ESTREIAS DA SEMANA : A PARTIR DE 2 DE MARÇO

LOGAN

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EUA 2017. Dir: James Mangold. Com Hugh Jackman, Patrick Stewart, Boyd Holbrook, Dafne Keen. Ação.

Terceiro filme solo de Wolverine, também o último do personagem vivido por Hugh Jackman (veja artigo no blog postado em 1º de Março). A história só é levemente baseada na hq “Old Man Logan” de Mark Miller & Steve McNiven pois esta traz personagens (Gavião Arqueiro, Hulk etc..) cujos direitos não estão disponíveis para a Fox. A história localiza Logan em um futuro alternativo, escondido na fronteira do México, e cuidando de um envelhecido Professor Xavier, que sofre do Mal de Alzeihmer. Ao encontrar a jovem X23 (Keen), perseguida por terriveis bandidos, Logan se vê forçado a agir de novo. O filme é o mais violento dos filmes em que Jackman vive o herói de garras de adamantium. A trama não se resume a lutas sangrentas, mas explora o lado psicológico dos personagens, graças ao roteiro de Michael Green (o mesmo do filme do “Lanterna Verde“, e que também foi o produtor do cultuado seriado “Heroes“) juntamente com Scott Frank e James Mangold, sendo este último o diretor deste e do filme anterior do herói (Wolverine Imortal). O filme funciona bem tanto como uma história independente quanto um epílogo para o carismático mutante criado em 1974 por Len Wein e Herb Trimpe. O ator australiano se despede do personagem com um filme digno da selvageria com a qual este passou para o panteão dos grandes personagens das hqs. Jackman esteve no Brasil recentemente e encontrou-se com Isaac Bardavid, dublador oficial do herói. Um encontro histórico, sem duvida, já que dificilmente outra voz conseguiria se encaixar tão bem na persona arredia, violenta, indisciplinada e “muy macho” que o filme registrou.

FENCES – UM LIMITE ENTRE NÓS.

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Fences. EUA 2017. Dir: Denzel Washnigton. Com Denzel Washington, Viola Davis. Drama.

Adaptação da peça de Augustus Wilson, muito bem sucedida nos palcos americanos, e que o próprio adaptou para o cinema, com direção de seu protagonista, o sempre excelente Denzel Washington. A história se passa nos anos 50 quando um humilde trabalhador e pai de família quer reviver seu sonho de se tornar jogador de baseball enquanto vive conflitos familiares com o filho e a espoca, esta interpretada pela maravilhosa Viola Davis, merecidamente pemiada com o Oscar de melhor atriz coadjuvante no Oscar. O filme não disfarça sua teatralidade e é mais indicado para quem gosta de dramas pungentes, apoiados por performances de grandes interpretes, e que não ligue para histórias que se arrastem sem comicidade ou ação para diluir as lágrimas decorrentes.

LOGAN – O ADEUS AO BOM E VELHO WOLVERINE

                 A visita do ator Hugh Jackman ao Brasil para divulgar o lançamento de “Logan”, sua despedida do papel que lançou sua carreira de sucesso, deixa um lamentável gosto para os fãs que periodicamente viram o ator empunhar suas garras  desde seu batismo de fogo em 2000 quando Bryan Singer dirigiu o primeiro filme X-Men para a FOX.

incredible_hulk_vol_1_181NAS PÁGINAS DAS HQS: O personagem Wolverine, contudo, teve sua primeira aparição na última página da edição “The Incredible Hulk #180”, de outubro de 1974, escrito por Len Wein e desenhado por Herb Trimpe, embora seu visual tenha sido criado por John Romita Sr. Na edição seguinte, já vem na capa partindo para cima do Hulk, uma amostra da selvageria que seria característica do personagem, que nunca se intimidou perante qualquer adversário. O mutante canadense não tem seu passado mostrado nessas edições, mas já deixa registrado sua agilidade, força e carisma com o qual veio conquistando admiradores. Wein havia recebido do editor Roy Thomas o pedido de criar um personagem não americano, como forma de ampliar as fronteiras do universo Marvel. Partiu de Thomas o uso do nome Wolverine e Wein pesquisou sobre este, um mamífero de temperamento agressivo, peludo e com garras que em nossos dicionários aparece com o nome de … Carcaju ! Meses depois, em maio de 1975, o herói integra a equipe dos heróis mutantes da Marvel na histórica edição “Giant Size X Men #1”. Coube ao desenhista Dave Cockrum dar os traços ao rosto do personagem sem máscara, explorando sua ira incontida e a confusão de suas memórias adormecidas, em histórias continuadas por nomes como John Byrne, Barry Windsor-Smith, Paul Smith e John Romita Jr.

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A IMPRESSIONANTE ARTE DE BARRY WINDSOR SMITH

       Com o personagem crescendo em popularidade, normal que a Marvel fosse gradativamente explorar seu passado obscuro com lapsos de sua história ligada ao serviço secreto canadense, quando foi chamado de Arma X, teve o adamantium implantado em seus ossos, enfrentou desde invasores alienígenas até a máfia japonesa e veio a ser o primeiro membro dos X Men a ganhar título próprio (Wolverine #1) em novembro de 1988. Todo esse sucesso teve o revés da super exposição e, logo, os roteiristas usaram e abusaram do personagem nas décadas seguintes: Teve o adamantium retirado de seu corpo por Magneto, descobriu que suas garras são ósseas, teve seu fator cura inibido, recuperou poderes e o adamantium, participou de uma formação do Quarteto Fantástico  e entrou para os Vingadores, e até inspirou a criação de “Garra das Trevas”, uma fusão entre Batman & Wolverine no universo Amalgama, um projeto conjunto entre a DC e a Marvel na década de 90 que misturava os personagens de ambas as editoras.

O HEROI DE CARNE, OSSO E GARRAS DE ADAMANTIUM: A primeira aparição live-action do personagem se deu em 2000 quando a Fox lançou o filme “X Men”. Na época o ator Dougray Scott havia sido escolhido para o papel, mas este filmava “Missão Impossivel 2” e estava indisponível para o início das filmagens. Jackman, então com 32 anos vinha de pequenos papeis na Tv e foi o último a se apresentar para os testes. Apesar da diferença na altura (nas HQs o personagem tem aproximadamente 1,60m e o ator tem de 1,89 m), o talentoso australiano mostrou que podia incorporar o espírito do mutante invocado e se tornou o centro das atenções, mesmo contracenando com monstros sagrados como Patrick Stewart e Ian McKellen. Foi no segundo filme, no entanto, de 2003 que Jackman pode mostrar o quanto havia entendido do personagem.

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         “XMen2” foi inspirada pelos eventos narrados por Barry Windsor-Smith em sua HQ “Arma X”, publicada em 1991. Nela os implantes de memória e a experiência com o adamantium são apresentados respondendo algumas perguntas, na mesma medida que cria outros mistérios em torno de seu passado, claramente cheio de passagens obscuras já que seu fator cura retarda seu processo de envelhecimento. A infância do herói e outros detalhes de sua juventude só seriam mostradas na HQ entitulada “Origem”  , de 2001, escrita por Paul Jenkins e desenhada por Andy Kubert. Desta HQ, os produtores da Fox se utilizaram de alguns elementos para o primeiro filme solo do herói “XMen Origens: Wolverine” de 2009, que o coloca contra seu arquiinimigo, o mutante Dentes de Sabre, que fora mal aproveitado no primeiro filme dos XMen. Apesar da tentativa, o roteiro de David Benioff e Skip Woods não soube aproveitarcorretamente o material das HQs e ficou abaixo do esperado pelos fãs. Em “XMen3 : O Confronto Final”, de 2006, o herói assumiu papel central na trama, mas os roteiristas Simon Kinberg e Zak Penn misturaram elementos de duas sagas distintas dos mutantes (a saga da Fênix e a Cura) e acabaram sub aproveitando todos os personagens e levando a história a um beco sem saída com a morte de três personagens importantes.  Depois de uma rápida aparição em “XMen Primeira Classe” (2011) veio o segundo filme solo “Wolverine Imortal” (2013) que adapta a clássica mini-série da década de 80, de Chris Claremont e Frank Miller. Nela, Wolverine vai ao Japão, se apaixona e vive um dilema de honra que o coloca no caminho da máfia japonesa. Em 2014, o mutante canadense torna-se mais uma vez o centro das atenções de “XMen: Dias de um Futuro Esquecido” (2014) e volta ao filme seguinte “XMen Apocalipse” (2016) apenas como uma ponta não creditada. Chegamos então ao atual filme, dirigido por James Mangold (que dirigira também “Wolverine Imortal”, trazendo o canto do cisne de Jackman na pele de Wolverine. A história se baseia em “Old Man Logan” de Mark Miller e Steve McNiven, publicada originalmente entre 2008 e 2009. O personagem aparece envelhecido, casado e com filhos. Como a história envolve outros personagens do universo Marvel, dos quais a Fox não detêm os direitos, o filme novo usa a história de Miller apenas como uma base para uma direção nova. Quem, no entanto será notada, é X23, que surgiu no universo Marvel como um clone feminino de Wolverine.

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O NOVO FILME: O ADEUS AO PERSONAGEM

           Dificilmente, a FOX encontrará um outro ator para preencher a vaga de Jackman. O talento deste está marcado nos filmes do gênero como um dos poucos casos em que personagem e intérprete estão automaticamente associados. Podemos rezar, contudo, que o fator cura nos dê algum dia uma nova aventura com Jackman a frente do personagem que vestiu tão bem, mostrando que um fator X deve de fato existir, em algum lugar.

HAPPPY BIRTHDAY : CHLOE GRACE MORETZ

Talento ela tem, basta saber explorar melhor na escolha de papéis, mas o fato é Chloe Moretz tem tudo para brilhar no cinema.

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Nascida em 10 de Janeiro de 1997 em Atlanta, Georgia, filha de um cirurgião plástico e uma enfermeira. Aos 4 anos apareceu pela primeira vez como atriz em dois episódios da série de tv “The Guardian” (2001) , e aos oito anos estreou nos cinema em um papel menor no filme “Heart of The Beholder” (2011). Foi no papel da filha do casal Lutz na refilmagem de “Horror em Amityville” (2005) que Chloe Grace Moretz se fez notar, já sendo indicada ao prêmio “Young Artist Award” . No ano seguinte já contracenou com Martin Lawrence em “Vovó Zona 2” (2006) e participou de outras prduções de tv  (Desperate Housewives) e cinema (500 Dias Com Ela).

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2010 trouxe a pequena talentosa os papeis de Amgie Steadman na adaptação de “Diário de um Banana” e Hitgirl na adaptação da hq de Mark Millar “Kiss Ass – Quebrando Tudo”. Aos 13 anos, Chloe foi um sucesso como a anti-heroína mirim, papel que reprisou na sequência de 2013. Papéis góticos não convecionais parecem lhe cair bem pois viveu uma vampira de 12 anos em “Deixe me Entrar” (2010) – refilmagem de terror suiço – , fez uma rebelde no gótico “Sombras da Noite” (2012) de Tim Burton e o papel da atormentada Carrie White, na refilmagem do asssustador livro de Stephen King “Carrie” (2013) papel vivido por Sissy Spacek no filme original da década de 70.

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Ganhou o Young Artist Award pelo seu desempenho em “A Invenção de Hugo Cabret” (2013), de Martin Scorcese. Já fez comédia, terror e drama, se saindo bem como em “Se Eu Ficar” (2014) em que viveu uma jovem romântica e há um mês estreou no papel de salvadora da humanidade em “A Quinta Onda”, já usando o nome artístico sem o sobrenome do meio. Em breve voltará às telas na comédia “Vizinhos 2” ao lado de Zac Efron e Seth Rogen. Parabéns Chloe Moretz.