ESTREIAS DA SEMANA: 31 DE JANEIRO

O MENINO QUE QUERIA SER REI.

cf-o-menino-que-queria-ser-rei-1-e1548891460146.jpg

(The Kid Who Would Be King) EUA 2019. Dir: Joe Cornish. Com Louis Serkis, Patrick Stewart, Rebecca Ferguson, Tom Taylor, Genevieve O’Reilly, Dean Shaumoo, Rhianna Dorris, Angus Imrre. Fantasia.

Sou grande admirador das lendas arturianas, mesmo das variações – e olha que são muitas, como essa que transforma um grupo de crianças une esforços para enfrentar nada mais nada menos que a lendária bruxa Morgana (Ferguson) que desperta no mundo moderno com intenção de dominá-lo ou destruí-lo. O pequeno Alex (Serkis) sofre bullying na escola e é o escolhido para empunhar a poderosa espada Excalibur, reunindo seus amigos, incluindo os valentões que o persegue formando uma especie de versão juvenil dos cavaleiros da távola redonda, que inclui uma versão rejuvenescida do mago Merlin.  Escrito e dirigido por Joe Cornish (roteirista de “Homem Formiga” – 2015 e “As Aventuras de Tin Tin” – 2011), o filme é uma agradável aventura juvenil estrelada por Louis Serkis, filho do ator Andy Serkis (Gollum de “Senhor dos Aneis” e Cesar de “Planeta dos Macacos”). Merlin, em sua versão adulta, é interpretado por Patrick Stewart, o Capitão Picard de “Star Trek The Next Generation”, que foi parte do elenco do clássico “Excalibur” (1980), a melhor adaptação da lenda. Já Morgana ficou com a excelente Rebecca Ferguson, essa belíssima atriz sueca tem se destacado em bons papeis como “O Rei do Show”, os dois últimos “Missão Impossivel” e, em breve, será vista em “Doutor Sono” (adaptação de Stephen King) e “MIB Internacional”.  Não é um filme de grandes pretensões, talvez por isso torna-se um agradável programa para pais e filhos, mostrando que as lendas renascem, mas nunca morrem.

A SEREIA – O LAGO DOS MORTOS

a-sereia03

(Rusalka: Ozero myortvykh) EUA 2019. Dir: Svyatoslav Podgaevskiy. Com Viktoryia Agalakova, Igor Khripunov, Nikita Elenev, Efim Petrunim. Terror.

O diretor do recente “A Noiva” (2017) volta ao gênero para mostrar que os russos também sabem fazer filme de terror. Usando a lenda da sereia que atrai os homens para a ruína o filme mostra um casal de noivos encontra a tal sereia, que coincidentemente no passado tentou atrair o pai do rapaz para o fundo do lago. Personagens lendários como a figura da sereia são atraentes para o público em geral, mas não espere pela clássica imagem da mulher com cauda de peixe, a sereia do filme russo está representada mais como uma mistura de fantasma com bruxa. Um ponto que pode contar contra o filme é que apesar de ser russo as cópias exibidas estão redubladas em inglês e o movimento labial dos atores pode ficar fora de sincronia. Apesar de tentar caprichar nos sustos, o filme não consegue fugir aos clichês do gênero, inclusive o clima de montanha russa e a total falta de aprofundamento dos personagens que estão á apenas para serem vítimas da sereia, que aliás também não é explorada quanto à mitologia desta.

UMA NOVA CHANCE

umanovachancefilme

(Second Act) EUA 2019. Dir: Peter Segal. Com Jennifer Lopez, Vanessa Hudgens, Milo Ventimiglia, Treat Williams. Comédia Dramática.

Lembro bem de trama parecida com esse filme em “O Segredo do meu Sucesso” de 1987 onde Michael J.Fox era um zé ninguém que vira executivo de uma grande empresa. No filme da cantora e atriz Jennifer Lopez seu personagem passa por algo similar. Ela é a empregada de uma loja de departamento que, por engano, acaba se tornando alta executiva, usando de sua experiência como vantagem no mundo dos negócios. Em tempos de empoderamento feminino e de toda a discussão em torno das igualdades salariais, o filme – também produzido por Jennifer Lopez – mostra a frieza do mundo empresarial, a competitividade desenfreada e cruel. O filme guarda momentos de humor com momentos dramáticos e segue todos os clichês dos filmes do gênero incluindo uma rival para Maya (Lopez) interpretada por Vanessa Hudgens (High School Musical). Nos Estados Unidos a bilheteria foi alta, tendo custado 16 milhões de dolares mas arrecadando mais do que o dobro até agora. Bom para a atriz que estava um tempo afastada das telas, e entrou no projeto depois da desistência de Julia Roberts, inicialmente escalada para o papel. O diretor é o mesmo de “Agente 86” (2008) e “Como se fosse a primeira vez” (2004) e sabe como conduzir a história que pode ser um agradavel programa de fim de semana.

VICE

vce

(Vice) EUA 2019. Dir:Adam McCay. Com Christian Bale, Amy Addams, Sam Rockwell, Steve Carrell. Biopic.

Escrito e dirigido por Adam McCay, que já trabalhou com Christian Bale e Steve Carrell em “A Grande Aposta”, o novo projeto do trio na trilha da premiação do Golden Globe e do Critic’s Choice que deu a Christian Bale um merecido reconhecimento no papel de Dick Cheney. Ele foi o vice presidente do governo George W. Bush e figura central de várias tramas nos bastidores de poder na Casa Branca. Admiravel caracterização de Bale, que de fato engordou para o papel, voltando a dividir a cena com Amy Addams com quem contracenou em “A Trapaça” (2014).  Amy é uma das melhores atrizes de sua geração mas ainda não recebeu o devido valor. Ela está indicada para o Oscar de melhor atriz coadjuvante desse ano e a torçida para a encantadora Addams é certa. O filme ainda concorre a outras 7 estatuetas, inclusive melhor filme, dirertor e – claro – melhor ator para Bale.

    

 

NAS BANCAS : CONHECIMENTO PRÁTICO LITERATURA Nº 73

Literatura-73.jpg

AMIGOS LEITORES DO BLOG, CHEGOU ÀS BANCAS A EDIÇÃO N°73 DA REVISTA “CONHECIMENTO PRÁTICO LITERATURA“, DA EDITORA ESCALA. BELÍSSIMA CAPA TRAZENDO A VIDA E A OBRA DO ESCRITORN FRANCÊS EMILE ZOLA. COMO COLABORADOR FREQUENTE DA REVISTA, ASSINO A MATÉRIA SOBRE AS LENDAS ARTURIANAS COM UMA ANÁLISE HISTÓRICO & LITERARIA DO MITO DE ARTHUR E SEUS CAVALEIROS DA TÁVOLA REDONDA. A EDIÇÃO ESTÁ RIQUÍSSIMA COM UMA ANÁLISE DO MAGNUS OPUS DE MACHADO DE ASSIS “MEMORIAS PÓSTUMAS DE BRAS CUBAS”, ALÉM DE COMOVENTE ULTIMA ENTREVISTA DO ESTUDIOSO E HISTORIADOR DE QUADRINHOS ÁLVARO DE MOYA, QUE NOS DEIXOU MÊS PASSADO. BOA LEITURA & OBRIGADO.

ESTREIAS DA SEMANA : 18 DE MAIO

REI ARTHUR – A LENDA DA ESPADA MÁGICA

Rei Athur

(King Arthur) EUA 2008. Dir: Guy Ritchie. Com Charlie Hunnam, Jude Law, Djimon Honsou, Eric Bana. Ação

“Uma espada forjada por um Deus, profetizada por um mago e destinada a um rei”. Essa belíssima chamada pertence a “Excalibur”, filme de 1981 que é a melhor adaptação do ciclo arturiano, em meio a mais de 140 adaptações para Tv e cinema. Curioso por se tratar de um lenda que desafia historiadores e se populariza no imaginário popular há séculos desde a era dos trovadores medievais. Guy Ritchie, o homem que readaptou Sherlock Holmes com Robert Downey Jr, tenta fazer o mesmo com o mito do Rei que unificou a Gra-Bretanha. Mas não espere pelo Santo Graal, triângulo amoroso com Lancelot e Guinevere. O filme segue um direcionamento diferente, aproveitando muito pouco do que se tornou cânone na saga, em ritmo frenético com cortes rápidos e fazendo de Arthur um homem cheio de defeitos, mulherengo, capaz de atitudes nada nobres, criado em um bordel de uma Londres medieval, mística, quando descobre ser o predestinado da profecia, vindo a investir o poder recém descoberto para matar Vortgen (Law), que usurpou o trono de Uther Pendragon, pai de Arthur. A pretensão é fazer este o primeiro de uma nova franquia, mas a estreia retraída de 17 milhões para uma orçamento de mais de 170 milhões dificilmente convencerá a Warner a continuar.