ERA UMA VEZ EM HOLLYWOOD

O ano era 1969. Neil Armstrong pisou na lua levando esperança de novas conquistas, erguendo nossos olhares para o céu, enquanto na terra sonhos se transformavam em desilusões. O som do rock n’roll se misturava aos tiros e bombas que ceifavam a vida de centenas de jovens no Vietnã. Quentin Tarantino tinha seis anos então e, sobre esse período, decidiu escrever o roteiro de seu novo filme, evocando já em seu título referência ao cinema de Sergio Leone, diretor de “Era Uma Vez no Oeste” (1968) e “Era Uma Vez na América” (1984).

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           O talentoso diretor de “Pulp Fiction” e “Bastados Inglórios” levou cinco anos para escrever o roteiro de “Era Uma Vez em Hollywood” (Once Upon a Time in Hollywood) transitando entre realidades desde seu início com a chamada de uma suposta série televisiva intitulada “Bounty Law”, seguida de entrevista de bastidores com Rick Dalton (DiCaprio) e Cliff Booth (Brad Pitt) ator e dublê, ficção e realidade, universos distintos cuja intersecção é explorada magistralmente pela câmera de Tarantino. Este costura sua narrativa em torno de personagens reais da Hollywood sessentista misturados com personagens saídos da fértil imaginação do diretor. A dupla Dalton e Booth (comparados por Tarantino à dupla Paul Newman & Robert Redford) interage com nomes do panteão hollywoodiano como Bruce Lee (Mike Moh) e Sharon Tate (Margot Robbie), a jovem estrela casada com Roman Polanski, que foi brutalmente assassinada, prestes a dar a luz, pela quadrilha de fanáticos de Charles Manson.

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            Para representar Sharon Tate Tarantino não recorreu a Roman Polanski mas a Debra, a irmã mais velha de Sharon que serviu de consultora para retratar a atriz. Já a forma como Bruce Lee foi retratado desagradou muito à filha dele, principalmente na sequência em que Lee enfrenta Cliff Booth. Apesar de também incluir representações do próprio Roman Polanski (Rafal Zawierucha), do astro Steve MacQueen (Damian Lewis) e do próprio Charles Manson (Damon Harriman), o novo filme de Tarantino examina os bastidores da Tv e cinema reexaminando as transformações do mundo em sua volta. Contudo, o filme não se rende aos clichês habituais de gêneros biográficos ou documentais. Seu diretor prefere reinterpretar a realidade, recriá-la a partir de suas lembranças e vivências. Com notável e habitual habilidade de tratar de temas polêmicos como racismo (Django Livre) ou Nazismo (Bastardos Inglórios), o diretor foca na própria indústria cinematográfica, trabalha contrastes como Rick Dalton preparando um drink em uma belíssima mansão, enquanto Cliff assiste a um episódio de “Mannix”, popular série de detetive do período. Em outro momento o filme é pura metalinguagem quando a Sharon Tate de Margot Robbie entra em um cinema que exibe “Arma Secreta contra Matt Helm”, filme que traz a verdadeira Sharon Tate em cena. Enquanto isso Rick Dalton tem dificuldade para filmar sua participação na série de faroeste “Lancer” lutando contra suas próprias fragilidades e inseguranças.

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           Esse é o primeiro filme estrelado por Leonardo DiCaprio em 4 anos, desde que ganhou o Oscar, e o primeiro de Tarantino sem ligação com a Weinstein Company que esteve ao lado do diretor em sucessos como “Pulp Fiction”, “Django Livre” e “Bastardos Inglórios”. Sua exibição em Cannes foi aplaudida exatos 25 anos depois do diretor ganhar a Palma de Ouro com a exibição de “Pulp Fiction”, que trouxe John Travolta de volta do ostracismo. “Era Uma Vez em Hollywood” abre espaço para nomes do passado como o veterano Bruce Dern, em papel originalmente pensado para Burt Reynolds (falecido recentemente), Al Pacino como o agente de atores, Luke Perry em seu último papel (também falecido), Kurt Russell (de “Os Oito Odiados”) e Nicholas Hammond como o diretor Sam Wanamaker. Hammond foi uma das crianças Von Trapp no clássico “A Noviça Rebelde” e, o primeiro ator a interpretar o Homem Aranha em versão live-action nos anos 70. A nova geração marca presença com as atrizes Maya Hawke e Rumor Willis. Maya, filha de Uma Thurman – musa de Tarantino com quem filmou “Pulp Fiction” e “Kill Bill”, conquistou vários fãs como Robin na série da Netflix “Stranger Things”. Já Rumer é filha de Bruce Willis e Demi Moore.

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                A produção é esmerada em reproduzir a Hollywood da época, em todo seu esplendor, com carros, fachadas e paisagens que surgem diante dos olhos ao som de Joe Cocker, Paul Simon, Bob Segar, Aretha Franklin entre outros que nos transportam não para aquela Los Angeles real de fevereiro de 1969, quando o filme começa, mas uma Los Angeles onírica, ajustada aos delírios cinematográficos de um contador de histórias. Isto torna-se mais evidente a medida que o filme avança ao seu desfecho, em agosto daquele ano, quando o assassino Charles Manson (Damon Herriman, que também faz o papel na série “Mindhunter”) envia seus acólitos para matar Sharon Tate (Robbie). Nesse ponto fato e ficção divergem abruptamente, tanto quanto em “Bastardos Inglórios”, ambos moldados pelo diretor como matéria-prima nas mãos de um artesão. A montagem do filme é primorosa mesclando sequências filmadas de “Arma Secreta para Matt Helm” e “Fugindo do Inferno” à presença física de Leonardo DiCaprio e Margot Robbie, um tom farsesco mas perfeitamente conveniente à intenção de seu diretor, que olhou para o passado de uma entre milhares de histórias que aconteceram ou que poderiam ter acontecido em um lugar e tempo míticos, em 1969, aliás o ano em que eu nasci.

 

 

 

 

OSCAR 2018 – OS VENCEDORES

  • Ator Coadjuvante – Sam Rockwell, Três Anúncios para Um Crime
  • Maquiagem e Cabelo – O Destino de Uma Nação
  • Figurino – Trama Fantasma
  • Documentário- Ícaro
  • Mixagem de Som- Dunkirk
  • Edição de Som- Dunkirk
  • Direção de arte- A Forma da Água
  • Filme em Língua Estrangeira Uma Mulher Fantástica (Chile)
  • Atriz Coadjuvante- Allison Janney, Eu, Tonya

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  • Curta de animação- Dear Basketball

  • AnimaçãoViva – A Vida É uma Festa
  • Efeitos Visuais- Blade Runner 2049
  • Edição – Dunkirk
  • Documentário em curta-metragem – Heaven Is a Traffic Jam on the 405
  • Curta-metragem  -The Silent Child
  • Roteiro Adaptado –Me Chame pelo Seu Nome
  • Roteiro Original –Corra!
  • Fotografia – Blade Runner 2049
  • Trilha Sonora Original – A Forma da Água
  • Canção Original –Remember Me, de Viva – A Vida É uma Festa
  • Direção – Guillermo del Toro, A Forma da Água
  • Melhor ator – Gary Oldman, O Destino de Uma Nação
  • Melhor Atriz – Frances McDormand, Três Anúncios para Um Crime
  • Melhor Filme – A Forma da Água

 

ESTREIAS DA SEMANA : 15 DE FEVEREIRO

PANTERA NEGRA

PANTERA NEGRA

(BLACK PANTHER) EUA 2918. DIR: RYAN COOGLER. COM CHADWICK BOSEMAN, LUPITA NYONG’O, MICHAEL B. JORDAN, MARTIN FREEMAN, LAETITIA WRIGHT, ANDY SERKIS. AVENTURA.

PRIMEIRO SUPER HEROI NEGRO DAS HQS CHEGA AO CINEMA EM UMA SUPER PRODUÇÃO, IMPORTANTE PARA PREPARAR O CAMINHO PARA O VINDOURO “VINGADORES GUERRA INFINITA” E PARA AS MUDANÇAS PROMETIDAS PARA O UNIVERSO CINEMATOGRAFICO MARVEL. T’CHALLA É HERDEIRO DO TRONO DE WAKANDA, FICTÍCIA NAÇÃO AFRICANA E BERÇO DO VALIOSO METAL VIBRANIUM. DEPOIS DE TER PERDIDO SEU PAI (CAPITÃO AMERICA GUERRA CIVIL), T’CHALLA (BOSEMAN) RETORNA AO SEU REINO E PRECISA MANTÊ-LO UNIDO ENQUANTO O VILÃO ULISSES KLAUS PLANEJA SE APOSSAR DE TODO VIBRANIUM QUE PUDER. A TEMPO: HÁ DUAS CENAS PÓS CRÉDITOS E EM MAIS UM CAPÍTULO ONDE ESTÁ WALLY, DESCUBRAM A PASSAGEM CAMEO DE STAN LEE.

EU TONYA

EU TONIA

(I TONYA) EUA 2018. DIR: CRAIG GILLESPIE. COM MARGOT ROBBIE, ALLISON JENNEY, SEBASTIAN STAN. DRAMA.

MARGOT ROBBIE PROVA AQUI QUE ALÉM DE MUITA BONITA É TALENTOSA E PODE IR ALÉM DA INSANIDADE DE ARLEQUINA (SEU PERSONAGEM MAIS POPULAR). BASEADO EM FATOS REAIS, O FILME MOSTRA A PATINADORA TONYA HARDING QUE APESAR DE SEU TALENTO, LIDA COM OS MAUS TRATOS DE SUA MÃE (JENNEY) E DO ABUSOS DE SEU MARIDO (STAN). GRAÇAS A ESTE, A CARREIRA DE TONYA SE VÊ ABALADA POR UMA PLANO DIABOLICO ELABORADO POR ELE PARA SE LIVRAR DE SUAS COMPETIDORAS NA OLIMPIADA DE INVERNO DE 1994. TENDO LEVADO O GOLDEN GLOBE DE MELHOR ATRIZ COADJUVANTE PARA ALISON JENNEY, O FILME APARECE ENTRE OS INDICADOS AO OSCAR DESSE ANO NAS CATEGORIAS MELHOR EDIÇÃO, MELHOR ATRIZ (ROBBIE) E MELHOR ATRIZ COADJUVANTE (JENNEY). ATENTEM PARA A PRESENÇA DE SEBASTIAN STAN, O SOLDADO INVERNAL DOS FILMES DO MARVEL STUDIOS.

TRÊS ANUNCIOS PARA UM CRIME

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(THREE BILLBOARDS OUTSIDE EBBING, MISSOURI) EUA 2018. DIR: MARTIN MCDONAUGH. COM FRANCES MCDORMAND, WOODY HARRELLSON, ABBIE CORNISH, PETER DINKLAGE, SAM ROCKWELL, KATHRYN NEWTON. DRAMA.

QUANDO A POLÍCIA NÃO CONSEGUE ENCONTRAR O ASSASSINO DE SUA FILHA, MILDRED (MCDORMAND) USA OS OUTDOORS PARA PRESSIONAR AS AUTORIDADES ATÉ QUE DECIDE POR FIM FAZER JKUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS. VENCEDOR DE 4 GOLDEN GLOBES, INCLUINDO ATRIZ (MCDORMAND) E ATOR (ROCKWELL), O FILME ESCRITO E DIRIGISO POR MARTIN MCDONAUGH, ESTÁ INDICADO TAMBÉM AOS OSCARS NESTAS CATEGORIAS ALÉM DE MELHOR FILME, ROTEIRO ORIGINAL, EDIÇÃO E TRILHA SONORA. CURIOSAMENTE, A CATEGORIA DE MELHOR ATOR COADJUVANTE AINDA TEM WOODY HARRELSON CONCORRENDO PELO PAPEL DO POLICIAL QUE INVESTIGA O CASO.

GOLDEN GLOBE 2018 – OS INDICADOS

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DIVULGADO ONTEM A LISTA DOS INDICADOS PARA O “GOLDEN GLOBE 2018”  CUJA CERIMÔNIA SERÁ REALIZADA EM 7 DE JANEIRO PRÓXIMO EM LOS ANGELES, SENDO APRESENTADA PELO COMEDIANTE SETH MEYERS. OS ATORES ALFRE WOODARD, KRISTEN BELL, GARRET HEDLUND E SHARON STONE ANUNCIARAM A LISTA DOS FILMES E PROFISSIONAIS QUE SERÃO HONRADOS NO BEVERLY HILTON HOTEL E QUE SEMPRE GERA EXPECTATIVA COMO PRÉVIA DO OSCAR VINDOURO. A LISTA A SEGUIR:

Melhor filme – Drama

“Me chame pelo seu nome”
“The Post: A guerra secreta”
“Dunkirk”
“A forma da água”
“Três anúncios para um crime”

Melhor filme – Comédia e musical

“Artista do Desastre”
“Corra!”
“I, Tonya”
“Lady Bird: É Hora de Voar”
“O Rei do Show”

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MARGOT ROBBIE EM “I TONYA”

Melhor diretor

Christopher Nolan – “Dunkirk”
Guillermo del Toro – “A Forma da Água”
Martin McDonagh – “Três Anúncios Para um Crime”
Ridley Scott – “All the Money in the World”
Steven Spielberg – “The Post: A Guerra Secreta”

Melhor roteiro

“A Forma da Água” – Guillermo del Toro
“A Grande Jogada” – Aaron Sorkin
“Lady Bird: É Hora de Voar”- Greta Gerwig
“The Post: A Guerra Secreta” – Liz Hannah, Josh Singer
“Três Anúncios Para um Crime” – Martin McDonagh

Melhor atriz de filme – Drama

Frances McDormand – “Três Anúncios Para um Crime”
Jessica Chastain – “A Grande Jogada”
Meryl Streep – “The Post: A Guerra Secreta”
Michelle Williams – “All the Money in the World”
Sally Hawkins – “A Forma da Água”

FORMA DA AGUA

A FORMA DA ÁGUA

Melhor atriz de filme – Comédia ou musical

Emma Stone – “A Guerra dos Sexos”
Helen Mirren – “The Leisure Seeker”
Judi Dench – “Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha”
Margot Robbie – “I, Tonya”
Saoirse Ronan – “Lady Bird: É Hora de Voar”

Melhor ator de filme – Drama

Daniel Day-Lewis – “Trama Fantasma”
Denzel Washington – “Roman J. Israel, Esq.”
Gary Oldman – “O Destino de uma Nação”
Timothée Chalamet – “Me Chame pelo Seu Nome”
Tom Hanks – “The Post: A Guerra Secreta”

Melhor ator – Musical ou comédia

Ansel Elgort – “Em Ritmo de Fuga”
Daniel Kaluuya – “Corra!”
Hugh Jackman – “O Rei do Show”
James Franco – “Artista do Desastre”
Steve Carell – “A Guerra dos Sexos”

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O REI DO SHOW

Melhor ator coadjuvante

Armie Hammer – “Me Chame pelo Seu Nome”
Christopher Plummer – “All the Money in the World”
Richard Jenkins – “A Forma da Água”
Sam Rockwell – “Três Anúncios Para um Crime”
Willem Dafoe – “Projeto Flórida”

Melhor atriz coadjuvante

Allison Janney – “I, Tonya”
Hong Chau – “Pequena Grande Vida”
Laurie Metcalf – “Lady Bird: É Hora de Voar”
Mary J. Blige – “Mudbound”
Octavia Spencer – A Forma da Água”

Melhor animação

“Com Amor, Van Gogh”
“O Poderoso Chefinho”
“O Touro Ferdinando”
“The Breadwinner”
“Viva: A Vida é uma Festa”

Melhor trilha sonora para filme

“A Forma da Água” – Alexandre Desplat
“Dunkirk” – Hans Zimmer
“The Post: A Guerra Secreta” – Vários
“Trama Fantasma” – Jonny Greenwood
“Três Anúncios Para um Crime” – Carter Burwell

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THE POST – A GUERRA SECRETA

Melhor filme língua estrangeira

“Em Pedaços”
“First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers”
“Loveless” (Nelyubov)
“The Square”
“Uma Mulher Fantástica”

Melhor série de TV – Drama

“Game of Thrones”
“The Handmaid’s Tale”
“Stranger Things”
“The Crown”
“This Is Us”

Melhor ator em série limitada ou filme feito para TV

Robert De Niro – “O mago das mentiras”
Ewan McGregor – “Fargo”
Geoffrey Rush – “Genius”
Jude Law – “The Young Pope”
Kyle MacLachlan – “Twin Peaks”

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MICHEELE PFEIFFER & ROBERT DENIRO

Melhor filme para TV ou série limitada

“Big Little Lies”
“Fargo”
“Feud”
“The Sinner”
“Top of the Lake”

Melhor série – Musical ou comédia

“Black-ish”
“Master of None”
“SMILF”
“The Marvelous Mrs. Maisel”
“Will& Grace”

Melhor ator de série de TV – Musical ou comédia

Anthony Anderson – “Black-ish”
Aziz Ansari – “Master of None”
Eric McCormack – “Will & Grace”
Kevin Bacon – “I Love Dick”
William H. Macy – “Shameless”

Melhor ator de série de TV – Drama

Bob Odenkirk – “Better Call Saul”
Freddie Highmore – “The Good Doctor”
Jason Bateman – “Ozark”
Liev Schreiber – “Ray Donovan”
Sterling K. Brown – “This Is Us”

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FREDDIE HIGHMORE – THE GOOD DOCTOR

Melhor atriz de série de TV – Drama

Caitriona Balfe – “Outlander”
Claire Foy – “The Crown”
Elisabeth Moss – “The Handmaid’s Tale”
Katherine Langford – “13 Reasons Why”
Maggie Gyllenhaal – “The Deuce”

Melhor atriz de minissérie ou filme feito para TV

Jessica Biel – “The Sinner”
Jessica Lange – “Feud”
Nicole Kidman – “Big Little Lies”
Reese Witherspoon – “Big Little Lies”
Susan Sarandon – “Feud”

Melhor atriz de série de TV – Musical ou comédia

Alison Brie – “GLOW”
Frankie Shaw – “SMILF”
Issa Rae – “Insecure”
Pamela Adlon – “Better Things”
Rachel Brosnahan – “The Marvelous Mrs. Maisel”

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV

Ann Dowd – “O Conto da Aia”
Chrissy Metz – “This Is Us”
Laura Dern – “Big Little Lies”
Michelle Pfeiffer – “O Mago das Mentiras”
Shailene Woodley – “Big Little Lies”

Melhor ator coadjuvante para série, minissérie ou filme feito para TV

Alexander Skarsgård – “Big Little Lies”
Alfred Molina – “Feud”
Christian Slater – “Mr. Robot: Sociedade Hacker”
David Harbour – “Stranger Things”
David Thewlis – “Fargo”

 

NAS BANCAS : CONHECIMENTO PRÁTICO LITERATURA 67

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A TODOS OS AMIGOS SEMPRE AGRADEÇO A ATENÇÃO E O CARINHO AO ACOMPANHAR OS ARTIGOS PUBLICADOS SEJA AQUI NO BLOG OU NA REVISTA “CONHECIMENTO PRÁTICO LITERATURA” DA QUAL SOU COLABORADOR. CHEGOU ÀS BANCAS A EDIÇÃO 67 COM UMA MATÉRIA DE CAPA MARAVILHOSA SOBRE OS 400 ANOS DA MORTE DE SHAKESPEARE, O AUTOR MAIS ADAPTADO PARA O CINEMA. A REVISTA TRAZ AINDA UM ARTIGO ENSAÍSTICO, ESCRITO POR MIM, SOBRE TARZAN DESDE SUAS ORIGENS LITERÁRIAS , ALÉM DE SUA ADAPTAÇÃO CONSTANTE PARA O CINEMA E AS HQS, INCLUINDO OUTRAS MÍDIAS. A REVISTA AINDA TEM UMA MATÉRIA ÓTIMA SOBRE O NOSSO MÁRIO DE ANDRADE, IMPORTANTISSIMO AUTOR BRASILEIO. COMPREM A REVISTA, POIS ALÉM DESSAS HÁ OUTRAS MATERIAS QUE SÃO UM DELEITE PARA OS AMANTES DAS LETRAS. AGRADECIMENTO ESPECIAL AO EDITOR DARIO CHAVES CUJA BOA VONTADE E DEDICAÇÃO AO SEU OFICIO FAZEM ESSA REVISTA UM PRIMOR NO MEIO JORNALISTICO. A LISTA DE GRATIDÃO NÃO PARA AQUI, POIS ANA PAULA PIRES É ESSENCIAL COMO MAIOR INCENTIVADORA DESSE TRABALHO E O PROFESSOR ANTONIO CARLOS GOMES DE MATTOS, UM EXEMPLO QUE SIGO . A VOCÊS E TODOS OS AMIGOS QUE AQUI FREQUENTAM O BLOG E PRESTIGIAM O TRABALHO REALIZADO NESSE ESPAÇO: MUITO OBRIGADO. DEUS ACIMA DE TUDO E MINHA FAMILIA, MINHA ESPOSA E FILHA POR QUEM VIVO. THANK YOU ALL !!!

ESTREIAS DA SEMANA : 4 DE AGOSTO

ESQUADRÃO SUICIDA

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(Suicide Squad) EUA 2016. Dir:David Ayer. Com Will Smith, Margot Robbie, Viola Davis, Carla Delavigne, Joel Kinnaman, Scott Eastwood, Adam Beech, Jared Leto. Ação.

A oficial do governo Amanda Waller (Davis) ordena a reunião dos piores criminosos do país para combater uma entidade maligna que pode destriuir o mundo. A premissa não é novidade em termos de cinema se lembrarmos de clássicos como “Os Doze Condenados”(1967), mas nas hqs ela foi usada antes (veja matéria publicada anteriormente). A ideia de compor a equipe com supervilões veio em 1986,  e funcionou gerando grande popularidade. A Dc Comics tem tido dificuldade para firmar seu universo cinemático, em parte porque a crítica especializada tem sido dura demais, e em parte devido a atitudes desastrosas da Warner. No caso, as críticas devastadoras a “Batman vs Superman” levou a Warner a remontar o filme e refilmar várias cenas de forma a acrescentar mais humor. A supervalorização dos bastidores do filme com noticias dos desatinos de Leto que teria incorporado o Coringa mesmo fora das filmagens. De qualquer forma, em filmes que trazem dinâmicas de grupo, raros são aqueles que conseguem desenvolver um equilibrio na trama capaz de valorizar todos os personagens e não é diferente dessa vez. A Arlequina rouba a cena, Viola Davis é ótima e não me surpreende que Jared Leto não tenha atingido a melhor das performances como Coringa depois de atuações marcantes como as de Heath Ledger e Jack Nicholson. Curiosamente o filme chega às telas no 50º aniversário da primeira encarnação do Coringa  vivido por um ator, no caso o célebre Cesar Romero na série de Tv do “Batman”. Como cinéfilo sempre suspeito dos extremos, seja os filmes aclamados ou os execrados. Talvez estejamos errando justamente por comparar, a Marvel e a Dc pois ambas tem erros e acertos. O orçamento de US$ 175 milhões é mais sóbrio que o de “Batman VS Superman” e justamente por não serem personagens com pretensões de serem baluartes de moral e altruísmo acrescenta algo novo ao gênero dos super herois, não inovador, apenas algo diferente do usual, mas que pode divertir sem gerar grandes pretensões. O público é claro que dirá. Atentem para a cena pós creditos envolvendo Ben Affleck e Viola Davis. No mais boa diversão.

A INTROMETIDA

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(The Meddle) EUA 2016. Dir: Lorena Scafaria. Com Susan Sarandon, Rose Byrne, J.K.Simmons, Casey Wilson, Laura San Giacomo. Comédia.

Mulher víuva decide se mudar para perto da filha em Los Angeles mas começa a interferir na vida dela até conhecer o vizinho da filha. O filme integrou o Festival de Toronto em 2015 e traz Susan Sarandon em elogiosa atuação. O filme mescla doses de drama e comédia e pode agradar ao público adulto.

UM NEGÓCIO DAS ARÁBIAS

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(A Hologram for the King) EUA 2016. Dir: Tom Twyker. Com Tom Hanks, Ben Whishaw, Tom Skerrit.

Adaptação do livro “Um Holograma Para o Rei”, de David Eggars, roteirizado e dirigido por Tom Twyker que foi autor do roteiro de “A Viagem” (Cloud Atlas) estrelado também por Hanks. A história gira em torno de homem de negócios que perdeu sua fortuna que pretende enriquecer de novo vendendo um holograma para um rei da Arabia Saudita.

ESQUADRÃO SUICIDA : NOSSOS VILÕES FAVORITOS

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Em tempos em que os heróis não são mais retratados como modelos de perfeição e que muitos valores são distorcidos nada mais natural que vilões assumam papel de destaque na preferência de fãs. No cinema, a ideia não é nova se lembramos “Os Doze Condenados” (1967) de Robert Aldrich em que um grupo de criminosos são reunidos para uma missão suicida nos idos da Segunda Guerra. Poucos sabem, inclusive, que o filme foi transformado em série de TV em 1988. Nas Hqs, a mesma premissa já havia sido empregada na revista “The Brave & The Bold #25” (1959). Essa edição, que na época custou meros 10 centavos, hoje vale mais de US$ 1,000. A história de Robert Kanigher e Ross Andru não trazia nenhum supervilão, mas condenados de alta periculosidade que, em troca de sua liberdade. Liderada pelo Capitão Richard Flag Sr, o pelotão assumia missões que destacavam o teor patriótico típico dos quadrinhos de guerra publicados na época.

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Quando os quadrinhos desse gênero começaram a perder espaço e popularidade, as aventuras da equipe seriam eventualmente descontinuadas. A ideia, no entanto, foi reformulada em 1986 quando a DC comics reformulou seu universo (pela primeira vez) na mega saga “Crise nas Infinitas Terras” (1985). A editora, movida por um espírito de reestruturação, publicou a mini-série “Lendas” (Legends) em que os heróis são desmoralizados publicamente e proibidos de atuarem por conta de um plano do vilão Darkseid. Os roteiristas Len Wein e John Ostrander escreveram o roteiro com desenhos de John Byrne e introduziram uma nova versão da equipe, liderada por Rick Flagg Jr e formada pelos supervilões Capitão Bumerangue, Arrasa Quarteirão, Magia, Tigre de Bronze e Pistoleiro. Sancionados em segredo por Amanda Waller, funcionária de alto escalão do governo, a equipe é reunida para lutar contra ameaças à segurança nacional durante o evento. Com o fim de “Lendas”, a equipe ganhou uma série própria publicada a partir de 1987. “Suicide Squad” (1987) começou com roteiros de John Ostrander e desenhos de Luke McDonnel e durou  cinco anos com tramas que mesclavam espionagem com ação fantasiosa em sequências interligadas aos demais títulos da Dc Comics. Praticamente, todos os eventos da editora tinham interligação com o título do Esquadrão como “Milênio” (1988) centrada no Lanterna Verde ou “Invasão” (1989) em que uma armada alienígena decide dominar a Terra. Os integrantes da equipe também mudariam constantemente e vários vilões seriam recrutados de acordo com a natureza das missões. O Pistoleiro (Deadshot) se tornaria um dos mais populares assumindo posição de destaque e ganhando até uma mini-série própria em 1989.  A Arlequina só se juntaria ao grupo a partir do relançamento do título após o evento dos Novos 52 ,em 2013, que mais uma vez reformulou os heróis da editora.

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A personagem, que ganhou enorme popularidade nos anos 90, foi criada para o desenho de TV “Batman The Animated Series” de Paul Dini e Bruce Timm. Tendo trabalhado no Arkham Asylum como psiquiatra, a Dra Harley Quinzel tratou do Coringa, mas em vez de curar a insanidade do vilão, se apaixonou por ele e enlouqueceu. Incorporada à continuidade das HQs na edição “Batman: Mad Love” em 1994, a Arlequina tornou-se nas HQs um personagem mais independente do Coringa e parte ativa de várias aventuras do grupo em tempos recentes.

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O Esquadrão Suicida teve sua popularidade reacesa aparecendo no seriado “Arrow” e no jogo “Batman: Assault on Arkham”. Sua adaptação para o cinema certamente traz a equipe para o centro das atenções criando a oportunidade de criar novos fãs com uma cronologia menos complexa que no material original, mas ainda divertida ao mostrar que entre bravos e ousados, velozes e furiosos, a vilania e o heroísmo acabam sendo duas faces da mesma moeda. Nossos malvados favoritos das hqs  ainda têm muito fôlego para mostrar.

ESTREIAS DA SEMANA : 21 DE JULHO

A LENDA DE TARZAN (The Legend of Tarzan) EUA 2015. Dir:David Yates. Com Alexander Skarsgard, Margot Robbie, Samuel L.Jackson, Christopher Waltz. Aventura.

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O icônico personagem criado por Edgar Rice Burroughs (Veja artigo na postagem anterior) já pertence ao domínio público. Logo, aguarde por futuras reinvenções e reinterpretações do rei das selvas, como essa bancada pela Warner que investiu alto em sua produção (cerca de $180.000.000), mas teve que amargar uma bilheteria muito abaixo da esperada quando estreou nos Estados Unidos há duas semanas. O apelo de Tarzan com a nova geração não é tão grande quanto com o público do passado que se acostumou a ver o herói como o homem branco que domina a selvageria de um ambiente insóspito no qual foi criado. Em meio a super herois com armadura de ferro e mutantes cheios de poderes, um herói que só conta com um físico trabalhado e inteligência parace estar em desvantagem. Contudo, Tarzan tem seu fascínio e quem sabe não tenhamos ao menos um filme divertido para o público. Na história ( baseada em uma hq da Dark Horse Comics), que parte do ponto em que Lord Greystoke já está casado com Jane Potter (a belíssima Margot Robbie, que em breve estará como Arlequina no “Esquadrão Suicida”) e reencontrou a civilização. Atraído ao Congo para uma missão diplomática, ele precisa reencontrar o lado selvagem do homem criado na selva para sobreviver à trama da qual é vitimado. O elenco de apoio ainda conta com Samuel L.Jackson como aliado e Christopher Waltz como o vilão. Aliás, este protagonizou uma cena de beijo com Tarzan que foi cortado da edição final para evitar polêmicas. O diretor é o mesmo dos últmos filmes de Harry Potter e quase teve Emma Stone no papel de Jane Potter.

DOIS CARAS LEGAIS (The Nice Guys) EUA 2016. Dir: Shane Black. Com Russell Crowe, Ryan Gosling, Kim Basinger, Jack Kilmer, Matt Boomer. Comedia + Suspense.

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Dois detetives particulares de temperamentos opostos (um ex alcoolatra e o outro ainda alcoolatra) unem esforços para investigar a morte de uma famosa atriz de filmes pornô e desconfiam que ela pode estar viva. O filme encenado nos anos 70 faz alusão ao popular seriado de Tv “Arquivo Confidencial” (The Rockford Files) estrelado por James Garner. Jack Kilmer é filho do ator Val Kilmer (O Santo, Batman Eternamente). O filme reune Crowe e Basinger que estiveram juntos antes em “L.A Confidential” (1998).

 

TARZAN NO CINEMA

Existem alguns personagens cujo alcance supera todas as barreiras: as fronteiras entre países, a passagem do tempo e o próprio limite das páginas para as quais foi criado. Mais de 100 anos depois de sua criação, certamente em qualquer lugar do planeta,  alguém já ouvir falar de Tarzan, a maior obra de Edgar Rice Burroughs (1875 -1950).

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ELMO LINCON – O 1º TARZAN NO CINEMA – ENCONTRA EDGAR RICE BURROUGHS

Burroughs tinha 37 anos quando publicou “Tarzan of the Apes” em outubro de 1912 na revista pulp “All Story Weekly”. A popularidade foi imediata, mas incomodou o escritor Rudyard Kipling que viu em Tarzan um plágio de seu Mogli, embora Edgar negasse. Historiadores e sociólogos também criticaram o autor acusando – o de racismo e imperialismo. Tarzan era, afinal, o homem branco que domina os selvagens africanos. Sua superioridade não é só física, pois com seu intelecto Tarzan supera seus adversários e vence as feras, triunfo de sua condição humana baseado nas teorias darwinianas em que somente o mais forte sobrevive.

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JOHNNY WEISSMULLER, MAUREEN O’SULLIVAN, JOHNNY SHEFFIELD 7 A MACACA CHITA : FAMILIA REAL DAS SELVAS AFRICANAS NOS ANOS 30

Burroughs, contudo, não fez nenhuma pesquisa sobre a geografia ou a história do continente africano, chegando certa vez a incluir um tigre na África. Também não se preocupou em especificar em que parte da África a história se desenrola ou que espécie símia adota Tarzan. Embora os filmes falem em gorilas, Edgar preferiu criar uma espécie imaginária, os mangani, descrito como um elo intermediário entre os chimpanzés e os gorilas. O próprio termo “Ape” no inglês é um termo genérico para os macacos.

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LEX BARKER & BRENDA JOYCE NOS ANOS 50

Foi nAS HQS (de Hal Foster, Burne Hogathe, Russ Munning entre outros) e depois no cinema e na Tv que o personagem veio a perpetuar seu apelo por gerações muito embora, na maioria das vezes, estes não se mantivessem fiéis ao espírito da obra e até desagradassem seu criador. Em 1918, quando Edgar já preparava o sétimo livro (Tarzan The Untamed), Elmo Lincoln se tornou o primeiro intérprete do homem macaco em “Tarzan of the Apes”, fazendo um milhão de dólares na bilheteria, um marco pela primeira vez em plena era do cinema mudo. Elmo, de 1,90m de altura e 90 kilos marcou sua imagem com o pé sobre o corpo de um leão. A cena foi, no entanto, bem real pois o felino avançou sobre a atriz Enid Markey (a intérprete de Jane), o que fez Elmo – segundo reza a lenda – segurar o rabo do animal e matá-lo com a faca que trazia na cintura. Elmo ainda fez no mesmo ano a sequência “The Romance of Tarzan” e o seriado “The Adventures of Tarzan”, mas desistiu do papel que passou a Gene Pollan, seguido de Dempsey Tabler, Frank Merill e James Pierce, que durante as filmagens conheceu Joan, a filha de Edgar com quem se casou. Com o advento do cinema falado, Burroughs cedeu os direitos de adaptação à MGM e ao produtor Sol Lesser do Studio da RKO. A Metro fez de Johnny Weissmuller, campeão olímpico de natação, o primeiro Tarzan falado do cinema, mas desagradou ao pai do personagem por explorar a figura máscula, viril e heroica do personagem porém retratando-o como um primitivo ignorante, distante do homem culto que Tarzan vem a se tornar quando se descobre sua origem, que aliás também não é mostrada no filme que se concentra em seu romance com Jane, vivida pela atriz Maureen O’Sullivan. Em paralelo, Buster Crabbe, outro atleta olímpico, fez o filme de Lesser, depois substituído por Herman Brix e Glenn Morris, mas foi Weissmuller quem caiu no gosto popular enchendo os cofres da MGM, mas também sofrendo com o peso da censura que reclamava dos trajes sumários usados pelos atores. Devido à força dos censores de plantão, a história do quarto filme da série “Tarzan Finds a Son” (O Filho de Tarzan) de 1937 teve de ser modificada pois o código Hays (que regulamentava a censura dos filmes) apontava que seria imoral Tarzan e Jane, que não eram casados oficialmente, terem um filho pelos meios naturais, e por isso o casal adota o menino Boy (Johnny Sheffield), sobrevivente de um acidente aéreo na selva. Weissmuller foi Tarzan 12 vezes, primeiro na MGM, e depois na RKO. O famoso grito usado nos filmes empregou a voz de Weissmuller mixado com outros sons, um resultado nunca igualado por outro intérprete do personagem. Curiosamente a frase “Me Tarzan You Jane” popularizada nunca foi falada nos filmes.

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GORDON SCOTT – O TARZAN FORTÃO

A partir de 1949, Lex Barker assumiu o papel ficando por 5 filmes, seguido por Gordon Scott (um dos melhores não apenas pelo físico como também por mostrar um herói civilizado tal qual nos livros), que curiosamente não agradou ao autor. Depois, Dennis Miller, Jock Mohoney e Mike Henry que fez três filmes, dois dos quais filmados no Brasil. A passagem do ator pelo Rio de Janeiro foi desastrosa para sua imagem ao ser flagrado fugindo de uma vaca em plena Quinta da Boa Vista, além de ter sido mordido no queixo pela macaca Cheetah. Nessa época, os direitos do personagem pertenciam a Sy Weintraub que planejava uma série de Tv com Mike Henry, mas este entrou em conflito com os produtores devido aos seus incidentes e deixou o papel para o ator texano Ron Ely. A série de TV de Tarzan durou 57 episódios e foi tão popular que teve dois de seus episódios reeditados para exibição no cinema (Tarzan: Silêncio Mortal) em 1970. Ely foi o ator que mais se acidentou durante as filmagens por dispensar dublês para as cenas de perigo. Contudo, um dos casos mais curiosos ocorreu com o ator Gordon Scott que foi quase estrangulado por uma Pyton necessitando de seis homens da produção para se soltar do abraço mortal da cobra.

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MIKE NENRY MORDIDO PELA CHITA : O TARZAN QUE PAGOU MICO

A década de 80 ainda trouxe dois filmes curiosos: “Tarzan The Ape Man” (1981) provocou burburinhos na mídia da época devido ao seu conteúdo erótico. Dirigido por John Derek com sua esposa, a atriz Bo Derek (também produtora) como Jane. Nessa releitura, Jane é o foco da história e Tarzan (o ator Miles O’Keefe) funciona como um objeto do desejo de Jane, que é mostrada no pôster promocional do filme. O filme foi duramente criticado na época, com Tarzan só aparecendo em cena depois da primeira metade da história. Ao contrário deste, o diretor britânico Hugh Hudson realizou em 1984 a versão mais próxima do livro original entitulado “Greystoke – A Lenda de Tarzan, o Rei das Selvas” estrelado por Christopher Lambert e Angie MCDowell como Tarzan e Jane. Na década de 90 Casper Van Dien no cinema e os atores Worf Larson e Joe Lara na Tv deram continuidade ao legado de Burroughs.

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CHRISTOPHER LAMBERT – O TARZAN FIEL À OBRA

Tarzan ainda teve uma animação na Tv realizada pelos estúdios da Filmation, extremamente respeitosa aos livros e a mais celebrada adaptação que foi realizada para o cinema em 1999 pelos estúdios Disney (um antigo sonho de seu criador) que moderniza a história com Tarzan com visual surfista deslizando pelas árvores com agilidade admirável. Ainda houve uma animação alemã de 2013 entitulada “Tarzan – A Evolução da Lenda” que também tenta uma atualização da história colocando até o meteoro que extinguiu os dinossauros como elemento narrativo.

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O TARZAN DA DISNEY

2016 traz o ator sueco Alexander Skardgard como o 19º ator a viver o personagem no filme “A Lenda de Tarzan” (The Legendo of Tarzan), que ainda tem Margot Robbie como Jane Porter, e novamente readaptando a história e mostrando que o apelo do personagem é ilimitado.