ESTREIAS DA SEMANA: 24 DE NOVEMBRO DE 2017

O CIRCUITO COMERCIAL AINDA ESTÁ SOB O EFEITO DOS HEROIS DC & MARVEL JÁ QUE MUITAS SALAS CONTINUAM A EXIBIR O RECENTE “LIGA DA JUSTIÇA” E OUTRAS AINDA TRAZEM “THOR RAGNAROK”. O FILME QUE REUNE OS SUPERAMIGOS ALCANÇOU NUMERO SURPREENDENTE DE ESPECTADORES NO BRASIL, EMBORA NOS ESTADOS UNIDOS ESTEJA ABAIXO DO DESEJADO PARA PAGAR SEU INFLADO ORÇAMENTO. EM MEIO A OUTROS LANÇAMENTOS MENORES, RECEBEMOS UMA COMEDIA JÁ NO CLIMA NATALINO (PAI EM DOSE DUPLA) E UM SUSPENSE COM MICHAEL FASSBENDER (O MAGNETO DE “XMEN APOCALIPSE) E A BELA REBECCA FERGUSON.

PAI EM DOSE DUPLA 2

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(Daddy’s home 2) EUA 2017. Dir:Sean Anders. Com Will Farrell, Mark Whalberg, Linda Cardelini, Mel Gibson, John Lihtgow, John Cena,  Alessandra Ambrosio. Comedia.

Vendo os elogios que a crítica em geral tem feito a John Lithgow lembro do ator em papel central na sitcom “Third Rock From The Sun” na década de 90. No papel do pai de Brad (Will Farrell), Lithgow dá um show de comicidade, sendo uma grata adesão ao elenco dessa sequência ao grande sucesso de 2016. Os pais Brad (Farrell) e Dusty (Walbergh) deixaram a rivalidade no final do primeiro filme e se tornaram amigos. Essa amizade está sendo ameaçada por muita confusão quando, no Natal,  a família recebe os avôs Kurt (Gibson) e Don (Lithgow) de personalidades diametralmente opostas. O primeiro é bocudo e machista, enquanto o outro é sensível e emotivo.

BONECO DE NEVE

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(The Snowman) EUA 2017. Dir: Thomas Alfredson. Com Michael Fassbender, J.K.Simmons, Toby Jones, Val Kilmer, Rebecca Fergusob, Chloe Sevigny. Suspense.

Detetive investiga o desaparecimento de mulheres casadas sempre ao cair da primeira neve. Sua única pista é um cachecol deixado em um boneco de neve feito pelo serial killer. Produção de Martin Scorcese, que quase também o dirigiu, mas deixou o projeto para o diretor de “O Espião que Sabia Demais”, de origem sueca. Este é a sétima incursão do detetive Harry Holes (Fassbender), protagonista de uma série de livros de mistério do autor norueguês Jo Nesbo. Destaque para a bela atriz sueca Rebecca Ferguson (Missão Impossivel 5, Vida) que faz o interesse romântico do policial.

ESTREIAS DA SEMANA: A PARTIR DE 12 DE JANEIRO DE 2015

ASSASSIN’S CREED – O FILME

(Assassin’s Creed – The Movie). EUA 2017. Dir: Justin Kurzel. Com Michael Fassbender,  Marion Cotillard, Jeremy Irons, Brendan Gleson, Charlotte Rampling. Fantasia / Aventura.

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       Adaptação de famoso video game que começou como um spin-off (produto derivado) do jogo “Principe da Persia”, antes de iniciar série própria. O protagonista da trama é Desmond Miles, que descobre fazer parte de uma seita milenar de assassinos que remonta a época das cruzadas, dos cavaleiros templários e avança eras adentro. Utilizando tecnologia especial, a Animus, Desmond acessa a memória de seus ancestrais, revivendo eventos históricos na busca de um fruto místico que pode remover o livre arbítrio das pessoas.  A trama foi retirada do primeiro jogo, mas com algumas mudanças que os já iniciados sentirão: O protagonista da história vivido por Michael Fassbender (Magneto de “XMen – Apocalipse”) é rebatizado Callum Lynch, o Animus (a máquina usada para acessar a memória genética) deixa de ser uma espécie de mesa para se tornar um tipo de guindaste ligado ao corpo de Lynch. Seguindo essa linha narrativa, o filme faz constantes indas e vindas no tempo que podem ficar cansativas para os não iniciados na historia. O elenco coadjuvante traz medalhões como a sempre maravilhosa Marion Cotillard, o excelente Jeremy Irons, entre outros. Os roteiristas Adam Cooper e Bill Collage (Exôdo – Deuses & Reis) criam um filme movimentado, mas que não agradou ao público geral uma vez que seu orçamento foi de mais de US$ 100 milhões e a bilheteria ficou até agora em torno de US$ 31 milhões, apontando para mais uma adaptação esforçada mas decepcionante perante o público. A tentativa de criar uma franquia de filmes deve não ser levada adiante mediante o fracasso do filme, deixando os fans com os games e a bem sucedida série de livros, publicada pela Penguim desde 2009.

 

EM CARTAZ : ESTREIAS EM 14 DE JANEIRO

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CREED – NASCIDO PARA LUTAR. (Creed) EUA 2015. Dir: Ryan Coogler. Com Michael B. Jordan,  Sylvester Stallone, Liev Schreiber. Drama. Acredito que foi mais que justificada a vitória de Sylvester Stallone no Golden Globe 2016 no último domingo. Rocky Balboa é um dos personagens mais emblemáticos do imaginário popular, vivido por Sly como protagonista de seis filmes, e agora coadjuvante desse spin-off (filme derivado) centrado no treinamento de Adonis Creed (Jordan), filho do ex campeão Apollo (Carl Weathers). Stallone assume uma função mais em segunda plano na narrativa mas sua presença é tão forte e seu personagem é tão icônico que fica a sensação de reencontrar um velho amigo. Sentimentalismo à parte, a intenção é de que o filme seja para a nova geração o que “Rocky Um Lutador” foi em 1976. Não chega a tanto mas é um bom filme com o boxe usado como o elemento para discutir a relação pai e filho de duas formas: Adonis carregando o legado do pai que nunca conhecera (Adonis teria nascido depois da morte de Apollo retratada em Rocky IV de 1986) e a relação atleta- mentor retratada em Adonis com Rocky. O filme também fala de envelhecimento, da passagem de tocha  e o que essa interação aflora na mente de pupilo e mestre. Stallone está com 69 anos, a mesma idade que Burguess Meredith (o treinador Mickey) no primeiro filme de Rocky. Sua atuação madura e visceral trabalha com o sentimental na medida certa, sem exageros, ainda que com os clichês do gênero “filme de boxe”. É a primeira vez que um filme com Rocky (Stallone o interpreta pela sétima vez) é distribuído pela Warner e o primeiro cujo roteiro não foi escrito por Sly. Ryan Coogler desenvolveu o roteiro e custou para convencer Stallone a voltar ao papel, ao que foi convencido por sua esposa. Cria-se uma franquia nova e já se anuncia uma sequência para o final de 2017 já que seu custo de $35 milhões já rendeu mais de $100 milhões nos Estados Unidos. Nada mal para trazer a Stallone a respeitabilidade de quem atravessa gerações lutando contra as próprias limitações, nada mal para Michael B.Jordan ser notado depois do fiasco do filme do “Quarteto Fantástico” onde interpretou o Tocha Humana e, enfim, parabéns para o diretor novato Ryan Coogler que já foi confirmado como diretor do filme do “Pantera Negra”.

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STEVE JOBS. (Steve Jobs) EUA 2015. Dir:Danny Boyle. Com Michael Fassbende, Kate Winslet, Seth Rogen. Drama. Em 2013, já tivemos uma cinebiografia sobre Steve Jobs, esta convencional e centrada mais em mostrar fatos do que se aprofundar na personalidade polêmica do co-criador da Apple. Ashton Kutcher teve uma boa caracterização física, mas Michael Fassbender é um intérprete de muito mais recursos dramáticos, tendo memorizado as 190 páginas do script,  e isso se faz notar durante os 122 minutos do filme, adaptado do livro escrito por Walter Isaacson (2011). O projeto já mudou de rumos muitas vezes: Quase foi dirigido por David Fincher, Christian Bale, e depois Leonardo diCaprio fariam Jobs, e Natalie Portman seria Joanna Hoffman, papel que deu o Globo de Ouro para Kate Winslet. O filme também ganhou o Globo de Ouro de melhor roteiro para Aaron Sorkin que dividiu o filme em três atos, cada um centrado em uma descoberta de Jobs. Um efeito curioso é que cada ato foi filmado de uma forma diferente para acentuar o período retratado: 16mm, 35mm e filmagem digital no último ato.

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SNOOPY & CHARLIE BROWN – PEANUTS O FILME (Peanuts, the movie) EUA 2015. Dir: Steve Martino. Vozes:  Noah Schnaap, Francesca Capaldi, Mariel Sheets. Animação. Sempre fui um apreciador dos personagens criados pelo cartunista Charles Schulz (1922 – 2000) e adorava tanto as tiras como o desenho da TV. Os roteiristas Craig Schulz e Bryan Schulz são respectivamente filho e neto de Charles Schulz e prepararam uma bela homenagem a essa adorável patota: O inseguro Charlie Brown, a mandona Lucy, o pianista Schroder, entre outros, principalmente é claro o cão Snoopy, todos retratos da infância de cada um. É o primeiro longa realizado em computação gráfica, 65 anos depois da criação da Hq. Enquanto Charlie Brown está apaixonado pela menina nova do bairro, seu cão busca seu arqui-inimigo imaginário, o Barão Vermelho. O encanto desses personagens é justamente falar da infância de cada um e a oportunidade aqui é mostrar para as crianças de hoje que existe coisa melhor do que, por exemplo, “A Hora da Aventura” ou “Peppa “.

 

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CAROL. (Carol) EUA 2015. Dir: Todd Raynes. Com Cate Blanchet, Rooney Mara, Kyle Chandler. Drama. Não acredito que deve haver alguém que duvide do talent de Cate Blanchett. Essa maravilhosa atriz já trabalhou com o diretor Todd Raynes em 2007 no filme “Não estou lá” e agora repete a parceria em uma adaptação do livro “The Price of Salt”, de Patricia Highsmith (também autora de “O Talentoso Ripley), publicado em 1952 sobre um romance entre uma mulher casada e uma vendedora enquanto lutam contra as convenções, além da pressão e do ódio do marido de Carol que lhe toma a filha. O filme concorreu a vários Globos de Ouro.

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A GRANDE APOSTA. (The Big Short) EUA 2015. Dir:Adam McKay. Com Christian Bale, Ryan Gosling, Steve Carrell, Selena Gomez, Brad Pitt. Drama. Adaptado do livro “A Grande Jogada – Os Bastidores da Crise Financeira de 2008” de Michael Lewis, por sua vez retratando um fato real: Em 2008, uma crise financeira tomou o mundo levando um grupo de investidores de Wall Street a se aproveitar do momento concedendo empréstimos a quem não tinha condições de pagar. Produzido por Brad Pitt que já adaptou o autor em “O Homem que mudou o Jogo”.