VINGADORES ULTIMATO – CHEGOU A HORA !!

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Quando o primeiro trailer de “Vingadores Ultimato” foi divulgado, este tornou-se o primeiro a alcançar 1000 likes em menos de 4 horas no You Tube. Também obteve visualização recorde, com mais de 289 milhões, superando o filme anterior da franquia “Vingadores Guerra Infinita”. Não resta dúvida que tais números servem de termômetro para a chegada do filme que serve de ápice a um planejamento cuidadoso iniciado há 11 anos, e depois de 21 filmes que prepararam o público, incluindo os que nunca leram um quadrinho, mas que passaram a admirar o universo desses heróis.

     Os heróis Marvel já vinham colecionando bons momentos nos cinemas no início dos anos 2000 com o sucesso do “Homem Aranha” de Sam Raimi pela Sony, e dos “X Men” pela Fox, mas criar um universo compartilhado, subdividido em fases, ao longo de todo esse tempo, foi uma aposta audaciosa dos estúdios Marvel. A cada cena pós-crédito o público vibrava com os desdobramentos que se seguiram a partir de “Homem de Ferro” (Iron Man) de 2008, que inclusive reascendeu a carreira de Robert Downey Jr, hoje figura central nas aventuras dos Vingadores.

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      O primeiro filme da equipe, chamada nos quadrinhos de “os maiores heróis do mundo”, chegou às telas em 2012 depois de filmes solos bem-sucedidos com Thor, Capitão América e Homem de Ferro; assim como aconteceu quando Stan Lee inovou a nona arte lançando esses personagens ao longo da década de 60, e depois reunindo-os em uma equipe de pesos pesados para enfrentar a ameaça de Loki, o meio-irmão de Thor. O grande vilão Thanos só viria a surgir em 1973, criado não por Lee, mas pelo autor norte-americano Jim Starlin, que o concebeu como um personagem menor na revista “Iron Man” #55. Starlin desenvolveu as origens e motivações de Thanos ao longo dos anos seguintes confrontando-o com outros heróis como “Homem Aranha”, “Quarteto Fantástico” e “Capitão Marvel” até finalmente envolver os Vingadores. Nos quadrinhos, a derrota de Thanos veio nas mãos de Adam Warlock, um ser artificial criado por cientistas renegados.

      No cinema Thanos ficou um longo tempo como um observador oculto nos bastidores tramando se apoderar das jóias do infinito. Joss Whedon dirigiu o filme dos Vingadores e sua sequência “Vingadores: A Era de Ultron”, de 2015 onde os heróis enfrentam o robô Ultron, criado nos quadrinhos em 1968 por Roy Thomas e John Buscema. O vilão foi uma experiência frankensteniana do Dr.Hank Pym, mergulhado em complexo de Édipo. No filme, no entanto, essa essência se perdeu, e o personagem foi resumido a uma criação mal-sucedida de Tony Stark.

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      Nesse meio tempo, a Marvel teve seus altos e baixos: Aproveitou bem personagens menos conhecidos como “Guardiões da Galáxia” (2014 e 2017) e “Homem Formiga” (2015 e 2018), cada qual com características próprias funcionando perfeitamente, vistos isolados ou como parte de um plano maior. Mesmo com sucesso comercial nem tudo funcionou com perfeição na passagem das hqs para as telas: o vilão Mandarim foi mal aproveitado em “Homem de Ferro 3” (2012) , e o Hulk foi reduzido a coadjuvante da luxo nos filmes sem protagonizar uma aventura solo à altura de décadas de excelentes histórias, apesar de duas tentativas em 2003 e 2008.

      Contrabalançando tudo os resultados foram triufantes em “Capitão América Soldado Invernal” (2014) e “Capitão América Guerra Civil” (2016), flertando com tramas conspiratórias e de espionagem que mostram que o gênero podia ter um conteúdo além da simplória luta entre o bem e o mal. Os filmes da Marvel acertaram em buscar representatividade e lançaram “Pantera Negra” (2018) e “Capitã Marvel” (2019), explorando valores que já eram diferenciais quando Stan Lee deu vida a todo um universo, e o fez com talentos do quilate de Jack Kirby, John Buscema, Jim Steranko, Roy Thomas, Len Wein, Don Heck, Steve Englehart, Steve Dikto entre outros. O produtor Kevin Fiege, o homem forte do estúdio, conseguiu trazer o Homem Aranha para os filmes compartilhados, fez do “Dr.Estranho” (2017) um sucesso explorando elementos místicos em um contexto em que a linguagem da ficção cientifica trata de universos, dimensões paralelas e alienígenas. Personagens como Nick Fury (Samuel L.Jackson), Viúva Negra (Scarlett Johanson), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e outros tornaram-se conhecidos pelo público em geral, não apenas pelos aficionados, que se importam com o destino dos personagens.

          Com “Guerra Infinita” ano passado, a Marvel reuniu um multi-elenco de  mais de 30 personagens desfilando pela tela em uma história apocalíptica. Resta saber como os heróis sobreviventes reagirão ao estalar de dedos que, há um ano, vem criando uma gigantesca expectativa, fazendo fãs evitarem spoilers com o mesmo empenho com o qual vem acompanhando passo a passo a jornada desses heróis, uma verdadeira odisseia que se transformou em objeto de adoração e culto na cultura pop, ícones de um moderna mitologia que começou, na verdade, quando Stan Lee – imaginamos – disse algo como “Tenho uma ideia!” Assim se fez a luz, com papel e nanquim e agora em cenas digitais de um jogo que não chega exatamente a um fim, mas a um novo começo.

FELIZ 2019 :PREVIEW DO CINEMA

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ANIMAÇÕES

O ANO DE 2019 RESERVA FORTES AGRADÁVEIS REENCONTROS. RALPH E VANELOPE ESTÃO À SOLTA NA INTERNET E JÁ SABE DE ANTEMÃO QUE AS PRINCESAS DISNEY ESTARÃO PRONTAS PARA RECEBER A PEQUENA VANELLOPE EM “WI RALPH 2”, QUE ABRE OS PRIMEIROS LANÇAMENTOS DO ANO NOVO DIA 3. O MÊS DE JANEIRO AINDA TEM O AGUARDADO “HOMEM ARANHA NO ARANHAVERSO” E “COMO TREINAR SEU DRAGÃO 3” NO MEIO DO MÊS ENCERRANDO A TRILOGIA DAS AVENTURAS DE SOLUÇO E BANGUELA. MINHA CURIOSIDADE É AINDA MAIOR COM RELAÇÃO A “TOY STORY 4”, PREVISTO PARA JUNHO. DEPOIS DE MUITAS LÁGRIMAS NO TERCEIRO FILME QUE SERVIA DE APARENTE EPILOGO PARA AS AVENTURAS DE WOODY, BUZZ E CIA, FICO IMAGINANDO O QUE VEM POR AÍ, ALÉM DE CLARO MAIS LÁGRIMAS E RISOS. FEVEREIRO TRAZ WILL SMITH e TOM HOLLAND EM “UM ESPIÃO ANIMAL” ALÉM DE “UMA AVENTURA LEGO 2”. SERÁ O ANO DOS BRINQUEDOS JÁ QUE AGOSTO TEREMOS “PLAYMOBIL O FILME”. O ILLUMINATION STUDIOS TRAZ “PETS – A VIDA SECRETA DOS ANIMAIS 2” QUE CHEGA A NOSSAS TELAS NAS FÉRIAS DE JULHO.

AVENTURA & FANTASIA

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A DISNEY A CADA ANO TEM UMA VERSÃO DE LIVE ACTION DE SEUS GRANDES SUCESSOS E ANO QUE VEM TEREMOS O AGUARDADO “ALADIM” PREVISTO PARA MAIO, COM WILL SMITH VESTINDO O PAPEL DO GÊNIO QUE ESTÁ MARCADO EM NOSSAS MEMORIAS NA VOZ E TREJEITOS DE ROBIN WILLIAMS. DOIS MESES DEPOIS TEMOS “O REI LEÃO” QUE REPETIRÁ O EXCELENTE JAMES EARL JONES NO PAPEL DE MUFASA. ANTES DESSES, NÃO NOS ESQUEÇAMOS DA VERSÃO DE TIM BURTON PARA “DUMBO” PROGRAMADO PARA MARÇO. A DISNEY AINDA DOMINA O MERCADO COM “JUNGLE CRUISE” QUE REUNE O ASTRO DWAYNE JOHNSON E EMILY BLUNT EM ADAPTAÇÃO DE ATRAÇÃO DO PARQUE TEMÁTICO DA TERRA DE MICKEY MOUSE. FALANDO NO ASTRO THE ROCK, DEZEMBRO DE 2019 É ESPERADO PARA A CHEGADA DE “JUMANJI 3”, AINDA SEM NENHUMA NOVIDADE MAIOR DIVULGADA SOBRE A HISTÓRIA DA SEQUÊNCIA.

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SUPER HEROIS

CERTAMENTE “VINGADORES:ULTIMATO” , EM ABRIL, É UM DOS FILMES MAIS AGUARDADOS DO ANO QUE VEM, SENÃO O MAIS ESPERADO GUARDANDO SEGREDOS COMO O DESTINO DE PERSONAGENS QUERIDOS PELO GRANDE PÚBLICO E O FUTURO DO UNIVERSO CINEMATICO MARVEL. ANTES PORÉM TEREMOS O IGUALMENTE ESPERADO “CAPITÃ MARVEL” COM BRIE LARSON, PROMETIDO PARA MARÇO. A DC COMICS RECEM SAIDA DO SUCESSO DE “AQUAMAN”, RESERVOU PARA ABRIL TAMBÉM A PRIMEIRA ADAPTAÇÃO DE “SHAZAM!” COM ZACHARY LEVI, QUE DE ACORDO COM OS TRAILLERS DIVULGADOS, TERÁ UM TOM MAIS LEVE QUE OS DEMAIS FILMES DC/MARVEL. TOM HOLLAND VOLTA A LANÇAR TEIAS NO CINEMA EM SEU SEGUNDO FILME COMO PETER PARKER “HOMEM ARANHA: LONGE DO LAR” SACUDINDO O FERIADÃO DE 4 DE JULHO NOS ESTADOS UNIDOS. ANTES POREM, DAVID HARBOUR (DE “STRANGE THINGS”) ESTRELA O REBOOT DE “HELLBOY” VOLTADO PARA MAIORES DE 17 ANOS. NO EMBALO DA FUSÃO DISNEY/FOX, TEMOS EM JUNHO “X MEN FÊNIX NEGRA” E EM AGOSTO “OS NOVOS MUTANTES”, QUE JÁ ESTAVAM EM PRODUÇÃO ANTES DA UNIÃO DOS ESTUDIOS.

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TERROR

STEPHEN KING CONTINUARÁ SENDO O REI DO GÊNERO NAS TELAS DO ANO NOVO. PRIMEIRO COM A ESPERADA CONCLUSÃO DA SAGA DO PALHAÇO PENNYWISE EM “IT A COISA – PARTE II” PREVISTO PARA SETEMBRO DE 2019. MUITO ANTES DISSO TEMOS A REFILMAGEM DE “CEMITERIO MALDITO”, QUE CHEGA EM ABRIL. JAMES WAN MARCA PRESENÇA DE VOLTA AO GÊNERO QUE CONSAGROU SEU NOME. PRIMEIRO NA PRODUÇÃO DE “A MALDIÇÃO DA CHORONA”, ADAPTAÇÃO DE UMA LENDA MEXICANA, CUJA ESTREIA FICA EM ABRIL. TAMBEM COMO PRODUTOR, WAN PROMETE EM BREVE “INVOCAÇÃO DO MAL 3”, SEM DATA DIVULGADA AINDA. NO MEIO TEMPO TEREMOS “ANNABELLE 3” EM JULHO, REUNINDO O CASAL WILSON INTERPRETADO POR VERA FARMIGA E PATRICK WILSON. O BONECO CHUCKY VOLTA ÀS TELAS PROMETENDO RESTAURAR A CREDIBILIDADE DA FRANQUIA DIANTE DA NOVA GERAÇÃO NA REFILMAGEM DE “BONECO ASSASSINO” RESERVADO PARA JUNHO. EM FEVEREIRO VOLTAMOS À FRANQUIA DOS LIVROS DE CLIVE BARKER EM “HELLRAISER JULGAMENTO”, 9º LONGA DA SÉRIE QUE NOS ESTADOS UNIDOS FOI LANÇADO DIRETAMENTE EM DVD/BLU RAY. O CONDE ORLOCK DO CLÁSSICO “NOSFERATU” APARECE NESSA NOVA REFILMAGEM DO CLÁSSICO DE F.W.MURNAU, DESTA VEZ COMANDADO POR ROBERT EGGARS DE “A BRUXA” E “HEREDITARIO”. JÁ AGOSTO TRAZ “MAMA 2” AINDA SEM NENHUMA NOTICIA SOBRE A TRAMA. EM OUTUBRO O CLIMA DE HALLOWEEN COMEÇA COM “A MORTE TE DÁ PARABENS 2”, SEQUÊNCIA DO INESPERADO SUCESSO DE 2017.

HOBBS SHAW

AÇÃO

2019 TEM MUITA AÇÃO COM “HOBBS & SHAW” REUNINDO DWAYNE JOHNSON E JASON STATHAM REPETINDO OS PAPEIS DE SEUS PERSONAGENS NA FRANQUIA “VELOZES & FURIOSOS”. KEANU REEVES VOLTA EM “JOHN WICK 3” EM MAIO. SAEM TOMMY LEE JONES & WILL SMITH E ENTRAM CHRIS HEMSWORTH E TESSA THOMSPON PARA PROTEGER A TERRA EM “MIB INTERNACIONAL”, NAS TELAS EM JUNHO. OUTRO RETORNO É O DE SAMUEL L.JACKSON AO PAPEL DO POLICIAL LINHA DURA DE “O FILHO DE SHAFT” RESERVADO EM JUNHO. NÃO SÓ DE HOMENS VIVE O CINEMA DO GÊNERO E TEMOS ASSIM “GODZILLA – O REI DOS MONSTROS” QUE TEM NO ELENCO A PEQUENA ESTRELA MILLIE BOBBY BROWN, CHEGANDO EM MAIO. ARNOLD SCHWARZENEGGER E LINDA HAMILTON ESTÃO DE VOLTA NA SEQUÊNCIA “O EXTERMINADOR DO FUTURO 6”, AINDA SEM SINOPSE REVELADA E, PORTANTO, SEM PODER CRIAR MAIORES EXPECTATIVAS DO QUE SERÁ. NO MESMO MÊS UM NOVO TIME DE MULHERES DE AÇÃO SE REUNE EM “AS PANTERAS”, REBOOT DA REFILMAGEM DA SÉRIE CLÁSSICA DOS ANOS 70. O ANO MAL COMEÇOU E LEMBREMOS QUE EM DEZEMBRO TEREMOS O DESFECHO NA NOVA TRILOGIA “STAR WAR EPISODIO IX”, AINDA SEM SUBTÍTULO DIVULGADO E SEM MAIS DETALHES DA HISTÓRIA.

TURMA DA MONICA

NACIONAIS

GRATO REENCONTRO COM OS HABITANTES DO LARGO DO AROUCHE NA ADAPTAÇÃO DE “SAI DE BAIXO” PROGRAMADA PARA FEVEREIRO. MAISA SILVA RECEM SAIDA DO ÓTIMO “TUDO POR UM POP STAR” VOLTA ÀS NOSSAS TELAS EM “CINDERELA POP” NO MESMO MÊS. INGRID GUIMARAES MARCA PRESENÇA EM “DE PERNAS PARA O AR 3” EM ABRIL. GRANDE EXPECTATIVA TEMOS COM A ADAPTAÇÃO LIVE ACTION DOS PERSONAGENS MARAVILHOSOS DE MAURICIO DE SOUZA EM “TURMA DA MÔNICA – LAÇOS” EM JUNHO. OUTRA ADAPTAÇÃO BEM ÀS NOSSAS TELAS É O TEXTO DE MARIA CLARA MACHADO EM “PLUFT O FANTASMINHA” PROMETIDA PARA MARÇO. EM OUTUBRO TEMOS TAMBÉM A ADAPTAÇÃO DA CLÁSSICA CANÇÃO DE RENATO RUSSO EM “EDUARDO & MÔNICA”. CLARO NÃO PODEMOS DEIXAR DE LADO A VOLTA DE DONA HERMÍNIA ANUNCIADA PARA “MINHA MÃE É UMA PEÇA 3” COM O EXCELENTE PAULO GUSTAVO.

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MAIS FILMES

TERRY GILLIAM FINALIZOU O AGUARDADO “O HOMEM QUE MATOU DON QUIXOTE”, EM FEVEREIRO, ADAPTANDO O CLÁSSICO DE MIGUEL DE CERVANTES, UM PROJETO QUE SE ARRASTOU POR MAIS DE UMA DÉCADA ATÉ SER COMPLETADO. CLINT EASTWOOD LANÇA TAMBÉM SEU MAIS NOVO PROJETO “A MULA”. O ANO TERÁ AINDA “HOLMES & WATSON”, COMÉDIA COM WILL FARRELL E JOHN C. REILLY QUE OBTEVE ASSUSTADOR 0% DE APROVAÇÃO DE PUBLICO E CRÍTICA QUANDO LANÇADO NOS ESTADOS UNIDOS NO FINAL DO ANO PASSADO. REILLY TERÁ MELHOR ATUAÇÃO EM “STAN & OLLIE”, BIO SOBRE A CARREIRA DA DUPLA “O GORDO & O MAGRO”. DEPOIS DO SUCESSO EM 2018 DE “BOHEMIAN RAPHSODY’ AGUARDAMOS A CHEGADA DE “ROCKETMAN” SOBRE A VIDA DO CANTOR ELTON JOHN, LENDA VIVA DA MUSICA POP INTERNACIONAL. KENNETH BRANAGAH RETORNA TAMBÉM NO FIM DE ANO NO PAPEL DO ICÔNICO DETETIVE HERCULE POIROT NA ADAPTAÇÃO DE “MORTE SOBRE O NILO” DO LIVRO DE AGATHA CHRISTIE. ANTES DISSO, FINALMENTE, TEREMOS A IGUALMENTE AGUARDADA SEQUÊNCIA “CREED II” QUE PROMETE ENCERRAR A JORNADA DE ROCKY BALBOA INICIADA EM 1976 POR SYLVESTER STALLONE.

TEREMOS UM ANO CINEMATOGRAFICAMENTE RICO COM OUTROS LONGAS,  ALÉM DESSES E JÁ NO PRÓXIMO DOMINGO A CERIMÔNIA DE ENTREGA DO “GOLDEN GLOBE” INICIANDO A TEMPORADA DE PREMIAÇÃO CINEMATOGRAFICA QUE , CLARO, INCLUI O ESPERADO OSCAR. QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS E FELIZ 2019 !!!!

GRANDE ESTREIA: VENOM

(Venom) EUA 2018. Dir: Ruben Fleischer. Com Tom Hardy, Michelle Williams, Woody Harrelson, Jenny Slate. Ação.

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Sinto que o gênero dos super herois está oferecendo uma overdose de títulos, logo este é mais um apesar do personagem não ser exatamente um heroi. Criado originalmente como antagonista para o Homem Aranha (que não dá as caras aqui), por David Micheline e Todd McFarlane no final dos anos 80, o personagem é um simbionte alienígena trazido à Terra inadvertidamente por Peter Parker depois do evento chamado “Guerras Secretas”, de 1984. Inicialmente J.M. Dematteis e Mike Zeck fizeram deste um uniforme senciente capaz de gerar sua própria teia e de se camuflar como uma segunda pele. Quando anos depois foi estabelecido que o uniforme negro era não só inteligente mas também queria se unir definitivamente a Peter, este o rejeitou. A criatura trocou de hospedeiro para o reporter picareta Eddie Brock e o resultado foi o vilão Venom, já encarnado nas telas por Topher Grace no fraco “Homem Aranha 3” de 2007. Não espere por essas referências, o filme de Venom faz dele uma especie de anti~heroi em sintonia com a cartilha dos filmes de origem, embora não esteja preocupado em estabelecer exatamente vem o simbionte. Eddie Brock (Hardy) o encontra em um laboratorio e descobre planos nefandos dos cientistas do local. Há uma mezcla de terror e ação que deveria ser o diferencial entre os filmes de hqs, e que certamente atrairão os fãs que conhecem o personagem.

GRANDE ESTREIA: HOMEM FORMIGA & VESPA

                 O projeto de um filme do “Homem Formiga” já existia desde 2003, bem antes da formação do assim chamado Universo Cinemático Marvel, quando o diretor e roteirista Edgar Wright desenvolveu a história como um filme de aventura com tons de comédia. Foram necessários mais de dez anos para uma das criações menos badaladas da Marvel se tornasse um triunfo do seu gênero.

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PAUL RUDD & EVANGELINE LILY

                 Cinco anos depois de Richard Matheson publicar seu romance “The Shrinking Man” (adaptado para o cinema no ano seguinte) sobre um homem que involuntariamente encolhe até dimensões subatômicas, a editora Dc Comics publicou o herói “The Atom” que usa tais habilidades para combater o crime. No inicio da assim batizada “Era de Prata dos quadrinhos” (1956-1970), Stan Lee juntamente com seu irmão Larry Lieber e seu parceiro, o desenhista Jack Kirby publicaram na revista de antologias “Tales to Astonish” #27 a história do cientista Henry Pym que cria um soro capaz de reduzir seu tamanho. Eram apenas sete páginas da história intitulada “The Man in the Ant Hill”, mas esta flertava com a ficção científica e não com uma típica história de super herói. O sucesso inesperado fez Lee retomar o personagem oito meses depois (Tales to Astonish #35) transformando-o em improvável campeão da justiça. Sem que houvesse detalhamento científico em como as chamadas Partículas Pym conseguiam comprimir tanto o espaço atômico ao ponto de permitir o deslocamento de sua massa e ainda manter sua força física, o personagem se juntou à galeria de maravilhas que capturou a imaginação das crianças e jovens sessentistas. Capaz ainda de se comunicar e controlar as formigas com seu capacete cibernético, o Dr.Pym se juntou a Thor, Hulk, Homem de Ferro e, juntos fundaram a equipe dos Vingadores em 1963 (The Avengers #1), assim batizados pela Vespa, a única heroína do grupo e namorada do Dr.Pym. A Vespa fez sua primeira aparição em “Tales to Astonish” #44 a princípio a socialite Janet Van Dyne,  que compartilha os poderes das partículas Pym, mas que evolui com o passar do tempo vindo a se tornar uma das mais queridas heroínas da Marvel, até mesmo liderando os Vingadores por um período. No novo filme a heroína vem a ser interpretada por Michelle Pfeiffer.

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MICHELLE PFEIFFER É A VESPA ORIGINAL

             Os anos de história que se seguiram, no entanto, judiaram bastante do personagem que sentindo-se inferiorizado perante o poder dos outros membros da equipe, ganha estatura descomunal como o “Gigante” (Tales to Astonish #49 / Novembro 1963), e “Golias” (Avengers #28 / Maio 1966), mudanças de identidade que seriam explicadas mais tarde como uma esquizofrenia gerada como efeito colateral da absorção da mesma formula que lhe concedia os poderes, ora de encolhimento ora de aumento de tamanho. O personagem ainda mudaria para Jaqueta Amarela (The Avengers #59 / Dezembro 1968) anos mais tarde, e seria o responsável pela criação do vilão Ultron (nos filmes atribuída a Tony Stark) personificando o clichê do cientista genial ora do bem ora do mal.

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A CLÁSSICA HQ DO HERÓI

           Recuperado de seus atos, o Dr.Pym deu sua benção para que o ladrão Scott Lang o substituísse como Homem Formiga a partir de Março e Abril de 1979 quando David Micheline e John Byrne criaram o personagem que cairia no gosto popular. Outro personagem que compartilharia o poder da formula Pym foi o Dr. Bill Foster criado por Stan Lee e Don Heck (The Avengers #32 / Setembro 1966) que, depois de ajudar Pym, vem a se tornar o segundo Gigante, e mais tarde o “Golias Negro”. Foster chega às telas no novo filme vivido por Lawrence Fishburne.

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ALEX ROSS PINTA O GIGANTE EM “MARVELS”

          Todos esses personagens surgem nas telas desde o lançamento de “Homem Formiga” (2015), que acabou dirigido por Peyton Reed (Sim Senhor), depois que diferenças criativas afastaram Edgar Wright. O filme teve mudanças no tom pretendido inicialmente por Wright, que manteve crédito como co-autor do roteiro, que ainda teve contribuições de Joe Cornish, Adam McKay e do próprio Paul Rudd, intérprete do herói. Uma das discordâncias que levaram a saída de Edgar Wright era que este pretendia fazer um filme isolado, sem conexão com os demais do Estúdio Marvel. Além disso, a participação da Vespa seria praticamente nenhuma, e a jovem Hope (Evangeline Lily), filha do Dr.Pym (Michael Douglas) tinha passagem menor na trama. Um dos grandes feitos da mudança para a direção de Peyton Reed foi fazer do filme uma eficiente trama de assalto, valorizando a jornada de Lang como bandido regenerado que também luta para ser um pai melhor. Nos quadrinhos, Hank Pym descobriu depois de muito tempo que tinha uma filha chamada Nadia Van Dyne, de seu primeiro casamento, antes de conhecer a Janet. Curiosamente tanto Nadia quanto Hope significam “Esperança”, respectivamente em inglês e russo !!

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SURGE O GIGANTE

             O orçamento estimado em US$130 milhões tornou-se uma bilheteria mundial de mais de US$500 milhões coroando o fim da Fase Dois da Marvel. Peyton Reed assegurou assim seu retorno na sequência “Homem Formiga & Vespa”, mas ficou desapontado quando Scott vira o Gigante em sua segunda aparição nas telas em “Capitão América: Guerra Civil” (2016) já que o diretor queria que a estreia desse poder ficasse para o segundo filme solo do herói. O curioso é que o vilão escolhido para o novo filme, a “Fantasma” (Hannah John-Kamen), nos quadrinhos era inimigo do Homem de Ferro (Iron Man #219 / Junho 1987). Já o Agente secreto Jimmy Woo (Randall Park) apareceu pela primeira vez nos quadrinhos em “Yellow Claw” #1 (1956) pela Editora Atlas, antecessora da Marvel.

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              Com altos e baixos em sua vida, o herói Hank Pym, vivido por Michael Douglas, é um dos primeiros criados pela clássica colaboração Stan Lee-Jack Kirby, tendo este último celebrado ano passado seu centenário, um gênio não tão badalado quanto Stan Lee. Provando que a soma das partes é maior que seus componentes, suas criações continuam a encantar gerações e parece longe de parar pois seja o incrível homem ou a mulher, eles encolheram mas a diversão é gigante!

VINGADORES: GUERRA INFINITA

            Leitores de quadrinhos foram conquistados pela continuidade no Universo Marvel quando a editora nasceu ainda na primeira metade da década de 60. A ideia de que eventos na história de um herói seriam conectados a eventos de outros ajudou a reforçar o tom dramático pretendido, além de prender a atenção do leitor. Reproduzir essa conexão em filmes sequenciados foi um desafio vencido pela editora, hoje um estúdio dos mais bem sucedidos, e agora prestes a entregar um dos mais aguardados filmes do gênero, que ajudou a consolidar na Hollywood moderna.

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           São mais de 60 personagens em cena (entre principais, coadjuvantes e participações especiais) reunidos em uma batalha épica que servirá de um longo epílogo para sua atual fase. Inicialmente anunciado como um filme dividido em duas partes, ao menos até que os irmãos Anthony e Joe Russo anunciaram que Vingadores 3 e 4 seriam filmes independentes porem interligados. O desafio dos diretores é manter a coesão em um elenco diverso, geralmente repleto de egos inflados, e a coerência com um total de 18 filmes iniciado há dez anos quando Jon Favreau ressuscitou a carreira de Robert Downey Jr entregando-lhe o papel de Tony Stark em “Homem de Ferro” (Iron Man). Ao final deste, a presença de Samuel L. Jackson como Nick Fury na primeira de várias cenas pós créditos que se tornaram marca registrada dos filmes da Marvel.  Como os personagens mais populares da editora já estavam sendo filmado por outros estúdios (Homem Aranha na Sony, X Men na Fox), a decisão foi aproveitar os outros heróis do catalogo e, na primeira fase, estes foram apresentados ao público, nos filmes “O Incrível Hulk” (lançado dois meses depois do filme de Jon Favreau), “Homem de Ferro 2”, já no ano seguinte, seguido de “Thor” e “Capitão América: O Primeiro Vingador” (ambos de 2011). Ao final deste, Steve Rogers desperta no mundo atual dando sinal verde para a reunião de todos em “Vingadores” (2012), hábilmente dirigidos por Joss Whedon. Mostrando que tudo era apenas uma pequena amostra do poder de fogo do estúdio, Whedon só encerra o filme depois que após os créditos surge a figura sinistra de Thanos como o arquiteto da batalha vencida pela equipe que ainda inclui em suas fileiras o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), a Viúva Negra (Scarlett Johansson) e o Hulk (Mark Ruffalo substituindo Edward Norton). Desde então o confronto com Thanos tem sido uma ameaça constante, mas velada a medida que o estúdio seguia deixando para trás uma série de adaptações mal sucedidas como o “Quarteto Fantastico” de Roger Corman ou o seriado do “Homem Aranha” nos anos 70, período cuja única exceção foi a série do “Incrível Hulk” com Bill Bixby e Lou Ferrigno.

Infinity-Gauntlet-600x400-im-des             A Marvel passou a colecionar sucessos com personagens desconhecidos do grande público como “Guardiões da Galáxia” (2014) e “Homem Formiga” (2015), além de construir trilogias individuais com Homem de ferro, Thor e Capitão América. Grande triunfo foi o acordo entre a Sony e a Marvel que permitiu que o Homem Aranha, seu herói mais popular, fosse integrado ao assim chamado “Universo Cinemático Marvel”, a partir de “Capitão América: Guerra Civil” (2016), e em seguida “Homem Aranha Volta ao Lar” (2016).  A venda da editora para a Disney só aumentou o poder de fogo dos heróis da editora, mesmo que desentendimentos com a Universal tenham impedido a realização de mais um filme solo do “Hulk”, fazendo do gigante verde uma espécie de coadjuvante de luxo de filmes como “Thor Ragnarok” (2017), sub aproveitando a trama da hq “Planeta Hulk” diluída no filme do Deus do Trovão.

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             A cada filme a trama tecida apontava um plano maior com as joias do infinito, artefatos de grande poder que reunidos em uma manopla, podem destruir o universo. O Tessaract é a joia do espaço, a primeira mostrada em “Thor” e em seguida “Capitão América: O Primeiro Vingador”; A joia da mente é a que foi entregue a Loki no cetro usado pelo vilão asgardiano em “Vingadores” (2012) e que foi depois usada para criar o sintozóide Visão em “Vingadores: A Era de Ultron” (2015); o éter de “Thor: Mundo Sombrio” (2013) é a joia da realidade, introduzida pouco antes da joia do poder em “Guardiões da Galáxia” (2014); e a joia do tempo é o olho de Agamotto apresentado em “Dr.Estranho” (2016). Falta apenas uma, a joia da alma, cujo paradeiro certamente será revelado agora com a chegada de Thanos na Terra.

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              A estratégia conduzida por Kevin Fiege, presidente da Marvel, foi aproveitar tramas oriundas dos quadrinhos, mesclando material clássico (a origem dos heróis, o robô Ultron, as joias do infinito) com histórias mais recentes (guerra civil, o soldado invernal) reunindo atores renomados para papeis periféricos (Anthony Hopkins, Michael Douglas, Cate Blanchett, Kurt Russell, Robert Redford) com talentos mais jovens (Chris Evans, Chris Hemsworth, Tom Holland, Benedict Cumberbatch, Chris Pratt) – incluindo claro a pedra fundamental do elenco, Robert Downey Jr cujo salário de 44 milhões coroa seu carisma diante do público que tem correspondido com devoção a cada sucesso do estúdio como o recente “Pantera Negra”, cuja bilheteria doméstica  já desbancou até mesmo filmes como “Titanic” (1998). Tendo em mente o orçamento milionário do novo Vingadores, este estará à altura da ameaça representada pelo vilão criado por Jim Starlin em “Iron Man #55” de 1973. Thanos é um alienígena de Titã, lua de Saturno, apaixonado pela morte e, que emprega todas suas ações homicidas com o propósito de agradá-la. Os confrontos com os heróis se seguiram por vários anos até atingir seu ápice em 1977, publicado pela primeira vez no Brasil, no título da Editora Abril “Grandes Heróis Marvel #1”, seis anos depois. O apetite genocida do vilão voltou quando este ressuscita em 1990 com a missão de apagar metade dos seres vivos do universo, e aí surge a ideia da manopla com as joias do infinito reunida em “Thanos: Em Busca do Poder” alcançando os poderes de um Deus, levando à mini-série “Desafio Infinito” de 1991, onde estão todas as ideias exploradas no roteiro deste terceiro filme dos Vingadores. Nos quadrinhos, Thanos só foi derrotado porque inconscientemente ele assim desejou terminando por se aliar aos heróis contra uma ameaça em comum nas sequências “Guerra Infinita” (1992) cujo plot é totalmente diferente do filme homônimo, e “Cruzada Infinita” (1993). Anos mais tarde novas histórias dariam prosseguimento à jornada do vilão em sua devoção à própria morte, que aliás é o significado de seu nome vindo do grego Thánatos.

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           O novo filme ainda aproveita outras fases dos heróis da editora como a nova identidade de Steve Rogers, que depois dos eventos de “Capitão América: Guerra Civil” deixou a barba crescer, largou o escudo e assumiu o codinome “Nômade”, refletindo o que herói fizera originalmente em 1974 nas páginas de “Captain America #180”. Nos quadrinhos Steve Rogers ainda abandonaria sua famosa identidade heroica outras vezes. Mortes são esperadas para esse capítulo, um desfecho arquitetado desde o começo dos estúdios Marvel, mudanças serão sentidas, mas certamente a chegada do filme representará um novo patamar para o filme de super herói, um que nem mesmo o criativo Stan Lee teria imaginado quando criou a primeira hq do “Quarteto Fantástico”, o título que iniciou a casa das maravilhas e que ainda demonstra fôlego para muito mais, que dez anos depois do primeiro Homem de Ferro é celebrado com toda a pompa e circunstância que faz dos Vingadores

TRAILLER: VINGADORES GUERRA INFINITA

Finalmente o aguardado trailler de “Vingadores Guerra Infinita” (Avengers Infinity War). O filme, que será lançado em 26 de Abril de 2018, trará o adiado confronto entre o vilão Thanos (Josh Brolin) e os heróis Marvel, não apenas os Vingadores, mas também o Dr.Estranho (Benedict Cumberbatch), Homem Aranha (Tom Holland) e os Guadiões da Galaxia. O clima apocaliptico anuncia a proximidade do fim do Universo Marvel nas telas iniciado em 2008 com o primeiro filme do Homem de Ferro. Ainda teremos “Vingadores 4” em 2019, mas não há como afastar um sentimento de pesar pela morte de personagens queridos, ainda especula-se quais apesar de ser esperado que ao menos Chris Evans (Capitão America) e Robert Downey Jr (Homem de Ferro) venham em um futuro próximo a se despedir de seus personagens já que seus contratos estão chegando a um fim. Veremos em breve.

ESTREIAS DA SEMANA : 29 DE SETEMBRO

O LAR DAS CRIANÇAS PECULIARES. (Miss Peregrine’s home for peculiar children) EUA 2016. Dir: Tim Burton. Com Eva Green, Asa Butterfield, Terence Stamp, Rupert Everett, Milo Parker, Samuel L.Jackson, Judi Dench. Fantasia.

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Adaptação do primeiro livro do autor Ransom Riggs (parte de uma trilogia) sobre um lugar mágico que abriga crianças com habilidades especias, rejeitadas pelo mundo e caçadas pelos terríveis etéreos. O jovem Jacob (Butterfield de “A Invenção de Hugo Cabret) chega ao local depois da morte de seu avô (Stamp) e descobre o passado dos peculiares protegidos pela misteriosa Srta Peregrine (Green) e ameaçados pelo diabolico Barron (Jackson). Vide artigo sobre o livro na postagem anterior.

O BEBÊ DE BRIGET JONES (Bridget Jones’s Baby) EUA 2016. Dir: Sharon Maguire. Com Renee Zellweger, Patrick Dempsey, Colin Firth, Jim Broadbent. Comédia Romãntica.

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Depois de um longo tempo em desenvolvimento (desde 2009), finalmente chega o terceiro filme , o primeiro não saído do livro de Helen Fielding, mas cujos eventos se situam após o terceiro livro (Bridget Jones:  Mad about the Boy). A própria autora co-escreveu o roteiro desse novo exemplar. Renné Zellweger retoma a personagem grávida aos 40 anos, sem saber qual dos dois homens acima na foto é o pai de seu rebento. Patrick Dempsey (da série “Grey’s Anatomy) é o novo rival do galã Colin Firth pelo coração de Bridget, depois que o personagem de Hugh Grant ficou de fora dessa sequência.

MEU AMIGO: O DRAGÃO (Pete’s Dragon) EUA 2016. Dir: David Lowry. Com Aaron Jackson, Robert Redford, Karl Urban, Bryce Dallas Howard. Fantasia.

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Não está bem de bilheteria essa adaptação de uma animação da Disney de 1977 sobre um amigável dragão que trava amizade com um menino. A amizade entre eles é ameaçada quando as pessoas começam a acreditar que a criatura é perigosa. O elenco ainda traz a presença de Robert Redford, Karl Urban (o Dr MacCoy de “Star Trek” e Bryce Dallas Howard (Jurassic World).

CAPITÃES AMERICA

CA 77 - 01                     Algumas coisas sobre o Capitão América que nem todos conhecem: Ele não foi criado por Stan Lee, mas sim por Joe Simon & Jack Kirby. Datado de Março de 1941 (embora tivesse sido distribuído no final do ano anterior), a revista “Captain America” #1 foi publicada quase um ano antes do bombardeio japonês em Pearl Harbor que levou os Estados Unidos a entrar na Segunda Guerra. Também não foi o primeiro a explorar um caráter ufanista já que antes já havia sido publicado o herói “O Escudo” (The Shield) na revista “Pep Comics” #1, publicada vários meses antes, e que já trazia um uniforme baseado na bandeira norte-americana. Chris Evans não é o primeiro ator a viver o herói, e sim o quarto ator a personificá-lo.


Em 1944, um ano antes do fim da Segunda Guerra, Dick Purcell estrelou um seriado da Republic (Aqueles que eram divididos em 15 capítulos antes do filme principal) onde seu nome não era Steve Rogers, mas sim Grant Gardner, um promotor público. Seu uniforme não trazia as asinhas da máscara e empunhava um revólver em vez do vistoso escudo. Seu inimigo era o vilão Escaravelho, cuja identidade era conhecida do público para criar envolvimento da plateia. O orçamento do seriado “Captain America” (1944) era maior que as produções do gênero e foi o último trabalho de Purcell, que falecera de ataque cardíaco poucos meses depois de terminadas as filmagens. Essa versão é possível de ser encontrada em DVD. Demorou um longo tempo para uma nova adaptação, e mesmo nos quadrinhos o herói passou por um período de baixas. Com o fim do conflito mundial, os comunistas substituíram os nazistas como vilões, mas mesmo assim o gênero parecia cair em decadência até que o título do herói foi cancelado.

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Capitão America : Dick Purcell nos anos 40

Somente em 1964 em “Avengers” #4 que Stan Lee ressucitou o sentinela da liberdade substituindo o ufanismo do passado pelo anacronismo. Despertado de sono criogênico, Steve Rogers é um homem deslocado no tempo, representante de um ideal de liberdade utópico e com valores morais ultrapassados. Lee foi genial em trazer o herói em uma época em que a America perdia a inocência depois das mortes de Kennedy e Martin Luther King e, entrando a década de 70 em que teve um elogioso arco de histórias escrito por Steve Englehart e desenhado por Sal Buscema no qual enfrenta a organização “Império Secreto”, reflexo direto da década do escândalo de Watergate e da queda de Nixon.

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Capitão America na TV dos anos 70

Em 1979, a Universal gozava com o sucesso da série de Tv do Incrível Hulk, estrelado por Bill Bixby e Lou Ferrigno, uma adaptação inspirada no material impresso da Marvel, mas absolutamente livre das referências originais do personagem. Pensava-se em fazer o mesmo com o Capitão América e, assim a CBS levou ao ar dois filmes pilotos estrelados pelo ex jogador de futebol americano Reb Brown, então com quase 30 anos. Os telefilmes “Captain America” e “Captain America II – Death Too Soon” traziam Steve Rogers como desenhista publicitário sem nenhuma relação com o exército ou com a segunda guerra. Após sofrer em um atentado devido às relações de seu falecido pai com o governo, Steve tem a vida salva por um soro que lhe dá super força e velocidade. Seu uniforme parecia com o das HQs (ficou melhor no segundo filme) mas tinha dois detalhes: Sua máscara era composta por um capacete de motoqueiro e seu escudo era transparente. O resultado foi abaixo do esperado para justificar a produção de uma série, mas trazia um atrativo a presença do veterano Christopher Lee (Drácula) no segundo filme. Apesar do orçamento restrito, as cenas de ação conseguem empolgar e foram para os que como eu, assistiram na TV Globo quando criança, uma aventura no mínimo agradável. Na França o segundo telefilme chegou a ser exibido nos cinemas. Aqui no Brasil, foi pelo SBT.
Precisou de mais de dez anos para um novo filme. Nas HQs, Steve Rogers foi temporariamente trocado por outro quando se recusou a ser um operativo oficial do governo, e descobriu que seu arquiinimigo, o Caveira Vermelha, não apenas ainda vivia como ocupava um corpo clonado de Steve Rogers. Os autores Mark Gruenwald e Kyeron Dywer deixavam claro que, apesar do patriotismo inerente a sua identidade heroica, Steve Rogers se recusava a ser um peão do governo.

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Matt Salinger, Capitão America nos anos 90

Paralelamente, os produtores Menahem Golan e Yaram Globus realizaram uma nova adaptação do herói com pretensão de serem fiéis às HQs originais, dividindo o filme em duas épocas: Um prólogo na Segunda Guerra onde enfrenta o Caveira Vermelha e depois um salto no tempo para os anos 90 onde volta a enfrentar o Caveira Vermelha para salvar a vida do presidente dos Estados Unidos. O orçamento foi novamente abaixo do necessário para um resultado melhor, a nacionalidade do Caveira Vermelha passa a ser italiana com o canastrão Scott Paulin transformando-o em um gangster moderno. O papel do herói foi vivido por Matt Salinger, filho do escritor J.D Salinger (o autor de “O Apanhador no campo de centeio) e a direção ficou a cargo do fraco Albert Pyun. No Brasil, “Capitão America” nem chegou a ser lançado no circuito comercial, sendo diretamente lançado em VHS.
Chris Evans já apareceu como o herói em 5 filmes (o que inclui uma ponta em “Thor Mundo Sombrio”) desde 2011 e agora enfrenta seu maior desafio em “Capitão America :Guerra Civil”, uma história inspirada na polêmica mini-série escrita por Mark Miller em 2009. Nela, o governo promulga uma lei para obrigar qualquer super herói a revelar sua identidade secreta e acatar as ordens do governo se quiser agir. De um lado, o Homem de Ferro lidera aqueles que aceitam a imposição e, por outro o Capitão America lidera os que se opõem à medida que infringe os direitos civis e a liberdade de atuação. As implicações da história foram profundas no universo Marvel, e por isso mesmo estarão contidas no filme que se propõe a ser uma continuação dos eventos de “Soldado Invernal” (2014) e “A Era de Ultron” (2015) e ainda servir de ponto de partida para a fase 3 que se desenvolverá nos filmes da Marvel Studios. Escolha um lado e divirta-se. Cap fOREVER !!!!!

ONTEM & HOJE : MICHAEL DOUGLAS

Michael Douglas em "São Francisco Urgente" 1972

Michael Douglas em “São Francisco Urgente” 1972

PARA QUEM ASSISTIU RECENTEMENTE “HOMEM FORMIGA” (ANT MAN), AINDA EM CARTAZ, CERTAMENTE RECONHECEU O ATOR MICHAEL DOUGLAS NO PAPEL DO DR. HANK PYM, O HOMEM FORMIGA ORIGINAL E QUE SE TORNA O MENTOR DE SCOTT LANG. MICHAEL PERTENCE A UMA LINHAGEM NOBRE DE ATORES, SENDO FILHO DE KIRK DOUGLAS (SPARTACUS). NASCIDO EM 25 DE SETEMBRO DE 1944, MICHAEL TEM CARREIRA PROLÍFICA TENDO ESTRELADO INUMEROS SUCESSOS COMO “ATRAÇÃO FATAL” (1987), “INSTINTO SELVAGEM” (1994) E “WALL STREET – PODER & COBIÇA” (1988) QUE LHE DEU O OSCAR DE MELHOR ATOR. NO ENTANTO, MICHAEL DOUGLAS, EM SEU INICIO DE CARREIRA TRABALHOU NA TV CO-ESTRELANDO A SÉRIE DE TV “SÃO FRANCISCO URGENTE” (THE STREETS OF SAN FRANCISCO) , AO LADO DO VETERANO KARL MALDEN. MICHAEL INTERPRETAVA O DETETIVE STEVE KELLER QUE COMBATIA O CRIME AO LADO DE UM EXPERIENTE INSPETOR. A SERIE FOI EXIBIDA NO BRASIL PELA REDE BANDEIRANTES (ATUAL BAND) NA DÉCADA DE 70. A PARTIR DE AGORA OCASIONALEMENTE O BLOGCINEONLINE VAI MOSTRAR O INICIO DE CARREIRA DE DIVERSOS ATORES HOJE RENOMADOS. FIQUEM LIGADOS

Hank Pym em "Homem Formiga"

Hank Pym em “Homem Formiga”

ESTREIAS DA SEMANA : EM CARTAZ A PARTIR DE 16 DE JULHO

HOMEM FORMIGA

(Ant Man) EUA 2015. Dir: Peyton Reed. Com Paul Rudd, Michael Douglas, Evangeline Lily, Corey Stoll, Judy Greer, Hayley Atwill, John Slaterry, Garret Morris. Ação.

HFormiga

Uma coisa positiva a respeito dos filmes do Universo Cinemático da Marvel é que eles não se prendem apenas aos heróis do primeiro escalão (Capitão America, Thor, Vingadores enfim) e sabem arriscar. Veja por exemplo o sucesso inesperado ano passado com os “Guardiões da Galáxia”. Apesar de que nas HQs originais, o Homem Formiga  é membro fundador dos Vingadores e parte fundamental das bases do Universo Marvel (Nas Hqs Hank Pym é o criador original do robô Ultron), sua premissa  tridimensionalisada no cinema poderia soar absurda ou cair no ridículo, sem mencionar que o personagem nunca teve um elenco coadjuvante ou galeria de vilões tão vasta quanto do tal “primeiro escalão”. E aí que entra a habilidade dos roteiristas Joe Cornish e Edgar Wright (que quase dirigiu também o filme) para tornar o filme não apenas divertido como também funcional dentro da sequência de eventos dos filmes que o antecederam e já inserido no que serão os posteriores. Nesse sentido, é interessante apesar das liberdades tomadas na adaptação, como já é de se esperar: O Dr.Hank Pym (Douglas) desenvolveu uma tecnologia que o permite modificar o tamanho e que está em vias de cair nas mãos erradas, a de seu ex pupilo Darren Cross (Stoll) que se torna o vilão Jaqueta Amarela. Para ajudá-lo Pym recruta o ex ladrão Scott Lang (Rudd) que se tornará esse diminuto e improvável herói. NO filme, Pym tem uma filha, Hope Van Dyne (nas Hqs Pym é casado com Janet Van Dyne, a heroína Vespa) que é interpretada pela ótima Evangelyne Lily (a Tauriel de “O Hobbit”, e cujo rosto me lembra muito a Stephanie Powers quando nova). Ação e humor são os ingredientes que já são de esperar em um filme do gênero e estão dosados para divertir iniciados em quadrinhos e, principalmente, os não iniciados, afinal de contas estes se tornam novos leitores muitas vezes). Atentem para as duas cenas pós créditos ao final do filme, serão interessantes, mas não vou revelá-las aqui. Boa diversão a todos.

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(7500) EUA 2015. Dir: Takashi Shimizu. Com Leslie Bibb, Amy Smart, Rayn Kwaton. Terror.

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Vôo de Los Angeles a Tokio se torna terreno de uma terrível experiência sobrenatural quando os passageiros começam a ser mortos um por um por uma força diabólica a bordo. Filme de terror para os aficcionados do gênero dirigido pelo mesmo responsável pelo nipônico “O Grito” (Lembram de Toshio ?) Em 1973 houve um filme feito para a Tv chamado “Horrror nas Alturas” (The horror at 37000 feet)com premissa parecida e que trazia no elenco William Shatner, o Capitão Kirk do “Star Trek” original). Os clichês habituais do gênero estão lá, nos dois casos, exceto pelo fato de que um filme de cinema possui um orçamento maior. Espero pelos sustos habituais e bom filme.

ESTREIA DE “VINGADORES : A ERA DE ULTRON” – AVANTE VINGADORES: HQS &FILME

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Um dos maiores sucessos dos estúdios Marvel há dois anos foi o filme “Os Vingadores” (The Avengers), ápice do plano desenvolvido pacientemente através dos filmes solo de seus integrantes – O Homem de Ferro, o Capitão América,Thor & Hulk, tendo esse último trocado Edward Norton por Mark Ruffalo. O plano era audacioso e as apostas altas despertando a curiosidade do público a cada cena pós-crédito. Em termos do gênero “filme de super-herói”, nada do porte já havia sido feito antes no cinema. Nos quadrinhos, pelo contrário, a Sociedade da Justiça nos anos 40 e a Liga da Justiça nos anos 60, da divina concorrente da Marvel, foi quem inaugurou a ideia de juntar em uma equipe os principais heróis de uma editora. Afinal, se eram personagens que vendiam bem em títulos separados, imagine todos juntos.

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A PRIMEIRA EQUIPE. Dois anos depois da estreia da Liga da Justiça publicada no título “The Brave & The Bold” #28 (Fevereiro-Março de 1960), e um ano depois do nascimento do universo Marvel com o lançamento do “Quarteto Fantástico” (Fantastic Four #1), Stan Lee chamou o colega Jack Kirby para reunir os heróis peso pesados da Marvel na equipe batizada de “Vingadores”, lançada em título próprio (o que era incomun na época) em Setembro de 1963. Não havia ainda a Viúva Negra e nem o Gavião Arqueiro e mesmo o Capitão América só entraria para o time na edição #4 do título. A primeira formação era Homem de Ferro, Thor, Homem Formiga, Vespa & Hulk, sendo que este já deixaria a equipe na edição seguinte, devido a sua instabilidade emocional. O QG da equipe, a Mansão dos Vingadores representaria uma Camelot moderna com os heróis formando uma távola redonda tendo o Capitão América, que logo centralizaria as atenções do grupo, assumindo uma figura tal qual um Rei Arthur, nobre e líder nato. Foi o patriótico Steve Rogers que reestruturou a equipe a partir da edição #16, quando os membros fundadores debandaram para cuidar de assuntos próprios e aí são recrutados os irmãos mutantes Feitiçeira Escarlate e Mercúrio, além do temperamental Gavião Arqueiro, todos ex-vilões em busca de redenção. As fileiras dos assim chamados “maiores super-heróis da Terra” sempre foram se modificando ao sabor do gosto dos roteiristas e dos leitores. Uma dinâmica acentuada pelos conflitos de temperamento e personalidade de seus integrantes. O Homem Aranha, mesmo sendo o herói mais popular da Marvel, só entrou para a equipe oficialmente em tempos mais recentes apesar de aparições esporádicas desde a edição #11.

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Chegada de Mercurio & Feitiçeira Escarlate na equipe.

HERÓIS NO BRASIL. A equipe dos Vingadores sempre foi marcada pela entrada e saída de diversos personagens com mais de 90 integrantes reunidos ao todo ao longo de seus mais de 50 anos de publicação. No Brasil é curioso que a editora Ebal, que introduziu os heróis Marvel em terras tupiniquins, não tenha publicado suas aventuras. O primeiro título dos vingadores em nosso país veio a ser publicado pela primeira vez entre novembro de 1975 e agosto de 1976 pela editora Bloch, que embora não tivesse qualidade gráfica em sua impressão, trazia ao menos as primeiras histórias do grupo desenhadas por Jack Kirby, e depois por Don Heck. Depois de um longo tempo pela editora Abril onde tinham suas histórias publicadas nos títulos “Heróis da TV”, “Capitão América” e “Grandes Heróis Marvel”, os Vingadores só voltaram a ter título próprio no país quando passaram para a Panini Comics, que inicialmente os publicou em outros títulos mix até fevereiro de 2004, quase dez anos antes da estreia do filme de Joss Whedon.

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HERÓIS & VILÕES. A Viuva Negra (Scarlet Johansson) é de popularidade inegável e já se especulou a possibilidade da heroína protagonizar um filme solo, mas o que poucos talvez saibam é que a personagem em suas primeiras aparições, desde “Tales Of Suspense” #52 (1964) em uma história do Homem de Ferro, era uma vilã e só entrou para a equipe dos heróis em “Avengers” #101 em 1973. O sintozóide Visão que será vivido no filme por Paul Bettany passou a fazer parte da equipe em “Avengers” # 57 de 1968 e chegou, tempos depois, a se tornar líder da equipe, casou com a Feitiçeira Escarlate (que será vivida pela atriz Elizabeth Olsen) e quase dominou os computadores do mundo. Sua criação foi, nos quadrinhos, fruto das ações do vilão que enfrenta a equipe no segundo filme, o robô Ultron (voz de James Spader).

Uma diferença fundamental é que nos quadrinhos Ultron foi criado pelo Dr.Hank Pym (O Homem Formiga que ganhou um filme solo que estreia em breve) e não pelo milionário inventor Tony Stark como mostrado no filme. Nas Hqs originais, escritas por Roy Thomas e desenhadas por John Buscema, Ultron é uma inteligência artificial de corpo indestrutível misto de mito frankensteniano com complexo de Édipo já que não apenas quer sempre matar seu criador como também chega a criar uma companheira cibernética com os padrões de Janet Van Dyne, a heroína Vespa, esposa do Dr.Pym. A estreia do vilão se deu em “Avengers” #55 de 1968, apesar de ter sutilmente manipulado os eventos ocorridos na edição anterior. A gênese do vilão subverte as leis robóticas Azimovianas, e faz das formas de vida orgânicas um diretriz de eliminação primordial, como no filme em que ganha a voz poderosa de James Spader que promete abalar os heróis desde o primeiro trailler divulgado ano passado em ameaça “No strings on me !” (Não há cordas em mim) como uma versão maligna de Pinóquio cuja fala ele recita para em seguida partir para sua missão destrutiva cujas ações repercutirão nas tramas de “Capitão América: Guerra Civil”, “Avengers – Guerra Infinita” e provavelmente nos demais filmes do universo cinematográfico da Marvel.

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Algum mistério recentemente se criou na possibilidade de haver aparições surpresas de outros personagens conhecidos da editora com os nomes de Julie Delpy e Linda Cardelini aparecendo no elenco divulgado, mas sem que seus papéis sejam mencionados. Em tempos de constantes vazamentos de informações pela internet, spoilers e copias piratas, é compreensível que a tal insinuação movimente o bate boca que sempre pode vir a significar um aumento na bilheteria, que já se prevê como sendo alta, tendo tido um orçamento estimado em mais de 250 milhões de dólares. As filmagens se estenderam durante vários meses no ano passado ajustando o cronograma à gravidez da atriz Scarlett Johasson. O ator Andy Serkis, que faz um dois vilões que prometem voltar futuramente (tudo indica que no aguardado filme do Pantera Negra) também auxiliou com a tecnologia de captura de movimento que tornou-se seu referencial com o sucesso de seus personagens virtuais em filmes como “O Hobbitt” e “Planeta dos Macacos” entre outros. Nerds de plantão aguardem a sempre esperada aparição de Stan Lee, pai do universo de heróis Marvel, mas esqueçam cena pós-crédito, já que foi anunciada que dessa vez a Marvel não a utilizará como de costume. Será ? O jeito é aguardar a estreia do filme em 23 de Abril e bradar aos quatro ventos “AVANTE VINGADORES” !!

ESTREIAS DA SEMANA : GUARDIÕES DA GALAXIA

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Na ficção cientifica convencionou-se chamar o espaço de “a fronteira final” e , desde a década de 30 os pulps e as HQs exploraram além da via láctea com heróis espaciais como Buck Rogers (1928, de Philip Nowlan), Brick Bradford (1933, de William Ritt & Clarence Gray) e Flash Gordon, o mais conhecido deles, criado por Alex Raymond (1934). Embora hoje sejam desconhecidos do público em geral, esses pioneiros imaginários lançaram as bases desenvolvidas depois por outros aventureiros que levaram gerações de leitores a se imaginar em uma viagem pelo espaço.  Os heróis “Guardiões da Galáxia” (Guardians of the Galaxy) que ganham agora uma aventura de carne e osso dirigida por James Gunn tiveram duas encarnações bem distintas nos quadrinhos da Marvel. O primeiro grupo a usar esse nome surgiu Janeiro de 1969 na revista “Marvel Super Heroes” #18 criados por Arnold Drake & Gene Colan. O grupo era formado pelo Major Vance Astro (um terrestre, que assim como o clássico Buck Rogers era um homem do passado transportado para o futuro), Martinex, Charlie 27 e Yondu, todos eles vindos de diferentes planetas como Plutão, Jupiter e Centauro IV. A equipe combateu os Badoon, uma raça reptiliana com planos de conquista galáctica. Depois da entrada de dois novos membros, Starhawk e Nikki, os heróis viveram novas aventuras inclusive ao lado dos Vingadores, mas sempre ficaram sem segundo plano no panteão de heróis Marvel.

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Mesmo com uma tentativa de série própria iniciada em 1990 escrita e desenhada por Jim Valentino, o título durou apenas 5 anos.  A equipe que agora chega às telas se baseia na segunda formação da equipe, criados por Dan Abnett & Andy Lanning, surgida nas HQs em 2007 como consequência da saga “Aniquilação” em que seres de vários cantos do cosmo unem forças para enfrentar o vilão Aniquilador, e depois a raça Falange. O grupo reúne o Senhor das Estrelas (Starlord), Rocket Raccon (o guaxinim de temperamento rebelde),  Drax, Gamora, Mantis, Adam Warlock, sendo que só pouco depois o grupo recebeu a adesão de Groot (o ser com aparência de árvore). Quando se encontram com o Major Astro, este sugere o grupo que use o nome “Guardiões da Galáxia” de forma a perpetuar a tradição iniciada eras antes pelo grupo original. Esse segundo grupo, sem os personagens Mantis e Warlock, é que aparecem no filme.

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Gamora, nas HQs foi uma guerreira treinada pelo vilão Thanos, que apareceu nos créditos finais do filme dos Vingadores ficou com Zoe Saldana (a Uhura de Star Trek) que se recusou a usar a captura de movimento, preferindo a maquiagem para torná-la a guerreira que se unirá ao grupo de Peter Quill, o Senhor das Estrelas (Chris Pratt). Contudo, a tecnologia de CGI foi indispensável para fazer Bradley Cooper se tornar o guaxinim Rocket Raccon e Vin Diesel virar Groot. A atitude de “bad boys” das galáxias diferencia esse grupo da equipe original dos quadrinhos. Entre os vilões, além de Thanos (Josh Brolin), está o misterioso Colecionador (Benicio Del Toro) que apareceu no final de “Thor: Mundo Sombrio” preparando o terreno para a chegada do filme dos heróis galácticos, e a pirata Nebulosa (Karen Gillian) que nas HQs é descedente de Thanos. O filme ainda tem Glenn Close e John C.Reilly como membros da Tropa Nova, também personagens dos quadrinhos.

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Recentemente, nas HQs até o Homem de Ferro fez parte da equipe de heróis galácticos, mas a presença de Robert Downey Jr tornou-se impossível, embora desejada já que o ator só assinou para voltar como Tony Stark nas sequências de Vingadores.   Se a Marvel acertar, terá uma franquia frutífera nas mãos e deixará a rival DC Comics para trás em termos de adaptações de quadrinhos para as telas, provando seu poder de fogo já que os guardiões não são personagens tão conhecidos assim fora do círculo nerd. Quem ganha nessa guerra é o público, mesmo que não leitor de HQs,  mas que procure por um escapismo despretensioso. Quem sabe em breve não teremos a volta de Flash Gordon também ?