostrando um roteiro inteligente, que ainda conta com a belíssima fotografia de Vittorio Storaro (um mestre) .

NERVE – UM JOGO SEM REGRAS

(Nerve) EUA 2016. Dir: Ariel Schulman & Henry Joost. Com Dave Franco, Emma Roberts, Juliet Lewis. Suspense.

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Dois jovens se envolvem em umm perigoso jogo on-line, levando-a a descobrir que tudo que faz está sendo manipulado e vigiado. Emma Roberts é filha de eric Roberts e sobrinha de Julia Roberts. Já Dave Franco, o irmão mais novo de James Franco.Ambos  emprestam aos seus personagens o frescor de sua juventude e frivolidade em um thriller de ação que embarca no alerta dos jogos on line em um momento que as pessoas parecem hipnotizadas pela caça ao Pokemon. O filme não se aprofunda em discussões, mas desperta um curioso debate para depois de seu fim. Não há profundidade no desenvolvimento dos personagens e não precisa se esforçar muito para descobrir furos que poderiam ser evitados.